Paris, Londres e Dublim

 
Hoje começo a escrever mais um capítulo das minhas aventuras. Essa viagem já aconteceu há algum tempo, mas gostaria de deixar registrado porque dessa vez fui para dois lugares que ainda não conhecia e para ser sincera, esses países nunca estiveram na minha listinha de TOP 10. Mas naquele momento, achei que era uma boa oportunidade de viajar para lá. Fui para visitar alguns amigos, mas também me encantei com aquele pedacinho da Europa.
 
Dessa vez fui para Paris, Londres e Dublim. Minha viagem foi um pouco diferente, não quis ir para São Paulo de busão, na verdade, acho que já estava cansada dos perrengues de sempre então, aproveitei uma promoção da Webjet (uma companhia nova, mas muito boa) e fui para São Paulo de avião. Como peguei uma promoção, não pude escolher os horários que eu queria. Cheguei ao aeroporto de Cumbica em Guarulhos às 12h e meu voo para Paris pela TAM só sairia às 19h45. Como já estou descolada de aeroporto, aproveitei meu tempo livre para olhar meus e-mails, passear pelas lojas e ler um bom livro.
 
1º Dia
 
Cheguei ao Aeroporto Charles de Gaulle – Paris no outro dia às 13h45 e o Laurent já estava me aguardando. Paris é a capital da França e a segunda maior metrópole da Europa, com mais de 12 milhões de habitantes entre cidade e região metropolitana. É cortada pelo Rio Sena e encanta pela beleza de sua arquitetura, seu urbanismo e atrações turísticas mundialmente conhecidas.  É engraçado porque já havia estado algumas vezes em Paris e toda vez que venho à cidade tenho a mesma sensação de encantamento. Quando fui a primeira vez, dizia que a cidade cheirava a romance! Não tive essa mesma sensação mas senti a mesma emoção de tantos anos atrás.
 
Não fiz nada de muito especial. Fiquei hospedada em um hotel chamado All Seasons (da rede Accor) que ficava perto da  Place de la République. O hotel era bem simpático, simples mas tudo novinho e estiloso e o staff (mesmo falando um inglês mais ou menos) era muito atencioso. Andamos por Montmartre para procurar um presente para um amigo do Laurent, passeamos pela Champs Elysées que como sempre estava repleta de turistas e comemos um doce na Ladurée, uma patisserie francesa fundada em 1862 bastante famosa pelos doces e principalmente pelo Macaroon (um doce tipicamente francês que parece uma bolacha recheada de várias cores e sabores). À noite fomos na festa de aniversário deste amigo que mora no subúrbio de Paris. Uma das coisas que aprendi nesta viagem foi que no ano de 52 a. C., os romanos fundaram uma cidade nas ambas margens do rio Sena, chamando-a de Lutécia. A cidade cresceu nos séculos seguintes tornando-se próspera onde foram construídos palácios, um forum, um teatro e um anfiteatro. Quer dizer, Paris também foi romana.
 
2º Dia
 
Acordei super, hiper cedo (5h30) porque às 06h30 iriam me buscar para um passeio aos castelos do Vale de Loire. Esse era um dos passeios que sonhava em fazer mas nunca tinha tempo ou dinheiro suficiente. Chegando à agência de viagens encontrei um grupo de brasileiros (uma praga!) que estariam indo à Bruges. Na hora me deu uma certa inveja e talvez um arrependimento porque os dois passeios eram o mesmo preço mas como sou uma pessoa chique, pensei: – Da próxima vez que eu voltar (como se eu fosse conseguir voltar em 6 meses), eu faço esse passeio!  O Vale do Loire tem a maior concentração de castelos do mundo, são ao todo 45, cercados por muralhas, pontes levadiças e jardins renascentistas, que inspiraram histórias famosas, como A Bela Adormecida e As Aventuras de Tintin. Localizado no centro da França, tem natureza exuberante, o maior rio do país, o Loire, e uvas que produzem um dos melhores vinhos brancos da França. Antigamente, a região detinha grande importância política. Na Renascença, atraídos pelos terrenos de caça do vale, os reis franceses convocaram grandes arquitetos, como Leonardo da Vinci, para construir seus castelos na região, transformando-a em um conjunto de obras de mestres. Tours, Blois, Orléans e Poitiers são antigas vilas, bastante charmosas transformadas em pólos turísticos. Visitei os Castelos de Chenonceau, Cheverny e Chambord. O primeiro foi a casa de Catarina de Médicis por um tempo. É um castelo pequeno e não muito luxuoso. Para ser sincera fiquei um pouco decepcionada! O segundo ainda é uma propriedade particular (a família mora lá) aberta ao público. Esse castelo serviu de inspiração para as histórias do Tintin.. Na verdade, é mais um palácio que um castelo, mas é muito bonito! Mas o melhor de todos foi o terceiro. Chambord é o maior palácio do vale de Loire e foi construído apenas para servir de pavilhão de caça para Francisco I da França, que mantinha a sua residência no Château de Blois e no Château d´Amboise. Uma das coisas que mais chamam a atenção no castelo é a espectacular escadaria aberta que é a peça central do palácio. Dizem que foi Leonardo da Vinci que a desenhou. Uma curiosidade, em 1939, pouco antes do início da  Segunda Guerra Mundial, as coleções de arte dos museus do Louvre e Compiégne (incluindo a Mona Lisa e a Vénus de Milo) foram guardadas no local. De lá voltamos para Paris. Chegamos no finalzinho da tarde e ainda tive tempo de andar pelo Hôtel de Ville (Prefeitura de Paris), Notre Dame e Saint German des Prés.
 
3º Dia
 
Hoje foi meu dia fútil. Acordei cedo, peguei um metrô (os metrôs parisienses não são grande coisa, geralmente são sujos e depredados mas são super rápidos, eficientes e chegam a qualquer lugar) e fui à Gallerie Lafayette. Andei pelos vários andares experimentando os cremes, vendo as promoções e admirando o teto do edifício que é um espetáculo. Depois fui à Ópera Garnier para fazer uma visita interna. O edifício é considerado uma das obras-primas da arquitetura de seu tempo. Construído em estilo neobarroco, é o 13º teatro a hospedar a Ópera de Paris, desde sua fundação por Luís XIV, em 1669. O palácio era chamado apenas de Ópera de Paris, mas, após a inauguração da Ópera da Bastilha, em 1989, passou a ser chamado Ópera Garnier. Foi projetada no período da grande reforma urbana de Paris, liderada pelo prefeito Georges-Eugène Haussmann.. Para a sua construção, em 1859, Haussmann foi autorizado por Napoleão III a promover a limpeza de 12.000 m² de terreno. O projeto foi objeto de concurso público, em 1861, do qual foi vencedor o arquiteto Charles Garnier, e que construiu posteriormente a Ópera de Monte Carlo em Mônaco. O Palácio foi inaugurado em 1875. O prédio é ornamentado e ricamente decorado, com frisos de mármore multicolorido, colunas e muitas estátuas. O interior é também muito rico, com veludos, superfícies folheadas a ouro, querubins e ninfas. O candelabro central do salão principal pesa mais de seis toneladas. O lugar é de babar! Você fica até meio perplexo com tanta opulência! É um passeio que realmente vale a pena. Depois da visita, fui me encontrar com o Laurent na Hard Rock Café e de lá passeamos por parte cidade. Passamos pela Place Vêndome, andamos pela Rue du Faubourg  Saint Honoré, onde ficam as lojas mais chiques da cidade, passamos pelo Palácio do Eliseu, sede do governo francês e depois de caminharmos muito chegamos novamente a Champs Elysées. Almoçamos na Ladurée e fomos para o Musée D´Orsay. Como era segunda-feira, o museu estava fechado. Então fomos caminhando até o Musée de L´Armée e Hôtel des Invalides. O Hotel dos Inválidos foi construído por Luíz XIV para abrigar os feridos de guerra e desabrigados.  Hoje abriga a Dôme, onde Napoleão Bonaparte está enterrado; e vários museus, entre os quais o Museu das Armas. Logo nos jardins na entrada temos uma mostra de canhões antigos expostos e  ao passarmos pelo portão principal ficamos impressionados com o grande pátio interno, que ainda hoje é usado para desfiles militares. Ao fundo é possível ver a Dôme. No museu é possível ver uma série de armaduras, e armas antigas, uma galeria que relembra a Primeira Guerra Mundial e a participação da França no acontecimento; há também uma área reservada a 2ª. Guerra, com destaque a um veículo de combate produzido pela Renault, várias fotografias, armamentos e a uma mostra do equipamento utilizado por um soldado americano naquela época; uma exposição com a evolução dos uniformes militares ao longo do tempo, mas eu fui até o museu principalmente para visitar a Dôme. Esta igreja foi construída no século XVII para uso exclusivo da família real e também para abrigar seus túmulos. Após a morte de Luiz XIV este plano foi deixado de lado, e em 1841 os restos de Napoleão Bonaparte foram transferidos para o local. Posteriormente outros importantes líderes militares franceses tiveram seus restos mortais transferidos para lá, tornando o local um memorial militar. A urna com os restos mortais de Napoleão Bonaparte está em um local de destaque ao centro da capela. Após a visita no museu, eu já estava cansada e com o pé machucado, mas ainda tive que dar um oi para a Torre Eiffel que ficava ao lado e comer um doce na barraquinha em frente da torre que eu adoro! Andamos até o Trocadero e tomamos um metrô para o hotel. Eu estava hiper, mega cansada, mas ainda tive pique para tomar banho, me arrumar e jantar em um café charmoso na esquina e assim terminou mais um dia.

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