Como escolher um bom hotel para minha próxima viagem?

Esse é um post que eu relutei um pouco em escrever, pois por mais que eu seja apaixonada por meios de hospedagem e que este tema seja minha área profissional e de estudo há um bom tempo, eu acho que a escolha de um empreendimento é uma questão muito pessoal. Tem pessoas que preferem hotéis mais agitados, outras buscam estabelecimentos mais tranquilos. Alguns turistas procuram por hotéis ultramodernos, outros preferem empreendimentos tradicionais. Enfim, o que é bom para mim pode não ser necessariamente bom para o outro. No entanto, as pessoas frequentemente me pedem dicas de meios de hospedagem pelo mundo, então resolvi escrever sobre isso.

Acho que durante a escolha de um hotel, a primeira coisa que precisa ser levada em consideração é a localização do estabelecimento. Procurem meios de hospedagem próximos aos atrativos turísticos que vocês tenham interesse. Eu já tive experiências péssimas de escolher hotéis muito distantes de tudo para economizar; levava mais de uma hora para chegar ao centro da cidade (sem contar o troca troca de trem, ônibus e metrô). No final das contas, esse trânsito é um tempo precioso que vocês perdem e que poderiam estar aproveitando de outra maneira. Quando estou na Europa, por exemplo, costumo escolher empreendimentos que fiquem perto das estações centrais de trem, pois as estações geralmente estão localizadas próximas ao centro da cidade e possuem sempre uma rede de transporte público que chega a qualquer lugar. No Brasil, em outros países sul-americanos e nos Estados Unidos procuro ficar em bairros próximos aos atrativos que me interessam ou no coração da cidade.

Entre um hotel independente e um hotel de rede, eu quase sempre escolho um hotel de rede. Hoje há redes de hotéis especializadas em todos os nichos de mercado; casais em lua de mel, família, solteiros, festeiros, executivos, muambeiros, LGBT, melhor idade, etc., e para todos os bolsos. Já existe até redes que só oferecem hostels como a Generator, Stayokay e a Safestay; portanto há opções para todos os tipos de cliente. Por mais que muitos turistas ainda vejam os hotéis de rede como estabelecimentos impessoais e padronizados, devo discordar parcialmente desta visão. A padronização nos hotéis não é algo ruim; é a garantia de que o empreendimento segue algum modelo mínimo de serviço e que há padrões de limpeza, higiene e comodidade semelhantes em qualquer estabelecimento da mesma rede ao redor do mundo, além de ser uma forma de assegurar que dificilmente o turista terá alguma surpresa desagradável durante sua estadia. Ahhh! Há redes de hotéis que já trabalham com a falta de um padrão (25Hours Hotel, por exemplo) e esse pode até ser um diferencial competitivo para uma companhia. Já a questão da impessoalidade está mais ligada à cultura do destino, aos colaboradores do empreendimento e ao interesse do investidor (lembrando que muitos desses empreendimentos são franquias, eles possuem um dono específico que muitas vezes não é a rede em questão) que uma característica de marca.

Eu só opto pelo hotel independente quando tenho certeza que o empreendimento é muito bom, pois mesmo que na Europa e no Brasil a maioria esmagadora dos empreendimentos hoteleiros seja independente, alguns deles infelizmente ainda atuam de maneira amadora, o que pode minar a experiência do cliente.

Das Stue - um ótimo hotel independente em Berlim
Das Stue – um ótimo e estiloso hotel independente em Berlim, Alemanha
Interior do apartamento do Das Sue
Interior do apartamento no Das Stue em Berlim, Alemanha
Outra opção de um bom hotel independente. Absalon Hotel em Copenhague.
Outra opção de um bom hotel independente. Absalon Hotel em Copenhague.
Esse é o apartamento standard do Absalon Hotel. Chique, tranquilo, estiloso e limpíssimo!
Esse é o apartamento standard do Absalon Hotel. Chique, tranquilo, estiloso e limpíssimo!
Pol & Grace Hotel em Barcelona. Um hotel longe do agito da região turística, mas engraçadinho e aconchegante.
Pol & Grace Hotel em Barcelona. Um hotel longe do agito da região turística, mas divertido e aconchegante.

Quando estamos viajando com um pacote turístico fechado, geralmente não há como escolher os empreendimentos estabelecidos pela operadora turística (salvo algumas exceções). Neste caso, escolham uma operadora de confiança e que vocês saibam que irá privilegiar empreendimentos que tenham um bom custo/benefício. E quando estiverem com o roteiro em mãos, entrem no Google Maps para saber onde ficam estes estabelecimentos e quais as melhores maneiras de se chegar aos atrativos turísticos que tenham interesse em conhecer (se vocês tiverem tempo livre em seus roteiros, claro).

Como saber se o empreendimento é bom? Há várias maneiras de descobrir isso. Uma delas é conversar com amigos e parentes que já estiveram no empreendimento. Caso não seja possível, há diferentes sites como o Booking.com, Tripadvisor, Trippie, etc. no qual vocês podem ler a opinião de pessoas que já estiveram naquele lugar. Eu sei que não dá para levar tudo ao pé da letra nestes sites, mas é possível entender o consenso geral sobre o empreendimento. Entretanto, isso não é garantia de que a hospedagem de vocês será 100%. Vocês podem ter o azar do chuveiro não querer esquentar, de encontrarem um recepcionista com pouca experiência e que ainda não dominou completamente sua posição ou até pegar um quarto com cheirinho de cigarro, pois o turista anterior, mesmo ciente de que era proibido fumar no interior do apartamento, insistiu em acender seu cigarrinho amigo. Excepcionalidades sempre podem acontecer, mas fiquem tranquilos, se o empreendimento é muito bem avaliado nos sites de viagens, estas situações serão raras!

Quais são as melhores redes para quem está com o orçamento super apertado? Entre as redes bem baratas, eu gosto muito da francesa Accor. A Accor trabalha com várias bandeiras, desde aquelas de alto luxo às super econômicas. No Brasil, a Ibis Budget é sempre a bandeira mais barata, mas geralmente a Ibis e a Ibis Styles também oferecem preços justos. O que eu gosto na Accor é que vocês encontram hotéis da rede em cidades do mundo todo; a ducha padrão é sempre boa e agora eles estão disponibilizando uma cama chamada comfort que é mara… Dentre essas três bandeiras, eu prefiro a Ibis Styles. Ela é um pouco mais cara, mas é mais estilosinho e tem sempre o café da manhã incluído no valor da diária, diferente das outras duas que o cobra a parte. Deem uma olhada em alguns empreendimentos da Accor.

Fachada do Ibis Styles Madrid Prado no centro de Madri
Fachada do Ibis Styles Madrid Prado no centro de Madri, Espanha
Apartamento do Ibis Budget Aeroport Lyon Saint Exupery
Apartamento do Ibis Budget Aeroport Lyon Saint Exupery em Lyon, França
Apartamento no Ibis Al Barsha em Dubai
Apartamento no Ibis Al Barsha em Dubai, Emirados Árabes Unidos

As bandeiras americanas são sempre as campeãs em bons preços. Comfort Inn, Econologde, Sleep Inn, Holiday Inn Express (que hoje faz parte da britânica IHG, mas é de origem estadunidense), Ramada, Days Inn e Super 8 são boas escolhas. Elas são no maior estilo padronizado e oferecem pouquíssimos serviços, mas são limpos e vocês os encontram em qualquer destino norte-americano.

Para quem procura hotéis baratos no Reino Unido e Irlanda, eu recomendo o Travelodge, pois é um super BBB (bom, bonito e barato). Deem uma olhada em um de seus estabelecimentos.

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Fachada do Travelodge Hotel – London Central Convent Garden em Londres, Inglaterra
Interior do apartamento no Travelodge London - Central Covent Garden
Interior do apartamento no Travelodge Hotel – London Central Covent Garden em Londres, Inglaterra

Já para quem procura hotéis na Itália (hotel BBB na Itália é como achar uma agulha em um palheiro. Infelizmente a hotelaria low cost italiana é demais de ruim), o Idea Hotel é ótimo, barato e oferece o café da manhã incluído no valor da diária.

Para quem procura um hotel mais descolado e com preços legais, eu recomendo o Motel One (um dos meus queridinhos!). É uma rede alemã que possui unidades na Alemanha, Áustria, Suíça, Reino Unido, Holanda e República Tcheca. Os quartos são bem pequenos, mas sempre novos, limpos e estilosos. 

VLUU L100, M100 / Samsung L100, M100
Fachada do Motel One Salzburg Mirabel em Salzburg, Áustria
Interior do apartamento Hotel Edinburgh - Princes Motel One em Edimburgo
Interior do apartamento do Hotel Edinburgh – Princes Motel One em Edimburgo, Escócia

A B&B Hotels também é outra cadeia alemã descoladinha e com um precinho camarada. Eles têm hotéis na Alemanha, França, Itália, Marrocos e Portugal. Já para quem quer um empreendimento com uma pegada sustentável, a Scandic é a melhor opção. Como iniciativas ambientalmente e socialmente sustentáveis, a Scandic também é descoladinha e possui empreendimentos na Alemanha, Bélgica, Polônia, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega. Também recomendo a Yotel, com quartos pequeninhos, mas super tecnológicos e preço bacana.

Ahhh! Também há sempre a opção de escolher um hostel. Para quem não sabe, Hostels são os antigos Albergues da Juventude (acho que estou denunciando minha idade!). Eu sou a pior pessoa para falar sobre os hostels, pois esse negócio de dormir com mais 7 desconhecidos e dividir banheiro com gente que você não conhece não faz bem o meu estilo. Contudo, devo admitir que os hostels têm melhorado muito nos últimos anos e há várias boas opções que oferecem um preço bem atrativo. Eu recomendaria o One 80º Hostel Berlin e o The Circus Hostel (ambos em Berlim), o The Independente (Lisboa), o U Hostels (Madri), o Leblon Spot e o Z.Bra Hostel (ambos no Rio de Janeiro), o F Design Hostel (Salvador), o We Hostel Design (São Paulo – considerado o hostel mais decolado do Brasil pela Hostel World em 2014), o Concept Design Hostel e o novíssimo Tetris Conteiner Hostel (ambos em Foz do Iguaçu). Sem contar a Safestay, uma rede de hostels estilosos na Inglaterra e a Generators Hostels, que já mencionei anteriormente; oferece empreendimentos na Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Dinamarca, Espanha e Itália.

Se meu orçamento está um pouco mais abastado, quais as melhores opções de hotéis? Se vocês são fascinados por design e/ou por lugares inusitados, tipo eu, recomendo demais a 25Hours Hotel. Eu amo de paixão os empreendimentos desta rede e sempre que posso me hospedo em um hotel da marca. Eles têm empreendimentos na Alemanha, Áustria e Suíça. São sempre diferentes, até meio temáticos, passando longe da breguice, e zero padronização. Para mostrar como eles são inusitados, o hotel da rede em Frankfurt foi realizado em parceria com a Levi´s. Todo o empreendimento é baseado no jeans. Super cool! Deem uma olhada em alguns hotéis da 25Hours Hotel.

25hours Hotel Frankfurt by Levi's
25Hours Hotel Frankfurt by Levi’s em Frankfurt, Alemanha
Apartamento P no 25hours Hotel Frankfurt by Levi's
Apartamento P no 25Hours Hotel Frankfurt by Levi’s em Frankfurt, Alemanha
Área social do 25Hours Hotel Zurich West em Zurique
Área social do 25Hours Hotel Zurich West em Zurique, Suiça
Apartamento do 25Hours Hotel beim Museumsquartier em Viena
Apartamento do 25Hours Hotel beim Museumsquartier em Viena, Áustria

O Room Mate é outra rede que brinca com a falta de padronização. Com decoração inusitada, os hotéis da marca são batizados com nomes de mulheres e seus empreendimentos estão espalhados pela Espanha, Holanda, Itália, Turquia, México e Estados Unidos. Outra marca bacana é a Citizen M. Ela é bem moderna, descolada, um tanto futurista e oferece hotéis no Reino Unido, Estados Unidos, Holanda e França. A Moxy é outra rede interessante; focada no design, conta com empreendimentos na Alemanha, Itália, Áustria e Estados Unidos. Já para quem procura empreendimentos mais tradicionais, recomendo a Cortyard (uma coqueluche nos Estados Unidos) que faz parte da rede Marriott e o Novotel, bandeira da rede Accor.

E se dinheiro não é problema para mim, qual a melhor escolha? Sorte a sua… Se jogue… Há inúmeras opções que vocês podem escolher. Aqui no Brasil, tenho uma queda pela Fasano, rede com hotéis em São Paulo. Rio de Janeiro e Porto Feliz (interior do estado de São Paulo). A Fasano está em processo de expansão, mas sempre oferecendo um estilo clean, luxo sem opulência, localização estratégica e atendimento personalizado. Já internacionalmente, deem uma olhada nos empreendimentos da Four Seasons Hotels & Resorts, Kempinski Hotels & Resorts, Jumeirah Hotels & Resorts, Rocco Forte Hotels, Mandarin Oriental Hotel Group, The Peninsula Hotels, além dos empreendimentos das associações Dorchester Collection (que inclui ícones como o Le Meurice Paris, o Plaza Athénée Paris, o The Beverly Hills Hotel em Los Angeles e o Hotel Principe di Savoia em Milão), a The Leading Hotels of the Word (que congrega os melhores hotéis do mundo) e a Design Hotels (com empreendimentos diferenciados em todos os continentes). Já para quem procura empreendimentos ultramodernos, estilosos, hiper badalados, mas sem esquecer do luxo, recomendo as redes norteamericanas The Standard e The Thompson Collection.

Burj Al Arab em Dubai, Emirados Árabes. Hotel pertencente à rede Jumeirah Hotels & Resorts
Burj Al Arab em Dubai, Emirados Árabes Unidos. Hotel pertencente à rede Jumeirah Hotels & Resorts
Interior do Burj Al Arab em Dubai, Emirados Árabes.
Hall de entrada do Burj Al Arab em Dubai, Emirados Árabes Unidos
Fachada do Plaza Athénée Paris
Fachada do Plaza Athénée Paris
Suíte do Le Meurice Paris
Suíte do Le Meurice Paris

Espero que meu post tenha agradado vocês e que tenha ajudado na escolha do próximo empreendimento. Boa viagem!

Como arrumar uma mala e se preparar para uma viagem

Eu sou uma pessoa que viaja muito, às vezes por lazer, mas principalmente devido ao trabalho. Portanto, acabei criando nesses últimos anos um esquema na hora de fazer a mala bem prático e fácil. É claro que não é um tipo de planejamento infalível (às vezes esqueço de levar um chinelo ou um pijama), mas de maneira geral, funciona muito bem.

Para as viagens semanais mais curtas, faço uma mala bem básica em 30 minutos, apenas pensando no necessário. Já para viagens mais elaboradas, começo a pensar na preparação da mala cerca de dois dias antes do passeio e elaboro uma listinha com tudo que eu preciso levar, como um check list. Parece complicado, mas não é. Neste caso, só uma questão de costume e um pouquinho de boa vontade.

Eu sou o tipo de pessoa que tem horror a exageros, o oposto daquela mulher que leva até a pia do banheiro quando viaja, e tenho fobia de carregar malas muito pesadas ou muitos volumes, então, no post de hoje vou mostrar como planejo uma mala e outros cuidados que tenho na hora de me preparar para um passeio.

A primeira coisa que eu faço antes de me preparar para uma viagem é verificar o Clima Tempo para ter uma ideia de como estará a temperatura no meu destino. Tento olhar a previsão  o mais próximo possível da viagem, pois as coisas mudam muito rápido. Mesmo assim, sempre fico de sobreaviso, pois as previsões também podem falhar.

Já ciente do tipo de clima que eu vou enfrentar, começo a preparar a mala. Para uma viagem de 7 dias em um destino no verão, eu levo o seguinte:

  • 7 TROCAS DE ROUPA. Eu planejo as trocas de roupa como algo completo; roupa, calçado, lingerie e acessórios. Ahhh! Mas eu não levo 7 pares de calçados diferentes, pois eles são geralmente pesados e tomam muito espaço na mala. Levo apenas uns 3 ou 4 pares e vou revezando conforme os dias. Como eu ando muito, é bom mudar o sapato diariamente para não machucar o pé. Também não levo 7 conjuntos de bijoux, pois infelizmente não sou Elizabeth Taylor. Levo dois ou três joguinhos básicos que combinem com tudo. Eu também faço combinações do tipo; uso uma mesma calça jeans com duas ou três blusas diferentes, pois assim a mala e os looks ficam mais práticos.
  •  2 TROCAS DE ROUPA DE EMERGÊNCIA. Sempre pode acontecer algum tipo de emergência, então é importante estar preparada. Essas roupas podem estar dispostas na mala de mão, caso tenham medo de algum extravio de bagagem.
  • 1 OU 2 TROCAS DE ROUPA PARA A NOITE. Eu não faço o perfil festeira, então as roupas para a night não chegam a ser uma prioridade na minha mala. No entanto, gosto de ter algumas combinações mais elegantes para um jantar especial, uma festa ou para um show.
  • 1 ROUPA DE BANHO. Eu não sou fã de praia e quando estou no litoral costumo dar um oi para o mar muito de longe, portanto passo batido nas roupas de banho. Porém, caso o hotel tenha piscina ou sauna, é bom ter um biquíni ou maiô disponível. Se vocês forem mais viciados em praia, dá para acrescentar uma ou duas peças a mais para ir revezando.
  • 1 PIJAMA COM 1 PAR DE CHINELOS. Procuro sempre os mais práticos e confortáveis. Para as pessoas que suam muito, talvez seja melhor acrescentar um segundo pijama.
  • 1 OU 2 OPÇÕES DE ROUPA COM MANGA COMPRIDA. Aqui eu estou planejando uma viagem de verão, então as blusas mais pesadas não são fundamentais. Contudo, mesmo em um destino de veraneio, à noite pode ter uma brisa mais fresca. Além disso, eu tenho uma teoria de que quanto mais quente for a cidade, mais frio é o ar condicionado dos seus espaços fechados. Desta forma, eu SEMPRE carrego xales de lã comigo. Pode ser coisa de vovó, mas são como Bombril, tem mil e uma utilidades. Também levo sempre uma blusa de lãzinha de manga comprida preta, pois combina com tudo.
  • 1 BOLSA EXTRA. Eu sempre carrego uma bolsa extra. Ela é boa para usar com as roupas para a noite, mudando o visual.
  • PRODUTOS DE BELEZA E DE HIGIENE PESSOAL. Esse é um tema polêmico para mim, pois se por um lado eu sou super econômica com as minhas roupas, eu abuso dos meus produtos. Eu costumo levar todos aqueles cremes e maquiagens que eu usaria em uma semana normal. Além disso, faço questão de levar em suas embalagens originais, pois esse negócio de ficar levando vários potinhos não faz o meu tipo. Antigamente eu tinha uma valise bem chique onde eu assentava todos esses produtos, mas não era muito prático despachá-la no check-in dos Aeroportos (lembrando que líquidos em embalagens grandes não podem fazer parte de bagagem de mão em voos internacionais). Sem contar que como ela é mais frágil, está mais propensa a furtos (arrombaram minha valise duas vezes em uma viagem para Cancún). Para resolver esse problema, comprei uma nécessaire super prática da Kippling que cabe tudo que eu preciso e um pouco mais. Ela é molinha  e pode ser colocada na própria mala.

No meu dia a dia, não uso secador de cabelo, chapinha ou baby liss (sortuda eu, não?!), mas caso seja algo indispensável para vocês, acho mais prudente levar seus próprios produtos na mala, pois secadores de hotéis são sempre ruins, até mesmo em resorts cinco estrelas.

Por mais que eu goste do meu travesseiro, também não costumo leva-lo nas minhas viagens, pois ele ocupa muito espaço. Caso vocês não vivam sem ele, ou queiram garantir uma noite bem dormida, podem leva-lo.

Se forem se hospedar em um hostel ou alugar uma casa, é importante levar um jogo de lençóis e toalhas. Como sempre fico em hotel, acabo passando batido por esse detalhe.

E é isso… A arrumação da minha mala segue um padrão bem simples. Os xales e roupas pesadas como calças e blusas de manga longa ficam em baixo de tudo e as roupas mais leves ficam em cima. Sobre as blusinhas, eu as dobro de um jeito como se fossem rolinhos (assim não amassam) e tento dispô-las de forma que preencham os buracos da mala. Já sobre as roupas de seda, eu as coloco de uma forma que as deixem o mais aberta possível. Por último, eu posiciono os sapatos (sempre em saquinhos especiais), a bolsa extra, a nécessaire e o porta lingerie. A arrumação fica basicamente assim…. Dá para ver que ainda sobrou um espacinho para trazer uma bugiganga básica de viagem.

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Coisas que não podemos deixar de levar em uma viagem

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Caso vocês estejam planejando uma viagem internacional, é imprescindível o uso o passaporte (a não ser que estejam visitando o Mercosul, mas ainda assim, me sinto mais segura com um passaporte em mãos). Assegurem-se que ele esteja válido (eu já enfrentei um mini perrengue por conta de um passaporte que iria vencer durante a viagem). Alguns países também exigem visto para entrada de turistas e certificado internacional de vacinação. Tenham o cuidado de verificar quais os documentos exigidos pelo destino e que eles estejam corretos e em dia.

Eu sempre imprimo os vouchers da viagem. Eu sei que não é ecologicamente correto imprimir tantos documentos, mas sou super neurótica com reservas e acho que ter o voucher em mãos é sempre mais seguro.

Não se esqueçam de levar dinheiro. Dinheiro em espécie é sempre bom, pois é aceito em qualquer lugar. Veja qual a moeda local e tente fazer o câmbio nesta mesma moeda para evitar gastos desnecessários. Eu sempre carrego meu dinheiro em uma pochete de pano como a da foto. Ela está sempre comigo. Eu sei que isso é coisa de velho, mas qualquer cuidado é pouco. Também não deixem de levar cartões. Eu gosto muito dos cartões de viagem (Travel Money), pois são pré-pagos, oferecem uma cotação levemente mais baixa que a do dinheiro vivo e te ajudam a controlar os gastos. Infelizmente nem todos os estabelecimentos os aceitam, mas são bem prático. Além disso, também levo cartões de crédito normais que servem para emergências.

 Coisas importantes, mas que sempre esquecemos de levar

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O guarda-chuva é meu companheiro em todos os momentos. Teve uma época da minha vida em que eu achei que usar guarda-chuva era pagar um mico danado e já tomei muita chuva no lombo por essa razão. Hoje uso ele a todo o momento, seja em um dia de sol de torrar os miolos ou uma chuva sem fim. Acho importante levar um guarda-chuva, pois nunca sabemos o que nos espera no destino e ficar comprando um em cada esquina é um saco! Esse meu é da Cath Kidston; comprei em uma viagem para Londres e é a melhor coisa do mundo. Mesmo que ele tenha custado meio carinho; é pequeno, fino e super resistente. Aguenta até chuva com muito vento.

Curativos são sempre importantes. Já comentei que ando muito durante minhas viagens, então estou sempre com os pés machucados. Eu procuro comprar curativos de todos os tamanhos para colocar onde eu preciso, mas o que eu mais gosto é esse Compeed, um silicone que você coloca no calcanhar. Essa é a melhor marca que eu já encontrei pelas minhas andanças e ele também tem modelos para colocar em outras partes do pé. É uma pena que ainda não o encontrei no Brasil.

É importante levar carregador de todos os seus apetrechos, seja celular, máquina fotográfica, computador etc. Em alguns países como Estados Unidos, Inglaterra e Emirados Árabes, eu levo até meu próprio adaptador de tomada, pois nem todos os hotéis oferecem esse serviço e me incomoda perder tempo procurando adaptador no comércio.

Remédio é um assunto importantíssimo. Levem todos os remédios de uso contínuo que vocês costumam tomar, pois normalmente eles não são vendidos sem prescrição médica em outros países. Além dos meus remédios usuais, também levo medicamentos para eventualidades como dor de cabeça e resfriado. É sempre bom estar prevenido! Ahhh! Caso queiram levar um remédio de tarja preta (não é o meu caso!), não se esqueçam de anexar a receita médica do medicamento, pois a Alfândega pode implicar com vocês por conta disso.

Por último, óculos. Básico para todas as ocasiões. Eu costumo levar dois óculos; um que eu uso com roupas mais casuais e outro para looks mais formais, mas eles são sempre necessários, principalmente para viagens de verão.

Por fim, quando estou no Aeroporto, faço questão de embalar minha mala com um filme de PVC. Por anos eu achei essas embalagens horrorosas, mas depois de ter a mala arrombada algumas vezes no Aeroporto de Guarulhos, e de escutar outras histórias semelhantes de colegas, agora sempre embalo minhas malas para inibir os furtos. Não tem coisa mais desagradável que chegar em casa e ver que pessoas mal intencionadas roubaram as coisas que você gosta tanto ou que comprou com tanto esforço. Na hora de embalar minha mala, eu sempre procuro a Protect Bag, uma empresa que tem filiais tanto no Aeroporto de Afonso Pena como no Aeroporto de Guarulhos, pois além deles serem rápidos e atenciosos, eles oferecem junto ao embalamento um seguro de assistência de viagem da ASSIST CARD.

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Eu sou tão cismada com a segurança da minha mala que quando não encontro empresas que embalam malas nos aeroportos, eu mesma faço o serviço. Só preciso de um tubo de filme PVC e uma fita adesiva. Olha o serviço da profissional?! rsrsrsrsrs

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Acho que é isso. Espero que eu tenha ajudado vocês a entender como eu arrumo minha mala e quais as coisas que vocês não devem esquecer no momento de pensar em uma mala. Quem sabe essas dicas ajudem vocês. Boa viagem!

Os números de 2014

Escrever meu blog e compartilhar minhas experiências de viagem estão entre os meus grandes prazeres, principalmente esse ano, já que tive a oportunidade de visitar tantos lugares fascinantes. Em 2014, passei por 12 diferentes países e inúmeros destinos. Os posts elaborados a partir destas viagens receberam 5.142 visitantes de 37 países diferentes, um número impressionante quando penso que é apenas um blog amador que começou sem nenhuma pretensão. Adoro receber comentários positivos e verificar que pessoas de países tão distantes como Rússia, Malta, ou até mesmo Turquia estão dando uma olhada no que eu estou fazendo.

Gostaria de agradecer a TODAS AS PESSOAS que se interessaram por algum dos posts, e espero que continuem acompanhando minha grande paixão. Ahhh! E logo, logo vem mais uma nova surpresa!

2013 in review

Pessoal,

Neste final de ano, a WordPress.com fez um relatório de 2013, mostrando a procura das pessoas pelo meu blog.

Fiquei bastante empolgada ao saber que o blog foi visto 1.100 vezes em 2013. Fiquei ainda mais surpresa em ver que há muitas pessoas de outros países como Estados Unidos, Reino Unido e Portugal pesquisando sobre minhas experiências de viagem. Não faço isso profissionalmente, é apenas um hobby, mas agradeço a todos que me acompanham.

Caso tenham interesse em ver o relatório completo, cliquem no link abaixo.

Click here to see the complete report.

Bom Ano Novo a todos e se preparem, pois em poucos dias terá um novo post!

Lembrancinhas de viagem!

Eu já queria ter escrito sobre isso há algum tempo, mas a preguiça era maior que a vontade! Rsrsrs. Básico em qualquer viagem é a compra de souvenirs, lembranças que representam de alguma forma o lugar que você está visitando. Eu, como uma pessoa apaixonada por viagens, sou meio aficionada por essas lembrancinhas, mas percebi nos últimos tempos que a brincadeira pode ser mais perigosa do que a gente imagina. Chega uma hora que não há mais onde guardar tantas coisas! Além disso, elas são um convite para a poeira, e consequentemente para a rinite alérgica… Enfim, minha compulsão pelos souvenirs começou com os cartões postais. Cada cidade que eu visitava, fazia questão de trazer pelo menos um cartão. Mas percebi que os cartões ficavam guardadinhos e que no final das contas, não cumpriam sua missão, fazer com que eu me lembrasse constantemente do destino visitado. Ainda tenho todos os cartões guardados e penso em reuni-los em um quadro e deixar exposto em algum lugar. Mas ainda é só um plano, vamos ver se vai dar certo! Depois comecei a colecionar canecas (vejam abaixo parte da minha coleção), VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100mas percebi que estavam lotando meus armários e que no meu dia-a-dia, eu usava apenas algumas delas. Depois, comecei a colecionar ímãs de geladeira. Eles são o meu xodó!  Acho que além de serem super baratos, são fáceis de carregar e ficam à mostra o tempo inteiro, então me lembram constantemente dos lugares eu mais gosto. Mas o melhor de tudo é que alegra minha cozinha de uma maneira leve e divertida (dê uma olhada à sua esquerda). VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100Também coleciono alguns pequenos mimos como ursos de hotéis, e outros objetos simbólicos, mas muitos deles acabaram se tornando material de trabalho, pois gosto de ilustrar em sala de aula algum empreendimento turístico a partir destes itens (na última foto é possível ver algumas das lembrancinhas que comprei durante minhas viagens e que uso como material de ensino. Se quiser ver a foto em tamanho natural é só clicar nela). Conheço pessoas que colecionam lápis, canetas, livros, pratos, camisetas, quadros, enfim, tem louco para tudo no mundo. E o mercado de souvenirs é camarada com todos. Eu quis escrever este post, pois acho que estas lembrancinhas são parte importante da viagem. Além de serem super democráticas, é como se você estivesse levando um pedaço do destino contigo. Mas cuidado para que o tiro não saia pela culatra. 1)  Não compre coisas muito grandes que você não irá usar depois como  um “sombrero” do México, ou um berimbau da Bahia. 2) Não traga produtos proibidos por lei como animais, plantas, e outros bens que não sejam industrializados. Em ambos os casos, você terá problemas. Na primeira situação, o problema estará em casa, pois não terá onde guardar tanta tranqueira. Já no segundo, o problema estará na Alfândega ou na Vigilância Sanitária, pois não permitirão que você entre no país com tal objeto.  Imagina o mico!!!! Então, a partir de tudo isso, só posso recomendar que aproveite a viagem e que traga muitas lembranças! Ahhh… E se quiser trazer alguma coisa para mim (super abusadinha!), eu agradeço.

VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100

Ps: Dando uma complementada no meu post, segue abaixo as lembrancinhas que eu adquiri na minha última temporada europeia (2014/2015). Durante este período visitei 9 países e muitas, mas muitas cidades. Deem uma olhada nos imãs de geladeira… Será que eu gosto das guitarras da Hard Rock Café?! Ahhh, esqueci de acrescentar minhas novas canecas nestas fotos, mas quem sabe não coloque em um próximo post.

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