Aventuras pela Europa – Capítulo 6 – Algarve

Muitos de vocês já devem estar falando: – Meu Deus, essa mulher só viaja! Que vida boa! Na verdade já estou um pouco cansada com a maratona das últimas viagens. Não é fácil fazer mala toda a semana, ir até a estação de trem à pé no frio e na chuva (na ida a Londres, quebrei meu guarda chuva no meio do caminho e cheguei ao Aeroporto de Köln/Bonn como um pinto molhado) e perder muitas e muitas horas entre conexões e viagens. Além disso, a conta bancária anda tão triste! Entretanto, vou contar minha última viagem que era sem dúvida uma das mais esperadas deste ano, pois iria reencontrar minhas amigas da Unicentro. Semana passada estive em Algarve para participar do Tourism & Management Studies International Conference (TMS), encontro organizado pela Escola de Gestão, Hospitalidade e Turismo da Universidade do Algarve, Portugal. Apresentei um artigo científico sobre Turismo Rural em Faxinais. Eu não estudo Turismo Rural, quem me conhece sabe que é um tipo de atividade que não combina nada comigo, mas achei que os europeus se interessariam pelo tema. Para quem não sabe, Algarve é uma região ao sul de Portugal reconhecida como um dos maiores destinos turísticos do País. É famosa internacionalmente pelo clima quente, tipicamente mediterrâneo, pelas praias e pelos ótimos campos de golf. Meu evento foi sediado no Hotel Real Marina & Spa em Olhão,  cidade ao lado de Faro com aproximadamente 15 mil habitantes. O hotel é muito bom! É despretensioso como deve ser um hotel de praia, mas ao mesmo tempo, oferece todos os serviços necessários à um hotel 5 estrelas como espaço para eventos,  piscinas e spa. Deem uma olhada nas fotos abaixo. 
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 Adorei ter ficado hospedada no mesmo hotel em que estava acontecendo o evento. É tão prático só pegar um elevador para chegar às salas de apresentação! Vou tentar fazer isso nos próximos encontros. Não vou contar a viagem por dias como fiz nos posts anteriores, pois como também estava envolvida com as atividades do evento, acho se eu fizesse dessa forma, deixaria o blog meio maçante. Portanto, vou contar no geral sobre o passeio. 
A conferência foi ótima! Foi um dos eventos mais bem organizados que eu participei este ano, se não foi o mais organizado. Havia participantes de 17 países e artigos nas mais diferentes áreas. A minha apresentação foi boa! Dividi meu tempo de apresentação com a Elieti e fiquei feliz em ver que algumas pessoas se interessaram muito pelos faxinais. O mais legal foi saber que nosso artigo foi escolhido para fazer parte de um livro sobre Economia, Ambiente e Sustentabilidade no Turismo. Estou me achando! Já sobre a cidade… Eu tenho um pé atrás com Portugal, como eu já comentei com vocês, mas mesmo tentando mostrar uma visão mais imparcial sobre o local, devo admitir que fiquei extremamente decepcionada com Olhão. A cidade não é um destino turístico, e sim uma colônia de pescadores, mas era enorme a quantidade de casas abandonadas (eram muitas mesmo!), algumas delas com placas de vende-se. Dava a sensação de que a crise econômica europeia tinha atingido todos os habitantes (o que não deveria ser verdade, já que meu taxista comentou que a temporada do último verão foi a melhor dos últimos 10 anos). Segue abaixo duas fotos de Olhão. A primeira é de um dos bancos da praça em frente a Ria Formosa e a segunda foto é da Igreja Matriz de Olhão,  uma edificação do século XVII.
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 VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100Também tive a oportunidade de visitar Faro. Com cerca de 44.000 habitantes, Faro é a principal cidade do Algarve. O centro da cidade é bastante comum, mas perto da Marina há a antiga Faro, uma cidade construída dentro das muralhas que mostra as diferentes colonizações da região. A cidade já foi Romana, Bizantina, Moura e a partir da Idade Média se tornou portuguesa. Todas estas influências podem ser vistas dentro da muralha. Essa parte da cidade é charmosa, principalmente à noite com a iluminação dos edifício, mas é muito parecida com as cidades históricas brasileiras, portanto, não chega a ser algo inédito. Entretanto, para quem estiver aproveitando a região, recomendo a visita! Deem uma olhada nas fotos. A primeira foto é uma das entradas da cidade antiga. Era onde as pessoas chegavam de barco. Já a segunda mostra a entrada alternativa, usada pelos pedestres. VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100
 
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 Além da cidade antiga, duas igrejas chamaram minha atenção. A primeira delas é a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco. Localizada no Largo de São Francisco, ao lado das muralhas, essa edificação do século XVII parece ser uma igreja singela, mas por dentro é um espetáculo. Os altares em ouro se misturam com os azulejos portugueses formando uma combinação única. Está na lista das igrejas mais bonitas que eu já vi! Infelizmente não pude tirar fotos do seu interior, então vou ficar devendo. A outra igreja é a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, mais ao centro da cidade. O interior em ouro também é belíssimo, mas ela já é um pouco mais recente, com uma construção que seguiu entre os séculos XVIII e XIX. Segue abaixo as fotos desta última. 
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 Para fechar minha viagem, também tive a oportunidade de conhecer a Escola de Hotelaria e Turismo de Faro. Administrada  pelo governo português, ela faz parte de um conjunto de 16 escolas espalhadas pelo país destinadas a ensinar diferentes cursos relacionados à atividade turística. A escola possui uma dinâmica muito diferente dos Cursos de Turismo no Brasil. Desde a questão do uniforme (os alunos têm três tipos de uniforme que devem ser usados diariamente), até a própria formação, muito voltada à prática da atividade. Ahh! Eles também têm uma parceria com a Ecole Hôtelière de Lausanne, a melhor escola de hotelaria do mundo. Periodicamente o pessoal da escola suíça vai ao Algarve para treinar e avaliar o ensino da parceira portuguesa. Gostei muito da visita!
 Ao final de tudo isso, posso dizer que adorei a viagem. É sempre bom rever os amigos e participar de um evento bem organizado. O Algarve não é tão bonito como imaginei (infelizmente tenho que admitir isso!). Mesmo em Faro, a sensação de abandono é muito grande. A grande maioria dos edifícios está mal conservado. Além disso, as pichações também chegaram por aqui! Entretanto, desde a minha viagem ao Porto entendi um pouco do fascínio que Portugal causa nas pessoas. Ele não está necessariamente na beleza dos edifícios ou na organização da cidade, mas nos dias ensolarados e quentes, impossíveis de encontrar em qualquer outro lugar da Europa nesta época do ano. Está também na boa mesa (Meu Deus! Comi tanto nesta viagem que vou ficar com peso na consciência por pelo menos uma semana. Os doces portugueses são demais! Também comi uma Cataplana de Mariscos – Frutos do Mar – no Restaurante Cidade Velha, dentro das Muralhas, que estava muito bom) e tudo isso a preços bastante competitivos. Não sei se recomendo esta viagem à outros turistas. Ainda acho o Nordeste ou mesmo o sul da Espanha mais interessantes, mas posso dizer que aproveitei muito.
Até a próxima!

Um comentário sobre “Aventuras pela Europa – Capítulo 6 – Algarve

  1. Pingback: Roadtrip pelo sul da Espanha – Vanessa's Diaries

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