Aventuras pela Europa – Capítulo 2 – Königswinter

Final de semana por aqui! Ontem fui a Bonn. Peguei um U Bahn (metrô interurbano) sozinha (tô ficando super esperta!), mas não vou escrever sobre a cidade neste post, pois quero ter mais material para contar por aqui. Hoje vou escrever sobre Königswinter, uma cidade turística às margens do Rio Reno e ao lado de Bad Honnef que tive a oportunidade de conhecer neste Domingo. A cidade é conhecida pelo Castelo de Drachenburg (Schloss Drachenburg), considerado um dos castelos mais bonitos da Alemanha (achei um exagero esse título, mas tudo bem!). A cidade é uma fofura! Além das lindas mansões às margens do Rio Reno, também possui construções pitorescas nas ruas paralelas à Hauptstraße (dê uma olhada nas fotos abaixo).

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Eu cheguei em algum dia especial. Não me perguntem bem o por que, mas havia um desfile na Hauptstraße muito similar aos nossos desfiles cívicos, se não fosse pela distribuição gratuita de vinhos, maçãs, uvas, pães e haribos (por que ninguém vive sem haribo!). Eu estava doidinha para ganhar um copinho de vinho, mas só me deram pães e uvas (acho que deve ter sido alguma indireta dizendo que eu preciso engordar!). Deem uma olhada…

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Depois do desfile, fui conhecer o Castelo de Drachenburg. O atrativo é um palácio privado idealizado pelo Barão Stephan von Sarter, um banqueiro e especulador da bolsa do século XIX. Foi construído em apenas dois anos, mas o Barão nunca chegou a morar no local. De lá para cá, o castelo passou por muitos donos e serviu para diferentes fins, chegando a ser uma escola do regime nazista, mas hoje é controlado por uma fundação. Além de Drachenburg, outro atrativo da cidade são as ruínas de um castelo construído na Idade Média pelo Arcebispo de Colônia chamado Drachenfels (na verdade acho que Drachenfels é o nome do morro onde ele está localizado). Para chegar aos dois atrativos o turista tem duas opções. A primeira é a pé, percorrendo um trilha íngreme (e bota íngreme nisso!) de 45 minutos até o Castelo. Eu cheguei a dar uma olhada no começo da trilha, mas fala sério, desisti na mesma hora. O duro foi ver que havia muitas pessoas fazendo o caminho, inclusive crianças pequenas. A segunda opção é tomar um bonde elétrico. Custa 10 euros o trajeto de ida e volta e dá direito a duas paradas, uma no próprio castelo e outra nas ruínas.

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Voltando ao centro da cidade, havia na Rathausplatz (a praça em frente à Prefeitura) uma orquestra super bacana. O lugar estava lotado! Tinha até umas senhoras mais saidinhas dentro da fonte da praça. Fiquei lá por um tempo curtindo a música antes de pegar o trem de volta à Bad Honnef. Foi um ótimo passeio! Recomendadíssimo! Caso vocês tenham interesse em conhecer Königswinter, é fácil! Em Bonn pegue o U Bahn , linha 66, na Hauptbahnhof (Estação Central de Trens) em direção à Bad Honnef e parem na estação Königwinter fäher. O trajeto dura no máximo 25 minutos. Caso estejam em Bad Honnef, é só fazer o contrário.  Tschüss!

Aventuras pela Europa – Capítulo 1 – Bad Honnef

Hoje começo a postar um jornal sobre as viagens que farei no período de um ano. Se preparem, pois vou escrever muita coisa neste tempo! Para aqueles que ainda não sabem, sou estudante do 3o. ano de um Doutorado em Administração em Curitiba, Paraná, e esse ano fui agraciada pela CAPES, coordenação ligada ao Ministério da Educação que gere a pós-graduação no Brasil, com uma bolsa de estudos de 1 ano na International University of Applied Sciences Bad Honnef-Bonn (IUBH), uma instituição privada alemã de abrangência internacional destinada à cursos voltados ao setor  turístico como gestão de turismo, eventos, hotelaria, gastronomia e aviação. Neste período, pretendo me dedicar à minha tese de Doutorado e a outros projetos voltados à minha área de estudo. Já nos finais de semana, como ninguém é de ferro, minha dedicação será às viagens pela Europa.  Minha jornada europeia se iniciou em Bad Honnef, pequena cidade às margens do Rio Reno (Rein) na qual irei permanecer durante este período.  O trajeto até lá começou em Curitiba onde peguei um avião a São Paulo. Após uma espera de quase 7 horas, tomei outro voo para a Europa pela KLM. Chegando à Amsterdã, enfrentei mais uma coneccão longa de 5 horas até Colônia (Köln/Bonn Airport). Ainda não tive a oportunidade de conhecer Amsterdã, possivelmente será um dos meus primeiros destinos desta viagem, mas o que eu fiquei mais impressionada nesta conecção específica foi que andando pelo aeroporto, a primeira música que eu escuto em toda a viagem foi “Gustavo Lima e você, tchê, tchererê, tchê, tchê…”. Não estava preparada psicologicamente para isso, então, sem querer, cai na gargalhada no meio do Free Shop. Depois de 25 horas de viagem, finalmente cheguei ao Aeroporto de Colônia. Lá, os professores Philip Sloan e William Legrand, meus anfitriões na Universidade, já estavam me aguardando. Jantei com os professores em Bonn, cidade próxima à Bad Honnef que comentarei em breve, e passei a noite arrumando meu novo quarto nos apartamentos da IUBH.  Eu optei pelo aluguel de um apartamento dentro da própria Universidade, pois achei que simplificaria minha vida por estar próximo de tudo. É um apartamento simples, com dois quartos que divido com uma simpática estudante da Ucrânia. O meu edifício situa-se ao lado da Biblioteca, mas minha sacada (É… Eu tenho uma sacada!) está de frente a uma das cafeterias da Universidade. Deem uma olhada no meu edifício na foto abaixo. Eu moro no segundo andar. Meu quarto é o da última sacada.

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O único problema é que minha cortina (cortesia da IUBH) é muito fina e a janela é gigantesca. Estou me sentindo meio que em um Big Brother e não tenho dúvidas que, qualquer dia, por algum descuido, vou oferecer sem querer um show de striptease para os pobres estudantes.

 

Meu segundo dia em Bad Honnef foi tranquilo. Hoje é 03 de outubro, Dia da Unificação da Alemanha, quer dizer, feriado nacional. Acordei no meio da manhã, me arrumei e fui explorar a cidade. Andei por todo o centro (que não é tão grande assim), pela Estação Ferroviária (Um Horror! Fiquei bem assustada com o lugar!) e até pelo Rio Reno, o principal atrativo da região.  A cidade estava cheia de turistas. Alguns deles eram peregrinos, deviam estar explorando as localidades no entorno do Rio, outros estavam andando pelas ruas com seus carros conversíveis (em um frio desgraçado) como se estivessem na Riviera Francesa em pleno verão europeu. Bad Honnef tem apenas 25 mil habitantes e é conhecida por suas águas minerais. Tem carinha de cidade do interior! É extremamente bem cuidada e charmosa, ainda mais agora com as folhas caídas no chão, paisagem típica do outono no hemisfério norte. É cheia de casas em enxaimel, construídas ainda nos séculos XVI e XVII e incrivelmente conservadas. Deem uma olhada na foto abaixo tirada do centro da cidade.

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Também possui lindos casarões das décadas de 20 e 30 do século passado (foto abaixo), localizadas em sua maioria próximas à Hauptstraße.

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Tem poucos atrativos turísticos, mas é calma, relaxante e possui uma grande diversidade de cafés, sorveterias, casas de presentes e lojas de antiguidade. É diferente do que eu esperava, mas um destino que vale a pena conhecer, principalmente para alguém que procura um lugar bucólico para relaxar! Ahhh! Já levei  uma cantada de um alemão no meio da rua. Ele me deu até os contatos dele. Sou rápida, não?! Quem me dera! Por enquanto, o  único aspecto negativo da cidade foi verificar que, mesmo possuindo uma universidade internacional e sendo um destino turístico, poucas pessoas no comércio falam inglês. Além disso, os moradores locais têm receio de falar contigo em outra língua. Estou vendo que a bonitona aqui terá que prender Deutsch rapidinho.

Lembrancinhas de viagem!

Eu já queria ter escrito sobre isso há algum tempo, mas a preguiça era maior que a vontade! Rsrsrs. Básico em qualquer viagem é a compra de souvenirs, lembranças que representam de alguma forma o lugar que você está visitando. Eu, como uma pessoa apaixonada por viagens, sou meio aficionada por essas lembrancinhas, mas percebi nos últimos tempos que a brincadeira pode ser mais perigosa do que a gente imagina. Chega uma hora que não há mais onde guardar tantas coisas! Além disso, elas são um convite para a poeira, e consequentemente para a rinite alérgica… Enfim, minha compulsão pelos souvenirs começou com os cartões postais. Cada cidade que eu visitava, fazia questão de trazer pelo menos um cartão. Mas percebi que os cartões ficavam guardadinhos e que no final das contas, não cumpriam sua missão, fazer com que eu me lembrasse constantemente do destino visitado. Ainda tenho todos os cartões guardados e penso em reuni-los em um quadro e deixar exposto em algum lugar. Mas ainda é só um plano, vamos ver se vai dar certo! Depois comecei a colecionar canecas (vejam abaixo parte da minha coleção), VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100mas percebi que estavam lotando meus armários e que no meu dia-a-dia, eu usava apenas algumas delas. Depois, comecei a colecionar ímãs de geladeira. Eles são o meu xodó!  Acho que além de serem super baratos, são fáceis de carregar e ficam à mostra o tempo inteiro, então me lembram constantemente dos lugares eu mais gosto. Mas o melhor de tudo é que alegra minha cozinha de uma maneira leve e divertida (dê uma olhada à sua esquerda). VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100Também coleciono alguns pequenos mimos como ursos de hotéis, e outros objetos simbólicos, mas muitos deles acabaram se tornando material de trabalho, pois gosto de ilustrar em sala de aula algum empreendimento turístico a partir destes itens (na última foto é possível ver algumas das lembrancinhas que comprei durante minhas viagens e que uso como material de ensino. Se quiser ver a foto em tamanho natural é só clicar nela). Conheço pessoas que colecionam lápis, canetas, livros, pratos, camisetas, quadros, enfim, tem louco para tudo no mundo. E o mercado de souvenirs é camarada com todos. Eu quis escrever este post, pois acho que estas lembrancinhas são parte importante da viagem. Além de serem super democráticas, é como se você estivesse levando um pedaço do destino contigo. Mas cuidado para que o tiro não saia pela culatra. 1)  Não compre coisas muito grandes que você não irá usar depois como  um “sombrero” do México, ou um berimbau da Bahia. 2) Não traga produtos proibidos por lei como animais, plantas, e outros bens que não sejam industrializados. Em ambos os casos, você terá problemas. Na primeira situação, o problema estará em casa, pois não terá onde guardar tanta tranqueira. Já no segundo, o problema estará na Alfândega ou na Vigilância Sanitária, pois não permitirão que você entre no país com tal objeto.  Imagina o mico!!!! Então, a partir de tudo isso, só posso recomendar que aproveite a viagem e que traga muitas lembranças! Ahhh… E se quiser trazer alguma coisa para mim (super abusadinha!), eu agradeço.

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Ps: Dando uma complementada no meu post, segue abaixo as lembrancinhas que eu adquiri na minha última temporada europeia (2014/2015). Durante este período visitei 9 países e muitas, mas muitas cidades. Deem uma olhada nos imãs de geladeira… Será que eu gosto das guitarras da Hard Rock Café?! Ahhh, esqueci de acrescentar minhas novas canecas nestas fotos, mas quem sabe não coloque em um próximo post.

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Eu tô em Sergipe, meu nêgo!

Ainda com o objetivo de explorar a América, dessa vez resolvi ficar no Brasil e visitar o único estado do Nordeste que eu ainda não conhecia, o Sergipe. Sergipe é o menor estado brasileiro em extensão territorial; possui apenas 75 municípios e menos de dois milhões de habitantes. Faz fronteira ao sul com a Bahia, e ao norte com Alagoas. Fez parte do território baiano até 1820, e hoje como estado independente, explora diferentes atividades econômicas, entre elas o petróleo.

1º Dia – Aracaju


Nosso voo saiu de Curitiba no começo da manhã. Fizemos escala em Campinas e conexão no Rio de Janeiro. E do Rio tomamos outro voo até Aracaju. Gostaria de fazer uma ressalva especial para minha breve visita ao Aeroporto Antônio Carlos Jobim, ou Aeroporto Internacional do Galeão. O que é aquilo? Fiquei assustada com a desorganização e a quantidade de turistas, muitos deles perdidos, e outros desesperados. Estava pior que uma Estação Rodoviária em véspera de feriado! Sem contar os inúmeros atrasos e os voos cancelados. Se vocês acham que o Aeroporto de Guarulhos está cada dia pior, não passem pelo Rio de Janeiro. Cheguei a Aracaju no começo da tarde e nosso receptivo já estava nos aguardando. O Aeroporto da capital é pequeno, mas bem dimensionado, e suficiente para a demanda existente. Ficamos hospedados no Hotel Real Classic, um meio de hospedagem autodenominado luxo (na verdade é só um bom 3 estrelas), localizado na Praia de Atalaia. Atalaia é a região da capital sergipana com a maior infraestrutura turística. Possui vários meios de hospedagem, empreendimentos gastronômicos, operadoras turísticas, entre outros. E a orla da Praia é um capítulo à parte.

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Acho que é a orla mais estruturada de todo o Nordeste. Ela é muito bonita, bem cuidada, e oferece várias atividades recreativas. À noite fomos a pé até a Passarela do Caranguejo. A Passarela é um rua em Atalaia onde é possível encontrar vários estabelecimentos dedicados à cozinha nordestina. Lendo os sites e blogs de turismo, imaginei que esta rua fosse o máximo, mas não é! É uma rua qualquer com restaurantes em apenas uma das vias, algo bem amador. Jantamos no Cariri, um restaurante quase que temático da cultura nordestina e famoso por sua casa de forró. Deem uma olhada na foto abaixo!

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O lugar é simpático, sempre cheio, a comida é muito boa, mas os preços são meio salgados. De qualquer forma, é um local que vale a pena conhecer. Ainda visitamos algumas feirinhas de artesanato, e assim finalizamos nosso primeiro dia em Aracaju.

 2º Dia – Aracaju


 Acordamos cedo, pois tínhamos um city tour marcado às 09h15 pela cidade. Aracaju foi fundada em 1855 entre os Rios Poxim e Sergipe. Possui 580 mil habitantes e foi a segunda capital do estado, pois a princípio a cidade de São Cristovão exibia este título. Foi também a segunda capital planejada do Brasil, onde parte do centro da cidade tem a forma de um tabuleiro de xadrez. É a capital nordestina com menor desigualdade social (fato comprovado no dia a dia. Você não vê miséria em nenhum lugar da capital e não vê pedintes pela rua). O passeio começou em Atalaia onde tomamos a Avenida Beira Mar. A Avenida Beira Mar talvez seja a única avenida do mundo que não beira o mar. Ela beira um mangue que faz parte do Rio Poxim. A Avenida é uma graça, muito bonita e organizada. Nela podemos ver edifícios modernos e luxuosos dos bairros mais privilegiados da cidade; Jardins e 13 de Julho. Chegando ao centro da cidade, passamos pela Ponte do Imperador, um ancoradouro construído em 1859 para receber a visita de Dom Pedro II; e a Praça Fausto Cardoso, onde fica o antigo Palácio do Governo e outros edifícios públicos (dê uma olhada abaixo).

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Nossa primeira parada foi no Mercado Municipal. Na verdade não é um mercado, e sim três. Eles vendem um pouco de tudo; artesanato, frutas, pescados, flores, e até animais. É um lugar interessante para conhecer parte da cultura nordestina. De lá fomos a Colina de Santo Antônio (olhe a foto abaixo), local mais elevado e de onde a cidade surgiu.VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100 Visitamos ainda o Parque Teófilo Dantas onde fica a Catedral Metropolitana e o Centro de Turismo. Este último está localizado em um lindo prédio neoclássico do começo do século XX que abrigou a Escola Normal da cidade, e hoje está dedicado à venda de artesanato sergipano (olhe a fotinha à direita). VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100Um lugar imperdível para quem tem interesse em comprar bordados! Fechamos o passeio conhecendo a Praia de Aruana, no extremo sul da cidade. Almoçamos na República dos Camarões, um restaurante na Orla de Atalaia. Terminamos o dia no Shopping Jardins. Para quem tem interesse em visitar o shopping, o empreendimento oferece gratuitamente uma van que passa pelos principais hotéis de Atalaia. Vale a dica!

 3º Dia – São Cristovão/ Laranjeiras

A primeira vez que me interessei pelo Sergipe foi em 2009 quando organizei uma palestra com o Secretário de Turismo do estado. Em uma conversa informal, ele tentou vender o peixe dele e me explicou brevemente os atrativos imperdíveis do estado, me instigando a conhecer o destino.  Lembro-me dele ter citado duas cidades em especial, São Cristovão e Laranjeiras. A primeira era considerada uma das cidades mais antigas do país, e havia sido capital do estado. A segunda, também tinha grande importância histórica, mas era conhecida por ser um dos berços da cultura negra no Brasil. Portanto, quando cheguei a Aracaju, sabia que um dos passeios que eu teria que fazer era para esses dois destinos. Comprei o passeio como opcional, e paguei R$ 110,00 com o almoço (acho que é um preço quase que padrão para todas as empresas de receptivo de Aracaju). Saímos às 08h30 do meu hotel em direção a São Cristovão. A cidade foi fundada em 1590, e é considerada a quarta mais antiga do país. Foi capital de Sergipe até 1855, mas é importante politicamente já que a Universidade Federal – UFS e o Instituto Federal – IFS estão localizados no município. Está situada a pouco mais de 30 quilômetros de Aracaju, e seu principal atrativo é a Praça São Francisco, monumento tombado pela UNESCO. A cidade é pequena, e um pouco sem graça para quem conhece outras cidades históricas brasileiras, mas a praça é realmente linda (dê uma olhada na foto abaixo).

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Visitei o Museu Histórico do Sergipe (muito fraquinho), a antiga Igreja e Santa Casa de Misericórdia (que de acordo com meu guia será transformada em uma pousada histórica), A Igreja Matriz Nossa Senhora da Vitória, Igreja e Convento do Carmo, e Igreja Nossa Senhora dos Homens Pardos. Mas o maior achado da cidade foram os doces da Casa da Queijada. Localizada na Praça da Matriz, esta loja é famosa pela qualidade dos doces. A Queijadinha e a Cocada de Forno são uma coisa de louco!!! Se visitarem a cidade, não deixem de comprar MUITOS DOCES. De lá fomos para Laranjeiras. A cidade está localizada a 19 quilômetros de Aracaju, e por uma manobra política, quase se transformou em capital do estado. Instituída como cidade em 1848, Laranjeiras é conhecida como a capital brasileira da cultura popular. Chegamos no meio do 38º Encontro Cultural, evento anual que celebra a cultura brasileira. Tive tempo de assistir uma das muitas apresentações. O festival estava vazio, possivelmente pelo horário que chegamos, mas era lindo ver os vários grupos folclóricos devidamente vestidos e prontos para se apresentarem (olha que graça os meninos abaixo!).  

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Visitei a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, a região do Mercado Municipal, Igreja da Nossa Senhora da Conceição dos Homens Pardos, etc. A cidade ainda conta com um Museu de Arte Sacra e o Museu Afro-Brasileiro de Sergipe, mas não tive interesse em conhecer. De qualquer forma, fica a dica! Laranjeiras tem um patrimônio histórico relevante, mas achei que ele é mal explorado. Muitas edificações precisam de restauração, falta sinalização turística, estabelecimentos gastronômicos típicos e específicos para o turismo, enfim, falta eles entenderem que podem ganhar dinheiro com o potencial que têm. Almoçamos já no meio da tarde em Aracaju no Restaurante Carne de Sol do Ramiro, um estabelecimento localizado na Avenida Beira Mar e que é especializado em comida nordestina. Bom! Ainda fomos conhecer o Shopping Riomar. Achei meio fraquinho para uma capital, mas é em minha opinião o melhor da cidade.

4º Dia – Aracaju

Hoje foi um dia super relax. Acordei mais tarde e não fiz nada pela manhã. Neste período meu pai foi conhecer o Oceanário de Aracaju. Mantido pelo Projeto Tamar, o Oceanário é um centro de visitantes com aquários de peixes, tubarões, entre outros. Custa R$ 12,00, mas tomem cuidado! Meu pais achou o lugar muito fraco! Eu conheci apenas a lojinha do local, e posso dizer que ela é mara! Voltei cheia de comprinhas.  À tarde apenas aproveitei a Orla de Atalaia. À noite jantei em um restaurante chamado Maria Flôr. Também localizado na Orla, esse restaurante tem uma atmosfera bem descontraída, e muito brasileira. Oferece uma variedade de opções, desde a alta gastronomia, até pratos como tapioca e pizza. Eu pedi um risoto de lagosta (R$ 48,00). Meu prato não estava assim tão bom, mas estou recomendando o lugar, pois é um restaurante que vale a pena conhecer.

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5º Dia – Cânion do Xingó

Hoje acordamos muito cedo, pois às 06h30 sairíamos para um passeio ao Cânion do Xingó. Situado no município de Canindé de São Francisco, a 213 quilômetros de Aracaju, e fronteira com o estado de Alagoas, o cânion faz parte de um vale com 65 quilômetros de extensão e 130 metros de profundidade. Está localizado no lago do Rio São Francisco, formado artificialmente devido à Hidrelétrica do Xingó. Comprei meu passeio na Nozestur, talvez a maior e melhor operadora turística da capital sergipana. Paguei R$ 117,00 por pessoa e o passeio incluía os trechos de ônibus e barco. Nosso passeio começou com um trajeto de ônibus até Canindé de São Francisco. São cerca de 3 horas de viagem. Chegamos a um atracadouro e tomamos o barco que nos levaria ao Cânion. O barco é uma história a parte! Ele possui um guia divertidíssimo que explica o percurso, e vende produtos do Xingó como fotos, música, e cachaça. O barco percorre por uma hora o Rio São Francisco e ao contrário do que eu imaginava, o Rio é lindo!!! As águas de tom verde escuro se misturam à vegetação do semiárido e formam uma deslumbrante paisagem. Quando chegamos ao Cânion, a paisagem fica ainda mais bonita. Mas o ponto forte é a parada para o banho. O local escolhido é uma fenda no meio das rochas onde o verde das águas se mistura ao alaranjado dos paredões (dê uma olhada na foto ao lado). Lá é possível fazer por apenas R$ 5,00  um passeio de barco por dentro dos paredões, ou gratuitamente nadar nas águas do Rio São Francisco. Fiz os dois!

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Passamos uma hora no local. Voltamos ao barco, e às 14h30 já estávamos de volta para o almoço. Nosso almoço foi no Restaurante Karranca´s. É a única opção existente. Você pode escolher o Buffet (R$ 30,00), ou A La Carte. Como tínhamos um tempo curto para almoçar, nossa guia recomendou que escolhêssemos o Buffet. Não posso dizer que era maravilhoso, mas também não era ruim. Tinha muitas opções de pratos, e era bem limpinho. Ahhh! Deixa eu contar algo ligado à cultura inútil. Passando a fronteira com Alagoas, a primeira cidade alagoana se chama Piranhas. Além de ser uma cidade turística devido ao seu patrimônio histórico,  é conhecida também por ser a cidade onde as cabeças de Lampião e de seu bando ficaram expostas após suas mortes.  No meio da tarde voltamos para Aracaju. Chegamos às 19h30 no hotel. Estávamos quebrados. Mas valeu a pena! O melhor passeio até o momento!

6º Dia – Aracaju

Como o dia anterior havia sido muito cansativo, optamos por um passeio mais tranquilo. Pela manhã voltamos ao Mercado Municipal, pois queríamos comprar mais queijadinha e cocada de forno. Fomos de ônibus circular, então imagina a aventura?! Infelizmente não encontramos nenhuma tão gostosa como a de São Cristovão. 😦 Além disso, fizemos questão de passar pelos boxes que ofereciam frutas, pois queríamos ver se encontrávamos coisas exóticas. Mas não havia nada de muito diferente, a não ser saputi (éca!). Espantou-me quase não ver caju. E os poucos oferecidos eram muito pequenos e estavam machucadinhos. As goiabas e as bananas também não eram lá grande coisa. Após nossa visita ao Mercado, voltamos ao Centro de Turismo, pois tínhamos interesse nos bordados. Almoçamos pelo local. À tarde fui ao cinema.

7º Dia – Mangue Seco

Hoje acordamos novamente cedo, pois 08h iríamos para Mangue Seco. Localizado no município de Jandaíra, BA, faz fronteira com o estado do Sergipe e está a 79 quilômetros de Aracaju. Também comprei meu passeio com a Nozestur. Paguei R$ 81,00 por pessoa e o passeio incluía os trechos de ônibus e barco. Nosso tour começou com um trajeto de 1h15 até o atracadouro de barcos em Pontal, ainda no estado do Sergipe. De lá pegamos um barco que atravessaria o Rio Real. O passeio dura em torno de 45 minutos, e o melhor de tudo foi a seleção de músicas de Luiz Caldas. Escutamos Tieta, Haja Amor, Fricote, entre outras raridades. Era para entrar no clima! Vale destacar que em poucos dias este trajeto de barco será feito por uma ponte (ela já está pronta, só esperando a inauguração). Chegamos a Mangue Seco e pegamos um bugue (os nativos chamam de Bugre. Rsrsrsrs!). Ele é a única opção viável para chegar à praia. Custa R$ 80,00 (para quatro pessoas), e percorre parte das dunas de Mangue Seco. O trajeto é lindo, lindo, lindo!!!!

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Tava me sentindo a própria Tieta. Chegando à praia, um grupo de crianças ofereceu cocada caseira, castanha de caju, e outras guloseimas nordestinas. Não seria nada estranho se elas não oferecessem todas essas opções com uma musiquinha divertida criada por elas. “Olha a cocada, bonita, cheirosa, gostosa, quem come uma não pára mais… um por três, dois por cinco, quatro por dez, oito por vinte…”. Não tinha uma pessoa que não ria ao escutar a música, e muita gente era motivada a comprar os produtos só por causa dela. A praia é cercada de restaurantes rústicos à beira mar. Estes estabelecimentos ofereciam banheiros limpos, opções gastronômicas, e até redes para descanso (nada mais baiano!). Passamos o dia todo em um deles. Almoçamos uma moqueca de peixe. O que era aquilo?! Muito bom! A praia é agradável. Ela é muito extensa e a água possui a temperatura perfeita (não que eu tenha entrado no mar. Vocês já sabem que é contra minha religião). No final da tarde, nosso bugue nos buscou e levou novamente para ao ponto de encontro onde tomaríamos o barco de volta. Chegamos ao hotel às 17h30. Esse foi outro passeio que valeu muito a pena! Mangue Seco é lindo demais! Recomendadíssimo! À noite comemos novamente na República dos Camarões, e fomos à inauguração da Feira do Sergipe, uma das mais tradicionais feiras de verão da capital. A feira é bem grande e oferece um artesanato mais elaborado. O mais legal da feira foi ver uma Orquestra de Sanfona, e Grupos de Dança Junina.

8º Dia – Aracaju

Hoje é nosso último dia, mas queríamos aproveitar cada minutinho que restava. Pela manhã, fizemos uma visita ao Palácio Olímpio Campos. Construído entre 1860 e 1863, o prédio foi sede do governo de Sergipe, e hoje abriga um museu que conta um pouco da história política do estado. Ele exibe ainda os cômodos usados pelos diversos governadores nestes últimos 150 anos. VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100O governador atual mora em sua residência pessoal, mas ainda recebe os chefes de Estado no Palácio. O lugar é muito bonito, extremamente bem conservado, e os guias são ótimos (dê uma olhada na foto ao lado). Vale dar uma passadinha! Minha segunda visita foi no Museu da Gente Sergipana. Inaugurado em 2011, o museu é patrocinado pelo Banese (Banco do estado) e está localizado em um lindo prédio de 1926 que abrigou o tradicional Colégio Atheneu Dom Pedro II. Tendo como curador a mesma pessoa que também coordena o Museu da Língua Portuguesa e o Museu do Futebol, em São Paulo, este museu interativo mostra o patrimônio imaterial do povo nordestino. Ele é muito diferente do que eu esperava; surpreende o visitante a cada instante, e é bem legal!

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A lojinha do Museu também é mara, vale a pena uma visita! O melhor de tudo é que os dois museus foram na “faixa” (adoro quando encontro museus gratuitos). Almoçamos no hotel e à tarde nosso transfer já estava nos aguardando para o retorno à Curitiba. Cheguei em casa quase meia noite.

Sergipe foi uma surpresa! Se por um lado a cidade de Aracaju não tem as lindas praias de Maceió, ou a infraestrutura de Fortaleza, ela ganha nos quesitos qualidade de vida, tranquilidade e segurança. O povo é o mais bonito do Nordeste (na minha humilde opinião), simpático, e muito alegre. A comida é muito boa, mas não tão barata como os sites e blogs de turismo dizem ser. Comi tudo que eu tinha direito… e o que eu não tinha também. Ataquei algumas moquecas de peixe, de camarão, carne de sol, baião de dois, feijão tropeiro (diferente do prato oferecido no Sul), lagosta, manteiga de garrafa (originário da Paraíba, mas popular por aqui), etc. Além disso, ainda experimentei frutas exóticas como jamelão, mangaba, umbu, cajá e saputi. Mas o que mais me chamou a atenção não foram às pessoas ou a cozinha sergipana, e sim as belezas do Cânion do Xingó e de Mangue Seco. São dois atrativos especiais!!! E por isso, e por tantas outras coisas que essa viagem foi ótima. Recomendo a todos aqueles dispostos em conhecer um destino fora do Nordeste tradicional.

Mi Buenos Aires querida

Essa semana eu tive o prazer de voltar a uma das cidades que eu mais gosto no mundo. É claro que eu estou falando de Buenos Aires. Vou aproveitar este espaço para contar o que aconteceu durante esse passeio. Para quem não sabe, Buenos Aires é a capital e mais importante cidade da Argentina. Só para ter uma ideia da importância desta metrópole, vale ressaltar que a Argentina possui pouco mais de 40 milhões de habitantes. Destes, 35% estão concentrados na Grande Buenos Aires (cidade e região metropolitana), mas ela ocupa apenas 1% de todo o território argentino. A cidade foi originalmente fundada em 1536 por Pedro de Mendoza, mas foi abandonada após uma invasão indígena. Foi novamente fundada em 1580 por Juan de Garay, mas seu real desenvolvimento se deu a partir de 1776 quando foi instituída como capital do vice-reino do Rio da Prata. A cidade possui hoje mais de 3 milhões de habitantes, e está estrategicamente localizada às margens do Rio da Prata. É conhecida como a cidade mais europeia da América do Sul, ou como a Paris do trópicos, mas também possui uma cultura singular que a transforma em uma das capitais latinas mais visitadas do mundo.

1º Dia

Nossa excursão começou no Aeroporto Afonso Pena em Curitiba onde tomamos um voo direto da Gol para Buenos Aires. Depois de 2 horas de voo, chegamos à capital argentina. Nosso transfer demorou cerca de 1 hora e meia para nos buscar, mas tudo bem. Dessa vez, como estava com meus alunos, fiquei hospedada no Hostel Suites Florida. Pertencente a uma cadeia de hostels argentina um pouco mais descolada, esse estabelecimento estava “ubicado” na Calle Florida,  no coração da cidade. O hostel em si não era ruim, mas também não era muito bom. O atendimento era lento, a limpeza não era primorosa, e mesmo com uma boa maquiagem, dava para perceber que era um estabelecimento antigo. Deixamos nossas malas nos quartos e fomos andar pela cidade para um breve reconhecimento da região. Trocamos nosso dinheiro com cambistas de rua. Eles são tantos que já fazem parte da paisagem da cidade. Fiquei com o c… na mão,  pois não dá para confiar neste tipo de transação, mas eles tinham uma cotação muito mais atrativa e o dinheiro não era falso, ufa! Andamos por parte da Calle Florida que é um calçadão onde se concentra parte do comércio popular porteño; e de lá pegamos a Avenida de Mayo. Inspirada nas grandes avenidas parisienses, a Avenida de Mayo é  um lindo boulevard inaugurado em 1894 (que às vezes lembra Paris, às vezes Barcelona) que liga a Casa Rosada (Sede do Governo) à Plaza del Congresso (sede do poder Legislativo). Andamos por toda a avenida, e demos uma paradinha no Café Tortoni. Inaugurado em 1858, o local é uma instituição argentina.

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Hoje é um estabelecimento mais turístico, mas não perdeu o charme e as características de um café do começo século passado. Após o passeio pela Avenida, fomos ao Puerto Madero. Antigo Porto da cidade, as docas foram restauradas na década de 90 do século passado, e transformadas em restaurantes, hotéis boutique, e escritórios comerciais. VLUU L100, M100 / Samsung L100, M100Hoje é um dos bairros mais descolados da cidade. De lá encerramos o dia e cada um dos alunos teve a liberdade de comer onde quisesse. Eu resolvi ficar pelo bairro, pois estava muito cansada e faminta. Jantei no Restaurante Sorrento. Após um jantarzinho italiano, tomei um típico sorvete de “dulce de leche” da Freddo (a mais conhecida sorveteria da cidade. Mas cuidado que os precinhos são salgados. O “cono” mais barato custa $ 30 pesos – R$ 10,50), e resolvi voltar ao hotel caminhando. Mais que ideia de gerico! O vento estava tão forte que derreteu o sorvete. Melequei minha mão, meu cabelo, minha roupa, e até meu sapato. Cheguei no hostel parecendo uma criança depois de brincar na lama. Eca!!!

2º Dia

Hoje foi um dia difícil. Tínhamos um city tour pela manhã, mas quando acordamos cedo, vimos pela janela que estava chovendo muito. Mesmo assim, todos nós nos preparamos para o passeio que já estava agendado e pago. Entrando no ônibus, ficou claro que nosso city tour não seria lá grande coisa: primeiro porque a chuva não ajudava, e era impossível tirar fotos dos lugares mais bonitos; segundo porque logo de cara foi possível ver que nossa guia não era uma das mais atenciosas, além de ter um português sofrível. Desculpe meninos, não foi minha culpa! Enfim, começamos nosso city tour pela zona norte da cidade. De acordo com nossa guia, a cidade surgiu na parte mais ao sul, mas devido a um surto de febre amarela, muitas pessoas passaram a morar no norte de Buenos Aires, surgindo os bairros do Retiro, Palermo, e Recoleta. Começamos nosso city tour no Retiro onde passamos pela Estação de Trens do Retiro, Plaza San Martín, Avenida del Libertador, chegando ao Palermo. Palermo é um dos maiores e mais desejados bairros da capital; pudemos conhecer o Instituto San Martiniano, as embaixadas, e outros atrativos como o Zoológico e o Malba (Museu de Arte Latinoamericano). Chegamos então à Recoleta, um dos bairros mais exclusivos da cidade. Passamos ao lado do Cemitério, da Faculdade de Direito, da Floralis Generica (uma flor de aço que se abre durante o dia, e fecha durante a noite), e o Museo Nacional de Bellas Artes. Já quando passamos pelo bairro do Retiro, começamos a ver que além do guarda-chuva e da galocha, as pessoas também estavam usando máscaras. Além disso, o trânsito estava caótico, havia um cheiro estranho de gás, e muitas ambulâncias pelas ruas, mas não entendíamos bem o porquê. Depois fomos descobrir a enrascada que havíamos nos metido. Continuando nosso tour, tentamos voltar ao centro, mas o trânsito estava impossível. Em três horas de city tour, só tínhamos feito metade do nosso roteiro. Chegamos a Plaza de Mayo, epicentro histórico, e político da capital. Nesta praça é possível encontrar a Catedral Metropolitana, Casa de Gobierno (Casa Rosada), el Cabildo, Municipalidad (Prefeitura), além de outros edifícios importantes. Como o tour estava muito demorado, pouco produtivo, e tínhamos planos de almoçar no Hard Rock Café, resolvemos abandonar a excursão e voltar à Recoleta, no meio da chuva torrencial. Nesse meio tempo, descobrimos que um contêiner com veneno agrícola tóxico havia explodido no Porto por causa de um incêndio, e por essa razão, parte da cidade estava em alerta. A situação estava desesperadora: não conseguíamos nenhum táxi para ir à Recoleta por causa do trânsito, grande parte dos metrôs estavam fechados por conta do vazamento de veneno tóxico, e estávamos nós, no meio da chuva, sem saber o que fazer. Resolvemos pegar a única linha de metrô disponível (estava tão caótico a situação do metrô que pudemos usufruir do trem sem pagar), e paramos em Palermo. Andamos por cerca de 10 quadras até chegar ao Hard Rock Café. Alguns perderam o guarda chuva no meio do caminho, e outros, nem guarda chuva tinham. Chegamos ao restaurante sãos e salvos, mas meio muchinhos. Comemos um  prato super, hiper calórico (dá um look na foto abaixo), e no final do almoço já estávamos todos serelepes novamente.

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De lá peguei parte dos meus alunos para fazer uma visita técnica ao Hotel Palácio Dubahu – Park Hyatt Buenos Aires. E quem disse que conseguíamos um táxi para chegar ao hotel?! Depois de muito tempo, chegamos ao Hyatt. A visita foi ótima! O hotel é lindíssimo, e a nossa guia foi extremamente atenciosa. Terminamos a visita e fomos dar uma volta básica no Pátio Bullrich, o shopping mais exclusivo da cidade. Quando a chuva já estava mais amena, resolvemos voltar ao nosso hostel a pé. No meio do caminho, decidimos dar uma passadinha no El Ateneo Grand Splendid, uma livraria localizada na Calle Santa Fé que é considerada a segunda livraria mais bonita do mundo (vale muito a pena a visita, deem uma olhada na lindeza!).

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Ela é um espetáculo, sem sombra de dúvidas. De lá, ainda andamos um pouco e terminamos nossa noite jantando no Mc Donald´s. Que dia!!!!

3º Dia

Hoje acordamos um pouco mais tarde, pois nossa atividade começaria somente às 10h30. Tínhamos uma visita no Museo Judío e Sinagoga, e fomos a pé até o local. O dia estava estranhamente lindo, limpo, e ensolarado (não parecia nada com o caos do dia anterior). No caminho, passamos pelo Obelisco, pelo lindo Teatro Colón, e pelo Palácio da Justiça. A Argentina tem uma comunidade judaica bastante expressiva, e esse foi um dos motivos que nos fez escolher a visita neste espaço. O museu é muito pequeno e simples, mas a sinagoga é linda (dê uma olhada na entrada dela na foto ao lado).

sdc12595.jpgAcho que o mais importante da visita foi conhecer um pouco mais sobre as crenças, valores e costumes desta religião. Almoçamos ali pela região (Meu Deus! A pior refeição que eu tive em anos, talvez até na última década), e tomamos um táxi até a Esma no bairro de Nuñez. A Escuela de Mecânica de la Armada (Esma) foi uma unidade de ensino da Marinha, mas é mais conhecida como cenário do maior Centro de clandestinos de detenção e tortura durante a ditadura militar argentina. De acordo com nossa guia, 5000 pessoas passaram por lá, mas apenas 200 delas sobreviveram. O lugar em si é lindo, muito bem cuidado, passa uma paz… (dê uma olhada na foto abaixo).

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É muito estranho e sinistro pensar em todas as coisas ruins que aconteceram no mesmo local. Os subversivos (como eram chamados os resistentes) ficavam presos, e eram torturados no Casino de Oficiales (um prédio meio macabro, tenho que admitir!). Lá também funcionou uma maternidade. De acordo com nossa guia, cerca de 30 a 35 bebês nasceram naquele local, e foram dados a terceiros por meio de adoções fraudulentas. Hoje, com o esforço de várias pessoas, 12 destas crianças já recuperaram sua identidade. É uma história muito triste, mas ao mesmo tempo é super importante conhecermos, já que não faz parte de um passado tão distante. De lá tomamos outro táxi ao centro. A nossa volta foi pela linda Avenida del Libertador. Cruzamos vários bairros neste caminho como Belgrano. Na próxima viagem à Buenos Aires, tenho intenção de explorar estes bairros, pois me pareceram muito bonitos. À noite fomos jantar no Siga la Vaca, um restaurante de buffet livre no Puerto Madero. Está longe de ser o melhor restaurante da cidade, mas vale a pena pela fartura. Além de ser um ótimo lugar para excursões. Para quem tiver interesse, pagamos cerca de $ 140 pesos por pessoa (com bebida incluída, inclusive alcoólicos) , mas eles não fazem reserva, portanto, chegue cedo. Voltamos a pé para o Hostel.

4º Dia

Esse foi nosso dia livre! Fomos até a Recoleta, pois a Elieti (minha colega de excursão) queria conhecer o túmulo da Evita Perón. Enquanto ela ficava passeando pelo Cemiterio de la Recoleta, fiz um breve reconhecimento das redondezas.VLUU L100, M100 / Samsung L100, M100

Ainda fomos dar uma sapeada no Shopping Pátio Bullrich, e de lá tomamos um táxi até o Museo Nacional de Arte Decorativo (dê uma olhada).VLUU L100, M100 / Samsung L100, M100 Localizado em uma linda mansão do começo do século XX, pertenceu à família Errázuriz-Alvear, e mostra como a sociedade argentina vivia na época. O lugar é um espetáculo! É muito interessante ver a inspiração francesa na arquitetura e decoração, e a mistura de estilos em uma mesmo espaço. Para quem gosta deste tipo de museu, tipo eu, é um passeio que vale a pena ser feito. O ingresso é apenas $ 10 pesos. Finalizando nossa visita tomamos outro táxi e paramos nas Galerías Pacífico, um shopping no centro da cidade, mas também belíssimo. Ainda tivemos fôlego para dar uma passadinha na Zara (básico), e fomos conhecer outra pérola esquecida da cidade, a Confiteria Ideal.  Com exatamente um século, esta confeitaria já recebeu políticos, e artistas. O lugar ainda continua imponente, mas peca pela falta de manutenção e de clientes. Me cortou o coração! No segundo andar, possui um salão de baile onde era possível ver alguns casais de idosos “bailando tango”. Pedimos uma empanada de carne (nada mais argentino), e estava muito boa. Para fechar nosso dia,  jantamos novamente no Puerto Madero em um restaurante chamado Happening (recomendadíssimo!). Ahh! Vi o David Bisbal na mesa do nosso lado. Imagina minha emoção! Como assim vocês não sabem quem é ele? É um dos mais conhecidos cantores da Espanha. Segue um videozinho (já vou avisando que é meio brega, mas é um sucesso): http://www.youtube.com/watch?v=wOPGNwPitJ4

No outro dia pela manhã voltamos para Curitiba! 😦

Buenos Aires é sempre uma boa opção de destino. Ela tem o charme do velho mundo, mas a alma latina. Nesta última visita, ficou mais claro que a cidade empobreceu. É possível ver andarilhos deitados no chão, e pichação por edifícios e monumentos históricos. Os taxistas estão ficando super golpistas, os homens já não são mais tão charmosos, e as mulheres estão meio maltrapilhas (precisando de uma hidratação no cabelo e de uma roupinha mais bem passada), mas a cidade continua vibrante. É lindo ver as pessoas tomando sol nos parques (fingindo que estão em Punta), ver as pessoas praticando jogging em Puero Madero, ou lotando os restaurantes. É engraçado ver a cara de pau do porteño ao passar uma cantada, ou da sua desenvoltura ao dançar um reggaeton. Por isso, e por tantas outras razões, tenho certeza que ainda voltarei muitas vezes e esse lugar.

Hasta pronto!

Jornada pelo leste canadense

Hoje começo a escrever mais um capítulo das minhas viagens. Desta vez, estarei contando sobre meu tour pelo Canadá.  Vou começar pedindo desculpas a todos os canadenses, pois sempre vi o Canadá apenas como uma extensão dos Estados Unidos, mas no último ano, impliquei que queria conhecer o país, e foi uma das melhores escolhas que eu podia ter feito. O Canadá é um dos países mais bonitos que eu já tive a oportunidade de conhecer. Organizado, limpo, alegre, charmoso, florido, com uma população amistosa, e comida deliciosa… Enfim, é um destino que vale a pena estar na lista de qualquer viajante apaixonado.  

Minha viagem começou em Curitiba, mas só foi em São Paulo que peguei o voo da American Airlines com destino a Nova York. Como Nova York está tão perto do Canadá, não resisti e passei 4 dias em Manhattan curtindo o agito da minha cidade favorita. Primeira dica de viagem: Tomem muito cuidado com as malas no Aeroporto de Guarulhos. Reforcem as trancas e coloquem aquele plástico protetor horroroso. Chegando em Nova York, percebi que tinha sido roubada. Arrebentaram a tranca da minha mala e roubaram minhas lingeries. E olha que é a segunda vez esse ano que acontece isso comigo. Na primeira vez, roubaram minhas maquiagens na viagem para Cancún. Não vou contar o que fiz em NYC, pois acabei realizando os mesmos passeios de turista que sempre faço, mas vou colocar alguns programas diferentes que pratiquei desta vez e que acho que valem a pena ser feitos. 1) Fiquei hospedada no icônico Waldorf Astoria. Localizado entre a Park Avenue e a 49th, esse hotel é um dos mais tradicionais dos Estados Unidos. Se você é apaixonado por hotelaria como eu, este é um bom lugar para se hospedar. 2) Sempre que vou a NYC, passo no Empire State Building para ter uma panorâmica da ilha de Manhattan. Desta vez, resolvi mudar de vista e fui conhecer o Top of The Rock. Este observatório fica no topo do principal prédio do Rockfeller Center e é muito mais legal que o ESB, pois eles não usam grades para proteger os turistas, e sim vidros transparentes. Desta forma, a visão da cidade é muito mais clara e as fotos ficam bem mais bonitas. 3) Fui conhecer o High Line, um parque construído em cima de uma antiga linha de trem. Localizado em Manhattan´s West Side, o parque é um bom lugar para uma caminhada sem compromisso. 4) Seguindo a recomendação de uma senhora que conheci no avião, jantei no restaurante Serafina. O empreendimento possui várias filiais por todo o mundo, inclusive em São Paulo, mas fui conhecer aquele localizado na Times Square (49th com a Broadway). Ele tem um ar de restaurante parisiense, os preços não são de assustar, e o ravióli de lagosta é “demais de bom”! Uma boa pedida para um jantar pré ou pós Broadway. Saí de Nova York com destino a Toronto e é aí que começa minha jornada canadense.

Para quem não sabe o Canadá está localizado na América do Norte, acima dos Estados Unidos e é o segundo maior país do mundo em extensão territorial. Fundado como Norte América Britânica, esta nação é uma democracia parlamentar composta por dez províncias e que possui quase 34 milhões de habitantes. Mesmo sendo um país independente, é considerada uma monarquia constitucional (a rainha da Inglaterra possui poder executivo no país [teoricamente]), e por esta razão possui uma relação bastante estreita com o Reino Unido. É um país multicultural que possui dois idiomas oficiais, o inglês e o francês (uma relação muito esquisita para quem está de fora, mas que dá certo). Riquíssimo em recursos naturais, o país é uma potência agrícola, de extração de minérios e petróleo, e tem os Estados Unidos como seu maior parceiro comercial.

1º Dia

Nossa excursão começou em Toronto. Chegamos à tarde, fizemos o check-in no hotel e fomos andar para conhecer a cidade. Conhecida como a capital econômica do Canadá, a metrópole é a maior do país, e a capital da província de Ontario. Com 5,3 milhões de habitantes, Toronto é um caldeirão cultural, com povos de todos os cantos, vida agitada (cheia de teatros, bons restaurantes), e 3 universidades (York, Toronto e Ryerson). Começamos nosso passeio pelo Allan Gardens (uma estufa com várias espécies de plantas), e de lá pegamos a Yonge Street (uma das principais ruas comerciais da cidade) em direção ao sul. Passamos pela Union Station (estação central de trens e metrô), The Fairmont Royal York Hotel (um dos mais tradicional da cidade), e chegamos para uma visita ao CN Tower.

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Construída na década de 70 e com 554 metros de altura, esta torre é considerada a segunda maior do mundo e o cartão postal de Toronto. A visita não foi assim tão impressionante, mas dá para ter uma dimensão de como a cidade é grande. Segunda dica de viagem: Se você for ao Canadá, a melhor opção é comprar dólar canadense. Mas caso você tenha uns dólares americanos escondidos no seu colchão, pode usá-los sem problema, pois todos os estabelecimentos canadenses o recebem. Os atrativos turísticos cobram uma taxa de 5% para receber a moeda estadunidense, mas os restaurantes e demais lojas trocam como 1 por 1. Jantamos de frente ao nosso hotel (Donatello) e fomos descansar, pois no próximo dia começaria de fato a excursão.

2º Dia

Acordamos cedo, tomamos o café, e fomos ao saguão do hotel para esperar nosso guia, o Duarte. De lá começamos um city tour pela cidade passando pelo Parlamento, um lindo edifício localizado no Queen´s Park, e um dos poucos prédios centenários de Toronto.

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Passamos pelas redondezas da Universidade de Toronto; por Yorkville, bairro onde ainda se concentram algumas casas vitorianas, e onde é possível encontrar a rua mais cara da cidade – Bloor Street; Chinatown (a cidade possui 4); The Old City Hall (antiga Prefeitura); the Old Toronto, onde fica o St. Lawrence Market; e uma pequena parte da cidade subterrânea (muito mais modesta que a de Montréal).

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No fim do tour pegamos a estrada em direção a Niágara, para conhecer as famosas cachoeiras. Niagara Falls (Cataratas do Niágara) é um conjunto de quedas formada por um grande declive no Rio Niágara na divisa entre os Estados Unidos e o Canadá. As Cataratas estão de fato no território estadunidense, mas a vista acaba sendo a dos canadenses. Antes de chegar ao destino, passamos pelas principais vinícolas do país (vocês sabiam que a uva Niágara que compramos no mercado é uma uva nativa do Canadá?), e também conhecemos outras propriedades rurais que exploram diferentes culturas como as rosas e os pêssegos. Não dá para comparar as Cataratas de Foz do Iguaçu com Niagara, pois a versão norte americana é muito menor, e o que me chama atenção no Brasil é a união das quedas com o verde da Mata Atlântica, mas o que eles não ganham em beleza,  ganham em organização. A cidade de Niagara é uma mini Las Vegas. Extremamente limpa, muito colorida com vários painéis luminosos, e cheia de atrativos “a la parque temático”. Dê uma olhada na foto!

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O destino ainda conta com vários cassinos, campos de golfe, e até capelas de casamento. Também possui uma hotelaria e jardins dignos dos padrões franceses. Só a comida que é super padrão americano, mas nem posso reclamar. Comi no Wendy´s, uma cadeia de fast food americana que tem como prioridade (segundo eles), a qualidade de seus produtos. É muito bom, vale a pena experimentar, mesmo para quem não gosta de sanduíches.

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Fizemos o passeio de barco “Maid of the Mist” (é legalzinho, mas está longe de ser
um Macuco Safári), e de lá seguimos o Rio Niágara até a pequena cidade de Niagara-on-the-Lake. Com apenas 14.000 habitantes, a cidade tem história. No final do Séc. XVIII foi a capital da colônia inglesa do Canadá Superior, e hoje encanta os turistas com sua tranquilidade e beleza. A cidade é um pedacinho do céu, o lugar mais bonito que já conheci na vida (TÔ FALANDO SÉRIO! DÊ UMA OLHADA).

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Dedicada ao turismo, a cidade é cheia de pousadas charmosas que oferecem o famoso chá da tarde, lojas de souvenirs, boulangeries e pâtisseries, lojas de bebidas onde vendem o famoso Ice Wine (um vinho típico canadense feito de uvas podres congeladas. Eu explicando assim parece ser ruim, mas o pessoal da excursão comentou que parece um vinho do Porto). Queria ter ficado lá pelo menos uns dois dias. Voltamos para Toronto no final da tarde. Jantamos novamente na Elm Street, mas dessa vez fomos conhecer o restaurante português Adega (muito bom!), e voltamos para o hotel para descansar.

3º Dia

Hoje acordamos muito cedo, pois viajaríamos para Ottawa. Neste caminho, nossa primeira parada foi em Mil Ilhas. Localizada no Rio São Lourenço, entre os Estados Unidos e o Canadá, esse local possui 1865 ilhas particulares onde se vê lindas casas de veraneio. Fizemos um passeio de barco por parte dessas ilhas (a única que realmente chamou minha atenção foi o Castelo Boldt, uma linda mansão com 120 cômodos que recebe turistas e sedia festas de casamento). Almoçamos por lá (comi um cachorro quente mara de US$ 3), e continuamos nossa viagem. Chegamos a Ottawa no meio da tarde.  A capital do Canadá está localizada na província de Ontario (como Toronto), mas na fronteira com Québec. Possui 1 milhão de habitantes e foi uma das surpresas da viagem, pois a cidade é linda demais! Tem a praticidade americana, mas com o charme francês. Quase fiquei por lá! Fizemos um city tour pelo destino passando pelo Museu da Agricultura, Rideau Hall (onde mora o Governador  Geral – representante da Coroa Britânica no território canadense), Casa do Primeiro Ministro, Igreja de Notre-Dame, Galeria Nacional do Canadá (Museu de Belas Artes), Old Ottawa (a parte mais antiga da cidade onde visitamos o Mercado local). Terminando nosso passeio, fizemos o check-in em nosso hotel (localizado do outro lado do rio, na cidade de Gatineau, já na província de Québec), e voltamos ao centro antigo onde passeamos pelo shopping local, pela The Bay (maior loja de departamento canadense) e jantamos nas cercanias do Mercado.  À noite fomos até o edifício do Parlamento para assistir um espetáculo de luzes chamado de Mosaika. Apresentado todos os dias às 21h, este show conta a história do Canadá e enfatiza a diversidade e o amor do canadense pelo seu país. O espetáculo é gratuito e é muito legal, vale a pena!

4º Dia

Hoje pudemos acordar um pouquinho mais tarde, pois faríamos o check-out apenas às 09h. Nosso primeiro programa do dia foi uma visita ao Parlamento, pois veríamos a troca da guarda. Essa troca somente é feita nos períodos mais quentes do ano, e é muito similar a vista em Londres, mas o espetáculo canadense é mais curto, e como há poucos espectadores, é possível ficar muito perto dos soldados. No trajeto da guarda foi possível ver a antiga estação ferroviária transformada em Centro de Convenções, e o Monumento ao Soldado Desconhecido. Dê uma olhada nos soldadinhos…

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De lá, fomos ao Museu da Civilização. O museu é um dos atrativos turísticos mais visitados do Canadá, possui a maior coleção de totens em ambiente fechado do mundo e conta de maneira interativa a história do país. O lugar é bem bacana, principalmente quando descreve sobre a imigração canadense, pois recriam as antigas cidades canadenses das diversas regiões do país (algumas construções são verdadeiras, foram apenas transferidas para o lugar).

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Ottawa

Terminando o passeio, fomos almoçar na região de ByWard Market (o mercado de Ottawa), e saímos da cidade com direção à Mont Tremblant. No meio do caminho ainda paramos no Oméga Park, um parque situado em Montebelo, onde é possível ver de perto os animais típicos do país, como o urso pardo, a rena, o bisão, entre outros.

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É possível alugar um ônibus escolar estilo americano (dê uma olhada na foto) para conhecer o lugar e interagir com os animais.

É bem estilo Simba Safari! No final da tarde chegamos à Mont Tremblant. Localizada na província de Québec, há 139 quilômetros de Montréal, a cidade é um charmoso e popular destino de esqui.  O lugar é uma graça, muito colorido, muito florido, e 100% voltado ao turista. É repleta de lojas charmosas, restaurantes… É tão perfeita que parece um cenário da Universal Studios. Passeamos pela cidade (que é bem pequena), jantamos um tradicional crepe e voltei para o hotel. Hoje à noite tava bem frio! Também, não dá para esperar um calor de brejo no pico de uma montanha!

5º Dia

Acordamos cedo (Meu Deus! Que frio!) e fomos em direção à Québec. No meio do caminho, fizemos uma parada no Chez Dani, um restaurante especializado em produtos a base de Maple (a árvore típica do Canadá. Ela é tão importante para o país que sua folha está estampada na bandeira nacional). Chegamos na cidade quase no horário do almoço. Québec City é a capital da província e a cidade mais antiga do país. Tem cerca de 600 mil habitantes, está dividida entre a Vieux-Québec (parte mais antiga, conhecida também como Cidadella), e a Québec mais moderna. É uma cidade francofônica (97% dos habitantes usam o francês como idioma habitual), e há algumas pessoas que nem sabem falar direito o inglês. Almocei no Fairmont Le Château Frontenac, o hotel mais tradicional da cidade. Esse almoço era um dos meus objetivo de viagem; a refeição em si foi boa, mas não foi espetacular para os US$ 50 cobrados. Olhe o lindo Hotel no alto do morro todo imponente, parece um castelo.

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Após o almoço, fizemos uma visita com nosso guia pela cidade passando pelo Parlamento; a Porta de Saint Louis; edifício dos Correios; Catedral de Notre-Dame, City Hall (Prefeitura); e a cidade baixa, passando pela Igreja Notre-Dame-des-Victoires, e com um breve passeio pela Rue Petit Champlain (Dê uma olhada no foto acima). A cidade é realmente muito fofa, mas é muito similar a algumas cidades alemãs como Rothenburg ob der Tauber, ou o bairro medieval de Bremen.

Québec

À tarde fomos conhecer a reserva indígena dos Hurons, uma tribo que vive nos arredores de Québec, e que por viver perto de um grande centro, conseguiu prosperar. Foi engraçado a visita guiada pela reserva deles, pois foi possível perceber que as dificuldades enfrentadas pelas tribos canadenses são exatamente as mesmas vivenciadas por nossos indígenas. O mais engraçado é que você visita a tribo deles e vê que todos eles são loiros, de olhos claros… Por essa proximidade com a cidade, eles tiveram uma miscigenação muito grande.

Québec

À noite fomos assistir um espetáculo do Cirque du Soleil. Para comemorar o aniversário da cidade, todos os anos a companhia oferece gratuitamente um espetáculo que é encenado literalmente debaixo da ponte. Intitulado “Chapitre 4 – Les Chemins Invisible”, o circo se apresenta todos os dias em um bairro operário da cidade.

Cirque du Soleil - Québec

Eu não sou fã do circo, mas como estava no local de origem da companhia, achei que não podia perder essa oportunidade. Eu achei o espetáculo mais ou menos. Difícil de entender o começo (muita enrolação), e apenas duas atrações me chamaram realmente a atenção, mas como todo mundo estava fascinado no final do show, acho que o problema definitivamente sou eu! Voltamos ao hotel e fui dormir super cansada neste dia.

6º Dia

Hoje tivemos um dia livre em Québec. Finalmente não tive o compromisso de acordar de madrugada. Pela manhã, voltamos a Vieux-Québec para explorar com calma o bairro e as lojas charmosas do local. Resolvemos ir de ônibus circular, um meio de transporte super tranquilo (US$ 3).

Québec

No final da tarde, voltamos à parte mais moderna da cidade onde demos uma volta pelo shopping Laurier. Na verdade,  o shopping está mais para um conjunto comercial com vários prédios. Juntos totalizam mais de 1km de lojas. O conceito é legal, mas ele era bem normal. À noite voltamos ao antigo centro para vivenciar a cidade . Muitas lojas fecham nesse período, mas o local é interessante pelos artistas de ruas e porque é cheio de turistas perambulando por todos os cantos. Québec  estava recebendo o Pink Floyd como uma das atrações do Festival de Verão (algumas pessoas da minha excursão participaram do evento), e pudemos escutar um pouco show do lado de fora. Voltamos novamente de ônibus para o hotel já meio tarde.

7º Dia

Saímos no começo do dia de Québec em direção à Montréal. Chegamos à cidade no final da manhã. Com pouco menos de 3,5 milhões de habitantes, Montréal é a maior cidade da província de Québec, e a segunda maior metrópole do país. Também é uma  cidade francofônica (como todas as cidades da província), mas era possível ver com maior frequência os locais se comunicando em inglês. Está localizada às margens do Rio São Lourenço, como muitas das cidades que visitamos na excursão, e é a capital da arte, da moda, e da indústria canadense. Chegamos pela parte leste onde está localizada a antiga vila olímpica (transformada em apartamentos para pessoas de baixa renda) e o estádio olímpico; ambos foram utilizados nos Jogos Olímpicos (que eles chamam de Olimpíadas de verão) em 1976.

De lá, passamos pelo centro da cidade, visitando a Sherbrooke Street (uma das ruas de maior prestígio, onde está a McGill University [Universidade inglesa], UQAM [Universidade francesa], Museu de Artes, e algumas quadras exclusivas que são conhecidas como a 5ª Avenida de Montréal). Passamos também pelo Oratório de São José (Oratoire Saint-Joseph du Mont-Royal), pelo Parc Mont-Royal, onde tivemos uma vista da cidade de Toronto (dê uma olhada na foto), Ste-Catherine Street (Rua do Comércio), e St.Denis Street (rua mais moderninha, com galerias de arte, estilistas de vanguarda e etc.).

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Após o almoço, fomos conhecer a velha Montréal, onde passamos pela Praça das Armas, visitando a Basílica de Notre-Dame (a igreja mais linda que eu já visitei no mundo, e olha que eu já visitei igrejas nessa minha vida…), e o antigo porto. Passamos também pela Île de Notre-Dame para ver o Cassino de Montréal (esperava muito mais), e o Circuito Gilles Villeneuve (onde acontecem as corridas da Formula 1). Após fazer o check-in em nosso hotel, pegamos um mapa da cidade e fomos explorá-la. Passamos por parte da cidade subterrânea (como Montréal é uma cidade muito fria, chegando a – 40ºC, foi criado uma série de túneis subterrâneos que ligam shoppings, estações de metrô, e parte do comércio. De acordo com meu guia, não há um mapa que sinaliza a extensão destes túneis, mas posso te garantir que cortam boa parte do centro), e chegamos novamente ao centro histórico. Passamos pelos Palácios da Justiça; Prefeitura; e St. Paul Street. Na volta para o hotel, ainda visitamos China Town (onde encontramos uma excursão de adolescentes brasileiros), e o Festival de Verão.

8º Dia

Acordamos cedo e fomos fazer um tour fútil de compras passando pela Sherbrooke Street e a Ste-Catherine Street. Estou escrevendo tour de compras de besta, porque não compramos nada. Terceira dica de viagem: Não vá para o Canadá achando que vai fazer a festa como costuma fazer nos tours de compras em Miami ou Nova York. O preço dos produtos no Canadá é muito mais caro que nos Estados Unidos. E o país não oferece tantas opções como a terra do tio Sam. Dei uma volta pelo centro financeiro da cidade, passei pela Place du Canada e Catedral Marie-Reine-du-Monde (uma cópia modesta da Basílica de São Pedro do Vaticano). No meio da tarde, fomos passear pela McGill University, mas o tempo começou a fechar e resolvemos ir embora antes de conhecer todo o complexo. No caminho para o hotel, passamos no Beaver Tails (ou Queues de Castor), uma franquia de doces canadenses muito popular. Eles vendem uma massinha frita com diferentes opções de cobertura doce. Tem gosto de pastel doce! Super bom e mega calórico. Até o Obama é fã. Dê uma olhada! http://www.beavertailsinc.com/index.html

Infelizmente tivemos que dar uma enrolada na loja para esperar o temporal passar. Chegamos ao Holliday Inn no final da tarde. Eu estava tão acabada neste dia que jantei deitada na cama do hotel (acho que isso é muita informação para o meu leitor, desculpe!).

9º Dia

Passamos o dia todo em conexão nos Aeroportos de Montréal (Muito bom! Um dos melhores que conheci), e o JFK em Nova York. Vi a Gwen Stefani no JFK. Para ser sincera, essa foi a viagem que mais vi famosos. Encontrei o George Lucas na 5ª Avenida, o Tufi Duek na Saks Fifth Avenue, o Marcelo Carvalho (Dono da Rede TV) no JFK, e o Emerson Fitipaldi e a Isabeli Fontana no Aeroporto de Guarulhos. Chegamos no outro dia em São Paulo, e é claro que tinha que dar mais uma zica, para fechar com chave de ouro nossa viagem. Nossas malas não chegaram no Brasil! Minhas malas gostam tanto de NYC que resolveram ficar por lá. Mas sem stress, depois de um dia, problema resolvido.

Eu costumo dizer que viajar é sempre bom, pois mesmo quando é ruim, é bom! Mas o Canadá não pode só entrar na categoria bom, tem que entrar no quesito ótimo! O país é adorável, as pessoas são bonitas e amistosas, e a comida é inesquecível (uma das melhores que já comi fora de casa). Nosso guia dizia desde o primeiro dia que a missão dele era fazer com que o país nos conquistasse, e quem sabe ,não resolvêssemos ficar por lá de vez. Devo admitir que se eu tivesse ficado mais uns dias por lá, era capaz de não voltar.  De qualquer forma, é um país que ficará na minha lembrança e no meu coração. See ya…

 

Sol e praia no país dos mariachis

Hoje começo a escrever um novo post sobre minha mais recente viagem. Ainda com o objetivo de explorar a América, dessa vez quis subir um pouquinho e resolvi conhecer Cancún no México. O país nunca esteve nos meus planos de viagem, pois infelizmente tenho um certo pé atrás com as nações latinoamericanas, mas achei que iria me surpreender com um dos destinos mais procurados do mundo. Posso dizer que foi sem dúvida uma ótima surpresa. Só para dar uma situada, o México é uma república constitucional federal situado na América do Norte com aproximadamente 110 milhões de habitantes e é o 14º maior país do mundo em extensão territorial. É riquíssimo em termos culturais, sendo a nação com maior número de patrimônios tombados pela UNESCO no continente americano e possui 68 diferentes culturas espalhadas por seu território. Também foi berço de duas civilizações importantíssimas: os maias e os astecas. A moeda local é o Peso e a cotação deles é de: 1 dólar = 12,65 pesos (Janeiro/2012).  Já Cancun (em espanhol é sem acento) significa ninho de cobras em maia; é uma cidade no extremo leste do país, fazendo parte do Caribe. Está situada no estado de Quintana Roo e é um dos principais destinos turísticos da região. Possui mais de 1 milhão de habitantes e o município é dividido em duas partes: a Zona Hoteleira, uma ilha com 22 quilômetros de praia e onde estão os principais meios de hospedagem da cidade e o centro. O primeiro hotel de Cancun foi aberto em 1974 e hoje o destino conta com aproximadamente 30.000 UH´s.

 1º Dia

Nossa saída de São Paulo não teve problemas e nosso voo noturno pela Aeromexico foi muito tranquilo. Chegamos a Ciudad de México pouco antes das 6h da manhã. O aeroporto é grande, muito moderno, mas completamente ineficiente. Ficamos exatamente 1 hora e 35 minutos na fila da imigração para poder entrar no país e quando finalmente fomos chamados, o oficial ainda pediu para que nos encaminhássemos a uma sala privada a fim de  que ele pudesse conferir novamente o visto eletrônico da minha mãe. Depois de toda a burocracia… Ainda mais burocracia. Tivemos que passar novamente no Raio X para fazer a conexão até Cancún. Acabaram retendo o hidratante da Victoria´s Secret que minha mãe havia comprado do Dutty Free do Aeroporto (desde quando é possível reter líquidos comprados no Dutty Free dentro do próprio aeroporto e com nota fiscal de compra?). Então lá vai a primeira dica de viagem; não comprem nenhum líquido nos Dutty Frees, pois os seguranças vão reter e jogar no lixo. Além disso, nos shoppings de Cancún você vai encontrar os mesmos produtos por preços ainda mais baixos.  Enfim, chegamos a Cancún às 10h10 da manhã e logo entrando no hall do Aeroporto, havia um grupo de mexicanos dando as boas vindas e oferecendo (gratuitamente) mapas e informações sobre a cidade. Fiquei com certa inveja, pois não conheço nenhum destino brasileiro que tenha algum sistema parecido. Outro dado interessante é que todos os serviços e passeios turísticos da cidade são tabelados, portanto você pode ficar tranquilo que nenhuma operadora turística ou mesmo taxista vai te explorar. Para conquistar mais clientes, as empresas poderão oferecer descontos em cima do valor estipulado e é esse desconto que você terá que negociar. De lá, tomamos uma van até nosso hotel, o Fiesta Americana Grand Coral Beach. O transporte custou US$ 15 por pax (também é tabelado). Nossa, já me apaixonei por Cancún desde que saí da aeronave! Tudo é tão limpo, bem cuidado, florido… Imagina então minha surpresa quando cheguei ao hotel. Sem dúvida, o melhor hotel em que já estive hospedada na minha vida! A recepção não é assim tão luxuosa, mas o pé-direito gigante impressiona qualquer um! Todos no hotel nos tratavam com TANTA gentileza, e nossa suíte, meu Deus! Além de super confortável ainda tinha vista para o lindo mar azul do Caribe. Dê uma olhada nas fotos abaixo.

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Ahhh! O Haroldo, baterista do Skank também estava hospedado no mesmo hotel e fez check-in conosco, mas fiquei com tanta vergonha (ser picona de Umuarama é fogo!) que não tirei foto, nem pedi autógrafo. Passamos o final da manhã e parte da tarde explorando e aproveitando a estrutura do lugar.


De lá fomos conhecer as redondezas do hotel. Se só o estabelecimento em si já não fosse perfeito, ele ainda ficava no Km 12,5 da Zona Hoteleira, lugar onde estão situadas as principais baladas da cidade. Passamos pelo Mandala, Forum by the Sea (o shopping em si é muito fraquinho, mas é onde fica a Hard Rock Café Cancun e a Coco Bongo – principal casa de shows da cidade), além de outros bares. Também demos uma passadinha no Coral Negro (um mercado de artesanato mexicano, mas que eu particularmente odiei, pois todos os vendedores ficavam em cima de nós quase que suplicando para que déssemos uma olhada em seus produtos e isso me incomodava muito, só faltava eles nos empurrarem para dentro das lojas). De lá tomamos um táxi até o Shopping La Isla (em minha opinião, o melhor de Cancún) e terminamos a noite passeando pelo lugar.

2º Dia

Hoje acordei cedo, tomei meu café da manhã e fui conversar com minha guest relation para ver quais os benefícios eu teria direito como hóspede do hotel. Entre outras coisas, ela me contou que eu poderia conseguir 50% de desconto nos passeios turísticos se eu estivesse disposta a conhecer o programa de time sharing do Grupo Posadas. Eu já tinha ouvido essa história de um rapaz que trabalhava em um dos quiosques de venda de passeios turísticos no Shopping La Isla, mas achei aquilo meio suspeito e acabei não dando muita atenção. Dessa vez, imaginei que seria interessante conhecer o programa deles, até mesmo como material para os meus alunos. Então fui ao Fiesta Americana Condesa Cancun (outro hotel da rede, um pouco mais simples, mas com o sistema all inclusive) e passei o micão da viagem. Eu não estava disposta a comprar o programa, mesmo porque o título custa em média de US$ 50,000, mas ninguém me deixava ir embora. Aí começaram com uma conversa de que eu teria que deixar um depósito de US$ 450 para garantir um desconto que eu nem queria. Fiquei até assustada! Depois de duas horas de chateação, finalmente consegui meu desconto no passeio a Chichen Itzá e saí de lá meio correndo sem olhar para trás. O passeio às ruínas maias ficou US$ 42 por pax. Segunda dica de Cancún, se alguém te oferecer 50% de desconto em qualquer passeio, mas para isso você terá que participar de uma visita em um hotel, não vá!!! A chateação é tão grande que sinceramente não vale a pena. Chegando ao hotel, almocei em um restaurante próximo e peguei um ônibus circular (Meu Deus, o achado da viagem! É fácil, rápido e custa apenas $ 8,50 [US$ 0,67]) para passar o restante da tarde no Kukulcán Plaza (o shopping mais requintado da cidade). O lugar é mais formal, com mais cara de shopping, mas ele é meio que uma piada. Tem pouquíssimas lojas e está sempre muito vazio. Fui até o Luxury Avenue que depois de ter lido bastante a respeito eu imaginei que fosse uma rua como a Rodeo Drive em Beverly Hills, mas na verdade é uma loja de departamento nem tão grande que fica dentro do Kukulcán Plaza e que possui corners de algumas grifes famosas como Louis Vuitton e Fendi. Voltamos à noite para o hotel.

3º Dia

Acordei muito cedo (6hOO) e me arrumei, pois hoje iríamos para Chichen Itzá. Situada a 220 kms de Cancún, esta cidade arqueológica foi um dos centros políticos e econômicos mais importantes da civilização maia. A região foi escolhida pelos maias para instalar seu império por oferecer uma grande rede de rios subterrâneos, indispensáveis para o fornecimento de  água à população. Hoje essa rede é considerada a maior do mundo. Antes de chegar às ruínas paramos no Cenote Hubiku – Grande Senhor em maia; um buraco em baixo da terra onde se encontra água potável e cristalina.  Fica a poucos quilômetros da cidade de Valladolid e é como se fosse as furnas em Ponta Grossa, PR. Interessante, mas não espetacular, dê uma olhada na foto. Muitos de nós nadaram nas águas azuis do lugar, mas como eu estava lambuzada de creme e usando  três quilos de maquiagem, achei de bom senso não empestiar a água.

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 Almoçamos pela redondeza e depois de mais uma hora de viagem chegamos à Chichen Itzá. O nome dado a este sítio significa “boca do poço dos bruxos da água” e mesmo sendo considerada uma das 7 maravilhas do mundo moderno, ela  é de propriedade da família de  um estadunidense que a comprou no final do século XIX por apenas US$ 75. Os maias foram  uma das 5 maiores civilizações antigas. Desenvolveram a matemática introduzindo o número zero, mas também foram importantes nas ciências e astrologia. O mais interessante é que ao contrário do que muitos imaginam, a civilização maia não foi extinta, há aproximadamente 6 milhões  de latinoamericanos que ainda falam seu idioma. Voltando às ruínas, é muito interessante ver como eles construíram edifícios tão complexos com a pouca tecnologia disponível na época como a Pirâmide de Kukulcán (dentro deste edifício tem outra pirâmide idêntica de menor proporção) onde cada degrau representa um dia do ano.  Deem uma olhada nas edificações do parque.

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É também interessante conhecer como eram suas crenças e valores, muito, mas muito diferente da cultura ocidental moderna. Para se ter uma ideia, eles deformavam o crânio e as cartilagens do rosto das pessoas que viviam por lá, primeiro por um motivo de estética e segundo porque acreditavam que desta forma o cérebro funcionaria melhor. As ruínas também contam com muitos vendedores ambulantes que comercializam produtos típicos mexicanos, mas ao contrário dos vendedores do Coral Negro, eles ficavam muito na deles. 

Mas cuidado com os preços, pois são mais caros que os mesmos produtos vendidos em Cancún.  Voltamos no final da tarde e enfrentamos mais 3 horas de viagem.  Foi um passeio super interessante, mas MUITO cansativo. Voltei acabada e desmaiei na cama.

4º Dia

Hoje foi um dos dias mais relax da viagem. Acordamos às 09h, fomos tomar café da manhã e topei com o Haroldo, o mais novo amigo da minha mãe (eles não se conheciam de fato, mas estavam sempre se cumprimentando e sorrindo um para o outro, uma comédia!). Passamos a manhã na praia (e eu sem protetor solar), mas nem entrei na água, só aproveitei a paisagem (na sombra, claro!). Tirei algumas fotos e até machuquei meu pé correndo de lá para cá.

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À tarde fui ao Spa para fazer uma Hidroterapia.  Como eu tinha 10% de desconto em qualquer tipo de tratamento, paguei  US$ 76.50 e posso falar que valeu cada centavinho! Melhor que qualquer outra massagem que eu poderia ter escolhido. O Spa era uma loucura e estou dizendo isso em todos os sentidos! Ele era lindo, moderno, gigantesco, com uma infinidade de opções e também enfiava a faca como ninguém. As massagens normais custavam a partir de US$ 200, meio fora do meu orçamento. Deem uma olhada na piscina dos sonhos do spa do hotel!

Enquanto estava curtindo o spa, meus pais foram conhecer o centro da cidade. Eles ficaram horrorizados com a precariedade do Mercado 28, o mercado de artesanato local, mas acharam o restante da cidade bem razoável. Terceira dica de viagem; mesmo que o artesanato local seja mais barato no centro da cidade, não vale a pena se deslocar até lá só para comprar uma maraca ou um “sombrero mejicano”. Mesmo porque eles são super baratos em qualquer canto!  À noite jantei no Outback localizado no Flamingo Plaza (outro shopping muito fraquinho, mas que oferece boas opções gastronômicas como o próprio Outback e o Bubba Gump – especializado em frutos do mar). Fechei minha noite curtindo (de longe) a festa privada que o hotel estava oferecendo aos participantes de uma  convenção norteamericana.

5º Dia

Hoje é Domingo e não fizemos nada muito especial a não ser aproveitar o hotel pela manhã e ir às compras no restante do dia. Almoçamos uma mariscada (um prato que mistura peixe e frutos do mar) no Shopping La Isla e foi o maior mico gastronômico da viagem. O prato em si estava bem gostoso, mas nos cobraram dois diferentes tipos de impostos e nos sentimos lesados. Não me lembro o nome do restaurante para NÃO RECOMENDAR, mas enfim, tomem cuidado com os restaurantes deste lugar. Como eu já falei anteriormente, La Isla é na minha opinião o melhor shopping da cidade e não é a toa que o lugar tem a maior concentração de brasileiros em Cancún. Ele não tem assim tantas opções de compras, mas o que tem vale muito a pena. Os cosméticos são mais baratos que no Paraguai e nos Estados Unidos (dê uma pesquisada na Dufry e na Ultrafemme), as roupas são muito mais baratas que no Brasil e você encontra todas as marcas internacionais, mas o achado é uma loja de departamento chamada La Boutique Palacio. Localizada no canto esquerdo do shopping, o lugar é lindo, cheiroso, muito civilizado e você encontra promoções muito boas. Sabe aquelas lojas que você fica meio bobo?! Pois então, é assim.  Terminamos nossa maratona de compras à noite e fechamos o dia e adquirindo nosso passeio para Xcaret. Eheheheh!

6º Dia

Acordamos novamente bem cedo, pois às 08h sairia nosso Passeio à Xcaret. Dessa vez para economizar, tomamos o ônibus na Plaza la Fiesta, uma outlet de produtos típicos mexicanos que também comercializa passeios turísticos. O passeio custou US$ 115 por pax e o trajeto até o parque levou em torno de 1 hora. O lugar é um eco parque de um empresário mexicano que mescla natureza, por ficar na beira do mar do Caribe e possuir túneis de rios subterrâneos; arqueologia, por conter construções maias; e diversão, através dos atrativos no estilo de um parque temático.

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É um passeio de um dia todo e vale muito a pena! Além das atrações incluídas, eles também oferecem outras atividades opcionais como nadar com os golfinhos  e  com os tubarões. Mas os passeios opcionais custavam acima de US$ 80 e achamos que não valia a pena.  Passamos o dia todo passeando e visitando todos os atrativos, inclusive nadei no rio subterrâneo (uma atividade que recomendo). Mas um dos atrativos mais legais do parque é o espetáculo noturno (veja a foto abaixo),  um show musical que conta a história do México mostrando desde a época pré hispânica com a representação de um jogo de bolas, até as festas tradicionais modernas, com muita música e dança típica. Minhas dicas para aproveitar o passeio são: leve pelo menos uma muda de roupa na mochila; leve protetor solar biodegradável (mas não compre o produto dos guias, pois se o seu protetor não for biodegradável, eles te entregarão um sache do produto de graça); não compre o repelente vendido pelos guias, pois não há essa necessidade; e não se preocupe com o almoço, ele já está incluso no passeio e é muito farto. Saímos às 20h do parque, super acabados!

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7º Dia

Já meio em ritmo de despedida, acordamos por volta das 09h e fomos tomar café. Passei o restante da manhã no quarto assistindo noticiários norteamericanos, pois minha mãe não estava muito bem. Tomamos um ônibus e almoçamos no Cenacolo, um restaurante italiano no Shop. Kukulcán Plaza. Foi a melhor refeição de toda a viagem! Lugar recomendadíssimo! Passamos o restante do dia fazendo as últimas comprinhas. À noite fomos ao Plaza la Fiesta para comprar algumas lembranças mexicanas. Esta loja tem filiais por toda Cancún e possui uma variedade imensa de produtos típicos que vão desde alimentos, vestuário, até objetos de decoração. Ela não tem os preços mais competitivos da cidade, na verdade, tudo por lá é mais caro que em qualquer outro canto, mas é uma loja ampla, organizada, civilizada e você fica à vontade para escolher o que quiser, portanto é a melhor opção se você não quer encheção de saco.

8º Dia

Hoje era o nosso último dia e já estava tristinha de ter que ir embora. Acordamos pelas 09h, tomamos café e voltamos ao quarto  para arrumar as malas. Fizemos o check-out pontualmente às 12h, mas como nosso voo era apenas no final da tarde, aproveitamos nossas últimas horas dando uma voltinha pelas redondezas. Fui conhecer o Hotel Riu Palace, um lindo edifício nos moldes dos resorts tradicionais franceses perto do meu hotel. O interior do lugar era de babar, um castelo europeu perdido na descontração do Caribe. A piscina parecia terminar no mar, lindo! Mas o estabelecimento tem mais cara de resort, com música alta em todo a área de lazer e comida à vontade. Não faz muito meu estilo de estabelecimento! Outra coisa que não gostei tanto era a praia que eles tinham disponível que não possuía muita areia, mas é um hotel impressionante. Às 16h tomamos nosso táxi até o aeroporto e agradecemos a todos os Deuses por ter chegado tão cedo. A fila da Aeroméxico era quilométrica e não andava, tinha apenas dois funcionários para atender toda aquela gente. Ficamos quase 2 horas na fila. No check-in descobrimos que nosso voo de Ciudad de Mexico até São Paulo não tinha mais assentos e que teríamos que tentar em DC uma vaga em outro voo, ou por Buenos Aires ou por Montevidéo. Fiquei um pouco chateada, mas ao mesmo tempo estava tranquila, pois não tinha hora nem dia para voltar ao Brasil, portanto se eles quisessem me deixar um dia em Ciudad de Mexico por conta da empresa, ficaria sem problemas. Mas no final das contas, deu tudo certo.  08 passageiros bondosos nos cederam seus lugares e ficaram mais um dia em Cancún com todas as despesas  por conta da empresa aérea. Sortudos! Chegamos ao Brasil às 12h20 e depois de muita espera no Aeroporto de Guarulhos, chegamos à Curitiba às 18h.

Impressões gerais da viagem: Nunca fui muito fã de praia e só visito uma cidade praiana se tenho certeza que terei outras atividades para fazer. Cancún é assim. O mar é realmente lindo, mas o destino oferece milhões de atrações que faz com que a praia se torne apenas o coadjuvante da viagem. Vale a pena visitar os parques temáticos, as ruínas maias, as compras… Enfim, aproveitar tudo que o local tem para oferecer. A cidade é extremamente segura, ridiculamente limpa e fácil de se localizar. O clima estava perfeito (se bem que como estávamos no inverno,  anoitecia muito cedo) e os mexicanos são um capítulo a parte, mesmo que eles sejam desprovidos de beleza, são as pessoas mais gentis que conheci na vida. Claro que haviam algumas exceções, mas eles eram tão exceções que nem dei atenção. A comida não era ruim, mas também estava longe de ser inesquecível. Porém, tenho que admitir que sinto falta de uns Totopos. Também sinto falta do cheiro de lírio do meu hotel. Sniff… Enfim, Cancún é um destino maravilhoso e recomendo para todos que estiverem com vontade de viajar. Depois dessa aventura, respeito muito mais o país, a cultura local, as pessoas e entendo o porque eles são um dos destinos mais visitados do mundo. Se Deus quiser estarei de volta em breve, e contando tudo para vocês…

¡Hasta Luego!

Agora em terras cariocas

Os últimos posts do meu blog descrevem viagens realizadas ao exterior, mas como uma boa brasileira também valorizo os destinos nacionais, por isso dessa vez vou descrever um pouco da minha última viagem ao Rio de Janeiro. Na verdade, ela não foi uma viagem a lazer e sim a trabalho, mas não dá para dizer que não aproveitei os dias na “Cidade Maravilhosa”. Acho que todos sabem disso, mas não custa relembrar; o Rio de Janeiro é a capital do estado de mesmo nome e a segunda maior metrópole do país. A região, especificamente a Baía da Guanabara, foi descoberta por Gaspar de Lemos, um navegador português em 1º de janeiro de 1502. Mesmo fazendo parte do território brasileiro, a localidade foi invadida pelos franceses, expulsos definitivamente em 1567. Independente disso, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi oficialmente fundada por Estácio de Sá poucos anos antes, em 1565. Por muito tempo o desenvolvimento do Rio de Janeiro foi lento, mas após a transferência da sede da colônia de Salvador para a cidade, em 1763, e a chegada da Família Real portuguesa, em 1808, a capital fluminense passou a se despontar e se transformou em uma metrópole cosmopolita.

Hoje, a economia da cidade está baseada em grande parte pelo setor de serviços, mas é preciso ressaltar que ela também está relacionada ao dinheiro recebido pelos royalties devido à exploração de petróleo no estado. Além de capital econômica, a cidade é conhecida por ser um dos destinos mais bonitos do mundo, esse título está relacionado à beleza cênica do local que mistura praias de águas verde escuro, morros que circundam a região e a floresta atlântica que está presente em todo o território.

1ºDia

Começamos nosso passeio com uma viagem interminável de ônibus (17 horas). Chegando ao Rio de Janeiro havíamos planejado visitar o Cristo Redentor por meio do trem que leva ao Corcovado. Só que quando estávamos no centro da cidade uma amiga avisou que essa visita deveria ter sido agendada com antecedência, portanto tive que mudar meus planos; deixei os alunos no hostel e fui fazer a reserva do grupo. Consegui um horário para as 17h40, então nesse meio tempo tentei descansar um pouco.

Como era uma viagem de estudantes, ficamos hospedados no Copa Hostel, um dos albergues mais conhecidos do Rio de Janeiro. Ele está situado no final do bairro de Copacabana, há duas quadras da praia. Pela internet, o lugar parecia perfeito; despretencioso, mas ao mesmo tempo super charmoso e jovial. Nossa, como a internet engana!!! O estabelecimento era dividido em dois prédios. No prédio central, os quartos mesmo sendo novos eram muito abafados e os banheiros coletivos não ofereciam privacidade. Já no edifício em anexo, os dois apartamentos transformados em quartos eram aparentemente sujos, com um cheiro pouco lisonjeiro e nada práticos. Eu fiquei em um quarto triplo que era visivelmente uma cozinha transformada em UH. Era abafado, a pia estava dentro do armário, o cano do gás fazia parte da cabeceira de uma das camas e as paredes eram cobertas com azulejo. Isso porque eu ainda não contei do banheiro, ui!!!! A cortina de plástico estava cheia de mofo, tinha cabelo na torneira da pia e também não tinha um cheiro agradável. Não é um empreendimento que eu recomende!

Após o check-in, fomos fazer a visita ao Corcovado onde tomamos o trem no bairro do Cosme Velho. O Centro de Recepção de Visitantes é bem estruturado e sinalizado, mas muito apertado para o fluxo de turistas que recebe todos os dias. O passeio custou R$ 43,00 e logo que chegamos já tomamos o trenzinho para subir ao morro. A viagem é agradável já que corta parte da Floresta da Tijuca, mas muito demorada. Além do trenzinho andar muito lento (mais lento que uma caminhada normal), também fazia paradas sem sentido no meio do caminho. Chegando ao ponto mais alto, andamos alguns degraus de escada (se quiser tem a opção do elevador) e depois pegamos a escada rolante até a estátua. A vista do lugar é indescritível !!!! Você consegue ter uma visão 360º da cidade do Rio, mas o frio lá em cima é muito forte, de chorar! Portanto lá vai a minha primeira dica de viagem; quando for visitar o Cristo Redentor, leve uma blusa pesada, pois o frio é de doer. Segue abaixo uma foto do trenzinho.

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O tempo também não ajudou muito, pois estava nublado. Lá é possível ver turistas de todo o mundo, tinha até uma noiva fazendo sua cerimônia de casamento na capela atrás da estátua do Cristo. Para quem não sabe o Cristo Redentor tem 38 metros (8 deles fazem parte do pedestal), foi feito em concreto armado e é coberto por um mosaico de pedra sabão. Esse ano o monumento completou 80 anos. Deem uma olhada na foto do Cristo e na linda vista da cidade (infelizmente não tão linda com o tempo nublado!).

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Estava doida para ir embora, pois o frio acabava comigo, mas tive que esperar todo grupo descer para tomarmos o trem juntos. Por conta disso, ficamos em torno de 1h30 na fila esperando. Esse é um ponto negativo do atrativo, pois a volta foi confusa e havia uma fila muito grande, eles deveriam repensar esse layout. A descida também foi demorada, mas a melhor parte foi quando o trenzinho parou os vagões e desligou a luz por alguns momentos. Ver a cidade iluminada do alto foi de tirar o fôlego! Terminando o passeio, voltamos à Copacabana e terminei minha noite caminhando pela orla da praia. Passei pelo lindo Copacabana Palace que a noite é ainda mais estonteante e dei uma fuçada na feirinha de artesanato. Fiquei contente em saber que mesmo escutando coisas horríveis sobre a violência no Rio, é possível andar pela orla da praia à noite sem se preocupar com possíveis abordagens. Fui dormir acabada, mas feliz por ter dado tudo certo!

2º Dia

Acordamos cedo, pois pela manhã faríamos uma visita guiada ao centro da cidade. Nossa visita começou na Igreja Nossa Senhora da Candelária (linda igreja do séc. XIX que infelizmente é mais conhecida pela chacina ocorrida no começo da década de 1990). Vejam a foto da Igreja abaixo.

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Logo ao lado da Igreja, visitamos o Centro Cultural Banco do Brasil (edifício também do séc. XIX que abrigou o Banco do Brasil e que hoje é um espaço para diferentes exposições. Além das apresentações esporádicas, o lugar conta com um museu numismático [moedas] e de mobiliário histórico do banco). Segue foto abaixo.

Passamos pela Praça XV de Novembro (onde desembarcou a Família Real quando chegou à cidade e hoje ainda possui vários edifícios de valor histórico como o Paço Imperial); Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (instalado no Palácio Tiradentes, um lindo edifício em estilo eclético construído na década de 1920); Confeitaria Colombo (que estava fechada); Largo da Carioca (um espaço onde fica o Convento de Santo Antonio); Cinelândia (região onde está localizado o magnífico Theatro Municipal, além da Biblioteca Nacional, Museu Nacional de Belas Artes, Câmara Municipal entre outros edifício importantes); e terminamos o tour na Lapa. Segue foto do Theatro Municipal e da Biblioteca Nacional.

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Eu fiquei bastante decepcionada com o centro do Rio, pois a última vez que havia visitado estes pontos, a cidade estava linda, limpa e muito bem preservada. Desta vez, esta região apresentava muito lixo, o calçamento parcialmente destruído e muitos moradores de rua dormindo do chão e pedindo dinheiro. Uma pena! Almoçamos no Graça da Vila, um restaurante por quilo no bairro do Catete e à tarde visitamos o Museu da República. Deem uma olhada na fachada do edifício e uma das suas salas.

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Conhecido também como Palácio do Catete, este lindo prédio do séc. XIX foi sede do poder executivo no Brasil e palco de acontecimentos marcantes como o velório de Afonso Pena e o suicídio de Getúlio Vargas. O museu é pequeno e conta com um acervo relativamente modesto, mas é bonito. Ao fundo, o edifício possui um lindo jardim, nos moldes do Jardim Botânico, um lugar bastante agradável. Finalizando nossa visita, voltamos para Copacabana. Separada do grupo fui conhecer o charmoso bairro da Urca, cheio de casas antigas, mas muito bem cuidadas, arborizadas e com uma vista indescritível (passei até pela cobertura do Roberto Carlos!!!) e o Forte de Copacabana (construído de 1914). Ainda dei uma voltinha pela Praia de Ipanema. À noite fui em um dos barzinho do bairro de Copacabana mesmo. Deem uma olhada na fachada do Forte de Copacabana.

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3º Dia

Hoje pude acordar um pouco mais tarde, pois nossa visita ao Pão de Açúcar estava marcada para às 10h. O passeio ao Pão de Açúcar surgiu de uma ideia do engenheiro brasileiro Augusto Ferreira Ramos que durante a Exposição Nacional ocorrida no Rio de Janeiro de 1908. Ele pensou em criar um teleférico nos moldes dos vistos na Europa que ligasse a Praia Vermelha, o Morro da Urca e o Pão de Açúcar. A ideia foi concretizada em 1912, e esse teleférico foi chamado carinhosamente de Bondinho, pois os carros se assemelhavam aos vagões dos bondes que circulavam pela cidade. Claro que hoje os  carros do teleférico são muito mais modernos, deem uma olhada.

O passeio custa R$ 53,00 e é muito melhor do que eu esperava. A infraestrutura é boa, tudo muito organizado, e mesmo havendo filas, elas andam relativamente rápido. A vista é magnífica e lá em cima é possível conhecer toda a história do atrativo.

De lá voltamos à zona sul onde fui até o Shopping Leblon (nem é aquelas coisas) para almoçar. Dei uma andada pelo bairro do Leblon e voltei até Ipanema a pé, pois queria ir a Rua Garcia D’Ávila para umas comprinhas básicas. Esta rua é considerada a mais elegante da cidade, como se fosse um shopping de luxo a céu aberto. Congrega lojas de vestuário, cama, mesa e banho e decoração de marcas nacionais e internacionais, além de cafés e bistrôs super charmosos. É uma área plana, super arborizada e extremamente agradável, vale a pena a visita, mesmo que seja só para ver! Andamos pela rua até o final onde fica a Lagoa Rodrigo de Freitas, uma das paisagens mais tradicionais do Rio, mas que infelizmente estava visivelmente poluída. Segue foto abaixo.

Voltamos a pé para o hostel e à noite retornamos ao bairro de Ipanema onde tomamos uma Sangría no ¡Venga!, bar de tapas espanhol super charmoso que tem filiais no Leblon – Rio e na Vila Madalena – São Paulo. Mais do que recomendado!

4º Dia

Hoje acordamos chedo, pois haviamos planejado tomar café da manhã na Confeitaria Colombo, talvez a confeitaria mais tradicional do Brasil. Inaugurada em 1894, o lugar conserva o ambiente bucólico da época em que era o reduto de políticos e artistas. Foi a preferida de presidentes, recebeu visitas inclusive de reis, e é considerada Patrimônio Histórico e Artístico do Rio de Janeiro. O lugar é fabuloso; os espelhos belgas moldurando o mobiliário em jacarandá e as bancadas de mármore italiano fazem você imaginar que está na Paris dos anos 20. Um programa imperdível! Deem uma olhada no interior do atrativo.

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Tomamos um café da manhã completo (R$ 46,00 para duas pessoas); ele não é requintado como eu imaginei, mas é bom o suficiente e você fica tão encantada com o lugar, portanto é capaz de comer pão francês amanhecido com margarina acompanhado de café preto e achar que foi a melhor refeição da sua vida. Tomamos um metrô até o lugar e foi excelente; um transporte limpo, eficiente e de valor justo. Depois de ter comido horrores na Confeitaria voltamos ao hostel para o check-out e retornamos para casa. Como pegamos dois incidentes na estrada, nossa viagem levou “apenas” 20 horas (Ai meu Deus!), mas tudo bem.

Minhas impressões gerais dessa viagem foram bastante contraditórias. Por um lado, fiquei decepcionada com o descaso de alguns atrativos turísticos como o Centro Histórico, e me questionei muitas vezes se a cidade realmente tem estrutura para receber um evento tão complexo como as Olimpíadas de 2016. Por outro, fiquei feliz em ver que o Rio não é uma zona de guerra como os jornais pintam. Sobre os cariocas, infelizmente tenho que admitir que eles não são tão amistosos e acolhedores como no imaginário popular, achei até alguns deles muito interesseiros. Além disso, eles não são um primor de beleza e elegância. Os vestidos das mulheres eram demasiado curtos e os saltos demasiado altos, muito periguete para o meu senso de estilo. Mas mesmo quem não gosta de praia, tipo eu, é sempre um prazer olhar o mar circundado pelas montanhas e ver como os cariocas, mesmo tendo uma vida frenética, sempre reservam um espaço para o lazer, seja na pelada com os colegas de trabalho nas quadras de esporte no bairro da Glória, ou andando de bicicleta na orla das diferentes praias.

Até a próxima!

Prossima Fermata, Italia

Ciao! Hoje começo a escrever mais um capítulo das minhas viagens e para mudar os ares, resolvi fazer um circuito passando pelas principais cidades turísticas  da Itália. Na verdade, até há poucos anos atrás não tinha muito interesse em conhecer o país; não que eu achasse que não seria um destino interessante, mas acreditava que existiam outros lugares que tinham  mais a ver comigo. De qualquer forma, acho que fui na hora certa, mais madura e mais tranquila para o turbilhão que eu ia vivenciar.

Para aqueles que não sabem, o país está situado na Europa Meridional, é em parte banhado pelo Mar Mediterrâneo, tem pouco mais de 60 milhões de habitantes e seu território tem coincidentemente a forma de uma bota. Uma das curiosidades que eu aprendi durante a viagem foi de que ao contrário do que muitos imaginam, a Itália é um dos países mais novos da Europa; sua unificação só ocorreu em 1861 (antes o país era dividido em territórios independentes). Além disso, o idioma italiano, tão conhecido e admirado, é na verdade o idioma toscano, pois quando precisaram definir qual seria a língua oficial do país, optaram pelo idioma usado em Florença, já que o livro de maior repercussão na época era a “Divina Comédia” do fiorentino Dante Alighieri. Seu primeiro rei foi Vittorio Emanuele II e como um personagem importante na história italiana, seu nome está presente em ruas, avenidas, centros comerciais, etc. Mesmo que pequeno, é um país cheio de contrastes, mais marcadamente entre o norte (industrial, mais rico e mais cosmopolita) e sul (agrícola, mais pobre e pitoresco).

Minha viagem começou com os perrengues de sempre. Se não os tivesse, não seria minha. Mas dessa vez não esqueci de renovar o passaporte ou de levar a máquina fotográfica, tive problemas com a operadora turística na qual adquiri o pacote, mas não quero entrar nesse mérito aqui no blog.

Comecei minha viagem no meio da tarde no Aeroporto Afonso Pena e à noite peguei o avião da TAM  em Guarulhos com direção à Milão.

1º Dia

Cheguei a Milão às 15h30 (vale lembrar que há uma diferença de fuso horário de 5 horas a mais que o Brasil), tentei fazer todos os procedimentos (sair da aeronave, imigração e pegar as malas) o mais rápido possível para aproveitar o máximo da cidade, mas não deu muito certo. Quando cheguei no saguão do Aeroporto, não tinha ninguém me esperando (não seria a primeira vez, já que me esqueceram em Munique há alguns anos atrás). Após um desespero momentâneo, encontrei outros brasileiros na mesma situação e depois de muito procurar, achamos nosso motorista (que por acaso estava com a plaquinha do receptivo debaixo do braço e fofocando com o colega – vivemos situações como essa várias vezes durante toda a viagem).  

Milão ou Milano (em italiano) está situada ao norte do país e é a capital da região de Lombardia. A cidade tem mais ou menos 1 milhão e meio de habitantes e é conhecida como capital da moda e do design. Cheguei ao meu hotel que estava ao lado da Stazione Centrale – Estação Central de Trens e Ônibus, tomei um banho rápido e peguei o metrô para Piazza Duomo. A Duomo di Milano ou Catedral de Milão (foto abaixo) é o ponto central da cidade. É uma construção de 1386, mas que só foi concluída apenas no século XIX. Em estilo gótico, neogótico e neobarroco, é a terceira maior igreja do mundo (perdendo apenas para a Basílica de São Pedro no Vaticano e a Sagrada Família em Barcelona) e é de babar! Não consegui entrar, pois já estava fechada, mas aproveitei meu passeio para conhecer os arredores. Fiz umas comprinhas nada básicas na Galleria Vittorio Emanuele II (falei que esse cara tá em todas!), um centro comercial lindíssimo construído na segunda metade do séc. XIX onde se encontram algumas marcas de luxo como Louis Vuitton e Prada e restaurantes turísticos. Eu imaginei que ela fosse muito maior; na verdade ela é um centrinho pequeno, mas não deixa de ser magnífica. Passei também por antigos palácios convertidos em prédios públicos e terminei meu dia no Mc Donald´s (super italiano, sqn) onde conheci dois alemães – Florian e Christopher, que foram meus companheiros de viagem nos dois primeiros dias.

Duomo di Milano

2º Dia

Essa noite não dormi nada. Em parte pela emoção de estar em Milão, mas também sofrendo com o fuso horário. Vi um pouco de TV, fui para a Internet e quando finalmente amanheceu, tomei café e  fui ao Castelo Sforzesco. Construído a partir do séc. XV, o castelo serviu como fortaleza da cidade e pertenceu a família Sforza. Sofreu nos últimos 5 séculos várias intervenções e hoje congrega diversos museus como aqueles dedicados à arte decorativa e peças antigas, bibliotecas, entre outros espaços culturais. Além disso, possui ao fundo um lindo jardim, chamado Parco Sempione, muito parecido com os parques parisienses. Cheguei empolgadíssima ao castelo e quando fui comprar o tkt de entrada, vi que tinha esquecido todo o meu dinheiro no hotel! PM!!! Tive que voltar ao hotel a pé, pois não tinha dinheiro nem para comprar o tkt de volta do metrô; levei cerca de três horas. Só não foi pior, pois aproveitei a caminhada para conhecer a cidade. Tentei entrar na Duomo novamente, mas o segurança me barrou, pois estava com os ombros à mostra. Lá vai a primeira dica da Itália, se você tem interesse em conhecer qualquer igreja italiana, e elas realmente valem a pena serem visitadas, vá com roupas apropriadas – blusas com mangas, saias e shorts na altura dos joelhos. Eles são muito rígidos com a questão das vestimentas. À tarde, fui com os meninos no San Siro, estádio dos principais times de Milão; Internazionale e Milan. Fizemos uma visita pelo Estádio que dentro nem parece tão majestoso e fomos conhecer as concentrações dos dois times. Terminamos a visita no museu do local, onde pudemos ver muitas raridades como a camisa do Pelé quando ainda jogava pelo Santos e fotos dos principais jogadores de ambos os clubes, inclusive muitos deles eram brasileiros. Passamos o restante da tarde passeando pela cidade e à noite fomos em um lugar que só Deus sabe onde, um riozinho meio longe do centro onde estão concentrados vários barzinhos (depois descobri que o lugar se chama Navigli). O lugar em si era legal, cheio de gente, mas 12h30/01h00 da manhã as pessoas começaram a ir embora por algum motivo e ficamos lá meio sem saber o que fazer. Além disso, fui atacada pelos pernilongos italianos (chique, não?!). Enfim, sem metrô para voltar para o hotel, andamos por horas até chegar ao meio de hospedagem dos meninos e finalmente peguei um táxi para o meu hotel.

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3º Dia

Hoje começa a minha excursão pelas principais cidades turísticas da Itália.  Saímos do hotel às 07h30 da manhã em direção ao Lago de Garda, o maior lago do país. Chegamos a Desenzano di Garda, uma cidadezinha super pequena e bem pitoresca onde tomamos um barco a Sirmione. Essa sim foi uma das maiores surpresas da viagem! Sirmione é uma península hiper charmosa utilizada como destino de veraneio por turistas de todo o mundo. Ficamos poucas horas no local, mas minha vontade era de passar dias. É cheia de restaurantes gourmet, sorveterias estilosas e muitas lojas com produtos típicos italianos como  aquelas  especializadas em papéis artesanais. De encher os olhos! 

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Além da praia de pedras, os maiores atrativos são; o Rocca Scaligera, um castelo medieval construído pela família Scaligeri de Verona e a própria área comercial da cidade com traços medievais.

De lá viajamos para Verona, a cidade onde ocorreu o romance mais famoso do mundo, Romeu e Julieta. Verona é uma cidade de médio porte, com mais de 200 mil habitantes; seu centro histórico está cercado por muralhas e é considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO. A cidade é famosa pela história de amor escrita por William Shakespeare. Durante nosso passeio, conhecemos: o Anfiteatro Romano; a Praça Erbe, onde se concentra o comércio turístico e a feira do município (foto abaixo); e o Balcão de Julieta. Após a visita, partimos em direção à Veneza. Chegamos à cidade no final da tarde e aproveitei o tempo livre para jantar e descansar.

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4º Dia

Acordamos cedo e fomos ao centro turístico de Veneza. Veneza ou Venezia (em italiano) é uma cidade situada na região do Vêneto, no nordeste da Itália. É formada por 118 ilhas, muitas delas ligadas por pontes, 177 canais e tem cerca de 271 mil habitantes. Por sua localização estratégica, foi um porto importante que ligava o Oriente ao Ocidente. E por manter um laço estreito com a antiga Constantinopla (hoje Istambul), a arquitetura da cidade teve uma forte influência bizantina. E aqui começa as minhas reclamações, e olha que elas não são poucas. Ficamos hospedados no continente, em uma região chamada Mestre. Para chegar as ilhas tínhamos que tomar um ônibus e seguir por 30 minutos de rodovia, depois pegar um vaporetto – um barco que funciona como transporte público, por mais 30 minutos até chegar ao centro. Um saco! Segunda dica da Itália, quando visitar Veneza, procure um hotel nas ilhas. Eles são mais caros, mas vale muito mais a pena! Começamos nosso passeio na Ilha de Murano, famosa por seus vidros artesanais onde fomos a uma empresa que ainda fabrica esses tipos de peça. Durante o passeio os proprietários nos mostraram de que forma trabalham o vidro (nada de excepcional para mim, já que tinha visitado várias fábricas como essa no Brasil, como em Poços de Caldas, MG), e no final nos levaram a uma lojinha para que comprássemos alguma lembrancinha. Devo admitir que haviam muitas coisas bonitas à venda, mas os preços não eram convidativos. Acabei comprando um medalhão na lojinha do lado da fábrica por 40% do preço. De lá fomos ao centro onde passamos pelos principais atrativos da cidade como a Piazza San Marco (foto abaixo). 

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Andei por grande parte da região, passando pelas principais ruas do comércio. O lugar é realmente mágico! Só não estava mais perfeito por conta do calor que era insuportável. Comprei uma pashimina falsificada em uma das lojinhas por apenas € 5.00 (o melhor negócio que fiz na Itália! Ela foi minha companheira em toda a viagem, pois se transformava em xale e saia para que eu pudesse entrar livremente nas rigorosas igrejas italianas). Também visitei o Teatro La Fenice, um teatro no qual sua construção iniciou no final do século XVIII, mas houve tantos incidentes e reconstruições que foi chamado de La Fenice – A Fênix, pois literalmente renasceu das cinzas. Ele é um teatro pequeno, mas magnífico! Depois do almoço, fomos conhecer o Palácio dos Doges (foto abaixo) ou Palazzo Ducale (em italiano).

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Construído a partir do séc. XIV, foi a casa e local de trabalho dos antigos doges, governantes de Veneza. O lugar é fabuloso, com certeza vale a visita. Também conhecemos a “Basilica di San Marco”, uma igreja única com fortes influências bizantinas e que iniciou sua construção no séc. XI. O interior da igreja é muito escuro (está precisando de uma restauração meio urgente), mas não deixa de ser linda. Passei pelo Café Florian, um dos estabelecimentos mais tradicionais da cidade. Além da decoração única, o café oferece mesas nas calçadas da Piazza di San Marco e música jazz ao vivo. Antes de voltar ao continente, ainda dei uma passada para conhecer o Hotel Danieli. Composto por três palácios dos sécs. XIV, XIX e XX, o hotel é um dos mais famosos e exclusivos da cidade, além de ter sido cenário para o filme “O Turista” com Johnny Depp e Angelina Jolie. Fiquei apenas nas áreas sociais do hotel, mas mesmo assim, estava babando pela decoração composta de lustres de cristais de Murano, rica tapeçaria e colunas de mármores
trabalhadas a mão.

5º Dia

Hoje nosso passeio começou muito cedo, pois visitaríamos 4 cidades em um mesmo dia. Saímos de Veneza em direção à Pádua ou Padova (em italiano). Pádua é conhecida como a cidade onde Santo Antônio passou grande parte de sua vida. Possui pouco mais de 200 mil habitantes e está na região do Vêneto, como Veneza. A cidade também é famosa por possuir uma das mais antigas e prestigiadas universidades europeias. Fomos conhecer a Basílica de Santo Antônio (foto), uma igreja construída a partir do séc. XIII, logo após a morte do santo.

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Por fora, a igreja parece ser muito simples, mas seu interior é realmente bonito e vale a pena a visita. Disseram que eu deveria experimentar uma especialidade típica da cidade chamada “dolce del santo”. Uiii! Que troço ruim! Um pão doce, duro e esfarelento. Para ser sincera, até o momento a Itália me decepcionou profundamente no quesito alimentação. Ainda não comi nada que eu pudesse dizer: – Meu Deus, isso é tudo de bom! Tenho sempre a impressão que falta gosto na comida. Mas tirando minha decepção gastronômica, a cidade é muito agradável e tranquila. De lá, entramos na região da Toscana em direção a Pisa. Pisa é uma cidade pequena, com quase 90 mil habitantes e tem como seu maior atrativo a Torre de Pisa (deem uma olhada na Torre logo abaixo).

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A torre é na verdade o campanário da Duomo di Pisa e seria apenas mais uma construção medieval se não tivesse uma grande inclinação que faz dela um dos atrativos mais visitados do país e Patrimônio Mundial da UNESCO. Nosso guia nos disse que devido a inclinação cada dia maior, no início da década de 1990 a torre foi fechada para visitação e implantado um grande projeto a fim de trazer maior estabilidade à construção. A torre perdeu 40 cm de sua inclinação original, mas vendo ela super torta hoje, você fica imaginando o estado que não estava antes da intervenção. O lugar é realmente lindo, não só a torre como também a Duomo e o Batistério, mas esse foi o dia mais quente de toda a nossa excursão. Fazia 40ºC dentro do nosso ônibus e o calor não nos dava ânimo de explorar a cidade.

Nossa próxima parada foi Lucca. A cidade também tem origem medieval e o centro histórico está localizado dentro de uma muralha. Durante a dominação napoleônica na Europa, Napoleão deu a cidade de presente para sua irmã Elisa. Durante o passeio pela cidade, passamos pela Igreja de S. Michele, o palácio onde morou Elisa e a Cattedrale San Martino. A cidade é realmente muito agradável, mas o que me chamou mais atenção foi o cheiro de doce por todo o lugar. O destino é uma tentação para aqueles que estão de regime. Seguindo a dica do meu guia, fui comprar um doce na Patisserie Pinelli, uma das mais tradicionais. Comprei vários Mignolinis, uma espécie de Carolina. DELICIOSOS! Finalizamos nosso tour do dia em Florença. Chegamos pelo lado sul da cidade onde há vários vales repletos de jardins e palácios centenários. Esses palácios hoje estão convertidos em espaços como restaurantes e hotéis luxuosos. O lugar era uma inspiração! Para terminar  o  dia, nosso motorista parou na Piazzela Michelangelo, um observatório no qual é possível ter uma visão de toda a cidade. LINDO! LINDO! LINDO! Já estávamos mortos com o dia puxado, mas aquela vista deu uma revigorada em todos. Parece que naquele dia as coisas iam melhorar. Fiquei  hospedada em um hotel chamado Metrópole, finalmente um hotel 4 estrelas com jeito de 4 estrelas; jantei em um restaurante ao lado da Ponte Vecchio, a melhor comida até o momento. Fui dormir acabada, mas ansiosa para o próximo dia.

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6ºDia

Hoje começamos o dia fazendo um city tour pela cidade. Florença ou Firenze (em italiano) é capital da Toscana e possui quase 400 mil habitantes. Foi uma cidade bastante rica e influente no final da Idade Média e começo do Renascimento e é considerada um dos destinos mais bonitos do mundo. Começamos o passeio na Basilica de Santa Croce, construção do séc. XIII que abriga os restos de Michelangelo, Galileo Galilei, Maquiavel e Rossini. De lá fomos até a Piazza della Signoria, uma das praças mais importantes da cidade que congrega o Palazzo Vecchio, palácio dos antigos doges e atual sede da prefeitura municipal; Galleria degli Uffizi, um dos museus mais importantes do mundo, com obras de Michelangelo, entre outros; diversos prédios comerciais, além de obras de arte, como Neptuno e Davi de Michelangelo. De lá fomos a Ponte Vecchio (foto abaixo), uma ponte construída no séc. XIV sob o Rio Arno que a princípio servia como um ponto para venda de carne, mas pelo mau cheiro foi transformada em um local para o comércio de joias, algo que ainda existe. A ponte é muito diferente do que eu esperava. Ela tem lojas de verdade em seu interior e é muito interessante. É possível ver que alguns desses estabelecimentos são centenários e vendem produtos a um preço bem competitivo (lembrando que são joias).

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Próxima parada foi a Praça do Comércio, depois a Piazza della Repubblica e caminhamos um pouco mais até chegar até a Cattedrale di Santa Maria Del Fiori, a Duomo di Firenze (segue foto da Catedral logo abaixo). É uma igreja do séc. XIII, mas que só foi concluída no séc. XIX. Sua fachada é composta por mármores verdes e rosas e é de babar! Seu batistério também é lindo, principalmente pela porta em ouro (claro que a original não está mais lá!).

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Depois da Catedral, dei um pulo na Basílica de San Lorenzo, igreja construída pelos Medici (a família mais influente da cidade por mais de 3 séculos) no séc. XV. Pela riqueza da família, eu imaginava que a igreja seria mais imponente, mas ela é bem simples. Eu tava tão cansada nessa hora que acabei tirando um cochilo no banco da igreja, que vergonha! Aproveitando a visita, também passei pela Biblioteca da família Medici, projetada por Michelangelo – Biblioteca Medicea Laurenziana. Interessante, mas não fabulosa! Andei pela cidade e passei por vários palácios que foram convertidos em estabelecimentos comerciais e estava maravilhada pela beleza do lugar. Almocei em um restaurante chamado Obika, uma franquia de estabelecimentos especializados em muçarela de búfala. O ambiente é moderno e arejado e a comida é fantástica. Foi minha maior descoberta gastronômica na Itália. Essa é minha dica! Eles têm restaurantes nas principais cidades italianas, além de ter filiais em Nova York, Los Angeles, Londres, Istambul, Toronto e Tóquio. À tarde fomos à Galleria dell’Accademia, um museu da academia de Belas Artes de Florença que possui em em acervo obras de vários mestres, inclusive de Michelangelo. Essa foi uma das maiores decepções da viagem, pois paguei super caro para entrar no museu e o acervo é bem fraquinho. Fraquinho no sentido de que as maiores obras da cidade estão na Galleria degli Uffizi, portanto, a única obra realmente significativa do lugar para leigos como eu é o Davi de Michelangelo. Terminando o passeio, ainda entrei no Palazzo Vecchio, onde parte do edifício está aberto a visitação. É UM ESPETÁCULO!!! Quase sem forças ainda fui ao Palazzo Pitti, castelo construído pela família Pitti, mas adquirido pelos Medici. Cheguei meio tarde e o lugar já estava chegado para visitação. Terminei o dia comendo um waffle com Nutella (eles tem adoração por Nutella!) e me arrastando até o hotel.

7º Dia

Madrugamos de novo, pois tínhamos mais um dia cheio de cidades para conhecer. Nossa primeira parada foi em Siena, uma pequena cidade ainda na região da Toscana. O lugar também conserva parte de suas muralhas medievais. Visitamos a Igreja de San Domenico, a Piazza del Campo, praça em forma de leque onde ocorre a festa mais famosa da cidade, a corrida do Palio – uma corrida de cavalos no qual os moradores da cidade competem por seu bairro (e onde comi o melhor “Gelato di Tiramisú” de toda a minha vida). A festa ocorre entre os meses de julho e agosto.

Além disso, fomos até a magnífica Cattedrale Santa Maria Assunta (foto), a Duomo di Siena, uma igreja com início de construção no século XIII e que enche os olhos de qualquer visitante.

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Passamos também por seu batistério que é fabuloso. A cidade é muito agradável; mesmo fora de suas muralhas é calma e muito florida! De lá fomos a Assis ou Asisi (italiano). Está localizada na região da Umbria e é conhecida por ter sido o local de nascimento de São Francisco. O lugar é uma vila medieval, toda edificada em pedras e seu maior atrativo é a Basilica de São Francisco de Assis, construída após sua canonização no séc. XIII. A igreja é enorme, com diferentes andares e possui lindas pinturas. Na cidade, você tem a sensação de que o tempo parou. Ela é muito silenciosa e transmite algo muito bom. Almoçamos por lá e seguimos nosso caminho até Roma. Capital da Itália, a cidade está localizada na região de Lácio e possui mais de 2 milhões de habitantes, a mais populosa de todo o país. É cortada pelo rio Tigre e fez parte de grandes períodos históricos. Dizem que Roma foi fundada em 753 a. C. pelos irmãos Rômulo e Remo. Estes irmãos foram criados por uma loba (o símbolo da cidade é uma loba amamentando dois bebês), mas descobri que Loba – Lupa era o apelido para as “mulheres responsáveis pelo entretenimento adulto”, se é que vocês me entendem, portanto, na verdade eles eram filhos de uma prostituta. Além da cidade, Roma também congrega o Vaticano, um país independente onde mora o Papa e está a Basílica de São Pedro. Ficamos hospedados na periferia da cidade (imagine a minha felicidade!) e parte do meu grupo foi fazer um passeio opcional pelo centro à noite. Eu resolvi fazer meu próprio passeio e não me arrependi. Peguei o metrô até a Piazza di Spagna e passei pelos principais pontos da cidade a pé como Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II, uma lindíssima construção do começo do século XX e Fontana di Trevi. Na verdade, minha primeira impressão de Roma não foi das melhores. À noite, a cidade tem um ar de  lugar apertado, sujo. Só fui me apaixonar completamente pelo destino no último dia. Quando voltei para o hotel, me ferrei bonito! As linhas de metrô de Roma estavam em manutenção, portanto elas encerraram suas atividades às 21h. Fui obrigada a pegar um ônibus (meio perdida, pois não tinham muitas placas explicativas e não falo italiano), parei na estação errada, tive que tomar um táxi e ainda levei uma bronca do taxista, pois não tinha o cartão com o endereço do hotel. Só a topeira aqui é capaz de sair do hotel sem um mapa da cidade e o cartão do estabelecimento. NÃO FAÇAM ISSO! Cheguei sã, salva, mas um pouco assustada ao meu quarto.

8º Dia

Hoje acordamos cedo, pois às 07h30 sairíamos em direção ao Museu do Vaticano. Na verdade, não é apenas um museu; são vários museus situados em um mesmo lugar. A coleção começou a ser organizada a partir de 1771 pelo Papa Clemente XIV e é considerado um dos museus mais importantes do mundo, contando com obras etruscas, gregas, romanas, egípcias, medievais, renascentistas, etc. Durante a ocupação de Napoleão na Itália, grande parte do acervo foi saqueado e enviado à França (muitas peças hoje estão em exposição no Louvre), mas isso não desanimou nenhum membro do clero; só fez com que a igreja adquirisse ainda mais peças para repor as antigas e com que investisse ainda mais em arte.

VLUU L100, M100 / Samsung L100, M100Detalhe – olha eu na foto com minha echarpe de Veneza que transformei em uma saia descolada. O lugar é um show! Tem tudo que você pode imaginar, mas me incomodou um pouco as peças de diferentes períodos da história estarem expostas juntas, isso confundia a cabeçinha desta amadora fanática por arte. O museu é gigantesco, se quiser conhecê-lo a fundo, terá que reservar alguns dias. Mas tome cuidado; as filas para entrar no local são quilométricas, então a melhor opção (Outra dica!) para não perder tempo é comprar o ingresso pela Internet ou adquirir o passeio completo com uma operadora. Um dos momentos mais especiais de todo o museu é a visita a Capela Sistina. Foi pintada por Michelangelo que era um escultor e não pintor (desta forma você fica impressionada com o talento do cara) e tem esse nome, pois foi construída em homenagem ao Papa Sisto IV. Este espaço é usado até hoje (principalmente para escolher o novo Papa) e é realmente lindo! De novo eu estava tão cansada que na Capela tirei um cochilinho, o segundo dentro de igrejas italianas. Que vergonha! Depois fomos a Basílica de São Pedro ou Basilica di San Pietro (em italiano), uma igreja do séc. XVI e um dos maiores símbolos do Vaticano. A igreja é enorme e magnífica (não tem outra palavra para descrever o lugar), me perdi do meu grupo várias vezes. Lá é possível ver a Pietà de Michelangelo (existem 4 Pietàs esculpidas por Michelangelo. A primeira e única a ser oficialmente assinada pelo artista é a de San Pietro, mas é possível ver outras estátuas em Milão e Florença) e diferentes obras de artistas como Bernini e Rafael. Terminando o tour pelo Vaticano, fizemos uma panorâmica por Roma e só a partir daí comecei a me apaixonar pela cidade. Nossa primeira parada foi em Trastevere, um dos bairros mais característicos e boêmios da capital italiana. Passamos ainda pela Roma Monumental, onde ficam os antigos Fóruns romanos, arcos e templos do mesmo período e o Coliseo. Toda essa parte da cidade é linda! As ruínas misturadas aos verdes jardins passam uma sensação tão boa! Almoçamos naquela mesma região conhecida como bairro judeu e onde há uma grande quantidade de restaurantes especializados em comida kosher e típica romana. À tarde fomos ao Coliseo (foto). Construído entre 70 e 90 d.C., o espaço é um dos símbolos da Roma antiga e considerado uma das 7 maravilhas do Mundo Moderno.

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É incrível quando você tenta imaginar como deveria ser aquela construção há milhares de anos. O prédio era todo coberto de mármore branco (ainda existem uma ou duas pedras para contar história) e é uma construção gigantesca. Soube pela nossa guia que a princípio havia guerras navais dentro do espaço (fiquei imaginando eles encherem de água aquele lugar e fazer guerrilhas lá dentro), mas posteriormente eles construíram ao fundo do Coliseu um espaço que parecia uma coxia, com salas e túneis. E só a partir dessa fase, os animais selvagens (que ficavam escondidos por lá) começaram a fazer parte dos espetáculos. Finalizamos nosso tour andando pelos antigos fóruns romanos e voltamos ao hotel para descansar e se preparar para a maratona do próximo dia.

9º Dia

Hoje foi sem dúvida o dia mais puxado de toda a nossa excursão. Mas não estou reclamando porque foi MUITO bom! Saímos de Roma às 05h da manhã (quer dizer, acordei às 4h) em direção ao sul do país, especificamente para Pompéia ou Pompei (italiano).

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A cidade (na foto acima) está na região da Campania, muito perto de Nápoles, e seu principal atrativo são as ruínas da antiga cidade romana, destruída pelo vulcão Vesúvio em 79 d.C. O lugar é impressionante! Não são apenas ruínas de alguns monumentos, mas sim de uma cidade completa. Ruas cheias de casa e praças inteiras. É fascinante ver os mosaicos no chão de algumas casas ou os trabalhos em mármore de alguns santuários. Fomos à região da “luz vermelha” e foi legal saber que como grande parte das meretrizes era estrangeira, elas não entendiam direito o latim. Portanto, para elas entenderem direitinho o que os clientes queriam, tinham um cardápio de posições sexuais, como um Kama Sutra, mas ele estava estampado nas paredes dos bordéis. Foi possível ver alguns corpos carbonizados (tinha até um cachorrinho que morreu se contorcendo, uma dó!) e uma pequena parte dos objetos que foram encontrados na cidade. Só fiquei triste, pois o grosso da coleção encontrada no parque arqueológico está em um museu em Nápoles e não teríamos tempo de visitá-lo. De lá fomos à Nápoles ou Napoli (em italiano). A cidade também está na região da Campania, como  Pompéia, e é a terceira maior da Itália com pouco mais de 1 milhão de habitantes. É famosa por sua cozinha, principalmente pela invenção da pizza, o prato mais popular de todo o mundo. Aqui começamos a perceber que estamos em uma outra Itália. De repente, comecei a ver vários guetos, ou sendo politicamente correta, bairros menos privilegiados;  as pessoas são mais morenas, tipo marrom bombom e os homens mais corpulentos, para não dizer gostosões. Mas o centro da cidade é bem interessante. Passamos em nossa panorâmica pelos seus principais atrativos como o Castel Nuovo, Galleria Humberto I (nos moldes da Vittorio Emanuelle II em Milão), Piazza Plebisito, Teatro di San Carlo e Castel Dell´Ovo. Chegamos ao Terminal Turístico da cidade onde pegaríamos um barco até Capri. O passeio dura uns 50 minutos e é bem confortável. Chegamos ao Porto de Capri e a princípio não me impressionei com o lugar. O porto é simples, apertado, uma confusão de gente e um calor desgraçado. Mas a hora que pegamos uma embarcação menor e fomos fazer um cruzeiro pela ilha, aí sim descobri como o destino é magnífico! O mar de Capri é de um azul escuro que eu nunca tinha visto antes. Se só a cor da água já não fosse um chamativo, o contraste deste mar com as rochas em tons de cinza claro, dão uma pitada especial (dê uma olhada na foto).

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As rochas brotam das águas e a ilha é cheia de buracos repletos de corais. LINDO! LINDO! LINDO! Terminando nosso passeio, pegamos o Funicular até o ponto mais alto da cidade onde fica o centrinho da ilha. Quando fui passear por essa parte do lugar, tive certeza que estava no paraíso! As lojas de luxo, os hotéis boutique, as pâtisseries de primeira estão dispostas de um jeito tão despretensioso, mas, ao mesmo tempo, charmoso! Não tem o que dizer. Minha vontade era de ter passado as férias inteiras lá e não só um dia. Tomei um suco de Laranja em uma barraquinha local (€ 3), um dos melhores da minha vida. Vale a pena ressaltar que esta região da Itália é conhecida por suas frutas cítricas. Além disso, eles têm uma bebida típica chamada Limoncielo (gostosinho!). Almoçamos em um restaurante típico (+ ou -) e passamos a tarde aproveitando a cidade. Voltamos para Roma no final do dia. Eu estava acabada, mas a vista do caminho entre Nápoles e Roma é tão linda (cercada de montanhas) que fiz um esforço sobre-humano para não dormir e aproveitar a paisagem. Ainda tomei um banho rápido e fui com o pessoal da excursão para Trastevere comer uma comida tipicamente romana e aproveitar nossa última noite juntos.

10º Dia

Hoje fiz meu tour sozinha por Roma, pois ainda havia alguns pontos que gostaria de conhecer. Acordei um pouco mais tarde e peguei o metrô até a Piazza di Spagna. Subi até a Villa Borguese, um lindo e enorme parque urbano que abriga diversos atrativos, inclusive um museu de arte, e andei por toda aquela região mais ao norte do centro (linda! Cheia de palacetes onde ainda há moradores); dei uma passadinha na La Rinascente da Piazza Fiume (uma loja de departamento tradicional da Itália, mas o espaço não é tão bom como em Milão), dei uma passadinha também na Via Veneto, uma das mais charmosas ruas de Roma onde parei na Hard Rock Café (para não perder o costume) e voltei ao reduto dos turistas. Entrei a direita na Via Del Corso (onde se encontram as lojas com preçinhos mais camaradas como Zara, H&M, etc.) até a Piazza del Popolo, uma das praças mais tradicionais da cidade. Voltei pelo mesmo caminho e seguindo as plaquinhas de sinalização turística cheguei ao Parthenon, a construção antiga mais bem preservada de Roma. É usado como templo desde 27 d.C. e hoje funciona como uma igreja católica. O prédio é fantástico e é difícil imaginar como os antigos romanos construíram tal monumento com a tecnologia existente naquela época. De lá fui até a Piazza Navona, uma praça do final do séc. XV onde há muitos artistas e um lindo palácio que serve como Embaixada do Brasil. Nesta hora, a bateria de minha máquina fotográfica não queria mais pegar e fiquei um pouco triste por não ter conseguido tirar nenhuma foto do lugar. Caminhei um pouco mais até chegar ao Castel Sant´Angelo. Também conhecido como Mausoléu de Adriano, sua construção foi iniciada em 139 d.C., mas se transformou em uma fortaleza a partir da Idade Média. O lugar hoje abriga um museu, mas depois de ter visto tantos museus espetaculares por toda a Itália, o Castelo tem um acervo bem fraquinho (tirando duas salas mais elaboradas); mas o melhor do lugar é sem dúvida a vista de toda Roma, inclusive do Vaticano. MAGNÍFICA! Como consegui tirar uma foto do castelo, usando a técnica do “liga a máquina, bate a chapa e fecha rapidinho”, ainda voltei a Piazza Navona (me arrastando de tão cansada) para ver se conseguia tirar uma foto. Ehhh, consegui! Deem uma olhada!

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Terminei meu tour na Fontana de Trevi. Depois de um dia de muita caminhada, voltei ao hotel no início da noite (se bem que ainda estava claro!) e passei o restante do dia descansando e assistindo British Law & Order em italiano (para acabar!)

11º Dia

Hoje o receptivo passou no hotel às 09h da manhã para me levar ao Aeroporto Fiumicino, pois voltaria a Milão. Cheguei ao Aeroporto Malpensa no início da tarde e peguei um Shuttle (ônibus que liga o Aeroporto ao centro da cidade e que custa € 7.50) e fui me hospedar no Hotel Idea Centrale, situado quase em frente à Stazione Centrale. Esse hotel eu reservei pela Internet (depois de uma pesquisa profunda sobre a hotelaria italiana) e mesmo sendo um hotel econômico (categoria três estrelas), foi o melhor estabelecimento hoteleiro de toda a minha viagem. Valeu a pena e fica a dica! Da Stazione Centrale, caminhei até a Piazza della Repubblica, pois queria conhecer o hotel mais tradicional de Milão, o Principe di Savoia. Construído em 1927, o hotel é imponente e seu interior se assemelha de alguma forma ao The Plaza em Nova York, se bem que o abuso no uso de mármores  de todas as cores, inclusive nas paredes é MUITO MAIS evidente na versão italiana. Tinha interesse em comprar alguma lembrança do hotel para mostrar aos meus alunos, mas eles não tinham muitas opções de souvenirs com a logo do empreendimento; de qualquer forma, foi ótimo poder conhecer o hotel e ver um pouco do funcionamento do estabelecimento. Ainda caminhando fui até a parte do comércio mais nobre da cidade, andei pela Via Della Spiga (linda, chique e tudo de bom! Dá de 10 a 0 nas ruas mais chiques de Roma), Via Manzoni e Via Montenapoleone. Desci mais um pouco até o Teatro alla Scalla e terminei minha caminhada na Piazza di Duomo. Jantei no Obika (o mesmo restaurante de Florença), situado no último andar da La Rinascente. O lugar tem uma sacada cheia de mesas com vista para a Duomo, bem legal! Ainda passei pelo comércio local e voltei à noite para o hotel.

12º Dia – Está terminando, juro por Deus!

Hoje dei uma enrolada na cama, mas levantei a tempo de tomar o café da manhã do hotel e devo admitir que foi um dos melhores que de toda a minha viagem (se não for o melhor). De lá peguei o metrô e fui novamente ao Castelo Sforzesco, pois no meu segundo dia em Milão eu havia tentado entrar, mas tinha esquecido o dinheiro no hotel. Os museus do castelo estão longe de ser fabulosos, mas por € 3,00 eu não tinha nem como reclamar. De lá voltei novamente para o comércio mais chique da cidade, pois queria almoçar no Café Armani. O lugar é muito legal, a comida é descomplicada e saborosa (se bem que não recomendo a panacota, muito sem graça!) e o banheiro é show, vc se sente meio que em um filme. Paguei € 35.00 (não é barato, mas é pagável!). Terminando o almoço fui a Duomo onde finalmente consegui entrar; o interior da igreja é bonito, mas o que impressiona de fato é seu tamanho. Nessa hora estava chovendo muito (a primeira chuva de toda a viagem), então não tive muita pressa de sair. Deu até para dar uma dormidinha por lá para não perder o costume. Ainda dei uma volta nos arredores para me despedir da cidade, voltei ao hotel para pegar minhas malas e ir direto ao Aeroporto.

E depois de muitas horas dentro de aviões, finalmente cheguei ao Brasil.

As minhas impressões da viagem foram as mais diversas possíveis. A Itália tem um patrimônio imensurável, talvez o país historicamente mais rico que eu já conheci, só estando lá para ver e sentir; mas sob um olhar mais crítico, o país sofre com uma grande falta de infraestrutura. Uma pena! Além disso, o italiano entrou no meu ranking de um dos povos mais grosseiros do mundo. Pelo amor de Deus, ôhhh povinho sem empatia, sem jogo de cintura e sem a mínima vontade de ser agradável. Claro que conheci italianos simpáticos, mas eles eram tão raros que na balança final não faziam muita diferença. A culinária italiana também deixou a desejar. Só comi bem quando tive coragem ou necessidade de abrir a carteira. Os italianos não são tão bonitos como em nosso imaginário; as mulheres são em geral muito magras, mas o que mais me incomodava nelas era a falta de cuidado com os cabelos (sempre sujos, mal tratados e nunca penteados) e os bronzeados falsos (muitas vezes em tom de laranja e o pior, às vezes só na pernas). O mais engraçado é que elas estavam sempre desengonçadas, mas com uma bolsa de marca no braço (Gucci, Prada ou Louis Vuitton). Os homens então, nem se fala. Em Milão, onde imaginei que ia encontrar os homens mais bonitos de todo país, é onde achei os piores. Eles são em geral muito magros e muito metrossexuais. No sul da Itália é possível encontrar homens mais corpulentos e queimados de sol, mas não vi nenhum que me impressionasse. Enfim, acho que independente de tudo, foi uma ótima viagem. Conheci pessoas encantadoras, aprendi muito sobre a história ocidental e passei a valorizar ainda mais o destino. É um país que recomendo para qualquer um e voltaria muitas e muitas vezes.

Hasta pronto!

 

Dessa vez a parada é na Colômbia

Como em todos os anos, nas férias de verão aproveito meu tempo livre para viajar. Há alguns meses atrás estava pensando qual seria o melhor lugar para visitar em 2011 e depois de uma pesquisa criteriosa e muita vontade de explorar a América, imaginei que a Colômbia seria uma boa pedida. Para quem não sabe, Colômbia é um país da América do Sul com pouco mais de 45 milhões de habitantes; é uma república presidencial democrática como o Brasil e a base de sua economia é a exportação de café (o mais conceituado do mundo), pedras preciosas (é responsável por mais de 60% de todas as esmeraldas comercializadas no planeta), minérios e flores. 

 1º Dia

A viagem teve início em Curitiba. Madruguei (04h00), pois meu voo sairia às 06h10 em direção a São Paulo. Chegando a São Paulo, passamos por todos os trâmites necessários e embarcamos para Bogotá às 12h40 pela TAM. Chegamos a Bogotá às 15h40 (vale ressaltar que a Colômbia tem uma diferença de fuso horário de 3 horas a menos com o Brasil). Nosso receptivo já estava nos aguardando e fomos levados ao nosso hotel, 116 Hotel. O empreendimento pertence a cadeias Cosmos, uma rede colombiana bastante prestigiada. Ele possui categoria superior (4 estrelas), é um prédio de vanguarda e com apenas 4 meses de inauguração. Está situado na Calle 116, zona norte da cidade. Deem uma olhada na fachada do empreendimento.

Após nos acomodarmos, demos uma volta pelo quarteirão para nos orientarmos e jantamos no shopping Unicentro, o mais próximo do nosso hotel. Essa foi uma das refeições mais sem graça que fizemos em nosso tour; então vai a primeira dica da viagem, Bogotá tem ótimos restaurantes, portanto tente não procurar as praças de alimentação dos shoppings, pois os preços não são competitivos e o sabor da comida também deixa a desejar. 

2º Dia

 Acordamos cedo, pois tínhamos um city tour por Bogotá pela manhã, mas antes de contar sobre o passeio, deixa eu escrever um pouco sobre a cidade. Bogotá foi fundada em 1538 por Jiménez de Quesada como Santa Fé de Bogotá. É a capital do país e possui aproximadamente 7 milhões de habitantes. A cidade está situada na Cordilheira Oriental dos Andes, a 2.640 metros acima do nível do mar e por essa razão, tem um tempo muito frio o ano todo. Como está situada em uma área propensa a terremotos, não possui muitos prédios altos. A metrópole é dividida em 4 quatro regiões: occidental, oriental, norte e sur. As áreas mais prestigiadas da cidade ficam ao norte e no lado oriental (onde estão as grandes montanhas, que eles chamam de cerros). A cidade é classificada no que eles chamam de “extractos”. Eles vão de 1 a 6 e quanto melhor o bairro que você mora, maior o número que o representa. Esses números se revertem em impostos, portanto quando você mora em um bairro mais exclusivo, consequentemente você tem que pagar mais imposto.  As ruas da cidade não possuem nomes e sim números, como em Nova York e isso facilita bastante a localização. No sentido sul ao norte, as vias são chamadas de Calles e sentido leste ao oeste são as Carreras. Começamos nosso tour conhecendo os bairros mais prestigiados da cidade e uma das coisas mais curiosas foi a arquitetura local. Grande parte dos edifícios são construções com tijolhinhos à vista, que eles chamam de “ladrillos”. Desta forma, a cidade tem um cara meio terracota. Em alguns momentos ela lembra as cidades inglesas. Na verdade, os habitantes são tão fascinados pela Inglaterra que tem um bairro em estilo inglês chamado La Merced. Lindo!!! Nossa primeira parada foi ao Museo del Oro. O local é considerado um dos maiores museus do ouro do mundo. Ele é um prédio moderno, com uma ótima estrutura e está localizado no centro da cidade. Possui um acervo com peças pré-colombianas mostrando a rotina e o cotidiano dos vários povos que habitaram o país. Muito interessante! Ao redor do museu existem várias lojas de artesanato. Vale a pena dar uma sapeada! De lá, fomos à Plaza Bolívar. A praça é a mais importante da cidade. Está localizada no bairro histórico de La Candelaria e é onde se encontram os principais edifícios de Bogotá como a Catedral Primada de Colômbia (foto), o Capitólio Nacional, a Prefeitura e o Palácio da Justiça.

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É uma praça imponente, com edifícios de diferentes estilos arquitetônicos. Só não estava mais bonito, pois tinha uma pista de gelo mega colorida no centro da praça que destoava do lugar. Além disso, o local abriga muitos pombos, eca!!! Caminhando pelo bairro passamos pelo Colégio Mayor de San Bartolomé, uma escola muito tradicional fundada por religiosos em 1604 e chegamos a Casa de Nariño, um lindo palácio de 1908 onde funciona a Presidência da República. Segue abaixo uma foto da fachado do Edifício.

Andamos também por outras ruas de La Candelaria onde foi possível ver as casas em estilo colonial espanhol com seus característicos balcões em cedro (infelizmente nem todos devidamente restaurados – deem uma olhada na arquitetura local).

E chegamos ao Museo de Arte Colonial (foto abaixo).

Inaugurado em 1942 em um edifício do século XVII, o museu apresenta peças como pinturas, esculturas, objetos religiosos e mobiliário dos séculos XVI, XVII e XVIII. Como grande parte das peças são de cunho religioso, o museu não é assim “uma brastemp”, mas como o prédio é lindo e o local tem entrada gratuita, é uma visita que vale a pena ser feita. Ahhh! Uma das coisas que eu mais gostei em Bogotá é que quase todos os museus da cidade são gratuitos. Passamos ainda pelo Teatro Colón, um lindo teatro em estilo neoclássico inaugurado em 1892 que infelizmente estava em reforma. Saindo um pouco do grande centro, fizemos uma visita a Quinta de Bolívar, uma casa museu em estilo colonial que serviu como casa de Simón Bolívar (um herói para os colombianos) em Bogotá. O local é bem pequeno e muitos dos móveis do museu não são originais da casa, mas para quem gosta de história, vale a pena a visita pela localização e pelo que ela representa.

Terminamos nosso city tour no Cerro Monserrate, uma montanha localizada a 3.152 metros acima do nível do mar.  Para chegar  ao pico, é preciso tomar um Funicular (um tipo de um elevador) ou o Transférico. A ida e a volta custam COP $ 14.000 – R$ 12,73 e lá em cima é possível ter uma vista completa da cidade.  Passei um pouco mal por causa da altitude, mas depois de um tempinho acabei me recuperando.  Almoçamos no próprio Cerro em um restaurante chamado Santa Clara. O restaurante está localizado em uma lindíssima casa de madeira construída em 1924 e o local serve comidas típicas colombianas. Muito bom, recomendo! Segue de longe a preciosidade da construção. Dá para ter uma ideia de como o lugar é charmoso.

O cerro possui um outro restaurante chamado San Isidro, uma casa em estilo colonial especializada em comida francesa. Descendo o cerro, por conta própria voltamos a La Candelaria para conhecer alguns pontos turísticos de nosso interesse. Nossa primeira parada foi logo em frente ao Museo del Oro onde há um complexo de igrejas (na verdade são 3). A primeira é o Templo de San Francisco, uma igreja de 400 anos com o interior todo em ouro. Sem dúvida, a  mais bonita de toda a cidade! A segunda é a Iglesia de La Veracruz,  fundada em 1546 e mais humilde;  já a terceira é a Iglesia de la Ordem Tercera Franciscana, uma igreja com lindos detalhes em madeira. Para quem gosta de arquitetura ou de obras sacras, é um prato cheio! De lá, tomamos um táxi e fomos ao bairro Centro Internacional conhecer o Museo Nacional.

Instituído em 1823, dizem que o museu é o mais antigo do continente. Seu acervo conta muito da história colombiana, dando ênfase às suas lutas e aos seus heróis. O edifício é lindo e serviu durante muito tempo como penitenciária. Também é outro lugar que tem entrada gratuita. Finalizando a visita ao museu, andamos duas quadras a pé até chegar a Plaza de Toros Santamaría, um prédio em estilo mourisco construído em 1931 que serve de palco para as tradicionais touradas que acontecem no mês de janeiro no país. Terminamos nosso tour do dia parados no trânsito de Bogotá. O tráfego da cidade é tão ruim ou pior que o de São Paulo. Demoramos cerca de 1h30 para chegar ao hotel. Nesse momento, já estávamos mortos de cansaço! Deixa eu dar a última dica do dia. Os táxis na Colômbia são ridiculamente baratos, então recomendo usar táxis para se locomover pelas cidades.

3º Dia

Hoje não acordamos tão cedo, pois não tínhamos nenhum compromisso importante pela manhã. Fomos conhecer a Hacienda Santa Bárbara, uma antiga fazenda transformada em centro comercial.  Eu esperava muito mais do local! Almocei no Mc Donald´s, como faço em todos os países que visito e à tarde fomos a  Zipaquirá. A cidade fica a 1 hora de distância de Bogotá e é um importante destino turístico por abrigar a Catedral de Sal, uma igreja esculpida dentro de uma mina de sal, a 180 metros abaixo da terra e considerada a 1ª maravilha da Colômbia. A cidade conta com 100 mil habitantes, possui ruas estreitas, “muy sencilla”, mas parece muito simpática.

Sua Plaza Mayor lembra um pouco a de Machu Picchu (com as devidas proporções, claro!). Lá comi um doce muito típico chamado “Obleas”.  É como um sanduíche feito de casquinha bijú onde você pode colocar os mais variados recheios: arquipe (é o doce de leite colombiano. Que me perdoe os argentinos, mas a Colômbia tem sem sombra de dúvidas o melhor doce de leite do mundo), creme de leite, doce de amora, amendoim, coco ou queijo (dizem que é sem sal, mas não tive coragem de experimentar). AMEI O DOCE! FIQUEI VICIADA! A Catedral de Sal foi aberta ao público em 1992 e está localizada em um parque com boa estrutura turística. A catedral em si é meio desapontadora, mas como todos os turistas presentes na mina estavam tão maravilhados com o local, talvez essa impressão seja só minha. Olha eu entrando nas minas de sal.

Voltamos a Bogotá no final da tarde e nossa guia nos deixou em uma região chamada Zona Rosa. É uma área muito exclusiva da cidade, onde se encontra as melhores lojas, centros comerciais e os melhores estabelecimentos gastronômicos. Eu havia lido que o local lembra muito os Jardins em São Paulo e é verdade. Me senti em casa! Em alguns momentos lembra um pouco a região de Capivari em Campos do Jordão, mas é um local descolado, cheio de gente bonita e restaurantes da moda. Passeamos pelo Centro Adino, um dos mais exclusivos shoppings da metrópole, pelo El Retiro que tem uma praça de alimentação chamada “Plaza de Andrés”, um local bem humorado, super descolado e que serve de tudo – um a ótima pedida! E terminamos a noite no Atlantis Plaza onde está localizado o Hard Rock Café.

 4º Dia

Acordamos cedo e fomos novamente para o bairro de “La Candelaria”, pois havia alguns lugares que ainda tínhamos interesse em conhecer. Nossa primeira para foi ao Museo Botero.

O prédio do museu está situado em um complexo pertencente à antiga casa da moeda e possui peças de Fernando Botero, um pintor e escultor colombiano famoso por suas formas arrendondadas. O local também apresenta peças de outros pintores renomados como Picasso, Matisse and Gustav Klimt (que eu adoro!) e todas elas faziam parte da coleção particular do artista. O museu também é gratuito e para quem gosta de arte, é uma ótima pedida! De lá fomos à Casa de la Moneda. Instalado em um lindo edifício em estilo colonial do séc. XVIII, o museu mostra a história da Colômbia por meio de suas moedas. Desde os primórdios do país como Nueva Granada, uma das muitas colônias espanholas na América até a atualidade. O museu é um pouco cansativo, mas muito interessante! Foi possível descobrir que o Panamá fez parte da Colômbia até 1903, e só houve essa separação com a ajuda dos Estados Unidos que estavam interessados em explorar o lucrativo Canal do Panamá. Também foi possível perceber que a industrialização do país foi muito tardia, o que trouxe uma dependência muito grande de outros países. Outro museu com entrada gratuita. Almoçamos em um restaurante chamado La Sociedad, localizado em uma casa histórica quase ao lado da Plaza Bolívar. Esse foi um restaurante recomendado por nossa guia e ele realmente é muito bom. Vale a pena conhecer, pois além de oferecer cozinha internacional, eles têm um espaço especial para as comidas típicas colombianas. Fomos ainda ao Museo Iglesia Santa Clara, uma antiga igreja de 1647 que foi restaurada e aberta ao público como um museu em 1983. Este monumento fez parte do antigo convento de clausura das Irmãs Clarisas e possui  uma coleção com pinturas e esculturas. Aproveitando minha viagem de lazer para trabalhar um pouco, fiz um site pelo hotel Charlestone Casa Medina, um dos mais exclusivos meios de hospedagem da capital. Ele faz parte da cadeia colombiana Charlestone, que possui hotéis em Bogotá e Cartagena. O empreendimento está localizado na Carrera 7 com a Calle 69, em um edifício histórico, construído em 1946. O mais interessante na construção do local é que ela foi feita com peças  de dois conventos coloniais demolidos. O hotel é uma graça, super aconchegante, mas oferecem poucos diferenciais (serviços) para a tarifa  que cobram (COP $ 762.000,00 – R$ 693,00 em UH standard). Deem uma olhada na fachada do empreendimento.

Aproveitei para andar um pouco pelo bairro onde o hotel está instalado e tomei um cappuccino no Juan Valdez. Essa é uma cafeteria super famosa, descolada, nos moldes da Starbucks. É possível encontrar filiais em todas as partes; é meio que uma febre nacional. Terminamos o dia fazendo compras no shopping Unicentro. A Colômbia não é conhecida pelo seu vestuário e nem deveria ser. As roupas e calçados colombianos são de um mau gosto inacreditável, mas em compensação o país possui lojas de todas as famosas grifes mundiais como Diesel, Lacoste, Zara, Mango, Espirit entre tantas outras. Eles também possuem grandes lojas de departamento como a chilena Falabella. O bom das compras na Colômbia é que os impostos de produtos importados são menores que no Brasil, portanto os preços são mais interessantes.

5º Dia

Hoje foi um dia que não fiz nada. Como estava muito cansada, fiquei no quarto até mais tarde. Fizemos o check-out no hotel e às 15h30 nosso receptivo estava nos aguardando, pois nos levariam ao Aeroporto para tomar o avião até Cartagena, voando Avianca. Chegamos à cidade caribenha às 19h35 e nosso receptivo já estava nos aguardando. Fomos ao nosso hotel que ficava no bairro de Bocagrande, uma área comercial onde se localiza grande parte dos empreendimentos hoteleiros da cidade. Minha primeira impressão do local foi a pior possível. Um lugar muito quente (aquele calor úmido) e muito feio. Bocagrande parecia uma “riviera paraguaia”; feio, cheio de lixo, cheio de ambulantes incomodando os turistas e o pior, cheio de turistas assustadores. Eu achei que devia estar em alguma pegadinha. Ficamos em um hotel chamado Capilla del Mar. Um hotel que se diz 5 estrelas, mas algumas delas devem estar perdidas no céu. O empreendimento não era necessariamente ruim, mas estava longe de ser um hotel de luxo. Jantamos nos Jenno´s Pizza e fomos descansar.

6º Dia

Acordamos pela manhã e fomos caminhar por Bocagrande para ver se a má impressão da noite anterior ia embora. Infelizmente não foi! Cartagena de Índias é uma cidade  localizada ao norte da Colômbia, banhada pelo Mar do Caribe. Por essa razão, imaginava que o mar  da cidade seria tão azul como em Cancún ou Aruba, mas como a areia da praia é de origem vulcânica, a água tem um tom acinzentado, como em Balneário Camboriú. A praia não tem uma orla com calçamento como a maioria das praias que estou acostumada; é meio selvagem (na verdade quero dizer precário) e a faixa de areia é muito pequena e se mistura com grandes pedras. Isso sem falar dos ambulantes que tomam conta da praia oferecendo (e insistindo muito!) chapéus, joias em prata e camisetas dessas “Fui para Cartagena e lembrei de você”. Tem alguns que são até mais originais, oferecendo massagens e frutas. Mesmo assim, esta região é cheia de prédios modernos e espelhados. Algumas pessoas me disseram que se eu gostaria de conhecer praias de águas cristalinas, eu teria que tomar um barco pela manhã ao custo de COP $ 50.000 – R$ 45,50 para conhecer as Ilhas do Rosário. Como não sou fã de praia, nem me interessei pelo passeio. Caminhamos pela orla e chegamos ao Hotel Caribe. Esse hotel parecia uma miragem no meio do caos de Bocagrande. Construído em 1941, o hotel é enorme, imponente e possui um estilo arquitetônico eclético, muito característico dos anos de 1940. Não resisti e fui conhecer o empreendimento. Graças a Deus fui super bem atendida pelo mensageiro e tive a oportunidade de conhecer toda a estrutura do local. Fiquei fascinada pela área da piscina. Eles possuem até campo para mini golf e mini zoológico. Muito legal! À tarde tínhamos um city tour pela cidade e foi aí que começamos a ver a Cartagena que eu esperava tanto. A cidade  foi fundada em 1533 (é uma das primeiras da América) e como era um ponto estratégico para a saída de produtos americanos para a Espanha, foi muito visada por outras nações e piratas. Por essa razão, ela foi toda fortificada (a cidade antiga está dentro das muralhas). O local possui também outras construções de caráter militar. Cartagena conta hoje com pouco mais de 1 milhão de habitantes e seu centro histórico, chamado de “ciudad amurallada” foi tombada em 1984 como Patrimônio Mundial pela Unesco. O centro histórico é dividido em 4 bairros: Centro (onde se encontra a maior parte dos turistas e o comércio voltado à esse público), San Diego (a parte mais comercial) e fora das muralhas há o La Matuna e Getsemaní (onde muitos dos moradores da cidade residem). Começamos o passeio passando por Bocagrande e chegamos ao outro lado da península, conhecida como Bocachica (mais ajeitada!). Nossa primeira parada foi ao Convento de la Popa, o local tem esse nome, pois o morro onde ele está localizado lembra a polpa de um navio. Ele foi construído em 1607 para ser o convento dos Agostinos.

O local em si não tem muito que ver, mas é possível ter a melhor vista de toda a cidade.
De lá, fomos aos Castillo San Felipe de Barajas, um forte que começou sua construção no século XVI e dizem ser a maior obra de engenharia militar da época. Deem uma olhada!

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Fomos ainda para a ciudad amurallada onde foi possível ver os lindos casarões coloniais, todos muito coloridos e cheio de flores e terminamos nosso tour no Museu da Esmeralda. O pessoal aqui é doidinho para te vender uma esmeralda. Fiquei até com vontade de comprar, pois algumas peças eram lindíssimas, mas elas eram muito caras, não sei se realmente valiam a pena. Chegamos ao hotel, nos arrumamos e tomamos um táxi para jantar na ciudad amurallada. Os táxis em Cartagena também são baratos. De Bocagrande a Ciudad Amurallada custa COP $5.000 – R$ 4,55. À noite, essa parte da cidade se torna mágica. As luzes nos casarões coloridos e as carroças por todas as ruas dão um charme muito especial ao local. Fiquei encantada!!!! A única crítica que posso fazer é que por haver tantas carroças no centro, em alguns lugares a cidade fede a cocô de cavalo. Eca!!! Jantamos no Hotel Spa Casa Pestagua (outro recomendado pelo guia) e foi MUITO BOM! Para fechar a noite, fui a Mila Vargas, uma pâtisserie super charmosa na Calle Mantilla. Pedi um Browne de Chocolate com Arequipe (MUITO BOM!). Essa é a última dica do dia e posso dizer que é imperdível.

7º Dia

Hoje é Domingo e aproveitamos o tempo livre para explorar a ciudad amurallada. Caminhamos por todas as ruas do centro histórico passando pela Plaza de la Aduana, Plaza Bolívar, Plaza Santo Domingo, Teatro Heredia e Cuartel de las Bóvedas (um antigo armazém de munição que funciona hoje um centro de artesanato). Segue algumas fotos do centro histórico para vocês verem.


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Passei pelo Sofitel Santa Clara (um dos mais exclusivos hotéis da cidade, instalado em um antigo mosteiro de 1621) e tentei fazer um site, mas o povo do hotel não me deu muita moral. Na verdade, eles não deixaram nem eu tirar foto do interior do empreendimento. Magoei! Segue abaixo a fachada do empreendimento.

Comemos um docinho na Mila Vargas e para finalizar meu roteiro pelo centro histórico, fui conhecer o Hotel Charleston Santa Teresa. Este meio de hospedagem faz parte da mesma cadeia colombiana daquele que eu visitei em Bogotá. O hotel está em um antigo convento do séc. XVII e o lugar é simplesmente indescritível. Fui acompanhada pelo mensageiro do empreendimento que muito gentilmente mostrou toda a estrutura do hotel (áreas sociais, salas de eventos, piscina com vista para a cidade – a mais bonita que já vi em toda a minha vida, Spa e UH´s). Com diárias a partir de COP $ 762.000,00 – R$ 693,00, saí do hotel completamente apaixonada pelo lugar. Vocês vão facilmente entender o porquê.

No final da tarde voltamos a Bocagrande e jantamos em um restaurante árabe.

 8º Dia

Acordamos cedo e fomos caminhar por Bocachica, o bairro que fica do outro lado da península. O lugar é mais ajeitado que Bocagrande; os prédios são mais imponentes e mais novos, mas a faixa de areia da praia é ainda menor (quase inexistente) e é possível ver a falta de estrutura nas vias. De lá tomamos um táxi e fomos ao Caribe Plaza (o maior shopping da cidade – mas meio furreca para os padrões brasileiros). No fim da tarde voltamos ao centro histórico, pois queria andar um pouco por Getsemaní e visitar o Palácio da La Inquisición na ciudad amurallada. O edifício hoje congrega o museu da cidade e conta um pouco da história de Cartagena, além de exibir as ferramentas de tortura utilizadas no período da Inquisição.  O espaço é lindo, mas o acervo é muito fraco. Aprendi bastante sobre Cartagena, mas pelo preço não sei se vale visitar o local (COP $13.000 – R$ 11,82).

Terminamos nosso dia andando por toda a muralha da cidade. É uma ótima pedida para se fazer no final da tarde, com o sol se pondo!

9º Dia

Hoje seria nosso retorno à Bogotá, mas chegando ao aeroporto nosso receptivo nos avisou que a operadora havia feito a reserva do aéreo para o dia posterior. No começo achamos aquilo muito estranho, pois nosso voucher alertava para o dia 18, dia corrente. Passamos a manhã no aeroporto tentando resolver a situação e no fim não deu em nada. Ficamos meio de cara com a operadora pelo erro, e principalmente pelo descaso conosco. Tivemos que ficar mais um dia em Cartagena, sem hotel reservado e sem passeio para fazer. Voltamos ao nosso hotel e tentamos barganhar algum desconto, mas mesmo com o desconto dado pelo empreendimento, o preçinho ficou bem salgado. Passamos quase o dia todo no hotel e no final da tarde voltamos ao centro histórico para passar o tempo. Terminamos nossa noite jantando novamente no Jenno´s Pizza.

10º Dia

Como nosso transfer ao aeroporto não havia sido autorizado, tomamos um táxi até o local. Nossa sorte é que os táxis por aqui são uma miséria. Voamos para Bogotá no horário do almoço e chegando ao aeroporto, mudamos de terminal para fazer o check-in na TAM. Como o guichê da TAM ainda estava fechado, deixamos nossas malas no guarda-volume e fomos aproveitar nossas últimas horas no país passeando por Bogotá. Almoçamos novamente no restaurante La Sociedad, comi uma Oblea de sobremesa, passeamos novamente pela Zona Rosa e no começo da noite voltamos ao Aeroporto. Em nossa volta, pegamos um táxi tão caindo aos pedaços que achei que não chegaria salva. Tomamos o voo para São Paulo às 23h. Antes de embarcar compramos algumas bugigangas básicas no Duty Free (canecas, camisetas, café e balas para presentear amigos e parentes), que é muito bom por sinal e tomamos o rumo de casa. Chegamos em São Paulo pela manhã e na hora do almoço já estávamos em Curitiba. Acabados, como sempre!

A Colômbia não é um destino tradicional para os brasileiros, mas tem despontado nos últimos anos como um atrativo diferente para aqueles que querem conhecer um pouco mais do continente. Ao contrário do que muita gente pensa, o país é muito seguro para os turistas. Em qualquer lugar do centro histórico (em todas as cidades que visitamos) era possível ver policiais com grandes escopetas (aquele que não está acostumado pode se assustar com a cena, mas como estou sempre no Paraguai, não vi nenhuma novidade); todo e qualquer empreendimento possui segurança privada e para entrar nos Shoppings Centers é preciso mostrar o conteúdo de sua bolsa para estes profissionais. Mas o que me deixou mais incomodada é que na entrada e saída dos hóspedes do hotel, tem sempre um cachorro farejando sua mala. O povo colombiano não é tão hospitaleiro como o brasileiro, mas está longe de ser frio como o europeu. Encontramos muita gente com má vontade, mas também conhecemos pessoas prestativas e atenciosas, principalmente nos hotéis. Todos têm um conhecido brasileiro ou morando no Brasil, é inacreditável. A comida colombiana é bem saborosa e tive a oportunidade de experimentar muitos pratos típicos como o Ajiaco (é mais ou menos), Arepa (também não é aquelas coisas), Arequipe (MARAVILHOSO!), Colombiana (é bem gostosinho, com gosto de infância) e outros pratos mais elaborados como a Bandeja Paisa (apetitoso). As pessoas em Bogotá são o que eu esperava ver na Colômbia, uma mistura de raças, portanto havia pessoas muito bonitas e outras menos favorecidas de beleza. Já em Cartagena o negócio era mais feio. Mesmo que o padrão do colombiano não seja de pessoa muito magra, não vi obesos em nenhum lugar do país. Independente de tudo que eu vivenciei, acho que viajar é sempre bom. É uma oportunidade de conhecermos pessoas novas, de vivenciarmos culturas e histórias diferentes e de valorizarmos o lugar no qual vivemos. Hasta pronto!