Aventuras pela Europa – Capítulo 4 – Freiburg im Breisgau, Basel, Eguisheim e Colmar

Hoje começo a descrever mais uma das minhas viagens, mas como dessa vez passei mais tempo no destino, vou explicar meu itinerário por dias, pois desta forma acredito que fica mais fácil de entender tudo o que aconteceu. Fui à Freiburg para participar da conferência anual do Eurochrie, Conselho Europeu de Educadores de Cursos de Hotelaria e Restauração. Quando vim à Alemanha, não havia planejado participar deste evento; na verdade, eu nem conhecia a Associação, mas por um empurrãozinho dos meus orientadores da IUBH, aceitei o convite para fazer parte do encontro. A palavra convite é só maneira de dizer, pois tive que pagar tudo: inscrição, hotel e viagem de trem. Mas vamos falar um pouco da cidade sede. Freiburgo im Breisgau é um dos destinos mais tradicionais da Alemanha. Situado no estado de Baden-Württemberg, sul do país, faz parte da região da Floresta Negra (Schwarzwald). Possui 200 mil habitantes (mas passa a sensação de ter muito menos) e de acordo com o Secretário de Turismo municipal, Freiburg é a cidade mais ensolarada e mais verde da Alemanha. Ainda segundo ele, o município possui a menor densidade de automóveis e a maior densidade de bicicletas do país.

1º Dia

Fui a Freiburg de trem. Na ida peguei o trem em Siegburg, uma cidade ao lado de Bonn, e depois de pouco mais de três horas e uma troca rápida de trem em Manheim eu já estava no destino final. Nosso hotel localizava-se há apenas uma quadra da Hauptbahnhof (Estação Central de Trens), portanto fomos a pé até lá. Fiquei hospedada no Park Hotel Post, um estabelecimento classificado como 4 estrelas, mas na verdade é só um charmoso 3 estrelas. Recomendo! Após o check-in, caminhamos até a Angell Akademie, faculdade que estava sediando o evento. Fizemos nosso registro enquanto participantes e fomos ao último andar do edifício para um cocktail de boas vindas. Como chegamos muito tarde ao evento, acabamos não aproveitando nada, mas fiquei feliz de ver que muitas pessoas vieram conversar comigo para saber quem eu era. Quando eu comentava que era do Brasil, todos abriam um grande sorriso. As pessoas são muito receptivas por aqui, foi uma boa oportunidade para fazer network. Após o cocktail, estávamos morrendo de fome e decidimos comer em um restaurante italiano próximo ao centro histórico. Após o jantar voltamos ao hotel, pois nossa quinta-feira seria muito puxada.

 

2º Dia

Acordei cedo, pois às 09h teria palestra de abertura na Historisches Kaufhaus. Localizada na Münsterplatz (praça da Catedral), o edifício foi finalizado em 1532 e serviu como um local para a venda de mercadorias e desembaraço aduaneiro. O prédio é lindo e sem dúvida vale a pena visitar. No período da manhã tivemos duas palestras e um almoço em estilo cocktail. Terminando as atividades, quis aproveitar as minhas poucas horas livres para conhecer a cidade. Freiburg é um charme! É tudo aquilo que você imagina de uma cidade no interior da Alemanha. A melhor maneira de conhecê-la é se perdendo pelas ruas. Neste passeio, conheci a Catedral de Freiburg, um lindo edifício localizado no centro da Münsterplatz, a Rathauplatz (veja foi abaixo), praça onde fica a antiga prefeitura e o centro de informações turísticas, a Kaiser-Joseph-Strasse, rua onde concentra grande parte do comércio da cidade, e Martinstor (a segunda foto)um portal com um relógio bem característico desta região da Alemanha.

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Eu estava andando na rua feliz e contente e um moço veio falar comigo com uma conversa de que eu era linda e queria me conhecer. É a segunda vez que acontece isso desde que eu cheguei à Alemanha. Tô me achando! À tarde voltei a Angell Akademie, pois tive uma tarde inteira de apresentação de trabalhos científicos. O molde das apresentações na Europa é muito parecido com o do Brasil, mas fiquei impressionada pelo número de participantes (todas as salas estavam lotadas), e pelo número de perguntas. Todos perguntavam alguma coisa e a discussão era sempre muito produtiva. No final da tarde o evento nos ofereceu uma mini Oktoberfest, regada a muito vinho alemão, cerveja e comida típica do sul da Alemanha. Eu não sou muito fã deste tipo de comida, mas aproveitei para experimentar um pouco de tudo. Na volta ainda passamos no Bar Hemingway, localizado no Hotel Victoria para botar a fofoca do evento em dia. Fui dormir de madrugada.

3º Dia

Hoje foi mais um dia de apresentações. Fiquei no evento a manhã toda e almoçamos no próprio Angell Akademie. À tarde, fiquei para os primeiros trabalhos, mas voltei ao hotel no meio do dia, pois à noite teríamos o Jantar de Gala do evento e queria ter tempo de me arrumar. O jantar aconteceu no Hotel Colombi, o melhor empreendimento hoteleiro da cidade. Localizado muito próximo ao centro histórico, tem tudo que você imagina em um hotel 5 estrelas, inclusive a cozinha deles tem uma estrela no Guia Michellin (É a primeira vez na minha vida que como em um restaurante estrelado pelo Michelin. Fiquei até meio comovida!) e o chefe de cozinha da casa é considerado um dos melhores da Alemanha. Estava tudo perfeito… Gente animada, comida fantástica, muito vinho… Depois do jantar, todos os participantes ainda tiveram fôlego para ir ao Bar Hemingway no Hotel Victoria para um happy hour. E assim foi até a madrugada…

 

4º Dia

Acho que bebi vinho demais na noite passada, pois passei mal a manhã toda. Depois de uma péssima experiência no Ano Novo, tinha jurado para mim mesma que não ia mais beber. Só eu para fazer isso… Independente da minha homérica ressaca, esse foi o dia mais bonito que tive na Alemanha desde que cheguei. À tarde fez 22º e o sol estava lindo. Quando finalmente melhorei, foi passear pela cidade. Era um lindo Sábado e por isso, as pessoas estavam todas na rua, muitas sentadas nos cafés e só deixando a vida passar. 

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Volto a falar que o charme e a tranquilidade de Freiburg também contagiam. No final da tarde voltei ao Hotel Colombi, pois encontraria o pessoal do evento para jantar. Jantei em outro restaurante italiano (bem barato por sinal!) e pela primeira vez desde que cheguei na cidade, fui dormir cedo.

5º Dia

Hoje foi meu último dia na cidade e um dos mais esperados, pois comprei um tour pela fronteira dos três países (Alemanha, Suíça e França). Paguei € 59 pelo passeio. Acordei muito cedo, pois nosso passeio começaria às 08h e fiquei muito triste por ver que estava um dia cinzento com cara de chuva. Viajamos por quase uma hora e chegamos a Basel (Basileia). Conhecida como a capital cultural da Suíça (a guia nos contou que há 40 museus e 40 galerias a uma distância de poucas quadras), é a terceira maior cidade da Suíça com pouco mais de 170 mil habitantes. Foi território alemão até o séc. XVII e muito conhecida pelas suas ideias liberais. No século XVI, já possuía 17 diferentes impressos que rodavam o mundo todo. É o que você imagina da Suiça; bonita, organizada, impecavelmente arrumada, mas austera. Você não vê os rococós e outros excessos encontrados no restante da Europa. Andamos por todo o centro histórico da cidade, passando pela Catedral de Basel (uma linda igreja medieval construída em estilo românico e gótico. Originalmente tinha 5 torres, mas depois de um terremoto, ficou com apenas 2) e pela primeira universidade da Suiça. Nesse momento estava chovendo muito e infelizmente a chuva atrapalhou um pouco o andamento do passeio.

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Chegamos a Marktplatz, onde está localizada a prefeitura da cidade. A Prefeitura é um lindo edifício do século XVI com pinturas fascinantes. Um dos edifícios mais bonitos que eu já vi na minha vida (dê uma olhada na foto abaixo).

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Passamos ainda no Historiches Museum, um museu que conta a história da cidade e que foi criado há mais de 200 anos.  Finalizando a visita, fomos em direção à França. Nossa primeira parada foi em Eguisheim. Localizada na região de Alsace, a vila é muito conhecida por suas vinícolas e por manter suas características medievais. Uma das pessoas da minha excursão comentou: – Isso parece um conto de fadas! E era realmente o que todos nós tínhamos na nossa cabeça. Muito fofa e pitoresca! Se for fazer a rotas dos vinhos na França, é um lugar que vale a pena conhecer. Almoçamos por lá!

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No meio da tarde fomos à Colmar,  uma cidade também na região de Alsace com 70 mil habitantes que ainda mantém no centro da cidade uma vila medieval. É estranho, pois você tem a sensação que está no cenário de um filme, mas é linda. O mais impressionante foi ver a conservação de casas muito, mas muito antigas. Muitas das casas no centro são do séc. XIV, quer dizer, o Brasil nem tinha sido descoberto. É outro bom lugar para se perder.

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No final da tarde voltamos à Alemanha e à noite retornei de trem à Bad Honnef. Cheguei em casa de madrugada, mas o mais engraçado é que pela primeira vez desde que cheguei à Alemanha me senti realmente em casa. Espero que isso seja um bom sinal!

No final das contas só posso fazer um retrospecto positivo da viagem. Se pensar no lado profissional, conheci gente do mundo inteiro (tenho 25 cartões de Universidades da Ásia, América do Norte, África e Europa) e tive a oportunidade de fazer bons contatos. Pelo lado pessoal, conheci uma região fascinante e voltei encantada com esta oportunidade. Uff… Agora é recuperar as noites mal dormidas e partir para a próxima! Auf Wiedersehen!

2 comentários sobre “Aventuras pela Europa – Capítulo 4 – Freiburg im Breisgau, Basel, Eguisheim e Colmar

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