Minha Aventura na Alemanha

Nossa!

Faz muito tempo que não escrevo nada, portanto, como hoje estou inspirada, resolvi contar um pouquinho da viagem que fiz a Alemanha no ano passado. A Alemanha era um dos destinos que estava no meu TOP 10, principalmente pela história e cultura do país e quando tive a oportunidade de ir até lá, não podia deixar passar.

Minha jornada começou antes mesmo da viagem. Já tinha escolhido o pacote terrestre, porém tinha que encontrar uma passagem aérea com um bom horário e um bom preço. Eu entrava nos sites das companhias aéreas diariamente. Às vezes, mais de uma vez ao dia para verificar se a tarifa havia sofrido alguma alteração. Olhei Lufthansa, KLM, Suisse Air, Air France, TAP, entre outras, mas a empresa com melhor custo/benefício foi a Alitalia. Desta forma fui para São Paulo de ônibus e peguei um voo até Munique com escala em Roma. Entre viagem e espera, foram mais de 24 horas em trânsito. Haja paciência!

1º Dia 

Finalmente cheguei a Munique e estava super ansiosa porque era uma viagem na qual estava esperando há muito tempo. Entrando no aeroporto tive o primeiro impacto, não entendia nada que estava escrito nas placas de sinalização. Aliás, comentei com vocês que não falo Alemão?! Pela primeira vez na minha vida, fui a um país onde eu não sabia absolutamente nada da língua a não ser oi e obrigado. Fui até a esteira rezando para que minhas malas não tivessem sido extraviadas pelo caminho e  depois de 5 minutos estavam elas lá, graças a Deus! Saí faceira do aeroporto achando que alguém da agência ia me buscar, mas não tinha nenhuma plaquinha com meu nome ou o nome da operadora. Fiquei um pouco nervosa, mas pensei: – Tudo bem! Eles devem estar atrasados. Esperei, esperei, esperei e ninguém aparecia. Depois de um tempo cheguei a conclusão que a empresa de receptivo tinha esquecido de mim e comecei a ficar desesperada porque eu nem sabia o endereço do hotel que eu ia ficar. Respirei fundo e tive a brilhante ideia de pegar um metrô até o centro da cidade (Marienplatz), descobriria o endereço do hotel em algum posto de informação turística e depois pegaria um táxi até o hotel. Quando cheguei à Marienplatz, descobri que estava acontecendo a Parada Gay na cidade. Imagina eu, com malas pesadas no meio da muvuca tentando encontrar um táxi?! Enfim, deu tudo certo e cheguei no hotel sã e salva, mas 20 Euros mais pobre.

Neste primeiro dia, teríamos um city tour pela cidade, mas devido a Parada Gay nosso passeio foi transferido para o dia posterior e portanto, teria meu primeiro dia livre. Entrei na minha UH, que era pequena, mas muito aconchegante, tomei um belo banho, descansei um pouco e fui explorar Munique a pé. A cidade é linda! Diferente do que eu imaginava, mas muito organizada, cheia de gente (e de brasileiros). Andei quase o dia todo e pude conhecer mesmo que sem querer, os principais atrativos da cidade. Claro que tive que entrar na Liquidação da Zara e em outras lojas que tinha vontade de conhecer. Jantei na Mc Donald´s (óbvio!) e comi um sanduíche de churrasco fenomenal.

2º Dia

Acordei muito cedo, como todos os outros dias da excursão. Tomei café correndo porque para variar estava atrasada e fui fazer o city tour pela cidade. Foi legal o passeio porque pude saber um pouco mais sobre os locais no qual havia visitado a pé no dia anterior. Foi legal também porque a guia deu bastante ênfase no país como um todo; seus costumes, suas particularidades então pude conhecer um pouquinho mais sobre os alemães. Terminando o city tour e fomos a Füssen conhecer o Castelo (Schlöss) Neuschwanstein. O castelo foi construído por Ludwig II, o rei louco. A estrada até Füssen era tudo que eu imaginava: os campos verdinhos, rodeado de floresta, as vaquinhas gordas no pasto, as casinhas de madeira e pedra bem ao estilo da Bavária, super bem cuidadas e cheias de flores coloridas. Füssen também é uma cidade fofa! Voltada para o turismo, a cidade é cheia de restaurantes, pequenos hotéis e lojas de souvenirs. O dia só não foi mais agradável porque não parou de chover nenhum minuto. Chegar ao castelo na chuva foi um sacrifício mesmo porque para piorar a situação, estava muito frio, mas o castelo é indescritível. É muito diferente de tudo que eu já havia visto. Valeu muito a pena!

3º Dia

Hoje pela manhã fizemos o check-out no Hotel Europa em München e viajamos em direção a Nürnberg. Foram cerca de duas horas de viagem de ônibus. Um trajeto muito tranquilo! Nürnberg (Nuremberg) é uma cidade situada ao norte de Bayern (Baviera) e tem aproximadamente 500 mil habitantes. É uma cidade muito bonita! Bem estruturada, além das construções históricas, é cercada de edifícios modernos. Apesar da enorme destruição da cidade durante a 2ª Guerra, a maioria das construções medievais foi reconstruída a partir de planos originais existentes desde a Idade Média. Até hoje o centro histórico é rodeado pela antiga muralha com uma extensão de 4 km. A cidade também é conhecida por ter sido a localização de inúmeros comícios do Partido Nazista, assim como pelos julgamentos de Nuremberg, após a 2ª Guerra Mundial onde foram sentenciados os  criminosos de guerra. Na cidade, fomos conhecer o Coliseu Nazista. Na verdade, não estava muito a fim de conhecer porque não é um assunto no qual tenha muito interesse, mas estando lá percebi que é importante você ver um pouquinho da história do país, mesmo que não seja um dos mais alegres capítulos. Do Coliseu,  passamos pela Estação Central de Trens (a mais bonita que eu já vi!) e chegamos ao centro histórico da cidade. A guia nos deixou na Hauptmarkt e de lá exploramos a cidade a pé. Conheci a St. Lorenz-Kirche, Rathaus, Kirche St. Sebald, Kaiserburg, entre outras coisas. Gostei muito de ver os grandes calçadões cheios de lindas lojas. Tive vontade de comprar tudo!!!!!! Mesmo porque estava tudo em promoção, mas é duro ir quebrada nos lugares. Aproveitei para tomar um chocolate quente na Starbucks (estava com saudades).

De Nürnberg, fomos para Rothenberg. Cercada por muralhas, Rothenburg ob der Tauber é uma cidade medieval. A cidade tem uns 12 mil habitantes e parece ter parado no tempo. É encantadora! Ela é bem pequeninha e dá para conhecer tudo a pé. Parece que estamos em um cenário de filme! A cidade foi fundada em 960 d. C. e durante a Idade Média foi uma das cidades mais importantes do império.  Em 1945, a cidade foi atacada pelas forças aliadas, a parte leste foi destruída e 40% dos antigos prédios incendiados. Mais tarde tudo foi reconstruído com financiamento mundial. Hoje a cidade é protegida por leis de preservação. Também fiquei louca com as lojas de souvenirs e enfeites de Natal! Almocei salsinha com pão (foi o que mais comi durante minha viagem) e experimentei um schneeball (bola de neve). Esse é um doce típico da região. É uma massa frita em forma de bola e pode ser coberta por chocolate, canela ou açúcar. Na verdade, não gostei muito não. Achei muito seca, mas tudo bem.

À noite chegamos a Landenburg no Hotel Leonardo. Encontrei-me com o Tommy e fomos jantar no centro da cidade. É uma cidadezinha muito simpática, bastante antiga. Escolhemos um restaurante italiano fenomenal. Nossa mesa ficava no calçadão, iluminada por luz de velas e a comida, simplesmente a melhor de toda a viagem. Sem dúvida, uma noite muito romântica!!!

4º Dia

Hoje passeamos por Heidelberg. Ela também é uma cidade muito antiga, bastante conhecida pela Universidade de Heidelberg (que é a mais antiga da Alemanha), fundada em 1386 por Ruprecht I, e refundada em 1803 pelo duque Karl-Friedrich de Baden. Ainda hoje, ela é muito famosa, principalmente na área de Medicina. Andamos por todo o centro histórico. Fomos a um museu que não me lembro do nome, mas gostei bastante, principalmente a ala que mostra a evolução do vestuário feminino, desde o séc XVII até a década de 30. Passamos pela Biblioteca da Universidade, que é igualzinha a da Unicentro (cof! cof! quem vê até pensa!), Heilig-Geist-Kirche (que não conseguimos entrar) e o Castelo de Heidelberg, que segundo minha guia, é a ruínas de castelo mais bonita da Alemanha. Dentro do Castelo também tivemos a oportunidade de ir ao Museu da Farmácia. A cidade não foi atingida pela guerra porque era o quartel general do exército americano. Esse foi o único dia de toda a viagem que fez calor de verdade! Hoje pude usar um vestidinho e até tomei um bronze. Hoje aprendi mais algumas palavras para meu dicionário. Contei que estou aprendendo alemão? Então, aos pouquinhos as placas escritas em alemão já não parecem mais tão confusas e assustadoras. Hoje aprendi: Aufzug (Elevador), Parhaus (Estacionamento) e Apotheke (Farmácia). No jantar, comemos em Landenburg. Pela primeira e única vez na viagem comi carne de porco empanada. Estava boa!

5º.  Dia

Hoje fizemos o check-out em Landenburg e fomos em direção a Sankt Goar para fazer um Cruzeiro pelo Rio Rhein (Reno). É uma cidadezinha muito simpática e a região tem bastante castelos. Estava um dia aberto, mas com muito vento. Desembarcamos em Boppard que também é uma cidade muito charmosa. De lá fomos até Koblenz, cidade de 107.000 habitantes onde tem confluência dos rios Rhein (Reno) e Mosela. Almoçamos no Deutsches Eck (canto alemão) onde tem a estátua de Wilhelm I (é um monumento enorme!) e fomos em direção do Burg Eltz. Burg Eltz é um castelo medieval, que está na família Eltz há 33 gerações e continua super preservado. As pinturas nas paredes, mobiliário e objetos de decoração são todos originais. ADOREI!!!! Segundo minha guia, é um dos castelos medievais mais bem preservados da Europa. O maior problema foi a chuva que nessa hora pegou feio, mas já estava me acostumando! Brincávamos que era a maldição do castelo. Todos os dias que visitávamos castelos, chovia muito.

De lá, fomos para Köln (Colônia). Chegamos pela noite, demos uma volta pela cidade, jantamos e fomos para o hotel. Lá estava bem frio! Um vento que cortava até a alma!!!

6º. Dia

Ficamos hospedados no Novotel que sem dúvida foi o melhor hotel de toda a excursão. Acordamos muito cedo (para variar) e fomos em direção a Catedral. Em termos de população, Köln é a quarta maior cidade da Alemanha (quase 1 milhão de habitantes) e a maior cidade do estado de Renância do Norte – Vestfália.  É um dos mais importantes portos fluviais alemães e considerada a capital econômica, cultural e histórica da Renânia.  A Kölner Dom (Catedral de Colônia)  é uma igreja gótica maravilhosa! É a maior igreja católica da Alemanha e a terceira maior igreja da Europa. Dentro da catedral tem um caixão todo em ouro que, dizem conter os restos mortais dos 3 reis magos. A cidade é bastante conhecida por ter sido onde surgiu o primeiro perfume do mundo, a Água de Colônia. Eu até pensei em comprar um perfuminho para mim, mas o cheiro é muito ruim (tem cheiro de perfume da Avon vencido), então desisti!!! Este mesmo perfume tem uma história curiosa: Quando Napoleão invadiu a cidade, ordenou uma renumeração de todas as casas da cidade para maior controle, e coube aos donos da fábrica da Água-de-Colônia o 4711. Napoleão se foi, o número ficou. Saindo de Köln, fomos até Bremen.

Bremen é uma cidade no norte da Alemanha situada nas margens do Rio Weser. Tem uma população de 547.000 mil habitantes e possui o porto mais antigo da Alemanha. A cidade é muito conhecida pelo famoso conto: Os cantores de Bremen. Eu nunca tinha ouvido falar do conto, mas durante a viagem fui obrigada a ouvi-lo em 2 línguas diferentes, portanto, agora nunca mais vou esquecer! O centro da cidade é uma graça!!! Ficamos na Marktplatz e lá conhecemos o Rathaus e a Catedral de St. Petri. A cidade é cheia de lojas de departamento e chiques chocolaterias, mas o que me encantou foi o bairro medível, o Schnoor. O que era antigamente o bairro dos pescadores, dos artesãos e dos pequenos industriais, tornou-se hoje um local de lojas requintadas, bares nostálgicos, restaurantes e cafés aconchegantes. Primorosamente restaurado, um bairro cuja história remonta ao século XIII e cuja base arquitetônica original, mantida até os dias de hoje, teve origem no ano de 1500. De Bremen, fomos a Hamburg.

Chegamos a Hamburg pela noite, mas não realizamos nenhum city tour. Fizemos o check-in no hotel Ramado, localizado longe do centro da cidade. Fomos a St. Pauli, bairro boêmio da cidade. Foi bastante interessante, nunca vi tantos sex shops juntos na minha vida, mas durante a visita pudemos passar pela rua proibida (rua proibida para mulheres onde ficam as prostitutas de luxo da cidade). Também visitamos os barzinhos alternativos, mas terminamos nossa noite em um barzinho legal assistindo um show de uma orquestra que estava acontecendo no meio da avenida.

7º Dia 

Acordamos cedo e fomos fazer um city tour por Hamburg. A cidade fica ao norte da Alemanha, nas margens do Rio Elba. Possui quase 2 milhões de habitantes, o maior porto da Alemanha e o segundo maior da Europa. A cidade  também se destaca por ter um grande centro industrial e ser umas das regiões mais ricas do país. Para variar, estava chovendo esporadicamente e fazia um pouco de frio. Não sei se eu havia comentado isso mas o sul da Alemanha é mais católico e o norte, predominantemente protestante. Fomos na St. Michaeliskirche, umas das mais bonitas igrejas que eu tive a oportunidade de conhecer em toda a viagem. Ela, como muitas outras igrejas de Hamburg é protestante e parece um teatro. Construída entre 1751 a 1762, é a mais importante igreja barroca do norte da Alemanha. Passamos pelos bairros da aristocracia e entramos na Bellevue Strasse. Esta rua, que já havia sido destacada até por Napoleão, tem mansões estonteantes e uma linda vista para o rio. Passamos pela St. Pauli de dia que de nada parece a boêmia rua de ontem à noite, pelo porto e seus antigos armazéns que hoje são estilosos escritório comerciais, estação de trem e terminamos nosso passeio na Rathaus (prefeitura). Construída entre 1886 a 1897 em estilo neorrenascentista, fica na Rathausmarkt e é um prédio de babar!!!  De lá tivemos tempo livre para dar uma volta pelo centro da cidade. Claro que fui dar uma sapeada pelas lojas de departamento e comprei uma blusinha na Benetton que estava em promoção. Achei que fiz o melhor negócio do mundo! Passei pela Bolsa de Valores e St. Nikolaikirche (destruída durante a 2ª Guerra Mundial). Saindo de Hamburg, fomos para Lübeck.  Lübeck é uma cidade no norte da Alemanha localizada no estado de Schleswig-Holstein. Fundada em 1158 por Henry, o Leão, a cidade tem sua área ocupada desde o século I A.C. Sua arquitetura foi reconhecida pela UNESCO, que a declarou em 1987, Patrimônio Histórico da Humanidade. Possui ainda um dos maiores portos da Alemanha, sendo o maior do Mar Báltico. Lá conhecemos a Rathaus, que era uma fofura, mas o que me chamou mais atenção neste prédio medieval foi sem dúvida o lustre do hall de entrada, um dos maiores que eu já vi, todo em cristal. O Museu de Marzipan e a St. Marienkirche, que possui um relógio astronômico e até um diabinho dando boas vindas aos visitantes. Ainda tivemos a oportunidade de ir numa construção feita por Bismark no séc. XVII para abrigar os pobres. É uma construção belíssima e super confortável. Para ser sincera, fiquei com muita inveja dos pobrezinhos que moraram lá. Hoje é um condomínio muito florido destinado às viúvas de marinheiros. De Lübeck fomos a Travemünde. É uma charmosa cidade praiana que fica aos pés do Mar Báltico. Bastante conhecida pelos luxuosos hotéis de cura (spas) e cassinos. O que mais gostei de lá, era a feirinha de comida, artesanato e demais produtos típicos. Comi um crepe de chocolate maravilhoso! Comprei um pão com ervas que também era muito bom. Outra coisa que gostei foi às barraquinhas que ficam no meio da areia. Por  $ 8.00 euros você aluga aquelas barraquinhas e aproveita a praia o dia todo.

8º Dia

Hoje finalmente pudemos acordar um pouquinho mais tarde, mas nem tão tarde assim (08h00). Fizemos o check-out no hotel Ramada e fomos para Berlin. Chegamos a Berlin às 12h30 e minha primeira impressão não foi das melhores. Entramos na cidade pelo lado oriental e ver os muros pichados e os canteiros sem cuidado, me deu uma sensação ruim de descaso e abandono. Enfim… Fizemos check-in no Hotel Park Inn, que fica na Alexanderplatz, ao lado da torre de TV, no antigo lado oriental da cidade. O hotel é enorme, tem 37 andares e mais de 1000 apartamentos. Meu quarto ficava no 35º andar, que por um lado era ótimo porque eu tinha uma visão privilegiada de parte da cidade. Por outro, o quarto era minúsculo. Parecia uma caixinha de sapato e a divisória do banheiro e quarto era apenas um blindex então, tinha a sensação que o banheiro ficava dentro do quarto (e ficava!!!). À tarde fizemos um city tour pela cidade. Fundada em 1230 às margens do rio Spree, Berlin já foi capital do Brandenburg (1486), da Prússia (1701), e da Alemanha (1871-1945). Depois da vitória dos aliados na segunda guerra mundial, a cidade foi dividida em quatros setores de ocupação até 1949: Berlin Ocidental, governada por americanos, ingleses e franceses e Berlin Oriental, administrada pelo setor soviético. Em 1961 a parte oriental construiu o muro de Berlin para impedir a imigração da população para o lado ocidental. O muro foi destruído em 1989, reunificando a cidade que voltou a ser a capital da Alemanha em 1991. Berlin é a cidade mais populosa da Alemanha com cerca de 3,8 milhões de habitantes. Vale lembrar que o país tem aproximadamente 82 milhões de habitantes sendo que 7,3 milhões não são de origem alemã. Os turcos são a maioria dessa minoria de estrangeiros com 1,9 milhões de pessoas. Estimasse que só em Berlin haja mais de 250 mil turcos e descendentes. O city tour em si foi horrível porque a guia ficava gaguejando toda hora e não sabia muito bem o que dizer mas ela deu uma passada pelos principais atrativos da cidade. Não vou lembrar de todos mas estarei listando os principais. Começamos a visita pela Karl Marx Strasse, bairro judeu, Route Rathaus, Muro de Berlin, US Check Point, Zoologischer Garten (Jardim Zoológico), que é o maior e mais rico em espécies da Europa, a Kurfürstendamm, conhecida como Kudamm, Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche, Potsdamerplatz, Friedrichstrasse, Gendarmenmarktplatz e Brandenburg Tor. Voltamos ao hotel e resolvi ir até a Galeria Lafayette que é a única filial francesa fora da França. Lá foi sem dúvida onde encontrei os homens mais bonitos de toda a viagem. Cheguei a perder o fôlego! Se bem que o homem mais bonito da Alemanha mora em Frankfurt!  De lá, percorri a Unter den Linden a pé até a Coluna da Vitória, passando pelo Brandenburg Tor, Reichstag, Castelo de Bellevue e Coluna da Vitória. Na volta, já estava muito cansada e resolvi pegar um metrô até o hotel, mas pela primeira vez na minha vida, consegui pegar o trem errado e fui parar na Potsdamer Platz. Por um lado, conheci a praça à noite com seus lindos jogos de luzes idealizados pela empresa Sony, por outro estava com medo de ficar em um lugar longe àquela hora da noite. Peguei um táxi e voltei para o hotel.

9º Dia

Hoje tínhamos o dia livre em Berlin para fazer o que quiser. Então, tentei acordar um pouco mais tarde (09h00), tomei um banho congelante (não tinha água quente no meu quarto! Mas a água estava tão gelada que doía a cabeça quando eu lavava o cabelo), tomei o café com muita calma, coisa que só havia feito em Heidelberg com o Tommy porque estava sempre atrasada para os passeios da excursão e fui andar pela cidade. Hoje foi sem dúvida o dia que mais andei. Saí do hotel às 10h30 e só retornei às 21h. Saí da Alexanderplatz e andei pela Unter Den Linden em direção a Berliner Dom (Catedral de Berlin). Construída de 1894 a 1905, é a maior igreja protestante da Alemanha. O edifício está situado na ilha Spree e foi reconstruída desde os bombardeamentos na 1ª Guerra Mundial. Ela é uma igreja magnífica!!! Estava um dia ensolarado, mas com um vento muito gelado. Passei pela Ilha dos Museus e entrei no Altes Museum e Pergamonmuseum. No Altes Museum  fui conhecer a sessão egípcia que deixou muito a desejar. A peça mais conhecida do museu é o busto de Nefertiti que é lindo, mas para quem conhece a Seção Egípcia do Museu do Louvre, o de Berlin fica no chinelo. Já o Pergamonmuseum era mais do que eu esperava. Eles têm fachadas completas de palácios árabes, babilônios e o Templo de Pergamon. Além de objetos gregos, árabes e babilônios. Na ilha dos museus minha máquina começou a falhar e comecei a fazer várias gambiarras para conseguir tirar fotos destes lugares. Comprei até pilha nova, mas não consegui resolver o problema. Ainda percorrendo a Unter Den Linden, passei pela Universidade de Humboldt, Ópera de Berlin, Embaixada Russa e outros palacetes dos sécs. XVIII e XIX.. Cheguei até o Museu de Cera da Madame Tussauds que fica perto do Brandenburg Tor, mas a fila estava muito grande e acabei desistindo. Aí tive a brilhante, ou idiota ideia de ir até a Kurfürstendam Strasse a pé. Andei, andei, andei… Passei pela Potsdamerplatz e Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche. Percorri quase toda a Ku-Damm, vendo as lindas lojas internacionais, os hotéis de luxo, alguns de vanguarda e outros muito tracionais e os cafés. Só não foi mais legal porque era Domingo e as lojas estavam fechadas. Nesta hora também começou a fechar o tempo e choveu um pouco. Aproveitei para ir a Starbucks tomar um Tall Hot Chocolate. Ainda passei no Hard Rock Café e comprei uma linda caneca. Mais uma para minha coleção! Cheguei ao hotel super tarde e ainda tive pique para ir até o Mc Donald´s buscar meu jantar.

10º Dia

Hoje é meu último dia em Berlin e como meu voo estava marcado para às 13h35, queria ter aproveitado um pouco mais a manhã na cidade, mas como nosso transfer acabou sendo marcado para às 09h00, minha alegria acabou rapidinho. Na verdade o que acabou com minha alegria mesmo foi ter tomado banho na água fria, DE NOVO! Dessa vez chamei o cara da manutenção para arrumar meu chuveiro, mas depois de uma hora, ele ainda não tinha achado solução. Como estava atrasada, tive que tomar mais um banho congelante. Logo que terminei o banho, a moça da recepção me ligou pedindo mil desculpas pelo ocorrido e me oferecendo um novo quarto para que eu pudesse tomar banho. P… da vida, fui grosseira com a moça mas depois tive uma dor enorme na consciência já que eu estive por muitas vezes na mesma situação que ela. Enfim, fomos para o aeroporto e ficamos por horas esperando nosso voo. Hoje estava um dia feio. Muito vento e chuva! Cheguei a München às 15h e o Tommy já estava me esperando lá com uma plaquinha de identificação. Muito fofo! Fomos para o hotel deixar as malas. Aliás, esse hotel que eu reservei pela net (Motel One) era bem legal e não muito caro. De lá fomos para o Marienplatz. Passeamos pelo centro, fomos comprar meu ursinho da Hard Rock Café e no final da tarde retornamos ao hotel.

11º Dia

Acordei cedo e fui ao Residenz. Situado no centro da cidade, foi a residência oficial dos duques e reis da Baviera. É o maior palácio urbano da Alemanha e possui mais de 100 quartos abertos à visitação.  Além de mostrar os lindos cômodos  do palácio, que ressaltam os vários estilos arquitetônicos, o local também tem exposições das coroas, joias e artigos religiosos dos primeiros reis da Bavária. A visita valeu. O lugar é maravilhoso! De lá, almoçamos em uma churrascaria alemã. A minha carne em particular não estava grande coisa, mas o waffle que comi de sobremesa, humm, divino! Dá água na boca só de lembrar! Buscamos nossas malas no hotel e voltamos ao aeroporto onde ia pegar meu voo de retorno a Curitiba. Depois de quase 28 horas em trânsito cheguei em casa cansada mas com planos de voltar em uma outra oportunidade. De uma forma geral posso dizer que fiz uma ótima viagem. É diferente do que havia imaginado, mas não menos encantador.

O país, de uma maneira geral, é muito limpo e organizado. Uma das minhas surpresas foi ver que a Alemanha é mais agrária do que eu imaginava. Além disso, as pessoas se preocupam demais com fontes limpas de energia. Havia muitos cata ventos na estrada o que mostra que eles têm utilizado a energia eólia e também muitos painéis solares nas casas. Há muitos parques e florestas no país e as pessoas valorizam pequenas coisas como andar de bicicleta ou fazer um piquenique no parque. As casas alemãs são muito bem cuidadas, mas as pessoas nem sempre muito simpáticas. Conheci pessoas muito acessíveis. Algumas delas faziam questão de conversar conosco, mas de uma forma geral percebi que os alemães tinham um pouco de receio de conversar com um estrangeiro falando inglês, mesmo porque muitos deles davam a entender que não entendiam o que estávamos falando. De qualquer forma a viagem foi bem legal. É mais um tesouro que vai ficar para sempre guardado na minha memória e no meu coração.

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