De volta a capital do Brasil, Brasília

Esse ano eu fui à Brasília passar a véspera do Natal com minha família e gostaria de contar um pouco da minha experiência na capital do país. Já estive duas vezes em Brasília, mas na atual conjetura política, queria muito voltar para sentir o clima da cidade. Viajei à Brasília com a TAM; o Aeroporto de Brasília (BSB) é pequeno (imaginava-o muito maior devido ao grande fluxo de políticos viajando daqui para lá) e um pouco esquisito, pois não tem portas de entrada, mas foi terceirizado recentemente e aos poucos está sendo modernizado. Os novos portões de embarque da TAM, por exemplo, são coisa de outro mundo, um dos mais bonitos que eu já vi na vida.

Brasília

Brasília é para mim uma cidade enigmática. Projetada pelos arquitetos Oscar Niemeyer e Lúcio Costa na década de 1950, e formalmente inaugurada pelo Presidente Juscelino Kubitschek em 1960, a cidade foi idealizada para ser a capital do país. O plano urbanístico de Brasília, chamado Plano Piloto, foi projetado a partir do design de um avião (veja foto abaixo para entender melhor o que eu estou dizendo). O destino foi estrategicamente construído no centro do país para estar mais próximo de todas as regiões brasileiras (acho que essa ideia foi pelo cano, pois ela acaba ficando isolada dos grandes centros e da maioria das pessoas) e desenvolver a região centro-oeste do país. Ela é a maior cidade planejada do mundo no século XX e possui um dos mais significativos conjuntos arquitetônicos e urbanísticos modernistas, características que a tornam singular e fizeram com que ela fosse considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO. 

Brasília

Para conhecer os principais atrativos da cidade, optei por pegar aquele ônibus de dois andares típicos de destinos turísticos. Em Brasília o ônibus é administrado pela Catedral Turismo. Ela oferece um passeio de aproximadamente 2 horas passando pelos principais atrativos da cidade. Custa R$ 50,00 por pessoa (crianças e idosos pagam meia) e sai todos os dias do Brasília Shopping. Deem uma olhadinha na carinha do ônibus logo abaixo. Ele está longe de ser o mais limpo e moderno meio de transporte turístico do Brasil, mas tá valendo. É uma experiência interessante, prática, e por essas razões, o recomendo, principalmente para aqueles que tem pouco tempo e que querem conhecer os principais pontos e ter uma dimensão da gratitude da cidade.

Brasília

O ônibus passa pelos seguintes atrativos: Torre de TV, Catedral de Brasília, Esplanada dos Ministérios, Palácio do Itamaraty, Congresso Nacional, e pára na Praça dos Três Poderes. Abaixo eu coloquei as fotos da Torre de TV, da fachada da Catedral e de seu interior. Ahhh! O Campanário da Catedral, localizado ao lado do edifício, foi um presente do governo espanhol à curia.

Brasília - Torre de TV

Catedral de Brasília

Interior da Catedral de Brasília

Continuando o passeio, passamos pela Ponte JK, estrutura que corta o gigante Lago Paranoá e é considerada a  ponte mais bonita do mundo, e no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidente da República. Segue abaixo fotos da Ponte JK, do Palácio da Alvorada, e euzinha com um dos Dragões da Independência, soldados de elite responsáveis pela guarda da Presidente. 

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Voltamos novamente pelo Eixo Monumental, onde passamos pelo Palácio do Planalto, o Palácio da Justiça, o Teatro Nacional e o Conjunto Nacional, este último dizem ser o shopping mais antigo do país (história de taxista, não tenho muita certeza). Segue abaixo uma foto do Palácio do Planalto, edifício onde está localizado o Gabinete da Presidente.

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Antes de terminar o passeio, o ônibus continuou pelo Eixo Monumental passando pelo Estádio Mané Garrincha até chegar ao Memorial JK, museu em homenagem ao Presidente Juscelino Kubitschek, onde jaz os restos mortais do Presidente e de sua esposa. Finalizamos o tour passando pelo Parque Sara Kubitschek, conhecido como Parque da Cidade, o maior parque urbano da América Latina. Logo abaixo disponibilizei fotos do Estádio e do Memorial para que vocês os conheçam.

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E assim terminou meu tour básico pela cidade.

É claro que não podia deixar de destacar os meios de hospedagem de Brasília. Eu achei a oferta hoteleira de Brasília meio fraca (considerando que é a capital do país e que recebe muitos turistas, empresários e políticos). Salvo algumas exceções, os empreendimentos hoteleiros brasilienses são defasados e caros, em comparação aos serviços ofertados e aos empreendimentos existentes em outras capitais brasileiras. Desta forma, para quem esta procurando um empreendimento com um bom custo/benefício na cidade, o negócio é ter muita paciência para pesquisar e negociar.

Os meios de hospedagem de Brasília estão quase todos concentrados em uma área da cidade chamada Setor Hoteleiro. O Setor Hoteleiro é dividido em Asa Norte e Asa Sul. Para esta viagem, fiquei hospedada no Meliã Brasil 21 Brasília, um hotel da rede espanhola Meliã. Apesar de ter gostado muito da localização do empreendimento (Asa Sul e muito próximo ao principais pontos turísticos da cidade), do atendimento oferecido e da estrutura da suíte, não sei se o recomendo. Uma das noites encontrei um inseto desagradável (vocês já imaginam quem seja) andando pelo banheiro, além de apresentar mofo nos azulejos. Enfim, acho que o empreendimento precisa de uma manutenção urgente. De qualquer forma, segue abaixo algumas fotos da minha suíte para que vocês a vejam.

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Pontos que me agradaram em Brasília: A cidade realmente tem cara de capital. As avenidas largas, as ruas limpas e os vários edifícios imponentes impressionam. O Lago Paranoá é outro ponto alto da cidade pelo tamanho e é muito bacana ver os brasilienses praticando canoagem e stand up paddle no local. Outro ponto que eu gostaria de destacar é o aluguel de bicicletas. A cidade possui vários postos onde é possível alugar bicicletas para passear pela região central de Brasília, nos mesmos moldes do sistema adotado no Rio de Janeiro. Ahhh! Inclusive o meu hotel também emprestava bicicletas sem custo algum para o hóspede. Achei a iniciativa super bacana e sustentável! Não achei o custo de vida em Brasília tão caro como as pessoas costumam comentar. Ok, a cidade é cara, mas é tão cara como qualquer bairro mais exclusivo das cidades de São Paulo ou do Rio de Janeiro.

Pontos que não curti em Brasília: A cidade é muito, mais muito grande. Tudo é muito longe, espalhado e isolado. Leva-se muito tempo para chegar à qualquer lugar e o turista acaba na dependência dos carros. Além disso, vocês não veem pessoas andando nas ruas, elas estão concentradas nos shoppings e centros comerciais espalhados por todos os cantos (by the way, nunca vi tantos shoppings e centros comerciais em um só lugar). Por fim, os jardins de Brasília estavam relativamente bem cuidados, mas não tão coloridos e impecáveis como da última vez que visitei a cidade. 

Lugares para conhecer: Várias pessoas me recomendaram o Pontão do Lago Sul, balneário às margens do Lago Paranoá no qual é possível encontrar lojas e restaurantes. Realmente é um lugar muito bem cuidado, mas devo admitir que achei-o meio sem graça. E achei as opções gastronômicas limitadas. De qualquer forma, o recomendo, pois pode ser que minha impressão tenha sido equivocada ou minha estranheza tenha se dado por não conhecer bem o atrativo. Outro ponto que deve ser visitado é a Feira de Artesanato da Torre. Esta feira é bem organizada, bem dimensionada, oferece vários produtos que vão de souvenirs, vestuário e mobiliário, mas não tem nada que a difere de outras feiras de artesanato. Na verdade, o que eu destacaria no espaço é a riquíssima praça de alimentação; um local simples, mas especializado em comida regional. É possível encontrar pratos típicos de Minas Gerais, Amazonas, Pará, Maranhão e Bahia. Recomendo também a visita ao Museu Nacional e ao Museu do Índio (não os visitei, então não posso assegurar que sejam realmente bons, mas também me disseram que eram interessantes e o melhor, gratuitos).

E assim terminou mais uma viagem. Espero que tenham gostado do relato e das fotos. E aguardem, pois logo logo terá mais uma surpresa caribenha por aqui.

Ahhh! Quero terminar esse post com uma foto minha com Os Candangos, monumento que homenageia os operários que construíram Brasília.

Até mais!

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Os números de 2015

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2015 foi um ano muito especial na minha vida. Terminei meu doutorado em Administração e minha tese foi consagrada em um conferência internacional. Tive artigos aprovados e publicados em periódicos científicos e voltei como docente à sala de aula, ofício que tanto amo. Ao mesmo tempo em que este ano tenha sido cheio de conquistas acadêmicas e profissionais, 2015 também foi uma caixinha de surpresas; uma delas foi verificar o crescimento do meu blog de viagens. Já destaquei mil vezes por aqui que escrever meu blog e compartilhar minhas experiências de viagem estão entre os meus grandes hobbies, mas este ano teve um gostinho especial. Em 2015, o Vanessa´s Diaries dobrou o número de visualizações. Pessoas de 43 países leram meus posts, inclusive curiosos de lugares tão distantes como Brunei, Índia, Moldávia e Gabão. Recebi vários comentários positivos e até cantadas engraçadinhas. Só este ano, meus posts foram compartilhados por 36 pessoas, um número que pode parecer pouco expressivo quando comparado às grandes blogueiras nacionais, mas que eu acho incrível quando lembro que é apenas um blog amador que começou sem nenhuma pretensão. 

Desta forma, mais uma vez, gostaria de agradecer a TODAS AS PESSOAS que se interessaram por algum dos meus posts e espero que continuem acompanhando minhas aventuras e minha grande paixão. Tenho vários sonhos para 2016 e pretendo trazer surpresas à esta plataforma. 

Ahhh! E para aqueles que ainda não entraram no meu blog, fica o convite para dar uma olhadinha nos meus posts. Eu sei que escrevo demais e nem todos tem a paciência para ler tanta coisa, mas posso garantir que vale a pena dar uma sapeada, pelo menos para acompanhar minhas lindas fotos.

Un recorrido por Mendoza

O post de hoje é sobre Mendoza. Capital da província de mesmo nome, Mendoza foi descoberta pelos espanhóis em 1561. Localizada próxima à fronteira com o Chile, a cidade está situada no meio da Cordilheira dos Andes, em uma área sísmica (entre as placas de Nazca e Sul-americana); por essa razão, tem registrado terremotos desde o século XVIII. No entanto, o terremoto de 1861 foi o mais marcante, pois destruiu a cidade e 40% da população local. Deste período, sobraram apenas as ruínas da Basílica de São Francisco e as fontes de água existentes na antiga praça principal, hoje ruínas subterrâneas. Esse terremoto mudou a cara da cidade, pois fez com que o centro de Mendoza fosse transferido para uma área mais ao norte (hoje conhecida como Centro Novo) e redefiniu o design urbanístico do destino, criando muitas praças (há uma grande praça principal, a Plaza Independencia, circundada por outras quatro lindas praças menores), avenidas largas, muitas áreas públicas, muitas árvores (em grande parte, Plátanos, a árvore símbolo do Canadá) e edificações baixas, dando uma cara particular à Mendoza.

Deem uma olhada em alguns pontos da cidade. A primeira foto é do primeiro banco de Mendoza, hoje é Secretaria de Cultura e centro cultural. Já a segunda é da Plaza San Martín; as duas últimas são da lindíssima Plaza España.

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Hoje a cidade de 120 mil habitantes ainda sente de 8 a 10 pequenos tremores por dia (eu presenciei um na minha última noite na cidade. Sensação esquisitíssima!), mas já está mais preparada para essas situações. De clima semidesértico, a economia atualmente é baseada na extração de petróleo (a região de Mendoza tem o primeiro poço de petróleo da América Latina), no setor hortifruti, nas vinícolas (bodegas), no turismo, entre outros.

Turisticamente a cidade é destino para os amantes do vinho e da boa gastronomia. São 957 bodegas registradas que, por conta do clima árido e da grande amplitude térmica, se tornou propícia para a produção de vinhos finos, principalmente Malbec (o símbolo de Mendoza), Cabernet Sauvignon, Chardonay, Syrah, Merlot, Moscatel, entre outros. A província de Mendoza é responsável por 80% de todo o vinho produzido na Argentina e algumas dessas bodegas são de propriedade de estrangeiros, como os austríacos da Swarovski, donos da Nieto Senetiner e os franceses da LVMH, o maior conglomerado de artigos de luxo do mundo, proprietários da Chandon, além de norte-americanos, belgas, inclusive brasileiros.

Viajamos para Mendoza com a Aerolíneas Argentinas, operado pela Austral. Saímos de Puerto Iguazú (Argentina) e fizemos escala em Salta. Apesar da confusão no embarque, gostei muito da Austal, pois as aeronaves são confortáveis (Embraer 190), modernas, atendimento eficaz e oferece um centro de entretenimento bacana, levando em consideração que é um voo relativamente curto. O Aeroporto de Mendoza é super pequeno, mas recentemente reformado e aconchegante.

Como vocês sabem, hotel é uma escolha importante nas minhas viagens. Mendoza oferece várias opções de hospedagem, mas a maioria é muito simples e, de maneira geral, muito cara. Para esta viagem fiquei hospedada no NH Cordillera. Escolhi o empreendimento basicamente pela trinquinha localização/preço. O hotel possui localização estratégica (em frente à Plaza San Martín e próximo aos principais atrativos e restaurantes), um bom atendimento, mas achei que faltava manutenção nos apartamentos. Deem uma olhada na fachada do empreendimento.

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Vou contar minha viagem pelos dias, pois acho que dessa forma ficará mais fácil entender todos os passeios que fiz durante minha estada.

Para quem estiver interessado em saber sobre a cotação do peso argentino, o valor do câmbio vai depender de onde o turista troca o dinheiro. A cotação gira de $ 2,70 (nas casas de câmbio) a $ 3,30 (cambistas de rua) (valores de setembro de 2015). Quer dizer, R$ 1  \cong $ 3. Eu tenho sempre receio em trocar dinheiro com cambistas, pois a possibilidade de receber dinheiro falso é muito grande. Acho que a melhor opção é tentar trocar no hotel ou negociar nos estabelecimentos o valor dos produtos em reais, pois muitos deles recebem a moeda brasileira. Ahhh! Também recomendo que o câmbio seja feito na Argentina, pois a cotação da moeda no Brasil infelizmente é muito baixa.

1º. Dia

Chegamos à Mendoza no meio da tarde e pegamos um táxi para o hotel (Os táxis de Mendoza são, em geral, velhos, sujos, mas com preço justo). Fizemos o check-in no NH Cordillera e passamos o restante do dia fazendo um reconhecimento da área (Microcentro). Jantamos no Azafrán, um restaurante super estiloso localizado na Avenida Sarmiento. O ambiente é pequeno, o cardápio é enxuto, meio caro (quando comparado aos demais restaurantes da cidade), mas os pratos são muito bons. O único ponto negativo foi o atendimento. No entanto, é um restaurante que eu recomendo. Eu escolhi um ravióli de abóbora com molho de cogumelos e lagostins que estava delicioso! Deem uma olhada na fachada do empreendimento, em seu interior e no prato que eu escolhi.

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2º. Dia

Pela manhã andamos pelo centro da cidade passando pela Avenida Las Heras (rua do comércio popular de Mendoza) e demos uma olhadinha no Mercado Central, local onde é possível encontrar produtos típicos da região. É uma edificação muito simples, mas recomendo para quem quiser conhecer os sabores mendocinos.

No período da tarde fizemos o Tour de Bodegas e Iglesia, passeio de meio dia oferecido pela Aymará Turismo ($ 300 por pessoa). O tour oferecia visita a duas bodegas e uma olivícola, fábrica de azeite de oliva. A primeira parada foi na Bodega Los Toneles, uma propriedade do século XIX que se transformou em vinícola no ano de 1922. A guia nos mostrou todo o processo de elaboração dos vinhos e nos levou para uma breve degustação. Deem uma olhada no espaço.

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A segunda parada foi na Domiciano de Barracas, uma bodega familiar boutique mais singela e com produção de pequena escala. A visita também teve uma explicação de todo o processo de elaboração dos vinhos e uma breve degustação dos produtos da empresa. Deem uma olhada nas videiras modelo e nos vinhos produzidos pela vinícola.

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A próxima parada foi na Olivícola Laur, uma empresa que produz azeites de oliva há mais de 100 anos. Nossa guia nos mostrou seus olivais, com oliveiras centenárias, explicou todo o processo de elaboração dos azeites, desde a elaboração do produto a partir de métodos rudimentares ao processo atual. Para finalizar o passeio tivemos uma degustação de azeites, inclusive azeites balsâmicos, e pastas de azeitona.

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Fechamos nosso tour passando pela Iglesia de la Carrodilla, uma igreja do começo do século XX em homenagem à virgem patrona dos vinhedos. A santa exposta no altar central foi trazida da cidade de Aragón, Espanha. Foi um passeio bem agradável e deu para ter uma ideia de como é feita a produção dos vinhos argentinos. Recomendado!

Acho que vale ressaltar que a grande maioria das vinícolas não está localizada na cidade de Mendoza, mas na região, em localidades como Maipú, Luján de Cuyo e Valle de Uco. Na verdade, há outros passeios mais elaborados passando por bodegas renomadas como Catena Zapata, Família Zucardi e Chandon, inclusive algumas delas oferecem um almoço degustação. No entanto, achei todos estes passeios muito caros e que não valia a pena o investimento. Estes tours mais longos custam a partir de $ 1100 por pessoa. Contudo, escutei ótimos depoimentos sobre esses passeios, então para aqueles aficionados por vinhos, mais abonados ou menos desprendidos de valores, acho que vale a pena adquiri-los. Ahhh! Não esqueçam que estes passeios devem ser comprados com certa antecedência, pois as bodegas exigem reservas antecipada para receber visitantes.

3º. Dia

Pela manhã passeamos pela Avenida Aristides Villanueva, rua que concentra vários restaurantes, lojas e hostels charmosos. Não achei o lugar tão irresistível como havia lido, mas é bem gracioso e há várias opções gastronômicas bacanas por lá. Vale a pena uma passadinha.

Almoçamos no Maria Antonieta, um restaurante pequeno, despretensioso, mas extremamente charmoso localizado na Avenida Belgrano. O cardápio é enxuto, mas tudo muito bom. Eu pedi um ravióli de ricota com molho de cogumelos que estava divino. O arroz basmati com limão também estava bom demais! Super recomendado! Deem uma olhada na fachada do restaurante e no meu prato.

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No começo da tarde fizemos um city tour com aqueles ônibus turísticos. Optamos pela empresa El Oro Negro (ônibus laranja) e fizemos o Circuito no. 2 que percorria o Parque San Martín, Cerro de la Gloria, zona histórica, centro da cidade e centro cívico. Gostei do passeio e o recomendo para as pessoas que querem conhecer um pouco mais sobre Mendoza. Para os interessados, o circuito custou $ 90. Ahhh! Também há outra empresa que faz este mesmo tipo de passeio, a Mendoza City Tour (ônibus rosa). Eles parecem bem profissionais, mas cobram um pouco mais caro ($ 110). Deem uma olhada na linda fonte do Parque San Martín (o maior e mais popular parque da cidade), na estátua da vitória que celebra o centenário da república argentina, localizada no Cerro de la Gloria, e no imponente Palácio do Governo.

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No final da tarde fomos ao Mendoza Plaza Shopping. O Shopping é bacaninha, tem opções mais bonitas, mas muito caro. Depois vou fazer um tópico específico sobre compras.

4º. Dia

Hoje fizemos o Tour de Alta Montania. O passeio de dia inteiro também foi adquirido na Aymará Turismo ($ 560 por pessoa) e foi a melhor surpresa da viagem! Pensem em uma paisagem de sonho (e olha que eu não sou muito fã de áreas naturais)?! Passamos pelo Dique Potrerillos, onde já começamos a ver a neve da Cordilheira. O cenário é lindíssimo (é claro que a modelo gata também ajuda! rsrsrs), deem uma babada.

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Passamos pela pequena cidade de Uspallata onde alugamos equipamentos de neve para usarmos na estação de ski Penitentes. Como só queria fazer uma caminhada pela neve, aluguei apenas um par de botinhas ($ 50), mas é possível alugar vestuário completo, além de equipamentos para ski e skibunda. O que mais gostei de Uspallata foi sem dúvida a vista. Olhem a minha foto super profissa… Modéstia parte, parece até um cartão postal, não?!

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Próxima parada foi na Estação de Ski Penitentes onde tomei um telefórico ($150) para um dos morros. Era possível ver pessoas praticando ski e skibunda e deu até uma invejinha por não ter habilidade nenhuma para estes esportes.

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Conhecemos ainda a Puente del Inca, uma ponte natural onde corre águas termais (com temperaturas entre 34o. a 38o. graus). A Ponte é lindíssima e é incrível pensar que ela é natural. O local já abrigou um hotel e um termas, explorados por um grupo inglês, mas depois de um grande deslizamento da montanha os empreendimentos foram desativados. A Ponte é tão famosa que já foi visitada por Charles Darwin no século XIX. Bacana, não?! Deem uma olhada na foto. Ahhh! Prestem atenção no fundo da foto. Tem uma igrejinha por lá! Mesmo com o grande deslizamento, a igrejinha permaneceu intacta. Coisas inexplicáveis da vida!

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Passamos também pelo lado sul do Monte Aconcágua, o ponto mais alto das Américas e terminamos o passeio em Las Cuevas, uma cidade anteriormente abandonada, mas que aos poucos tem sido adaptada para receber turistas. Deem uma olhada no Monte; ele está no fundo da foto, coberto em parte por uma névoa branca.

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Voltamos no final da tarde bem felizes e satisfeitos com o passeio. Super recomendado!

Jantamos no La Lucia, um restaurante ítalo-argentino. O ambiente é charmosíssimo e a seleção musical é sensacional, mas achei a comida bem normal. Deem uma olhada na fachada e no interior do empreendimento.

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5º. Dia

Hoje foi dia de fazer as compras de última hora e voltar para casa (Quem lê até pensa que foram muitas compras!). Passei pela Avenida San Martín, a principal rua comercial de Mendoza, a Calle 9 de Julio e a Peatonal Sarmiento (calçadão onde é possível encontrar outras opções comerciais). Segue abaixo fotos da Avenida San Martín e da Peatonal Sarmiento.

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Para fechar a viagem comemos umas empanadas no Mercado Central e provei um “cucurucho” (sorvete) da Família Perin, a sorveteria mais tradicional de Mendoza, aberta desde 1947. Muito bom!

Mesmo que vocês tenham visto lindas fotos da cidade, eu devo admitir que Mendoza me decepcionou um pouco. É aquela coisa das expectativas que eu sempre comento. Quando as expectativas são muito altas, a chance de voltar frustado é muito grande! Vi muitos edifícios históricos fechados e sem a restauração apropriada. Além disso, se sair um pouquinho do centro de Mendoza, vocês veem uma cidade pobre e meio abandonada no meio de um deserto. É triste! A frota de carros e transporte público é muito antiga, o comércio é muito populesco e extremamente caro. Na verdade, o que mais me chamou a atenção na cidade foi o preço de tudo; passeios, comida, vestuário. Ao contrário do que muitos brasileiros pensam, a Argentina está muito cara! As pessoas não são bonitas como em outras partes do país e elas, na maioria das vezes, têm um gosto muito duvidoso. Na verdade, eu nunca vi tanto mau gosto para sapato antes. Consegui ver os sapatos mais feios da vida, e olha que já vi sapato feio nesta minha vida. Fiquei tão assustada que fiz um pot-pourri das vitrines mendocinas para vocês terem uma ideia do que eu estou falando. Deem uma olhada no último grito da moda!

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No entanto, fiquei positivamente entusiasmada com alguns pontos. Achei as praças de Mendoza charmosíssimas e elas são um convite para sentar e aproveitar o sol. Fiquei muito impressionada com o sistema de aproveitamento de águas na cidade. Por estar localizada em um região muito seca, eles possuem um sistema de irrigamento e aproveitamento de água invejável. Invejável é pensar que ele foi desenvolvido ainda no século XIX, quando nós só começamos a nos preocupar com a falta de água a partir da década de 1970.

De qualquer forma, continuo apaixonada pela Argentina e pelos argentinos. É um país tão rico, seja em belezas naturais ou em patrimônio histórico-cultural. Fico impressionada com o orgulho que eles têm de seu país e de suas origens, apesar das dificuldades atuais. Também fico impressionada com a variedade e a qualidade dos produtos alimentícios. Na verdade, há muito tempo não comia tão bem em uma viagem!

Enfim, agora é hora de desarrumar a mala de começar a sonhar com o próximo destino.

¡Hasta luego!

Turistando pela Escandinávia: Copenhague e Estocolmo

Hej, hej… Hoje conto sobre uma região pouco conhecida pelos brasileiros, a Escandinávia. Na verdade, vou escrever especificamente sobre duas capitais; Copenhague e Estocolmo.

Devo admitir que esta região nunca esteve no meu TOP 10 de destinos que eu gostaria de conhecer, mas voltei apaixonada por este pedacinho do planeta e espero que vocês consigam entender o porquê.

Viajar para a Escandinávia não é tão simples; além de ser caro (preparem o bolso!), não há voos diretos saindo do Brasil. Para chegar ao destino é necessário fazer conexão em algum lugar dos Estados Unidos, Europa ou do Oriente Médio (??). No meu caso, a conexão foi realizada no Aeroporto Heathrow em Londres. Viajei para Copenhague com a British Airways saindo de São Paulo. Não fiquei tão entusiasmada com a empresa, achei-a normal. No voo de longa distância, mesmo que parte da tripulação fosse brasileira, achei-os meio ríspidos com os passageiros, comparando-os com os comissários ingleses. As poltronas eram desconfortáveis e o centro de entretenimento tinha um volume muito baixo, o que dificultava escutar os filmes, músicas e séries. Já o voo de curta distância (Londres/Copenhague) foi muito bom; aeronaves novas, assentos mais espaçosos, atendimento na medida e comidinha de primeira. Já fui muitas vezes a Londres, mas foi minha primeira vez em Heathrow. O Aeroporto é gigante e possui um caos organizado. Muita gente e muita fila de espera! Contudo, é um lugar bem estruturado e tem um Duty Free mara! Já entre Copenhague e Estocolmo viajei pela Norwegian e gostei muito da companhia. É uma empresa dessas baratinhas (low cost), mas com check-in prático, aeronaves novas, assentos mais espaçosos e atendimento eficiente. Recomendadíssima!

Ao contrário das outras viagens longas que contei meu tour pelos dias, vou contar esta viagem pelas cidades, pois fiz um roteiro confuso com idas e vindas e acho que desta forma ficará mais fácil entender tudo o que eu visitei por lá.  Também contei um pouquinho sobre cada um dos destinos para vocês entenderem suas características e minhas impressões. Já vou adiantando que esse post ficou GIGANTE, pois me empolgo demais quando estou contando minhas peripécias. No entanto, coloquei várias fotos para ilustrar os lugares, já que dessa forma o relato fica mais interessante e menos cansativo.

Copenhague

É a maior cidade da Dinamarca com pouco mais de 1 milhão de habitantes. Capital do país desde o século XV, ela já foi o centro de um império no qual também fazia parte a Noruega, a Suécia, a Islândia, parte das Ilhas Virgens e o norte da Alemanha. Hoje a cidade se destaca pela atividade industrial e pelo seu porto de cargas. Minha impressão de Copenhague foi a melhor possível. Mesmo sendo uma cidade grande, ela tem carinha de cidade pequena, bem acolhedora. Os dinamarqueses são, em geral, muito gentis e TODOS falam bem a língua inglesa. A cidade é dominada pelas bicicletas e há estacionamentos específicos para esse tipo de transporte em qualquer lugar. É possível visitar grande parte dos atrativos a pé e embora não seja uma cidade perfeitinha, é um destino que funciona muito bem. 

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Ahhh! Devo ressaltar que o país faz parte do mercado comum europeu, mas não adota o euro como moeda nacional. A moeda do país é a Coroa Dinamarquesa (DKK 1≅ EUR 7) e aí vai a primeira dica de viagem: Se forem trocar seus euros ou dólares por Coroas Dinamarquesas, troquem todo o montante de uma só vez, pois as cotações entre as casas de câmbio são quase as mesmas e elas cobram uma taxa fixa por cada troca, independente do valor.

Cheguei a Copenhague no final da tarde e fui direto para o meu hotel. O aeroporto é meio confuso e um pouco assustador no começo, principalmente na entrega das bagagens, mas logo o turista se acostuma. Para chegar ao centro da cidade é possível optar pelo ônibus, trem ou metrô. Peguei um metrô (DKK 36) e em menos de 15 minutos estava no coração da capital dinamarquesa. Em Copenhague queria ficar em um hotel específico próximo à Estação Central de Trens, mas como não havia disponibilidade no empreendimento para todos os dias, acabei optando por dois meios de hospedagem distintos. O primeiro foi o Wakeup Copenhagen Borgergade. O Wakeup é um desses estabelecimentos moderninhos, bem práticos, que oferecem poucos serviços e um preço legal. Está localizado no coração da cidade, muito próximo aos principais atrativos locais. O café da manhã geralmente não está incluído na diária, mas vale muito a pena, pois é bem variado e oferece os melhores pães do mundo, além de vários produtos orgânicos. Deem uma olhada no empreendimento.

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Já o segundo meio de hospedagem foi o Absalon Hotel, em funcionamento desde a década de 1930. De origem familiar, o estabelecimento passou por uma grande reforma recentemente e está novinho em folha. O lugar é lindo, colorido, descolado e está localizado atrás da Estação Central de Trens, onde se concentra grande parte dos meios de hospedagem da cidade. Mesmo apaixonada pelo hotel, devo admitir que não gostei muito da vizinhança. Esta região, além de ter um aspecto mais mal cuidado (comparando aos outros bairros da cidade), tem umas pessoas um tanto esquisitas por lá. No final de semana é muito barulhento e para piorar, achei que fiquei meio longe das regiões mais legais de Copenhague; mesmo assim, segue as fotos do lindo hotel para que vocês o conheçam.

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Mas finalmente vamos ao que interessa, os atrativos da cidade. Antes de visitar qualquer atrativo específico, quis fazer um passeio com uma pessoa que conhecesse Copenhague a fundo. Por essa razão, reservei um city tour com a Copenhagen Free Walking Tour.

  • Copenhagen Free Walking Tour – Seguindo uma tendência que está se espalhando por vários destinos turísticos mundiais, a Copenhagen Free Walking Tour é formada por um grupo de pessoas que moram e são apaixonados por Copenhague e que mostram os principais atrativos da cidade. Eles contam as histórias e curiosidades do destino e de seus ilustres moradores, fazendo com que o turista entenda um pouco da realidade local. Isso tudo de maneira divertida e descontraída! O conceito do tour é o seguinte; eles oferecem o melhor tour que eles podem e vocês decidem quanto vale o passeio. Achei a ideia fantástica e a empresa é super organizada! Luís, nosso guia, era demais! O tour dura em média 3 horas e sai todos os dias às 11h da Prefeitura da cidade. A Prefeitura já é um atrativo a parte, pois além de ser um edifício com alto valor histórico, tem uma trajetória fascinante. Para ter uma ideia, todos os tijolos da fachada foram trazidos da Itália. Chique, não?! O tour passa pela Strøget (a principal rua comercial da cidade), a Magstræde  (rua mais antiga de Copenhague), Corte de Justiça, Igreja da Nossa Senhora (a catedral de Copenhague. Já funcionou simultaneamente como uma igreja católica e luterana), Universidade de Copenhague, Palácio Christiansborg, Kongens Nytorv, Nyhavn, Palácio Amalienborg e termina na Opera House. Adorei o passeio e recomendo demais a empresa! Só não recomendo o tour para pessoas que não estão acostumadas a andar ou que estejam com crianças muito pequenas, pois por mais que a caminhada seja branda e divertida, requer certa energia. Deem uma olhada no nosso grupo animadíssimo no final do passeio!

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  •  Palácio de Amalienborg – É a residência oficial da família real dinamarquesa. É um complexo formado por quatro edifícios idênticos construídos no século XIX e dispostos de forma que criam uma praça. Parte de um dos palácios está aberto ao público; a visita custa DKK 90. Achei interessante, mas é um palácio mais simples, pois é mais moderno e sóbrio (quando comparado aos palácios franceses e ingleses) e algumas salas são meio entulhadas. De qualquer forma, é uma boa pedida para quem gosta de palácios, tipo eu!

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  • Igreja de Mármore – Localizada atrás do Palácio de Amalienborg, a Igreja de Mármore ou Marmorkirken (em dinamarquês) é uma linda construção do século XIX inspirada nas basílicas italianas. Deem uma olhada na fachada da Igreja.

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  • A Pequena Sereia – Personagem da estória mais popular de Hans Christian Andersen, o famoso escritor dinamarquês, é uma estátua em homenagem ao autor localizada em Kastellet, uma cidadela a uns 15 minutos de caminhada de Amalienborg. Den lille havfrue (seu nome em dinamarquês) não é tão pequena como muitos turistas comentavam e fica bem próxima dos visitantes, é possível até tocá-la. Outro ponto imperdível da cidade, mesmo que não seja uma estátua assim tão impressionante!

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  • Palácio de Christiansborg – Construído primeiramente por ordem do Bispo Absalão ainda no século XII, o edifício já foi palácio real, mas enfrentou vários incêndios e bombardeios durante os séculos (a cidade inteira enfrentou incêndios e bombardeios em sua longa história). O edifício atual é a sede do parlamento dinamarquês, da suprema corte e do primeiro ministro. Eles também oferecem algumas salas históricas abertas aos turistas. São poucas salas, mas lindas! Caso tenham interesse, a visita custa DKK 80. Deem uma olhada na linda fachada do Palácio e em um dos enormes salões abertos à visitação.

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  • National Museum – Localizado em frente ao Palácio de Christiansborg, esse museu não estava na minha lista original de lugares para conhecer em Copenhague. O atrativo foi uma recomendação do guia da Copenhagen Free Walking Tour e devo ressaltar que adorei o lugar! É o principal museu de história cultural da Dinamarca e dedica grande parte de suas salas à história dinamarquesa; contudo, também dá destaque à arte e a cultura de outros continentes. Apresenta ainda uma ala com peças da Roma, Grécia e Egito Antigo. O lugar parece pequeno, mas é gigante e tem muita coisa para ver! Tire pelo menos umas duas horas para visitar todo o museu com calma. O que mais me chamou a atenção foi a exposição “Ônibus Branco” que mostra a importância da Cruz Vermelha no resgate dos prisioneiros dinamarqueses durante a 2ª Guerra Mundial (eu nem tinha ideia que a Dinamarca também teve prisioneiros nos campos de concentração alemães). Também adorei ver alguns dos cômodos históricos de casas dinamarqueses e salas barrocas que já fizeram parte do Palácio do Príncipe (onde atualmente está o museu). No entanto, o que mais gostei é que o museu é GRATUITO. Adoro museus gratuitos! Para quem gosta de museus, é uma ótima oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história local e ver a riqueza cultural do país.

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  • Nyhavn – Cartão postal da cidade. Nyhavn (porto novo em português) é uma área criada ainda no século XVII que congrega hoje vários restaurantes turísticos. É também de onde saem os passeios de barco pela região. O lugar vive lotado (como vocês podem ver na foto) e suas casinhas coloridas dão um charme especial ao atrativo. Imperdível!

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  • Castelo de Rosenborg – Construído no século XVI , o castelo em estilo renascentista é pequeno, mas já foi a casa da família real dinamarquesa. Atualmente está aberto a visitação e é onde se encontra em exibição as joias da coroa. O Castelo conta ainda com um parque público; um lugar charmoso para um piquenique, esportes ao ar livre ou simplesmente tomar um bronze nos escassos dias de sol da Dinamarca. Dica bacana: Se você compra um ingresso combinado com o Palácio de Amalienborg, a entrada no Castelo custa apenas DKK 40. Fica a dica! Segue abaixo uma foto da fachada do Castelo e de uma de suas salas.

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  •  Ny Carlsberg Glyptotek – Fundado pela família Jacobsen, donos da famosa cervejaria Carlsberg, o museu foi inaugurado no final do século XIX. Primeiramente dedicado às pinturas e esculturas francesas e dinamarquesas, atualmente o acervo do espaço é variadíssimo e conta com peças da Roma, Grécia e Egito Antigo, além de arte etrusca e de outros povos mediterrâneos. O edifício é um espetáculo e conta com um acervo estrelado com obras de Rodin, Monet, Degas, Van Gogh, Cézanne, Picasso, Delacroix, Manet e Renoir. Contudo, só o recomendo para os amantes das artes. Outra dica bacana: Nas terças-feiras o museu tem entrada gratuita. Segue abaixo algumas fotos do lindíssimo edifício.

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  •  Parque Tivoli – Localizado ao lado da Estação Central de Trens, o Parque é considerado o segundo mais antigo do mundo. Ele é um parque de diversão charmosíssimo com carinha de parque das antigas. Dizem que a Disneylândia foi inspirada no Tivoli e devo admitir que há muitas semelhanças. É possível conhecer somente o parque (DKK 99) e aproveitar a rica oferta gastronômica local, ou comprar um passaporte e aproveitar todas as atrações (DKK 209). Os dinamarqueses são tão fãs do lugar que muitos deles compram passaportes anuais! Devo admitir que eles oferecem poucas atrações radicais, mas é um bom espaço para aproveitar o dia, principalmente se você tem crianças. Eu entrei apenas para conhecer o parque, mas não resisti e andei na montanha russa centenária (The Roller-Coaster). É uma das poucas do mundo que ainda possuem um condutor para cada carrinho. Paguei DKK 50 para andar só nesse brinquedo e adorei!!! Dizem que o parque é lindo e muito romântico à noite, pois fica todo iluminado, mas não tive a oportunidade de visita-lo. Fica a dica! Ahhh! Deem uma olhada nas fotos do parque. Desculpe, fiquei tão empolgada com o encanto do lugar que exagerei um pouco nas fotos….

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 Estocolmo

É a capital e maior cidade da Suécia com pouco mais de 1 milhão de habitantes. É formada por 14 ilhas ao longo do lago Mälaren e por essa razão é conhecida como a “Veneza do Norte”. Economicamente a cidade se destaca pelo setor de serviços e bancário. Se Copenhague me encantou pelo charme, Estocolmo me embasbacou de vez. A cidade é uma das mais lindas que eu já vi na minha vida! Ao contrário da capital dinamarquesa, ela tem cara de cidade grande, cara de uma capital imperial. E as ilhas, mesmo parecendo um fator limitador, não são, pois estão muito próximas e sempre interligadas por pontes, então você sente que está no continente o tempo todo. O inglês dos suecos não é tão bom quanto dos dinamarqueses, mas ainda é de fácil compreensão e invejável quando comparado à outros países europeus. 

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Assim como a Dinamarca, o país também faz parte do mercado comum europeu, mas não adota o euro como moeda nacional. A moeda do país é a Coroa Sueca (SEK 1≅ EUR 9) e também recomendo que o câmbio seja feito todo de uma vez, pois as cotações entre as casas de câmbio são quase as mesmas e elas cobram taxas fixas para cada troca, independente do valor.

Cheguei a Estocolmo no começo da noite e fui direto para o meu hotel. O aeroporto é grande e bem estruturado, mas fica longe do centro da cidade. Para chegar ao centro é necessário pegar um trem comum, o shuttle (ônibus) ou o Arlanda Express (trem de alta velocidade). Eu optei pelo Arlanda Express. Ele custa super caro (SEK 560 – ida e volta), mas o trem é novo, moderníssimo e chega a mais de 200 km/hora. Em exatos 20 minutos eu já estava na Estação Central de Trens da cidade.

Fiquei hospedada no Scandic Grand Central. A Scandic é uma rede nórdica bastante popular por suas iniciativas de sustentabilidade ambiental e social e que possui meios de hospedagem na Noruega, Suécia, Dinamarca, Polônia, Bélgica, Finlândia e Alemanha. Esse hotel em particular fica do lado da Estação Central de Trens, muito próximo do centro comercial da cidade. É um estabelecimento descolado, vibrante, limpíssimo e um dos melhores cafés da manhã que já comi na vida (incluído na diária). Recomendadíssimo! Segue abaixo uma foto da fachada e da recepção do empreendimento.

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O que eu conheci durante minha passagem pela linda Estocolmo? Já vou avisando que não visitei o Museu do ABBA. Por mais que eu tenha uma queda pela banda (guilty pleasure), achei que seria muita apelação visitar o museu.

  • Skansen – Esse não foi o primeiro atrativo que visitei em Estocolmo, mas coloquei em primeiro lugar aqui na minha lista, pois foi a principal razão de visitar a cidade. Fundado em 1891 por Artur Hazelius, este parque é um museu ao ar livre que mostra mais de 150 construções históricas suecas espalhadas por uma área de 300.000 m2. Essas construções que vão do século XVII ao início do século XX tem como objetivo exemplificar a história, a cultura e as transformações da Suécia no decorrer do tempo. É quase como um parque temático com igrejas do século XVII, uma vila comercial com construções do século XVIII e XIX, casas de fazenda do século XVII, etc. O melhor de tudo é que há pessoas nestas construções interpretando papéis; fazendo as atividades diárias de um morador local e contando ao turista como tudo era feito naquele período. Fiquei completamente apaixonada, eu parecia uma criança na Disney! Comi um doce em uma padaria típica do século XIX. O melhor… O doce foi feito a partir de uma receita centenária. Se tudo isso já não fosse legal o bastante, eles ainda têm um zoológico com espécies encontradas no país. AMEI o atrativo e recomendo para todos os visitantes! Além de ser encantador, é uma aula sobre a Suécia. Imperdível! Para quem tiver interesse, o museu custa SEK 170.  Deem uma olhada no lugar… Por favor, não reparem, pois me empolguei nas fotos.

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  • Museu Vasa – É o museu mais visitado da Suécia. O Vasa foi um navio sueco do século XVII que afundou logo que saiu do porto. Ele foi o mais ambicioso e pomposo navio do país, mas afundou por problemas estruturais. Foi encontrado e resgatado do mar na segunda metade do século XX e montado peça por peça. Hoje o museu o expõe completinho; 98% das peças que você vê no navio são originais. O museu também tenta contar a história das pessoas que morreram no naufrágio, os objetos encontrados durante o resgate e os cômodos localizados no interior da embarcação. Bem interessante! Ahhh! O museu tem filas enormes, mas não fiquem preocupados, pois elas são rápidas. Para quem tiver interesse, a visita ao museu custa SEK 130. Deem uma olhada no navio.

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  • Nordiska Museet – Esse é outro atrativo que não estava nos meus planos, mas quando vi esse edifício lindo, não resisti. Localizado em frente ao Museu Vasa, o museu é naquele estilo tudo junto e misturado. Ele oferece mais de 1,5 milhão de itens que vão de móveis, objetos de decoração, roupas, joias, etc. que contam a história da Escandinávia. Mas também são apresentados objetos ligados à cultura, costumes e folclore nórdico. Ainda há uma ala destinada aos povos indígenas da região (Sámi). Eu fiquei particularmente encantada com as joias e os cômodos históricos. É um museu interessante e custa SEK 100.

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  • Free tour Stockholm – No mesmo estilo do Copenhagen Free Walking Tour, esse passeio é conduzido um grupo de pessoas que moram em Estocolmo e mostram os principais atrativos da cidade. Eles contam as histórias e curiosidades do destino, fazendo com que o turista entenda um pouco da realidade local. A partir do que foi apresentado, vocês decidem quanto vale o passeio. Achei a empresa um pouco menos organizada que a Copenhagen Free Walking Tour, mas também gostei muito do tour. Na verdade, fiz dois passeios; o primeiro deles passava pelo centro comercial de Estocolmo e mostrava curiosidades como o local do assassinado de Olof Palme, o ex 1º Ministro da Suécia morto em 1986 e que até hoje não achou-se um culpado, a academia onde a Princesa Vitória, herdeira do trono sueco, conheceu seu marido, a quantidade de lojas H&M (cadeia de varejo especializada em fast fashion) na capital (em um raio de 50 metros há 7 lojas da marca), sobre o assalto ao banco que gerou o que chamamos de Síndrome de Estocolmo e finalizamos assistindo a troca de guarda no Kungsträdgården. O segundo tour foi pelo setor histórico da cidade passando pela Ópera Real, o Parlamento Sueco e o Palácio Real (De Kungliga Slotten). Este último passeio se concentrou basicamente em Gamla Stan, a parte mais antiga da cidade e foi discutido sobre o regime governamental e a história da capital. Também gostei muito! Mesmo que vocês não tenham interesse em fazer esse tour histórico, recomendo muito um passeio por Gamla Stan, pois é charmosíssima! Além disso, essa região é cheia de lojas de souvenirs, de produtos artesanais e restaurantes turísticos. Tem até um restaurante viking (muito bacana!). Deem uma olhada na nossa turma no final do tour pelo centro da cidade. Ahhh! Ele foi conduzido pela guia Ellen, muito boa!

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  •  Kungliga Slottet – Localizado em Gamla Stan, este é o Palácio Real e a residência oficial da monarquia sueca. O palácio é uma construção do séc. XVII em estilo barroco que substituiu o lindo Castelo das Três Coroas que foi quase que completamente incendiado neste mesmo período. É possível conhecer parte de suas salas, a igreja e as joias da coroa. Caso tenham interesse, a visita custa SEK 150.

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  • Palácio de Drottningholm – Drottningholm (ilha da rainha em português) está localizado na ilha de Lovön, não muito distante de Estocolmo. Este palácio do século XVI é uma das residências da família real sueca e é tombado como um Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1991. O Palácio é lindíssimo e a localização é encantadora. Além do Palácio, o espaço ainda conta com um Teatro, um jardim barroco inspirado nos jardins de Versailles e o Pavilhão Chinês, não deixem de conhecê-los. O ingresso custa SEK 120. Para chegar ao Palácio não é muito difícil. Vocês podem ir de barco, saindo de Stadshusbron. O barco atraca na porta do atrativo (SEK 200); ou podem usar o transporte público. Caso optem pela segunda opção, peguem o metrô (T-bana) na Estação Central (T-Centralen), linha T17 ou T18 (linha verde) até a estação Brommaplan. Depois pegue o ônibus 176 ou 177 até o ponto Drottningholm. O ticket combinado (metrô + ônibus) com ida e volta custa SEK 104 e leva em torno de 40 minutos. A pior parte é achar o carro certo, pois a estação T-Centralen é a mais confusa que eu já vi na vida. Fez o metrô de Berlim parecer mamão com açúcar. Deem uma olhada no lindo Palácio.

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  • Hallwylska Museet – Construída no final do século XIX, a casa pertenceu ao conde Hallwyl e hoje é um museu que mostra como a aristocracia sueca vivia no final do século XIX e início no século XX. Além de linda, é uma casa super moderna com água encanada na cozinha (inclusive água quente), chuveiro, etc. A visita pode ser feita de duas maneiras; vocês podem visita-la como um visitante individual, mas só poderão ver as salas principais, ou podem visita-la com as visitas guiadas. Há visitas de hora em hora, mas apenas uma visita diária em Inglês (12h30), as demais são em sueco. Eu fiz a visita guiada em sueco e como se não bastasse o trauma que eu sofri ao fazer uma visita em alemão na Semperoper em Dresden, essa visita em sueco foi ainda pior. Durante uma hora, entendi apenas as palavras “tecnologia, telefone e banho”. De qualquer forma, a casa é linda e vale muito a pena para quem gosta deste tipo de lugar. Ahhh! O ingresso para as visitas guiadas é de SEK 120. Segue abaixo uma foto da fachada do museu e da chiquérrima sala principal.

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Compras: A Escandinávia não é uma região conhecida pelo turismo de compras. Primeiro porque não tem a gama de opção de outros países europeus e norte-americanos, mas, sobretudo porque os produtos ofertados são muito caros, inclusive alguns deles são mais caros que no Brasil. Então, o shopaholic brasileiro não ficará tão empolgado com a oferta existente. No entanto, os países nórdicos são mundialmente reconhecidos por seu design limpo, de linhas retas, sóbrio, de bom gosto e de alta qualidade. Por essa razão, acho que vale muito a pena comprar produtos pontuais que destaquem este estilo. Na Dinamarca, eu destacaria a porcelana (Royal Copenhagen – marca que produz uma das melhores porcelanas do mundo desde o século XVIII), os objetos decoração (Ilums Bolighus- não tem como sair dessa loja sem se apaixonar pelo seu bom gosto), os equipamentos eletrônicos (Bang & Olufsen- super futurista) e a moda (Day Birger et Mikkelsen – de um bom gosto absurdo). Já na Suécia, é possível encontrar todas as marcas que eu destaquei acima, mas também apontaria outras marcas de moda como a descolada & Other Stories, a Filippa K, e a sóbria e um pouco sombria Tiger of Sweden. Eu também gostaria de destacar a Marimekko. Mesmo que ela seja Finlandesa, é uma marca que tem lojas tanto em Copenhague e Estocolmo e tem os tecidos mais lindos e criativos que vocês podem imaginar. Segue abaixo uma foto da Royal Copenhagen na Strøget em Copenhague.

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Gastronomia: Dessa vez não vou recomendar nenhum restaurante especial, mas devo alertá-los que Copenhague é reconhecida como uma cidade gastronômica. Além de ter o melhor restaurante do mundo, o Nomma, possui vários outros estabelecimentos estrelados pelo Guia Michelin. Entretanto, estes restaurantes além de serem muito caros e de terem filas de espera de meses, não fazem muito meu gênero gastronômico, pois privilegiam os ingredientes locais e inusitados. Mesmo não tendo conhecido nenhum restaurante de destaque, tentei experimentar os sabores locais. Em Copenhague, experimentei o cachorro quente que é o lanche mais popular da cidade. Você o encontra em qualquer carrinho de rua. É super baratinho e a única diferença do nosso cachorro quente é que você pode escolher se prefere a salsicha cozinha ou grelhada. Além disso, eles acrescentam cebola caramelizada e cebola em natura. O bafo fica péssimo, mas é uma delícia! Também experimentei o Wienerbrød, um tipo de um schnecke recheado que virou símbolo da doceria dinamarquesa. Já na Suécia, experimentei a caçarola de salmão e frutos do mar, mas não me fez muito bem. Sem comentários adicionais! Também experimentei o Kanelbulle, que parece um schnecke com canela e o chokladboll, um brigadeiro à moda sueca (o nosso é muito melhor!). Estes dois doces experimentei na Brod&Salt, uma descolada e deliciosa padaria localizada em Gamla Stan. Lugar super recomendado!

Ufa! E assim terminou mais um post. Espero que tenham conhecido um pouco mais sobre a Escandinávia e viajado comigo por este lugar tão especial. Peço desculpas novamente pelo relato gigante, mas não podia deixar de destacar tantas coisas bacanas. Fiquei particularmente feliz com a simpatia dos escandinavos, em especial dos dinamarqueses. Fiquei empolgada com o número de turistas brasileiros pelas duas cidades, pois não é um destino tradicional no país, mas fiquei ainda mais impressionada com o número de turistas americanos, vi uma invasão americana nos dois destinos. Na verdade, o mais impressionante foi perceber como os escandinavos gostam de aproveitar a vida e privilegiam a qualidade de vida. Hábitos como andar de bicicleta, fomentar iniciativas ambientais, privilegiar alimentos orgânicos, viajar pelo mundo e aproveitar ao máximo os lindos dias de sol são apenas algumas das demonstração deste posicionamento.

Até a próxima… Hej då!

Como escolher um bom hotel para minha próxima viagem?

Esse é um post que eu relutei um pouco em escrever, pois por mais que eu seja apaixonada por meios de hospedagem e que este tema seja minha área profissional e de estudo há um bom tempo, eu acho que a escolha de um empreendimento é uma questão muito pessoal. Tem pessoas que preferem hotéis mais agitados, outras buscam estabelecimentos mais tranquilos. Alguns turistas procuram por hotéis ultramodernos, outros preferem empreendimentos tradicionais. Enfim, o que é bom para mim pode não ser necessariamente bom para o outro. No entanto, as pessoas frequentemente me pedem dicas de meios de hospedagem pelo mundo, então resolvi escrever sobre isso.

Acho que durante a escolha de um hotel, a primeira coisa que precisa ser levada em consideração é a localização do estabelecimento. Procurem meios de hospedagem próximos aos atrativos turísticos que vocês tenham interesse. Eu já tive experiências péssimas de escolher hotéis muito distantes de tudo para economizar; levava mais de uma hora para chegar ao centro da cidade (sem contar o troca troca de trem, ônibus e metrô). No final das contas, esse trânsito é um tempo precioso que vocês perdem e que poderiam estar aproveitando de outra maneira. Quando estou na Europa, por exemplo, costumo escolher empreendimentos que fiquem perto das estações centrais de trem, pois as estações geralmente estão localizadas próximas ao centro da cidade e possuem sempre uma rede de transporte público que chega a qualquer lugar. No Brasil, em outros países sul-americanos e nos Estados Unidos procuro ficar em bairros próximos aos atrativos que me interessam ou no coração da cidade.

Entre um hotel independente e um hotel de rede, eu quase sempre escolho um hotel de rede. Hoje há redes de hotéis especializadas em todos os nichos de mercado; casais em lua de mel, família, solteiros, festeiros, executivos, muambeiros, LGBT, melhor idade, etc., e para todos os bolsos. Já existe até redes que só oferecem hostels como a Generator, Stayokay e a Safestay; portanto há opções para todos os tipos de cliente. Por mais que muitos turistas ainda vejam os hotéis de rede como estabelecimentos impessoais e padronizados, devo discordar parcialmente desta visão. A padronização nos hotéis não é algo ruim; é a garantia de que o empreendimento segue algum modelo mínimo de serviço e que há padrões de limpeza, higiene e comodidade semelhantes em qualquer estabelecimento da mesma rede ao redor do mundo, além de ser uma forma de assegurar que dificilmente o turista terá alguma surpresa desagradável durante sua estadia. Ahhh! Há redes de hotéis que já trabalham com a falta de um padrão (25Hours Hotel, por exemplo) e esse pode até ser um diferencial competitivo para uma companhia. Já a questão da impessoalidade está mais ligada à cultura do destino, aos colaboradores do empreendimento e ao interesse do investidor (lembrando que muitos desses empreendimentos são franquias, eles possuem um dono específico que muitas vezes não é a rede em questão) que uma característica de marca.

Eu só opto pelo hotel independente quando tenho certeza que o empreendimento é muito bom, pois mesmo que na Europa e no Brasil a maioria esmagadora dos empreendimentos hoteleiros seja independente, alguns deles infelizmente ainda atuam de maneira amadora, o que pode minar a experiência do cliente.

Das Stue - um ótimo hotel independente em Berlim
Das Stue – um ótimo e estiloso hotel independente em Berlim, Alemanha
Interior do apartamento do Das Sue
Interior do apartamento no Das Stue em Berlim, Alemanha
Outra opção de um bom hotel independente. Absalon Hotel em Copenhague.
Outra opção de um bom hotel independente. Absalon Hotel em Copenhague.
Esse é o apartamento standard do Absalon Hotel. Chique, tranquilo, estiloso e limpíssimo!
Esse é o apartamento standard do Absalon Hotel. Chique, tranquilo, estiloso e limpíssimo!
Pol & Grace Hotel em Barcelona. Um hotel longe do agito da região turística, mas engraçadinho e aconchegante.
Pol & Grace Hotel em Barcelona. Um hotel longe do agito da região turística, mas divertido e aconchegante.

Quando estamos viajando com um pacote turístico fechado, geralmente não há como escolher os empreendimentos estabelecidos pela operadora turística (salvo algumas exceções). Neste caso, escolham uma operadora de confiança e que vocês saibam que irá privilegiar empreendimentos que tenham um bom custo/benefício. E quando estiverem com o roteiro em mãos, entrem no Google Maps para saber onde ficam estes estabelecimentos e quais as melhores maneiras de se chegar aos atrativos turísticos que tenham interesse em conhecer (se vocês tiverem tempo livre em seus roteiros, claro).

Como saber se o empreendimento é bom? Há várias maneiras de descobrir isso. Uma delas é conversar com amigos e parentes que já estiveram no empreendimento. Caso não seja possível, há diferentes sites como o Booking.com, Tripadvisor, Trippie, etc. no qual vocês podem ler a opinião de pessoas que já estiveram naquele lugar. Eu sei que não dá para levar tudo ao pé da letra nestes sites, mas é possível entender o consenso geral sobre o empreendimento. Entretanto, isso não é garantia de que a hospedagem de vocês será 100%. Vocês podem ter o azar do chuveiro não querer esquentar, de encontrarem um recepcionista com pouca experiência e que ainda não dominou completamente sua posição ou até pegar um quarto com cheirinho de cigarro, pois o turista anterior, mesmo ciente de que era proibido fumar no interior do apartamento, insistiu em acender seu cigarrinho amigo. Excepcionalidades sempre podem acontecer, mas fiquem tranquilos, se o empreendimento é muito bem avaliado nos sites de viagens, estas situações serão raras!

Quais são as melhores redes para quem está com o orçamento super apertado? Entre as redes bem baratas, eu gosto muito da francesa Accor. A Accor trabalha com várias bandeiras, desde aquelas de alto luxo às super econômicas. No Brasil, a Ibis Budget é sempre a bandeira mais barata, mas geralmente a Ibis e a Ibis Styles também oferecem preços justos. O que eu gosto na Accor é que vocês encontram hotéis da rede em cidades do mundo todo; a ducha padrão é sempre boa e agora eles estão disponibilizando uma cama chamada comfort que é mara… Dentre essas três bandeiras, eu prefiro a Ibis Styles. Ela é um pouco mais cara, mas é mais estilosinho e tem sempre o café da manhã incluído no valor da diária, diferente das outras duas que o cobra a parte. Deem uma olhada em alguns empreendimentos da Accor.

Fachada do Ibis Styles Madrid Prado no centro de Madri
Fachada do Ibis Styles Madrid Prado no centro de Madri, Espanha
Apartamento do Ibis Budget Aeroport Lyon Saint Exupery
Apartamento do Ibis Budget Aeroport Lyon Saint Exupery em Lyon, França
Apartamento no Ibis Al Barsha em Dubai
Apartamento no Ibis Al Barsha em Dubai, Emirados Árabes Unidos

As bandeiras americanas são sempre as campeãs em bons preços. Comfort Inn, Econologde, Sleep Inn, Holiday Inn Express (que hoje faz parte da britânica IHG, mas é de origem estadunidense), Ramada, Days Inn e Super 8 são boas escolhas. Elas são no maior estilo padronizado e oferecem pouquíssimos serviços, mas são limpos e vocês os encontram em qualquer destino norte-americano.

Para quem procura hotéis baratos no Reino Unido e Irlanda, eu recomendo o Travelodge, pois é um super BBB (bom, bonito e barato). Deem uma olhada em um de seus estabelecimentos.

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Fachada do Travelodge Hotel – London Central Convent Garden em Londres, Inglaterra
Interior do apartamento no Travelodge London - Central Covent Garden
Interior do apartamento no Travelodge Hotel – London Central Covent Garden em Londres, Inglaterra

Já para quem procura hotéis na Itália (hotel BBB na Itália é como achar uma agulha em um palheiro. Infelizmente a hotelaria low cost italiana é demais de ruim), o Idea Hotel é ótimo, barato e oferece o café da manhã incluído no valor da diária.

Para quem procura um hotel mais descolado e com preços legais, eu recomendo o Motel One (um dos meus queridinhos!). É uma rede alemã que possui unidades na Alemanha, Áustria, Suíça, Reino Unido, Holanda e República Tcheca. Os quartos são bem pequenos, mas sempre novos, limpos e estilosos. 

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Fachada do Motel One Salzburg Mirabel em Salzburg, Áustria
Interior do apartamento Hotel Edinburgh - Princes Motel One em Edimburgo
Interior do apartamento do Hotel Edinburgh – Princes Motel One em Edimburgo, Escócia

A B&B Hotels também é outra cadeia alemã descoladinha e com um precinho camarada. Eles têm hotéis na Alemanha, França, Itália, Marrocos e Portugal. Já para quem quer um empreendimento com uma pegada sustentável, a Scandic é a melhor opção. Como iniciativas ambientalmente e socialmente sustentáveis, a Scandic também é descoladinha e possui empreendimentos na Alemanha, Bélgica, Polônia, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega. Também recomendo a Yotel, com quartos pequeninhos, mas super tecnológicos e preço bacana.

Ahhh! Também há sempre a opção de escolher um hostel. Para quem não sabe, Hostels são os antigos Albergues da Juventude (acho que estou denunciando minha idade!). Eu sou a pior pessoa para falar sobre os hostels, pois esse negócio de dormir com mais 7 desconhecidos e dividir banheiro com gente que você não conhece não faz bem o meu estilo. Contudo, devo admitir que os hostels têm melhorado muito nos últimos anos e há várias boas opções que oferecem um preço bem atrativo. Eu recomendaria o One 80º Hostel Berlin e o The Circus Hostel (ambos em Berlim), o The Independente (Lisboa), o U Hostels (Madri), o Leblon Spot e o Z.Bra Hostel (ambos no Rio de Janeiro), o F Design Hostel (Salvador), o We Hostel Design (São Paulo – considerado o hostel mais decolado do Brasil pela Hostel World em 2014), o Concept Design Hostel e o novíssimo Tetris Conteiner Hostel (ambos em Foz do Iguaçu). Sem contar a Safestay, uma rede de hostels estilosos na Inglaterra e a Generators Hostels, que já mencionei anteriormente; oferece empreendimentos na Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Dinamarca, Espanha e Itália.

Se meu orçamento está um pouco mais abastado, quais as melhores opções de hotéis? Se vocês são fascinados por design e/ou por lugares inusitados, tipo eu, recomendo demais a 25Hours Hotel. Eu amo de paixão os empreendimentos desta rede e sempre que posso me hospedo em um hotel da marca. Eles têm empreendimentos na Alemanha, Áustria e Suíça. São sempre diferentes, até meio temáticos, passando longe da breguice, e zero padronização. Para mostrar como eles são inusitados, o hotel da rede em Frankfurt foi realizado em parceria com a Levi´s. Todo o empreendimento é baseado no jeans. Super cool! Deem uma olhada em alguns hotéis da 25Hours Hotel.

25hours Hotel Frankfurt by Levi's
25Hours Hotel Frankfurt by Levi’s em Frankfurt, Alemanha
Apartamento P no 25hours Hotel Frankfurt by Levi's
Apartamento P no 25Hours Hotel Frankfurt by Levi’s em Frankfurt, Alemanha
Área social do 25Hours Hotel Zurich West em Zurique
Área social do 25Hours Hotel Zurich West em Zurique, Suiça
Apartamento do 25Hours Hotel beim Museumsquartier em Viena
Apartamento do 25Hours Hotel beim Museumsquartier em Viena, Áustria

O Room Mate é outra rede que brinca com a falta de padronização. Com decoração inusitada, os hotéis da marca são batizados com nomes de mulheres e seus empreendimentos estão espalhados pela Espanha, Holanda, Itália, Turquia, México e Estados Unidos. Outra marca bacana é a Citizen M. Ela é bem moderna, descolada, um tanto futurista e oferece hotéis no Reino Unido, Estados Unidos, Holanda e França. A Moxy é outra rede interessante; focada no design, conta com empreendimentos na Alemanha, Itália, Áustria e Estados Unidos. Já para quem procura empreendimentos mais tradicionais, recomendo a Cortyard (uma coqueluche nos Estados Unidos) que faz parte da rede Marriott e o Novotel, bandeira da rede Accor.

E se dinheiro não é problema para mim, qual a melhor escolha? Sorte a sua… Se jogue… Há inúmeras opções que vocês podem escolher. Aqui no Brasil, tenho uma queda pela Fasano, rede com hotéis em São Paulo. Rio de Janeiro e Porto Feliz (interior do estado de São Paulo). A Fasano está em processo de expansão, mas sempre oferecendo um estilo clean, luxo sem opulência, localização estratégica e atendimento personalizado. Já internacionalmente, deem uma olhada nos empreendimentos da Four Seasons Hotels & Resorts, Kempinski Hotels & Resorts, Jumeirah Hotels & Resorts, Rocco Forte Hotels, Mandarin Oriental Hotel Group, The Peninsula Hotels, além dos empreendimentos das associações Dorchester Collection (que inclui ícones como o Le Meurice Paris, o Plaza Athénée Paris, o The Beverly Hills Hotel em Los Angeles e o Hotel Principe di Savoia em Milão), a The Leading Hotels of the Word (que congrega os melhores hotéis do mundo) e a Design Hotels (com empreendimentos diferenciados em todos os continentes). Já para quem procura empreendimentos ultramodernos, estilosos, hiper badalados, mas sem esquecer do luxo, recomendo as redes norteamericanas The Standard e The Thompson Collection.

Burj Al Arab em Dubai, Emirados Árabes. Hotel pertencente à rede Jumeirah Hotels & Resorts
Burj Al Arab em Dubai, Emirados Árabes Unidos. Hotel pertencente à rede Jumeirah Hotels & Resorts
Interior do Burj Al Arab em Dubai, Emirados Árabes.
Hall de entrada do Burj Al Arab em Dubai, Emirados Árabes Unidos
Fachada do Plaza Athénée Paris
Fachada do Plaza Athénée Paris
Suíte do Le Meurice Paris
Suíte do Le Meurice Paris

Espero que meu post tenha agradado vocês e que tenha ajudado na escolha do próximo empreendimento. Boa viagem!

Redescobrindo Portugal (Lisboa, Sintra e Aveiro)

O post de hoje é sobre Portugal. Como muitos de vocês já sabem, Portugal não é meu destino favorito de viagem. Mesmo tendo uma forte ligação com o país (sou descendente e tenho dupla cidadania portuguesa), não consigo me empolgar com o destino como me entusiamo com outros locais. Mas dessa vez fui a Portugal por uma causa nobre, pois participaria em Aveiro de um evento no qual concorreria a uma premiação científica. Mesmo assim, comecei minha jornada em Lisboa. Fui à Lisboa de avião saindo do Aeroporto de Guarulhos em São Paulo. Dessa vez optei pela TAP, mas não achei a companhia tão boa como muita gente comenta. As refeições oferecidas foram mais ou menos e as aeronaves eram meio antigas. Além disso, passei um mini-perregue com a greve dos pilotos da empresa que começou no dia 1º de Maio. Achei que não fosse voltar para casa tão cedo. O aeroporto de Lisboa (Portela) é razoável e aos poucos tem sido modernizado, mas eu fiquei particularmente empolgada ao ver que ele é interligado ao centro da cidade por uma linha de metrô super prática e muito barata (€ 1,40 para quem já tem o cartão de transporte). Fica a dica!

Desta vez não vou contar minha jornada pelos dias, como costumo fazer nos passeios mais longos. Vou conta-la pelas cidades que eu passei. Ahhh! E se preparem, pois para variar escrevi demais! Mas também coloquei muitas fotos para deixar o post mais leve e interessante.

LISBOA – Já estive muitas vezes em Lisboa. Na verdade, não consigo nem contar quantas vezes visitei a cidade, mas toda vez que volto a um destino, tento conhecer lugares que ainda não havia visitado. Mas antes de falar dos atrativos em si, gostaria de comentar sobre os meios de hospedagem que eu escolhi para essa viagem. Em Lisboa, não me hospedei apenas em um lugar, mas em dois. O primeiro foi à realização de um sonho; fiquei hospedada no Pestana Palace Hotel. Instalado no lindíssimo Palácio Valle Flor, na região de Alto de Santo Amaro, este palacete com fortes influências francesas construído no início do século XX pelo marquês de Valle Flor é realmente maravilhoso. Além da linda estrutura e das várias opções de lazer (piscina outdoor, piscina indoor aquecida, jacuzzi, sauna seca e úmida, academia, spa), o que mais me chamou a atenção foi a amabilidade e prestatividade dos colaboradores. Pestana me impressionando sempre! 😉 Minha única crítica é que o hotel está meio fora do circuito turístico de Lisboa, então o hóspede fica na dependência de táxis e bondes. É uma boa opção para aquelas pessoas que estão procurando tranquilidade. Deem uma olhada em algumas fotos do empreendimento.

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Já o segundo hotel escolhido foi o H10 Duque de Loulé. Pertencente à rede hoteleira espanhola H10, este hotel recém-inaugurado está situado no coração de Lisboa, a uma quadra da Praça Marquês de Pombal. É um hotel instalado em um casarão do século XVIII que une o tradicional estilo português com seus azulejos policromáticos às facilidades modernas e funcionais. O hotel é lindíssimo e charmosíssimos. Fiquei completamente apaixonada! Seguem algumas fotos para que vocês o conheçam.

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Mas vamos ao que interessa… O primeiro atrativo que visitei foi o Castelo de São Jorge. Na verdade, já havia tentado conhecer o Castelo algumas vezes, mas por razões diversas, ainda não tinha conseguido essa façanha. É um atrativo que pode ser visto de qualquer ponto da cidade. A fortificação, construída durante o domínio mouro em meados do século XI, tem uma trajetória rica e papel significativo na história portuguesa. Serviu como paço real pelos reis de Portugal no século XIII, local de aclamação dos reis ao longo dos séculos XIV, XV e XVI, e adquiriu propósitos militares no século XIX. Mesmo que o atrativo tenha um grande apelo histórico e ofereça as mais lindas vistas panorâmicas de Lisboa, não tem muito que fazer por lá. Para os interessados, o ingresso custa € 8,50. Deem uma olhada na charmosa vista de Lisboa e de uma das edificações do Castelo.

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O próximo atrativo é um daqueles locais que você descobre por acaso. Eu estava andando pela parte alta da cidade e vi um grupo de turistas estrangeiros entrando em uma igreja. Como sou louca por uma igreja, juntei-me ao grupo e eis que conheço a Igreja de São Roque. Esta igreja do século XVI possui lindíssimos altares laterais em estilo barroco e maneirista. Não sei nem como explicar a beleza do lugar, fiquei sem palavras. É sem dúvida uma das igrejas mais bonitas que eu já vi na minha vida, e olha que eu já visitei muitas igrejas nesta minha vida! O local conta ainda com um museu, mas não o visitei. Segue abaixo uma foto da nave central do atrativo.

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Minha próxima parada foi no Palácio Nacional de Queluz.  Localizado na cidade de Queluz, a 18 minutos de trem do centro de Lisboa, este palácio foi construído no século XVIII, inicialmente planejado para ser a residência de verão da família real portuguesa. É conhecido como a “Versalles portuguesa” (com suas devidas proporções, claro!). É um lindo palácio que mistura diferentes estilos como o rebuscado rococó, o barroco e o neoclássico; entretanto, para mim, o cômodo mais enigmático do atrativo é o quarto Dom Quixote, pois é onde D. Pedro I do Brasil nasceu e veio a falecer (ando numa fase meio aficionada pela família real brasileira). O lugar é lindo, inclusive os jardins, que são de inspiração claramente francesa, e mostra toda a exuberância de um paço imperial. Adorei a visita! O ingresso custa € 10 e para chegar ao Palácio foi muito fácil. Peguei o comboio (trem) na Estação do Rossio em direção à Sintra. Parei no ponto Queluz-Belas e andei uns 15/20 minutos passando pelo centro da cidade. Há várias placas de indicação. Ahhh! O valor do trajeto de trem custa apenas € 3,10 (ida e volta). Recomendadíssimo! Deem uma olhada no local; a terceira foto é do quarto Dom Quixote.

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Portugal é conhecida por seus doces e como fã das iguarias portuguesas, não poderia deixar de falar delas. Meu doce português favorito é sem sombra de dúvidas o Pastel de Nata, mas nunca tinha ido a Pastéis de Belém, uma “fábrica de pastéis” portuguesa localizada ao lado do Mosteiro dos Jerônimos. Esta confeitaria é especial, pois foi inaugurada em 1837 e é a única a oferecer o verdadeiro Pastel de Belém, receita centenária obtida diretamente dos monges do mosteiro. O local é simples, mas bem tradicional. Vive lotado (eu o visitei no horário do jantar e estava bem mais calmo), é meio confuso, atendimento impessoal, mas é aquele tipo de atrativo que deve ser visitado. Devo admitir que eu já comi pastéis de nata mais saborosos, mas gostei de ter experimentado o original. Atenção! Se estiverem com muita fome, não olhem as fotos a seguir.

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Outro lugar super tradicional que eu visitei nesta viagem foi a Confeitaria Nacional. Inaugurada em 1829 e localizada próxima ao Teatro Nacional, ela também oferece os tradicionais doces portugueses. Fiquei feliz de estar em um local histórico, mas não gostei de nenhum dos doces que eu provei. O Pastel de Nata e o Doce de Ovo com cereja tinham gosto de velho. Fiquei decepcionada!

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Mesmo visitando lugares novos, não poderia deixar de passar pelos pontos mais tradicionais da cidade como a Praça do Comércio, o Elevador Santa Justa, a Praça do Rossio, a Praça Restauradores, a charmosa Avenida da Liberdade, a Praça Marquês de Pombal e o Bairro Alto. Segue abaixo algumas fotos da linda Praça do Comércio, do Teatro Nacional e da Praça Marquês de Pombal.

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Sintra – É uma vila portuguesa a 27 quilômetros de Lisboa. Conhecida por ter sido o refúgio da nobreza e da aristocracia europeia nos séculos XVIII, XIX e começo do XX, o destino possui um grande número de castelos e palacetes que o torna singular. Além disso, sua paisagem cultural é tombada como Patrimônio Mundial da UNESCO. A vila é realmente graciosa; em alguns momentos, passa a sensação de estarmos em um vilarejo francês, já em outros, na região do Rio Reno na Alemanha, mas a verdade é que estamos em território português. Há várias empresas turísticas que oferecem passeios à Sintra, muitos deles passando ainda por Estoril e Cascais, mas quis fazer este passeio por conta própria e explorar a cidade à minha maneira.

Chegar a Sintra é muito fácil. Os comboios (trens) saem da Estação do Rossio a cada 20 minutos. O trajeto dura em torno de 40 minutos e custa apenas € 4,80 (ida e volta). Cheguei à cidade no meio da manhã, com um tempo feio e frio e fui direto ao Palácio Nacional de Sintra, o mais antigo palácio de Portugal. As primeiras estruturas do local datam do período de ocupação moura na região, mas o Palácio só toma a forma como vemos hoje a partir do século XV. É um palácio medieval, com muitos azulejos de inspiração moura e mobiliário peculiar. Interessante! O espaço que mais me chamou a atenção foi a Sala dos Brasões, decorada com uma linda cúpula dourada e por azulejos típicos portugueses. O único ponto que me incomodou é que eu achei o palácio muito úmido e frio. Nada bom para os monarcas que precisavam enfrentar o severo inverno europeu na Idade Média. Mesmo assim, acho que é uma visita obrigatória! Para os curiosos, a entrada custa € 10. Deem uma olhada na fachada e no interior do atrativo.

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De lá fui à Quinta da Regaleira, um palácio em estilo neomanuelino usado como residência de verão da Baronesa da Regaleira. O palácio é realmente estonteante e as salas são de um luxo sem tamanho. Mesmo que o andar térreo conserve parte da arquitetura e decoração original, é uma pena não haver mais nenhum mobiliário no local e os demais andares estarem completamente descaracterizados. A Quinta conta ainda com capela, bosque e cavalaria. O ingresso custa € 6,00.

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Também passei pelo Palácio Seteais, que hoje é um hotel da rede portuguesa Tivoli.

Voltando ao centro da cidade, comi uns “pastéis de bacalhau” (são os nossos tradicionais bolinhos) e peguei o ônibus turístico 434 em direção ao Castelo dos Mouros. O Castelo é uma fortificação do século X construído durante a ocupação moura na Península Ibérica, mas que sofreu várias intervenções com o passar dos séculos. Fica no pé da Serra de Sintra e por essa razão tem uma vista privilegiada de toda a região, até mesmo do Castelo Nacional da Pena. Para ser sincera, é aquele atrativo que não tem muito que fazer. Você anda pelas muralhas (um sobe e sobe de degraus sem fim. Atividade para poucos, nem meu treinamento funcional me preparou para essa jornada). E tive um azar danado, pois no meio da minha caminhada começou a chover e eu estava sem guarda-chuva e linda com meu blazer de veludo caramelo. Enfim… Não sei se recomendo o atrativo, acho que é uma visita dispensável, mas para aqueles interessados, a entrada custa € 8. Segue abaixo uma foto de parte das muralhas.

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Peguei novamente o ônibus 434 em direção ao Palácio Nacional da Pena, uma edificação do século XIX idealizado pelo Rei D. Fernando II, marido da Rainha Maria II (filha mais velha de D. Pedro I do Brasil). O castelo em estilo romântico foi construído sob o antigo mosteiro dos Jerônimos de Nossa Senhora da Pena e tinha como objetivo servir como residência de verão dos monarcas portugueses. O palácio é inusitado, mas lindo, e, principalmente, diferente de tudo que eu já visitei. Como é um palácio mais contemporâneo, é possível ver algumas modernidades como “quarto de banho” privativo nos quartos, chuveiro e até mesmo telefone. Adorei a visita e recomendo muito! Devo admitir que o ingresso é meio caro. Custou € 14, mas também há um transporte que leva da entrada do atrativo ao castelo propriamente dito ao custo de € 3. No final, desembolsei € 17 pela visita! (Que dor no bolso!) Deem uma olhada na entrada do Palácio e na panorâmica que mostra a dimensão e complexidade de sua estrutura.

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Voltando ao centro da cidade tomei o ônibus turístico 435 em direção do Palácio de Monserrate. Esse é outro palácio inusitado em estilo oriental (com forte influência indiana) construído no século XIX pelo Sir Francis Cook, Visconde de Monserrate. Idealizado para ser sua residência de veraneio, é outro palácio realmente estonteante, mas é uma pena não haver mais nenhum mobiliário no local e o secundo andar estar em processo de restauração. A propriedade ainda possui um charmoso jardim. O ingresso custa € 8,00.

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Para fechar meu dia em Sintra fui ao café A Piriquita, um dos estabelecimentos mais turísticos e tradicionais da vila. Experimentei o Travesseiro de Sintra, um doce típico da região. É gostosinho! Também experimentei uma queijadinha (me desculpem, mas depois que comi as queijadinhas de São Cristóvão em Sergipe, nenhuma outra queijadinha tem comparação) e um croquete de coco (eca!). Para fechar minha bomba calórica, experimentei a Ginja, um licor de cereja típico da região central de Portugal, tomado em um copinho de chocolate (muito bom!). Segue abaixo uma foto do Travesseiro de Sintra e da Ginja. 

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Aveiro – Situada na região central de Portugal, entre as cidades de Coimbra e Porto, Aveiro é conhecida como a “Veneza portuguesa” (com suas devidas proporções, claro!) por possuir diversos canais formados a partir do Oceano Atlântico. Para chegar a Aveiro tomei o Alfa Pendular (trem de alta velocidade português) em direção a Braga. A viagem durou exatamente 2 horas e paguei € 52, 60 pelo trajeto de ida e volta. Não tive muita sorte em Aveiro, pois peguei muita chuva durante minha estadia no local; por essa razão, não pude aproveitar a cidade como gostaria, mas também não posso reclamar, pois estava envolvida em um evento e não tive muito tempo livre. Fui à Aveiro a fim de participar do ICIEMC 2015 – International Conference on Innovation and Entrepreneurship in Marketing and Consumer Behaviour, um evento organizado pela IPAM – The Marketing School. Durante o evento, felizmente fui agraciada com o prêmio de melhor tese em inovação. Fiquei muito feliz e orgulhosa pelo reconhecimento ao meu trabalho!

Mas vamos voltar ao que interessa… Comentar  sobre os atrativos que visitei na cidade. Comecei meu city tour pela Catedral de Aveiro. A Igreja fez parte do antigo convento dominicano fundado no século XV. Hoje é uma igreja restaurada, ligeiramente moderna, mas seus altares laterais e a peça central do altar mor são históricas, representando vários estilos como o Maneirismo, o Barroco e o Modernismo. Segue abaixo uma foto da Catedral.

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Minha próxima parada foi no Museu de Aveiro. Localizado ao lado da Catedral, em uma edificação onde estava instalado o antigo Convento de Jesus, o espaço é dividido em dois percursos. O percurso monumental mostra os cômodos do antigo convento que se mantiveram intactos, com destaque à estonteante Igreja de Jesus; já na exposição permanente, o destaque está para a exibição de arte sacra com peças de diversos períodos históricos e a espetacular Sala de Lavor, espaço ricamente decorada em homenagem a Santa Joana, Princesa de Portugal, que está sepultada no local. Eu gostei muito do museu, mas só o recomendo se vocês têm interesse em arte sacra. O ingresso custa apenas € 4,00. Deem uma olhada na fachada do local e na lindíssima Igreja de Jesus.

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Passei ainda pelo centro da cidade onde é possível ver edifícios dos diferentes períodos históricos construídos ao lado do canal central e onde sai os passeios de barco. Se em Veneza esses barcos são chamados de gôndolas, em Aveiro eles são conhecidos como Moliceiros, sempre coloridos e muito ligeiros. Deem uma olhadinha…

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Outro atrativo da cidade são as praias. Aveiro possui duas praias principais: Praia Brava, mais moderna e estruturada; e Costa Nova, famosa por suas casinhas coloridas. As casinhas pertenciam aos pescadores da região e eram construídas em madeira, mas hoje são usadas como empreendimentos gastronômicos e para o aluguel de temporada. Elas são super charmosas, deem uma olhada!

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Na verdade, as praias não ficam em Aveiro e sim em um município vizinho, mas pela proximidade com o centro de Aveiro, acabam sendo ligadas à cidade. Ahhh! Também experimentei o doce típico da região, Ovos Moles. Não é ruim, mas é tão doce que me deixou enjoada o dia todo. De qualquer forma, o recomendo para as formiguinhas de plantão.

Aveiro é uma cidade charmosinha, mas não acho que mereça uma viagem especial ou uma estadia de muitos dias. Acredito que seja um bom destino para os turistas de passagem que estão fazendo um circuito por Portugal.

Para fechar meu post gostaria de falar um pouco sobre o hotel que eu me hospedei em Aveiro. A cidade oferece vários meios de hospedagem e muitos deles estão localizados no centro da cidade. Para esta viagem eu escolhi o Meliá Ria Aveiro & Spa, um empreendimento mais moderno fora do circuito turístico, mas próximo dos atrativos locais. Mesmo que o empreendimento seja novo, achei as áreas sociais meio impessoais, frias, e os quartos precisam de uma manutençãozinha básica. Deem uma olhada na fachada do empreendimento e no meu apartamento

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E assim terminou minha jornada por Portugal. Viajar é sempre bom, faz a gente colocar algumas coisas em perspectiva, traz novos conhecimentos, amizades e nos faz valorizar a vida. Gostei muito de ter conhecido o interior de Portugal e de ter visitado novos atrativos em Lisboa. Fiquei muito feliz de saborear novamente os doces locais e ver que aos poucos os portugueses têm ficado mais receptivos aos turistas brasileiros. Se eu puder dar alguma dica específica sobre essa viagem, é: use sempre um sapato confortável, de preferência um tênis com amortecedor. As calçadas portuguesas são sempre um desafio para os saltos e as ladeiras, um exercício e tanto para as perninhas. Mesmo as sapatilhas, calçado tão confortável no dia a dia, não foram boas o suficiente para aguentar o tranco. Pensem nisso!

Espero que tenham viajado comigo neste post e fiquem ligados que há outras surpresas por vir.

Até breve!

Compras e diversão em Miami

Miami era um destino que eu queria conhecer há anos, pois muitos dos meus amigos já haviam comentado que era um lugar muito bonito e divertidíssimo. Entretanto, por conta de outras viagens e compromissos diversos, acabei deixando esse destino meio de lado. Depois de tanto tempo, achei que esse era o momento de finalmente conhece-la. A viagem foi organizada meio de última hora por conta dos meus compromissos com o doutorado, mas no fim, deu tudo certo.

Para quem não sabe, Miami é uma metrópole localizada ao sul da Flórida. O condado de Miami possui mais de 5 milhões de habitantes e faz parte do Caribe.  De clima quente e praias de águas azuis, Miami é considerada a cidade mais latina dos Estados Unidos (nos meus dias em Miami só deu brasileiros e argentinos). Seus atrativos turísticos a transformaram em um dos destinos americanos mais visitados do mundo. É engraçado pensar que até duzentos anos atrás, toda a região fazia parte do território espanhol e que Miami, mesmo que internacionalmente conhecida, é uma cidade jovem, já que foi criada somente no final do século XIX. A região, a princípio, era apenas um pântano habitado por duas grandes tribos indígenas. A própria palavra Miami é de origem indígena. Hoje, as tribos que habitavam a região ainda vivem por lá, mas se dedicam ao turismo e controlam os cassinos do Condado.

 1ºDia

Minha viagem começou no Aeroporto de Guarulhos no início da manhã. Depois de uma longa viagem de quase 8 horas com a American Airlines, finalmente chegamos ao Miami International Airport (MIA). Meu primeiro susto foi com o próprio Aeroporto. As filas na Imigração eram gigantescas (e olha que eu cheguei no meio da tarde, um horário que deveria ser mais tranquilo). Tudo era meio confuso. Era confuso pegar as malas e sair do setor de desembarque (Nunca enfrentei uma fila tão grande para sair do desembarque de um Aeroporto). Era confuso até para pegar um táxi… (By the way, os táxis são péssimos!). Enfim, poucas vezes na minha vida senti saudade dos aeroportos brasileiros. Fizemos o check-in em nosso hotel no final da tarde e aproveitamos o restante do dia para fazer um reconhecimento da área.

Hotel é sempre uma escolha importante para mim. Eu estava procurando um estabelecimento em South Beach, pois é a principal região turística de Miami e sabia que queria ficar em um hotel, pois esse negócio de ficar em apartamento não é comigo. Havia várias opções interessantes em Miami Beach, uma pena as tarifas estavarem tão altas. Acabei optando pelo Pestana South Beach Art Deco, um empreendimento da rede Pestana (rede que eu já trabalhei no meu passado) aberto recentemente e localizado a poucas quadras da Lincoln Road. Encontrei uma tarifa super bacana online e fiquei extremamente satisfeita com a minha escolha. O hotel tem um aspecto praiano, menos formal, mas os quartos têm um tamanho ótimo e o atendimento foi surpreendente. Deem uma olhada nas fotos…

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2º Dia

Hoje tiramos o dia para fazer um city tour completo pela cidade. Na compra do passeio, optei pela Eagle Tours, uma empresa turística que oferece passeios em português. Fui feliz com minha escolha, pois a Thais, nossa guia, foi muito atenciosa, profissional e solícita. Durante nosso passeio, visitamos os principais pontos turísticos de Miami. Começamos nosso tour em Miami Beach (que é uma cidade e não um bairro), passando pelo Art Deco District onde andamos pela Lincoln Road, Española Way e Ocean Drive. Ahhh! Fiquei impressionada ao saber que Miami Beach se desenvolveu no início do século XX e possui o maior conjunto arquitetônico em Art Decó do mundo com mais de 900 edifícios neste estilo. É muito bacana! Deem uma olhada nos edifícios da Ocean Drive.

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De lá passamos rapidamente por Downtown e pela Brickell Avenue (onde fica o centro financeiro de Miami). Andamos ainda pela Coconut Grove, um bairro tranquilo e muito americano e paramos na Coco Walk, um centro comercial cercado por ruas comerciais e onde é possível encontrar vários estabelecimentos gastronômicos agradáveis. Nossa próxima parada foi em Coral Gables, um dos primeiros bairros planejados de Miami, onde passamos pelo lindo e tradicionalíssimo Biltmore Hotel e pela Venetian Pool (que infelizmente estava fechada para manutenção). Essa parte da cidade é muito bonita, imperdível! Passamos por Little Havana onde provamos o maravilhoso café cubano conhecido como Café Colada (meu vício de viagem). A comunidade cubana em Miami é gigantesca (são 1,5 milhão de cubanos e descendentes só no Condado de Miami-Dade) e eles possuem valores e costumes muito marcantes. Terminamos nossa primeira parte do passeio em Bayside, um centro comercial de onde sai vários barcos que fazem passeios pela Baía de Biscayne. No meio da tarde fizemos um passeio de barco pela Baía, passando pelas principais ilhas de Miami (todas artificiais) como a Star Island e a Fisher Island. Essas ilhas são famosas, pois são onde astros como Ricky Martin, Gloria Estefan, Xuxa, Tom Cruise, Jennifer Lopez possuem casas. No final do passeio, o barco foi acompanhado por golfinhos exibidos, muito fofo! Terminamos nosso dia jantando e passeando pela Lincoln Road. Ahhh! Caso estejam interessados, paguei US$ 65 pelo passeio completo (city tour + passeio de barco por Biscayne Bay). Segue abaixo uma foto da Coco Walk.

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 3º Dia

Tour de Compras. Hoje foi dia de conhecer o Sawgrass Mills. Localizado na cidade de Sunrise, há quase uma hora de ônibus de Miami, esse outlet é considerado o maior dos Estados Unidos com mais de 350 lojas. O lugar é realmente gigantesco! Ele congrega tanto lojas indoor, em um sistema similar aos nossos shoppings, como também possui lojas ao ar livre. É meio confuso (me perdi algumas vezes, mesmo com um mapinha em mãos), mas tem as principais marcas americanas e internacionais. Além disso, se procurar com muita calma, é possível encontrar ótimas opções e barganhas. Como sou mais do tipo window shopping (aquela que adora olhar as vitrines, mas que não compra nada), acabei adquirindo pouquíssimas coisas. No entanto, super recomendo o passeio, principalmente para os brasileiros que estão querendo reabastecer os armários. Fiquei no Outlet até às 21hrs (nem acredito que aguentei ficar tanto tempo!). Para chegar ao shopping, tomei um ônibus turístico específico que me buscou no hotel. A própria Sawgrass Mills faz esse tipo de transporte, mas também há várias outras empresas independentes que fazem o mesmo trajeto, inclusive empresas de donos brasileiros. Paguei US$ 25 pelo trajeto de ida e volta. Abaixo coloquei uma foto de parte do Sawgrass Mills onde é possível encontrar as lojas mais chiques como Prada e Valentino. 

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 4º Dia

Hoje fez um lindo dia de sol, portanto aproveitamentos a manhã para conhecer a praia e passear pelo calçadão. O mar em Miami não é tão azul quanto em Cancun-México ou Varadero-Cuba e possui muitas algas, mas não deixa de impressionar. Na verdade, o que mais chamou minha atenção foi o calçadão super bem cuidado que termina na Ocean Drive (a Avenida Beira Mar). No Domingo, ele estava lotado de pessoas caminhando, correndo e andando de bicicleta. Deem uma olhada…

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Também demos uma passadinha pela Ocean Drive para ver a animação dos restaurantes e da ferinha local. Ahhh! Passamos pela casa do Gianni Versace que hoje é um restaurante chiquetoso. Fiquei impressionada como a mansão está bem localizada. À tarde, dei uma caminhada pela animada Lincoln Road onde estava acontecendo uma feira do produtor (super bacana!) e fiz umas comprinhas em lojas de beleza (Depois dou umas dicas sobre esse quesito!).

 

5º Dia

Hoje foi dia de conhecer o centro da cidade e explorar o transporte público de Miami. Tomamos um ônibus coletivo até Bayside (péssimo em todos os sentidos!). Chegando em Bayside e pegamos um Trolley (um tipo de bonde turístico gratuito que passa por vários pontos turísticos centrais da cidade) até o Viscaya Museum & Gardens. O Viscaya é uma mansão construída por James Deering, um executivo de Chicago, na década de 1910 em Coconut Grove. O que chama a atenção nesta edificação é que ela foi inspirada nos palácios europeus. Cada cômodo foi decorado de acordo com um estilo arquitetônico distinto que vai do renascentismo italiano ao rococó francês. Isso foi feito de propósito para dar a impressão de que várias gerações da família moraram na casa. A mansão é lindíssima e fiquei extasiada, mesmo tendo conhecido vários dos maiores e mais pomposos palácios europeus. Além da construção em si, o que também chama a atenção é o charmosíssimo jardim. Havia várias debutantes por lá tirando fotos. É um lugar que eu queria muito conhecer e não me arrependi em nenhum momento. O ingresso custa US$ 18. Deem uma olhada…

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Voltamos de Trolley até a Brickell, onde fica o centro financeiro da cidade e pegamos o Metromover (outro transporte gratuito que é como um metrô de superfície, que anda em trilhos assentados em bases de concreto) para visitar o centro da cidade. Andamos um pouco pelo centro da cidade, mas fiquei meio assustada com a região. Mesmo que o centro tenha lindas edificações históricas, era um lugar cheio de gente esquisita, com um comércio ruim e muito vazio. Voltamos para o hotel no final da tarde e terminamos o dia jantando no Lincoln Road. Segue abaixo uma foto do Trolley e da moderna Brickell.

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6º Dia

Hoje foi mais um dia dedicado às compras. Fomos ao Bal Harbour, o shopping mais chique da cidade. O Bal Harbour é um shopping muito parecido com o Cidade Jardim em São Paulo (acho que o Cidade Jardim se inspirou na versão americana). Ele é aberto, muito arborizado e congrega várias marcas de luxo como Chanel, Dolce Gabbana, Van Arpels and Cleef, Tiffany´s, entre outras, além das lojas de departamento Saks Fifth Avenue e Neiman Marcus. Mesmo que o local tenha lojas super chiques, fiquei um pouco decepcionada. Esperava um shopping maior, com mais opções de compras e mais espaços gastronômicos. Até mesmo as lojas de departamento não são tão amplas e completas com as suas filiais de Nova York.

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À tarde fomos à Macy´s, localizada em Miami Beach. Também não é uma loja tão legal com a filial nova-iorquina. À noite, almocei com minha queria amiga Tati que está morando em Miami em um Grill na Lincoln Road (estão vendo que eu estou meio viciada na Lincoln Road, não?!)

7º Dia

Pela manhã fomos ao Miami Design District, um bairro ao norte do centro de Miami onde estão localizadas várias lojas voltadas ao luxo e design. A região é muito bonita, lembra muito a Rodeo Drive em Beverly Hills. Mesmo que ainda tenha muitas lojas em processo de abertura, é uma região agradável que vale a pena dar uma passadinha. Ahhh! Também é possível chegar ao bairro com o Trolley a partir do centro da cidade. Deem uma olhadinha em um dos shoppings da região…

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Pela tarde, fomos ao Dolphin Mall, um outlet localizado próximo ao Aeroporto. O Dolphin Mall é mais bem dimensionado que o Sawgrass Mills, mas é bem menor e não tem as mesmas opções. Eu senti falta de várias marcas bacanas, portanto, em minha opinião, o Sawgrass Mills é o melhor. Assim como o Sawgrass, o Dolphin Mall também oferece um transporte específico até o shopping, mas ele só funciona a partir do centro da cidade (Downtown) ou do Aeroporto. Caso tenham interesse, o trajeto de ida e volta custa US$10.

 8º Dia

Como esse foi meu último dia em Miami, quis passar a manhã no hotel descansando e aproveitando a piscina aquecida (Oba!). Pela tarde, demos uma última voltinha na Lincoln Road para as compras de última hora, na Collins Avenue e passamos pela praia para nos despedirmos do mar. À noite retornamos ao Brasil. Por fim, deem uma olhada na charmosa Lincoln Road…

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Há muito tempo atrás um colega havia me dito que Miami era a cidade mais bonita que ele já tinha conhecido. Hoje acho que ele deve ter visitado poucas cidades em sua vida, pois Miami está longe de ser uma cidade de beleza estonteante. No entanto, achei muito bacana ver as lindas construções art decó de Miami Beach. Achei bacana o skyline de Downtown e de Brickell (em qualquer hora do dia). Achei bacana navegar pela Biscayne Bay e ver as mansões chiquérrimas de frente para o mar. Adorei caminhar pela Lincoln Road e ver pessoas de todas as idades e de todos os países apenas aproveitando a cidade. E viciei no Café Colada, super forte e doce. Mesmo com tudo isso, devo admitir que eu esperava mais… Fiquei particularmente incomodada em perceber como a cidade é espalhada. Você leva muito tempo para ir para qualquer canto. Também fiquei incomodada com o tráfego intenso de carros, principalmente em Miami Beach. Fiquei extremamente incomodada em ver a insistência dos vendedores em conversar comigo em Espanhol, mesmo quando eu falava e insistia no meu Inglês. De qualquer forma, viajar é sempre bom e fiquei muito feliz de ter conhecido mais esse destino norte-americano.

Ahhh! Segue as dicas de compras: Eu estou longe de ser uma expert em compras e tenho horror a muambeiros, mas é difícil ir para os Estados Unidos e voltar de mãos vazias. Portanto segue algumas pequenas dicas a partir da minha experiência em Miami. 1) Diferente do que eu imaginava, o comércio de Miami não é tão diversificado como as pessoas comentam. Não encontrei várias das minhas encomendas e percebi que, o paraíso das compras nos Estados Unidos fica, sem dúvida, em Nova York e não em Miami. De qualquer forma, para comprar roupas e calçados, a melhor opção são as outlets. Acho que o Sawgrass Mills, mesmo sendo muito grande e confuso, é o local que oferece o maior número de lojas. 2) Caso vocês estejam procurando obras de Romero Britto (o maior embaixador de arte da Flórida), comprem suas peças na Little Havana Visitors Center Calle Ocho em Little Havana, pois é onde oferece o menor preço. Os locais mais caros são na galeria de arte localizada no Bayside e no Duty Free do Aeroporto de Miami. Tomem cuidado! 3) Não deixem de visitar as farmácias americanas, pois elas são completíssimas, parecem até um supermercado. Eu recomendo a CVS, pois ela é gigantesca e fica aberta 24 horas. 4) Sobre os cosméticos, minhas dicas são: Não vale a pena comprar cosméticos da M.A.C. nos Estados Unidos, pois os preços são basicamente os mesmos do Brasil e no nosso país ainda podemos parcelar as compras. Caso queiram comprar outros produtinhos, não os adquira na cidade, pois no Duty Free do Aeroporto de Miami você encontra todas as opções possíveis por um precinho mais camarada.

See you soon!

Como arrumar uma mala e se preparar para uma viagem

Eu sou uma pessoa que viaja muito, às vezes por lazer, mas principalmente devido ao trabalho. Portanto, acabei criando nesses últimos anos um esquema na hora de fazer a mala bem prático e fácil. É claro que não é um tipo de planejamento infalível (às vezes esqueço de levar um chinelo ou um pijama), mas de maneira geral, funciona muito bem.

Para as viagens semanais mais curtas, faço uma mala bem básica em 30 minutos, apenas pensando no necessário. Já para viagens mais elaboradas, começo a pensar na preparação da mala cerca de dois dias antes do passeio e elaboro uma listinha com tudo que eu preciso levar, como um check list. Parece complicado, mas não é. Neste caso, só uma questão de costume e um pouquinho de boa vontade.

Eu sou o tipo de pessoa que tem horror a exageros, o oposto daquela mulher que leva até a pia do banheiro quando viaja, e tenho fobia de carregar malas muito pesadas ou muitos volumes, então, no post de hoje vou mostrar como planejo uma mala e outros cuidados que tenho na hora de me preparar para um passeio.

A primeira coisa que eu faço antes de me preparar para uma viagem é verificar o Clima Tempo para ter uma ideia de como estará a temperatura no meu destino. Tento olhar a previsão  o mais próximo possível da viagem, pois as coisas mudam muito rápido. Mesmo assim, sempre fico de sobreaviso, pois as previsões também podem falhar.

Já ciente do tipo de clima que eu vou enfrentar, começo a preparar a mala. Para uma viagem de 7 dias em um destino no verão, eu levo o seguinte:

  • 7 TROCAS DE ROUPA. Eu planejo as trocas de roupa como algo completo; roupa, calçado, lingerie e acessórios. Ahhh! Mas eu não levo 7 pares de calçados diferentes, pois eles são geralmente pesados e tomam muito espaço na mala. Levo apenas uns 3 ou 4 pares e vou revezando conforme os dias. Como eu ando muito, é bom mudar o sapato diariamente para não machucar o pé. Também não levo 7 conjuntos de bijoux, pois infelizmente não sou Elizabeth Taylor. Levo dois ou três joguinhos básicos que combinem com tudo. Eu também faço combinações do tipo; uso uma mesma calça jeans com duas ou três blusas diferentes, pois assim a mala e os looks ficam mais práticos.
  •  2 TROCAS DE ROUPA DE EMERGÊNCIA. Sempre pode acontecer algum tipo de emergência, então é importante estar preparada. Essas roupas podem estar dispostas na mala de mão, caso tenham medo de algum extravio de bagagem.
  • 1 OU 2 TROCAS DE ROUPA PARA A NOITE. Eu não faço o perfil festeira, então as roupas para a night não chegam a ser uma prioridade na minha mala. No entanto, gosto de ter algumas combinações mais elegantes para um jantar especial, uma festa ou para um show.
  • 1 ROUPA DE BANHO. Eu não sou fã de praia e quando estou no litoral costumo dar um oi para o mar muito de longe, portanto passo batido nas roupas de banho. Porém, caso o hotel tenha piscina ou sauna, é bom ter um biquíni ou maiô disponível. Se vocês forem mais viciados em praia, dá para acrescentar uma ou duas peças a mais para ir revezando.
  • 1 PIJAMA COM 1 PAR DE CHINELOS. Procuro sempre os mais práticos e confortáveis. Para as pessoas que suam muito, talvez seja melhor acrescentar um segundo pijama.
  • 1 OU 2 OPÇÕES DE ROUPA COM MANGA COMPRIDA. Aqui eu estou planejando uma viagem de verão, então as blusas mais pesadas não são fundamentais. Contudo, mesmo em um destino de veraneio, à noite pode ter uma brisa mais fresca. Além disso, eu tenho uma teoria de que quanto mais quente for a cidade, mais frio é o ar condicionado dos seus espaços fechados. Desta forma, eu SEMPRE carrego xales de lã comigo. Pode ser coisa de vovó, mas são como Bombril, tem mil e uma utilidades. Também levo sempre uma blusa de lãzinha de manga comprida preta, pois combina com tudo.
  • 1 BOLSA EXTRA. Eu sempre carrego uma bolsa extra. Ela é boa para usar com as roupas para a noite, mudando o visual.
  • PRODUTOS DE BELEZA E DE HIGIENE PESSOAL. Esse é um tema polêmico para mim, pois se por um lado eu sou super econômica com as minhas roupas, eu abuso dos meus produtos. Eu costumo levar todos aqueles cremes e maquiagens que eu usaria em uma semana normal. Além disso, faço questão de levar em suas embalagens originais, pois esse negócio de ficar levando vários potinhos não faz o meu tipo. Antigamente eu tinha uma valise bem chique onde eu assentava todos esses produtos, mas não era muito prático despachá-la no check-in dos Aeroportos (lembrando que líquidos em embalagens grandes não podem fazer parte de bagagem de mão em voos internacionais). Sem contar que como ela é mais frágil, está mais propensa a furtos (arrombaram minha valise duas vezes em uma viagem para Cancún). Para resolver esse problema, comprei uma nécessaire super prática da Kippling que cabe tudo que eu preciso e um pouco mais. Ela é molinha  e pode ser colocada na própria mala.

No meu dia a dia, não uso secador de cabelo, chapinha ou baby liss (sortuda eu, não?!), mas caso seja algo indispensável para vocês, acho mais prudente levar seus próprios produtos na mala, pois secadores de hotéis são sempre ruins, até mesmo em resorts cinco estrelas.

Por mais que eu goste do meu travesseiro, também não costumo leva-lo nas minhas viagens, pois ele ocupa muito espaço. Caso vocês não vivam sem ele, ou queiram garantir uma noite bem dormida, podem leva-lo.

Se forem se hospedar em um hostel ou alugar uma casa, é importante levar um jogo de lençóis e toalhas. Como sempre fico em hotel, acabo passando batido por esse detalhe.

E é isso… A arrumação da minha mala segue um padrão bem simples. Os xales e roupas pesadas como calças e blusas de manga longa ficam em baixo de tudo e as roupas mais leves ficam em cima. Sobre as blusinhas, eu as dobro de um jeito como se fossem rolinhos (assim não amassam) e tento dispô-las de forma que preencham os buracos da mala. Já sobre as roupas de seda, eu as coloco de uma forma que as deixem o mais aberta possível. Por último, eu posiciono os sapatos (sempre em saquinhos especiais), a bolsa extra, a nécessaire e o porta lingerie. A arrumação fica basicamente assim…. Dá para ver que ainda sobrou um espacinho para trazer uma bugiganga básica de viagem.

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Coisas que não podemos deixar de levar em uma viagem

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Caso vocês estejam planejando uma viagem internacional, é imprescindível o uso o passaporte (a não ser que estejam visitando o Mercosul, mas ainda assim, me sinto mais segura com um passaporte em mãos). Assegurem-se que ele esteja válido (eu já enfrentei um mini perrengue por conta de um passaporte que iria vencer durante a viagem). Alguns países também exigem visto para entrada de turistas e certificado internacional de vacinação. Tenham o cuidado de verificar quais os documentos exigidos pelo destino e que eles estejam corretos e em dia.

Eu sempre imprimo os vouchers da viagem. Eu sei que não é ecologicamente correto imprimir tantos documentos, mas sou super neurótica com reservas e acho que ter o voucher em mãos é sempre mais seguro.

Não se esqueçam de levar dinheiro. Dinheiro em espécie é sempre bom, pois é aceito em qualquer lugar. Veja qual a moeda local e tente fazer o câmbio nesta mesma moeda para evitar gastos desnecessários. Eu sempre carrego meu dinheiro em uma pochete de pano como a da foto. Ela está sempre comigo. Eu sei que isso é coisa de velho, mas qualquer cuidado é pouco. Também não deixem de levar cartões. Eu gosto muito dos cartões de viagem (Travel Money), pois são pré-pagos, oferecem uma cotação levemente mais baixa que a do dinheiro vivo e te ajudam a controlar os gastos. Infelizmente nem todos os estabelecimentos os aceitam, mas são bem prático. Além disso, também levo cartões de crédito normais que servem para emergências.

 Coisas importantes, mas que sempre esquecemos de levar

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O guarda-chuva é meu companheiro em todos os momentos. Teve uma época da minha vida em que eu achei que usar guarda-chuva era pagar um mico danado e já tomei muita chuva no lombo por essa razão. Hoje uso ele a todo o momento, seja em um dia de sol de torrar os miolos ou uma chuva sem fim. Acho importante levar um guarda-chuva, pois nunca sabemos o que nos espera no destino e ficar comprando um em cada esquina é um saco! Esse meu é da Cath Kidston; comprei em uma viagem para Londres e é a melhor coisa do mundo. Mesmo que ele tenha custado meio carinho; é pequeno, fino e super resistente. Aguenta até chuva com muito vento.

Curativos são sempre importantes. Já comentei que ando muito durante minhas viagens, então estou sempre com os pés machucados. Eu procuro comprar curativos de todos os tamanhos para colocar onde eu preciso, mas o que eu mais gosto é esse Compeed, um silicone que você coloca no calcanhar. Essa é a melhor marca que eu já encontrei pelas minhas andanças e ele também tem modelos para colocar em outras partes do pé. É uma pena que ainda não o encontrei no Brasil.

É importante levar carregador de todos os seus apetrechos, seja celular, máquina fotográfica, computador etc. Em alguns países como Estados Unidos, Inglaterra e Emirados Árabes, eu levo até meu próprio adaptador de tomada, pois nem todos os hotéis oferecem esse serviço e me incomoda perder tempo procurando adaptador no comércio.

Remédio é um assunto importantíssimo. Levem todos os remédios de uso contínuo que vocês costumam tomar, pois normalmente eles não são vendidos sem prescrição médica em outros países. Além dos meus remédios usuais, também levo medicamentos para eventualidades como dor de cabeça e resfriado. É sempre bom estar prevenido! Ahhh! Caso queiram levar um remédio de tarja preta (não é o meu caso!), não se esqueçam de anexar a receita médica do medicamento, pois a Alfândega pode implicar com vocês por conta disso.

Por último, óculos. Básico para todas as ocasiões. Eu costumo levar dois óculos; um que eu uso com roupas mais casuais e outro para looks mais formais, mas eles são sempre necessários, principalmente para viagens de verão.

Por fim, quando estou no Aeroporto, faço questão de embalar minha mala com um filme de PVC. Por anos eu achei essas embalagens horrorosas, mas depois de ter a mala arrombada algumas vezes no Aeroporto de Guarulhos, e de escutar outras histórias semelhantes de colegas, agora sempre embalo minhas malas para inibir os furtos. Não tem coisa mais desagradável que chegar em casa e ver que pessoas mal intencionadas roubaram as coisas que você gosta tanto ou que comprou com tanto esforço. Na hora de embalar minha mala, eu sempre procuro a Protect Bag, uma empresa que tem filiais tanto no Aeroporto de Afonso Pena como no Aeroporto de Guarulhos, pois além deles serem rápidos e atenciosos, eles oferecem junto ao embalamento um seguro de assistência de viagem da ASSIST CARD.

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Eu sou tão cismada com a segurança da minha mala que quando não encontro empresas que embalam malas nos aeroportos, eu mesma faço o serviço. Só preciso de um tubo de filme PVC e uma fita adesiva. Olha o serviço da profissional?! rsrsrsrsrs

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Acho que é isso. Espero que eu tenha ajudado vocês a entender como eu arrumo minha mala e quais as coisas que vocês não devem esquecer no momento de pensar em uma mala. Quem sabe essas dicas ajudem vocês. Boa viagem!

Os números de 2014

Escrever meu blog e compartilhar minhas experiências de viagem estão entre os meus grandes prazeres, principalmente esse ano, já que tive a oportunidade de visitar tantos lugares fascinantes. Em 2014, passei por 12 diferentes países e inúmeros destinos. Os posts elaborados a partir destas viagens receberam 5.142 visitantes de 37 países diferentes, um número impressionante quando penso que é apenas um blog amador que começou sem nenhuma pretensão. Adoro receber comentários positivos e verificar que pessoas de países tão distantes como Rússia, Malta, ou até mesmo Turquia estão dando uma olhada no que eu estou fazendo.

Gostaria de agradecer a TODAS AS PESSOAS que se interessaram por algum dos posts, e espero que continuem acompanhando minha grande paixão. Ahhh! E logo, logo vem mais uma nova surpresa!

Entre o deserto e os sheiks – Aventuras em Dubai

Já comentei várias vezes aqui no blog que eu sou louca por viagens e tenho na minha cabeça um ranking de destinos que eu sonho conhecer. Dubai sempre esteve neste ranking. Acho fascinante pensar que uma região dominada por desertos conseguiu se destacar como um oásis para os amantes de compras e diversão. Mesmo que Dubai não seja um exemplo de turismo sustentável e autenticidade local, me fascina esse aspecto meio Disneylândia do destino.

Fui a Dubai para participar de uma conferência da minha área, o EuroCHRIE. Durante o evento, também apresentei um artigo científico sobre Turismo em Favelas no Brasil. Mas aproveitei minha estadia em Dubai para conhecer os atrativos locais e hoje conto sobre esta aventura. Vou especificar alguns dos atrativos que visitei e outros programas que realizei durante meu período na cidade.

Para aqueles que não sabem, Dubai é um dos sete emirados que compõem os Emirados Árabes Unidos (UAE). Localizado na costa do Golfo Pérsico, Dubai é o emirado mais populoso (2,2 milhões de habitantes) e a capital comercial da UAE.  A região se desenvolveu a partir do turismo, do comércio, da construção civil, mas também explora seu porto com localização estratégia, o petróleo e o gás natural. A língua oficial é o árabe, mas todos os moradores falam inglês.  Há também muitas pessoas falando híndi, devido ao grande número de indianos e paquistaneses que moram por lá. A moeda local é o Dirham e a cotação é de 1 Dólar = 3,65 Dirham/ 1 Euro = 4,5 Dirham (cotação de outubro de 2014). Ainda falando em câmbio, a cidade oferece várias casas de troca de dinheiro e os preços são tabelados, portanto, em qualquer estabelecimento a cotação é sempre a mesma, inclusive no Aeroporto. Ahhh! É cobrado uma taxa de US$ 2,00 por transação o que eu achei bem tranquilo!

Viajei para Dubai com a Qatar Airways saindo de São Paulo e com conexão em Doha. Não fiquei tão entusiasmada com a empresa, pois mesmo que as aeronaves fossem moderníssimas e o entretenimento completíssimo, achei o atendimento mais ou menos e as refeições foram as piores que eu já comi em uma companhia aérea. Ahhh! O Aeroporto de Doha é mara… O melhor aeroporto que eu já vi na vida! Eu odeio fazer conexões porque sempre acho uma perda de tempo, mas o Aeroporto de Doha era tão bacana que fiquei triste de permanecer lá por apenas 40 minutos.

Depois de quase 24 horas em trânsito, finalmente cheguei a Dubai. Peguei um táxi específico para o público feminino (achei bacanérrimo!) e cheguei ao meu hotel, o Ibis Hotel Mall of the Emirates. Escolher um hotel em Dubai é uma tarefa super fácil, pois a cidade conta com meios de hospedagem para todos os gostos e públicos. O problema é que as tarifas são astronômicas. Como ficaria uma semana no destino, preferi reservar um hotel prático e próximo à sede do evento. O Ibis é um hotel  novo e bem localizado, mas devo admitir que eu fiquei um pouco decepcionada com o empreendimento em si. Os colaboradores eram muito atenciosos (todos os hotéis que eu conheci durante a viagem tinham funcionários extremamente gentis), mas achei que os apartamentos precisavam de uma manutenção.

Deem uma olhada nas fotos do empreendimento. A primeira foto é do meu apartamento e a segunda é do espaço onde era servido o café da manhã.

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Dessa vez não vou especificar os dias de viagem, pois passei muito tempo no evento. Vou apenas destacar os atrativos que eu visitei durante minha estadia.

City tour por Dubai – Tirei meu primeiro dia para conhecer a cidade. Optei por pegar um desses ônibus turísticos e achei que foi a melhor opção, pois a cidade é muito espalhada e os atrativos estão localizados em diferentes regiões. Eu peguei o BigBus Tours. Ele custa AED 240 (US$ 65,75) e oferece dois roteiros. O primeiro roteiro é o azul no qual é possível conhecer o centro novo da cidade, o Burj Khalifa (o edifício mais alto do mundo), a praia de Jumeirah, além de passar em frente aos principais hotéis de Dubai como o Jumeirah Beach Hotel, o Atlantis The Palm e o Burj Al Arab. Deem uma olhada em algumas fotos do centro da cidade.

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Já o roteiro vermelho foca a região histórica de Dubai, passando pelo Dubai Museum (um museu super bacana localizado em um antigo forte do século XVIII que conta a história local), o Creek (um braço de mar que divide dois bairros históricos – o Bur Dubai e o Deira), a vila histórica e os souks (mercados típicos árabes). Infelizmente esta parte da cidade não é tão interessante como eu imaginei. Achei a vila histórica e os souks “um mico”. Estavam todos meio abandonados e me senti um pouco insegurança nesta região, mas vale a pena para aquele turista que quer conhecer uma área mais tradicional. No final, o passeio foi ótimo se não fosse o calor escaldante. Fazia 39o graus e um mormaço sufocante. Senti-me como se estivesse em Ciudad del Este – Paraguai em pleno verão. Abaixo eu coloquei algumas fotos tiradas no roteiro vermelho.

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Shoppings – A cidade é mundialmente conhecida pelo consumismo. É possível encontrar uma quantidade enorme de shoppings e shouks por todas as regiões. Dubai oferece opções infinitas para os turistas de compras, mas os preços não são tão atrativos como os blogs de turismo comentam. Mesmo que Dubai não cobre imposto pelos seus produtos, eles são mais caros que as mesmas opções na Europa e Estados Unidos. Eu fui para Dubai com uma listinha de coisas que eu planejava comprar, mas fiquei tão desanimada com os preços que acabei adquirindo só o essencial. Para aqueles interessados em umas comprinhas, eu recomendo o Mall of the Emirates e o Dubai Mall. O Dubai Mall é o maior shopping do mundo e você precisa de muitas horas para conhecê-lo por inteiro. O que eu achei mais interessante nos shoppings foi atentar que todas as vitrines das lojas dedicadas ao vestuário exibem pelo menos uma peça com brilho. Mesmo grifes que não são reconhecidas por seus bordados como Alexander McQueen ou Missoni conseguem expor muito “bling bling”. Isso me fez entender que as árabes são realmente loucas por peças de destaque. Já para as pessoas interessadas nos Souks, os tradicionais mercados árabes, eu recomendo o souk do Madinat Jumeirah e do próprio Dubai Mall. Eles não são históricos e tem um quê de parque temático, mas oferecem um ambiente climatizado, super agradável e possuem ótimas opções de compras.  Segue abaixo uma foto do interior do Mall of the Emirates e do Souk Madinat Jumeirah. Quando estiverem nos souks, não deixem de negociar o preço dos produtos!

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Hotéis – Como uma pessoa apaixonada por hotéis e professora de hotelaria, eu não poderia deixar de conhecer os mais importantes meios de hospedagem de Dubai. Tive o prazer de fazer visitas técnicas no Atlantis The Palm, no Burj Al Arab e no Complexo do Madinat Jumeirah. Os dois primeiros hotéis são os empreendimentos mais icônicos de Dubai e são o que chamamos de “over the top”. Oferecem um ambiente quase que temático (o primeiro inspirado na cidade perdida de Atlantis e o segundo com fortes traços árabes) e serviços que os colocam entre os melhores hotéis do mundo. Para ter uma ideia da estrutura destes empreendimentos, o Atlantis possui 22 restaurantes, praia privativa, aquário, parque aquático e nada menos que 7 funcionários por hóspede. Já o Burj Al Arab é considerado o único 7 estrelas do mundo (claro que o profissional de turismo sabe que um hotel sete estrelas não existe, é apenas uma jogada de marketing), também oferece 7 funcionários por hóspede e só a suíte presidencial possui dois mordomos particulares. Além disso, é possível usufruir de toda a estrutura de lazer disponibilizada pela Jumeirah Hotels com restaurantes, academias, casas noturnas, parque aquático, praia privativa, entre outros. Foi ótimo ter conhecido esses dois empreendimentos, mas devo admitir que o Madinat Jumeirah foi o lugar que mais me surpreendeu. Além de oferecer quatro diferentes hotéis de luxo, o complexo possui uma vibe extremamente romântica e um ambiente de mil e uma noites. Lindo! Uma pena esses hotéis serem tão caros… A tarifa custa a partir de EUR 400.00. Fica a dica para os mais abonados! Segue abaixo fotos das fachadas do Atlantis the Palm, do Burj Al Arab e do porto do Madinat Jumeirah.

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Programas imperdíveis – Dubai tem muitas opções de lazer… Parques aquáticos, aquários, pista de gelo, safáris no deserto, etc. Da experiência que eu tive na cidade, recomendo: 1) Dar uma passada na praia de Dubai. Aconselho ficar na Jumeirah Beach. Areias brancas, água de um lindo tom azul e bem quente são constantes por lá. E eles oferecem dias e horas específicas para mulheres e crianças. 2) Não deixem de andar de metrô. Além de ser um meio de transporte barato, Dubai oferece o metrô mais bacana e limpo que eu já vi na vida. Os táxis também são baratos, mas o metrô é sempre mais interativo. 3) Vejam a dança das águas no Burj Khalifa. O edifício oferece todos os dias às 18h um show conhecido como a dança das águas. Eu não sou muito fã desse tipo de espetáculo, pois acho meio brega, mas gostei muito. As águas dançam ao som de músicas árabes! Bacana! Disponibilizei abaixo uma foto do metrô e do show das águas em frente ao Burj Khalifa.

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Gastronomia – Não vou dar nenhuma dica específica de lugar como costumo fazer, mas gostaria de alertá-los que Dubai oferece várias opções gastronômicas. Gastronomia libanesa, persa e indiana são as mais populares no destino, mas é possível encontrar um pouco de tudo. Adorei os restaurantes libaneses e os fast foods indianos. Também encontrei algumas franquias inglesas, francesas e italianas. Ahhh! Encontrei até o Eataly, aquele restaurante/delicatessen/empório italiano super famoso de Nova York. Para quem tem interesse em saber, os preços são os mesmos encontrados na Europa.

E essa foi minha viagem ao mundo árabe. Dubai me conquistou demais! Poucas vezes na minha vida vi um lugar tão limpo e tão organizado. Achei as mulheres árabes muito bonitas e extremamente chiques. Gostei de ver a convivência harmônica entre árabes, indianos, orientais e outros turistas. É claro que não sou uma pessoa alienada. Tenho consciência de que a cidade não é perfeita. Sei dos problemas que Dubai enfrenta com as condições de miséria dos imigrantes na construção civil e que o consumo desenfreado e a expansão comercial têm causado problemas ambientais que já podem ser sinalizados hoje. Mas independente dos problemas, vi um território que venceu as adversidades naturais e geopolíticas e se transformou em um dos países mais fascinantes do planeta. Fiquei tão empolgada com a viagem que me interessei em conhecer outros territórios árabes como o Catar e o Barein. Vamos ver…

Minha única dica é… Visite Dubai no período do outono ou do inverno, pois o calor é enorme, e às vezes, desanimador. Mesmo que o ar condicionado role solto por toda a cidade, é sempre mais agradável ir a praia ou caminhar pelo centro histórico com uma temperatura menos escaldante.

Para fechar meu post com um pouco de graça e homenagear as mulheres árabes, postei uma foto minha com um lenço improvisado. No calor do deserto, é a única forma de encarar o sol.

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 Até a próxima!