New York, New York

Minha próxima parada foi aos Estados Unidos, mais especificamente a cidade de Nova York. Não é a primeira vez que vou a cidade, mas cada vez que eu estou lá tenho sempre a sensação de deslumbre. Só para situar, New York City fica no extremo sul do estado de mesmo nome e faz fronteira com o estado de New Jersey. É a cidade mais populosa dos Estados Unidos além de ser uma das mais vibrantes e cosmopolitas capitais do mundo. Ela está localizada na costa oeste dos Estados Unidos e é composta por cinco distritos: Manhattan, Brooklyn, Bronx, Queens e Staten Island. Tem uma população de pouco mais de 8 milhões de habitantes sendo 3,5 milhões residentes só em Manhattan. Esta última é uma ilha conhecida como “Big Apple” e é o coração turístico e financeiro da cidade. Ela foi descoberta por Henry Hudson (alguns dizem que ela já havia sido explorada por um italiano há quase 2 séculos antes), um inglês a serviço da Holanda que a batizou como New Amsterdam. Ela já era habitada por índios americanos e foi comprada pelos holandeses por bens no valor equivalente hoje a US$ 24. Baratinho, não?! 60 anos depois a Inglaterra ocupou o território e o chama de New York, em homenagem ao Duque de York. Ahhh! Se quiserem ver outros passeios em Nova York com muitas fotos, deem uma olhada aqui e aqui.

Nossa viagem começou em Curitiba onde pegamos o avião no meio da tarde para o Aeroporto de Cumbica em Guarulhos. Esperamos horas até embarcar, mas foi melhor assim, pois as filas no Aeroporto estão cada dia maiores então pudemos passar por todos os trâmites (Raio X, Polícia Federal) sem a preocupação de perdermos o voo. Pegamos um voo noturno e a viagem em si foi muito tranquila. Chegamos a NYC no começo da manhã e nosso receptivo já estava nos aguardando no Aeroporto JFK.

 1º. Dia

Chegamos ao hotel ainda pela manhã, mas nosso quarto não estava disponível então trocamos de roupa e fomos explorar a cidade. Dessa vez fiquei hospedada no Park South Hotel, localizado na 28th, entre a Park e Lexington Avenues. Era um bom hotel, moderno e com quartos confortáveis, mas como a maioria das atrações turísticas fica mais ao norte de Manhattan, não gostei muito da localização. Pegamos a 5ª Avenida e fomos andando em direção aos principais atrativos da cidade. A primeira parada foi o Empire State Building. Este lindo arranha-céu em estilo Art decó, está localizado na 34th, tem 102 andares e foi o edifício mais alto do mundo por mais de 40 anos. Ele é um prédio icônico na cidade por ter sido utilizado no filme King Kong, um clássico do cinema norte americano. Fomos ao observatório do prédio no 86º andar onde é possível ver toda a ilha de Manhattan, além de outras regiões de New York e parte do estado de New Jersey. Pagamos US$ 20 pela visita, mas vale a pena, pois além do prédio ser lindo e extremamente bem conservado, dá um dimensionamento de toda a cidade. Almoçamos no Subway (é um lanche barato, mas tomem cuidado, a higiene da lanchonete e o sabor do sanduíche não são os mesmos do Brasil). Ainda andando pela 5ª Avenida, passamos pelo Rockfeller Center (complexo de 19 prédios comerciais construído pela família Rockfeller) onde é montada a enorme árvore de Natal além da famosa pista de patinação no inverno; a Catedral de St. Patrick (uma linda igreja Neo gótica do final do século XIX) e pelas chiquetérrimas lojas de grifes até chegar ao The Plaza Hotel. Este último é um dos mais célebres hotéis dos Estados Unidos. O empreendimento foi fundado em 1907 e era originalmente uma casa de saúde para os novaiorquinos. Durante anos fez parte do holding do bilionário Donald Trump e hoje é administrada por uma empresa saudita. Desde 1969 é tombado como patrimônio da cidade e é um hotel sensacional. Vale a pena dar uma sapeada! Demos uma olhada na Fao Schwarz (loja de brinquedos do séc. XIX que foi considerada a maior loja do mundo neste segmento. Hoje é uma loja muito mais modesta, mas ainda é um paraíso para qualquer criança). Voltamos pela Park Avenue onde passamos pela Grand Central Terminal, um lindíssimo terminal de trens construído pela família Vanderbilt e inaugurado em 1913 que possui charmosos restaurantes e um variado shopping (na 42th) e a impactante Church of our Saviour. Terminamos nosso dia na Times Square, mas ainda tivemos energia para jantar na Mc Donald’s (coloco as mesmas observações citadas na Subway).

2º Dia

Acordamos super cedo (05h30 da manhã), pois às 07h sairíamos com um grupo de turistas para Washington D.C. Essa viagem foi adquirida pela internet e paguei US$ 149 por pax. A viagem levou 4 horas e meia e passou por 4 estados americanos: New York, New Jersey, Delaware e Maryland. A cidade foi planejada como Brasília e inaugurada em 1800. Washington foi nomeada em homenagem ao primeiro presidente americano, George Washington. Está situado no leste do país na margem norte do Rio Potomac e possui mais de 500 mil habitantes. A ida foi muito interessante, pois nosso guia nos explicou muitas coisas sobre a história americana, principalmente sobre a importância das imigrações francesas, holandesas e inglesas neste processo. Também foram explicados os acontecimentos que levaram a independência e situações atuais como a autonomia dos estados e a responsabilidade dos três poderes (legislativo, executivo e judiciário). Chegamos à cidade no final da manhã e passamos pelos principais monumentos: Lincoln Memorial, Washington Memorial, Obelisco, os monumentos que representam a guerra da Coréia e do Vietnã e a Casa Branca. Passamos pelo Madame Tussauds Wax Museum onde pudemos ver as figuras de cera dos principais presidentes americanos, inclusive Barack Obama. Passamos também pelo Smithsonian Instituition, o maior complexo de museus do mundo composto por 19 museus e 9 centros de pesquisa além do Zoológico Nacional. Almoçamos no Museu Aeroespacial (que faz parte do Smithsonian) e terminamos nossa visita no Capitólio. Estava um dia bastante ensolarado e quente o que facilitou a viagem. A cidade é lindíssima e tem muitas coisas interessantes, portanto, tive vontade de passar mais dias para explorar os demais museus, visitar o Ford’s Theater (onde Lincoln foi assassinado) e outros lugares de interesse. Chegamos a NYC pela noite, bastante cansadas.

3º Dia

Acordamos cedo, pois hoje teríamos o city tour por Manhattan. Nosso grupo era basicamente formado por brasileiros e fomos conhecer os principais atrativos da cidade. Começamos o tour pelo Lincoln Center onde está a Filarmônica, a Ópera e o Ballet da cidade de Nova York. O próximo ponto foi o Edifício Dakota, prédio no qual residiu John Lennon e o mesmo foi assassinado. O local também serviu de locação para o filme “O Bebê de Rosemary”. De lá fomos ao Central Park ver um mosaico com a inscrição Imagine (música mais famosa do cantor), encomendado por Yoko Ono que está no chão do parque. De lá fomos ao Flatiron Building, um prédio triangular bastante peculiar de 1902. Ele foi cenário de vários filmes como Godzilla e Homem Aranha. Após essa parada, fizemos um passeio pelo Greenwich Village (reduto GLS), Soho (área descolada onde ficam as galerias de arte e lojas de vangarda), Chinatown e paramos no Financial District onde fomos deixados em um prédio comercial com vista para o World Trade Center. Hoje o espaço é um canteiro de obras e será palco para outros dois prédios enormes e um memorial. Nesse caminho encontrei o ator Taye Diggs, ele interpreta o Dr. Sam Bennet na série Private Practice. Ele é mais bonito e mais gostoso pessoalmente. De lá, passamos pelo Battery Park, um parque onde saem as balsas para a Estátua da Liberdade e Ellis Island. Em um primeiro momento, até tínhamos interesse em conhecer a Estátua, mas quando vimos o tamanho da fila, acabamos desistindo. Dica para os turistas, se tem interesse em fazer esse passeio, sugiro que chegue ao local logo no começo da manhã (08h/09h), assim não terá que enfrentar as filas intermináveis. Terminamos nosso tour no Píer 17, um ponto que recria os portos do século XIX com diversos restaurantes e opções de compra. O melhor do lugar sem dúvida é a vista, pois é possível ver as Pontes do Brooklyn e Queensboro. De lá, pegamos a Broadway Avenue a pé para conhecermos um pouco mais a cidade. Passamos pelo touro em bronze que representa Wall Street, a Trinity Church (igreja de 1846 que revive o estilo gótico), Wall Street e a Bolsa de Valores. Ainda conhecemos o City Hall (local dividido em dois deslumbrantes prédios), a Corte de Justiça e Suprema Corte da cidade (que ficam reunidas em uma linda praça). Depois de tanto caminhar, chegamos a Washington Square (um das mais famosas praças de NYC e que tem ao seu redor vários prédios da New York University – NYU) e fiquei encantada com a tranquilidade e beleza da região. Pegamos um metrô até a Times Square e jantamos no próprio hotel.

4º Dia

Hoje acordamos super cedo novamente, pois tínhamos uma excursão para Woodbury Common Premium Outlet. É um shopping a céu aberto com 220 lojas de diferentes marcas com preços até 70% mais baratos que em Nova York. Essa foi outra barganha que adquiri pela internet. O passeio custou apenas US$ 37 por pax. Outras operadoras cobravam até US$ 82 por pessoa pelo mesmo tour. Saímos do Port Authority Bus Terminal, uma estação rodoviária muito doida que fica na 42th com a 8ª Avenida. A viagem dura em média 1 hora e 15 e o lugar é muito melhor do que eu imaginava. Quando pensamos em uma Outlet, logo vem a cabeça lojas cheias de coisas feias, daquelas que ninguém quer e tudo muito bagunçado, mas lá você se vê em um shopping de verdade. Era até engraçado você ver as pessoas enlouquecidas com o valor das peças e a qualidade das mesmas. Você encontra lojas de todos os tipos, desde eletro eletrônicos como a Sony, cosméticos como a L’Occitane mas o que você vê com maior abundância são as lojas de vestuário com marcas como Ralph Lauren, Timberland até maisons como Dior e Valentino. Voltamos no meio da tarde, pois íamos jantar no famoso Russian Tea Room. O restaurante foi inaugurado em 1927 pelos membros do Ballet Imperial Russo e logo se transformou em um reduto para os russos espatriados e outros artistas. Ele passou na mão de muitos investidores até ser reaberto em 2006. Dizem que o interior do restaurante permaneceu intacto todos esses anos, mas que o menu teve uma significativa melhora. A comida é realmente fabulosa, mas o valor da conta, nem tanto. Pagamos US$ 145 para duas pessoas. Mas tirando o susto inicial, posso falar que valeu cada centavinho!

5º Dia

Finalmente dormimos até mais tarde (mesmo porque não aguentava mais acordar de madrugada), tomamos café e fomos ao Metropolitan Museum. O MET é um dos maiores e mais importantes museus do mundo. Possui um acervo de 2 milhões de peças entre pinturas, esculturas, instrumentos musicais, mobiliário e etc. O museu foi fundado em 1870 e possui coleções impressionantes como um templo egípcio, uma praça espanhola completa e cômodos de moradas romanas e de castelos renascentistas. Além das exposições permanentes, o local conta também com mostras esporádicas e neste verão eles abriram um pavilhão com 350 obras de Picasso. Essas obras são do próprio museu, mas pela primeira vez elas foram reunidas e expostas juntas. Outra exposição interessante foi a American Woman. Patrocinada pela Gap, essa mostra apresentava o desenvolvimento do vestuário da mulher americana no século XX. Parte do acervo era do Museu do Brooklyn e havia peças de estilistas americanos e franceses. Muito legal! É um lugar imperdível. Custa um pouco caro (US$ 20), mas vale a pena. Se for ao museu, lembre de separar algumas horas para isso, pois tem tanta coisa para ser vista que é necessário um bom tempo. Almoçamos no próprio local. No Subsolo, eles reabriram uma cafeteria que serve tanto comida como lanches rápidos. Gostoso e baratinho! Voltamos no meio da tarde, pois à noite iríamos assistir a um show da Broadway. Nunca tive interesse em ir a Broadway, mas achei que dessa vez seria interessante. Escolhi “Jersey Boys”, pois já havia sido recomendado por várias pessoas além de ter ganhado o Tony de melhor musical em 2006. Então, em um primeiro momento pesquisei o preço na internet, mas o valor mais barato foi US$ 80. Achei um pouco caro e pensei em comprar o ingresso no TKTS, um guichê localizado na Times Square que vende ingressos para o mesmo dia com até 50% de desconto. Todos os dias íamos até o local, mas nunca encontrávamos os espetáculos que queríamos. Resolvemos então ir até o teatro e comprar o ingresso direto da bilheteria. Foi a melhor coisa que podíamos ter feito! Pagamos US$ 62 por pessoa e ainda pude escolher o local que eu queria sentar. Então, a minha dica é: compre na própria bilheteria do teatro. Mesmo comprando em cima da hora, é possível achar boas ofertas e você terá a oportunidade de assistir o espetáculo que tem interesse. O show começou pontualmente às 20h e foi MUITO bom! Muito melhor do que eu esperava. Saí do teatro com vontade de entrar em outro. Vale mesmo a pena! Jantamos na Sbarro da Times Square e voltamos para o hotel.

6º Dia

Acordamos cedo, pois queríamos aproveitar nosso último dia na cidade. Pela manhã, fui até o Frick Collection. O local é a antiga casa do bilionário Henry Frick. O museu está localizado na 5a. Avenida e o empresário adquiriu o terreno em 1913 por 5 milhões de dólares (imagine o quanto não vale hoje?!). Após a morte do bilionário, a mansão foi transformada em um museu e possui uma coleção de grandes mestres da pintura como El Greco e Degar além de mobiliário francês e objetos decorativos de diversas partes do mundo. Esse é um museu pequeno mas lindíssimo! É um lugar bastante pessoal (é caloroso e você consegue imaginar as pessoas que moraram lá) mas ao mesmo tempo é pomposo, requintado. De lá, fui a Bergdorff Goodman, a mais requintada loja de departamento dos Estados Unidos. Mas no caminho vi uma confusão em frente à loja da Apple e fui ver o que estava acontecendo, nisso vimos que estava ocorrendo um show do Sting para algum canal de televisão. Almoçamos em um restaurante brasileiro na 46th chamado Ipanema. É um lugar pequeninho, mas super aconchegante! Nossa tarde foi destinada as compras. Fomos à Lacoste, Sephora, Victoria’s Secret e terminei meu dia visitando algumas das melhores chocolaterias da cidade. A primeira foi a Kee. Uma das características desta loja é a qualidade da matéria prima utilizada além de todos os bombons serem feitos e comercializados no mesmo dia para manter o frescor dos produtos. É daqueles que derretem na boca! Ela possui duas lojas, uma delas na 5a. Avenida dentro do edifício do HSBC e outra no centro da cidade. Os bombons não são muito baratos, mas todos são MARAVILHOSOS! A outra chocolateria chama 5th Avenue e está localizada na 3rd Avenue com a 43rd. Ela é mais simples, mas os chocolates também eram bons. À noite comemos em um restaurante indiano ao lado do hotel chamado Copper Chimney. Também é um restaurante pequeno, muito bom e com um precinho bem camarada!

No outro dia pela manhã (06h) nosso receptivo já estava nos aguardando, pois voltaríamos ao Brasil. Esse caminho até o Aeroporto foi tristinho, pois queria ficar mais alguns dias na cidade. Tomamos o voo para São Paulo às 09h25 e viajamos o dia todo. Chegamos a Curitiba no finalzinho da noite. Minhas impressões gerais da viagem são: Nova York continua uma cidade vibrante e os verões sempre agradáveis. Mesmo sendo uma grande metrópole, a cidade continua segura e é possível caminhar por qualquer parte de Manhattan sem se preocupar (se bem que eu como uma boa brasileira, me preocupava o tempo todo!). Durante todo o passeio, vi muita gente bonita (principalmente os homens) e ao contrário do que lemos, vi pouquíssimos obesos. Se nas primeiras vezes que estive em NYC fiquei espantada com o grande número de judeus ortodoxos, dessa vez o que me impressionou foi o número de indianos. Encontrávamos eles trabalhando nos restaurantes, passeando pela cidade… Tive a impressão que eles aos pouquinhos estão dominando o mundo. Os parques continuam impecáveis, mas o trânsito sempre caótico. Claro que nem tudo são flores. Mesmo sendo eficientíssimos, os metrôs novaiorquinos não são um primor de beleza e muito menos de limpeza. Os lixos produzidos pelas lojas e deixados nas calçadas dão uma impressão muito ruim principalmente porque vemos que grande parte do lixo orgânico e reciclável não são separados (vocês conseguem  imaginar a quantidade de lixo que essa cidade produz todos os dias?!). E em alguns pontos da cidade, esse lixo deixa um mau cheiro geral. Sentia-me no Paraguai. Independentemente dessas peculiaridades (para não chamar de defeitos), Nova York continua no meu coração. Surpreendendo-me a cada instante e mantendo o status de minha cidade favorita em todo o mundo. Para ver as fotos desta viagem, entre no meu álbum http://cid-3291a7b14b31ab66.photos.live.com/browse.aspx/New%20York%20City.

Até a próxima viagem!

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