Aventuras pela Europa – Capítulo 9 – Luxemburgo

A cidade de Luxemburgo não é um destino tradicional para o turista brasileiro padrão, mas não sei bem o porquê; estrategicamente localizada entre França, Alemanha e Bélgica, esta cidade é a capital do país de mesmo nome e figura um dos destinos mais ricos da Europa. Com pouco mais de 100 mil habitantes, em que mais da metade são estrangeiros, a cidade de Luxemburgo é conhecida por ser a sede de várias instituições da União Europeia, na qual é um dos membros fundadores. Eu escolhi visitar Luxemburgo por uma questão logística, pois a cidade está localizada a menos de 4 horas de trem de Bad Honnef, mas devo admitir que voltei para casa fascinada pelo destino. Fiquei tão apaixonada que quero voltar o quanto antes e vou lançar a campanha “Quero morar em Luxemburgo!”. A cidade tem uma origem muito antiga, que remota ao ano de 963 d.C., quando o Conde de Siegfried adquiriu o Castelo de Luxemburgo. Entretanto, tem uma história fascinante já que devido sua localização estratégica foi dominada por espanhóis, franceses e até pelos nazistas. Para se proteger dessas diversas invasões, a cidade foi ampliando sua fortaleza e criando o que hoje faz parte da paisagem habitual do lugar. Hoje suas grandes parceiras são a Holanda e Bélgica, pois juntas formam um bloco conhecido como Benelux. A Holanda tem um papel tão importante no país que o Duque de Luxemburgo (a nação é uma democracia parlamentar que possui um grão-duque como monarca constitucional), é descendente da Família Nassau, a mesma linhagem da família real holandesa. O país possui três idiomas oficias: o francês, o alemão e o luxemburguês. Para mim foi sem dúvida a parte mais confusa de toda a visita. Nas lojas, os atendentes falam com você em francês, mas há um grande número de lugares em que as coisas estão escritas em alemão. Além disso, o país possui um grande número de imigrantes portugueses (são mais de 100 mil portugueses em todo território luxemburguês, infelizmente nem sempre bem vistos pelo restante da população), portanto o idioma mais escutado pelas ruas é a língua da terrinha!). Mas para mim o mais importante é que TODOS, sem exceção, falavam inglês, o que mostra que Luxemburgo é realmente uma cidade global. O centro antigo foi construído ao longo do rio Alzette, e pode ser visitado andando pelo charmoso bairro de Grund, mas conforme a cidade foi crescendo, ela foi tomando conta de três principais morros (plateaux): Gare, Centre e Kirchberg. Isso parece confuso no começo, mas logo o visitante se acostuma. O problema é que há muito sobe e desce para o pobre turista, portanto é necessário fôlego e força nas perninhas. Ahhh! A cidade tem várias ciclovias, mas achava estranho não haver bicicletas pelas ruas. Depois desse sobe e desce percebi que por lá o carro é sempre a melhor opção. É importante mencionar que o centro histórico e as fortificações de Luxemburgo são tombadas como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. Tenho andado por muitos lugares chiques ultimamente, não acham?! Cheguei ao destino pela Estação Central de Trens (Gare Centrale) e de lá fui a pé ao meu hotel. Mesmo sendo a capital de um país, Luxemburgo não é uma cidade com grandes opções hoteleiras. Todas as grandes redes estão bem representadas: Accor (Sofitel, Novotel, Ibis Budget), Best Western, Meliá, Rezidor, entre outras, mas é só isso. Entretanto, as tarifas são bem competitivas se comparadas com outras capitais europeias (é possível achar um bom hotel 4 estrelas por € 80). Por essa razão, fiz uma extravagância e fiquei hospedada no Sofitel Le Grand Ducal. O hotel é fenomenal! Além da estrutura de primeira linha, está localizado a 10 minutos da Estação de Trens e a 10 minutos do centro da cidade. Recomendadíssimo! Deem uma olhada nas fotos abaixo. A primeira é da recepção do hotel. Não entendi bem o porque desses cachorros, talvez para mostrar que o empreendimento é dog friendly? A segunda é a do meu quarto.

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A minha primeira dica da cidade: quando reservar um hotel em Luxemburgo, procure um empreendimento perto da Gare Centrale, pois é onde se concentra grande parte das opções hoteleiras e é uma região próxima aos principais atrativos turísticos do destino. Além disso é o ponto central de várias linhas de ônibus circular. Durante meus dias na cidade visitei os principais atrativos: casemate de Bock (túneis de acesso à antiga fortificação da cidade); casemate e jardim de Pétrusse; Catedral de Notre-Dame (uma igreja gótica construída no século XVII); Bibliothèque Nacional de Luxemburg (ao lado da Catedral); Place Guillaume II (onde está localizada a prefeitura da cidade); Place d´Armes; Palais grand-ducal (residência do grão-duque) e Grund (o bairro medieval). Vale ressaltar que todos esses atrativos ficam bem próximos. Abaixo é possível ver o Palácio (na primeira foto) e uma visão da cidade tirada a partir de Grund.

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Para aqueles que gostam de um agito (não é mais o meu caso), minha segunda dica da cidade é: vá passear à noite pelo Le rives de clausen. Localizado no Grund, essa área foi uma antiga fábrica revitalizada e transformada em um centrinho cheio de cafés, restaurantes e cervejarias. Super charmoso e descolado! Visitei também o Museu Histórico da Cidade de Luxemburgo. Gostei da visita, pois conheci um pouco da história da cidade, mas achei um museu dispensável (€ 5). No centro de Luxemburgo, passei pela Grand-Rue, o principal calçadão comercial e na Rue Philippe II, rua na qual se concentra as lojas mais exclusivas como Chanel, Gucci, Louis Vuitton, entre outras. Na Philippe II encontrei ainda a Ladurée. Claro que não resisti e tive que comprar alguns macarons. Também visitei o Plateau de Kirchberg, a parte mais moderna da cidade onde se concentram o parlamento europeu e outros escritórios da União Europeia, a Filarmônica de Luxemburgo e o Forte Thüngen (foto abaixo).

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Eu tive a ideia de jerico de ir a pé até essa parte da cidade, mas só eu para ter uma ideia idiota como essa! Terceira dica: Sejam mais espertos que eu e peguem um ônibus circular para chegar até lá. Os ônibus em Luxemburgo custam apenas € 2, são confortáveis, muito limpos, práticos e eficientes. Em Kirchberg também fui ao cinema, adorei! Os filmes são sempre exibidos em versão original, mas possuem legendas em dois idiomas (francês-alemão ou francês-holandês). Cool!

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Dicas gastronômicas: Quem me conhece sabe que eu sou uma típica garota de classe média que fica toda faceira só com um menu do Mc Donald´s, mas cada vez mais tenho provado coisas diferentes, aumentando minhas experiências gastronômicas. Queria dar algumas dicas de Luxemburgo. A cidade não é uma metrópole gastronômica como Bruxelas, Paris ou Londres, e não faz o tipo de cidade com grandes restaurantes de luxo. Entretanto, é possível encontrar charmosas brasseries dedicadas em sua maioria à cozinha francesa. Durante minha estadia em Luxemburgo tive a oportunidade de conhecer dois lugares especiais. O primeiro é o Café de Paris. Localizado na Place d´Armes esse pequeno café possui um cardápio enxuto, descomplicado, mas delicioso. Recomendo o arroz de coco com camarão e molho indonésio. Dá água na boca só de lembrar! Veja as fotos do café abaixo.

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O segundo é a Plëss. Também localizada na Place D´Armes, essa brasserie possui um ambiente agradável, descolado e atendimento caloroso. Eu pedi um dourado (peixe) com risoto de limão que estava maravilhoso! Também recomendo o risoto de trufas com camarões. Ahhh! Não deixe de experimentar as sobremesas da casa. Feitas pelo pâtissier do próprio restaurante, são todas ótimas!!! Deem uma olhada no empreendimento…

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Na verdade, o que mais me impressionou em Luxemburgo foram às sobremesas. Sempre lindíssimas e saborosíssimas. Há anos eu não comia tantas sobremesas boas em uma mesma cidade. Para os amantes de doces como eu, recomendo o Oberweiss, uma pâtisserie super famosa que tem pontos de vendas espalhados pelas várias regiões de Luxemburgo e a Kaempff-Kohler, que além dos lindos e deliciosos doces, também comercializa diversos tipos de queijo. Esta última está localizada em frente à Prefeitura. Porém tomem cuidado com o preço dessas gostosuras… Se os hotéis de Luxemburgo são mais econômicos que a maioria das grandes capitais europeias, a comida é meio carinha. Até o Mc Donald´s é o mais caro que eu já comi na vida (€ 7,15).

E assim terminou mais uma viagem. Luxemburgo me surpreendeu logo de cara. Limpa, charmosa e organizada, o centro antigo lembra em muitos momentos um conto de fadas. Sua população é uma mescla de um pouco de tudo; alemães, franceses, portugueses, formando uma singular nação. A única decepção que tive na cidade foi ver que às 18h o comércio fecha e Luxemburgo morre. Queria ter visto a cidade pulsante à noite como vejo na maioria das grandes capitais europeias, mas também, não dá para ser perfeita em tudo. De qualquer forma, adorei a experiência e já estou contando os dias para voltar.

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 Au revoir!

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