New York, New York

Minha próxima parada foi aos Estados Unidos, mais especificamente a cidade de Nova York. Não é a primeira vez que vou a cidade, mas cada vez que eu estou lá tenho sempre a sensação de deslumbre. Só para situar, New York City fica no extremo sul do estado de mesmo nome e faz fronteira com o estado de New Jersey. É a cidade mais populosa dos Estados Unidos além de ser uma das mais vibrantes e cosmopolitas capitais do mundo. Ela está localizada na costa oeste dos Estados Unidos e é composta por cinco distritos: Manhattan, Brooklyn, Bronx, Queens e Staten Island. Tem uma população de pouco mais de 8 milhões de habitantes sendo 3,5 milhões residentes só em Manhattan. Esta última é uma ilha conhecida como “Big Apple” e é o coração turístico e financeiro da cidade. Ela foi descoberta por Henry Hudson (alguns dizem que ela já havia sido explorada por um italiano há quase 2 séculos antes), um inglês a serviço da Holanda que a batizou como New Amsterdam. Ela já era habitada por índios americanos e foi comprada pelos holandeses por bens no valor equivalente hoje a US$ 24. Baratinho, não?! 60 anos depois a Inglaterra ocupou o território e o chama de New York, em homenagem ao Duque de York. Ahhh! Se quiserem ver outros passeios em Nova York com muitas fotos, deem uma olhada aqui e aqui.

Nossa viagem começou em Curitiba onde pegamos o avião no meio da tarde para o Aeroporto de Cumbica em Guarulhos. Esperamos horas até embarcar, mas foi melhor assim, pois as filas no Aeroporto estão cada dia maiores então pudemos passar por todos os trâmites (Raio X, Polícia Federal) sem a preocupação de perdermos o voo. Pegamos um voo noturno e a viagem em si foi muito tranquila. Chegamos a NYC no começo da manhã e nosso receptivo já estava nos aguardando no Aeroporto JFK.

 1º. Dia

Chegamos ao hotel ainda pela manhã, mas nosso quarto não estava disponível então trocamos de roupa e fomos explorar a cidade. Dessa vez fiquei hospedada no Park South Hotel, localizado na 28th, entre a Park e Lexington Avenues. Era um bom hotel, moderno e com quartos confortáveis, mas como a maioria das atrações turísticas fica mais ao norte de Manhattan, não gostei muito da localização. Pegamos a 5ª Avenida e fomos andando em direção aos principais atrativos da cidade. A primeira parada foi o Empire State Building. Este lindo arranha-céu em estilo Art decó, está localizado na 34th, tem 102 andares e foi o edifício mais alto do mundo por mais de 40 anos. Ele é um prédio icônico na cidade por ter sido utilizado no filme King Kong, um clássico do cinema norte americano. Fomos ao observatório do prédio no 86º andar onde é possível ver toda a ilha de Manhattan, além de outras regiões de New York e parte do estado de New Jersey. Pagamos US$ 20 pela visita, mas vale a pena, pois além do prédio ser lindo e extremamente bem conservado, dá um dimensionamento de toda a cidade. Almoçamos no Subway (é um lanche barato, mas tomem cuidado, a higiene da lanchonete e o sabor do sanduíche não são os mesmos do Brasil). Ainda andando pela 5ª Avenida, passamos pelo Rockfeller Center (complexo de 19 prédios comerciais construído pela família Rockfeller) onde é montada a enorme árvore de Natal além da famosa pista de patinação no inverno; a Catedral de St. Patrick (uma linda igreja Neo gótica do final do século XIX) e pelas chiquetérrimas lojas de grifes até chegar ao The Plaza Hotel. Este último é um dos mais célebres hotéis dos Estados Unidos. O empreendimento foi fundado em 1907 e era originalmente uma casa de saúde para os novaiorquinos. Durante anos fez parte do holding do bilionário Donald Trump e hoje é administrada por uma empresa saudita. Desde 1969 é tombado como patrimônio da cidade e é um hotel sensacional. Vale a pena dar uma sapeada! Demos uma olhada na Fao Schwarz (loja de brinquedos do séc. XIX que foi considerada a maior loja do mundo neste segmento. Hoje é uma loja muito mais modesta, mas ainda é um paraíso para qualquer criança). Voltamos pela Park Avenue onde passamos pela Grand Central Terminal, um lindíssimo terminal de trens construído pela família Vanderbilt e inaugurado em 1913 que possui charmosos restaurantes e um variado shopping (na 42th) e a impactante Church of our Saviour. Terminamos nosso dia na Times Square, mas ainda tivemos energia para jantar na Mc Donald’s (coloco as mesmas observações citadas na Subway).

2º Dia

Acordamos super cedo (05h30 da manhã), pois às 07h sairíamos com um grupo de turistas para Washington D.C. Essa viagem foi adquirida pela internet e paguei US$ 149 por pax. A viagem levou 4 horas e meia e passou por 4 estados americanos: New York, New Jersey, Delaware e Maryland. A cidade foi planejada como Brasília e inaugurada em 1800. Washington foi nomeada em homenagem ao primeiro presidente americano, George Washington. Está situado no leste do país na margem norte do Rio Potomac e possui mais de 500 mil habitantes. A ida foi muito interessante, pois nosso guia nos explicou muitas coisas sobre a história americana, principalmente sobre a importância das imigrações francesas, holandesas e inglesas neste processo. Também foram explicados os acontecimentos que levaram a independência e situações atuais como a autonomia dos estados e a responsabilidade dos três poderes (legislativo, executivo e judiciário). Chegamos à cidade no final da manhã e passamos pelos principais monumentos: Lincoln Memorial, Washington Memorial, Obelisco, os monumentos que representam a guerra da Coréia e do Vietnã e a Casa Branca. Passamos pelo Madame Tussauds Wax Museum onde pudemos ver as figuras de cera dos principais presidentes americanos, inclusive Barack Obama. Passamos também pelo Smithsonian Instituition, o maior complexo de museus do mundo composto por 19 museus e 9 centros de pesquisa além do Zoológico Nacional. Almoçamos no Museu Aeroespacial (que faz parte do Smithsonian) e terminamos nossa visita no Capitólio. Estava um dia bastante ensolarado e quente o que facilitou a viagem. A cidade é lindíssima e tem muitas coisas interessantes, portanto, tive vontade de passar mais dias para explorar os demais museus, visitar o Ford’s Theater (onde Lincoln foi assassinado) e outros lugares de interesse. Chegamos a NYC pela noite, bastante cansadas.

3º Dia

Acordamos cedo, pois hoje teríamos o city tour por Manhattan. Nosso grupo era basicamente formado por brasileiros e fomos conhecer os principais atrativos da cidade. Começamos o tour pelo Lincoln Center onde está a Filarmônica, a Ópera e o Ballet da cidade de Nova York. O próximo ponto foi o Edifício Dakota, prédio no qual residiu John Lennon e o mesmo foi assassinado. O local também serviu de locação para o filme “O Bebê de Rosemary”. De lá fomos ao Central Park ver um mosaico com a inscrição Imagine (música mais famosa do cantor), encomendado por Yoko Ono que está no chão do parque. De lá fomos ao Flatiron Building, um prédio triangular bastante peculiar de 1902. Ele foi cenário de vários filmes como Godzilla e Homem Aranha. Após essa parada, fizemos um passeio pelo Greenwich Village (reduto GLS), Soho (área descolada onde ficam as galerias de arte e lojas de vangarda), Chinatown e paramos no Financial District onde fomos deixados em um prédio comercial com vista para o World Trade Center. Hoje o espaço é um canteiro de obras e será palco para outros dois prédios enormes e um memorial. Nesse caminho encontrei o ator Taye Diggs, ele interpreta o Dr. Sam Bennet na série Private Practice. Ele é mais bonito e mais gostoso pessoalmente. De lá, passamos pelo Battery Park, um parque onde saem as balsas para a Estátua da Liberdade e Ellis Island. Em um primeiro momento, até tínhamos interesse em conhecer a Estátua, mas quando vimos o tamanho da fila, acabamos desistindo. Dica para os turistas, se tem interesse em fazer esse passeio, sugiro que chegue ao local logo no começo da manhã (08h/09h), assim não terá que enfrentar as filas intermináveis. Terminamos nosso tour no Píer 17, um ponto que recria os portos do século XIX com diversos restaurantes e opções de compra. O melhor do lugar sem dúvida é a vista, pois é possível ver as Pontes do Brooklyn e Queensboro. De lá, pegamos a Broadway Avenue a pé para conhecermos um pouco mais a cidade. Passamos pelo touro em bronze que representa Wall Street, a Trinity Church (igreja de 1846 que revive o estilo gótico), Wall Street e a Bolsa de Valores. Ainda conhecemos o City Hall (local dividido em dois deslumbrantes prédios), a Corte de Justiça e Suprema Corte da cidade (que ficam reunidas em uma linda praça). Depois de tanto caminhar, chegamos a Washington Square (um das mais famosas praças de NYC e que tem ao seu redor vários prédios da New York University – NYU) e fiquei encantada com a tranquilidade e beleza da região. Pegamos um metrô até a Times Square e jantamos no próprio hotel.

4º Dia

Hoje acordamos super cedo novamente, pois tínhamos uma excursão para Woodbury Common Premium Outlet. É um shopping a céu aberto com 220 lojas de diferentes marcas com preços até 70% mais baratos que em Nova York. Essa foi outra barganha que adquiri pela internet. O passeio custou apenas US$ 37 por pax. Outras operadoras cobravam até US$ 82 por pessoa pelo mesmo tour. Saímos do Port Authority Bus Terminal, uma estação rodoviária muito doida que fica na 42th com a 8ª Avenida. A viagem dura em média 1 hora e 15 e o lugar é muito melhor do que eu imaginava. Quando pensamos em uma Outlet, logo vem a cabeça lojas cheias de coisas feias, daquelas que ninguém quer e tudo muito bagunçado, mas lá você se vê em um shopping de verdade. Era até engraçado você ver as pessoas enlouquecidas com o valor das peças e a qualidade das mesmas. Você encontra lojas de todos os tipos, desde eletro eletrônicos como a Sony, cosméticos como a L’Occitane mas o que você vê com maior abundância são as lojas de vestuário com marcas como Ralph Lauren, Timberland até maisons como Dior e Valentino. Voltamos no meio da tarde, pois íamos jantar no famoso Russian Tea Room. O restaurante foi inaugurado em 1927 pelos membros do Ballet Imperial Russo e logo se transformou em um reduto para os russos espatriados e outros artistas. Ele passou na mão de muitos investidores até ser reaberto em 2006. Dizem que o interior do restaurante permaneceu intacto todos esses anos, mas que o menu teve uma significativa melhora. A comida é realmente fabulosa, mas o valor da conta, nem tanto. Pagamos US$ 145 para duas pessoas. Mas tirando o susto inicial, posso falar que valeu cada centavinho!

5º Dia

Finalmente dormimos até mais tarde (mesmo porque não aguentava mais acordar de madrugada), tomamos café e fomos ao Metropolitan Museum. O MET é um dos maiores e mais importantes museus do mundo. Possui um acervo de 2 milhões de peças entre pinturas, esculturas, instrumentos musicais, mobiliário e etc. O museu foi fundado em 1870 e possui coleções impressionantes como um templo egípcio, uma praça espanhola completa e cômodos de moradas romanas e de castelos renascentistas. Além das exposições permanentes, o local conta também com mostras esporádicas e neste verão eles abriram um pavilhão com 350 obras de Picasso. Essas obras são do próprio museu, mas pela primeira vez elas foram reunidas e expostas juntas. Outra exposição interessante foi a American Woman. Patrocinada pela Gap, essa mostra apresentava o desenvolvimento do vestuário da mulher americana no século XX. Parte do acervo era do Museu do Brooklyn e havia peças de estilistas americanos e franceses. Muito legal! É um lugar imperdível. Custa um pouco caro (US$ 20), mas vale a pena. Se for ao museu, lembre de separar algumas horas para isso, pois tem tanta coisa para ser vista que é necessário um bom tempo. Almoçamos no próprio local. No Subsolo, eles reabriram uma cafeteria que serve tanto comida como lanches rápidos. Gostoso e baratinho! Voltamos no meio da tarde, pois à noite iríamos assistir a um show da Broadway. Nunca tive interesse em ir a Broadway, mas achei que dessa vez seria interessante. Escolhi “Jersey Boys”, pois já havia sido recomendado por várias pessoas além de ter ganhado o Tony de melhor musical em 2006. Então, em um primeiro momento pesquisei o preço na internet, mas o valor mais barato foi US$ 80. Achei um pouco caro e pensei em comprar o ingresso no TKTS, um guichê localizado na Times Square que vende ingressos para o mesmo dia com até 50% de desconto. Todos os dias íamos até o local, mas nunca encontrávamos os espetáculos que queríamos. Resolvemos então ir até o teatro e comprar o ingresso direto da bilheteria. Foi a melhor coisa que podíamos ter feito! Pagamos US$ 62 por pessoa e ainda pude escolher o local que eu queria sentar. Então, a minha dica é: compre na própria bilheteria do teatro. Mesmo comprando em cima da hora, é possível achar boas ofertas e você terá a oportunidade de assistir o espetáculo que tem interesse. O show começou pontualmente às 20h e foi MUITO bom! Muito melhor do que eu esperava. Saí do teatro com vontade de entrar em outro. Vale mesmo a pena! Jantamos na Sbarro da Times Square e voltamos para o hotel.

6º Dia

Acordamos cedo, pois queríamos aproveitar nosso último dia na cidade. Pela manhã, fui até o Frick Collection. O local é a antiga casa do bilionário Henry Frick. O museu está localizado na 5a. Avenida e o empresário adquiriu o terreno em 1913 por 5 milhões de dólares (imagine o quanto não vale hoje?!). Após a morte do bilionário, a mansão foi transformada em um museu e possui uma coleção de grandes mestres da pintura como El Greco e Degar além de mobiliário francês e objetos decorativos de diversas partes do mundo. Esse é um museu pequeno mas lindíssimo! É um lugar bastante pessoal (é caloroso e você consegue imaginar as pessoas que moraram lá) mas ao mesmo tempo é pomposo, requintado. De lá, fui a Bergdorff Goodman, a mais requintada loja de departamento dos Estados Unidos. Mas no caminho vi uma confusão em frente à loja da Apple e fui ver o que estava acontecendo, nisso vimos que estava ocorrendo um show do Sting para algum canal de televisão. Almoçamos em um restaurante brasileiro na 46th chamado Ipanema. É um lugar pequeninho, mas super aconchegante! Nossa tarde foi destinada as compras. Fomos à Lacoste, Sephora, Victoria’s Secret e terminei meu dia visitando algumas das melhores chocolaterias da cidade. A primeira foi a Kee. Uma das características desta loja é a qualidade da matéria prima utilizada além de todos os bombons serem feitos e comercializados no mesmo dia para manter o frescor dos produtos. É daqueles que derretem na boca! Ela possui duas lojas, uma delas na 5a. Avenida dentro do edifício do HSBC e outra no centro da cidade. Os bombons não são muito baratos, mas todos são MARAVILHOSOS! A outra chocolateria chama 5th Avenue e está localizada na 3rd Avenue com a 43rd. Ela é mais simples, mas os chocolates também eram bons. À noite comemos em um restaurante indiano ao lado do hotel chamado Copper Chimney. Também é um restaurante pequeno, muito bom e com um precinho bem camarada!

No outro dia pela manhã (06h) nosso receptivo já estava nos aguardando, pois voltaríamos ao Brasil. Esse caminho até o Aeroporto foi tristinho, pois queria ficar mais alguns dias na cidade. Tomamos o voo para São Paulo às 09h25 e viajamos o dia todo. Chegamos a Curitiba no finalzinho da noite. Minhas impressões gerais da viagem são: Nova York continua uma cidade vibrante e os verões sempre agradáveis. Mesmo sendo uma grande metrópole, a cidade continua segura e é possível caminhar por qualquer parte de Manhattan sem se preocupar (se bem que eu como uma boa brasileira, me preocupava o tempo todo!). Durante todo o passeio, vi muita gente bonita (principalmente os homens) e ao contrário do que lemos, vi pouquíssimos obesos. Se nas primeiras vezes que estive em NYC fiquei espantada com o grande número de judeus ortodoxos, dessa vez o que me impressionou foi o número de indianos. Encontrávamos eles trabalhando nos restaurantes, passeando pela cidade… Tive a impressão que eles aos pouquinhos estão dominando o mundo. Os parques continuam impecáveis, mas o trânsito sempre caótico. Claro que nem tudo são flores. Mesmo sendo eficientíssimos, os metrôs novaiorquinos não são um primor de beleza e muito menos de limpeza. Os lixos produzidos pelas lojas e deixados nas calçadas dão uma impressão muito ruim principalmente porque vemos que grande parte do lixo orgânico e reciclável não são separados (vocês conseguem  imaginar a quantidade de lixo que essa cidade produz todos os dias?!). E em alguns pontos da cidade, esse lixo deixa um mau cheiro geral. Sentia-me no Paraguai. Independentemente dessas peculiaridades (para não chamar de defeitos), Nova York continua no meu coração. Surpreendendo-me a cada instante e mantendo o status de minha cidade favorita em todo o mundo. Para ver as fotos desta viagem, entre no meu álbum http://cid-3291a7b14b31ab66.photos.live.com/browse.aspx/New%20York%20City.

Até a próxima viagem!

Peru – a viagem mais difícil da minha vida

Chegaram as férias de janeiro e queria viajar para um lugar diferente, onde eu pudesse ver e aprender coisas novas então resolvi ir ao Peru. O país nunca foi meu sonho, mas achei que nesta altura do campeonato, era um bom destino para visitar.

Já vou começando o post recomendando que não façam essa viagem no mês de janeiro. Irão entender o porquê. E se preparem, pois esse é o maior post de todo o blog.

Os preparativos da viagem começaram muito antes dela propriamente dita. Fui atrás de informações sobre o país, busquei um pacote legal, com uma operadora confiável, fui ao posto de saúde tomar vacina contra febre amarela (não é obrigatória, mas é recomendada), e eu li vária vezes sobre as questões diplomáticas para não ter nenhum problema. Para quem não sabe, o Peru é um país da América do Sul, uma república presidencialista democrática como o Brasil, mas é dividida em 25 regiões. A sua geografia é bem variada, mas eles costumam dizer que o país é dividido em costa (Lima e região costeira, que corresponde a 10% do território), selva (a Amazônica) e serra (os Andes). A população peruana é estimada em 28 milhões e só a cidade de Lima possui mais de 8 milhões de pessoas. Grande parte da população tem ascendência indígena. O idioma oficial é o espanhol e eles têm um acento relativamente fácil de entender, mas parte da população fala quechua, língua dos antigos incas.

A viagem começou com os perrengues de sempre. Não fui para São Paulo de ônibus, mas tive que madrugar (4h30), pois meu voo para São Paulo era às 06h00 da manhã. Chegando ao aeroporto de Guarulhos, peguei um voo direto para Lima.

1°. Dia

Chegamos a Lima quase 11 horas da manhã e na entrada já nos deparamos com um grande cartaz dizendo que tínhamos chegado no melhor aeroporto da América Latina. Quando li a placa, me deu vontade de rir. Só pensei que esse povo deveria ir correndo para a Cidade do Panamá ver o que é o maior aeroporto da América Latina, mas tudo bem. Lima é a capital do país e está situada na Costa do Pacífico. Foi fundada por Francisco Pizarro em meados do século XVI e se chama Lima por estar próxima ao Rio Rímac. Pizarro não conseguia pronunciar Rímac e o chamava de Limac e aos poucos se transformou em Lima. A cidade é formada por 43 bairros ou distritos que eles chamam de municipalidades. Cada bairro tem autonomia própria, portanto, é possível ver diferenças muito grandes no destino, mesmo estando na mesma cidade. O clima de Lima é agradável e chove muito pouco, cerca de 60 mm por ano. Já no trajeto do Aeroporto até nosso hotel, foi possível ver o tamanho da cidade. Neste trajeto, passamos pela Costa Verde, que é a costa do Pacífico. A praia em si é muito feia, pois não tem areia, só pedras escuras, mas como o mar tem ondas fortes, é um reduto de surfistas. Após 30 minutos de percurso chegamos ao hotel Habitat no bairro de Miraflores. Miraflores é o bairro turístico de Lima e concentra 70% dos meios de hospedagem da cidade. O lugar é lindo! Cheio de casas estilosas, com diversos estilos arquitetônicos, uma limpeza inacreditável e muito florido. Diferente do que eu imaginava! Ele é cortado pela Avenida Arequipa (talvez a mais longa avenida da cidade) e concentra cassinos, restaurantes e outros pontos de interesse.

Deem uma olhada em uma das lindas casas na Avenida Arequipa, da Prefeitura de Miraflores e da Igreja principal.

Lima

Lima

Miraflores - Lima

Almoçamos em uma “Chifa” (restaurante chinês); a cidade de Lima teve uma grande migração chinesa no final do século XIX e eles fazem parte da cultura local então, seus restaurantes são abundantes e bem populares. Como tínhamos a tarde livre, aproveitamos para conhecer as lojas de departamentos (que eles chamam de Shopping) Ripley e Fallabela; passamos também pelo Parque Central, lojas de artesanato, igreja e prefeitura do bairro e ainda andamos pelas ruas para fazer reconhecimento do lugar. À noite, fui perder uns soles no Cassino! Ahhh! Vale lembrar que 1 Real vale 1,52 Soles e as coisas são relativamente baratas por aqui. Também tenho que contar que, ao contrário do eu imaginei, as pessoas não são tão feias. Não estou dizendo que são lindas, mas está longe de ser assustador!

2°. Dia

Acordamos logo pela manhã para o city tour à cidade de Lima. Dentro do roteiro, nossa primeira parada foi em Huaca Pucllana, grande complexo arqueológico pré-inca. De lá, fomos ao Centro Histórico de Lima, onde passamos pela Praça San Martín, uma linda praça em estilo colonial espanhol e neoclássico que abriga o Gran Hotel Bolívar, um dos hotéis mais tradicionais da cidade. Abaixo coloquei uma foto da Praça.

Lima

 Nossa segunda parada foi no Museu do Banco Central de Reserva que é um antigo banco convertido em museu. O lugar em si não é espetacular, mas é possível ver vários objetos de ouro, tecidos e cerâmicas das diferentes culturas que se desenvolveram no Peru. Neste passeio, foi possível verificar a quantidade de civilizações pré-incas no país e descobrir que a maior virtude do povo inca foi pegar o melhor de cada uma dessas civilizações, desenvolvê-las e incorporá-las à sua cultura. Após a visita ao Banco fomos a Plaza de Armas ou Plaza Mayor que é, sem dúvida, a praça mais bonita de Lima. O lugar é lindo, e nele é possível ver o Palácio do Governo, a Prefeitura de Lima, a Catedral e o Palácio Arzobispal. Deem uma olhada em algumas fotos da Praça.

Plaza de las Armas - Plaza Mayor - Lima

Plaza de las Armas - Plaza Mayor - Lima

Mais tarde fomos caminhando até o Convento de San Francisco, uma igreja do século XVII que tem aguentado firmemente os terremotos da cidade. Durante a visita conhecemos as galerias subterrâneas ou catacumbas, onde foi antigamente o principal cemitério da cidade no período colonial.

Plaza de las Armas - Plaza Mayor - Lima

Saindo do antigo centro, passamos pelo bairro de San Isidro, municipalidade mais residencial que concentra 70% das embaixadas da cidade e é famoso pelas oliveiras e finalizamos em Miraflores.

Após o almoço, aproveitamos para passear pela Plaza de los Enamoradas na orla do Pacífico, demos uma sapeada no Larco Mar, um agradável shopping a céu aberto com cinema e uma variada praça de alimentação. Ainda tivemos pique para ir ao Grande Parque de Lima, popularmente conhecido como Parque de la Exposicion; foi construído para receber uma Exposição Mundial e conta com espaços de lazer e anfiteatro. Ao lado encontra-se o Museu de Artes que estava em reforma e pouco a frente há o Museu Italiano, Palácio da Justiça e um edifício francês que parece uma réplica colorida da Prefeitura de Paris. Finalizamos o dia no mercado, conhecendo os produtos locais.

Segue abaixo uma foto da Plaza de los Enamorados.

Plaza de los Enamorados - Lima

3°. Dia

Fizemos check-out em nosso hotel, fomos ao Aeroporto pegar um voo a Cuzco. Depois de 1h35 minutos já estávamos na famosa cidade peruana. Cusco está situada no sudeste do Vale de Huatanay ou Vale Sagrado dos Incas, na região dos Andes e tem uma população de aproximadamente 400 mil habitantes. A cidade é muito alta, 3.400 metros acima do nível do mar. Minha primeira impressão da cidade foi a pior possível! O aeroporto parecia bastante precário e rodeado por uma favelão. Fomos ao hotel onde experimentamos o chá de coca, bastante popular na região e tivemos o dia livre. Passei parte do dia no hotel, pois a altitude me deu dor de cabeça e indisposição sem tamanho, mas aos pouquinhos fui me acostumando. Tentamos andar pelo centro da cidade, passamos pela Plaza de Armas (a mais importante praça da cidade) e aproveitamos para conhecer o Museu Inca. O dia estava muito chuvoso então não pudemos aproveitar o bastante! A cidade é bem feia. Tirando duas praças e algumas ruas, a sensação é que estamos em uma favela. As poucas coisas bonitas são os edifícios em arquitetura colonial espanhola e há muitas referências aos incas pela cidade. Aqui as pessoas não são bonitas, mas o mais interessante é que você vê muitas mulheres usando aquelas roupas típicas andinas; chapéuzinho, duas tranças no cabelo, saia escura e um bolsa colorida pendurada nas costas onde algumas usam para carregar coisas ou mesmo crianças.

Cuzco - Cusco

À noite fomos jantar no restaurante Dom Antonio. Lá, é possível encontrar comidas típicas como carne de alpaca (uma espécie de llama – saborosa!) e cuy (é porquinho da índia cozinho como um leitão, não tive coragem de experimentar porque era meio estranho), além de músicas e danças típicas. A comida peruana de uma forma geral é muito boa; bem temperada e possui um quê de fusion! Vale a pena!

4°. Dia

Acordamos cedo e fomos dar uma voltinha na cidade para fazer umas comprinhas. Pela manhã, fazia um lindo dia de sol e pudemos aproveitar finalmente a cidade. No começo da tarde, nosso receptivo foi nos buscar no hotel para fazermos o city tour por Cuzco. Nossa primeira parada foi no Convento de Santo Domingo. O lugar é lindo, em estilo renascentista, interior barroco e o mais interessante é que dentro do espaço fica o templo de Qoricancha. Este templo é mais conhecido como o templo coberto de ouro e foi o santuário mais importante dedicado ao Deus Sol na época do Império Inca. Este espaço foi entregue aos jesuítas por Pizarro e eles cobriram todas as paredes com gesso e transformaram em habitações para os padres. No terremoto de 1950, todas as paredes de gesso foram abaixo e as muralhas incas aparecerem novamente. Hoje faz parte de um sítio arqueológico. Deem uma olhada no Convento, aquela construção ao fundo.

Convento de Santo Domingo - Cuzco - Cusco

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Próxima parada foi a Plaza de Armas e fomos à Catedral. De fachada renascentista, este complexo é formado por três igrejas e dessa forma, é mais resistente aos terremotos. A catedral em si é uma das igrejas mais bonitas que tive a oportunidade de conhecer. Os detalhes dos altares em pandeoro (cobertura de ouro em madeira trabalhada), as pinturas coloniais e o principal altar em prata fazem qualquer um ficar meio bobo! Incrível!!!! Deem uma olhada na fachada da Igreja.VLUU L100, M100 / Samsung L100, M100

De lá fomos para Sacsayhuaman, um templo inca localizado a dois quilômetros ao norte de Cusco e que possui uma vista panorâmica legal, inclusive da cidade. Passamos também por Tambomachay, um templo dedicado à água. Para se chegar lá, é preciso caminhar um pouco. Não tenho palavras para descrever o lugar, é o ponto mais alto da região então a falta de ar e a dor de cabeça são muito fortes. Um frio desgraçado (também culpa da alta altitude!). Além disso, brota água de todos os pontos, é um troço muito doido! Finalizamos nosso tour no começo da noite e fomos dormir cedo, pois no outro dia iríamos para Machu Picchu.

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Ai começa o pesadelo….

 5°. Dia

Acordamos às 05h da manhã, pois às 06h o receptivo nos levaria à Estação de Trens de Poroy, cidade próxima a Cuzco para pegarmos o trem a Machu Picchu. A estrada férrea é o único meio de chegar a Águas Calientes, povoado ao lado da cidade inca. Na noite anterior, havia chovido torrencialmente e de manhã parecia que a chuva não ia parar tão cedo! Machu Picchu significa velha montanha em qechua e o local é conhecido como a cidade perdida dos Incas. É uma cidade localizada entre duas montanhas, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba. Foi construída no séc. XV e por muitos anos os pesquisadores acharam que fosse a cidade mais importante da civilização inca. Com a extinção deste império, a cidade foi abandonada e redescoberta em 1911 por um norte-americano chamado Hiram Bingham, que estava procurando o último reduto inca, Vilcabamba. Machu Picchu é considerada Patrimônio Mundial da UNESCO e uma das sete maravilhas do Mundo. Chegando à Estação de Trens, nos avisaram que os por causa da chuva o trem não partiria de Poroy e sim de Ollantaytambo, uma cidade há pouco mais de 60 km de lá. Como não sabíamos nada, pegamos o ônibus da Perurail e fomos até a próxima estação. Chegando lá, vimos que havia uma porção de turistas esperando este trem e esperamos por horas. Fiquei bem preocupada, pois tínhamos apenas 4 horas para aproveitar Machu Pichu e quanto mais tempo o trem atrasasse, menos tempo tínhamos para ficar no atrativo. Três horas depois tomamos o trem e fomos a Águas Calientes. O trajeto foi tranquilo, mas ao lado da ferrovia havia um rio bastante cheio, que quase tocava os trilhos e com uma fúria que eu nunca tinha visto na vida, mas achei lindo e não imaginei que aquilo poderia nos prejudicar. Chegando ao ponto final, a chuva continuava muito forte, mas tomamos outro ônibus em direção à Machu Picchu. Esse é um ônibus pequeno que sobe a montanhas e tenho que admitir que deu um pouco de medo, pois ele andava muito rápido. Quando chegamos ao local, abriu um sol e parecia que estava tudo perfeito de novo. Não há palavras para descrever a beleza de Machu Picchu. É realmente um lugar mágico! Nosso guia explicou sobre as pedras que formam as casas, sobre os famosos terraços, características da arquitetura inca, sobre seu descobrimento em 1911 e sobre a cultura dos habitantes locais.

Machu Pichu

Machu Pichu

Terminando a visita, voltamos correndo para Águas Calientes para não perder o trem da 15h20. Quando chegamos à Estação de Trens, estava chovendo muito e vimos uma quantidade enorme de pessoas sentadas esperando do lado de fora. Perguntei ao guarda o que tinha acontecido, ele disse que tinha caído uma barreira na ferrovia e que não havia trens para voltar a Cuzco. Senti um desespero momentâneo e entramos na Estação para confirmar a informação. Era verdade! O pior de tudo é que não tinham previsão de quando voltariam a funcionar. Meios atônitos e sem saber o que fazer, sentamos e esperamos para ver o que acontecia. Às 19h00 saiu um comunicado de que os trens sairiam e que precisávamos nos organizar em filas, de acordo com o horário da nossa passagem de volta. Começou aquela confusão e empurra-empurra.

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Depois de uns 40 minutos saiu um novo comunicado de que não haveria trens aquela noite e que eles só sairiam no próximo dia a partir das 05h30 da manhã. Estávamos todos sem saber o que fazer! Alguns turistas procuraram hotel para dormir, outros disseram que os hotéis não tinham mais vagas; alguns montaram acampamento na própria estação e outros ficaram sem norte, como nós. Juntamos-nos com um grupo de brasileiros e pedimos jantar em um restaurante chinês e decidimos dormir nos bancos da própria estação. Foi uma noite horrível! Tínhamos medo de ser assaltados por outros turistas e os homens do grupo até fizeram uma vigília, estava um frio insuportável (cerca de 4º C) e estávamos sem agasalhos muito quentes, além das luzes e da TV da estação ficarem acesas o tempo todo. Alguns turistas resolveram dormir nos vagões dos trens e em alguns carros, já não achava mais vaga e foi assim que passamos nossa primeira noite.

6°. Dia

Acordamos às 05h e ficamos esperando que os funcionários da Perurail chegassem à estação, mas ninguém aparecia. O primeiro comunicado oficial veio em torno de 09h e disseram que os funcionários da companhia haviam passado a noite tentando arrumar o trecho que estava com problemas, mas como a chuva não havia passado, outros trechos da ferrovia estavam interditados. Nessa hora as pessoas começaram a ficar desesperadas e tentaram ligar para suas embaixadas ou consulados para avisar nossa situação. Perto do almoço, comecei a ficar angustiada e quis dar uma volta pelo centro da cidade para ligar para amigos e familiares e quando voltei, a companhia havia avisado que nos tiraria da cidade através de helicópteros e que teríamos que nos dividir por países. Colocaram os brasileiros em vagões de trem (vale lembrar que éramos em torno de 200 turistas brasileiros) e começaram a passar listas. Perdi até as contas de quantas listas assinei! Pouco tempo depois, mandaram que saíssemos da estação de trens e nos levaram a um estádio no meio de um favelão. Acho que esse foi um dos piores momentos que passamos! Estávamos lá, naquele lugar sem estrutura, enlameado, divididos em países, sendo observados como se fôssemos animais pelos moradores da cidade, que se espremiam nas arquibancadas em um sol de rachar, com muita fome e sem saber o que fazer. Senti-me em um campo de concentração, sem brincadeira! Olhem a situação.

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O prefeito da cidade chamou os representantes de cada país e disse que naquele dia, apenas 60 pessoas sairiam de helicóptero e que nos próximos dias, cerca de 800 turistas por dia teriam a chance de voltar. Nessa hora começou a me dar um ataque de pânico, pois tive a impressão que todos nós ficaríamos presos lá por uma semana. Estimavam que a cidade possuísse 1800 turistas e outros chegariam da trilha inca. Estava passando mal com aquele calor e resolvemos procurar um lugar para comer. Quando voltamos, a situação continuava a mesma! As pessoas continuavam esperando, nenhum helicóptero havia chegado e aparentemente ninguém tinha saído. Ficamos sabendo que os helicópteros estavam saindo de outro lugar e fomos correndo ver se conseguíamos embarcar. O lugar era um caos! Um empurra-empurra, mães chorando e pedindo pelo amor de Deus para embarcar, guias desesperados tentando embarcar europeus idosos e foi quando bateu o cansaço. Estávamos sem dormir, sem banho, sem comida há mais de um dia. Às 18h os soldados do exército peruano disseram que havia encerrado os voos naquele dia e que teríamos que deixar o local; decidimos então ficar no único hotel disponível da cidade. Era um resort ecológico 5 estrelas (Inkaterra Macchu Picchu Pueblo Hotel) que nem me atrevo a dizer o valor da diária. Naquele momento, estávamos tão desesperados para dormir em uma cama, que eu era capaz de pagar qualquer quantia. O lugar era lindo, mas não sei se valia tanto. No entanto, como disse, naquele momento, não queria pensar em nada. Deem uma olhada na minha cara alegre e jeitinho faceiro no hotel depois de 48 horas sem banho e de ter dormido em um banco frio de estação na noite anterior.

Inka Terra

O jantar estava incluso na diária e foi um dos melhores jantares da minha vida. Por 30 minutos, consegui esquecer o que estava acontecendo conosco. Dormimos pouco aquela noite, mas pelo menos confortavelmente.

7°. Dia

Acordamos cedo, tomamos um reforçado café e fiquei grudada por um tempo com um grupo de americanos na esperança de que o guia deles teria alguma informação privilegiada, mas acabei decidindo ir com alguns amigos na estação de trens para ver se conseguíamos embarcar. Quando chegamos à estação, disseram que apenas os maiores de 60 anos, mães com filhos e doentes poderiam entrar. Começou a me dar outro ataque de pânico e fui a Secretaria de Saúde para solicitar alguma autorização para que eu pudesse entrar na estação. Expliquei que tomava remédios de uso contínuo e que estava sem eles há alguns dias, pois tinham ficado no meu hotel em Cuzco e que já estava sentindo sintomas de abstinência como alergias e quedas de pressão. Duas senhoras espanholas que estavam hospedadas comigo me ajudaram a explicar minha situação e a moça da secretaria me deixou entrar na estação onde fui procurar o paramédico de plantão. Na sala do pronto socorro, havia uma moça do Rio de Janeiro que estava com intoxicação alimentar. Expliquei meu problema, os remédios que estava tomando, meus sintomas e disse que precisava embarcar. O médico disse que meus sintomas eram somente de ordem psicológica e que meu problema era desidratação e fome! Acredita?! Queria matar o cara naquela hora! Ele tentou colocar soro na minha veia, mas ele não conseguia encontrar a veia certa e foi me furando sem dó. A dor era tanta que caiu minha pressão e desmaiei na cadeira. Depois de passar a manhã toda com o médico, ele me perguntou se gostaria de embarcar com ele e disse que sim, sem pensar. A fila nesta hora estava quilométrica e era possível perceber que a maioria das pessoas eram moradores da própria cidade que estavam “aproveitando a carona” para ir para a casa de familiares. Tentamos passar pelos guardas para embarcar, mas as mães histéricas não nos deixaram passar dizendo que elas tinham mais direitos e, então, nos colocaram em um vagão até a poeira baixar. O lugar era uma sauna, não tinha condições de ficar por lá. Foi aí que começamos a ver toda a confusão. Saíam muitos helicópteros, mas a fila não andava (disseram que alguns turistas do hotel que eu estava hospedada haviam pagado para pegar o helicóptero primeiro), as pessoas da cidade ficavam nos observando por uma tela e ofendiam alguns dos turistas. Um empurra-empurra, uma gritaria, crianças no sol e de pé por horas, crianças e mães chorando, era tudo de mais! Outro médico veio conversar comigo e disse que tentaria uma autorização para que eu embarcasse no dia seguinte, mas ele não voltou para dizer nada. Conversei depois com o médico responsável pela Secretaria de Saúde e ele me disse que tal autorização não era possível e que eu teria que esperar. No final da tarde as mães invadiram o corredor que dava acesso aos helicópteros passando por cima de todo mundo, até de militares peruanos. Olhem a arminha dos  militares.

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Cerca das 18 horas, encerraram os helicópteros e resolvemos voltar ao hotel Inkaterra para ver se era possível “comprar” nossa volta para Cuzco. O jantar naquela noite não foi tão bom! Já faltavam algumas coisas e o gerente do hotel comentou que se não houvesse abastecimento na cidade, em 1 dia acabaria toda a comida. Ele disse também que faria de tudo para ajudar a nos embarcar no próximo dia.

8°. Dia

Acordamos bem cedinho, fizemos o check-out e como quem não quer nada, tentamos ir para os helicópteros por uma trilha que tinha no hotel. Em determinado ponto do caminho, encontramos as mães histérica novamente dizendo que nós não podíamos embarcar (éramos umas 6 pessoas, entre brasileiros, europeus e americanos), pois elas tinham mais direito e  haviam passado a noite ao relento esperando. O senhor que estava comandando esses embarques gritou com todo mundo e mandou a gente embora. Nessa hora tinha a sensação de que novamente não conseguiria embarcar e que ficaria presa àquele lugar mais alguns dias. Obedecendo as recomendações do gerente do hotel, ficamos no lobby do empreendimento esperando maiores informações. Uns 30 minutos depois passaram o médico da Secretaria de Saúde com um amigo nosso do grupo de brasileiros. Tentei explicar novamente minha situação ao doutor, mas ele disse que tinha outras 10 prioridades no momento e que não poderia me ajudar a embarcar, mas mandou a enfermeira me medicar para as alergias. Conversei com a enfermeira que foi um anjo e me disse que se eu quisesse embarcar, eu teria que dizer aos guardas que eu era epiléptica e ter alguma crise ou mesmo desmaiar na frente de todos para que eles acreditassem que era sério. Ela também me deu seu telefone e disse que se eu não conseguisse embarcar naquele dia, era para eu ligar para seu celular que ela daria um jeito de conseguir me colocar no outro. Novamente tentamos chegar aos helicópteros pela trilha do hotel como quem não quer nada e estava até disposta a passar mal caso surgisse necessidade, mas dessa vez não tinha nenhum guarda e nos infiltramos na fila para embarcar. Neste dia, era possível ver que havia mais helicópteros, mas ainda tinha muitas pessoas para ir embora. Em um momento, veio um oficial da polícia federal americana conversar conosco dizendo que nós já tínhamos conseguido o mais difícil que era estar na fila e que em questão de horas embarcaríamos para Cuzco. Nessa hora, um alívio veio em minha mente, mas ainda estava apreensiva, pois tinha medo de que na hora H, os militares não me deixassem embarcar por não fazer parte do grupo de prioridades. Conversei com o oficial por algum tempo e ele me disse que 4 policiais americanos estavam no Peru para cuidar pessoalmente dos turistas americanos. Eles cederam ao governo peruano 6 helicópteros para auxiliar no resgate dos turistas e moradores das regiões alagadas e, em contra partida, eles poderiam cuidar de perto do seu povo. Ele também disse que o trabalho deles era não só recolher todos os americanos de lá como todos os turistas e que os americanos voltariam aos Estados Unidos em um avião da Força Aérea no Sábado. Nessa hora, fiquei com vergonha de ser brasileira, pois ninguém do governo brasileiro tinha feito nada por nós naquela situação. Nesse momento, passa um grupo de turistas japoneses por nós. Ficamos sabendo mais tarde que o governo japonês havia fretado um helicóptero para levar seu cidadãos para Cuzco. Aí que a vergonha de ser brasileira ficou ainda maior!!! Abaixo segue um dos helicópteros disponibilizados para levar os turistas. Eles traziam mantimentos e levavam turistas.

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Depois de algumas horas de espera, pegamos nosso voo. Era um helicóptero das forças aéreas peruana bem grande, de 24 lugares. A viagem foi rápida, fiquei de pé todo o voo por falta de espaço, mas emoção de estar saindo daquele inferno é indescritível. É um mistura de alívio e felicidade! Ahhh! Gostaria de deixar bem claro que o gerente e subgerente do hotel que estávamos hospedados ficaram conosco até o momento do embarque. Um profissionalismo sem tamanho!!! Chegando em Ollantaytambo, os voluntários nos deram bolachas e água. Estávamos há horas sem comer, mas a adrenalina era tão grande que não tinha fome. Dei várias entrevistas para jornais e uma delas até foi parar no BandNews. A empresa Perurail colocou os turistas em um ônibus e nos levou à estação de trens da cidade. De lá, pegamos outro ônibus a Cuzco. O caminho não podia ser mais lindo! Acho que era Deus dizendo que estávamos salvos! A vista dos Andes cobertos por gelo no fundo das outras montanhas, dos pastos verdinhos e das casas tradicionais parecia um filme! Quando chegamos a Cuzco, parecia até que a cidade estava mais bonita. Fomos ao hotel, ligamos para nossa operadora e seguindo uma recomendação da empresa, fomos a Lan pessoalmente para remarcar nossa volta pra Lima. Nossa volta foi remarcada para o outro dia pela manhã e aproveitamos nosso finalzinho de tarde para finalmente descansar e nos despedir da cidade. Nessa despedida, passamos pelo Hotel Monastério. Essa foi uma das maiores surpresas da viagem! Um antigo monastério do séc. XVI transformado em pousada de luxo e administrado pelo grupo Orient Express, o mesmo que administra o Hotel Copacabana no Rio e o Hotel das Cataratas em Foz do Iguaçu. Eles têm uma capela tão linda que você fica meio boba! Na verdade, todo o hotel é fantástico! Um dos mais bonitos que já vi na minha vida, se não for o mais bonito. Jantamos no restaurante Fusiones, um restaurante que eu tinha ido há dias atrás e tinha amado, especializado em comida fusion. Nesta noite finalmente dormimos mais tranquilos.

9º Dia

Saímos de Cuzco para Lima às 10h15 da manhã e fizemos uma viagem tranquila. Chegando à capital peruana, fui correndo ao guichê da Tam para tentar um voo para São Paulo. Sabia que não era possível pegar no mesmo dia pela diferença de horários, mas queria garantir o avião do dia seguinte. Naquele momento, nem peguei minhas malas na esteira. O atendente da companhia havia me dito que os voos da Tam não tinham disponibilidade até o dia 02 de fevereiro (fora de cogitação!) e que teríamos que ficar na lista de espera para tentar embarcar no próximo dia. Parecia que o pesadelo não tinha fim! Ainda perguntei se não teria vagas na primeira classe ou em outra companhia, mas o que ele me disse que não havia lugar disponível no avião, nem em outras empresas. Nossa agência reservou um quarto no hotel Ramada, localizado ao lado do aeroporto e tivemos que passar mais um dia no Peru. Como não tínhamos o que fazer, fomos conhecer outros pontos da cidade que não havíamos ido como o Parque Olivar no bairro de San Isidro e o Parque de la Reserva, Circuito Magico del Agua. Segue fotos das oliveiras em San Isidro e do Show das Águas.

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Também aproveitamos para fazer umas comprinhas na loja de departamento Ripley e no shopping Larcomar e voltamos ao hotel. Nossa volta foi cômica! Pegamos um taxi desses caindo aos pedaços e ele começou a fazer um caminho estranho, passando por uns becos escuros, sem gente e levando muito tempo para chegar ao aeroporto. Achei que ia ser assaltada naquele momento e no desespero, até coloquei um cartão de crédito dentro da calça, pensando que, se fossemos assaltados, seria bom ter um cartão guardado para não ficarmos sem nada. Mas só foi um susto!

10º Dia

Acordamos cedo e fomos às 09h para o guichê da Tam esperar a confirmação se poderíamos embarcar. Éramos 12 brasileiros, cansados e desesperados para voltar para casa. Quando fecharam o check-in, descobriram que só havia uma vaga disponível no voo e eu era a primeira da lista de espera (Graças a Deus!). Tive uns vinte minutos para fazer meu check-in, pagar a taxa de embarque, passar pelos detectores de metais e pela imigração. Foi uma correria, mas deu certo! Fiquei um pouco chateada por deixar os outros em Lima, inclusive meus pais. Cheguei a São Paulo às 19h40 e finalmente terminou minha aventura. A sensação de alívio e a vontade de sair do aeroporto eram tão grandes que nem quis olhar as coisas do Duty free, acreditam?! Os demais brasileiros daquele grupo passaram mais um dia em Lima e conseguiram embarcar no outro voo. Soube que os últimos brasileiros só saíram de Machu Picchu no dia 30, um dia depois da minha chegada ao Brasil. Eles fizeram o trajeto de Lima a São Paulo em um avião da FAB. A menina que esteve comigo no Pronto Socorro ficou até o último dia e chegou a dar entrevista no Jornal da Rede Globo contando o descaso do governo peruano com os turistas. Machu Picchu está temporariamente fechada aos turistas pela falta de estrutura. Espero que esse triste incidente faça as autoridades do país repensarem na estrutura turística do principal destino do Peru. Espero também que eu não passe mais por nenhum apuro como esse na minha vida! Acho que minha sanidade mental e meu coraçãozinho não iam aguentar.

Só para terminar o post, resolvi colocar uma foto da fúria do rio para terem uma ideia de como foi punk toda a situação. Isso porque essa foto foi tirada no último dia e o rio já estava mais baixo.

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Irlanda aqui estou…..

8º Dia

 

Acordei super cedo! Me arrumei e fomos até Heuston Station para ir a Galway. A cidade fica na costa ocidental do país, a quase três horas de trem de Dublim, tem aproximadamente 66 mil habitantes e é o quarto maior município da Irlanda. É um local bem pequeno, cheio de ruas medievais e que nos meses de julho a agosto, promove eventos internacionais de arte e festivais de música; mas o principal atrativo são os famosos Cliffs, aquelas lindas encostas de campos verdinhos em frente para o mar que é uma das paisagens mais tradicionais do país. Saímos de Dublim às 09h10 e chegamos a Galway às 11h40. Vale lembrar que paguei 34,50 Euros no meu ticket e tinha validade por um dia. De lá fomos a um posto de informações turísticas verificar se conseguíamos pegar uma excursão aos cliffs, mas descobrimos que eles ficam em uma ilha a 2 horas do centro e que as excursões são de um dia todo. Como teríamos poucas horas na cidade, resolvemos explorá-la ao máximo e esquecer o outro passeio. Andamos pelas principais ruas, passamos por uma feirinha muito tradicional do lado da igreja (igreja é o mais tem nesse lugar), fomos à catedral e a antiga doca onde tem um arco medieval espanhol e aos pouquinhos fomos sentindo o charme desta pequena cidade. Estava ABARROTADO de gente, principalmente pelo festival de verão. Almoçamos em um pub bem tradicional e pedi um strogonoff (o mais sem graça da minha vida), encontramos o Paul (um amigo da internet) e no final da tarde voltamos a Dublim. Nossa volta foi uma viagem a parte. Para resumir, na penúltima parada, fomos obrigados a sair do trem e pegar um ônibus (Só Deus sabe o porquê, pois até hoje não consegui descobrir) e fomos de busão para Dublim. O bom dessa mudança de planos foi que pude conhecer um pouquinho do interior do país. Chegamos em casa às 21h30; jantamos, nos arrumamos e fomos para a night. Tava um frio danado e tive que sair com um casaco de inverno emprestado. O Fernando me levou em um lugar chamado de The Church que é um bar instalado em uma antiga igreja e que possui diferentes ambientes. Esse lugar era MUITO legal! Depois fomos ao Fitzsimmons que é um clube que possui diversos pisos e cada um deles com um estilo diferente. O térreo tinha uma banda de música tocando canções irlandesas, o primeiro piso tinha pista de dança e o segundo era um terraço, um espaço para conversar com fumódromo. As baladas na Irlanda terminam cedo então não dormimos muito tarde!

9º Dia

 

Hoje tentei dormir até um pouquinho mais tarde e acordei perto do meio dia. Me enrolei para tomar banho, tomar café da manhã e saímos de casa já eram mais de 14h. Queríamos ir a um restaurante indiano, mas como estava fechado, resolvemos ficar em um restaurante italiano. Meus Deus, como estava com saudade de um macarrão a bolognesa! Esse dia estava uma porcaria! Um frio danado (também, a idiota foi andar de vestidinho!), chuva (sabe aquela chuva com vento que te molha de qualquer jeito e bom para quebrar guarda-chuvas?!) e um sol que esporadicamente dava o ar da graça. De lá, fui explorar a cidade sozinha. Dei uma passada nas lojas de departamento do centro (que são meio fraquinhas!), fui caminhando até a Custom House, um edifício neoclássico do século 18 que abriga o Ministério do Ambiente e do Patrimônio e o Governo Local. Andei até as docs e conheci um pedaço da parte moderna da cidade, com pontes de vanguarda e edifícios espelhados. Atravessei o outro lado da cidade, passei ao lado da Pearse Station, Mansion House, Leinster House, St. Stephen’s Green and St. Stephen’s Shopping Center, desci a Grafton Street (a rua mais chique da cidade) até o Centro de Informações instalado na antiga St. Andrews Church. Ainda passei pela Trinity College (fundada em 1592 pela Rainha Isabel I do Reino Unido e é uma das mais prestigiosas instituições educacionais do país) e o Parlamento até chegar ao Rio Liffey. Andei pela margem do rio até o Four Courts (edifício construído entre os anos de 1796 a 1802 pelo mesmo arquiteto que construiu o Custom House que abriga as 4 maiores cortes do país como o Tribunal Superior de Justiça e o Supremo Tribunal), subi a Winetavern Street até a parte medieval da cidade. Passei pela Christ Church Cathedral (uma igreja anglicana com quase 1000 anos de história e que tem em suas ruínas vestígios vikings e anglo-normandos), St. Audeons Church (também medieval, sua torre é do século XII e algumas pessoas acreditam que seja a mais antiga da Irlanda) e no retorno passei pelo City Hall (prefeitura). Jantei no Mc Donald’s que é bem bonito e limpinho como no Brasil mas super caro (um menu de verão custava 7 euros) e cheguei em casa quase 22h, morta de cansaço!!!

 

Como ando escrevendo muita coisa e eu sei que vocês já estão meio de saco cheio, vou tentar resumir minha saga e contar só as coisas mais importantes da viagem.

 

10º Dia

 

Hoje fui visitar alguns dos atrativos de Dublim que ainda não tinha conhecido. A primeira parada foi o Castelo de Dublim que é antiga sede do governo britânico na Irlanda até 1922 e a maior parte do complexo é do séc. XVIII; St. Patrick Cathedral que além de ser a sua maior catedral da cidade, também é a igreja nacional da Irlanda. Construída no local onde St. Patrick batizou os primeiros cristãos conversos, a catedral foi aberta como igreja em 1192. Também fui à Guinness, a tradicional cervejaria irlandesa que desde 1759 prepara uma das bebidas mais tradicionais do país. Parte do complexo de fábricas foi transformado em museu/loja e mesmo eu não me interessando muito pelo tema, é um passeio interessante.

11º Dia

 Não fiz nada de bom! À tarde peguei um voo para Paris. Minhas impressões de Dublim foram; é uma cidade bem pequena (se formos pensar que é a capital de um país), muito florida e com um povo festero. Se em Londres há uma infinidade de Cafés, Dublim é a terra dos pubs (um do lado do outro e todos cheios). As pessoas são mais gordinhas (isso porque estou sendo simpática, a mulherada lá é MUITO gorda e barriguda, as únicas magrinhas são as estrangeiras. As irlandesas também tem um gosto duvidoso para a moda; adoram usar roupas esdrúxulas, me sentia em um clipe da MTV nos anos 80), os homens são bem cara de pau, desses que te secam na rua e nem disfarçam, mas aparentemente são bastante simpáticos. O tempo é uma porcaria! Chove muito, venta muito, o sol é muito tímido, mas o bom é que eles têm 19 horas de sol, quer dizer, vc tem a sensação que os dias são suuupper longos. É uma terra com carinha de interior, que tem um charme especial e que vale muito a pena conhecer. Peguei um voo para Paris às 18h30 e cheguei na cidade luz quase 22h . O Laurent já estava me esperando no aeroporto Charles de Gaulle.

12º Dia

Fiz questão do não acordar muito cedo! Fiz meu check-out no hotel e fui passear pela Printemps (outra loja de departamento bastante conhecida na cidade). Também fui ao Musée D’Orsay, museu que reúne um grande número de pinturas e esculturas de artistas famosos como Monet, Degas e Van Gogh. O edifício era originalmente uma estação ferroviária – Gare de Orsay, construída no local onde havia o antigo Palais D’Orsay. Em 1939, deixou de ser o terminal da linha que ligava Paris a Orleans devido ao comprimento reduzido do cais, passando a ser apenas uma estação da rede suburbana e mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial serviu de centro de correios. O local foi desativado na década de 70 e o museu foi inaugurado em 1986. O prédio é muito bonito! O museu em si não me chamou muito a atenção porque não sou tão ligada em esculturas e pinturas mas eles tem uma exposição de móveis art decó e art nouveau francês e belga muito legal! Tem também umas salas neoclássicas com peças decorativas do século XIX que é de babar! No final da tarde, peguei um trem até o Aeroporto Charles de Gaulle e não paguei a passagem; foi sem querer mas fiquei tão nervosa de ser pega que achei que ia infartar. E o pior, precisava da passagem para sair da estação mas nessa hora, pedi ajuda para uma moça que no começo ficou com um certo receio mas acabou me ajudando. Nunca mais apronto uma dessa! Cheguei super bem em São Paulo no outro dia pela manhã. Tive vários problemas com a mala que me fizeram ficar chateada, nervosa e estragou as lindas férias que eu tive mas não vou comentar sobre isso aqui. O importante foi que conheci lugares diferentes e tentei aproveitar cada minutinho que estive lá. Conheci todos os pontos turísticos que tinha interesse e aprendi muito sobre diferentes culturas. Valeu!!!

Mais confusão… Dessa vez na terra da Rainha

4º Dia
 
Hoje aproveitei para ficar até um pouco mais tarde na cama, tomei café e arrumei minha mala. De lá, tomei um táxi até Gare Du Nord para pegar o Eurostar até Londres. Estava super ansiosa para pegar o trem, mas fiquei um pouco decepcionada. Realmente é um meio de transporte super prático, em 2 horas e meia você já está na capital inglesa, mas o trem era meio velho e não muito confortável. Cheguei em St. Pancras – Londres às 12h31 (com dois minutos de atraso) e o Rous já estava no terminal me esperando. Pegamos um táxi e cheguei ao meu hotel. Em Londres, não foi muito fácil achar hotéis. Não que não tenha muitas opções, mas as diárias são bem caras e geralmente os hotéis são muito antigos. Escolhi o Oxford Hotel que fica em Earl´s Court. A localização é excelente, há uma quadra do metrô em um bairro bastante simpático e cheio de hotéis pequenos e não muito longe do centro da cidade. Os recepcionistas eram em sua maioria brasileiros e muito atenciosos e o hotel foi recentemente reformado, mas meu quarto era muito ruim. Além de ser minúsculo (e quando falo minúsculo, é mesmo!), o banheiro também era muito pequeno. Para ter uma idéia, não tinha box e nem cortina porque não tinha espaço e eu tomava banho junto com a privada (nada glamoroso). Para piorar a situação, fiquei no andar do restaurante e minha UH era ao lado do elevador então a partir das 07h da manhã escutava a porta do elevador batendo e imagina que todos os hóspedes do hotel tinham que passar por lá, quantas batidas eu tinha que escutar toda a manhã?! Mas não deixei isso me perturbar muito. Fiz o check-in no hotel e fui passear pela cidade. A primeira parada foi no Picadilly Circus. Ela é uma famosa praça de Londres, cheias de placas luminosas que lembram um pouco Nova York (na verdade, dá uma breve lembrança). A área é rodeada de várias atrações turísticas, como os bares e teatros do West End londrino, Leicester Square e várias lojas. De lá, subi a Regent Street, virei a esquerda na Oxford Street e novamente a esquerda na New Bond Street que depois se transforma em Old Bond Street. Todas essas ruas são cheias de lojas estilosas e bastante movimentadas. Acabei parando na Picadilly Avenue. De lá fomos no Hard Rock Café Londres. Essa foi a primeira loja da franquia aberta em 1971 por dois americanos fanáticos por música. Dei uma passadinha no restaurante que não é grande coisa e depois na lojinha do lado que estava cheia de adolescentes italianos enlouquecidos. De lá tomamos um ônibus até a Harrolds. Esta loja de departamento é a maior da capital inglesa. Ela foi aberta em 1834 na pobre área de East End e em 1849 ela se mudou para Knightsbrigde que é onde está até hoje. Vale lembrar que na época, essa era uma região pouco ocupada e quase rural. Hoje ela pertence a Mohamed Al-Fayed, que a comprou em 1985. A loja é muito mais do que eu esperava. Ela parece literalmente uma Disneyland. Primeiro porque tem tudo que vc pode imaginar; vendem desde salame a helicóptero. Cada uma das alas é completamente diferente da outra e muito temática. Nas alas que vendem comidas, os funcionários usam uma roupa com um chapéuzinho tão engraçado que lembra os cenários da Mary Poppins. A loja estava repleta de pessoas, principalmente de árabes que compravam enlouquecidamente. O elevador com tema egípcio também era algo que ficará na minha cabeça pra sempre. Nesta hora, tinha tanta dor no pé que não conseguia mais andar. Acabei tomando outro taxi e voltei para o hotel. Uma dica, nunca tome taxi em Londres, eles são caríssimos!!!! Jantamos pelo bairro mesmo. Escolhemos um restaurante que faz hamburgers caseiros (muito bom!).
 
5º Dia
 
Esse foi o dia de fazer as atrações mais tradicionais da cidade. Acordei super cedo (não que eu queria mas aquela porta do elevador não me deixou dormir), tomei o café (que era outra coisa que deixou muito a desejar) e fui Palácio de Buckingham para ver a troca da guarda. Antes de chegar ao Palácio, dei uma voltinha pelo Green Park que fica ao lado. A troca da guarda acontece todos os dias as 11h da manhã. Na verdade, começou um pouco mais tarde e mesmo sendo um programa bem turístico, é muito chato!!! De lá fui até a Abadia de Westminster que é linda e enorme mas não entrei porque queriam cobrar 15 libras (é um absurdo pagar para ver uma igreja!). Ao lado tem uma ingrejinha muito simpática, a St. Margareth. Ela tinha uns detalhes que lembravam uma igreja ortodoxa e não precisei pagar nada. Que beleza! Ainda fui ver o Parlamento, o Big Ben, London Eye (aquela  roda gigante que vê toda a cidade) e andei pelo rio Tâmisa para ver as pontes que ligam a cidade. Na empolgação da caminhada, fui até St. Paul Cathedral (que também é linda mas não entrei porque queriam me cobrar 15 libras!) e outros prédios históricos. Almocei na Subway (tem os mesmo tipos de sanduíche mas a limpeza e o atendimento são precários), e caminhei até a Tower Bridge. A ponte foi inaugurada em 1894, e atualmente é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, além de ser conhecida como uma das pontes mais famosas do mundo. Fica ao lado das Torres de Londres. A ponte tem um estilo Vitoriano Gótico, que se parecem com fortes escoceses da Idade Média e as duas pontas se abrem como uma ponte levadiça de um castelo. Atualmente a Tower Bridge continua sendo de grande importância para o tráfego marítimo londrino, fazendo parte de um dos mais importantes corredores de tráfego da cidade. Ela é enorme!!!! Encontrei o Rous e de lá foi para as Torres de Londres. Paguei 17 libras para entrar (e achei que tinha feito um péssimo negócio), mas foi o melhor passeio que fiz no dia. As Torres são um monumento histórico situado no centro da cidade, na margem do Tâmisa. A construção das Torres foi iniciada em 1078, sendo inicialmente uma fortificação nos limites da cidade romana. É, Londres também foi romana! Há diversas torres pertencentes há vários séculos e sua função variou durantes estes períodos, desde palácio para sede da casa da moeda a mostra dos animais do reino. Também serviu como local de execução e tortura. É também na Torre de Londres que as jóias da coroa britânica, ficam guardadas em uma camâra subterrânea. No centro do atrativo há a Torre Branca, construída por Guilherme VIII, hoje abriga suas armaduras e história de suas batalhas (muito legal!). De lá ainda passeamos pela parte financeira de Londres, bastante cosmopolita e moderna e voltamos ao hotel.
 
Próxima Parada, país das ovelhinhas e dos campos verdes
 
6º Dia
 
Este foi um dia reservado aos museus. O primeiro que fui visitar foi o Museu de Cera da Madame Tussaud´s. Eu já tinha o visitado em Nova York, mas achei que seria legal ir novamente em Londres. É uma festa! Paguei 22,50 libras (isso porque ganhei um desconto de 10% comprando na internet), enfrentei uma filinha básica (isso porque disseram que se eu comprasse na internet não enfrentaria filas), mas é divertidíssimo. Além dos astros de Hollywood todos em cera, eles também têm uma ala destinada aos heróis e pessoas que fizeram história no Reino Unido como os membros da realeza, políticos e esportistas. Claro que quis tirar fotos com todos!!! Mas o mais legal desse museu é que eles têm umas atrações meio Disney, como o túnel do horror que chega a ser brega de tão infantil ou os carrinhos de parque de diversão que mostram a história de Londres. Mesmo sendo caro, você fica meio retardada, grudada no George Clooney, parada admirando a beleza da Nicole Kidman ou abraçando o Shrek (que é bem fofinho), então é um passeio que vale a pena! De lá, tomei um metrô até a Oxford Street e caminhei até o Britsh Museum. Fundado em 1753 e aberto ao público em 1759, é considerado o primeiro museu moderno do mundo e abriga mais de sete milhões de objetos de todos os continentes, mostrando a história do homem de seus primórdios até o presente. Muitos dos artefatos da sua coleção estão armazenados nos depósitos nos porões do museu, por conta da falta de espaço para exibí-los. Durante muito tempo achei que o melhor museu que eu já tinha visitado era o do Louvre em Paris e o segundo o Metropolitan em Nova York mas depois dessa visita, posso dizer que o segundo melhor é sem dúvida o British Museum. Ele é fantástico! Mostra todos os períodos da humanidade e o melhor de tudo, é gratuito!!! Outra coisa que tenho que destacar é a região na qual está situado. É muito bonita, cheia de restaurantes floridos e teatros. Tomei outro metrô e fui ao Imperial War Museum. Esse é outro museu gratuito da cidade (beleza!) e é MUITO legal! Como o nome diz, é destinado à guerra, principalmente as 1ª e 2ª Guerras Mundiais, mas fala também sobre a evolução dos equipamentos bélicos e os conflitos que ocorreram a partir de 1945 e tem uma exposição sobre o holocausto que te deixa sem palavras!!! Na verdade, o melhor do museu é sem dúvida as atividades interativas. Na ala da 1ª Guerra Mundial, você pode conhecer uma trincheira daquele período; já na 2ª Guerra, você pode sentir a experiência de estar em um bunker no meio de um bombardeio e depois pode ver a cidade destruída e o desespero das pessoas que perderam tudo. Eles também têm uma casa da década de 40, montada no meio do museu recriando a vida das pessoas em tempos de guerra além de mostrar a vida das crianças e o das mulheres que trabalharam na indústria bélica. Bem legal mesmo!!!! Muito melhor que eu esperava! De lá voltei para a Harrolds para comprar presentinhos para a família e voltei ao hotel.
 
7º Dia
 
Tentei acordar um pouco mais tarde, mas para variar a porta do elevador não me permitiu. Acordei, tomei café, arrumei minha mala, fiz meu check-out e fui à estação Victoria pegar um trem para o aeroporto de Gatwick para ir a Dublim. Quando cheguei a Londres (no 1º dia) e resolvi pegar um táxi ao hotel, eu achei que tinha sido um exagero, mas depois de carregar minha mala pesada pelas estações de metrô de Londres, percebi que foi a melhor coisa que eu podia ter feito. Ahhh! Queria aproveitar para fazer um comentário sobre a cidade. Londres é muito mais bonita que eu imaginava. Ela não tem o aspecto cinzento e cheio de casas de tijolinhos. Mesmo com as ruas estreitas de uma cidade antiga, ela é colorida, cheia de flores e bem cuidada. Não é quente como Paris, mas não chega a ser fria (se bem que o vento também não é dos mais agradáveis!). Na verdade, o que mais me incomodou foi a chuva que era uma constante (todos os dias e várias vezes ao dia) e que por alguns períodos disputava lugar com o sol (tímido mas presente em alguns momentos). É uma cidade cosmopolita, portanto, você encontra pessoas de todas as nacionalidades, principalmente orientais, árabes e indianos (esses muito moderninhos, em sua maioria com roupas ocidentais ou quando via um sári, a mulherada usava com tênis, brega no último!). Outra coisa que fiquei admirada é que nunca vi tantos cafés em uma mesma cidade. Um do lado do outro! Claro que eles são modernos, bem estilosos e sempre cheios, mas é demais!!! Cheguei ao aeroporto com tempo de sobra e fiz meu check-in na Ryan Air. Essa é uma dessas companhias de baixo custo que tem se espalhado por toda a Europa. Para você ter uma idéia, paguei apenas 41 libras para ir de Londres a Dublim, mas o ruim é que eles têm muitas restrições como quantidade de malas e peso das mesmas, mas mesmo assim vale a pena. Dentro da aeronave, tudo é cobrado a parte, desde o lanchinho até o uso do banheiro. Cheguei em Dublim às 15h10 (depois de um atraso de 40mins.) e graças a Deus o Fernando ainda não tinha desistido de me esperar. Fomos para a casa dele para deixar minha mala e de lá partimos a pé para o centro da cidade. Dublim é a capital e maior cidade da Irlanda. É cortada pelo rio Liffey, tem pouco mais de 500 mil habitantes e foi fundada pelos vikings por volta do século XI. Minha primeira impressão foi a melhor possível. É uma cidade muito pequena mas bem bonitinha, cheia de flores e bem conservada. Passeamos pela O´Conell Street e fomos até o Temple Bar que ao contrário do que eu imaginei é uma zona cheia de bares e não uma rua. Se em Londres tem muitos cafés, em Dublim tem muitos pubs. Não é a toa que o povo é tão bebum. Também tem um do lado do outro, e todos lotados de pessoas. Encontramos um amigo do Fernando e fomos para uns bares. De lá, voltamos para casa e fizemos um macarrão instantâneo.

Paris, Londres e Dublim

 
Hoje começo a escrever mais um capítulo das minhas aventuras. Essa viagem já aconteceu há algum tempo, mas gostaria de deixar registrado porque dessa vez fui para dois lugares que ainda não conhecia e para ser sincera, esses países nunca estiveram na minha listinha de TOP 10. Mas naquele momento, achei que era uma boa oportunidade de viajar para lá. Fui para visitar alguns amigos, mas também me encantei com aquele pedacinho da Europa.
 
Dessa vez fui para Paris, Londres e Dublim. Minha viagem foi um pouco diferente, não quis ir para São Paulo de busão, na verdade, acho que já estava cansada dos perrengues de sempre então, aproveitei uma promoção da Webjet (uma companhia nova, mas muito boa) e fui para São Paulo de avião. Como peguei uma promoção, não pude escolher os horários que eu queria. Cheguei ao aeroporto de Cumbica em Guarulhos às 12h e meu voo para Paris pela TAM só sairia às 19h45. Como já estou descolada de aeroporto, aproveitei meu tempo livre para olhar meus e-mails, passear pelas lojas e ler um bom livro.
 
1º Dia
 
Cheguei ao Aeroporto Charles de Gaulle – Paris no outro dia às 13h45 e o Laurent já estava me aguardando. Paris é a capital da França e a segunda maior metrópole da Europa, com mais de 12 milhões de habitantes entre cidade e região metropolitana. É cortada pelo Rio Sena e encanta pela beleza de sua arquitetura, seu urbanismo e atrações turísticas mundialmente conhecidas.  É engraçado porque já havia estado algumas vezes em Paris e toda vez que venho à cidade tenho a mesma sensação de encantamento. Quando fui a primeira vez, dizia que a cidade cheirava a romance! Não tive essa mesma sensação mas senti a mesma emoção de tantos anos atrás.
 
Não fiz nada de muito especial. Fiquei hospedada em um hotel chamado All Seasons (da rede Accor) que ficava perto da  Place de la République. O hotel era bem simpático, simples mas tudo novinho e estiloso e o staff (mesmo falando um inglês mais ou menos) era muito atencioso. Andamos por Montmartre para procurar um presente para um amigo do Laurent, passeamos pela Champs Elysées que como sempre estava repleta de turistas e comemos um doce na Ladurée, uma patisserie francesa fundada em 1862 bastante famosa pelos doces e principalmente pelo Macaroon (um doce tipicamente francês que parece uma bolacha recheada de várias cores e sabores). À noite fomos na festa de aniversário deste amigo que mora no subúrbio de Paris. Uma das coisas que aprendi nesta viagem foi que no ano de 52 a. C., os romanos fundaram uma cidade nas ambas margens do rio Sena, chamando-a de Lutécia. A cidade cresceu nos séculos seguintes tornando-se próspera onde foram construídos palácios, um forum, um teatro e um anfiteatro. Quer dizer, Paris também foi romana.
 
2º Dia
 
Acordei super, hiper cedo (5h30) porque às 06h30 iriam me buscar para um passeio aos castelos do Vale de Loire. Esse era um dos passeios que sonhava em fazer mas nunca tinha tempo ou dinheiro suficiente. Chegando à agência de viagens encontrei um grupo de brasileiros (uma praga!) que estariam indo à Bruges. Na hora me deu uma certa inveja e talvez um arrependimento porque os dois passeios eram o mesmo preço mas como sou uma pessoa chique, pensei: – Da próxima vez que eu voltar (como se eu fosse conseguir voltar em 6 meses), eu faço esse passeio!  O Vale do Loire tem a maior concentração de castelos do mundo, são ao todo 45, cercados por muralhas, pontes levadiças e jardins renascentistas, que inspiraram histórias famosas, como A Bela Adormecida e As Aventuras de Tintin. Localizado no centro da França, tem natureza exuberante, o maior rio do país, o Loire, e uvas que produzem um dos melhores vinhos brancos da França. Antigamente, a região detinha grande importância política. Na Renascença, atraídos pelos terrenos de caça do vale, os reis franceses convocaram grandes arquitetos, como Leonardo da Vinci, para construir seus castelos na região, transformando-a em um conjunto de obras de mestres. Tours, Blois, Orléans e Poitiers são antigas vilas, bastante charmosas transformadas em pólos turísticos. Visitei os Castelos de Chenonceau, Cheverny e Chambord. O primeiro foi a casa de Catarina de Médicis por um tempo. É um castelo pequeno e não muito luxuoso. Para ser sincera fiquei um pouco decepcionada! O segundo ainda é uma propriedade particular (a família mora lá) aberta ao público. Esse castelo serviu de inspiração para as histórias do Tintin.. Na verdade, é mais um palácio que um castelo, mas é muito bonito! Mas o melhor de todos foi o terceiro. Chambord é o maior palácio do vale de Loire e foi construído apenas para servir de pavilhão de caça para Francisco I da França, que mantinha a sua residência no Château de Blois e no Château d´Amboise. Uma das coisas que mais chamam a atenção no castelo é a espectacular escadaria aberta que é a peça central do palácio. Dizem que foi Leonardo da Vinci que a desenhou. Uma curiosidade, em 1939, pouco antes do início da  Segunda Guerra Mundial, as coleções de arte dos museus do Louvre e Compiégne (incluindo a Mona Lisa e a Vénus de Milo) foram guardadas no local. De lá voltamos para Paris. Chegamos no finalzinho da tarde e ainda tive tempo de andar pelo Hôtel de Ville (Prefeitura de Paris), Notre Dame e Saint German des Prés.
 
3º Dia
 
Hoje foi meu dia fútil. Acordei cedo, peguei um metrô (os metrôs parisienses não são grande coisa, geralmente são sujos e depredados mas são super rápidos, eficientes e chegam a qualquer lugar) e fui à Gallerie Lafayette. Andei pelos vários andares experimentando os cremes, vendo as promoções e admirando o teto do edifício que é um espetáculo. Depois fui à Ópera Garnier para fazer uma visita interna. O edifício é considerado uma das obras-primas da arquitetura de seu tempo. Construído em estilo neobarroco, é o 13º teatro a hospedar a Ópera de Paris, desde sua fundação por Luís XIV, em 1669. O palácio era chamado apenas de Ópera de Paris, mas, após a inauguração da Ópera da Bastilha, em 1989, passou a ser chamado Ópera Garnier. Foi projetada no período da grande reforma urbana de Paris, liderada pelo prefeito Georges-Eugène Haussmann.. Para a sua construção, em 1859, Haussmann foi autorizado por Napoleão III a promover a limpeza de 12.000 m² de terreno. O projeto foi objeto de concurso público, em 1861, do qual foi vencedor o arquiteto Charles Garnier, e que construiu posteriormente a Ópera de Monte Carlo em Mônaco. O Palácio foi inaugurado em 1875. O prédio é ornamentado e ricamente decorado, com frisos de mármore multicolorido, colunas e muitas estátuas. O interior é também muito rico, com veludos, superfícies folheadas a ouro, querubins e ninfas. O candelabro central do salão principal pesa mais de seis toneladas. O lugar é de babar! Você fica até meio perplexo com tanta opulência! É um passeio que realmente vale a pena. Depois da visita, fui me encontrar com o Laurent na Hard Rock Café e de lá passeamos por parte cidade. Passamos pela Place Vêndome, andamos pela Rue du Faubourg  Saint Honoré, onde ficam as lojas mais chiques da cidade, passamos pelo Palácio do Eliseu, sede do governo francês e depois de caminharmos muito chegamos novamente a Champs Elysées. Almoçamos na Ladurée e fomos para o Musée D´Orsay. Como era segunda-feira, o museu estava fechado. Então fomos caminhando até o Musée de L´Armée e Hôtel des Invalides. O Hotel dos Inválidos foi construído por Luíz XIV para abrigar os feridos de guerra e desabrigados.  Hoje abriga a Dôme, onde Napoleão Bonaparte está enterrado; e vários museus, entre os quais o Museu das Armas. Logo nos jardins na entrada temos uma mostra de canhões antigos expostos e  ao passarmos pelo portão principal ficamos impressionados com o grande pátio interno, que ainda hoje é usado para desfiles militares. Ao fundo é possível ver a Dôme. No museu é possível ver uma série de armaduras, e armas antigas, uma galeria que relembra a Primeira Guerra Mundial e a participação da França no acontecimento; há também uma área reservada a 2ª. Guerra, com destaque a um veículo de combate produzido pela Renault, várias fotografias, armamentos e a uma mostra do equipamento utilizado por um soldado americano naquela época; uma exposição com a evolução dos uniformes militares ao longo do tempo, mas eu fui até o museu principalmente para visitar a Dôme. Esta igreja foi construída no século XVII para uso exclusivo da família real e também para abrigar seus túmulos. Após a morte de Luiz XIV este plano foi deixado de lado, e em 1841 os restos de Napoleão Bonaparte foram transferidos para o local. Posteriormente outros importantes líderes militares franceses tiveram seus restos mortais transferidos para lá, tornando o local um memorial militar. A urna com os restos mortais de Napoleão Bonaparte está em um local de destaque ao centro da capela. Após a visita no museu, eu já estava cansada e com o pé machucado, mas ainda tive que dar um oi para a Torre Eiffel que ficava ao lado e comer um doce na barraquinha em frente da torre que eu adoro! Andamos até o Trocadero e tomamos um metrô para o hotel. Eu estava hiper, mega cansada, mas ainda tive pique para tomar banho, me arrumar e jantar em um café charmoso na esquina e assim terminou mais um dia.

Cuba (Cubanacán)

Não é difícil perceber neste blog que minha grande paixão é viajar. Por meio das viagens tenho a oportunidade de conhecer novos lugares, novas pessoas e novas culturas. É uma experiência que fica para sempre na minha cabeça, me faz crescer como pessoa e me ensina a entender, valorizar e respeitar o outro. Continuando a saga das viagens, dessa vez a parada foi em Cuba. Esta viagem não foi necessariamente a turismo; fui para La Havana apresentar um trabalho científico em um evento latino americano conhecido como Turiciencia e da FITUR – Feira Internacional de Turismo. Porém, essa foi uma ótima oportunidade de conhecer a terra de Fidel Castro. Uma terra tão distante e tão diferente para os olhos brasileiros!

La Havana é a capital e maior cidade de Cuba com aproximadamente 2,5 milhões de habitantes. Fundada oficialmente em 1519, seu centro histórico contém uma interessante mistura de monumentos barrocos e neoclássicos, bem como um conjunto homogêneo de casas com varandas e grandes pátios. É uma cidade de uma rica tradição histórica e cultural, formada por numerosos bairros entre os quais se destacam Habana Vieja, Centro Habana, El Vedado, Miramar entre outros. Como foi uma cidade muito visada pelos piratas por sua localização privilegiada, La Habana é repleta de fortificações, algumas delas muito bonitas.

A viagem foi o perrengue de sempre! Fui para São Paulo de ônibus e peguei o avião no Aeroporto de Cumbica em Guarulhos. Dessa vez, fomos de Copa Airlines (pela 1ª. vez) e fizemos conexão no Panamá. Depois de muitas e muitas horas entre voos e conexão, chegamos em “La Habana”. Ao chegar ao aeroporto, o receptivo já estava nos aguardando e fomos ao hotel. Neste trajeto, passamos por parte do centro da cidade. Minhas primeiras impressões do país foram: os cubanos são apaixonados por esporte, principalmente por Baseball (cada campinho que encontramos no caminho ao hotel havia muitas pessoas praticando-o); outra coisa que percebi é que os cubanos não são as pessoas mais calorosas do mundo. Na verdade, eles parecerem ser meio frios.

Chegamos exaustos no hotel! Vale ressaltar que nosso resort ficava na Marina Hemingway, há 20 quilômetros do centro da cidade. Tomamos um banho e passamos o restante do dia descansando para os próximos que virão.

2º. Dia

Acordamos cedo e fomos até a Agência de Viagens do hotel para verificar as opções de passeio para outras regiões do país. As meninas acabaram optando por um passeio de dois dias a Cienfuegos, Santa Clara, Trinidad, Sancti Espiritú y Ancón e eu comprei um day use para Varadero. De lá, pegamos um táxi até a “Plaza de la Revolución”. A praça é a maior do mundo em metros quadrados com 72.000 m2. É onde ocorrem muitos dos comícios políticos da capital. No meio da praça tem o Memorial José Martí, com 109 metros de altura. Ao lado encontramos a Biblioteca Nacional e muitos dos ministérios. Em frente ao memorial está o Ministério do Interior com a famosa figura do Che Guevara e o slogan “Hasta la Victoria Siempre”.  Segue abaixo as fotos da Praça.

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De lá fomos de Coco táxi ao Capitólio. Sede do governo de Cuba após a revolução em 1959, atualmente é a sede da Academia Cubana de Ciências. O seu desenho foi inspirado no Capitólio em Washington D.C. Na verdade, os cubanos tem a mania de dizer que o Capitólio deles é três centímetros maior que o prédio americano. Inaugurado em 1929, o local foi o edifício mais alto de Havana na década de 1950 e também a terceira maior casa parlamentar do mundo. Na entrada do Capitólio há uma linda estátua de bronze, banhada em ouro 22 quilates. Em frente a estátua há o ponto zero da cidade, marcado por um diamante de 25 quilates adquirido da coleção de um czar russo. Fizemos uma visita técnica no espaço e realmente valeu a pena!!! O lugar é lindíssimo!!!!

Deem uma olhada no nosso Coco táxi e na fachada do imponente Capitólio…

Foto no Cocotaxi

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Saindo do Capitólio, fomos a uma fábrica de charutos, passamos por uma fábrica de rum na qual experimentamos algumas bebidas. Almoçamos em um paladar (casa de família transformada em restaurante de comida típica) e voltamos ao centro. De lá, tivemos pique para andar por todo o “Paseo del Prado”. Também conhecido por Passeio Martí, foi inicialmente constituído no séc. XVIII, e lembra “La Rambla” de Barcelona. Durante muitos anos, foi um boulevard voltado a aristocracia cubana. Hoje funciona como espaço de convívio. Ainda andamos por parte do Malecón até o Hotel Nacional. O Malecón é um calçadão que se estende por 8 km ao longo da costa.  Sua construção começou em 1901. É um passeio agradável, cheio de pessoas pescando, praticando atividade física, namorando, porém ainda há muitos prédios que estão sendo restaurados. Dizem que tem o melhor por do sol da cidade! Chegando ao Hotel Nacional, fui dar uma espiada neste que é um dos principais marcos de La Havana e que teve em seus dias de glória, ilustres hóspedes como Walt Disney; tomamos outro táxi e voltamos ao hotel.

3º. Dia 

Acordei super, hiper cedo (04h30 da manhã) para ir a Varadero. Varadero é uma península na província de Matanzas, conhecida como a cidade mais turística do país. Fica cerca de 2 horas da capital La Havana; possui mais de 24 quilômetros de praias excelentes e a maior estrutura hoteleira de Cuba com mais de 50 meios de hospedagem entre pousadas e resorts. É sem dúvida a praia mais bonita que tive a oportunidade de conhecer! Parece um cartão postal! A cidade é bem turística; as ruas do centro são cheias de restaurantes, lojas de souvenirs, ferias de artesanias e hotéis.

Nossa excursão foi deixada na Plaza de las Américas (um centro de convenções de frente para o mar que fica entre dois resorts da rede Meliá). Passei o dia passeando pela praia e conhecendo a estrutura dos resorts (um deles tinha até campo de golf) até ser enchotada pelos seguranças do lugar por não ser hóspede. Que vergonha! Também dei uma passada no centro da cidade onde passiei pelo comércio local. Voltamos a La Havana no final da tarde!

Deem uma olhada no passeio do dia e no lindo Mar do Caribe.

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4º. Dia

Hoje foi meu dia cultural! Acordei cedo e saí correndo para pegar o ônibus turístico ao centro da cidade. Ele parte da Marina Hemingway, custa só $ 5 CUC (pesos covertibles) e passa pelos principais atrativos da cidade. Na correria para pegar o ônibus até arrebentou minha sandália. Chegando à Habana Vieja, fui a Plaza de Armas. É um local bastante charmoso, cercado de prédios históricos e restaurantes turísticos. No centro da praça há uma feira de livros usados. Em frente ao local fui conhecer o Palácio de los Capitanes Generales, antiga residência oficial dos governadores (Capitães-Geral) de Havana. Dentro do palácio que hoje foi convertido em um museu, há exposições de arte e artefatos históricos e muitos dos quartos são preservados com a sua decoração original. O edifício originalmente abrigava a residência do governador e uma prisão. O museu é bem legal!!! A visita só não foi mais legal porque levei mais um golpe dos cubanos. Tô até ficando com raiva! De lá, andei por tudo na Habana Vieja e me surpreendeu o cuidado e o charme daquela parte da cidade.

Passei pelo hotel Ambos Mundos onde Ernest Hemingway morava. Na Praça da Catedral, visitei o Museu de Arte Colonial. Antiga casa de Don Luis Chacón, um dos poucos governadores militares de cuba nascidos na ilha, o museu expões objetos de decoração e móveis de grandes mansões coloniais de Havana dos séculos XVII a XIX. Esse foi um museu bem mais ou menos! Não recomendo muito. As funcionárias do museu também queriam aplicar outro golpe em mim, mas dessa vez consegui fugir! Deem uma olhada no hotel Ambos Mundos, na linda Catedral e em um pedacinho da Habana Vieja.

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Passei pela Bodeguita del Medio, um bar bastante tradicional ao lado da catedral. Esse foi um dos lugares que mais me decepcionou porque é um botequinho desses de beira de estrada, deu até medo de entrar, mas estava cheio de turistas.

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Saindo da Habana Vieja, passei pela feirinha pertinho do centro histórico e fui caminhando até o Museo de la Revolución. O museu está alojado no que foi o palácio presidencial de todos os governantes cubanos até o Presidente Batista. Tornou-se o Museu da Revolução durante os anos seguintes à revolução cubana. O antigo palácio foi projetado pelo arquiteto cubano Carlos Maruri e do arquiteto belga Paul Belau (ele projetou muitos edifícios da cidade) e foi inaugurado em 1920 pelo presidente Mario García Menocal. O palácio foi decorado pela Tiffany de Nova York. Hoje o museu conta a história cubana, principalmente o período das guerras revolucionárias dos anos de 1950 e o pós-1959. Atrás do edifício, fica o Granma Memorial, uma grande caixa de vidro, que abriga o Granma, o iate que levou Fidel Castro e seus revolucionários do México para Cuba para a revolução. Na mesma praça tem vários veículos e tanques usados durante as batalhas precedentes a 1959. O acervo do museu é bem antigo, mas a temática é muito interessante! Aprendi muita coisa sobre a história do país. Deem uma olhada no Palácio e nos veículos da Praça.

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De lá, voltei ao hotel.

5 º. Dia 

Hoje começa oficialmente o evento. Acordamos cedo, tomamos nosso café da manhã e fomos à palestra de abertura. De lá, tomamos dois ônibus para fazer uma visita à Habana Vieja. Os participantes foram divididos em dois grupos: aqueles que queriam apenas conhecer os atrativos turísticos do local e os que tinha interesse em uma visita especializada enfocando o patrimônio histórico e cultural do velho centro. Claro que escolhi a segunda opção! Passamos duas horas andando pelas antigas ruas da Habana Vieja e durante o trajeto (que já havia conhecido no dia anterior), aprendi um pouco mais sobre a história cubana e sobre os trabalhos de restauro que têm sido feitos naquela parte da cidade através de um órgão chamado “Oficina do Historiador”. Após a visita almoçamos no restaurante típico “La Mina”. Ao som de música típica cubana, tomamos nossos mojitos e “refrescos de naranja”.

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No período da tarde fomos até do Fuerte de San Carlos de La Cabaña. O local estava sediando a Feira Internacional de Turismo. Construído entre 1763 e 1774 pelo rei Carlos III da Espanha com exorbitantes recursos, o forte apresentava os conceitos mais avançado da engenharia militar do século XVIII. Durante as guerras de independência, o local serviu como uma prisão, seu fosso foi usado como um lugar para fuzilamento. No século XX deixa de ser um espaço defensivo e passa a ter função de armazém, alojamento de tropas e prisão. A restauração do forte foi concluída em 1992 e conta hoje com um Museu de Armas e atividades culturais e recreativas como a tradicional cerimônia do “Cañonazo de las Nueve” no qual disparam tiros de canhão todos os dias pontualmente às 21h. A fortaleza é realmente lindíssima, talvez a mais bonita que eu tenha visto até hoje. A visão que eles têm de Havana é privilegiada, mas não tem uma boa estrutura para receber feiras. De um stand para o outro, tínhamos que andar no sol, que como em todos os dias desta viagem estava pegando pesado. Estava tão quente que não tínhamos nem vontade de andar por lá.

Deem uma olhada na entrada do Forte e na privilegiada vista do atrativo.

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Saindo do Forte, ainda passamos pela Plaza de La Revolución, pois havia muitos participantes do evento que ainda não conheciam o lugar e voltamos ao hotel.

Uma curiosidade sobre Cuba. Em vários locais encontramos cães farejadores. Não entendi bem ao certo o que eles estavam procurando, mas para este tipo de serviço, são usados Cocker Spaniel bem fofinhos! Gordinhos e peludos (imagina como não devem sofrer no calor de Cuba). São bem brincalhões e às vezes até meio preguiçosos. Deu vontade levar todos para casa.

À noite fomos ao Havana Café com todos os participantes do evento. É um Hard Rock Café a la cubana. Como eles não tem guitarras e roupas de roqueiros para expor, eles substituíram por carros, motos e até um avião antigo. Bem legal! Tem algumas bombas de gasolina antigas também e cada mesa tem ao seu dispor uma garrafa do legítimo rum cubano com Coca-Cola. Ehehehehe! Pela primeira vez encontrei Coca em Cuba. Tava tão necessitada que nem quis saber de outra bebida. O Café apresenta shows de variedade e no final ainda pudemos dançar salsa tocada por uma típica banda local.

6º Dia 

Foi um dia bem light. Aconteceram os GT´s (Grupos de Trabalho) e logo no final da manhã apresentei meu trabalho científico: Perfil dos Funcionários das Unidades Interpretativas do Complexo Turístico de Itaipu. Depois do almoço fomos ao centro da cidade comprar algumas lembrancinhas na feira de artesanato.

E assim terminou minha aventura pelas terras do Fidel. Despeço-me com uma foto que é a cara de Cuba. Uma cubana legítima que passa os dias assim, tirando fotos com os turistas (e cobrando por elas…), mas mostrando que a história de Cuba ainda está muito viva pelas ruas da cidade.

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Hasta luego!

O último sopro das férias

Para terminar meu período de férias em grande estilo, fiz algo que queria há muito tempo; ir ao Beto Carrero World. Para quem não sabe, o parque temático fica próximo a Praia de Armação, no município da Penha, litoral de Santa Catarina. Idealizado por Beto Carrero, o parque que leva seu nome foi inspirado em uma de suas viagens a Disney e inaugurado em 1993. Eu já havia ido ao parque no ano de inauguração e não tinha gostado muito, pois na época havia poucas atrações. Sem dúvida o que mais me chamou a atenção foi o Show do Beto Carrero. Apresentado no final do dia em uma tenda de circo,  o show possuía a cenografia elaborada de um espetáculo teatral, mas em si lembrava muito os filmes de faroeste. O show permanece intacto, mas não é mais apresentado pelo Beto Carrero que faleceu há alguns anos. Em frente à tenda foi montado um museu em homenagem a ele. O mesmo foi muito bem elaborado com fotos, objetos pessoais e inclusive seu magnífico “trailler” (adquirido de John Wayne, um dos seus ídolos). Todo o espaço é de muito bom gosto. Todos os shows que eu havia assistido na época, continuam  sendo apresentados (Excalibur, África Misteriosa, etc.), porém muita coisa nova foi acrescida ao parque. O dia estava bonito e o sol muito forte (minhas coxas que não viam sol há pelo menos 3 anos, voltaram super, hiper, mega vermelhas). Na verdade como eu sou uma pessoa muito esperta, enchi meu rosto de protetor solar e esqueci de passar no restante do corpo e depois de um dia no sol, estou cheia de marquinhas indesejadas.

 

O parque não estava muito cheio! Isso foi ótimo, pois pude aproveitar todos os brinquedos que eu queria.  Depois das 15h aconteceu um fenômeno muito estranho, pois não havia mais ninguém nas filas. Não sei onde todo esse pessoal foi, mas para mim foi ótimo! Havia muitos argentinos (o que era de se esperar!), encontrei também alguns europeus, mas o que predominava no parque eram as famílias catarinenses.

 

Fui a quase todos os brinquedos (só não tive coragem de ir naqueles muito radicais, pois sou muito medrosa), mas me diverti do mesmo jeito! O parque agora tem um grande número de atrações para todas as idades. Uma boa infra-estrutura (olha a turismóloga falando) com placas de sinalização e mapas de orientação, mas acho que precisavam melhorar a limpeza dos banheiros. Me sujei, me molhei… Fiquei como uma criança em uma loja de doces, deslumbrada com tudo e muito feliz por estar lá!

 

São nesses momentos que percebo como sou uma pessoa privilegiada, pois tenho a oportunidade de fazer o mais gosto, viajar!

Manaus aqui estou eu!!!!

Eu sempre uso meu blog para falar um pouco sobre as minhas viagens e como não podia deixar de ser, estarei tentando postar em tempo real as impressões que tive de Manaus-AM.

Natureza, vida selvagem e comunidades indígenas não são os tópicos que eu mais gosto, mas decidi conhecer um lugar diferente nestas férias e achei que Manaus seria uma ótima opção. Quando escolhi a cidade, pensei basicamente na riqueza local, principalmente relacionada ao final do século XIX e começo do século XX quando houve o auge da exploração da borracha. Deste período, é possível ver a riqueza da sociedade estampada nos lindos casarões de época. A zona franca foi outro ponto economicamente importante para o desenvolvimento local, mas, segundo meu guia, perdeu toda a força na década de 1990 e foi substituído pelo pólo industrial. Outro ponto que me interessava era entender a influência dos rios na vida das pessoas, fato que pude comprovar durante minha estadia no destino. Portanto, vou contar aos pouquinhos os locais que conheci durante a viagem e escrever o que eu acho vale ou não a pena conhecer. 

 

1º Dia 

 

Saímos de Curitiba às 09h da manhã. Meu voo já foi um capítulo a parte da viagem. O voo tinha 3 escalas (quer dizer, o avião parava, mas não podíamos sair de lá) e durou 07h10. Imagine ficar em um avião, com as poltronas pequenas e desconfortáveis dos voos domésticos por tanto tempo sem ter nenhuma musiquinha, filminho ou qualquer coisa assim para se distrair! Fiquei tanto tempo que eu poderia ter feito São Paulo – Lisboa. Chegando ao Aeroporto, que é bastante precário e antiquado, nosso receptivo já estava nos aguardando. O caminho do aeroporto até o Hotel Tropical Manaus não podia ser melhor. A estrada (conhecida como Avenida do Turismo) é bem asfaltada, com canteiros super cuidados, cheio de condomínios de luxo.

O Hotel Tropical Manaus tem pouco mais de 550 UH´s (400 colaboradores), foi inaugurado em 1976  e é administrado pela companhia Varig através de uma fundação. Ele fica situado no final da praia de Ponta Negra, uma praia fluvial bastante conhecida e distante do centro da cidade. Passar pela Ponta Negra foi um prazer, porque seus prédios lembram a Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. O hotel é muito melhor do que eu esperava!!! O local é um complexo com dois hotéis (Tropical Manaus e Tropical Business), tem toda a infraestrutura de um resort e ainda conta com mini-zoológico, pier para os passeios no rio e até um centro de convenções. Aproveitamos à tarde para conhecer a estrutura do hotel e jantamos em um restaurante na Ponta Negra. Deem uma olhada na entrada e na infraestrutura do empreendimento.

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Hotel3

 

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2º Dia 

Acordamos cedo e fizemos um city tour pela cidade. Foi aí que começou minha desilução! A centro de Manaus não é tão bonito quanto eu esperava (e olha que eu não esperava muita coisa), realmente pudemos ver muitos prédios históricos espalhados pela cidade, mas estão, em sua maioria, depredados ou abandonados, olhem que tristeza.

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Fundada em 1669 com o Forte de São José do Rio Negro, foi elevada a vila em 1832 com o nome de Manaus, que significa “mãe dos deuses”, em homenagem à nação indígena dos Manaós. Foi transformada em cidade em 1848 com o nome de Cidade da Barra do Rio Negro. Somente em 1856 voltou a ter seu nome atual. Durante o passeio conhecemos o Porto flutuante (que não era assim grande coisa, mas foi trazido da Inglaterra em pedaços e montado em Manaus), o prédio da Alfândega, a Catedral, o Palácio do Governo, o Museu do Índio (nossa! esse foi muito ruim), o Teatro Amazonas (realmente lindo mas menor do que eu esperava) e o Palácio da Justiça. De lá, ainda andamos pela cidade e passamos pela Biblioteca Estadual (que está em reforma), Zona Franca (que parece o Paraguai) e fomos ao Shopping Amazonas. Jantamos por lá e voltamos de ônibus coletivo para o hotel. Os ônibus coletivos são um capítulo a parte; velhos e com motoristas loucos, foi uma das maiores aventuras de toda a viagem, mas foi uma forma de conhecer melhor a cidade e a comunidade local. Segue abaixo o lindo Teatro Amazonas, a Catedral e o edifício da Alfândega.

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3º Dia 

Acordamos cedo e fomos ao píer do hotel para um passeio de barco conhecido como “Encontro das Águas”. O encontro das águas é quando o Rio Negro e o Rio Solimões se encontram. Os dois rios não se misturam por serem quimicamente diferentes (O Negro tem PH mais ácido e o Solimões é barroso devido aos sedimentos que recolhe durante seu longo trajeto). No passeio passamos por toda a cidade, vimos algumas casas de palafitas, os portos (de passageiros e do pólo industrial) e parte do centro histórico. Uma  das coisas mais interessantes foi ver postos de combustível no meio do rio. Grande parte da população do estado tem acesso a Manaus pelo rio, portanto nada mais natural que ter postos de combustível no rio para estas embarcações. O dia estava muito feio! Choveu bastante pelo percurso. Na verdade, foi o único dia de toda a viagem que choveu para valer; isso porque a meteorologia dizia que todos os dias teria chuva com trovoadas! Chegamos ao encontro das águas e é realmente muito interessante, mas estranho, vejam as fotos!

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De lá, almoçamos em um restaurante flutuante. O lugar era muito aconchegante e até luxuoso se analisarmos onde estávamos e a comida, a melhor que comemos em Manaus. Após o almoço, andamos pela vegetação local, vimos algumas vitórias-régias e jacarés. Pegamos uma canoa e exploramos partes da floresta que hoje é uma área de preservação ambiental. Essa mesma área foi utilizada como uma das locações do filme “Anaconda”, estrelado pela Jennifer Lopez.  Como estávamos em um grupo grande, tomamos 3 canoas e nos divertimos um monte. Dois barcos ficaram presos no rio, alguns turistas tentaram sair do barco para tirar fotos de árvores centenárias e caíram na lama. Conheci três comissários de bordo da Delta muito divertidos! A única coisa que não foi nada divertida foi ser atacada pelos pernilongos amazônicos, que, segundo uma das pessoas do nosso grupo, os bichinhos estavam “nervosos”! Voltamos para o hotel no final da tarde, super cansados!

Abaixo coloquei algumas fotos da aventura.

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4º Dia

 

Esse foi um dia mais relax e pude acordar um pouco mais tarde (9h30). Pegamos um ônibus (circular) e fomos para o centro da cidade. Passamos pela feirinha de artesanato, Mercado Municipal (que está caindo aos pedaços, mas será restaurado em breve, deem uma olhada).

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Almoçamos em um restaurante indicado por alguns moradores locais, mas não era nada bom, nem vou fazer o favor de nominá-lo. Passeamos um pouco mais pelo centro histórico e voltamos ao hotel. À noite fomos a uma festa promovida pela equipe de recreação do Tropical. Tava meio fraquinha, mas valeu!

 

5º Dia

 

Foi sem dúvida o dia mais esperado por mim. Acordei super cedo e já estava no píer às 06h45, pois iria tomar a lancha para uma visita técnica no Hotel Ariaú. Quando cheguei lá, o motorista havia me dito que ela só sairia às 08h. Fiquei com um ódio mortal, pois perdi uma hora do meu precioso sono! Voltei ao meu quarto, esperei dar o horário e fui ao local. Viajamos por 1h30 de barco e chegamos finalmente ao empreendimento. A primeira impressão foi a pior possível! Um lugar meio abandonado, a pintura desbotando e os prédios mal construídos. Vejam com seus próprios olhos…

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Fizemos uma visita técnica com uma guia específica para nosso grupo (não foi de graça, paguei R$ 180,00 pelo passeio com almoço incluído) e foi possível obter informações importantes sobre o local.

O hotel partiu de uma ideia de Jacques Custeau (não sei se é assim que se escreve) em 1982, mas só se concretizou em 1984 quando um advogado de Manaus, Sr. Rita Bernardini começou a obra de um hotel no meu de um igapó, cercado pelos Rios Negro e Ariaú. O empreendimento, que sempre foi voltado ao público estrangeiro, abriu suas portas em 1986. Conta com 80 colaboradores fixos que moram no hotel e trabalham em regime de escalas (12 dias de trabalho/3 dias livres em Manaus). O número de funcionário aumenta na alta temporada que, segundo o guia, é de julho a setembro. Seu principal público sempre foi os americanos, mas com os atentados e a recente recessão no país do Tio Sam, os europeus se tornaram maioria. Aos poucos os brasileiros têm descoberto o local, mas ainda é um empreendimento muito caro para os nossos padrões. Conhecemos vários tipos de apartamento (standard, suíte e bangalôs) e parte da infraestrutura local. Deem uma olhada e façam suas próprias conclusões.

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Após a visita, almoçamos por lá e fiquei surpresa com a variedade de pratos. Pela tarde, eu e uns colegas americanos que conheci durante o passeio alugamos um carrinho de golf elétrico e percorremos todo o local e fomos à capela, a pirâmide de meditação, a cabana da Barbie (tudo rosa, um sarro!) e a praia. Foi nessa hora que comecei a sentir a magia do lugar.

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No meio da tarde, pegamos um barco maior e voltamos a Manaus.

6º Dia

Acordei tarde de novo e aproveitei minha última manhã passeando pelo hotel. Nosso receptivo nos levou ao aeroporto e almoçamos por lá. Pegamos o voo no final da tarde e dessa vez fizemos uma outra rota, então, graças a Deus foi um voo mais rápido (pouco mais de 5 horas). Chegamos de madrugada em Curitiba, em mais um dia frio e chuvoso e assim terminou mais uma aventura. 

Dessa vez a parada foi em São Paulo

Então,

 

Sempre deixo aqui um diário das minhas viagens e como não podia deixar passar, final de semana passado fui com os alunos para São Paulo e vou contar um pouquinho de tudo que aconteceu por lá. Primeiro, eu amo São Paulo! Gosto do movimento, das pessoas, das opções de entretenimento e de saber que essa megalópole representa o que é o Brasil: uma mistura de ração, religiões, história e cultura. Acho fascinante saber que a cidade congrega todos os períodos históricos vivenciados pelo país através de seus edifícios, seus museus, monumentos, suas ruas como também de sua gente.

 

Saímos de Irati na quinta à noite e chegamos a Sampa na sexta de manhã. Na verdade, deveríamos ter chego muito mais cedo mas como os motoristas não conheciam a cidade, acabamos atrasando um pouco. Se não fosse uma aluna que mora em São Paulo auxiliá-los no caminho, acho que só chegaríamos hoje! rsrsrsrs No período da manhã tínhamos uma visita técnica na Bovespa e BM&F (Banco de Mercados e Futuro) localizada no centro. A cidade continua linda! O centro está mais conservado do que nunca e a política de padronizar e tirar os outdoors e placas da cidade fez com que os prédios e as ruas tivessem ainda mais destaque.  Foi muito interessante conhecer um pouquinho mais sobre o mercado financeiro, mas a visita foi muito cansativa pois não havíamos dormido nada no ônibus na noite anterior. De lá, nos atrasamos um pouco e fomos almoçar no Shopping Pátio Paulista. Após o almoço, passamos pela Avenida Paulista e de lá chegamos ao Masp – Museu de Arte de São Paulo onde pudemos conhecer as exposições permanentes e temporárias. Nunca havia ido ao Masp antes então, mesmo não sendo muito fã de pinturas, foi interessante conhecer o acervo do museu. Com obras de artistas brasileiros e as exposições temporárias como a de Jerusalém que era muito legal, pude conhecer a riqueza do museu que é um dos mais importantes da América Latina. Mortos de cansaço, fomos ao São Paulo Hostel onde íamos nos hospedar, tomamos um banho, descansamos um pouco e de lá fomos numa pizzaria no centro da cidade. Alguns alunos foram para outros cantos e um grupo quis aproveitar o tempo livre para andar de metrô.

 

No segundo dia, acordamos cedo e fomos ao Museu Paulista. Também conhecido como Museu do Ipiranga, há alguns anos este lindo local têm sido administrado pela USP e conta um pouquinho da história da monarquia brasileira bem como a história da cidade de São Paulo. Eu particularmente gosto da ala do museu com os móveis antigos (se bem que acho que eles deveriam ter um acervo muito mais significativo) e o da história do comércio e das casas paulistas. Deste passeio, passamos pelo Parque do Ibirapuera, Estação da Luz, Parque da Luz onde conhecemos o aquário e Pinacoteca. Almoçamos no Mercado Municipal onde fiz questão de comer o tradicional (e caro) pastel de bacalhau. Andei por todas as barracas conhecendo os produtos vendidos e pude experimentar frutas diferentes e exóticas. Do mercado fizemos um city tour a pé pelo centro da cidade, passando pela Rua 25 de Março, Mosteiro de São Bento, Prefeitura Municipal, Viaduto do Chá e Teatro Municipal, Centro Cultural Banco do Brasil, Pateo do Colégio, Casa da Marquesa de Santos, Catedral da Sé e finalizando na Liberdade – bairro tradicional japonês. Pudemos passear um pouquinho pelas ruas deste bairro, jantamos por lá e voltamos ao ônibus de metrô. Ficamos com muito medo de andar de metrô com um grupo tão grande (42 pessoas) mas fizemos uma logística imbatível e todo mundo chegou no ponto final sã e salvo! Os alunos até deram uma salva de palmas pelo desempenho e foi muito legal porque as pessoas ao nosso lado olhavam para nós como aquela cara: – Quem são esse baldo de loucos!!!  Nosso passeio terminou às 19h30 mas saímos de São Paulo quase 23h porque como havíamos dito, nossos motoristas não conheciam a cidade e demos umas boas voltas até encontrar a saída. Chegamos em Irati às 07h da manhã, mortes de cansaço e frio já que a cidade estava congelante.

 

A viagem foi muito boa, não tivemos problemas mais graves e mesmo que ela tenha sido rápida, acredito que os alunos puderam conhecer um pouquinho de São Paulo. Durante os dois dias, fez muito sol o que ajudou bastante durante todo o passeio. Os alunos ficaram empolgados porque puderam se entrosar ainda mais e já estão planejando outras viagens para o próximo ano. Queria ter tido tempo para passear pelos Jardins, conhecer o novo shopping (Cidade Jardim), comer em um restaurante legal e ter ido ao cinema, mas espero que não falte oportunidades para voltar a "Terra da Garoa".

 

 

 

Minha Aventura na Alemanha

Nossa!

Faz muito tempo que não escrevo nada, portanto, como hoje estou inspirada, resolvi contar um pouquinho da viagem que fiz a Alemanha no ano passado. A Alemanha era um dos destinos que estava no meu TOP 10, principalmente pela história e cultura do país e quando tive a oportunidade de ir até lá, não podia deixar passar.

Minha jornada começou antes mesmo da viagem. Já tinha escolhido o pacote terrestre, porém tinha que encontrar uma passagem aérea com um bom horário e um bom preço. Eu entrava nos sites das companhias aéreas diariamente. Às vezes, mais de uma vez ao dia para verificar se a tarifa havia sofrido alguma alteração. Olhei Lufthansa, KLM, Suisse Air, Air France, TAP, entre outras, mas a empresa com melhor custo/benefício foi a Alitalia. Desta forma fui para São Paulo de ônibus e peguei um voo até Munique com escala em Roma. Entre viagem e espera, foram mais de 24 horas em trânsito. Haja paciência!

1º Dia 

Finalmente cheguei a Munique e estava super ansiosa porque era uma viagem na qual estava esperando há muito tempo. Entrando no aeroporto tive o primeiro impacto, não entendia nada que estava escrito nas placas de sinalização. Aliás, comentei com vocês que não falo Alemão?! Pela primeira vez na minha vida, fui a um país onde eu não sabia absolutamente nada da língua a não ser oi e obrigado. Fui até a esteira rezando para que minhas malas não tivessem sido extraviadas pelo caminho e  depois de 5 minutos estavam elas lá, graças a Deus! Saí faceira do aeroporto achando que alguém da agência ia me buscar, mas não tinha nenhuma plaquinha com meu nome ou o nome da operadora. Fiquei um pouco nervosa, mas pensei: – Tudo bem! Eles devem estar atrasados. Esperei, esperei, esperei e ninguém aparecia. Depois de um tempo cheguei a conclusão que a empresa de receptivo tinha esquecido de mim e comecei a ficar desesperada porque eu nem sabia o endereço do hotel que eu ia ficar. Respirei fundo e tive a brilhante ideia de pegar um metrô até o centro da cidade (Marienplatz), descobriria o endereço do hotel em algum posto de informação turística e depois pegaria um táxi até o hotel. Quando cheguei à Marienplatz, descobri que estava acontecendo a Parada Gay na cidade. Imagina eu, com malas pesadas no meio da muvuca tentando encontrar um táxi?! Enfim, deu tudo certo e cheguei no hotel sã e salva, mas 20 Euros mais pobre.

Neste primeiro dia, teríamos um city tour pela cidade, mas devido a Parada Gay nosso passeio foi transferido para o dia posterior e portanto, teria meu primeiro dia livre. Entrei na minha UH, que era pequena, mas muito aconchegante, tomei um belo banho, descansei um pouco e fui explorar Munique a pé. A cidade é linda! Diferente do que eu imaginava, mas muito organizada, cheia de gente (e de brasileiros). Andei quase o dia todo e pude conhecer mesmo que sem querer, os principais atrativos da cidade. Claro que tive que entrar na Liquidação da Zara e em outras lojas que tinha vontade de conhecer. Jantei na Mc Donald´s (óbvio!) e comi um sanduíche de churrasco fenomenal.

2º Dia

Acordei muito cedo, como todos os outros dias da excursão. Tomei café correndo porque para variar estava atrasada e fui fazer o city tour pela cidade. Foi legal o passeio porque pude saber um pouco mais sobre os locais no qual havia visitado a pé no dia anterior. Foi legal também porque a guia deu bastante ênfase no país como um todo; seus costumes, suas particularidades então pude conhecer um pouquinho mais sobre os alemães. Terminando o city tour e fomos a Füssen conhecer o Castelo (Schlöss) Neuschwanstein. O castelo foi construído por Ludwig II, o rei louco. A estrada até Füssen era tudo que eu imaginava: os campos verdinhos, rodeado de floresta, as vaquinhas gordas no pasto, as casinhas de madeira e pedra bem ao estilo da Bavária, super bem cuidadas e cheias de flores coloridas. Füssen também é uma cidade fofa! Voltada para o turismo, a cidade é cheia de restaurantes, pequenos hotéis e lojas de souvenirs. O dia só não foi mais agradável porque não parou de chover nenhum minuto. Chegar ao castelo na chuva foi um sacrifício mesmo porque para piorar a situação, estava muito frio, mas o castelo é indescritível. É muito diferente de tudo que eu já havia visto. Valeu muito a pena!

3º Dia

Hoje pela manhã fizemos o check-out no Hotel Europa em München e viajamos em direção a Nürnberg. Foram cerca de duas horas de viagem de ônibus. Um trajeto muito tranquilo! Nürnberg (Nuremberg) é uma cidade situada ao norte de Bayern (Baviera) e tem aproximadamente 500 mil habitantes. É uma cidade muito bonita! Bem estruturada, além das construções históricas, é cercada de edifícios modernos. Apesar da enorme destruição da cidade durante a 2ª Guerra, a maioria das construções medievais foi reconstruída a partir de planos originais existentes desde a Idade Média. Até hoje o centro histórico é rodeado pela antiga muralha com uma extensão de 4 km. A cidade também é conhecida por ter sido a localização de inúmeros comícios do Partido Nazista, assim como pelos julgamentos de Nuremberg, após a 2ª Guerra Mundial onde foram sentenciados os  criminosos de guerra. Na cidade, fomos conhecer o Coliseu Nazista. Na verdade, não estava muito a fim de conhecer porque não é um assunto no qual tenha muito interesse, mas estando lá percebi que é importante você ver um pouquinho da história do país, mesmo que não seja um dos mais alegres capítulos. Do Coliseu,  passamos pela Estação Central de Trens (a mais bonita que eu já vi!) e chegamos ao centro histórico da cidade. A guia nos deixou na Hauptmarkt e de lá exploramos a cidade a pé. Conheci a St. Lorenz-Kirche, Rathaus, Kirche St. Sebald, Kaiserburg, entre outras coisas. Gostei muito de ver os grandes calçadões cheios de lindas lojas. Tive vontade de comprar tudo!!!!!! Mesmo porque estava tudo em promoção, mas é duro ir quebrada nos lugares. Aproveitei para tomar um chocolate quente na Starbucks (estava com saudades).

De Nürnberg, fomos para Rothenberg. Cercada por muralhas, Rothenburg ob der Tauber é uma cidade medieval. A cidade tem uns 12 mil habitantes e parece ter parado no tempo. É encantadora! Ela é bem pequeninha e dá para conhecer tudo a pé. Parece que estamos em um cenário de filme! A cidade foi fundada em 960 d. C. e durante a Idade Média foi uma das cidades mais importantes do império.  Em 1945, a cidade foi atacada pelas forças aliadas, a parte leste foi destruída e 40% dos antigos prédios incendiados. Mais tarde tudo foi reconstruído com financiamento mundial. Hoje a cidade é protegida por leis de preservação. Também fiquei louca com as lojas de souvenirs e enfeites de Natal! Almocei salsinha com pão (foi o que mais comi durante minha viagem) e experimentei um schneeball (bola de neve). Esse é um doce típico da região. É uma massa frita em forma de bola e pode ser coberta por chocolate, canela ou açúcar. Na verdade, não gostei muito não. Achei muito seca, mas tudo bem.

À noite chegamos a Landenburg no Hotel Leonardo. Encontrei-me com o Tommy e fomos jantar no centro da cidade. É uma cidadezinha muito simpática, bastante antiga. Escolhemos um restaurante italiano fenomenal. Nossa mesa ficava no calçadão, iluminada por luz de velas e a comida, simplesmente a melhor de toda a viagem. Sem dúvida, uma noite muito romântica!!!

4º Dia

Hoje passeamos por Heidelberg. Ela também é uma cidade muito antiga, bastante conhecida pela Universidade de Heidelberg (que é a mais antiga da Alemanha), fundada em 1386 por Ruprecht I, e refundada em 1803 pelo duque Karl-Friedrich de Baden. Ainda hoje, ela é muito famosa, principalmente na área de Medicina. Andamos por todo o centro histórico. Fomos a um museu que não me lembro do nome, mas gostei bastante, principalmente a ala que mostra a evolução do vestuário feminino, desde o séc XVII até a década de 30. Passamos pela Biblioteca da Universidade, que é igualzinha a da Unicentro (cof! cof! quem vê até pensa!), Heilig-Geist-Kirche (que não conseguimos entrar) e o Castelo de Heidelberg, que segundo minha guia, é a ruínas de castelo mais bonita da Alemanha. Dentro do Castelo também tivemos a oportunidade de ir ao Museu da Farmácia. A cidade não foi atingida pela guerra porque era o quartel general do exército americano. Esse foi o único dia de toda a viagem que fez calor de verdade! Hoje pude usar um vestidinho e até tomei um bronze. Hoje aprendi mais algumas palavras para meu dicionário. Contei que estou aprendendo alemão? Então, aos pouquinhos as placas escritas em alemão já não parecem mais tão confusas e assustadoras. Hoje aprendi: Aufzug (Elevador), Parhaus (Estacionamento) e Apotheke (Farmácia). No jantar, comemos em Landenburg. Pela primeira e única vez na viagem comi carne de porco empanada. Estava boa!

5º.  Dia

Hoje fizemos o check-out em Landenburg e fomos em direção a Sankt Goar para fazer um Cruzeiro pelo Rio Rhein (Reno). É uma cidadezinha muito simpática e a região tem bastante castelos. Estava um dia aberto, mas com muito vento. Desembarcamos em Boppard que também é uma cidade muito charmosa. De lá fomos até Koblenz, cidade de 107.000 habitantes onde tem confluência dos rios Rhein (Reno) e Mosela. Almoçamos no Deutsches Eck (canto alemão) onde tem a estátua de Wilhelm I (é um monumento enorme!) e fomos em direção do Burg Eltz. Burg Eltz é um castelo medieval, que está na família Eltz há 33 gerações e continua super preservado. As pinturas nas paredes, mobiliário e objetos de decoração são todos originais. ADOREI!!!! Segundo minha guia, é um dos castelos medievais mais bem preservados da Europa. O maior problema foi a chuva que nessa hora pegou feio, mas já estava me acostumando! Brincávamos que era a maldição do castelo. Todos os dias que visitávamos castelos, chovia muito.

De lá, fomos para Köln (Colônia). Chegamos pela noite, demos uma volta pela cidade, jantamos e fomos para o hotel. Lá estava bem frio! Um vento que cortava até a alma!!!

6º. Dia

Ficamos hospedados no Novotel que sem dúvida foi o melhor hotel de toda a excursão. Acordamos muito cedo (para variar) e fomos em direção a Catedral. Em termos de população, Köln é a quarta maior cidade da Alemanha (quase 1 milhão de habitantes) e a maior cidade do estado de Renância do Norte – Vestfália.  É um dos mais importantes portos fluviais alemães e considerada a capital econômica, cultural e histórica da Renânia.  A Kölner Dom (Catedral de Colônia)  é uma igreja gótica maravilhosa! É a maior igreja católica da Alemanha e a terceira maior igreja da Europa. Dentro da catedral tem um caixão todo em ouro que, dizem conter os restos mortais dos 3 reis magos. A cidade é bastante conhecida por ter sido onde surgiu o primeiro perfume do mundo, a Água de Colônia. Eu até pensei em comprar um perfuminho para mim, mas o cheiro é muito ruim (tem cheiro de perfume da Avon vencido), então desisti!!! Este mesmo perfume tem uma história curiosa: Quando Napoleão invadiu a cidade, ordenou uma renumeração de todas as casas da cidade para maior controle, e coube aos donos da fábrica da Água-de-Colônia o 4711. Napoleão se foi, o número ficou. Saindo de Köln, fomos até Bremen.

Bremen é uma cidade no norte da Alemanha situada nas margens do Rio Weser. Tem uma população de 547.000 mil habitantes e possui o porto mais antigo da Alemanha. A cidade é muito conhecida pelo famoso conto: Os cantores de Bremen. Eu nunca tinha ouvido falar do conto, mas durante a viagem fui obrigada a ouvi-lo em 2 línguas diferentes, portanto, agora nunca mais vou esquecer! O centro da cidade é uma graça!!! Ficamos na Marktplatz e lá conhecemos o Rathaus e a Catedral de St. Petri. A cidade é cheia de lojas de departamento e chiques chocolaterias, mas o que me encantou foi o bairro medível, o Schnoor. O que era antigamente o bairro dos pescadores, dos artesãos e dos pequenos industriais, tornou-se hoje um local de lojas requintadas, bares nostálgicos, restaurantes e cafés aconchegantes. Primorosamente restaurado, um bairro cuja história remonta ao século XIII e cuja base arquitetônica original, mantida até os dias de hoje, teve origem no ano de 1500. De Bremen, fomos a Hamburg.

Chegamos a Hamburg pela noite, mas não realizamos nenhum city tour. Fizemos o check-in no hotel Ramado, localizado longe do centro da cidade. Fomos a St. Pauli, bairro boêmio da cidade. Foi bastante interessante, nunca vi tantos sex shops juntos na minha vida, mas durante a visita pudemos passar pela rua proibida (rua proibida para mulheres onde ficam as prostitutas de luxo da cidade). Também visitamos os barzinhos alternativos, mas terminamos nossa noite em um barzinho legal assistindo um show de uma orquestra que estava acontecendo no meio da avenida.

7º Dia 

Acordamos cedo e fomos fazer um city tour por Hamburg. A cidade fica ao norte da Alemanha, nas margens do Rio Elba. Possui quase 2 milhões de habitantes, o maior porto da Alemanha e o segundo maior da Europa. A cidade  também se destaca por ter um grande centro industrial e ser umas das regiões mais ricas do país. Para variar, estava chovendo esporadicamente e fazia um pouco de frio. Não sei se eu havia comentado isso mas o sul da Alemanha é mais católico e o norte, predominantemente protestante. Fomos na St. Michaeliskirche, umas das mais bonitas igrejas que eu tive a oportunidade de conhecer em toda a viagem. Ela, como muitas outras igrejas de Hamburg é protestante e parece um teatro. Construída entre 1751 a 1762, é a mais importante igreja barroca do norte da Alemanha. Passamos pelos bairros da aristocracia e entramos na Bellevue Strasse. Esta rua, que já havia sido destacada até por Napoleão, tem mansões estonteantes e uma linda vista para o rio. Passamos pela St. Pauli de dia que de nada parece a boêmia rua de ontem à noite, pelo porto e seus antigos armazéns que hoje são estilosos escritório comerciais, estação de trem e terminamos nosso passeio na Rathaus (prefeitura). Construída entre 1886 a 1897 em estilo neorrenascentista, fica na Rathausmarkt e é um prédio de babar!!!  De lá tivemos tempo livre para dar uma volta pelo centro da cidade. Claro que fui dar uma sapeada pelas lojas de departamento e comprei uma blusinha na Benetton que estava em promoção. Achei que fiz o melhor negócio do mundo! Passei pela Bolsa de Valores e St. Nikolaikirche (destruída durante a 2ª Guerra Mundial). Saindo de Hamburg, fomos para Lübeck.  Lübeck é uma cidade no norte da Alemanha localizada no estado de Schleswig-Holstein. Fundada em 1158 por Henry, o Leão, a cidade tem sua área ocupada desde o século I A.C. Sua arquitetura foi reconhecida pela UNESCO, que a declarou em 1987, Patrimônio Histórico da Humanidade. Possui ainda um dos maiores portos da Alemanha, sendo o maior do Mar Báltico. Lá conhecemos a Rathaus, que era uma fofura, mas o que me chamou mais atenção neste prédio medieval foi sem dúvida o lustre do hall de entrada, um dos maiores que eu já vi, todo em cristal. O Museu de Marzipan e a St. Marienkirche, que possui um relógio astronômico e até um diabinho dando boas vindas aos visitantes. Ainda tivemos a oportunidade de ir numa construção feita por Bismark no séc. XVII para abrigar os pobres. É uma construção belíssima e super confortável. Para ser sincera, fiquei com muita inveja dos pobrezinhos que moraram lá. Hoje é um condomínio muito florido destinado às viúvas de marinheiros. De Lübeck fomos a Travemünde. É uma charmosa cidade praiana que fica aos pés do Mar Báltico. Bastante conhecida pelos luxuosos hotéis de cura (spas) e cassinos. O que mais gostei de lá, era a feirinha de comida, artesanato e demais produtos típicos. Comi um crepe de chocolate maravilhoso! Comprei um pão com ervas que também era muito bom. Outra coisa que gostei foi às barraquinhas que ficam no meio da areia. Por  $ 8.00 euros você aluga aquelas barraquinhas e aproveita a praia o dia todo.

8º Dia

Hoje finalmente pudemos acordar um pouquinho mais tarde, mas nem tão tarde assim (08h00). Fizemos o check-out no hotel Ramada e fomos para Berlin. Chegamos a Berlin às 12h30 e minha primeira impressão não foi das melhores. Entramos na cidade pelo lado oriental e ver os muros pichados e os canteiros sem cuidado, me deu uma sensação ruim de descaso e abandono. Enfim… Fizemos check-in no Hotel Park Inn, que fica na Alexanderplatz, ao lado da torre de TV, no antigo lado oriental da cidade. O hotel é enorme, tem 37 andares e mais de 1000 apartamentos. Meu quarto ficava no 35º andar, que por um lado era ótimo porque eu tinha uma visão privilegiada de parte da cidade. Por outro, o quarto era minúsculo. Parecia uma caixinha de sapato e a divisória do banheiro e quarto era apenas um blindex então, tinha a sensação que o banheiro ficava dentro do quarto (e ficava!!!). À tarde fizemos um city tour pela cidade. Fundada em 1230 às margens do rio Spree, Berlin já foi capital do Brandenburg (1486), da Prússia (1701), e da Alemanha (1871-1945). Depois da vitória dos aliados na segunda guerra mundial, a cidade foi dividida em quatros setores de ocupação até 1949: Berlin Ocidental, governada por americanos, ingleses e franceses e Berlin Oriental, administrada pelo setor soviético. Em 1961 a parte oriental construiu o muro de Berlin para impedir a imigração da população para o lado ocidental. O muro foi destruído em 1989, reunificando a cidade que voltou a ser a capital da Alemanha em 1991. Berlin é a cidade mais populosa da Alemanha com cerca de 3,8 milhões de habitantes. Vale lembrar que o país tem aproximadamente 82 milhões de habitantes sendo que 7,3 milhões não são de origem alemã. Os turcos são a maioria dessa minoria de estrangeiros com 1,9 milhões de pessoas. Estimasse que só em Berlin haja mais de 250 mil turcos e descendentes. O city tour em si foi horrível porque a guia ficava gaguejando toda hora e não sabia muito bem o que dizer mas ela deu uma passada pelos principais atrativos da cidade. Não vou lembrar de todos mas estarei listando os principais. Começamos a visita pela Karl Marx Strasse, bairro judeu, Route Rathaus, Muro de Berlin, US Check Point, Zoologischer Garten (Jardim Zoológico), que é o maior e mais rico em espécies da Europa, a Kurfürstendamm, conhecida como Kudamm, Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche, Potsdamerplatz, Friedrichstrasse, Gendarmenmarktplatz e Brandenburg Tor. Voltamos ao hotel e resolvi ir até a Galeria Lafayette que é a única filial francesa fora da França. Lá foi sem dúvida onde encontrei os homens mais bonitos de toda a viagem. Cheguei a perder o fôlego! Se bem que o homem mais bonito da Alemanha mora em Frankfurt!  De lá, percorri a Unter den Linden a pé até a Coluna da Vitória, passando pelo Brandenburg Tor, Reichstag, Castelo de Bellevue e Coluna da Vitória. Na volta, já estava muito cansada e resolvi pegar um metrô até o hotel, mas pela primeira vez na minha vida, consegui pegar o trem errado e fui parar na Potsdamer Platz. Por um lado, conheci a praça à noite com seus lindos jogos de luzes idealizados pela empresa Sony, por outro estava com medo de ficar em um lugar longe àquela hora da noite. Peguei um táxi e voltei para o hotel.

9º Dia

Hoje tínhamos o dia livre em Berlin para fazer o que quiser. Então, tentei acordar um pouco mais tarde (09h00), tomei um banho congelante (não tinha água quente no meu quarto! Mas a água estava tão gelada que doía a cabeça quando eu lavava o cabelo), tomei o café com muita calma, coisa que só havia feito em Heidelberg com o Tommy porque estava sempre atrasada para os passeios da excursão e fui andar pela cidade. Hoje foi sem dúvida o dia que mais andei. Saí do hotel às 10h30 e só retornei às 21h. Saí da Alexanderplatz e andei pela Unter Den Linden em direção a Berliner Dom (Catedral de Berlin). Construída de 1894 a 1905, é a maior igreja protestante da Alemanha. O edifício está situado na ilha Spree e foi reconstruída desde os bombardeamentos na 1ª Guerra Mundial. Ela é uma igreja magnífica!!! Estava um dia ensolarado, mas com um vento muito gelado. Passei pela Ilha dos Museus e entrei no Altes Museum e Pergamonmuseum. No Altes Museum  fui conhecer a sessão egípcia que deixou muito a desejar. A peça mais conhecida do museu é o busto de Nefertiti que é lindo, mas para quem conhece a Seção Egípcia do Museu do Louvre, o de Berlin fica no chinelo. Já o Pergamonmuseum era mais do que eu esperava. Eles têm fachadas completas de palácios árabes, babilônios e o Templo de Pergamon. Além de objetos gregos, árabes e babilônios. Na ilha dos museus minha máquina começou a falhar e comecei a fazer várias gambiarras para conseguir tirar fotos destes lugares. Comprei até pilha nova, mas não consegui resolver o problema. Ainda percorrendo a Unter Den Linden, passei pela Universidade de Humboldt, Ópera de Berlin, Embaixada Russa e outros palacetes dos sécs. XVIII e XIX.. Cheguei até o Museu de Cera da Madame Tussauds que fica perto do Brandenburg Tor, mas a fila estava muito grande e acabei desistindo. Aí tive a brilhante, ou idiota ideia de ir até a Kurfürstendam Strasse a pé. Andei, andei, andei… Passei pela Potsdamerplatz e Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche. Percorri quase toda a Ku-Damm, vendo as lindas lojas internacionais, os hotéis de luxo, alguns de vanguarda e outros muito tracionais e os cafés. Só não foi mais legal porque era Domingo e as lojas estavam fechadas. Nesta hora também começou a fechar o tempo e choveu um pouco. Aproveitei para ir a Starbucks tomar um Tall Hot Chocolate. Ainda passei no Hard Rock Café e comprei uma linda caneca. Mais uma para minha coleção! Cheguei ao hotel super tarde e ainda tive pique para ir até o Mc Donald´s buscar meu jantar.

10º Dia

Hoje é meu último dia em Berlin e como meu voo estava marcado para às 13h35, queria ter aproveitado um pouco mais a manhã na cidade, mas como nosso transfer acabou sendo marcado para às 09h00, minha alegria acabou rapidinho. Na verdade o que acabou com minha alegria mesmo foi ter tomado banho na água fria, DE NOVO! Dessa vez chamei o cara da manutenção para arrumar meu chuveiro, mas depois de uma hora, ele ainda não tinha achado solução. Como estava atrasada, tive que tomar mais um banho congelante. Logo que terminei o banho, a moça da recepção me ligou pedindo mil desculpas pelo ocorrido e me oferecendo um novo quarto para que eu pudesse tomar banho. P… da vida, fui grosseira com a moça mas depois tive uma dor enorme na consciência já que eu estive por muitas vezes na mesma situação que ela. Enfim, fomos para o aeroporto e ficamos por horas esperando nosso voo. Hoje estava um dia feio. Muito vento e chuva! Cheguei a München às 15h e o Tommy já estava me esperando lá com uma plaquinha de identificação. Muito fofo! Fomos para o hotel deixar as malas. Aliás, esse hotel que eu reservei pela net (Motel One) era bem legal e não muito caro. De lá fomos para o Marienplatz. Passeamos pelo centro, fomos comprar meu ursinho da Hard Rock Café e no final da tarde retornamos ao hotel.

11º Dia

Acordei cedo e fui ao Residenz. Situado no centro da cidade, foi a residência oficial dos duques e reis da Baviera. É o maior palácio urbano da Alemanha e possui mais de 100 quartos abertos à visitação.  Além de mostrar os lindos cômodos  do palácio, que ressaltam os vários estilos arquitetônicos, o local também tem exposições das coroas, joias e artigos religiosos dos primeiros reis da Bavária. A visita valeu. O lugar é maravilhoso! De lá, almoçamos em uma churrascaria alemã. A minha carne em particular não estava grande coisa, mas o waffle que comi de sobremesa, humm, divino! Dá água na boca só de lembrar! Buscamos nossas malas no hotel e voltamos ao aeroporto onde ia pegar meu voo de retorno a Curitiba. Depois de quase 28 horas em trânsito cheguei em casa cansada mas com planos de voltar em uma outra oportunidade. De uma forma geral posso dizer que fiz uma ótima viagem. É diferente do que havia imaginado, mas não menos encantador.

O país, de uma maneira geral, é muito limpo e organizado. Uma das minhas surpresas foi ver que a Alemanha é mais agrária do que eu imaginava. Além disso, as pessoas se preocupam demais com fontes limpas de energia. Havia muitos cata ventos na estrada o que mostra que eles têm utilizado a energia eólia e também muitos painéis solares nas casas. Há muitos parques e florestas no país e as pessoas valorizam pequenas coisas como andar de bicicleta ou fazer um piquenique no parque. As casas alemãs são muito bem cuidadas, mas as pessoas nem sempre muito simpáticas. Conheci pessoas muito acessíveis. Algumas delas faziam questão de conversar conosco, mas de uma forma geral percebi que os alemães tinham um pouco de receio de conversar com um estrangeiro falando inglês, mesmo porque muitos deles davam a entender que não entendiam o que estávamos falando. De qualquer forma a viagem foi bem legal. É mais um tesouro que vai ficar para sempre guardado na minha memória e no meu coração.