Mais confusão… Dessa vez na terra da Rainha

4º Dia
 
Hoje aproveitei para ficar até um pouco mais tarde na cama, tomei café e arrumei minha mala. De lá, tomei um táxi até Gare Du Nord para pegar o Eurostar até Londres. Estava super ansiosa para pegar o trem, mas fiquei um pouco decepcionada. Realmente é um meio de transporte super prático, em 2 horas e meia você já está na capital inglesa, mas o trem era meio velho e não muito confortável. Cheguei em St. Pancras – Londres às 12h31 (com dois minutos de atraso) e o Rous já estava no terminal me esperando. Pegamos um táxi e cheguei ao meu hotel. Em Londres, não foi muito fácil achar hotéis. Não que não tenha muitas opções, mas as diárias são bem caras e geralmente os hotéis são muito antigos. Escolhi o Oxford Hotel que fica em Earl´s Court. A localização é excelente, há uma quadra do metrô em um bairro bastante simpático e cheio de hotéis pequenos e não muito longe do centro da cidade. Os recepcionistas eram em sua maioria brasileiros e muito atenciosos e o hotel foi recentemente reformado, mas meu quarto era muito ruim. Além de ser minúsculo (e quando falo minúsculo, é mesmo!), o banheiro também era muito pequeno. Para ter uma idéia, não tinha box e nem cortina porque não tinha espaço e eu tomava banho junto com a privada (nada glamoroso). Para piorar a situação, fiquei no andar do restaurante e minha UH era ao lado do elevador então a partir das 07h da manhã escutava a porta do elevador batendo e imagina que todos os hóspedes do hotel tinham que passar por lá, quantas batidas eu tinha que escutar toda a manhã?! Mas não deixei isso me perturbar muito. Fiz o check-in no hotel e fui passear pela cidade. A primeira parada foi no Picadilly Circus. Ela é uma famosa praça de Londres, cheias de placas luminosas que lembram um pouco Nova York (na verdade, dá uma breve lembrança). A área é rodeada de várias atrações turísticas, como os bares e teatros do West End londrino, Leicester Square e várias lojas. De lá, subi a Regent Street, virei a esquerda na Oxford Street e novamente a esquerda na New Bond Street que depois se transforma em Old Bond Street. Todas essas ruas são cheias de lojas estilosas e bastante movimentadas. Acabei parando na Picadilly Avenue. De lá fomos no Hard Rock Café Londres. Essa foi a primeira loja da franquia aberta em 1971 por dois americanos fanáticos por música. Dei uma passadinha no restaurante que não é grande coisa e depois na lojinha do lado que estava cheia de adolescentes italianos enlouquecidos. De lá tomamos um ônibus até a Harrolds. Esta loja de departamento é a maior da capital inglesa. Ela foi aberta em 1834 na pobre área de East End e em 1849 ela se mudou para Knightsbrigde que é onde está até hoje. Vale lembrar que na época, essa era uma região pouco ocupada e quase rural. Hoje ela pertence a Mohamed Al-Fayed, que a comprou em 1985. A loja é muito mais do que eu esperava. Ela parece literalmente uma Disneyland. Primeiro porque tem tudo que vc pode imaginar; vendem desde salame a helicóptero. Cada uma das alas é completamente diferente da outra e muito temática. Nas alas que vendem comidas, os funcionários usam uma roupa com um chapéuzinho tão engraçado que lembra os cenários da Mary Poppins. A loja estava repleta de pessoas, principalmente de árabes que compravam enlouquecidamente. O elevador com tema egípcio também era algo que ficará na minha cabeça pra sempre. Nesta hora, tinha tanta dor no pé que não conseguia mais andar. Acabei tomando outro taxi e voltei para o hotel. Uma dica, nunca tome taxi em Londres, eles são caríssimos!!!! Jantamos pelo bairro mesmo. Escolhemos um restaurante que faz hamburgers caseiros (muito bom!).
 
5º Dia
 
Esse foi o dia de fazer as atrações mais tradicionais da cidade. Acordei super cedo (não que eu queria mas aquela porta do elevador não me deixou dormir), tomei o café (que era outra coisa que deixou muito a desejar) e fui Palácio de Buckingham para ver a troca da guarda. Antes de chegar ao Palácio, dei uma voltinha pelo Green Park que fica ao lado. A troca da guarda acontece todos os dias as 11h da manhã. Na verdade, começou um pouco mais tarde e mesmo sendo um programa bem turístico, é muito chato!!! De lá fui até a Abadia de Westminster que é linda e enorme mas não entrei porque queriam cobrar 15 libras (é um absurdo pagar para ver uma igreja!). Ao lado tem uma ingrejinha muito simpática, a St. Margareth. Ela tinha uns detalhes que lembravam uma igreja ortodoxa e não precisei pagar nada. Que beleza! Ainda fui ver o Parlamento, o Big Ben, London Eye (aquela  roda gigante que vê toda a cidade) e andei pelo rio Tâmisa para ver as pontes que ligam a cidade. Na empolgação da caminhada, fui até St. Paul Cathedral (que também é linda mas não entrei porque queriam me cobrar 15 libras!) e outros prédios históricos. Almocei na Subway (tem os mesmo tipos de sanduíche mas a limpeza e o atendimento são precários), e caminhei até a Tower Bridge. A ponte foi inaugurada em 1894, e atualmente é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, além de ser conhecida como uma das pontes mais famosas do mundo. Fica ao lado das Torres de Londres. A ponte tem um estilo Vitoriano Gótico, que se parecem com fortes escoceses da Idade Média e as duas pontas se abrem como uma ponte levadiça de um castelo. Atualmente a Tower Bridge continua sendo de grande importância para o tráfego marítimo londrino, fazendo parte de um dos mais importantes corredores de tráfego da cidade. Ela é enorme!!!! Encontrei o Rous e de lá foi para as Torres de Londres. Paguei 17 libras para entrar (e achei que tinha feito um péssimo negócio), mas foi o melhor passeio que fiz no dia. As Torres são um monumento histórico situado no centro da cidade, na margem do Tâmisa. A construção das Torres foi iniciada em 1078, sendo inicialmente uma fortificação nos limites da cidade romana. É, Londres também foi romana! Há diversas torres pertencentes há vários séculos e sua função variou durantes estes períodos, desde palácio para sede da casa da moeda a mostra dos animais do reino. Também serviu como local de execução e tortura. É também na Torre de Londres que as jóias da coroa britânica, ficam guardadas em uma camâra subterrânea. No centro do atrativo há a Torre Branca, construída por Guilherme VIII, hoje abriga suas armaduras e história de suas batalhas (muito legal!). De lá ainda passeamos pela parte financeira de Londres, bastante cosmopolita e moderna e voltamos ao hotel.
 
Próxima Parada, país das ovelhinhas e dos campos verdes
 
6º Dia
 
Este foi um dia reservado aos museus. O primeiro que fui visitar foi o Museu de Cera da Madame Tussaud´s. Eu já tinha o visitado em Nova York, mas achei que seria legal ir novamente em Londres. É uma festa! Paguei 22,50 libras (isso porque ganhei um desconto de 10% comprando na internet), enfrentei uma filinha básica (isso porque disseram que se eu comprasse na internet não enfrentaria filas), mas é divertidíssimo. Além dos astros de Hollywood todos em cera, eles também têm uma ala destinada aos heróis e pessoas que fizeram história no Reino Unido como os membros da realeza, políticos e esportistas. Claro que quis tirar fotos com todos!!! Mas o mais legal desse museu é que eles têm umas atrações meio Disney, como o túnel do horror que chega a ser brega de tão infantil ou os carrinhos de parque de diversão que mostram a história de Londres. Mesmo sendo caro, você fica meio retardada, grudada no George Clooney, parada admirando a beleza da Nicole Kidman ou abraçando o Shrek (que é bem fofinho), então é um passeio que vale a pena! De lá, tomei um metrô até a Oxford Street e caminhei até o Britsh Museum. Fundado em 1753 e aberto ao público em 1759, é considerado o primeiro museu moderno do mundo e abriga mais de sete milhões de objetos de todos os continentes, mostrando a história do homem de seus primórdios até o presente. Muitos dos artefatos da sua coleção estão armazenados nos depósitos nos porões do museu, por conta da falta de espaço para exibí-los. Durante muito tempo achei que o melhor museu que eu já tinha visitado era o do Louvre em Paris e o segundo o Metropolitan em Nova York mas depois dessa visita, posso dizer que o segundo melhor é sem dúvida o British Museum. Ele é fantástico! Mostra todos os períodos da humanidade e o melhor de tudo, é gratuito!!! Outra coisa que tenho que destacar é a região na qual está situado. É muito bonita, cheia de restaurantes floridos e teatros. Tomei outro metrô e fui ao Imperial War Museum. Esse é outro museu gratuito da cidade (beleza!) e é MUITO legal! Como o nome diz, é destinado à guerra, principalmente as 1ª e 2ª Guerras Mundiais, mas fala também sobre a evolução dos equipamentos bélicos e os conflitos que ocorreram a partir de 1945 e tem uma exposição sobre o holocausto que te deixa sem palavras!!! Na verdade, o melhor do museu é sem dúvida as atividades interativas. Na ala da 1ª Guerra Mundial, você pode conhecer uma trincheira daquele período; já na 2ª Guerra, você pode sentir a experiência de estar em um bunker no meio de um bombardeio e depois pode ver a cidade destruída e o desespero das pessoas que perderam tudo. Eles também têm uma casa da década de 40, montada no meio do museu recriando a vida das pessoas em tempos de guerra além de mostrar a vida das crianças e o das mulheres que trabalharam na indústria bélica. Bem legal mesmo!!!! Muito melhor que eu esperava! De lá voltei para a Harrolds para comprar presentinhos para a família e voltei ao hotel.
 
7º Dia
 
Tentei acordar um pouco mais tarde, mas para variar a porta do elevador não me permitiu. Acordei, tomei café, arrumei minha mala, fiz meu check-out e fui à estação Victoria pegar um trem para o aeroporto de Gatwick para ir a Dublim. Quando cheguei a Londres (no 1º dia) e resolvi pegar um táxi ao hotel, eu achei que tinha sido um exagero, mas depois de carregar minha mala pesada pelas estações de metrô de Londres, percebi que foi a melhor coisa que eu podia ter feito. Ahhh! Queria aproveitar para fazer um comentário sobre a cidade. Londres é muito mais bonita que eu imaginava. Ela não tem o aspecto cinzento e cheio de casas de tijolinhos. Mesmo com as ruas estreitas de uma cidade antiga, ela é colorida, cheia de flores e bem cuidada. Não é quente como Paris, mas não chega a ser fria (se bem que o vento também não é dos mais agradáveis!). Na verdade, o que mais me incomodou foi a chuva que era uma constante (todos os dias e várias vezes ao dia) e que por alguns períodos disputava lugar com o sol (tímido mas presente em alguns momentos). É uma cidade cosmopolita, portanto, você encontra pessoas de todas as nacionalidades, principalmente orientais, árabes e indianos (esses muito moderninhos, em sua maioria com roupas ocidentais ou quando via um sári, a mulherada usava com tênis, brega no último!). Outra coisa que fiquei admirada é que nunca vi tantos cafés em uma mesma cidade. Um do lado do outro! Claro que eles são modernos, bem estilosos e sempre cheios, mas é demais!!! Cheguei ao aeroporto com tempo de sobra e fiz meu check-in na Ryan Air. Essa é uma dessas companhias de baixo custo que tem se espalhado por toda a Europa. Para você ter uma idéia, paguei apenas 41 libras para ir de Londres a Dublim, mas o ruim é que eles têm muitas restrições como quantidade de malas e peso das mesmas, mas mesmo assim vale a pena. Dentro da aeronave, tudo é cobrado a parte, desde o lanchinho até o uso do banheiro. Cheguei em Dublim às 15h10 (depois de um atraso de 40mins.) e graças a Deus o Fernando ainda não tinha desistido de me esperar. Fomos para a casa dele para deixar minha mala e de lá partimos a pé para o centro da cidade. Dublim é a capital e maior cidade da Irlanda. É cortada pelo rio Liffey, tem pouco mais de 500 mil habitantes e foi fundada pelos vikings por volta do século XI. Minha primeira impressão foi a melhor possível. É uma cidade muito pequena mas bem bonitinha, cheia de flores e bem conservada. Passeamos pela O´Conell Street e fomos até o Temple Bar que ao contrário do que eu imaginei é uma zona cheia de bares e não uma rua. Se em Londres tem muitos cafés, em Dublim tem muitos pubs. Não é a toa que o povo é tão bebum. Também tem um do lado do outro, e todos lotados de pessoas. Encontramos um amigo do Fernando e fomos para uns bares. De lá, voltamos para casa e fizemos um macarrão instantâneo.

3 comentários sobre “Mais confusão… Dessa vez na terra da Rainha

  1. Pingback: Um novo olhar sobre Londres – Vanessa's Diaries

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