De volta à Dresden (Alemanha)

Nos últimos meses, tenho trabalhado como professora convidada em Dresden, no leste da Alemanha. Embora tenha sido uma experiência enriquecedora, foi também bastante estressante, pois tive que conciliar com o meu trabalho na Holanda. Uma das partes mais gostosas foi poder voltar e explorar um pouco mais de Dresden. Sem dúvida, essa é uma das minhas cidades favoritas do país. Já fiz um post completo sobre a cidade há alguns anos (e vocês podem vê-lo aqui). Mas se quiserem ver em vídeo o motivo da minha paixão por esse destino, confiram no YouTube. Tenho certeza de que vão adorar!

Minha lista – países visitados

Ando numa fase em que gosto de escrever como forma de registrar tudo o que já vivi. Uma das coisas que eu costumava fazer com o meu sobrinho, #raulmenezo, era criar listas com os países que já visitei. Então, para fins de registro, vou disponibilizar a lista completa aqui.

1. Brasil 2.Uruguai 3.Chile 4.Paraguai 5.Argentina 6.Bolívia 7.Peru 8.Colômbia 9.Panamá 10.Cuba 11.Equador 12.Porto Rico 13.Aruba 14.Curaçao 15. St. Thomas 16. St. Kitts e Nevis 17.México 18.Estados Unidos 19.Canadá

20.China (Hong Kong e Macau) 21.Emirados Árabes Unidos (Dubai) 22.Catar

23.Finlândia 24.Portugal 25.Espanha 26.França 27.Alemanha 28.Luxemburgo 29.Eslováquia 30.Bélgica 31.Países Baixos (Holanda) 32.Inglaterra 33.Irlanda 34.Escócia 35.Itália 36.Vaticano 37.San Marino 38.Mônaco 39.Malta 40.Croácia 41.Bósnia e Herzegovina 42.Bulgária 43.Romênia 44.Letônia 45.República Tcheca 46.Suíça 47.Estônia 48.Áustria 49.Hungria 50.Noruega 51.Dinamarca 52.Suécia 53.Polônia 54.Liechtenstein

É bastante! Nunca imaginei tudo isso e sou grata por cada experiência. Mas ainda tenho muitos países (dos sonhos) para conhecer. Nenhum deles é em um futuro próximo, mas quem sabe o Universo não me surpreende…

Paris – De volta aos clássicos e novos atrativos

Após um longo período sem atualizações em meu blog, retorno para compartilhar uma experiência recente.

Nos últimos anos, concentrei meus esforços na produção de conteúdo para meu canal no YouTube, motivo pelo qual deixei de relatar com frequência minhas viagens por escrito. No entanto, considerei que o vídeo a seguir reúne informações valiosas e pode ser de grande interesse para os que acompanham meu trabalho.

Trata-se de um registro do meu último final de semana em Paris. Como de costume, revisitei alguns dos pontos turísticos mais emblemáticos da cidade, como a Torre Eiffel e a Avenida Champs-Élysées. Entretanto, também explorei atrações menos tradicionais, como La Galerie Dior e o Museu Jacquemart-André.

Um dos momentos mais emocionantes da viagem foi a visita à Catedral de Notre-Dame, totalmente restaurada após o incêndio ocorrido em 2019.

Outros locais que merecem destaque são o elegante Café Dior e o sofisticado Café Maxime Frédéric at Louis Vuitton, ambos com propostas únicas que unem gastronomia e design.

Caso apreciem o conteúdo, convido-os a curtir o vídeo, integrar-se à comunidade e acompanhar minhas próximas aventuras. Para mais relatos e atualizações, sintam-se à vontade para visitar também minhas outras plataformas:


Youtube: https://www.youtube.com/@vanessaomenezes
Instagram: @vanessaomenezes

Aventura em Malta!

Malta é um destino que planejo conhecer há anos. É um arquipélago localizado no Mar Mediterrâneo entre a Itália e a Tunísia. É um país independente que tem sua própria língua (o Maltês) e sofreu influência de grandes civilizações como dos Romanos, Gregos, Muçulmanos e Bizantinos. Já foi colônia Britânica e ainda guarda resquícios deste período como a predominância da Língua Inglesa. O território faz parte da União Europeia e utliza o Euro como moeda oficial.

Cheia de história e com um clima mediterrâneo, o destino une lazer, cultura, regada a boa gastronomia. Disponibilizei um vídeo com todos os meus passeios em Malta. Detalho localização, preço, e conto o que realmente vale a pena.

Espero que gostem!

Perdida em Turim (Itália)!

Estou meio sumida do blog, mas minha paixão por viagens continua latente.

Caso queiram saber mais sobre Turim, cidade no norte da Itália, recomendo que assistam meu vídeo do YouTube. Um complicado de programas e dicas para os, como eu, incansáveis em explorar novos destinos.

Ciao!

Desventuras pela Europa – Capítulo 12 – Praga

O post de hoje é sobre uma cidade que eu planejava conhecer há muito tempo. Na verdade, minha intenção era visitar a capital da República Checa na minha lua de mel (não que eu tenha alguma lua de mel em vista!), mas quando vi a oportunidade de conhece-la nesta temporada, percebi que não poderia perder a chance. Passei apenas um final de semana no destino, mas acho que visitei os principais atrativos e vou contar mais sobre esta jornada.

Para quem não conhece, Praga é a capital da República Checa, país situado ao lado da Alemanha; é conhecida como uma das cidades mais bonitas do mundo. Com quase um milhão e meio de habitantes, um dos seus principais atrativos é o Castelo de Praga, considerado o maior castelo do planeta. O país tem uma história interessante, pois já fez parte da Boêmia, do império austro-húngaro, sofreu influência soviética, e no início da década de 1990, como Checoslováquia, antiga nomenclatura do país, foi dividida em República Checa e Eslováquia. Mesmo como um território independente, faz parte da Comunidade Europeia, mas não adota o euro como moeda nacional; a moeda do país é a Coroa Checa e a cotação (novembro de 2019) é de € 1 ≅ 25 CZK.

Para esta viagem, escolhi um hotel especial; a  cidade de Praga tem ótimas opções de hospedagem, mas os empreendimentos mais tradicionais cobram uma tarifa pouco amigável. Hospedei-me no Mama Shelter Prague, um estabelecimento que oferece o conforto e o valor que eu estava procurando. O Mama Shelter é uma das bandeiras mais descoladas da rede francesa de hotéis Accor. Admito que nunca tinha me hospedado em uma unidade, mas sempre gostei muito do conceito. É moderno, descolado, confortável, com amplos espaços sociais e tarifa muito boa para um estabelecimento de categoria superior. Não está localizado próximo ao centro turístico, mas há uma parada de bonde a 100 metros do estabelecimento, oferecendo acesso fácil aos principais locais de interesse de Praga. O único ponto negativo é o atendimento; achei-o muito frio e desinteressado. Mesmo assim, recomendo-o para quem está procurando um lugar legal com um preço justo. Segue abaixo uma foto da fachada do empreendimento.

 

O primeiro passeio que fiz em Praga foi um Free Walking Tour. É um tipo de passeio que eu recomendo muito pois, apesar das controvérsias, é uma forma prática e prazerosa de conhecer o destino, apresentado pelo ponto de vista de um local. Em duas horas e meia passamos ​​pela: Torre de Pólvora (Foto 1); Casa Municipal e Josefov, bairro judeu que chegou a abrigar 150 mil habitantes e que sofreu uma transformação nas últimas décadas, conservado seu toque particular. No Bairro, visitamos a Sinagoga Espanhola, o antigo cemitério judeu e Pinkasova synagoga (Uma das mais antigas sinagoga de Praga. Seu surgimento é datado do século XVI). Passamos, ainda, pelo Rudolfinum; Praça da Cidade Velha (Foto 2); Charles University; Estates Theater; Praça Venceslau; Muralhas da Cidade Velha; e Orloj (Relógio astronômico medieval localizado em uma das paredes da Prefeitura – Foto 3. O Relógio oferece um espetáculo musical a cada hora do dia, reunindo uma multidão de turistas). Foi um ótima opção para conhecer a história da República Checa e da cidade de Praga, pois sabia muito pouco sobre a região, e entender o dimensionamento do destino, além de seus principais atrativos. Por essa razão, recomendo. Caso tenham interesse, há várias empresas que fazem o passeio nos mesmos moldes, mas escolhi a White Umbrella Tours. Os tours saem todos os dias às 10:00 e às 11:00 na esquina da Praça da Cidade Velha, na rua Pařížská, ao lado da loja Cartier. Procurem pelos guarda-chuvas brancos com o logotipo da empresa. É possível agendar o tour antecipadamente pela home page da White Umbrella, mas não fiz nenhuma reserva e não houve nenhum problema, portanto acho que a falta de reserva antecipada não é um impeditivo. Segue abaixo algumas fotos tiradas durante o tour.

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O segundo dia foi dedicado a uma visita do outro lado do Rio Moldava onde conhecemos as dependências do Castelo de Praga. Para chegar ao Castelo, passamos pela Ponte Carlos (Karlův most), a ponte mais antiga da cidade e a segunda mais antiga do país, construída entre os séculos XIV e XV.  A Ponte é realmente muito bonita e tem uma beleza cênica marcante; possui diferentes estátuas de santos, mas sem dúvida as mais importantes são de Santa Lutgarda e São João Nepomuceno. Nesta última, dizem que todos os turistas devem toca-la para garantir que voltarão a Praga. Não acredito neste tipo de superstição, mas como não custava nada, toquei no mocinho. O local é bonito e a travessia é prazerosa; os únicos pontos negativos, na minha opinião, são: (1) o grande número de pessoas pedindo ajuda na ponte, pois me deixou triste. Havia muitas pessoas e estava um dia muito frio; e (2) segurança. Eu não vi nada perigoso durante a viagem, mas de acordo com nosso guia, a Ponte é um atrativo no qual há maior chance de ser furtado, devido ao grande fluxo de turistas. Na dúvida, fiquem de olho! Segue abaixo uma imagem da Ponte.

Do outro lado chegamos à Colina Hradcany, onde localiza-se o Castelo. O Castelo de Praga (Pražský hrad) é, na verdade, um complexo de edificações conectadas, formando um bairro inteiro. É um atrativo no qual é necessário reservar várias horas do seu dia. 

É cobrado pela visitação e há diferentes circuitos que dão direito a áreas específicas. Eu adquiri o Circuito B (250 CKZ) e durante meu tempo no Castelo passamos pelos seguintes atrativos:

(1) Catedral de São Vito: Uma linda igreja em estilo gótico, considerada um dos símbolos de Praga.

(2)  Basília de São Jorge: A mais antiga igreja do Complexo. A primeira estrutura da Basília remonta ao século IX.

(3) Viela Dourada: Uma rua com edificações coloridas do século XVI que teve entre seus moradores o renomado escritor Franz Kafka.

Esta parte da cidade é cheia de lojinhas de souvenirs e restaurantes charmosos, mas também tem muito pega-turista. Fiquem atentos! Visitamos, ainda, a lindíssima St. Nicholas Church (100 CKZ), a igreja mais linda da cidade.

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Assim termina minha rápida passagem por Praga. Minhas expectativas eram tão altas que muitas vezes durante o planejamento da viagem fiquei com medo de me decepcionar e, de certa forma, ela não era como eu esperava. O centro histórico é lindo, mas esperava mais. Não achei a cidade tão limpa, tão organizada, com opções de alimentação tão descoladas e saborosas. O atendimento foi sempre ruim e poucos comerciantes falavam Inglês. As placas turísticas eram todas em checo e muitas vezes confusas. Achei a cidade cara, quando comparada a outros destinos do leste europeu e incomodou-me o fato de ter tantos turistas, mesmo no início do inverno. Mas também não posso dizer que não gostei; a cidade foi especial por outros motivos e achei-a romântica e nostálgica. Por fim, fiquei impressionada como este destino conseguiu se consagrar unindo história e cultura.

Caso tenham interesse em ver mais imagens da cidade, segue abaixo um vídeo que mostra toda a jornada. Espero que gostem!

Desventuras pela Europa – Capítulo 11 – Oslo

O post de hoje é sobre uma das surpresas da temporada; Oslo, capital da Noruega. No mês anterior visitei a Finlândia e fiquei entusiasmada com a beleza e organização do país, pensei, portanto, que deveria expandir minhas experiências nórdicas e visitar Oslo.

Para quem não sabe nada sobre a Noruega, o país está situado no norte da Europa; possui algo em torno de 5,5 milhões de habitantes e é considerado uma das nações mais seguras e com a melhor qualidade de vida do mundo. A língua oficial é o Norueguês, além de outras duas línguas minoritárias, e a moeda local é a Coroa Norueguesa (€ 1 NOK 9,70). O país não faz parte da União Europeia, mas tem um tratado de livre comércio com o Bloco. Oslo está localizada no sudeste do país e foi estabelecida no século XI. Com quase 700 mil habitantes, é conhecida como uma capital verde, pois 60% de seu território é coberto por florestas e parques e é onde ocorre a entrega do Prêmio Nobel da Paz.

Cheguei a Oslo pelo Aeroporto Oslo Gardermoen; maravilhoso, um dos melhores que eu já conheci, mas que está localizado longe do centro da cidade. Para conectá-lo ao centro há  uma estação de trens  no próprio aeroporto com saída de comboios em direção à estação central a cada 10 minutos (trajeto de quase 30 minutos, em média). O ticket custa NOK 105 para trens comuns e NOK 140 para trens expressos (o preço foi uma facada no coração logo na chegada!). A diferença de tempo no trajeto entre os dois  é mínima (alguns minutos), mas o trem expresso é mais cômodo, pois não há muvuca de passageiros. Peguei o trem comum e achei-o bem ok, não acho que valeria a pena pagar mais caro para fazer um trajeto tão pequeno, até porque cada centavo estava contando.  

Para esta viagem fiquei hospedada no Clarion Hotel Oslo, localizado no moderno bairro de Bjørvika. Foi difícil escolher um empreendimento específico, pois a cidade oferece vários hotéis descolados, bem localizados e com tarifas semelhantes. Admito que os valores das diárias em Oslo não são muito baratas, mas tirando um ou outro hotel, também não assustam. O Clarion Hotel Oslo tem uma tarifa ok, dentro da categoria dele, até um pouco mais barato; está próximo da estação central e o recomendo demais. Limpíssimo, design sóbrio, mas requintado, e café da manhã mara. Eles dispõem de um check-in automático (eu sempre fico cabreira com essas funcionalidades, mas foi tudo prático e tem sempre alguém ajudando). Deem uma olhada no espaço da recepção do empreendimento.

 

Meu primeiro passeio em Oslo foi um free walking tour disponibilizado pela Free Tour Oslo. Durante quase duas horas de passeio visitamos: Jernbanetorget (leão localizado ao lado da Estação Central de Trens), a moderna Opera House, Trondheimsveien Oslo Borsen, Christiania Torv, Akershus Festning, Aker Brygge, a lindíssima Prefeitura de Oslo, o Teatro Nacional, Karl Johans gate e terminamos o passeio em frente ao edifício do Parlamento Norueguês. Por mais que o passeio tenha sido mais sério, sem piadinhas ou brincadeiras, achei que valeu super a pena, pois nossa guia nos contou muito sobre a história do país, a cultura e a mentalidade norueguesa, além de dar detalhes sobre o cotidiano. Recomendo! Para quem tem interesse, os tours saem todos os dias ministrados em Inglês e Espanhol em frente à Jernbanetorget às 10:00 e às 13:00. Por conta própria também passei em frente à Universidade de Oslo, ao Palácio Real e a Catedral. O Palácio Real está aberto à visitação durante os meses de verão, mas como cheguei no outono, aproveitei apenas o lindo parque que rodeia a edificação. Abaixo segue fotos da Ópera House (1), da Bolsa de Valores (2), da Fortaleza de Akerhus (3), da Fachada e do Interior da Prefeitura de Oslo (4/5), da fachada do Parlamento Norueguês (6), do Teatro Nacional (8), da Universidade de Oslo (9), do Palácio Real (10) e da Catedral de Oslo (11).

 

 

Munch Museet – Localizado um pouco mais afastado do centro da cidade, o Museu expõe obras de Edvard Munch, um dos precursores do impressionismo e expressionismo e o pintor mais reconhecido da Noruega.  Nele estão expostas as obras: “O Grito”, “Madonna”, “Starry Night” e “The Kiss”. Além disso, o Museu conta com trabalhos de outros artistas como Amaldus Nielsen, Harriet Backer, Ludvig Ravensberg, Teddy Røwde, Jakob Weidemann e Johan Berner Jakobsen. O ticket custa NOK 120 e só o recomendo para quem realmente gosta de arte ou é fascinado pelo trabalho de Edvard Munch. O Museu em breve será transferido para um edifício de vanguarda no bairro de Bjørvika, portanto, quando planejarem a viagem, fiquem de olho! Segue abaixo uma foto de “O Grito”. A Obra é menos impactante pessoalmente que nas fotos, mas vale pelo significado.

 

Norsk Folkemuseum – O Museu, localizado na região de Bygdøy, há uns 8 quilômetros do centro da cidade, mostra como as pessoas viviam na Noruega a partir de 1500 até hoje. Esta trajetória é apresentada por meio de 160 edifícios originais expostos a Céu Aberto que representam diferentes regiões da Noruega, diferentes períodos de tempo, além de diferenças entre cidades e classes sociais. A Igreja Stave Gol, datada de 1200, é um dos cinco edifícios medievais do museu e é, sem dúvida, uma das igrejas mais impressionantes que já tive a oportunidade de conhecer. A história contemporânea é apresentada através de exposições permanentes que incluem arte folclórica, figurinos, brinquedos e cultura Sami. O lugar é muito bacana, sem dúvida meu tipo de museu, e foi muito interessante para entender o estilo de vida nórdico. Caso tenham interesse, o museu custa HOK 160. Apesar de estar localizado mais distante do centro, é muito fácil chegar ao local; pegue o ônibus de número 30 no centro da cidade. O trajeto custa NOK 56 (devem ser pagos em espécie ao motorista) e dura cerca de 25/30 minutos.

 

Ainda na região, há 500 metros do Norsk Folkemuseum está localizado outro interessante museu da cidade.

Vikingskipshuset – Este espaço apresenta navios viking, esculturas em madeira e objetos encontrados em escavações arqueológicas. Dois dos navios apresentados estão quase completos; eram navios de alto mar que passaram a ser usados em ritos funerários para seus ricos proprietários ao redor do fiorde de Oslo. É pequeno, mas muito interessante para quem gosta de cultura viking. O ingresso custa NOK 100 e dá acesso ao Historisk museum, no centro da cidade, atrás da Universidade de Oslo. Este último também tem um acervo retratando a cultura Viking, mas só vale a pena a visita se casada com o primeiro museu.

E assim terminou minha rápida passagem pela Noruega.  Eu tenho o privilégio de conhecer muito lugares interessantes, mas pouco lugares me tocam como Oslo me tocou. É uma cidade menos rebuscada, mais sóbria, mas que mescla de forma perfeita a história e a modernidade, a natureza com a vida urbana. É multicultural, mas compacta. A região é bucólica e pouco se assemelha a capital de um país. É uma cidade onde facilmente você percebe o quanto as pessoas se preocupam com o bem estar dos outros. É impressionante como um país que sofreu com as imposições da natureza conseguiu prosperar usando exatamente os mesmos recursos. É satisfatório saber o quanto o governo investe na educação e na saúde para que a população tenha um futuro ainda mais próspero. É inspirador ver como eles são apaixonados pela natureza, pelas atividades relacionadas a ela e como é possível ser feliz aproveitando os momentos simples da vida. É claro que o destino não é perfeito. Oslo é uma cidade cara, MUITO cara, mas também muito justa. Infelizmente há pessoas pedindo ajuda nas ruas, entre eles muitos ciganos e o frio e a escuridão tomam conta da paisagem em grande parte do ano. Mesmo assim, a cidade me inspirou. Fez-me sentir mais grata pela vida, feliz com as minhas escolhas e comigo mesma. Desta forma, recomendo-a a todos que querem conhecer uma outra realidade do mundo. 

Segue abaixo um vídeo que mostra toda a viagem. Ele está disponível no meu canal do Youtube: “Vanessa´s Diaries”. A edição ficou muito bacana, já estou ficando profissional, e conto mais sobre minhas impressões para vocês. Espero que gostem!

Desventuras pela Europa – Capítulo 10 – Finlândia (Helsinque e Tampere)

Moi! O post de hoje é sobre uma das viagens mais esperadas desta temporada europeia. Sempre tive especial interesse nos países nórdicos, pois sou louca por design e um tanto curiosa para entender como nações que lidam com condições climáticas desfavoráveis conseguem se organizar de maneira tão precisa a oferecer qualidade de vida ímpar à sua população.

Fui à Finlândia participar do 14th Corporate Responsibility Research Conference, evento ocorrido em Tampere, segunda maior cidade do país, e sediado pela Business 2 Nature (B2N) Research Group, grupo de pesquisa da Tampere University, em associação com o the Sustainability Research Institute da University of Leeds, no Reino Unido e da KEDGE Business School, na França. Como comentei, o evento ocorreu em Tampere, cidade industrial a 180 quilômetros de Helsinque na qual eu nunca tinha ouvido falar, mas admito que fiquei impressionada pelo lugar e conto para vocês um pouquinho mais sobre ela.

Para quem não sabe nada sobre a Finlândia, o país está situado no norte da Europa; possui pouco mais de 5 milhões de habitantes, no qual grande parte da população está concentrada no sul do território. É o oitavo maior país da Europa em extensão territorial e o menos densamente povoado da União Europeia. As línguas oficiais são o Finlandês e o Sueco e a moeda local é o Euro, o único país nórdico que a utiliza. A Finlândia tem um história fascinante; fez parte da Suécia e do Império Russo, mas desde 1917 é um território independente, administrado por meio de uma república parlamentar com o governo central baseado em Helsinque, capital do país.

Cheguei à Helsinque pelo Helsinki-Vantaan lentoasema; aeroporto bom, moderno e cheio de lojinhas-desejo. O Aeroporto está longe do centro da cidade, mas oferece uma estação de trens com saída de comboios a cada 6 minutos em direção à estação central (trajeto de 30 minutos, em média). O ticket custa € 4,60 e pode ser comprado na própria estação por meio de totens práticos com instruções em diferentes idiomas. Acho que a primeira observação que devo fazer é que, apesar dos demais países nórdicos serem extremamente caros, achei a Finlândia um país ok;  os preços dos produtos e serviços são semelhantes aos valores encontrados na Holanda, alguns deles significativamente mais baratos que no território neerlandês. Quer dizer, não dá para ficar animado, mas também não é um susto a cada esquina.

A primeira parada em Helsinque foi na Estação de Trens da cidade (Rautatieasema) que é, por si só um atrativo turístico. O Edifício foi inaugurado em 1919 em art-nouveau e foi elegida em 2013 como uma das estações ferroviárias mais bonitas do mundo, segundo a BBC. O interior é amplo, mas austero; não achei impressionante, pois prefiro algo mais rebuscado como a estação de trens da Antuérpia na Bélgica, mas gosto muito dos detalhes imponentes da fachada. Deem uma olhada…

Em Helsinque fiquei hospedada no Marski By Scandic; o Marski foi inaugurado na década de 1960 e rapidamente se transformou em um dos hotéis mais importantes do país. Recentemente recebeu uma completa reformulação e hoje faz parte do portfólio da rede de hotéis Scandic. É muito bem localizado, próximo de todos os principais atrativos. É lindamente decorado com elementos Art déco; moderno, colorido e de muito bom gosto. Quartos estilosos e extremamente confortáveis. Além de tudo, oferece uma academia completa e sauna (muito tradicional na Finlândia). O café da manhã é mara (como em qualquer país nórdico); achei tudo meio escuro, pois aprendemos que na hotelaria os ambientes devem ser claros e arejados, mas para mim combinou com o mood do hotel. Gostei e o recomendo! Deem uma olhada no meu apartamento aconchegante.

E vamos aos atrativos… Durante meu breve período em Helsinque visitei os seguintes atrativos:

Catedral de Helsinque (Suurkirkko): É uma catedral luterana situada no centro da cidade, na Praça do Senado. Foi originalmente construída como tributo ao czar Nicolau I da Rússia em estilo neoclássico. A Praça do Senado já é por si só outro atrativo, pois é ampla e congrega importantes edificações públicas como o edifício principal da Universidade de Helsinque e o Palácio do Governo, todos no mesmo estilo. A primeira foto abaixo é da Igreja.

Uma quadra acima está localizada a Casa das Propriedades (Säätytalo). Outro edifício lindo que abriga reuniões governamentais esporádicas e eventos diversos. Logo em frente está o Banco da Finlândia; deem uma olhada na Casa das Propriedades e no Banco da Finlândia.

Ao lado da Praça do Mercado encontra-se a Catedral Ortodoxa Uspenski (Uspenskin Katedraali), uma igreja cristã ortodoxa, herança da dominação russa no país. Foi construída numa das colinas mais altas da cidade em 1868 e é a maior igreja ortodoxa construída na Europa ocidental.

Já do outro lado da Praça fica o Esplanadi, um pequeno parque, como um boulevard, bem agradável rodeado de ruas com lojas, restaurantes e hotéis sofisticadas. Destaco o Café Kappeli, localizado no início do Esplanadi; o restaurantes é muito charmoso e um dos mais antigos da Finlândia, aberto em 1867.

Como comentei no começo do texto, Helsinque é conhecida como a cidade do design. Por essa razão, fiz questão de andar pelo Design District, uma região que abrange vários bairros do centro, incluindo Punavuori, Kaartinkaupunki, Kruunuhaka, Kamppi e Ullanlinna. A região oferece 200 butiques, ateliês, museus, galerias e cafés, além de marcas reconhecidas internacionalmente como Marimekko (AMO!), Arabia, Artek, Iittala, Nokia, etc. Ainda no Design District visitei o Museu do Design (Designmuseo), um espaço dedicado à exposição de design finlandês e estrangeiro, incluindo design industrial, moda e design gráfico. O Museu é um dos mais antigos do mundo, fundado em 1873, mas funciona hoje onde já foi uma escola, construída em estilo neogótico. O valor da entrada é € 12, mas sinceramente não achei que vale a pena. Achei-o muito pequeno, limitado, esperava muito mais! Segue abaixo uma foto da fachada do Museu e de parte do acervo.

Outro espaço que visitei foi Museu Nacional da Finlândia (Kansallismuseo), um local muito interessante que mostra as diferentes fases vividas pelo povo finlandês, desde a pré-história até hoje. Gostei muito, pois aprendi sobre a história e cultura finlandesa e, esse sim é um museu que eu recomendo! O acervo está disponível em outro edifício histórico construído em 1910. Na verdade, toda a região na qual o Museu está localizado é cheia de museus e edificações imponentes.

Por fim, meu último atrativo em Helsinque foi a igreja de Pedra (Temppeliaukio kirkko), uma igreja luterana construída no final da década de 1960. A maior parte da igreja é subterrânea, construída a partir de uma rocha maciça de granito, cujo interior foi extraído para dar forma às paredes.  É o atrativo mais disputado da cidade com filas na entrada e o ingresso custa € 3. Interessante!

Depois de ter desbravado a pequena e charmosa Helsinque, tomei um trem (€ 21) em direção a Tampere. Tampere é a cidade mais populosa do interior dos países nórdicos; possui pouco mais de 200 mil habitantes e é um importante centro urbano, econômico e cultural da Finlândia central. É apelidada de “Manchester da Finlândia” devido ao seu passado industrial como antigo centro da indústria finlandesa. Durante meu tempo na cidade visitei os seguintes atrativos:

Moomin Museum (Muumimuseo): É dedicado a família Moomins, ilustrações feitas por Tove Jansson a partir da década de 1940 que é uma coqueluche na Finlândia e em outros países do mundo. Moomin é um troll semelhante a um hipopótamo que mora com Moominpappa e Moominmamma em Moominvalley. Tove Jansson escreveu mais de nove livros com o personagem; além disso, a artista também desenhou uma história em quadrinhos para jornais. As aventuras da família se transformaram em livros, desenhos animados e miniaturas. O Museu mostra o material multimídia original do Moomin Valley. Admito que nunca tinha ouvido falar do desenho até uma viagem que fiz a Hong Kong na qual tive uma breve conexão em Helsinque. Ao chegar no aeroporto finlandês, fiquei cismada com os produtos licenciados por todos os cantos do aeroporto e pesquisei o que era. Aí entendi a força das histórias, dos personagens e como eles são vistos como um símbolo do país. Voltando ao Museu, fiquei um pouco confusa com o espaço, pois não conheço o personagem a fundo, mas achei-o muito delicado e recomendo para todos os fãs da animação ou para o público infantil. O ingresso custa € 12.

Andei pela Praça Central de Tampere (Keskustori), uma praça pública no centro que dispõe de edifícios importantes como a prefeitura, a antiga igreja e o teatro. Segue uma foto da fachada da Prefeitura.

Ao lado da Praça está a antiga fábrica da Filayson. A fábrica de algodão foi fundada em 1820 e já foi uma das empresas industriais mais importantes dos países nórdicos. Hoje a área foi remodelada e abriga escritórios comerciais, restaurantes, cafés, lojas, museus e cinema.

Como estava muito envolvida com a programação do Evento, não tive a oportunidade de conhecer outros atrativos, mas sei que Tampere oferece vários museus e espaços interessantes para visita.

No entanto, durante o evento, fiz uma sauna finlandesa, um dos costumes mais tradicionais do país (fez parte da programação social do encontro). Também chamada de “banho finlandês”, é muito semelhante à sauna seca que temos em outros lugares do mundo. O mais incomum é que as pessoas são realmente assíduas da sauna e logo depois de torrar em um espaço acima de 60o.C, eles têm o costume de correr para o gelo ou dar um pulo em um lago gelado, pois acreditam que o resultado benéfico da sauna venha a partir do choque térmico. Muitos finlandeses tem saunas em casa e há uma piada na qual o finlandês constrói primeiro a sauna para depois construir a casa. É um espaço social onde pessoas de todas as classes, idades e gêneros se reúnem para relaxar, conversar e até mesmo discutir e fechar negócios. Foi muito legal a experiência, apesar das saunas finlandesas serem mais quentes que em outros lugares. É claro que não pulei no lago gelado depois da minha sessão, sou uma brasileira que tem pavor de água gelada, mas fica a dica!

Em Tampere fiquei hospedada Scandic Hotel Rosendahl, localizado ao lado do Lago Pyhäjärvi e do Parque Pyynikki, afastado do centro. Escolhi o Hotel, pois foi onde ocorreria a Conferência e achei que fosse mais cômodo pela questão logística. O lugar é ok; achei os apartamentos meio datados, mas oferecem uma boa piscina interna, academia, sauna, café da manhã completo e uma tarifa bacana. Não sei se o recomendaria, mas fica a dica para quem está procurando um empreendimento em Tampere e está fugindo do centro.

E assim terminou minha rápida passagem pela Finlândia. Como escrevi no começo do post, esse era um país que eu tinha muito interesse em conhecer e, por mais que eu tivesse grandes expectativas, a Finlândia conseguiu me surpreender. Tampere, mesmo sendo um centro industrial, é muito mais charmosa e conectada com a natureza do eu imaginava. As construções neoclássicas e art-nouveau são harmoniosamente mescladas às casinhas de madeira coloridas típicas do norte da Europa. E a proximidade com bosques, lagos e praia trazem uma sensação de simplicidade e contato com a natureza.

Helsinque, apesar de cosmopolita, consegue mesclar imponência e aconchego. Assemelha-se um pouco com Estocolmo, mas ao mesmo tempo é mais compacta, enxuta, mais simples. A vida anda mais devagar (quando comparada a grandes centros como Amsterdã, Londres e Paris) e é aquele tipo de lugar onde o transporte funciona bem (apesar de ter atrasos como eu qualquer lugar do mundo), impecavelmente limpo e organizado. O comércio faz um horário maluco que parece que só não faz sentido por mim e as regras são respeitadas de uma forma muito tranquila. As pessoas são super estilosas, sem fazer esforço; são educadas, mesmo que introspectivas, não falam Inglês com tanta propriedade como em outros países nórdicos, mas fazem questão de entender a todos e estarem presentes. Parecem muito tranquilas com o clima louco e com as condições desfavoráveis, andando na chuva e no vento como se nada estivesse acontecendo, enquanto eu parecia uma louca correndo apavorada procurando uma marquise para me esconder.

É impressionante como um país que foi dependente de outros territórios por tantos séculos conseguiu construir  uma cultura própria e tão distinta; que mesmo com as diversas crises ao longo de sua história, inclusive problemas recentes, conseguiu se reerguer se tornando um dos melhores países do mundo para se viver. É engraçado ver como as bicicletas foram trocadas pelos descolados patinetes. É interessante ver uma sociedade onde as classes sociais representam muito pouco e onde todos se sentem parte de um todo; uma sociedade que privilegia a igualdade e a liberdade, mas que vive bem com regras definidas a fim de atingir um bem comum. Claro que nem tudo é perfeito… Durante meus dias na Finlândia vi vários bêbados e drogados perambulando pelas cidades tentando fazer contato e pedindo ajuda. Admito que me senti insegura em alguns momentos ou em alguns locais específicos. Além disso, os finlandeses admitem que mesmo com a aparente perfeição, o país enfrenta desafios diários.  Mesmo assim, vi no geral tenacidade no olhar dos locais e uma vontade de procurar a felicidade nas coisas mais simples. Vi um povo ciente de sua história e de seus costumes e sem a mínima pretensão de impor aos outros o que é certo ou errado. Um povo que vive o presente, mas com um olhinho no futuro. Quem sabe um dia não aprendo com eles!

Espero que tenham gostado de mais um relato de viagem e me acompanhem na próxima aventura pelos países nórdicos. Segue abaixo um vídeo que fiz para o Youtube que mostra todo o trajeto. Ficou muito bacana!

Hei, hei!

 

Desventuras pela Europa – Capítulo 9 – Haia, Roterdã e Delft (Holanda)

Olá Pessoal!

Toda vez que comento com algum amigo que estou morando na Holanda, ele imediatamente relaciona o país com Amsterdã, como se fosse a única cidade existente no território. Fico um pouco revoltada, pois tenho muito orgulho de morar no norte, em uma charmosa cidade chamada Leeuwarden, e acho que a Holanda tem destinos ainda mais fascinantes que Amsterdã. Portanto, como professora de turismo e curiosa, nestes últimos meses tenho visitado diversos atrativos neerlandeses e fiz um videozinho básico sobre Haia, Roterdã e Delft. Caso não conheçam estas cidades e queiram ter um direcionamento do que fazer por lá, deem uma olhada…