Prossima Fermata, Italia

Ciao! Hoje começo a escrever mais um capítulo das minhas viagens e para mudar os ares, resolvi fazer um circuito passando pelas principais cidades turísticas  da Itália. Na verdade, até há poucos anos atrás não tinha muito interesse em conhecer o país; não que eu achasse que não seria um destino interessante, mas acreditava que existiam outros lugares que tinham  mais a ver comigo. De qualquer forma, acho que fui na hora certa, mais madura e mais tranquila para o turbilhão que eu ia vivenciar.

Para aqueles que não sabem, o país está situado na Europa Meridional, é em parte banhado pelo Mar Mediterrâneo, tem pouco mais de 60 milhões de habitantes e seu território tem coincidentemente a forma de uma bota. Uma das curiosidades que eu aprendi durante a viagem foi de que ao contrário do que muitos imaginam, a Itália é um dos países mais novos da Europa; sua unificação só ocorreu em 1861 (antes o país era dividido em territórios independentes). Além disso, o idioma italiano, tão conhecido e admirado, é na verdade o idioma toscano, pois quando precisaram definir qual seria a língua oficial do país, optaram pelo idioma usado em Florença, já que o livro de maior repercussão na época era a “Divina Comédia” do fiorentino Dante Alighieri. Seu primeiro rei foi Vittorio Emanuele II e como um personagem importante na história italiana, seu nome está presente em ruas, avenidas, centros comerciais, etc. Mesmo que pequeno, é um país cheio de contrastes, mais marcadamente entre o norte (industrial, mais rico e mais cosmopolita) e sul (agrícola, mais pobre e pitoresco).

Minha viagem começou com os perrengues de sempre. Se não os tivesse, não seria minha. Mas dessa vez não esqueci de renovar o passaporte ou de levar a máquina fotográfica, tive problemas com a operadora turística na qual adquiri o pacote, mas não quero entrar nesse mérito aqui no blog.

Comecei minha viagem no meio da tarde no Aeroporto Afonso Pena e à noite peguei o avião da TAM  em Guarulhos com direção à Milão.

1º Dia

Cheguei a Milão às 15h30 (vale lembrar que há uma diferença de fuso horário de 5 horas a mais que o Brasil), tentei fazer todos os procedimentos (sair da aeronave, imigração e pegar as malas) o mais rápido possível para aproveitar o máximo da cidade, mas não deu muito certo. Quando cheguei no saguão do Aeroporto, não tinha ninguém me esperando (não seria a primeira vez, já que me esqueceram em Munique há alguns anos atrás). Após um desespero momentâneo, encontrei outros brasileiros na mesma situação e depois de muito procurar, achamos nosso motorista (que por acaso estava com a plaquinha do receptivo debaixo do braço e fofocando com o colega – vivemos situações como essa várias vezes durante toda a viagem).  

Milão ou Milano (em italiano) está situada ao norte do país e é a capital da região de Lombardia. A cidade tem mais ou menos 1 milhão e meio de habitantes e é conhecida como capital da moda e do design. Cheguei ao meu hotel que estava ao lado da Stazione Centrale – Estação Central de Trens e Ônibus, tomei um banho rápido e peguei o metrô para Piazza Duomo. A Duomo di Milano ou Catedral de Milão (foto abaixo) é o ponto central da cidade. É uma construção de 1386, mas que só foi concluída apenas no século XIX. Em estilo gótico, neogótico e neobarroco, é a terceira maior igreja do mundo (perdendo apenas para a Basílica de São Pedro no Vaticano e a Sagrada Família em Barcelona) e é de babar! Não consegui entrar, pois já estava fechada, mas aproveitei meu passeio para conhecer os arredores. Fiz umas comprinhas nada básicas na Galleria Vittorio Emanuele II (falei que esse cara tá em todas!), um centro comercial lindíssimo construído na segunda metade do séc. XIX onde se encontram algumas marcas de luxo como Louis Vuitton e Prada e restaurantes turísticos. Eu imaginei que ela fosse muito maior; na verdade ela é um centrinho pequeno, mas não deixa de ser magnífica. Passei também por antigos palácios convertidos em prédios públicos e terminei meu dia no Mc Donald´s (super italiano, sqn) onde conheci dois alemães – Florian e Christopher, que foram meus companheiros de viagem nos dois primeiros dias.

Duomo di Milano

2º Dia

Essa noite não dormi nada. Em parte pela emoção de estar em Milão, mas também sofrendo com o fuso horário. Vi um pouco de TV, fui para a Internet e quando finalmente amanheceu, tomei café e  fui ao Castelo Sforzesco. Construído a partir do séc. XV, o castelo serviu como fortaleza da cidade e pertenceu a família Sforza. Sofreu nos últimos 5 séculos várias intervenções e hoje congrega diversos museus como aqueles dedicados à arte decorativa e peças antigas, bibliotecas, entre outros espaços culturais. Além disso, possui ao fundo um lindo jardim, chamado Parco Sempione, muito parecido com os parques parisienses. Cheguei empolgadíssima ao castelo e quando fui comprar o tkt de entrada, vi que tinha esquecido todo o meu dinheiro no hotel! PM!!! Tive que voltar ao hotel a pé, pois não tinha dinheiro nem para comprar o tkt de volta do metrô; levei cerca de três horas. Só não foi pior, pois aproveitei a caminhada para conhecer a cidade. Tentei entrar na Duomo novamente, mas o segurança me barrou, pois estava com os ombros à mostra. Lá vai a primeira dica da Itália, se você tem interesse em conhecer qualquer igreja italiana, e elas realmente valem a pena serem visitadas, vá com roupas apropriadas – blusas com mangas, saias e shorts na altura dos joelhos. Eles são muito rígidos com a questão das vestimentas. À tarde, fui com os meninos no San Siro, estádio dos principais times de Milão; Internazionale e Milan. Fizemos uma visita pelo Estádio que dentro nem parece tão majestoso e fomos conhecer as concentrações dos dois times. Terminamos a visita no museu do local, onde pudemos ver muitas raridades como a camisa do Pelé quando ainda jogava pelo Santos e fotos dos principais jogadores de ambos os clubes, inclusive muitos deles eram brasileiros. Passamos o restante da tarde passeando pela cidade e à noite fomos em um lugar que só Deus sabe onde, um riozinho meio longe do centro onde estão concentrados vários barzinhos (depois descobri que o lugar se chama Navigli). O lugar em si era legal, cheio de gente, mas 12h30/01h00 da manhã as pessoas começaram a ir embora por algum motivo e ficamos lá meio sem saber o que fazer. Além disso, fui atacada pelos pernilongos italianos (chique, não?!). Enfim, sem metrô para voltar para o hotel, andamos por horas até chegar ao meio de hospedagem dos meninos e finalmente peguei um táxi para o meu hotel.

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3º Dia

Hoje começa a minha excursão pelas principais cidades turísticas da Itália.  Saímos do hotel às 07h30 da manhã em direção ao Lago de Garda, o maior lago do país. Chegamos a Desenzano di Garda, uma cidadezinha super pequena e bem pitoresca onde tomamos um barco a Sirmione. Essa sim foi uma das maiores surpresas da viagem! Sirmione é uma península hiper charmosa utilizada como destino de veraneio por turistas de todo o mundo. Ficamos poucas horas no local, mas minha vontade era de passar dias. É cheia de restaurantes gourmet, sorveterias estilosas e muitas lojas com produtos típicos italianos como  aquelas  especializadas em papéis artesanais. De encher os olhos! 

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Além da praia de pedras, os maiores atrativos são; o Rocca Scaligera, um castelo medieval construído pela família Scaligeri de Verona e a própria área comercial da cidade com traços medievais.

De lá viajamos para Verona, a cidade onde ocorreu o romance mais famoso do mundo, Romeu e Julieta. Verona é uma cidade de médio porte, com mais de 200 mil habitantes; seu centro histórico está cercado por muralhas e é considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO. A cidade é famosa pela história de amor escrita por William Shakespeare. Durante nosso passeio, conhecemos: o Anfiteatro Romano; a Praça Erbe, onde se concentra o comércio turístico e a feira do município (foto abaixo); e o Balcão de Julieta. Após a visita, partimos em direção à Veneza. Chegamos à cidade no final da tarde e aproveitei o tempo livre para jantar e descansar.

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4º Dia

Acordamos cedo e fomos ao centro turístico de Veneza. Veneza ou Venezia (em italiano) é uma cidade situada na região do Vêneto, no nordeste da Itália. É formada por 118 ilhas, muitas delas ligadas por pontes, 177 canais e tem cerca de 271 mil habitantes. Por sua localização estratégica, foi um porto importante que ligava o Oriente ao Ocidente. E por manter um laço estreito com a antiga Constantinopla (hoje Istambul), a arquitetura da cidade teve uma forte influência bizantina. E aqui começa as minhas reclamações, e olha que elas não são poucas. Ficamos hospedados no continente, em uma região chamada Mestre. Para chegar as ilhas tínhamos que tomar um ônibus e seguir por 30 minutos de rodovia, depois pegar um vaporetto – um barco que funciona como transporte público, por mais 30 minutos até chegar ao centro. Um saco! Segunda dica da Itália, quando visitar Veneza, procure um hotel nas ilhas. Eles são mais caros, mas vale muito mais a pena! Começamos nosso passeio na Ilha de Murano, famosa por seus vidros artesanais onde fomos a uma empresa que ainda fabrica esses tipos de peça. Durante o passeio os proprietários nos mostraram de que forma trabalham o vidro (nada de excepcional para mim, já que tinha visitado várias fábricas como essa no Brasil, como em Poços de Caldas, MG), e no final nos levaram a uma lojinha para que comprássemos alguma lembrancinha. Devo admitir que haviam muitas coisas bonitas à venda, mas os preços não eram convidativos. Acabei comprando um medalhão na lojinha do lado da fábrica por 40% do preço. De lá fomos ao centro onde passamos pelos principais atrativos da cidade como a Piazza San Marco (foto abaixo). 

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Andei por grande parte da região, passando pelas principais ruas do comércio. O lugar é realmente mágico! Só não estava mais perfeito por conta do calor que era insuportável. Comprei uma pashimina falsificada em uma das lojinhas por apenas € 5.00 (o melhor negócio que fiz na Itália! Ela foi minha companheira em toda a viagem, pois se transformava em xale e saia para que eu pudesse entrar livremente nas rigorosas igrejas italianas). Também visitei o Teatro La Fenice, um teatro no qual sua construção iniciou no final do século XVIII, mas houve tantos incidentes e reconstruições que foi chamado de La Fenice – A Fênix, pois literalmente renasceu das cinzas. Ele é um teatro pequeno, mas magnífico! Depois do almoço, fomos conhecer o Palácio dos Doges (foto abaixo) ou Palazzo Ducale (em italiano).

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Construído a partir do séc. XIV, foi a casa e local de trabalho dos antigos doges, governantes de Veneza. O lugar é fabuloso, com certeza vale a visita. Também conhecemos a “Basilica di San Marco”, uma igreja única com fortes influências bizantinas e que iniciou sua construção no séc. XI. O interior da igreja é muito escuro (está precisando de uma restauração meio urgente), mas não deixa de ser linda. Passei pelo Café Florian, um dos estabelecimentos mais tradicionais da cidade. Além da decoração única, o café oferece mesas nas calçadas da Piazza di San Marco e música jazz ao vivo. Antes de voltar ao continente, ainda dei uma passada para conhecer o Hotel Danieli. Composto por três palácios dos sécs. XIV, XIX e XX, o hotel é um dos mais famosos e exclusivos da cidade, além de ter sido cenário para o filme “O Turista” com Johnny Depp e Angelina Jolie. Fiquei apenas nas áreas sociais do hotel, mas mesmo assim, estava babando pela decoração composta de lustres de cristais de Murano, rica tapeçaria e colunas de mármores
trabalhadas a mão.

5º Dia

Hoje nosso passeio começou muito cedo, pois visitaríamos 4 cidades em um mesmo dia. Saímos de Veneza em direção à Pádua ou Padova (em italiano). Pádua é conhecida como a cidade onde Santo Antônio passou grande parte de sua vida. Possui pouco mais de 200 mil habitantes e está na região do Vêneto, como Veneza. A cidade também é famosa por possuir uma das mais antigas e prestigiadas universidades europeias. Fomos conhecer a Basílica de Santo Antônio (foto), uma igreja construída a partir do séc. XIII, logo após a morte do santo.

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Por fora, a igreja parece ser muito simples, mas seu interior é realmente bonito e vale a pena a visita. Disseram que eu deveria experimentar uma especialidade típica da cidade chamada “dolce del santo”. Uiii! Que troço ruim! Um pão doce, duro e esfarelento. Para ser sincera, até o momento a Itália me decepcionou profundamente no quesito alimentação. Ainda não comi nada que eu pudesse dizer: – Meu Deus, isso é tudo de bom! Tenho sempre a impressão que falta gosto na comida. Mas tirando minha decepção gastronômica, a cidade é muito agradável e tranquila. De lá, entramos na região da Toscana em direção a Pisa. Pisa é uma cidade pequena, com quase 90 mil habitantes e tem como seu maior atrativo a Torre de Pisa (deem uma olhada na Torre logo abaixo).

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A torre é na verdade o campanário da Duomo di Pisa e seria apenas mais uma construção medieval se não tivesse uma grande inclinação que faz dela um dos atrativos mais visitados do país e Patrimônio Mundial da UNESCO. Nosso guia nos disse que devido a inclinação cada dia maior, no início da década de 1990 a torre foi fechada para visitação e implantado um grande projeto a fim de trazer maior estabilidade à construção. A torre perdeu 40 cm de sua inclinação original, mas vendo ela super torta hoje, você fica imaginando o estado que não estava antes da intervenção. O lugar é realmente lindo, não só a torre como também a Duomo e o Batistério, mas esse foi o dia mais quente de toda a nossa excursão. Fazia 40ºC dentro do nosso ônibus e o calor não nos dava ânimo de explorar a cidade.

Nossa próxima parada foi Lucca. A cidade também tem origem medieval e o centro histórico está localizado dentro de uma muralha. Durante a dominação napoleônica na Europa, Napoleão deu a cidade de presente para sua irmã Elisa. Durante o passeio pela cidade, passamos pela Igreja de S. Michele, o palácio onde morou Elisa e a Cattedrale San Martino. A cidade é realmente muito agradável, mas o que me chamou mais atenção foi o cheiro de doce por todo o lugar. O destino é uma tentação para aqueles que estão de regime. Seguindo a dica do meu guia, fui comprar um doce na Patisserie Pinelli, uma das mais tradicionais. Comprei vários Mignolinis, uma espécie de Carolina. DELICIOSOS! Finalizamos nosso tour do dia em Florença. Chegamos pelo lado sul da cidade onde há vários vales repletos de jardins e palácios centenários. Esses palácios hoje estão convertidos em espaços como restaurantes e hotéis luxuosos. O lugar era uma inspiração! Para terminar  o  dia, nosso motorista parou na Piazzela Michelangelo, um observatório no qual é possível ter uma visão de toda a cidade. LINDO! LINDO! LINDO! Já estávamos mortos com o dia puxado, mas aquela vista deu uma revigorada em todos. Parece que naquele dia as coisas iam melhorar. Fiquei  hospedada em um hotel chamado Metrópole, finalmente um hotel 4 estrelas com jeito de 4 estrelas; jantei em um restaurante ao lado da Ponte Vecchio, a melhor comida até o momento. Fui dormir acabada, mas ansiosa para o próximo dia.

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6ºDia

Hoje começamos o dia fazendo um city tour pela cidade. Florença ou Firenze (em italiano) é capital da Toscana e possui quase 400 mil habitantes. Foi uma cidade bastante rica e influente no final da Idade Média e começo do Renascimento e é considerada um dos destinos mais bonitos do mundo. Começamos o passeio na Basilica de Santa Croce, construção do séc. XIII que abriga os restos de Michelangelo, Galileo Galilei, Maquiavel e Rossini. De lá fomos até a Piazza della Signoria, uma das praças mais importantes da cidade que congrega o Palazzo Vecchio, palácio dos antigos doges e atual sede da prefeitura municipal; Galleria degli Uffizi, um dos museus mais importantes do mundo, com obras de Michelangelo, entre outros; diversos prédios comerciais, além de obras de arte, como Neptuno e Davi de Michelangelo. De lá fomos a Ponte Vecchio (foto abaixo), uma ponte construída no séc. XIV sob o Rio Arno que a princípio servia como um ponto para venda de carne, mas pelo mau cheiro foi transformada em um local para o comércio de joias, algo que ainda existe. A ponte é muito diferente do que eu esperava. Ela tem lojas de verdade em seu interior e é muito interessante. É possível ver que alguns desses estabelecimentos são centenários e vendem produtos a um preço bem competitivo (lembrando que são joias).

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Próxima parada foi a Praça do Comércio, depois a Piazza della Repubblica e caminhamos um pouco mais até chegar até a Cattedrale di Santa Maria Del Fiori, a Duomo di Firenze (segue foto da Catedral logo abaixo). É uma igreja do séc. XIII, mas que só foi concluída no séc. XIX. Sua fachada é composta por mármores verdes e rosas e é de babar! Seu batistério também é lindo, principalmente pela porta em ouro (claro que a original não está mais lá!).

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Depois da Catedral, dei um pulo na Basílica de San Lorenzo, igreja construída pelos Medici (a família mais influente da cidade por mais de 3 séculos) no séc. XV. Pela riqueza da família, eu imaginava que a igreja seria mais imponente, mas ela é bem simples. Eu tava tão cansada nessa hora que acabei tirando um cochilo no banco da igreja, que vergonha! Aproveitando a visita, também passei pela Biblioteca da família Medici, projetada por Michelangelo – Biblioteca Medicea Laurenziana. Interessante, mas não fabulosa! Andei pela cidade e passei por vários palácios que foram convertidos em estabelecimentos comerciais e estava maravilhada pela beleza do lugar. Almocei em um restaurante chamado Obika, uma franquia de estabelecimentos especializados em muçarela de búfala. O ambiente é moderno e arejado e a comida é fantástica. Foi minha maior descoberta gastronômica na Itália. Essa é minha dica! Eles têm restaurantes nas principais cidades italianas, além de ter filiais em Nova York, Los Angeles, Londres, Istambul, Toronto e Tóquio. À tarde fomos à Galleria dell’Accademia, um museu da academia de Belas Artes de Florença que possui em em acervo obras de vários mestres, inclusive de Michelangelo. Essa foi uma das maiores decepções da viagem, pois paguei super caro para entrar no museu e o acervo é bem fraquinho. Fraquinho no sentido de que as maiores obras da cidade estão na Galleria degli Uffizi, portanto, a única obra realmente significativa do lugar para leigos como eu é o Davi de Michelangelo. Terminando o passeio, ainda entrei no Palazzo Vecchio, onde parte do edifício está aberto a visitação. É UM ESPETÁCULO!!! Quase sem forças ainda fui ao Palazzo Pitti, castelo construído pela família Pitti, mas adquirido pelos Medici. Cheguei meio tarde e o lugar já estava chegado para visitação. Terminei o dia comendo um waffle com Nutella (eles tem adoração por Nutella!) e me arrastando até o hotel.

7º Dia

Madrugamos de novo, pois tínhamos mais um dia cheio de cidades para conhecer. Nossa primeira parada foi em Siena, uma pequena cidade ainda na região da Toscana. O lugar também conserva parte de suas muralhas medievais. Visitamos a Igreja de San Domenico, a Piazza del Campo, praça em forma de leque onde ocorre a festa mais famosa da cidade, a corrida do Palio – uma corrida de cavalos no qual os moradores da cidade competem por seu bairro (e onde comi o melhor “Gelato di Tiramisú” de toda a minha vida). A festa ocorre entre os meses de julho e agosto.

Além disso, fomos até a magnífica Cattedrale Santa Maria Assunta (foto), a Duomo di Siena, uma igreja com início de construção no século XIII e que enche os olhos de qualquer visitante.

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Passamos também por seu batistério que é fabuloso. A cidade é muito agradável; mesmo fora de suas muralhas é calma e muito florida! De lá fomos a Assis ou Asisi (italiano). Está localizada na região da Umbria e é conhecida por ter sido o local de nascimento de São Francisco. O lugar é uma vila medieval, toda edificada em pedras e seu maior atrativo é a Basilica de São Francisco de Assis, construída após sua canonização no séc. XIII. A igreja é enorme, com diferentes andares e possui lindas pinturas. Na cidade, você tem a sensação de que o tempo parou. Ela é muito silenciosa e transmite algo muito bom. Almoçamos por lá e seguimos nosso caminho até Roma. Capital da Itália, a cidade está localizada na região de Lácio e possui mais de 2 milhões de habitantes, a mais populosa de todo o país. É cortada pelo rio Tigre e fez parte de grandes períodos históricos. Dizem que Roma foi fundada em 753 a. C. pelos irmãos Rômulo e Remo. Estes irmãos foram criados por uma loba (o símbolo da cidade é uma loba amamentando dois bebês), mas descobri que Loba – Lupa era o apelido para as “mulheres responsáveis pelo entretenimento adulto”, se é que vocês me entendem, portanto, na verdade eles eram filhos de uma prostituta. Além da cidade, Roma também congrega o Vaticano, um país independente onde mora o Papa e está a Basílica de São Pedro. Ficamos hospedados na periferia da cidade (imagine a minha felicidade!) e parte do meu grupo foi fazer um passeio opcional pelo centro à noite. Eu resolvi fazer meu próprio passeio e não me arrependi. Peguei o metrô até a Piazza di Spagna e passei pelos principais pontos da cidade a pé como Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II, uma lindíssima construção do começo do século XX e Fontana di Trevi. Na verdade, minha primeira impressão de Roma não foi das melhores. À noite, a cidade tem um ar de  lugar apertado, sujo. Só fui me apaixonar completamente pelo destino no último dia. Quando voltei para o hotel, me ferrei bonito! As linhas de metrô de Roma estavam em manutenção, portanto elas encerraram suas atividades às 21h. Fui obrigada a pegar um ônibus (meio perdida, pois não tinham muitas placas explicativas e não falo italiano), parei na estação errada, tive que tomar um táxi e ainda levei uma bronca do taxista, pois não tinha o cartão com o endereço do hotel. Só a topeira aqui é capaz de sair do hotel sem um mapa da cidade e o cartão do estabelecimento. NÃO FAÇAM ISSO! Cheguei sã, salva, mas um pouco assustada ao meu quarto.

8º Dia

Hoje acordamos cedo, pois às 07h30 sairíamos em direção ao Museu do Vaticano. Na verdade, não é apenas um museu; são vários museus situados em um mesmo lugar. A coleção começou a ser organizada a partir de 1771 pelo Papa Clemente XIV e é considerado um dos museus mais importantes do mundo, contando com obras etruscas, gregas, romanas, egípcias, medievais, renascentistas, etc. Durante a ocupação de Napoleão na Itália, grande parte do acervo foi saqueado e enviado à França (muitas peças hoje estão em exposição no Louvre), mas isso não desanimou nenhum membro do clero; só fez com que a igreja adquirisse ainda mais peças para repor as antigas e com que investisse ainda mais em arte.

VLUU L100, M100 / Samsung L100, M100Detalhe – olha eu na foto com minha echarpe de Veneza que transformei em uma saia descolada. O lugar é um show! Tem tudo que você pode imaginar, mas me incomodou um pouco as peças de diferentes períodos da história estarem expostas juntas, isso confundia a cabeçinha desta amadora fanática por arte. O museu é gigantesco, se quiser conhecê-lo a fundo, terá que reservar alguns dias. Mas tome cuidado; as filas para entrar no local são quilométricas, então a melhor opção (Outra dica!) para não perder tempo é comprar o ingresso pela Internet ou adquirir o passeio completo com uma operadora. Um dos momentos mais especiais de todo o museu é a visita a Capela Sistina. Foi pintada por Michelangelo que era um escultor e não pintor (desta forma você fica impressionada com o talento do cara) e tem esse nome, pois foi construída em homenagem ao Papa Sisto IV. Este espaço é usado até hoje (principalmente para escolher o novo Papa) e é realmente lindo! De novo eu estava tão cansada que na Capela tirei um cochilinho, o segundo dentro de igrejas italianas. Que vergonha! Depois fomos a Basílica de São Pedro ou Basilica di San Pietro (em italiano), uma igreja do séc. XVI e um dos maiores símbolos do Vaticano. A igreja é enorme e magnífica (não tem outra palavra para descrever o lugar), me perdi do meu grupo várias vezes. Lá é possível ver a Pietà de Michelangelo (existem 4 Pietàs esculpidas por Michelangelo. A primeira e única a ser oficialmente assinada pelo artista é a de San Pietro, mas é possível ver outras estátuas em Milão e Florença) e diferentes obras de artistas como Bernini e Rafael. Terminando o tour pelo Vaticano, fizemos uma panorâmica por Roma e só a partir daí comecei a me apaixonar pela cidade. Nossa primeira parada foi em Trastevere, um dos bairros mais característicos e boêmios da capital italiana. Passamos ainda pela Roma Monumental, onde ficam os antigos Fóruns romanos, arcos e templos do mesmo período e o Coliseo. Toda essa parte da cidade é linda! As ruínas misturadas aos verdes jardins passam uma sensação tão boa! Almoçamos naquela mesma região conhecida como bairro judeu e onde há uma grande quantidade de restaurantes especializados em comida kosher e típica romana. À tarde fomos ao Coliseo (foto). Construído entre 70 e 90 d.C., o espaço é um dos símbolos da Roma antiga e considerado uma das 7 maravilhas do Mundo Moderno.

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É incrível quando você tenta imaginar como deveria ser aquela construção há milhares de anos. O prédio era todo coberto de mármore branco (ainda existem uma ou duas pedras para contar história) e é uma construção gigantesca. Soube pela nossa guia que a princípio havia guerras navais dentro do espaço (fiquei imaginando eles encherem de água aquele lugar e fazer guerrilhas lá dentro), mas posteriormente eles construíram ao fundo do Coliseu um espaço que parecia uma coxia, com salas e túneis. E só a partir dessa fase, os animais selvagens (que ficavam escondidos por lá) começaram a fazer parte dos espetáculos. Finalizamos nosso tour andando pelos antigos fóruns romanos e voltamos ao hotel para descansar e se preparar para a maratona do próximo dia.

9º Dia

Hoje foi sem dúvida o dia mais puxado de toda a nossa excursão. Mas não estou reclamando porque foi MUITO bom! Saímos de Roma às 05h da manhã (quer dizer, acordei às 4h) em direção ao sul do país, especificamente para Pompéia ou Pompei (italiano).

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A cidade (na foto acima) está na região da Campania, muito perto de Nápoles, e seu principal atrativo são as ruínas da antiga cidade romana, destruída pelo vulcão Vesúvio em 79 d.C. O lugar é impressionante! Não são apenas ruínas de alguns monumentos, mas sim de uma cidade completa. Ruas cheias de casa e praças inteiras. É fascinante ver os mosaicos no chão de algumas casas ou os trabalhos em mármore de alguns santuários. Fomos à região da “luz vermelha” e foi legal saber que como grande parte das meretrizes era estrangeira, elas não entendiam direito o latim. Portanto, para elas entenderem direitinho o que os clientes queriam, tinham um cardápio de posições sexuais, como um Kama Sutra, mas ele estava estampado nas paredes dos bordéis. Foi possível ver alguns corpos carbonizados (tinha até um cachorrinho que morreu se contorcendo, uma dó!) e uma pequena parte dos objetos que foram encontrados na cidade. Só fiquei triste, pois o grosso da coleção encontrada no parque arqueológico está em um museu em Nápoles e não teríamos tempo de visitá-lo. De lá fomos à Nápoles ou Napoli (em italiano). A cidade também está na região da Campania, como  Pompéia, e é a terceira maior da Itália com pouco mais de 1 milhão de habitantes. É famosa por sua cozinha, principalmente pela invenção da pizza, o prato mais popular de todo o mundo. Aqui começamos a perceber que estamos em uma outra Itália. De repente, comecei a ver vários guetos, ou sendo politicamente correta, bairros menos privilegiados;  as pessoas são mais morenas, tipo marrom bombom e os homens mais corpulentos, para não dizer gostosões. Mas o centro da cidade é bem interessante. Passamos em nossa panorâmica pelos seus principais atrativos como o Castel Nuovo, Galleria Humberto I (nos moldes da Vittorio Emanuelle II em Milão), Piazza Plebisito, Teatro di San Carlo e Castel Dell´Ovo. Chegamos ao Terminal Turístico da cidade onde pegaríamos um barco até Capri. O passeio dura uns 50 minutos e é bem confortável. Chegamos ao Porto de Capri e a princípio não me impressionei com o lugar. O porto é simples, apertado, uma confusão de gente e um calor desgraçado. Mas a hora que pegamos uma embarcação menor e fomos fazer um cruzeiro pela ilha, aí sim descobri como o destino é magnífico! O mar de Capri é de um azul escuro que eu nunca tinha visto antes. Se só a cor da água já não fosse um chamativo, o contraste deste mar com as rochas em tons de cinza claro, dão uma pitada especial (dê uma olhada na foto).

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As rochas brotam das águas e a ilha é cheia de buracos repletos de corais. LINDO! LINDO! LINDO! Terminando nosso passeio, pegamos o Funicular até o ponto mais alto da cidade onde fica o centrinho da ilha. Quando fui passear por essa parte do lugar, tive certeza que estava no paraíso! As lojas de luxo, os hotéis boutique, as pâtisseries de primeira estão dispostas de um jeito tão despretensioso, mas, ao mesmo tempo, charmoso! Não tem o que dizer. Minha vontade era de ter passado as férias inteiras lá e não só um dia. Tomei um suco de Laranja em uma barraquinha local (€ 3), um dos melhores da minha vida. Vale a pena ressaltar que esta região da Itália é conhecida por suas frutas cítricas. Além disso, eles têm uma bebida típica chamada Limoncielo (gostosinho!). Almoçamos em um restaurante típico (+ ou -) e passamos a tarde aproveitando a cidade. Voltamos para Roma no final do dia. Eu estava acabada, mas a vista do caminho entre Nápoles e Roma é tão linda (cercada de montanhas) que fiz um esforço sobre-humano para não dormir e aproveitar a paisagem. Ainda tomei um banho rápido e fui com o pessoal da excursão para Trastevere comer uma comida tipicamente romana e aproveitar nossa última noite juntos.

10º Dia

Hoje fiz meu tour sozinha por Roma, pois ainda havia alguns pontos que gostaria de conhecer. Acordei um pouco mais tarde e peguei o metrô até a Piazza di Spagna. Subi até a Villa Borguese, um lindo e enorme parque urbano que abriga diversos atrativos, inclusive um museu de arte, e andei por toda aquela região mais ao norte do centro (linda! Cheia de palacetes onde ainda há moradores); dei uma passadinha na La Rinascente da Piazza Fiume (uma loja de departamento tradicional da Itália, mas o espaço não é tão bom como em Milão), dei uma passadinha também na Via Veneto, uma das mais charmosas ruas de Roma onde parei na Hard Rock Café (para não perder o costume) e voltei ao reduto dos turistas. Entrei a direita na Via Del Corso (onde se encontram as lojas com preçinhos mais camaradas como Zara, H&M, etc.) até a Piazza del Popolo, uma das praças mais tradicionais da cidade. Voltei pelo mesmo caminho e seguindo as plaquinhas de sinalização turística cheguei ao Parthenon, a construção antiga mais bem preservada de Roma. É usado como templo desde 27 d.C. e hoje funciona como uma igreja católica. O prédio é fantástico e é difícil imaginar como os antigos romanos construíram tal monumento com a tecnologia existente naquela época. De lá fui até a Piazza Navona, uma praça do final do séc. XV onde há muitos artistas e um lindo palácio que serve como Embaixada do Brasil. Nesta hora, a bateria de minha máquina fotográfica não queria mais pegar e fiquei um pouco triste por não ter conseguido tirar nenhuma foto do lugar. Caminhei um pouco mais até chegar ao Castel Sant´Angelo. Também conhecido como Mausoléu de Adriano, sua construção foi iniciada em 139 d.C., mas se transformou em uma fortaleza a partir da Idade Média. O lugar hoje abriga um museu, mas depois de ter visto tantos museus espetaculares por toda a Itália, o Castelo tem um acervo bem fraquinho (tirando duas salas mais elaboradas); mas o melhor do lugar é sem dúvida a vista de toda Roma, inclusive do Vaticano. MAGNÍFICA! Como consegui tirar uma foto do castelo, usando a técnica do “liga a máquina, bate a chapa e fecha rapidinho”, ainda voltei a Piazza Navona (me arrastando de tão cansada) para ver se conseguia tirar uma foto. Ehhh, consegui! Deem uma olhada!

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Terminei meu tour na Fontana de Trevi. Depois de um dia de muita caminhada, voltei ao hotel no início da noite (se bem que ainda estava claro!) e passei o restante do dia descansando e assistindo British Law & Order em italiano (para acabar!)

11º Dia

Hoje o receptivo passou no hotel às 09h da manhã para me levar ao Aeroporto Fiumicino, pois voltaria a Milão. Cheguei ao Aeroporto Malpensa no início da tarde e peguei um Shuttle (ônibus que liga o Aeroporto ao centro da cidade e que custa € 7.50) e fui me hospedar no Hotel Idea Centrale, situado quase em frente à Stazione Centrale. Esse hotel eu reservei pela Internet (depois de uma pesquisa profunda sobre a hotelaria italiana) e mesmo sendo um hotel econômico (categoria três estrelas), foi o melhor estabelecimento hoteleiro de toda a minha viagem. Valeu a pena e fica a dica! Da Stazione Centrale, caminhei até a Piazza della Repubblica, pois queria conhecer o hotel mais tradicional de Milão, o Principe di Savoia. Construído em 1927, o hotel é imponente e seu interior se assemelha de alguma forma ao The Plaza em Nova York, se bem que o abuso no uso de mármores  de todas as cores, inclusive nas paredes é MUITO MAIS evidente na versão italiana. Tinha interesse em comprar alguma lembrança do hotel para mostrar aos meus alunos, mas eles não tinham muitas opções de souvenirs com a logo do empreendimento; de qualquer forma, foi ótimo poder conhecer o hotel e ver um pouco do funcionamento do estabelecimento. Ainda caminhando fui até a parte do comércio mais nobre da cidade, andei pela Via Della Spiga (linda, chique e tudo de bom! Dá de 10 a 0 nas ruas mais chiques de Roma), Via Manzoni e Via Montenapoleone. Desci mais um pouco até o Teatro alla Scalla e terminei minha caminhada na Piazza di Duomo. Jantei no Obika (o mesmo restaurante de Florença), situado no último andar da La Rinascente. O lugar tem uma sacada cheia de mesas com vista para a Duomo, bem legal! Ainda passei pelo comércio local e voltei à noite para o hotel.

12º Dia – Está terminando, juro por Deus!

Hoje dei uma enrolada na cama, mas levantei a tempo de tomar o café da manhã do hotel e devo admitir que foi um dos melhores que de toda a minha viagem (se não for o melhor). De lá peguei o metrô e fui novamente ao Castelo Sforzesco, pois no meu segundo dia em Milão eu havia tentado entrar, mas tinha esquecido o dinheiro no hotel. Os museus do castelo estão longe de ser fabulosos, mas por € 3,00 eu não tinha nem como reclamar. De lá voltei novamente para o comércio mais chique da cidade, pois queria almoçar no Café Armani. O lugar é muito legal, a comida é descomplicada e saborosa (se bem que não recomendo a panacota, muito sem graça!) e o banheiro é show, vc se sente meio que em um filme. Paguei € 35.00 (não é barato, mas é pagável!). Terminando o almoço fui a Duomo onde finalmente consegui entrar; o interior da igreja é bonito, mas o que impressiona de fato é seu tamanho. Nessa hora estava chovendo muito (a primeira chuva de toda a viagem), então não tive muita pressa de sair. Deu até para dar uma dormidinha por lá para não perder o costume. Ainda dei uma volta nos arredores para me despedir da cidade, voltei ao hotel para pegar minhas malas e ir direto ao Aeroporto.

E depois de muitas horas dentro de aviões, finalmente cheguei ao Brasil.

As minhas impressões da viagem foram as mais diversas possíveis. A Itália tem um patrimônio imensurável, talvez o país historicamente mais rico que eu já conheci, só estando lá para ver e sentir; mas sob um olhar mais crítico, o país sofre com uma grande falta de infraestrutura. Uma pena! Além disso, o italiano entrou no meu ranking de um dos povos mais grosseiros do mundo. Pelo amor de Deus, ôhhh povinho sem empatia, sem jogo de cintura e sem a mínima vontade de ser agradável. Claro que conheci italianos simpáticos, mas eles eram tão raros que na balança final não faziam muita diferença. A culinária italiana também deixou a desejar. Só comi bem quando tive coragem ou necessidade de abrir a carteira. Os italianos não são tão bonitos como em nosso imaginário; as mulheres são em geral muito magras, mas o que mais me incomodava nelas era a falta de cuidado com os cabelos (sempre sujos, mal tratados e nunca penteados) e os bronzeados falsos (muitas vezes em tom de laranja e o pior, às vezes só na pernas). O mais engraçado é que elas estavam sempre desengonçadas, mas com uma bolsa de marca no braço (Gucci, Prada ou Louis Vuitton). Os homens então, nem se fala. Em Milão, onde imaginei que ia encontrar os homens mais bonitos de todo país, é onde achei os piores. Eles são em geral muito magros e muito metrossexuais. No sul da Itália é possível encontrar homens mais corpulentos e queimados de sol, mas não vi nenhum que me impressionasse. Enfim, acho que independente de tudo, foi uma ótima viagem. Conheci pessoas encantadoras, aprendi muito sobre a história ocidental e passei a valorizar ainda mais o destino. É um país que recomendo para qualquer um e voltaria muitas e muitas vezes.

Hasta pronto!

 

2 comentários sobre “Prossima Fermata, Italia

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