Bailando Despacito en Puerto Rico (San Juan, Cataño e Cayo Icacos)

Ainda na saga “Conheça a América”, nestas férias visitei Puerto Rico. Puerto Rico, apesar de estar localizada na América Central, banhada pelo lindo Mar do Caribe, é um território estadunidense. A Ilha tem aproximadamente 4 milhões de habitantes e San Juan, sua capital, conta com metade dessa população. Suas línguas oficiais são o espanhol e o inglês, mas nas ruas só se escuta o espanhol. A moeda oficial é o dólar americano e a rica história local, o clima tropical, as paisagens naturais, a cozinha tradicional e os incentivos fiscais fazem dela um destino turístico.

Desta vez, não irei comentar sobre meu voo, pois tive problemas sérios com as passagens aéreas e com a empresa escolhida e quase desisti da viagem. Mas posso contar que não há voos diretos do Brasil a Puerto Rico, portanto é necessário fazer conexão em algum país da América do Sul, América Central ou América do Norte. O aeroporto de San Juan é pequeno, mas apropriado para a demanda existente e moderno. Fiquei hospedada em San Juan, mas neste post não irei contar sobre o Hotel, pois não o achei especial. No entanto, vale a pena destacar que San Juan é uma cidade muito espalhada, portanto tomem cuidado com o bairro que irão escolher. A melhor opção de hospedagem é ficar em Viejo San Juan, o centro histórico, mas o Condado (o bairro no qual fiquei hospedada) é uma escolha viável, pois é uma região mais próxima ao centro, moderna, cheia de restaurantes, bem ao estilo de South Beach em Miami. Na verdade, minha conclusão foi de que San Juan é uma mistura de Ciudad de Panamá com Miami.

Dedicarei o texto apenas aos principais atrativos, pois assim fica mais fácil entender o que visitamos.

Viejo San Juan (Old San Juan) – O maior atrativo de San Juan é, sem dúvida, a região histórica da cidade. San Juan é a segunda cidade mais antiga das Américas estabelecida pelos europeus e La Fortaleza, residência oficial do governador de Puerto Rico, é a mais antiga edificação oficial contínua das Américas. É uma área pequenininha (dá para conhece-la a pé), mas extremamente bem cuidada e preservada. As coloridas construções em estilo colonial espanhol se misturam com algumas edificações em art decó, que dão um charme a mais para a região. O centro histórico também comporta um porto que recebe transatlânticos gigantescos que lotam diariamente as ruas de turistas, grande parte deles, americanos.

Minha dica é: Coloquem um sapato bem confortável nos pés e explorem rua por rua. Não deixem de visitar a Avenida Juan Ponce de León onde está o Capitólio e outros lindos edifícios porto-riquenhos e o Paseo de la Princesa.

Também não deixem de conhecer o Castillo de San Cristóbal e o Castillo San Felipe del Morro. Cada um está em uma ponta da região histórica e são conectados por uma via chamada Malecón. A visita aos dois fortes custa US$ 7 + impostos. Deem uma olhada na fachada do Castillo de San Cristóbal e na vista parcial da cidade a partir deste Forte.

Se puder dar dicas de alguns espaços gastronômicos em Viejo San Juan, recomendaria: (1) Restaurante Raíces – Super temático, mas especializado em culinária porto-riquenha. Experimentei o Mofongo (um purê de bananas verdes acompanhado de algum tipo de carne) e aprovei! Deem uma olhada no interior do Restaurante e no meu prato, Mofongo con Pollo. A cara do prato é esquisita, mas juro que é bom!

(2) Restaurante Barrachina – Neste local foi criado em 1963, a Piña Colada, um cocktail elaborado a partir de rum, leite de coco e abacaxi (meu drink favorito). O restaurante é muito bom e a Piña Colada é a melhor que já tomei!

Se quiserem um café, recomendo a Casa Cortés Chocobar, um espaço aberto desde 1929 muito agradável que une uma chocolateria de luxo com um café. Acho que o mais importante é que procurem um estabelecimento que ofereça café porto-riquenho, pois mesmo sendo produzido em pequena escala, o café local é considerado de ótima qualidade. No Caldera Café (localizado na Plaza de Armas) o no Café Don Ruiz também é possível encontrá-lo.

Casa Bacardí – Localizado em Cataño, uma cidade próxima de San Juan, a Casa Bacardí é a destilaria da Bacardí, o rum mais premiado do mundo e que administra, ainda, outras 8 marcas de bebidas. A Bacardí foi fundada 1862 por Don Facundo Bacardí Massó, um espanhol que havia emigrado para Santiago de Cuba e que a partir de uma pequena destilaria começou a produção de um rum de altíssima qualidade. Aos poucos a marca foi ganhando reconhecimento e em um processo de expansão comercial, foram instaladas destilarias Bacardí no México e em Puerto Rico. Em 1958, em um período de pré-revolução cubana, a empresa foi transferida permanentemente para Cataño, Puerto Rico, e é hoje a maior destilaria de rum premium do mundo. A Casa oferece três tipos de tours: o Historical Tour (optamos por este tour. Custa US$ 15 + imposto), o Rum Tasting Tour e o Mixology Tour. O tour que escolhemos é simples, mas bem elaborado e é possível ter uma boa ideia de como o rum é produzido. O único problema é que os passeios são oferecidos apenas em Inglês. Caso tenham interesse, há várias empresas de receptivo que oferecem pacotes específicos para a Casa Bacardí, mas achei-os muito caros. Se estiverem com um grupo de pessoas, acho que a melhor opção é negociar com um táxi o trajeto ou ir ao Muelle 2 (porto localizado no centro histórico onde se pega a balsa para Cataño) e ao chegar à cidade tomarem um táxi até a destilaria. O ticket de balsa custa apenas US$ 0,50. Esta última opção toma mais tempo, mas é um pouco mais econômica e andar de balsa é bem agradável, vale a pena.

Cayo Icacos – Fui a Puerto Rico com a intenção de conhecer a Isla Culebra, pois em minhas pesquisas fiquei encantada com as paisagens da Ilha e muito intrigada ao saber que ela foi uma base da marinha americana e um local de prática de artilharia e bombardeio até 1975. No entanto, devido à maré alta não havia barcos para Culebra e o único passeio disponível era para uma outra Ilha chamada Icacos. Compramos um tour com a East Island Excursions (US$ 90 + impostos) no qual nos levariam para Fajardo onde tomaríamos um catamarán (barco) e passaríamos o dia em Icacos. A ilhinha é deserta, sem nenhuma infraestrutura, mas de areia fininha e o mar do caribe é de um azul espetacular. Você fica meio bobo com os vários tons azulados da água. Não resisti! Depois de décadas fugindo da água salgada, tive que entrar, mas estava um gelo! Também pudemos usar o snorkel para ver os peixinhos e durante o passeio visitamos ilhas particulares e Isla Palomino. Gostei do passeio e recomendo! Deem uma olhada nas fotos. Desculpem-me pela quantidade de fotos, mas é que não resisti.

E assim termina mais uma viagem. Fui para Puerto Rico com muita curiosidade e expectativas, mas percebi que não visitei o destino no melhor momento. Na semana que estive lá o tempo estava muito instável e chegou a chover 6 vezes em um mesmo dia. O Furacão Maria, que devastou várias ilhas caribenhas no mês de setembro de 2017, inclusive Puerto Rico, ainda deixa sequelas marcantes como falta de energia elétrica em algumas regiões, lojas, restaurantes e museus fechados. Mesmo assim, gostei de conhecer esse pedacinho do Caribe. Na verdade, senti que estava em um mundo paralelo. Por mais que Puerto Rico seja um território estadunidense, eles têm uma cultura muito particular. Como já mencionei, o espanhol é a língua mais comum na Ilha e o inglês porto-riquenho, apesar de ser gramaticalmente correto é carregado de sotaque latino. Os porto-riquenhos não tem direito a votar para a presidência dos Estados Unidos, mesmo sendo um território norte-americano (estranhíssimo!). Apesar de ser a terra do Reggaeton, a música mais popular em qualquer lugar é a salsa. Luis Fonsi não faz tanto sucesso por lá como imaginei, mas paguei alguns micos dançando Despacito na balsa em Cataño e na loja de departamento Sears (o que a gente não faz pelos sobrinhos?!).

A comida é farta e saborosíssima. Não deixem de provar os frutos do mar! Comi o melhor camarão e a melhor lagosta da minha vida. E o mar do Caribe é lindo de deixar você meio bobo. A cidade é cheia de arte. Há muitas pinturas, grafites e esculturas por todos os cantos.

No entanto, há alguns pontos da Ilha que não me entusiasmaram tanto. San Juan, a capital, é uma cidade muito cara, principalmente transporte e alimentação. Estou para dizer que é tão ou mais cara que Nova York. Tudo é muito longe, os bairros são muito distantes uns dos outros e o transporte público não é assim tão fácil.

Vocês facilmente lembram que estão em um território estadunidense, pois são a todo o tempo bombardeados com letreiros de grandes empresas americanas como CVS, Wallgreens, Burger King, Mc Donald´s, Macy´s, Best Buy, Pizza Hut, K-Mart, Domino´s, etc. Outra característica que faz vocês terem a certeza de que estão no Estados Unidos é que todos os espaços fechados deixam o ar condicionado no máximo (parecia que eu permanecia em uma geladeira em tempo integral), mesmo que a temperatura ambiente não estivesse tão quente; eles põem muito, mas muito gelo nas bebidas e todo o estabelecimento tem pelo menos um televisor ligado, a maioria deles sintonizados em um jogo de basquete da NBA. Os porto-riquenhos não são pessoas tão calorosas como outros latino-americanos. Não são mal-educados, mas não fazem questão de serem simpáticos e acolhedores. No entanto, encontramos alguns locais apaixonados pelo Brasil, o que nos deu uma sensação muito boa. Enfim, foi ótimo conhecer mais esse pedacinho da América e já estou planejando minhas próximas aventuras. 

 ¡Hasta luego!

Um comentário sobre “Bailando Despacito en Puerto Rico (San Juan, Cataño e Cayo Icacos)

  1. Pingback: Cruzeiro pelo Caribe (Curaçao, Aruba, St. Kitts and Nevis e St. Thomas) – Vanessa's Diaries

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