Croácia – Zagreb, Split, Trogir e Dubrovnik

Bok! O post de hoje é sobre uma região ainda pouco conhecida pelos brasileiros, a Croácia. O país, localizado próximo à Itália, Hungria e Sérvia, fez parte da antiga Iugoslávia, mas hoje, independente, tem no turismo sua principal atividade econômica. Possui 4,5 milhões de habitantes; destes, quase 1 milhão vivem na região metropolitana de Zagreb, capital do país. Mesmo fazendo parte da União Europeia, a Croácia não adota o Euro como moeda oficial. A moeda nacional é a Kuna. É possível encontrar casas de câmbio facilmente pelas cidades croatas e os estabelecimentos não cobram comissões pelo câmbio, portanto, é possível trocar seu dinheiro aos pouquinhos. A cotação da Kuna é de Kn 1  ≅ € 7,4 ou Kn 1 ≅ R$ 2 (valores de de agosto de 2016).

Para este passeio comprei uma excursão da operadora New Age (a mesma empresa pela qual fiz meu circuito pelo Canadá) pois tinha interesse em conhecer diferentes cidades do país. O trajeto pelas diversas regiões da Croácia me deu uma boa dimensão e entendimento sobre o destino.

Como eu gosto de fazer, este post foi contado pelos dias do roteiro. Portanto, vamos começar a aventura e sejam bem vindos à linda Croácia.

1º dia – Zagreb

Chegamos a Zagreb no dia anterior, depois de uma longa e cansativa viagem com conexões em São Paulo e Frankfurt. No primeiro dia fizemos um walking city tour pelo centro histórico com um guia super gato que nos mostrou os principais atrativos da cidade. Passamos pela Catedral, Mercado Dolac, Tkalčićeva Ulica (rua histórica super charmosa que oferece dois quilômetros de empreendimentos gastronômicos), a fofa igreja de São Marcos e terminamos nosso passeio na Ban Jelačić, a praça central da capital croata.

Segue abaixo as fotos da Catedral, da Tkalčićeva Ulica, da igreja de São Marcos, da Praça Ban Jelačić e euzinha pelas ruas de Zagreb.

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Ahhh! Não visitei nenhum museu, mas o guia nos contou que a cidade tem uma forte pegada cultural. Há cerca 60 museus em Zagreb que abordam todo tipo de tema, inclusive aqueles mais diferentões como o Museu da Tortura e o Museu dos Relacionamentos Quebrados. Planejando a viagem, eu li em um blog de turismo que Zagreb era o patinho feio da Croácia, mas devo discordar. A cidade, apesar de não ter cara de uma capital europeia, é fofa e acolhedora, gostei muito. 

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À noite voltamos ao centro da cidade e demos uma passadinha no Park Josipa Jurja Strossmayera, um parque charmoso e, acima de tudo, que fica lotado de gente e cheio de vida durante à noite. 

2º dia – Plitvice

Saímos do hotel de ônibus pela manhã em direção à Split. Durante o percurso, paramos no Parque Nacional Plitvice, um atrativo que se destaca pelas águas cristalinas e de um tom azulado especial, efeito do calcário encontrado nas pedras da região. O parque é um dos principais atrativos turísticos do país. Oferece bosque, cascatas e lagos. O lugar é realmente lindo; a cor da água é uma loucura! Foi uma pena que estava um dia chuvoso, chatinho, o dia mais feio do tour. O trajeto pelo parque dura em média de 2 a 3 horas, mas vale super a pena. Deem uma olhada.

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No final da tarde chegamos a Split e jantamos pelas redondezas do hotel.

3º dia – Split

Pela manhã fizemos um walking city tour pela parte histórica de Split. Split é a segunda maior cidade da Croácia e principal destino da região da Dalmácia. Ela se destaca pelos cursos universitários, os bons serviços médicos e a fabricação de navios. Durante o tour visitamos o interior do Palácio Diocleciano, construído no século IV pelo imperador romano Diocleciano. Foi super interessante verificar como a cidade medieval e a cidade atual se desenvolveram dentro do próprio castelo.

Durante meus dias na Croácia o guia comentou várias vezes que Split era a cidade mais bonita do país. Eu realmente achei lindo o mar de um azul infinito de Split, a vibe de litoral francês e do charmoso boulevard beira-mar, mas devo admitir que a cidade, como um todo, é só legal, sou mais Zagreb.

Deem uma olhada no calçadão à Beira Mar e nas edificações no interior das muralhas do Palácio.

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No período da tarde conhecemos Trogir, outra cidade pitoresca próxima à Split conhecida como a pequena Veneza. A cidade também é só legalzinha, devo admitir que eu esperava mais. O mais interessante na visita foi provar o Rafiole, um doce típico da região (um ravióli cozido com recheio de amêndoas – bom, mas meio seco!) e o melhor sorvete de toda a Croácia na Sorveteria Dovani, super recomendada! Segue abaixo fotos de uma das ruazinhas da cidade de Trogir e do Rafiole.

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Passamos à noite no calçadão a beira mar curtindo música e dança típica da região da Dalmácia, vendo o movimento das pessoas e sendo atacada pelos pernilongos locais.  

4º dia – Split

A programação de hoje foi direcionado às compras. Pela manhã passamos no Mall of Split, um shopping super moderno afastado do centro da cidade que oferece várias opções de compras. Pela tarde, retornamos ao centro histórico para explorar a cidade e comprar souvenirs e produtos típicos locais como bolo de figo, óleo de oliva, mel, vinho, geleias, pastas de azeitona, cosméticos à base de lavanda e óleo de oliva e sachês de lavanda. À noite, atacamos uma pizza, um dos pratos mais populares do país.

5º dia – Dubrovnik

Saímos do hotel de ônibus pela manhã em direção à Dubrovnik. No meio do caminho, paramos em Neum, cidade que pertence a Bósnia e Herzegovina. Nunca imaginei que visitaria a Bósnia e que a costa do país pudesse ser tão encantadora. Na verdade, o caminho inteiro foi lindo! O tom azulado do Mar Adriático é coisa de outro mundo.

À tarde fizemos um tour pela parte histórica de Dubrovnik. Para quem não sabe, Dubrovnik é uma cidade costeira da Croácia localizada no extremo sul da região da Dalmácia. Com pouco mais de 40 mil habitantes, é um dos destinos turísticos mais concorridos do Mar Adriático. É tombada como Patrimônio Histórico pela UNESCO desde 1979. Os brasileiros tem reconhecido a cidade, pois ela é um dos cenários da série Game of Thrones; inclusive há um tour que mostra as locações utilizadas na série. Para ser sincera, a série foi um dos motivos pelo qual me interessei em visitar o destino. No período da tarde fizemos um roteiro pela parte histórica da cidade passando pelo Mosteiro Dominicano que congrega a farmácia mais antiga do mundo, de 1317. Passamos ainda pelo Porto, a Catedral, Igreja de São Brás e o Rector´s Place (o museu da cidade). A cidade é realmente uma fofura, fiquei completamente encantada. Deem uma olhada no centro histórico de Dubrovnik.

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 À noite permanecemos no hotel e jantamos pelas redondezas do empreendimento. 

6º dia – Dubrovnik

Acordamos pela manhã, pegamos um shuttle e voltamos ao centro histórico de Dubrovnik. Andamos novamente pelo centro histórico e inventei de caminhar pelas muralhas da cidade. Gente, caminhar pela muralha é ótimo… Um passeio lindo, que dura, em média, 1 hora. As muralhas têm visão privilegiada da cidade e o lindo mar azul por todos os ângulos, mas é SUPER PERIGOSO. Eu fui de chinelinho e levei um tombaço no final do roteiro, me machuquei bastante e fui parar nos primeiros socorros! TOMEM CUIDADO! Para os aventureiros, a caminhada custa Kn 120.

Almoçamos no Gradska Kavana Arsenal, um restaurante com varanda de frente o porto. Restaurante lindo, comida ótima e localização fenomenal. Recomendado!

Abaixo eu anexei algumas fotos do dia. Na verdade, enchi de fotos, pois não resisti. 

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Olhem a minha foto de cartão postal. Juro que foi eu que tirei e está sem filtro.

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No meio da tarde, toda machucada com a minha queda na muralha, voltei para o hotel a fim de aproveitar a estrutura do empreendimento. 

7º dia – Dubrovnik

Esse foi o dia de fazer as compras de última hora, arrumar as malas e à tarde voltamos para o Brasil.

As minhas impressões sobre o país foram as melhores possíveis. O clima do verão croata é excepcional; dias de muito sol, calor e céu azul. Fiquei tão empolgada que já estava pensando em mudar pela lá… Até ser atacada pelos pernilongos croatas. Rsrsrs… As mulheres são lindas, os homens, nem tanto. E por mais que a língua croata pareça incompreensível, aprendi várias palavrinhas durante minha estada e acho que a língua é mais fácil do que imaginamos. Milho verde assado, sorvete e pizza são os pratos mais populares do país e é fácil encontrar esses quitutes por todos os cantos. A Croácia é um país relativamente barato, se comparado a outros países europeus e tem preços muito semelhantes aos de grandes metrópoles brasileiras. Fiquei particularmente fascinada com a história da Croácia, principalmente pelo período no qual o país fez parte da Iugoslávia e as tensões, mesmo que veladas, entre sérvios e croatas. Também fiquei impressionada com o número de turistas espanhóis e argentinos por toda a Croácia, foi uma invasão castelhana.

De qualquer forma, fui para a Croácia sem muitas expectativas e fui surpreendida com a beleza e rica história do país. E pretendo voltar em breve… E vocês? Já compraram a passagem aérea para lá? 

Para fechar esse post, abaixo postei um vídeo com os cantores da Dalmacia, olhem que bacana.


Bok!

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