Roadtrip pelo sul da Espanha

Hoje conto sobre mais uma viagem à minha amada Espanha. Na verdade, a viagem foi a Portugal, pois apresentei um trabalho científico no TMS Tourism Management Studies 2018 Algarve em Olhão, evento bienal organizado pela Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo (ESGHT) da Universidade do Algarve (UAlg) que reúne pesquisadores de turismo de todo o mundo. No entanto, como já escrevi no blog sobre essa região (caso queiram saber mais sobre esse passeio cliquem neste link) conto aqui apenas uma parte da viagem na qual tirei uns dias off para conhecer algumas cidades da Andaluzia, sul da Espanha.

Essa viagem foi diferente de todas as outras que já fiz, pois alugamos um carro em Lisboa e realizamos todo o trajeto por nossa conta. Excluindo minha louca aventura em Nova York quando fiz um batidão até Washington D.C. de carro em uma época onde GPS era coisa de filme de ficção científica (toda vez que lembro dessa viagem tenho sentimentos diversos; dá um aperto no coração de saudade, dou muitas risadas sozinha lembrando de algumas situações e um frio na espinha ao pensar na nossa coragem!), nunca havia alugado um carro fora do país e estava apreensiva, pois não sabia como seriam as estradas portuguesas e espanholas, mas foi MUITO tranquilo. Estradas ótimas, principalmente as portuguesas, muito bem sinalizadas e GPS é vida! Há várias locadoras disponíveis no mercado, portanto vejam qual lhes oferece o melhor custo/benefício. No nosso caso, optamos pela Sixt e o aluguel ficou em torno de € 100 ao dia (com todas as taxas incluídas), mas aviso que não adquirimos a opção mais barata; optamos por uma versão de veículo maior, pois tínhamos muitas malas, e com GPS. Portanto, há pacotes mais econômicos! Minha única observação é que, se andarem pelas estradas de Portugal, terão que adquirir o Via Verde, um dispositivo acoplado ao carro que dá direito a passar pelos pedágios como o Sem Parar no Brasil. O valor do pedágio é cobrado no seu cartão de crédito a posteriori. Cada pedágio custou em torno de € 1,85. Aviso que essa é a única opção viável já que os pedágios no sul de Portugal não têm cobrador, quer dizer, não é possível pagar na hora. Na Espanha, há a opção de pagar no guichê, mas os pedágios são salgados; custou € 7,30 o trecho de Sevilha a Cádiz.

Sevilha

Capital da Andaluzia, província ao sul da Espanha, é uma das maiores cidades do país com pouco mais de 700 mil habitantes. Está próxima da fronteira com Portugal e tem uma história fascinante; fundada no século XIII a.C. pelos turdetanos, foi ocupada pelos fenícios, fez parte do império romano, inclusive três imperadores (Trajano, Adriano e Teodósio) nasceram lá, na antiga cidade de Itálica; foi tomada pelos visigodos e pelos mouros e finalmente reconquistada pelo rei Fernando III de Castela na Idade Média. Toda essa rica história deixou vestígios que, juntamente com o clima quente e ensolarado a transformaram em um dos destinos mais visitados do país. É diferente do que eu imaginava; possui avenidas largas, é ampla, muito arborizada e passa a sensação de imponência. Gostei!

Em Sevilha fiquei hospedada no NH Collection Sevilla, um hotel a aproximadamente 2 quilômetros do centro. Escolhi este empreendimento, pois na dúvida sempre opto por uma rede hoteleira e o NH Sevilla oferecia estacionamento, mesmo que terceirizado. Dica importante: Se vocês estão de carro, precisam se preocupar com esta questão, principalmente em cidades europeias que geralmente não tem estrutura de estacionamento. Deem uma olhada na fachada do Hotel.

Ao chegar em Sevilha fizemos o Free Walking Tour. A cidade possui algumas empresas que oferecem o mesmo tipo de passeio, mas escolhi a White Umbrella Tours (vocês distinguem os guias pelos guarda-chuvas brancos), que também está presente em Paris, Praga, Budapeste, Munique, Amsterdã, Madri e Lisboa. Em Sevilha eles apresentam diferentes tipos de passeio, mas optei pelo mais básico que sai todos os dias às 10h30 e às 16h00 da Plaza Virgen de los Reyes, ao lado de La Giralda. Durante nosso tour passamos por La Giralda (torre construída no século XII d.C. durante a ocupação árabe na região. Hoje é o campanário da Catedral de Sevilha e é tombada como Patrimônio Mundial pela UNESCO), a Catedral (erguida a partir de construções romanas, foi uma antiga mesquita árabe durante a ocupação moura e posteriormente convertida em igreja católica. A edificação possui diferentes espaços, alguns deles góticos e outros com estilos que retratam os diversos períodos históricos vividos pela cidade), Reales Alcázares (complexo de palácios originalmente construídos sob um antigo assentamento romano), Archivo de Indias, Puerta del Perdón, Ayuntamiento de Sevilla (Prefeitura), Plaza Nueva, Puente de Triana, Torre del Oro, Puerta de Jérez, Rectorado (antigo edifício da reitoria da Universidad de Sevilla), Prado de San Sebastián, Parque María Luisa (principal área verde da cidade; foi palco da Exposição Ibero-americana de 1929 e hoje abriga o Museu Arqueológico e o Museu de Artes e Costumes Populares) e finalizamos o tour na Plaza de España (que também faz parte do Parque), um dos cartões postais de Sevilha. O passeio foi legal, nosso guia era solícito e foi possível ter um bom dimensionamento da cidade, mas não recomendo o tour das 16h, pois chegamos à Plaza de España muito tarde, já havia anoitecido (o outono na Europa não ajuda), deste modo, minha recomendação é optar pelo passeio da manhã, pois assim poderão aproveitar o Parque e tirar lindas fotos da Praça para deixar todo mundo morrendo de inveja no Instagram. Mesmo que o tour tenha sido muito legal, acho importante avisar que a caminhada é puxada e um pouco cansativa, então preparem as pernas. Abaixo há fotos de La Giralda, da Reales Alcazáres, das ruas de Sevilha, da Torre del Oro, da fachada do Rectorado e da Plaza de España.

Minha dica em Sevilha é: Se percam pelas ruas… O centro histórico possui ruas estreitas, sinuosas, mas cheias de cores, cheiros e muito singulares. É uma ótima forma de descobrir a cidade. Passe pela Judería, bairro onde habitavam os judeus e entrem na Iglesia de Santa María la Blanca, aquela igrejinha que você não dá nada, mas quando entra perde o fôlego. Vejam a foto de seu interior abaixo.

Outra dica é: Visitem Triana. É um bairro localizado do outro lado do rio (Guadalquivir). Tem uma história associada aos ciganos, mas hoje é um dos locais mais descolados da cidade com espetáculos de flamenco e restaurantes.

Dia de Roadtrip. Fizemos vários destinos em um único dia e vou destacar atrativos e impressões. Saímos pela manhã de Sevilha para Jerez de La Frontera (96 kms) e lá tivemos o desafio de abastecer o carro. Foi a primeira vez que abasteci o carro em um país estrangeiro; na verdade, foi a primeira vez que abasteci um carro sozinha e aí vai minhas dicas de iniciante. Sim, é você que o abastecerá, portanto tenha certeza qual tipo de combustível necessário e finja costume! Abasteça o veículo com a quantidade desejada e posteriormente pague o valor abastecido na loja de conveniência local. Enquanto estiver pagando, não deixe o carro ao lado da bomba atrapalhando os demais clientes que querem abastecer, estacione-o em um local apropriado, e não usem o celular durante o processo. O Diesel custou, em média, € 1,85 por litro e gastamos em toda a viagem cerca de € 110.

Jerez de la Frontera

Com uma história que remonta a Idade do Cobre, a cidade também foi invadida pelos cartagineses, conquistada pelos romanos e pelos muçulmanos e tornou-se parte do Reino de Castela na Idade Média após a conquista de Sevilha por Fernando III. Hoje, com pouco mais de 200 mil habitantes, é conhecida pelo xerez (vinho fortificado muito semelhante a um licor, típico da região), pelos espetáculos com os cavalos andaluzes e por ser um dos berços do flamenco. Durante nosso breve período em Jerez fizemos uma degustação de xerez em uma das várias vinícolas (bodegas) (€ 6,50), a Sandeman, e gostei da experiência. Eles também oferecem visitas guiadas no qual mostra o processo de produção do vinho, mas os horários eram limitados e não tínhamos tempo. Outra vinícola importante é a Tío Pepe-González Byass. Fica a dica! Também passamos pelo centro da cidade onde visitamos a Catedral e a Plaza del Arenal. É um destino bem agradável, gostei! Segue abaixo fotos da Sandeman, da nossa degustação de Xerex, da Catedral e da Plaza del Arenal.

Cádiz

Localizada há apenas 36 quilômetros de Jerez de la Frontera, Cádiz é considerada uma das cidades mais antigas da Europa Ocidental. Possui 120 mil habitantes. Descoberta pelos fenícios, foi habitada por gregos, cartagineses, romanos e muçulmanos. Era um destino que eu estava muito entusiasmada para visitar, pois havia lido várias reportagens que apontavam-na como uma das cidades mais bonitas da Espanha, mas admito que me decepcionei. Acho que tem a ver com a questão das expectativas muito altas, que sempre conto por aqui, achei-a apenas normal. Durante nosso período passamos pela antiga Plaza Mayor de Cádiz, pela Catedral, visitamos o edifício dos Correios com uma escadaria interna em um tom acobreado lindo, a Torre Tavira e a Puerta de Tierra, a antiga entrada da cidade que separa a parte histórica da moderna. Anexei fotos da fachada da Catedral e da Puerta de Tierra.

Vejer de la Frontera

Essa talvez tenha sido a maior surpresa da viagem. A 56 quilômetros de Cádiz, Vejer de la Frontera está localizada em uma colina e é considerada um dos “pueblos” mais bonitos da Espanha. Fui ao destino, pois parte da família da Paula, minha companheira de viagem, é de lá. E conduzidos pela sua prima, pudemos andar por todo o povoado que, por conta da sua localização, manteve características muito particulares como todas as casas pintadas de branco e moinhos de vento históricos. Outra característica da cidade é a de que ela se desenvolveu dentro e ao redor de uma muralha árabe. É muito charmosa, bem cuidada, florida e a Plaza de España é um capítulo à parte. É uma mistura de Marrocos com umas pitadas de Disneylândia (quis descrevê-la no sentido de lugar perfeito, mas muito autêntica). A melhor forma de conhecer o povoado é andando. Visitamos a cidade murada, a Igreja Paroquial do Salvador Divino, El Castillo e o Mirador de la Cobijada. Cobijado é o traje típico da mulher vejeriega. É quase como uma burca, no qual fica apenas um olho de fora. A origem dessa vestimenta é castelhana, muito parecida com a roupa das mulheres dos séculos XVI e XVII. Deem uma olhada em algumas das fotos da cidade, mas já vou adiantando que o tempo fechado não ajudou nas imagens.

No final da noite voltamos à Sevilha e no outro dia retornamos à Portugal.

E essa foi minha escapada espanhola, com direito a surpresas, lembranças, novos conhecimentos, risadas, situações inusitadas, momento de ansiedade e desespero, histórias para contar, regada a zumo de naranja (não posso ir para a Espanha sem tomá-lo), bocadillo de jamón ibérico e arroz con leche.

É sempre bom voltar à Espanha, ainda mais para conhecer novos lugares. Caso queiram acompanham toda a viagem pelo Youtube, fiz um vlog que explica o roteiro e mostra minhas dicas de meios de hospedagem e alimentação, inclusive em Portugal.

Assim finalizo o texto e me acompanhem na próxima aventura.

Ciao Italia (Napoli e Capri)

Ciao a tutti! No post de hoje conto sobre minha última viagem ao sul da Itália, especificamente Nápoles e Capri. Já visitei a Itália em 2009 quando fiz um circuito passando por várias cidades italianas, inclusive os dois destinos citados neste relato, mas não tive a oportunidade de conhece-las com tempo, portanto achei que valia a pena voltar para explorá-las com mais carinho. Fui à Nápoles para participar do Environmental Impact 2018 – 4th International Conference on Environmental and Economic Impact on Sustainable Development, evento internacional interdisciplinar que trata sobre impactos ambientais, uma das minhas áreas de estudo. Durante o evento, apresentei um artigo científico sobre eco inovações no Rio Quente Resorts em Caldas Novas, região central do Brasil, um dos resorts mais sustentáveis do país. No entanto, aproveitei minha viagem para visitar os atrativos locais e conto aqui mais sobre esta aventura. Vou especificar alguns dos pontos que conheci e outros programas que realizei durante meu período por lá.

Acho que tenho que começar o post contando que, contrariando a grande maioria dos brasileiros, não sou a maior fã da Itália. Admito que a Itália é um dos destinos histórico-culturais mais incríveis que existe e é o berço da civilização ocidental, além de ser um país de clima quente e ensolarado. No entanto, acho que as massas italianas são sempre mais gostosas no Brasil, e, como profissional de turismo, fico incomodada com a estrutura turística ultrapassada do país, percepções que nesta viagem começaram a se desconstruir.

Não há voos diretos saindo do Brasil para Nápoles. Para chegar ao destino é necessário fazer conexão em Roma ou em algum outro destino europeu. No meu caso, eu voei com a Iberia (que melhorou sua frota de aeronaves e seu centro de entretenimento nos últimos anos) até Roma e peguei um trem à Nápoles.

Do aeroporto Fiumicino (Roma) até o centro é possível utilizar o ônibus ou o trem. O ônibus é, sem dúvida, a forma mais barata de chegar à Estação Termini (principal estação de trens do país), mas analisando os reviews do TripAdvisor, fiquei assustada como eles são mal avaliados. Portanto, optei pelo Leonardo Express, um trem extremamente confortável e sem escalas que faz o trajeto ao centro em 32 minutos. O trecho custou € 14 (uma facada no coração!), mas acho que vale a pena. Na verdade, os trens italianos foram a maior surpresa desta viagem e vou explicar com mais detalhes o porquê. Para viajar de Roma à Nápoles, também optei pelo trem. Comprei os passes na homepage da Trenitalia, a principal companhia pública de transporte ferroviário italiana. Utilizei o Frecciarossa, um dos vários trens de alta velocidade; paguei ‎€ 39.80 no trecho de ida e volta e em uma hora e 10 minutos já estava em Nápoles, portanto foi a forma mais rápida e prática para chegar ao destino.

Não posso fazer um post sem mencionar minhas escolhas hoteleiras, pois afinal sou professora de hotelaria e acho que encontrar um bom meio de hospedagem na Itália é como achar uma agulha em um palheiro. Infelizmente a hotelaria de classificação média italiana é, em grande parte, muito amadora e defasada, mas percebi que eles estão melhorando, e muito. Localização é um fator importante na escolha de um empreendimento hoteleiro para mim, portanto, em Roma fiquei hospedada próximo à Estação Termini, pois lá encontram-se trens, ônibus, metrô, e há até empresas de aluguel de automóvel e scooter. O hotel escolhido foi o Smooth Hotel Rome Reppublica. É novinho, prático, limpinho e o melhor de tudo, tem o café da manhã incluído na diária. O Smooth é uma rede hoteleira com quatro empreendimentos em Roma. Recomendado! Deem uma olhada na fachada do Hotel e no apartamento.

Caso estejam procurando uma área diferente para se hospedar em Roma, recomendo a região da Piazza Spagna, pois é um dos principais atrativos turísticos da cidade e há uma estação de metrô à disposição, o que facilita a locomoção para outros lugares.

Já em Nápoles fui contra minhas próprias convicções, mas por uma boa causa. Fiquei hospedada no Metro 900, um hotel boutique localizado na região de Merguellina. O empreendimento fica afastado do centro, mas estava relativamente próximo do local onde ocorreria o evento e fiquei apaixonada pelo conceito do empreendimento. Além de tudo isso, o Metro 900 possui uma tarifa competitiva pelo serviço oferecido. Ele está anexo à uma estação de trem, portanto é prático, apesar de localizar-se longe do burburinho turístico. Amei o hotel e o recomendo demais! Deem uma olhada na fachada do empreendimento e no meu apartamento.

Nápoles

Fiquei muito entretida com as atividades do evento, mas entre uma folga e outra consegui fazer os seguintes programas:

Free Walking Tour – A empresa oferece três diferentes tours: Neapolis, o mais básico; Partenope e Old Town. Ele é oferecido em Inglês e Espanhol todos os dias às 10h30 e às 17h00 com saída no portão do Castel Nuovo. Por uma questão de tempo eu fiz apenas o tour Neapolis e durante o percurso de pouco mais de duas horas visitamos o Teatro Di San Carlo, Piazza Plebiscito e Palazzo Reale, Via Toledo, Quartiere Spagnoli, Pignasecca Market, Piazza del Gesù e Piazza San Domenico. O passeio foi muito legal, pois o guia conta sobre a rica história da cidade, desde o período grego, romano, espanhol, como território independente, até questões mais recentes como parte da Itália. Ahh! Vocês sabiam a pizza Marguerita foi inventada em Nápoles e a cidade era um dos destinos obrigatórios durante o Grand Tour, viagens organizadas pela aristocracia europeia nos séculos XVII e XVIII (meus alunos de Turismo vão entender bem sobre isso). O tour mostra também os bairros mais tradicionais do destino onde as ruelas estreitas escondem o dia a dia dos napolitanos. O Raffaele, nosso guia, é formalmente registrado como guia turístico e o Free Walking Tour funciona da seguinte forma; ele oferece o melhor tour possível e vocês decidem quanto vale o passeio. Recomendo! Se não puderem fazer com esta empresa, busquem uma outra que ofereça tours com caminhadas pela cidade, pois assim vocês realmente veem as diferentes nuances e contradições do destino. Segue abaixo uma foto da fachada do Castel Nuovo e do Quartiere Spagnoli.

Palazzo Reale – Quem me acompanha já sabe que eu sou “a louca do palácio”. Vejo um palácio e já vou agendando minha visita. Em Nápoles não podia ser diferente. Situado na Piazza del Plebiscito, a maior e mais importante praça de Nápoles, é um edifício construído em 1600 e serviu como residência para o vice-rei espanhol, vice-rei austríaco e quando Nápoles se tornou um território independente, foi o palácio dos reis da Casa de Bourbon. Com a unificação da Itália, em 1861, foi a residência napolitana dos membros da casa de Savoia. Toda a rica história do Palácio pode ser vista por meio de visitas que custam ‎€ 6.00. Lindo, lindo! É relativamente pequeno, mas vale a pena! Deem uma olhada na fachada do Palácio e em duas salas, incluindo a Sala do Trono.

Teatro di San Carlo – Localizado ao lado do Palazzo Reale, é um dos mais famosos e prestigiados teatros do mundo e segundo nossa guia, é o teatro europeu mais antigo ainda em funcionamento. Foi fundado em 1737 e pode acomodar até 1386 espectadores. O Teatro oferece visitas guiadas a cada hora em Italiano e às 11h30 e às 15h30 o tour é oferecido em Inglês. O valor do passeio é de € 8.00. O espaço é  lindo e o recomendo para quem gosta desse tipo de atrativo. Também o recomendo para os amantes de história, arte e arquitetura. Eu fiz o tour em Italiano e foi bem tranquilo entender as informações. Segue abaixo algumas fotos do interior do Teatro.

Capri

Se tem um lugar no qual sou apaixonada é Capri. É uma ilha a 40 minutos de barco de Nápoles e é conhecida como um dos cartões postais do sul da Itália por suas charmosas vias e pelo seu mar em tom de azul turquesa. Eu tenho uma história muito engraçada sobre essa Ilha. Quando estive pela primeira vez na Itália e contei para minha mãe sobre o itinerário que faria no país, ela comentou que eu iria adorar Capri. Achei que ela estava enganada, pois locais longe da civilização não são muito a minha praia. E também não sou a maior fã de passeios marítimos, mas fui cheia de expectativas. Recordo-me que quando cheguei ao porto de Capri, olhei ao redor e pensei: – Sério?! É só isso?! Achei que minha mãe tinha me enganado ou simplesmente nossos gostos não haviam batido…. Enfim… Nosso grupo tomou um barco e fizemos um passeio pelo mar e quando saí do porto, percebi como aquele pedacinho da Itália era especial. Nunca tinha visto um mar de um azul tão profundo e as formações rochosas em tom acinzentado claro que circundam a Ilha são inexplicavelmente lindas. Durante o passeio de barco são feitas visitas em algumas grutas e fiquei o tempo todo meio boba com a beleza cênica do lugar. Este é o testemunho de uma urbanóide que não é ligada ao mar e não é apaixonada por passeios de barco. Mas voltei da atividade em um estado de encanto. Mas encanto de verdade eu senti quando peguei o Funiculare e fui ao ponto mais alto da Ilha. Pronto, estava completamente apaixonada! Capri é linda demais! É pequena, é rústica, mas tão charmosa, tão autêntica… Cheia de lojas de grife e mercado de produtos típicos, tudo com um bom gosto absurdo e muito harmonioso. As vielas são estreitas, mas lindas e cheias de flores. Juro, um dos lugares mais bonitos que eu já visitei na minha vida! Deem uma olhada…

Na minha primeira visita a Capri eu não tive muito tempo para conhecer a cidade, pois meu grupo quis passar o dia na praia, portanto dessa vez fiz questão de aproveitar o tempo todo no centrinho. Andei por todas as ruas, visitei cada cantinho, enfim, vivi a Ilha. Caso tenham interesse em visitar Capri saindo de Nápoles, comprem os bilhetes de ferryboat no porto de passageiros localizado atrás do Castel Nuovo no Mollo Beverello. Há várias empresas que fazem esse trajeto, mas eu optei pela SNAV pelo horário disponível. O ticket de ida e volta custa em torno de € 43.80 (caro, uma dor no coração em época de Euro nas alturas), mas o preço é similar em todas as empresas e vale super a pena!

Se eu puder dar algumas dicas gastronômicas, acho que Capri é um lugar onde vocês podem investir. Os restaurantes mais hypados da Ilha são o Da Paolino, conhecido pelos limoeiros que cobrem todo o teto e o Aurora. O Da Paolino fica onde “judas perdeu as bocas”, no caminho de Marina Grande. Fiz questão de ir ao restaurante, mas descobri que eles só estão abertos no período da noite (fica a dica!). Voltei com o rabinho entre as pernas. Já o Aurora fica bem no centro da cidade e é o preferido de celebridades como Mariah Carrey, Beyoncé e Reese Whiterspoon. O lugar é pequeno, mas muito bonito e está localizado em uma rua super charmosa. Se preparem que é caro! Os pratos custam em torno de € 25 a € 45, mas vale o investimento. Pedi um risoto al limone com camarão e estava pronta para escrever que não tinha gostado tanto do prato, mas não deu, estava maravilhoso…. Naquele nível que você está cheia e continua comendo. Por essa razão, o recomendo. Deem uma olhada no meu prato!

Também não deixem de provar o suco de Limão Siciliano (caro, mas tudo é caro nessa Ilha e é muito bom) e o sorvete da BuonoCore onde a casquinha é feita na hora. O cheiro de casquinha invade todo o centrinho e a sorveteria está sempre com filas; mesmo assim, vale a pena. Devo admitir que a casquinha de waffle do Ben & Jerry´s é mais gostosa, mas a massa com sabor pistache é boa demais.

E assim termina mais uma viagem. Como comentei no começo do post, a Itália não é meu destino favorito na Europa, mas admito que Nápoles tem seu charme. Além de ter uma história rica e fascinante, encontrei os italianos mais simpáticos do país e foi o primeiro lugar do mundo que eu visitei onde os moradores tinham certeza de que eu era uma local. Todos conversavam comigo em italiano (mesmo sendo descendente direta de portugueses) e quando eu comentava que não era italiana, eles achavam que eu era argentina (foi a primeira vez que escutei isso na vida).

E Capri, ahhh Capri… Sempre linda e especial!

Assim como na visita ao Chile, tentei mostrar toda a viagem em um vlog. Ainda estou aprendendo, mas ficou legal e dei muitas dicas. Deem uma olhada e me digam o que acharam.

Espero que continuem me acompanhando e se preparem, pois terão muitos outros posts diferentes nos próximos meses.

Arrivederci!

Descobrindo a Polônia (Varsóvia, Breslávia e Cracóvia)

Há alguns meses comecei a planejar minha próxima viagem. Pensei em visitar tantos lugares diferentes, mas por uma questão de oportunidade e custo, decidi conhecer a Polônia. Após a compra da viagem, era muito engraçado… Quando eu comentava com meus amigos que eu visitaria a Polônia, as pessoas me perguntavam: – Sério?! O que você vai fazer por lá? E eu respondia: – Não sei, mas irei descobrir! E esse foi o melhor posicionamento que eu poderia ter tomado, pois fui sem expectativa nenhuma e voltei completamente encantada pelo destino. Com certeza foi o melhor lugar que eu poderia ter escolhido neste momento.

Para aqueles que não têm ideia nenhuma sobre a Polônia, o país é uma república democrática parlamentar localizada na Europa Central ao lado da Alemanha e da República Checa. Possui pouco mais de 38 milhões de habitantes e mesmo não usando o Euro como moeda oficial, faz parte da União Europeia. A moeda oficial é o złoty (EUR 1≅ PLN 4,2) e, ao contrário dos demais países europeus, é um país relativamente barato (os preços dos produtos e serviços são semelhantes aos valores praticados no Brasil; arrisco a dizer até que são um pouco mais baratos), o que chama a atenção de muitos viajantes, principalmente dos europeus.

Mesmo que a Polônia aceite bem as diversas crenças, o país é predominantemente católico. De acordo com um dos meus guias, 94% da população se declara católica e 50% deles vão a missa pelo menos uma vez ao mês. Isso explica o grande número de igrejas em todas as cidades.

Não há voos diretos saindo do Brasil para a Polônia. Para chegar ao país é necessário fazer conexão em algum outro destino, mas há várias empresas que oferecem o trecho até Varsóvia, então é bem tranquilo. No meu caso, eu voei com a Alitalia (Devo admitir que a empresa já foi melhor!), com conexão em Roma. Os aeroportos da Polônia (já vou adiantando que conheci três deles) são muito bons; modernos e práticos.

Ao contrário das outras viagens longas que contei meu tour pelos dias, vou contar esta viagem pelas cidades, pois fiz um roteiro confuso com idas e vindas e acho que desta forma ficará mais fácil entender tudo o que eu visitei por lá. Também contarei um pouquinho sobre cada um dos destinos. Já vou adiantando que esse post ficou GIGANTE, pois me empolguei demais. No entanto, coloquei várias fotos para ilustrar os lugares, já que dessa forma o relato fica mais interessante e menos cansativo.

Varsóvia

Ou Warszawa (em polonês) foi minha primeira parada na Polônia. É a capital e maior cidade do país. Cortada pelo Rio Vístula (o maior rio polonês), a cidade possui quase dois milhões de habitantes e sua economia é baseada na indústria de diferentes bens e empresas com foco em tecnologia, no setor financeiro e em serviços. Fui a Varsóvia sem expectativa nenhuma, mas me surpreendi com a cidade. Ela é charmosa ao seu próprio jeito; florida, limpíssima e mistura diferentes estilos arquitetônicos, do medieval ao vanguardista. É lá que foi criada a segunda mais antiga constituição do mundo; é a terra do músico Chopin (na verdade, ele nasceu em um vilarejo próximo à Varsóvia, mas se criou na cidade) e também foi o lar de Marie Skłodowska-Curie. Não a conhecia, mas descobri que ela foi a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel e a primeira pessoa e única mulher a ganhar duas vezes este mesmo prêmio. Ela criou a Teoria da Radioatividade e descobriu dois elementos químicos (aqueles que aprendemos na Tabela Periódica das temidas aulas de Química), o Rádio e o Polônio. #girlpower

Cheguei a Varsóvia e fui direto para o meu hotel. Para chegar ao centro da cidade é possível optar pelo ônibus ou pelo táxi. Como os táxis são relativamente baratos e o aeroporto é próximo ao centro, fui de táxi (sem brincadeirinha com a música da Angélica, viu?!). Em Varsóvia fiquei hospedada no H15 Boutique Hotel, um dos mais estilosos hotéis da cidade. É um empreendimento com 46 apartamentos modernos, mas instalados em uma edificação clássica do século XIX. Ele está localizado no centro novo da cidade, próximo à Estação Central e do Palácio da Cultura e Ciência. O serviço é atencioso e o melhor de tudo, ganhei um upgrade de categoria e fui acomodada em uma suíte. O apartamento era tão grande que eu não sabia onde eu ficava. Em minha opinião, o único ponto negativo é; mesmo que ele esteja em uma área cheia de restaurantes bacanas, próximo do metrô e de centros comerciais, o hotel está longe do centro histórico da cidade, então me senti meio isolada do burburinho turístico. Segue algumas fotos da fachada do empreendimento e da minha suíte.

Aos atrativos da cidade…

Free Walking Tour – É sempre o primeiro passeio que eu faço quando chego a um destino, pois gosto muito do conceito deste tipo de tour e da qualidade dos guias. A Free Walking Tour é formada por um grupo de pessoas que mostram os principais atrativos. Eles contam as histórias e curiosidades do destino e de seus ilustres moradores, fazendo com que o turista entenda um pouco da realidade local. Já cansei de falar deles para vocês aqui no blog e o conceito é sempre o mesmo, eles oferecem o melhor tour que eles podem e vocês decidem quanto vale o passeio. A empresa Freewalkingtour.com (escolhi esta empresa em todas as cidades que visitei na viagem) foi criada em 2007 e está presente em várias cidades polonesas: Cracóvia, Varsóvia, Breslávia, Gdańsk, Posnânia, Zakopane, além de Lemberga, na Ucrânia. É uma empresa bem organizada, que oferece diferentes tours, conduzidos em vários idiomas (vocês distinguem os guias pelos guarda-chuvas amarelos), mas mesmo que os guias sejam muito bons, eles são mais sérios, não são tão engraçadinhos como em outros lugares do mundo (talvez seja uma característica polaca). O tour do Centro Histórico dura em média 2 horas e sai todos os dias às 10h30 da Sigismund’s Column, em frente ao Castelo Real. Durante o tour passamos pelo Castelo Real, a Praça do Mercado, o Barbacan e as muralhas da cidade medieval, o monumento da Revolta de Varsóvia (localizado ao lado da Suprema Corte – relembra a resistência dos poloneses durante a Segunda Guerra Mundial), a Krakowskie Przedmieście Street, o Palácio Presidencial e a Universidade de Varsóvia. Segue abaixo fotos do Castelo Real, da Praça do Mercado, do Barbacan e do Palácio Presidencial.

À tarde também fiz o tour da Free Walking Tour pela Varsóvia Judaica. É um passeio que trata sobre os judeus na Polônia (para ter uma ideia, em 1939, 35% de todos os habitantes de Varsóvia eram judeus) e todos os desafios que eles enfrentaram em sua história, principalmente durante a Segunda Guerra Mundial. Infelizmente o bairro judeu e o gueto já não existem mais, mas o Museu da História dos Judeus Poloneses, inaugurado em 2014, conta sobre a cultura judaica polonesa e dedica duas alas à Segunda Guerra Mundial e a resistência do povo judeu. O tour dura em torno de 2 horas e meia e o recomendo apenas para quem tem interesse na Segunda Guerra Mundial, em história de uma forma geral ou na cultura judaica polonesa.

Palácio Wilanów – É um palácio barroco construído para o Rei João III Sobieski no século XVII.  Passou por vários donos até se transformar em um museu em 1805. Ele está localizado nos arredores de Varsóvia, mas é muito fácil chegar até lá. E só tomar os ônibus das linhas 116, 180 ou 519 que passam por vários pontos do centro da cidade. O ticket custa apenas PLN 4,4 (o trecho) e pode ser comprado nas máquinas disponíveis nos próprios pontos de ônibus ou nos quiosques de rua (eles cobram um pouco mais caro, paguei PLN 13,2 o trecho de ida e volta) e a parada final é em frente ao Palácio, não tem erro. O atrativo oferece vários tipos de tickets. Eu comprei um ingresso que dava acesso às salas do Palácio (PLN 20) e aos apartamentos privados (PLN 7) e acho que os dois valem muito a pena. O lugar é lindo demais! Não tem como não ficar meio bobo. Eu fiquei impressionada com o luxo e padronagem dos tecidos usado nas paredes, os detalhes dos tetos, dos espelhos e como toda essa opulência conseguiu transmitir uma sensação de aconchego. Segue algumas fotos do local para vocês terem ideia do que eu estou falando.

Castelo Real de Varsóvia – É um antigo palácio que serviu como residência oficial dos Reis da Polônia e como centro administrativo pelo Czar no século XIX. Infelizmente foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial (como grande parte dos edifícios públicos poloneses) e reconstruído na década de 1980 da maneira mais fidedigna possível. Muitas das obras de arte expostas no museu são autênticas, pois foram escondidas durante a Guerra. Destaco as obras de Canaletto, um pintor italiano que trabalhou como retratista do rei Stanislav II da Polônia no século XVIII. Para quem tem interesse, o museu custa PLN 30.

Museu Nacional de Varsóvia – Foi originalmente fundado em 1862 e é um dos museus mais antigos do país. Está localizado em um edifício modernista construído entre os anos de 1920/1930 e é dedicado, quase que exclusivamente às obras de artistas poloneses. Existe uma área voltada aos grandes mestres e outra com artefatos encontrados no continente africano por arqueólogos poloneses, mas as demais salas dão destaque à arte polaca no decorrer dos séculos. Vi lindas obras como July-August da Zofia Stryjeńska (foto abaixo) e conheci outros artistas maravilhosos como Henryka Beyer e Jan Matejko. É um museu interessante, mas só o recomendo para quem REALMENTE aprecie arte. Caso tenham interesse, o ingresso custa PLN 15.

Palácio da Cultura e Ciência – Localizado no centro mais moderno da cidade, este edifício construído na década de 1950 pelos soviéticos é o mais alto de Varsóvia. Não é uma construção muito bem vista pelos poloneses porque representa a repressão comunista enfrentada pelo país durante décadas, mas o edifício em si é lindo e toda a quadra oferece vários espaços interessantes: centro de exibições, escritórios, sala de conferências, cinemas, teatros, museus, livrarias, etc. Também dizem que o Palácio oferece um observatório onde é possível ter a melhor vista da cidade. Não conheci o observatório, mas fica a dica.

Breslávia

Ou Wrocław (em polonês) é uma cidade a oeste da Polônia com 640.000 habitantes. É conhecida como a Veneza do norte, pois é formada por 9 ilhas e 125 pontes. Devido à sua localização, já fez parte da Polônia, da Boêmia, da Prússia e da Alemanha. Foi definitivamente anexada à Polônia depois da Segunda Guerra Mundial e todas estas mudanças trouxeram à cidade uma arquitetura única. É uma cidade universitária com mais de 130.000 estudantes e muitas pessoas laureadas com o prêmio Nobel já estudaram por lá. A cidade é toda fofa! O centro é super charmoso, cheio de casas coloridas de diferentes estilos. Como o centro é pequeno e os atrativos turísticos estão relativamente próximos, é um lugar que vocês podem conhecer em apenas um dia.

Para essa viagem fiquei hospedada no PURO Hotel Wrocław Stare Miasto. A PURO Hotels é uma rede de hotéis polonesa que oferece empreendimentos modernos, práticos e super estilosos localizados em várias cidades do país: Cracóvia, Breslávia, Gdańsk e Posnâne. Em Breslávia, o hotel está localizado a 5 minutos da Praça do Mercado, próximo dos principais shoppings e atrativos. Recomendo!

Free Walking Tour – Também fiz um tour pelo centro histórico da cidade. Ele acontece todos os dias às 10h em Inglês, Polonês e Alemão com saídas na Praça do Mercado. Visitamos a antiga Prefeitura, a Igreja de St. Elizabeth, Ossolineum (uma linda biblioteca pública barroca), a Universidade de Breslávia (considerada uma das mais bonitas do mundo. A Aula Leopoldina, uma das salas da Universidade, é um espetáculo aberto à visitação), a Hala Targowaa (O Mercado Municipal), e terminamos em uma das ilhas onde em um micro espaço se concentra cinco igrejas, entre elas a Catedral. Ahh! Para quem gosta de igrejas e arquitetura barroca, em minha opinião, o espaço mais bonito da cidade é a Jesuit Church of the Most Holy Name of Jesus, do lado da Universidade. É uma joia! Segue abaixo duas fotos de diferentes ângulos da Praça do Mercado, da antiga prefeitura, da Ossolineum, da fachada da Universidade e da Catedral.

Breslávia é conhecida por seus duendes. São mais de 500 espalhados por toda a cidade. O primeiro duende surgiu em 2001 como uma homenagem à resistência comunista, mas se multiplicaram e se transformaram em uma jogada de marketing que deu certo. Hoje há um roteiro específico para conhecer os duendes, caça de duendes com mapas que mostram onde eles estão localizados, bem ao estilo Pokémon GO. Deem uma olhada em alguns dos duendes que eu encontrei pelo caminho.

 

 

 

 

 

 

No período da tarde, também fiz o tour da Segunda Guerra Mundial e Breslávia Judaica. Assim como em Varsóvia, quase não há resquícios dos judeus na cidade, até porque a esta comunidade era menos expressiva que em outras cidades polonesas, mas adorei saber mais sobre a Segunda Guerra Mundial, pois durante este período, Breslávia era território alemão. Portanto, ela foi devastada não pelos alemães, mas pelos soviéticos. O segundo tour é interessante, mas só o recomendo para os amantes de história.

Museu da Cidade de Breslávia (The Royal Palace – History Museum) – É um museu que conta toda a história da cidade. Está localizado no palácio real em estilo barroco comprado por Frederico o Grande da Prússia em 1750. Foi parcialmente danificado durante a Segunda Guerra Mundial, mas meticulosamente recriado. É um museu interessante para conhecer a complexa história da cidade e o melhor, é gratuito.

Se eu puder dar uma dica gastronômica em Breslávia, experimentem os doces da confeitaria Stara Pączkarnia. É um espaço bem simples no centro da cidade sempre com filas enormes. Eles vendem Pączek (o típico sonho brasileiro) com diferentes recheios e donuts. Como vendem MUITO, os doces são produzidos constantemente e vendidos fresquinhos. São baratos e bons! Eu nem gosto de Donuts, mas tive que levar um. Admito que foi o melhor donut que eu já comi! Portanto, fica a dica!

Cracóvia

Ou Kraków (em polonês) está localizada ao sul do país e foi a capital da Polônia até o século XVI. Têm pouco mais de 850 mil habitantes e também é cortada pelo Rio Vístula. Cracóvia foi uma das pouquíssimas cidades polonesas a se manterem intactas depois da Segunda Guerra Mundial e a riqueza do seu centro histórico fez com que ela fosse tombada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1978. É conhecida como um dos destinos mais bonitos da Europa e é sem dúvida a cidade mais turística do país. O centro histórico é uma preciosidade, não tem como não ficar encantado e os bosques que circundam o centro também são de um cuidado extremo e um convite para o descanso.

A personalidade mais famosa de Cracóvia é Karol Józef Wojtyła, também conhecido como Papa João Paulo II. Ele nasceu no interior da Polônia, mas estudou em Cracóvia e foi o bispo da cidade por 20 anos até ser aclamado como o Papa da Igreja Católica.

Em Cracóvia fiquei hospedada no PURO Kraków Stare Miasto, outro hotel da rede PURO. Ele está localizado em frente à estação de trens, a 5 minutos de caminhada do Barbacan. O empreendimento segue a mesma linha do estabelecimento de Breslávia; moderno, prático e o melhor, oferece uma máquina de café na recepção à disposição do hóspede sem custo adicional. Deem uma olhada na fachada moderna do edifício e na estrutura do hotel.

Free Walking Tour – Também fiz um tour pelo centro histórico da cidade. Ele acontece todos os dias às 10h, às 14h e às 16h em Inglês, Espanhol, Italiano, Polonês e Alemão a partir do Portão do St. Florian, em frente ao Barbacan. Durante o passeio, que leva 2 horas e meia, visitamos a Praça do Mercado, a igreja de St. Mary (a igreja mais bonita da Croácia, em minha opinião), a torre da antiga Prefeitura, a igreja de St. Francis, a Universidade Jaguelônica, o Palácio do Bispo, a Colina de Wawel e finalizamos o passeio na Catedral de Wawel. Adorei o passeio e o recomendo! Abaixo anexei fotos do Barbacan, da Praça do Mercado, da fachada da igreja de St. Mary, da colina de Wawel e da estrutura interior do Castelo de Wawel.

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Também fiz o roteiro Cracóvia judaica e acho que, de todas as cidades que eu visitei, esse é o roteiro sobre a cultura dos judeus poloneses mais interessante, pois como não houve a destruição do patrimônio existente durante a Segunda Guerra Mundial, as sinagogas e o gueto judeu ainda estão intactos. A comunidade judaica de Cracóvia também era significativa; no final da década de 1930, 25% da população era judia. Os tours são oferecidos todos os dias às 10h, às 13h30 e às 17h e o ponto de encontro é em frente à Sinagoga antiga na Szeroka Street, na região de Kazimierz. Durante o passeio visitamos ruas importantes, sinagogas, o gueto e finalizamos o tour em frente à fábrica de Schindler (o empresário checo que salvou vários judeus durante a guerra e sua história inspirou o filme “A Lista de Schindler”, dirigido por Steven Spielberg e vencedor do Oscar). O passeio dura 2 horas e meia e preparem as perninhas porque ele é bem cansativo. Mesmo que o tour tenha sido sobre a cultura judaica, um dos espaços que mais me chamou a atenção foi a Bazylika Bożego Ciała, uma igreja católica barroca divina localizada no bairro de Kazimierz.

Castelo Real de Wawel – Foi residência oficial dos reis polacos até ao séc XVII. Durante a ocupação nazista o espaço serviu como quartel geral alemão. O Castelo oferece diferentes tipos de tours, mas eles disponibilizam um número delimitado de tickets por dia. Eu queria muito visitar os aposentos reais, mas os ingressos para este passeio já estavam esgotados. Então comprei apenas o ticket para conhecer os Salões do Estado (PLN 18). E não me arrependi…. Pensa em um cenário de um filme medieval?! A tapeçaria, os tetos, os pisos, os quadros de grandes artistas italianos, tudo de cair o queixo. Amei a visita e recomendo muito! Minha única dica é: se preparem para encarar filas enormes na compra dos ingressos e se quiserem visitar os aposentos reais, comprem o ticket com muita antecedência.

Museu Nacional da Cracóvia – Localizado em uma área mais afastada do centro histórico, o museu fica em um edifício de linhas retas construído da década de 1930. Foi primeiramente estabelecido em 1879 e traz objetos de arte, dando especial atenção à arte polonesa. Trata sobre a língua, a moda, a cultura e o mobiliário polonês. Mas, na verdade, a peça mais famosa do museu é mais italiana impossível, o quadro “Lady with an Ermine” de Leonardo Da Vinci. A Pintura se perdeu na Itália no século XVII, mas foi adquirida pelo príncipe Adam Jerzy Czartoryski e incorporada à coleção da família Czartoryskis em 1800. Toda a história desta obra é fantástica, não deixem de se informar sobre ela. O Museu custa PLN 20, mas aos Domingos a entrada é gratuita. Abaixo está uma foto da fachada do espaço e da réplica do quadro do Leonardo Da Vinci.

E assim terminou mais uma viagem. Eu sei que esse post está entre os mais longos do blog, mas precisava compartilhar tudo isso com vocês.

Essa viagem foi muito especial para mim. Vocês devem estar pensando: – Ahhh! Mas você escreve isso em todas as viagens que relata aqui no blog! Mas a verdade é que por mais que eu viaje muito e ache que cada passeio vale a pena, poucas vezes um país tocou meu coração de uma maneira tão intensa e verdadeira. Admito que os poloneses estão longe de serem as pessoas mais atenciosas e hospitaleiras que já conheci, mas durante meu curto período de tempo no destino, fiquei tocada (essa é a palavra certa, tocada!) com o orgulho e apego à cultura local. Estou descrevendo um povo que durante toda a sua história esteve sob o domínio dos mongóis, da Prússia (antiga Alemanha), da Áustria, da Alemanha nazista e da União Soviética. Um povo que foi devastado por guerras, sacrificado pelo comunismo, mas que, mesmo com todas as adversidades, conseguiu manter sua língua, seus costumes, sua culinária e o orgulho de ser polonês. Um povo persistente, batalhador, educado (o país tem o segundo maior percentual de graduados em cursos superiores da Europa e seis poloneses já ganharam o Prêmio Nobel em diferentes categorias). Vi durante meus dias um país desenvolvido, seguro, moderno, antenado, impecavelmente limpo, bem conservado, organizado, que valoriza sua herança e seu patrimônio histórico e que luta por um futuro ainda mais próspero e justo.

E aqui vão minhas dicas finais:

Compras – A Polônia não é um lugar para os amantes de compras, portanto os brasileiros mais ávidos por uma lojinha ficarão decepcionados. No entanto, a Polônia é conhecida por suas porcelanas com detalhes típicos (caríssimas, mas feitas manualmente), as joias e objetos confeccionados em âmbar e os souvenires com estampas alegres e coloridas. Portanto, caso queiram investir em algum produto, invistam nestes itens.

Comida – A comida típica polonesa não é tão colorida e vasta como a brasileira e a mediterrânea, mas é diferente, portanto acho que merece atenção. O Pierogi é o prato mais popular do país; pode ser encontrado em diversas versões (cozido, assado e frito), com diversos recheios (carne, batata, cogumelos, lentilha, queijo, espinafre, etc.) e com vários molhos (de nata, de cebola, de tomate, de cogumelos, de manteiga, etc.). Se possível, experimentem todas as versões! Eu que sou fã da iguaria, me esbaldei. Mas nem só de pierogi vive a culinária polonesa; o Borscht (caldo de beterraba branca ou vermelha), o Gołąbki (o famoso charuto), a Żurek (caldo feito à base de levedura de centeio servido com linguiça [kiełbasa] – não gostei), Placki Ziemniaczane (panqueca de batata – não fui com a cara dela de imediato, mas é ótima, melhor que batata frita!), Golonka (o famoso joelho de porco na versão polonesa), são alguns outros exemplos de pratos que vocês encontram pelos vários restaurantes típicos locais. Os poloneses também são loucos por uma limonada. Eu não gostei muito, mas fica a dica! Segue abaixo uma foto dos pierogis assados de um restaurante bacana na Breslávia (Pierogarnia Stary Młyn) e das limonadas típicas da Galícia.

A Polônia tem um tipo de restaurante muito típico chamado Milk Bar (bar mleczny em polonês). É um restaurante bem simples, que oferece opções locais com preços módicos. É um resquício do período comunista do país. Se vocês quiserem uma experiência realmente polonesa, comam em um destes estabelecimentos. O único problema é que os cardápios são em polonês e os atendentes só falam a língua local (o que não chega a ser uma surpresa, pois nas cidades que eu estive, dificilmente você encontra pessoas que falem inglês).  Mas, na verdade, o que mais me chamou a atenção na culinária polonesa foram os doces. A beleza, a variedade e a qualidade são de ficar com o queixo caído e as lombrigas atiçadas. Os sorvetes, o Pączek (nosso famoso sonho), os pães recheados, as tortas, os bombons, as pâtisseries, os chocolates, enfim, viajar para a Polônia é deixar de lado o regime e se jogar no que o país oferece de melhor!

Transporte – O país oferece uma rede de transporte barata e eficaz. É possível se locomover dentro das cidades de ônibus, bonde, metrô e entre as cidades de trem e avião. Eu havia planejado fazer o trecho entre as cidades de trem, mas como não consegui comprar os tickets com antecedência, no desespero acabei optando pelo avião. Todos os trechos eu fiz com a LOT Polish Airlines, uma empresa local. A companhia trabalha com aviões pequenos, mas é super prática, profissional e oferece tarifas bem atrativas. Recomendo!

Ufa! É isso. Espero que tenham gostado de todas as informações e que tenham viajado comigo. Até a próxima!

Cześć!

Um novo olhar sobre Londres

Hoje conto sobre minha última viagem à Londres. Essa é a minha quarta visita à cidade, portanto se ficaram interessados em outras histórias sobre a terra da rainha, deem uma olhada neste post aquiesse e mais este aqui. Dessa vez fui à Londres para participar do Boutique + Lifestyle Hotel Summit, um evento que trata sobre o mercado hoteleiro europeu, organizado pela International Hospitality Media. No entanto, como não sou de ferro, aproveitei minha estada em Londres para conhecer lugares diferentes e atrativos menos conhecidos e vou contar um pouquinho sobre essas novas descobertas.

Como passei parte da viagem envolvida nas atividades do evento, não vou contar o passeio de acordo com os dias, descreverei apenas os atrativos que visitei durante o meu período na cidade e que acho que vale a pena compartilhar.

Mas antes de contar mais sobre aos atrativos, queria dar uma dica de hotel bacana. Toda a vez que vou à Londres faço questão de ficar em um empreendimento diferente. Dessa vez, hospedei-me no Citizen M Tower of London. O Citizen M é uma rede de hotéis que eu gosto muito, pois oferece empreendimentos modernos, estilosos e, ao mesmo tempo, descontraídos. Adorei o Hotel e o recomendo! O quarto é pequeno, mas extremamente confortável, silencioso e moderno (a iluminação, a cortina e a temperatura do quarto são controladas por um Ipad). O serviço é bem prático, mas os atendentes são gentis e animados. Admito que a localização não é a melhor de Londres, pois fica fora do burburinho turístico, mas está localizado em cima de uma estação de metrô, então é super prático. Ahh! E o bar do Hotel é um point de turistas à noite. Deem uma olhada nas fotos do empreendimento… As duas primeiras fotos são dos espaços sociais; a terceira foto é a do meu quarto e a última é do Ipad disponível em todos os apartamentos.

E vamos aos atrativos:

Museum of London – Eu sou “a louca do museu”, mas fico com vergonha de dizer que até essa viagem nunca tinha ouvido falar desta atração. Ele é espaço gratuito (adoro museus gratuitos!) que trata sobre a história de Londres, dos primórdios com as primeiras civilizações, à formação da população inglesa (pelos alemães saxões e os vikings), destacando também o período de conquista romana, a contrarreforma, o desenvolvimento industrial da cidade na segunda metade do século XIX, a era Beatles e as Olimpíadas de 2012. O museu tem um quê de interativo e é muito legal, recomendo! É um bom lugar para quem gosta de história e quer conhecer mais a  fundo o desenvolvimento de Londres. Ele está localizado a duas quadras da Catedral St. Paul.

Ahh! Dica bacana sobre a Catedral de St. Paul. É uma das igreja mais importantes de Londres e é esta a igreja que sediou o casamento da Princesa Daiana com o Príncipe Charles. Eu já tinha visitado à Catedral em minha primeira passagem por Londres, mas não tive coragem de entrar, pois cobravam £ 17 pela visita (hoje custa £ 18).  Caso queiram visitá-la gratuitamente, sugiro que deem uma passadinha durante os horários das missas, pois nestes períodos ela está aberta aos fieis. No Domingo ao meio dia tem uma missa. Coincidentemente estava começando uma celebração quando eu saía do Museum of London. Lucky me!

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Tate Modern – É o mais importante museu de arte moderna de Londres. Está localizado do outro lado do Rio Tâmisa e foi instalado na antiga central elétrica de Bankside. Eu não sou muito fã de arte moderna, mas pela importância do museu, achei que valia a pena a visita. No espaço há exposições permanentes com o trabalho de grandes artistas como Picasso, Matisse e até o mais contemporâneo Warhol. É outro museu gratuito e o recomendo para os fãs de arte moderna. Segue abaixo uma foto da fachada do Museu e de algumas das obras expostas no local.

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The Wallace Collection – É um museu de arte com peças da coleção particular de Sir Richard Wallace, um aristocrata inglês no século XIX. O local tem uma coleção de armaduras (não fazem bem meu estilo), de porcelanas, mobiliário francês do séc. XVIII, mas o que mais me chamou a atenção foram as pinturas, com obras dos sécs. XVII, XVIII e XIX de artistas flamencos, espanhóis, holandeses e franceses como Rembrandt, Vélazquez, Van Dyck e Rubens (meu pintor favorito).  Mostra um pouco da vida aristocrática da Inglaterra dos séculos XVIII e XIX. É outro museu gratuito, mas só o recomendo para quem realmente gosta de espaços históricos e arte decorativa.

Dicas gastronômicas

Acho muito engraçada dar dicas gastronômicas, pois estou longe de ser uma expert no assunto e adoro um bom e velho lanche do Mc Donald´s, mas visitei alguns lugares diferentes que gostaria de compartilhar.

Chá da Tarde no The Ritz London – Um dos programas mais tradicionais em Londres é tomar o chá da tarde em algum dos vários hotéis e cafés da cidade. É quase como uma instituição. Um dos meus sonhos era ter a oportunidade de tomar o chá da tarde no The Ritz London, um dos hotéis mais tradicionais e exclusivos no mundo, mas nunca foi uma tarefa fácil. Primeiro porque o chá da tarde é caro para caramba e é tão disputado que as reservas devem ser realizadas com meses de antecedência. Depois de algumas tentativas frustradas, finalmente consegui! O chá é oferecido no lindíssimo salão Palm Court com música ao vivo (piano, violinos e uma cantora bem ao estilo vintage). O cardápio oferece 18 diferentes tipos de chá, 8 tipos de sanduíches e 6 opções de doces. Também pode ser acrescido champanhe e bolo. Nem preciso dizer que quase saí rolando do Hotel. Foi uma das experiências mais legais da minha vida e recomendo para todos que tenham interesse (e uma graninha sobrando…). Deem uma olhada no luxo do salão Palm Court, nas opções servidas durante o chá e no detalhe dos bules do The Ritz London.

Aubaine Restaurant – É um restaurante francês com filiais em diferentes pontos de Londres. Eu almocei no restaurante localizado dentro da loja de departamento Selfridges. Oferece um cardápio enxuto, carinho, mas gostoso. O que mais me chamou a atenção foi a decoração repleta de flores. Vale a pena para quem procura um lugar especial para uma refeição prática.

Borough Market – É um dos mais antigos mercados em Londres (de 1756). Ele também está do outro lado do Rio Tâmisa, entre o Tate Modern e a London Bridge. Ao contrário do que eu imaginava é um mercado bem turístico e é relativamente pequeno, mas tem banquinhas muito interessantes. Grande parte dos produtos é preparado ou cultivado por empreendedores locais e muitos deles são típicos da região. Adorei a visita e recomendo o passeio. Acho que é uma ótima pedida para um Sábado no horário do almoço. Segue abaixo uma foto de uma das fachadas do Mercado, do escritório do atrativo e dos produtos oferecidos em uma das barraquinhas.

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Super dica – Eu não sou uma entusiasta de Londres, mas devo admitir que essa viagem foi especial. Primeiramente porque Londres me presenteou com uma semana de clima agradável e muito sol, mas também porque fiz questão de conhecer outros bairros da cidade pouco explorados pelos turistas e descobri que essas regiões mostram uma das facetas mais charmosas da cidade. Então minha dica é: Quando visitarem Londres, se tiverem um tempinho sobrando ou quiserem fugir das zonas mais turísticas, andem por Marylebone (a Marylebone High Street é uma rua comercial super charmosa cheia de cafés e restaurantes) e pela região da King´s Road (as ruas que cortam a King´s Road tem as casas mais fofas da cidade). Garanto que valem a pena o passeio! E termino o post com três fotos de tirar o fôlego. As duas primeiras são das vitrines da Rag & Bone na Sloane Square e da Kiehl´s, respectivamente. Durante a semana que eu estava em Londres, as vitrines das lojas da região de Chelsea & Kensington estavam todas floridas, uma forma de celebrar a primavera e chamar a atenção dos turistas. A terceira foto é de um café charmoso em Belgravia, e fecho o post com as casas fofas próximas à King´s Road.

 

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See ya….

Um passeio pela linda Budapeste

Szia! O post de hoje é sobre uma cidade que eu planejava conhecer a muito tempo, Budapeste. Na verdade, minha intenção era conhecer Budapeste na minha lua de mel, mas quando vi a oportunidade de de conhecê-la neste momento, percebi que não poderia perder essa chance. Fui ao destino participar de mais uma edição da EuroCHRIE, uma das mais importantes conferência da minha área profissional. Durante o evento, também apresentei um artigo científico sobre o perfil dos spas de destino no sul do Brasil, nada mais apropriado, pois Budapeste é reconhecida, entre outros segmentos, como um destino de bem-estar e turismo médico. No entanto, aproveitei minha estadia na cidade para conhecer os atrativos locais e conto aqui mais sobre esta aventura. Vou especificar alguns dos atrativos que visitei e outros programas que realizei durante meu período por lá.

Para aqueles que não sabem, Budapeste é a capital da Hungria. A metrópole tem pouco mais de 3 milhões de habitantes e foi formada pela junção de três cidades: Buda, Peste e Ôbuda. O país tem uma história interessantíssima na qual sofreu dominação romana, otomana, austríaca (fez parte do império Austro-húngaro), nazista, soviética, mas desde a década de 1990 tenta resgatar suas origens e criar sua própria história. Ahhh! Devo alertá-los que a Hungria faz parte da Comunidade Europeia, mas não adota o euro como moeda nacional. A moeda do país é o Florint e a cotação (outubro de 2016) é de  ‎€ 1 ≅ 290 HUF (cada casa de câmbio cobra uma cotação e comissão diferenciada pela troca, pesquisar qual o melhor valor).

Para esta viagem escolhi um hotel que fosse descolado, mas, ao mesmo tempo, que tivesse uma boa tarifa. O Rum Budapeste é um hotel boutique localizado em um edifício histórico, mas com um aspecto vintage/moderno a poucas quadras da Váci Utca (uma das principais ruas comerciais da cidade) e próximo de vários restaurantes estilosos. O hotel é um charme; meu quarto parecia um loft nova-iorquino e tinha até espelho no teto (por favor, sem segundas intenções). Adorei demais o empreendimento e o recomendo muito. Meu apego pelo hotel foi tanto que nos últimos dias já estava tristinha de saber que teria que deixá-lo. Abaixo, deem uma olhada na fachada do empreendimento, no corredor de entrada super glamouroso e no meu apartamento.

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De qualquer forma, devo alertá-los que Budapeste tem ótimas opções de hospedagem e se pesquisarem com tempo é possível encontrar diárias bem atrativas.

Diferente da maioria dos posts que eu escrevo, eu não vou contar minha jornada pelos dias, pois passei muito tempo nas atividades técnicas e sociais relacionadas ao evento, mas pelos atrativos que eu visitei. Então vamos lá….

Free Walking Tour – Sou fã dos free walking tours, pois é uma maneira interessante de conhecer a cidade. O conceito é muito simples; o guia oferece o melhor tour que ele pode e vocês decidem quanto vale o passeio. Durante o tour, geralmente guiado por pessoas da própria cidade, eles contam as histórias e curiosidades do destino, fazendo com que o turista entenda um pouco da realidade local. Mesmo não havendo a necessidade de reserva prévia, a empresa e o passeio em si me pareceram bem organizados. Nossa guia, Catalina, foi muito boa ao explicar, mesmo que brevemente, a história da Hungria e nos dar dicas sobre o dificílimo idioma húngaro, a culinária e os atrativos locais. Durante o passeio visitamos os seguintes atrativos: passamos por parte do Rio Danúbio (a cidade é cortada pelo Rio), a Brasília de St. Stephen (ou Szent István-bazilika em húngaro), bairro judeu, a Ponte das Correntes (Széchenyi Lánchíd), a região do Castelo de Buda, Mathias Church (Mátyás-templom) e terminamos no Fisherman Bastion. Adorei o passeio e recomendo. Só não o recomendo para pessoas que não estão acostumadas a andar ou que estejam com crianças muito pequenas, pois a caminhada é puxadinha, principalmente quando temos que subir o íngreme morro do Castelo de Buda. Deem uma olhada em algumas fotos do tour, logo abaixo. A primeira foi tirada em uma das margens do Rio Danúbio; a próxima é da imponente Basílica de St. Stephen. Também anexei uma foto da Ponte das Correntes, um dos cartões postais de Budapeste, da linda vista de Peste tirada do Castelo de Buda e de uma das charmosas ruas históricas de Buda.

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No final do passeio conheci o interior da Mathias Church (1500 HUF) e ainda visitei o Museu de História de Budapeste (2000 HUF), localizado no interior do Castelo de Buda. Esse último eu não recomendo. Era para ser um espaço que contaria a história do Castelo, mas virou um museu cheio de coleções desconexas e pouco representativas. A foto abaixo mostra o interior da Mathias Church.

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Museu Nacional Húngaro (Magyar Nemzeti Muzeum) – Esse sim é um museu bacana para quem gosta de história. Ele conta toda a trajetória da Hungria desde os povos primitivos ao final do período soviético. Super recomendado! Caso tenham interesse, o ingresso custa 1600 HUF.

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Parlamento (Orszaghaz) – É sem dúvida o principal atrativo de Budapeste. Construído entre o final do século XIX e começo do século XX em estilo neogótico e decoração eclética, o Parlamento é um dos edifícios mais bonitos da Europa. Ele é tão luxuoso que o valor empregado na edificação poderia ter construído uma cidade para 40 mil habitantes. Hoje, dedicado em grande parte ao turismo, é tão concorrido que fui obrigada a comprar o ingresso da visita pela Internet com dois dias de antecedência. Mesmo com o esforço, valeu muito a pena, pois o lugar é lindo e é uma oportunidade de aprender um pouco mais sobre a realidade e os valores do país. A visita para não europeus (que pena que não levei meus documentos portugueses nesta viagem!) custa 5.200 HUF. Deem uma olhada na magnífica fachada do Parlamento e em algumas das salas do Edifício.

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Ópera de Budapeste (Magyar Állami Operaház) – Foi construída no final do século XIX no estilo neorenascentista. É uma ópera relativamente pequena se comparada à outras casas europeias, mas é maravilhosa. Para ser sincera, o mais legal de toda a visita foi o mini concerto que os integrantes de companhia ofereceram aos turistas. Lindo demais, fiquei até emocionada! Recomendo a visita para quem gosta desse tipo de lugar. As visitas acontecem todos os dias às 15h e 16h em seis diferentes idiomas e custa 2990 HUF.

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Gellért Spa Bath – Budapeste é conhecida por suas águas termais. Os spas mais hypados da cidade são o Gellért Spa Bath e o Széchenyi Thermal Bath. O Gellért Spa Bath é um espaço construído no começo do século XX em frente ao Rio Danúbio que oferece piscinas termais com diferentes temperaturas, saunas e um rol de tratamentos. O lugar é lindo e as piscinas são mara. Eu estava lá aproveitando a tarde e só pensando porque nunca vou para nenhum Spa termal (tirando o fato de que custam dinheiro!). Acho que devo incluir mais spas como esse nas minhas andanças. Comprei um pacote com direito ao uso de todas as piscinas por um dia e uma massagem (9500 HUF). Muito bom e em minha opinião, visita obrigatória para quem estiver em Budapeste.

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Palácio Real de Gödöllő – Localizado na cidade de Gödöllő, a 30 quilômetros de Budapeste, este palácio barroco foi uma das muitas residências da família real austríaca nos séculos XVIII e XIX. Era a residência de verão da imperatriz Sissi, e de acordo com alguns relatos, era seu palácio favorito. Para essa viagem eu comprei um tour de meio período e paguei 10.500 HUF. Várias empresas de receptivo de Budapeste oferecem esse tour, mas também é possível fazer a visita por conta própria. É um lugar pequeno, mas muito bem cuidado. É um atrativo interessante, mas não é fenomenal. Segue abaixo fotos da fachada do Palácio.

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Gastronomia – A cidade oferece tantos empreendimentos históricos e super tradicionais como estabelecimentos pequenos e descolados, portanto é muito difícil recomendar um único lugar. Se puder sugerir alguma coisa, seria: – Experimentem os sabores locais! Sopa Goulash e Frango com páprica são os pratos mais típicos do país e é possível encontrá-los em qualquer restaurante húngaro. Depois da culinária húngara, que na minha opinião é muito boa, os restaurantes italianos são os mais populares na cidade e é possível achar boas opções por todas as regiões de Budapeste. Para quem é fã de doces, há vários cafés com sobremesas de deixar as “lombrigas ouriçadas”. No entanto, quem estiver procurando uma sobremesa bem típica, eu recomendo comprar um Kürtős Kalács, uma massinha cozida na brasa que pode ser envolta com canela, caramelo, chocolate, etc. Delícia! Deem uma olhada!

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Agora para quem está procurando lugares de babar com uma pegada histórica, eu recomendo uma visita ao New York Café e ao Book Café. O primeiro está localizado no Hotel Boscolo, um dos mais exclusivos da cidade, e é considerado “O Café Mais Bonito Do Mundo”. O lugar é realmente um espetáculo, mas bem carinho. Preparem o coração… E o bolso! Deem uma olhada no interior do Café.

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O segundo está localizado no interior da Livraria Alexandra (Alexandra Könyváruház), na exclusivíssima Andrássy Út. O charmoso ambiente lembra muito o restaurante Le Train Bleu em Paris. Deem uma olhada na lindeza.

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E assim terminou mais uma viagem maravilhosa.

Minhas expectativas sobre Budapeste eram tão altas que muitas vezes durante o planejamento da viagem fiquei com medo de me decepcionar. No entanto, a cidade é realmente uma pérola. Voltei completamente apaixonada! Ela parece uma mescla entre Viena (sua arquitetura é predominantemente do período em que o território fez parte do império austro-húngaro), Zurique (neste caso, ela é cortada pelo Rio Danúbio e não pelo Rio Limmat) e tem um quê decadente que lembra Zagreb, capital da Croácia. Talvez decadente não seja a melhor palavra para descrevê-la, pois ela é viva e pulsante. Vintage e nostálgica seriam os termos mais apropriados para o destino.

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É uma cidade para se apaixonar, então a recomendo para uma viagem romântica. Além do ar encantado, imponente e romântico, o que eu mais gostei em Budapeste é a sensação de segurança. É possível andar a qualquer hora do dia por suas ruas sem se sentir ameaçado.  Por isso e por tantos outros motivos, digo que: – Budapeste, te vejo em breve!

Croácia – Zagreb, Split, Trogir e Dubrovnik

Bok! O post de hoje é sobre uma região ainda pouco conhecida pelos brasileiros, a Croácia. O país, localizado próximo à Itália, Hungria e Sérvia, fez parte da antiga Iugoslávia, mas hoje, independente, tem no turismo sua principal atividade econômica. Possui 4,5 milhões de habitantes; destes, quase 1 milhão vivem na região metropolitana de Zagreb, capital do país. Mesmo fazendo parte da União Europeia, a Croácia não adota o Euro como moeda oficial. A moeda nacional é a Kuna. É possível encontrar casas de câmbio facilmente pelas cidades croatas e os estabelecimentos não cobram comissões pelo câmbio, portanto, é possível trocar seu dinheiro aos pouquinhos. A cotação da Kuna é de Kn 1  ≅ € 7,4 ou Kn 1 ≅ R$ 2 (valores de de agosto de 2016).

Para este passeio comprei uma excursão da operadora New Age (a mesma empresa pela qual fiz meu circuito pelo Canadá) pois tinha interesse em conhecer diferentes cidades do país. O trajeto pelas diversas regiões da Croácia me deu uma boa dimensão e entendimento sobre o destino.

Como eu gosto de fazer, este post foi contado pelos dias do roteiro. Portanto, vamos começar a aventura e sejam bem vindos à linda Croácia.

1º dia – Zagreb

Chegamos a Zagreb no dia anterior, depois de uma longa e cansativa viagem com conexões em São Paulo e Frankfurt. No primeiro dia fizemos um walking city tour pelo centro histórico com um guia super gato que nos mostrou os principais atrativos da cidade. Passamos pela Catedral, Mercado Dolac, Tkalčićeva Ulica (rua histórica super charmosa que oferece dois quilômetros de empreendimentos gastronômicos), a fofa igreja de São Marcos e terminamos nosso passeio na Ban Jelačić, a praça central da capital croata.

Segue abaixo as fotos da Catedral, da Tkalčićeva Ulica, da igreja de São Marcos, da Praça Ban Jelačić e euzinha pelas ruas de Zagreb.

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Ahhh! Não visitei nenhum museu, mas o guia nos contou que a cidade tem uma forte pegada cultural. Há cerca 60 museus em Zagreb que abordam todo tipo de tema, inclusive aqueles mais diferentões como o Museu da Tortura e o Museu dos Relacionamentos Quebrados. Planejando a viagem, eu li em um blog de turismo que Zagreb era o patinho feio da Croácia, mas devo discordar. A cidade, apesar de não ter cara de uma capital europeia, é fofa e acolhedora, gostei muito. 

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À noite voltamos ao centro da cidade e demos uma passadinha no Park Josipa Jurja Strossmayera, um parque charmoso e, acima de tudo, que fica lotado de gente e cheio de vida durante à noite. 

2º dia – Plitvice

Saímos do hotel de ônibus pela manhã em direção à Split. Durante o percurso, paramos no Parque Nacional Plitvice, um atrativo que se destaca pelas águas cristalinas e de um tom azulado especial, efeito do calcário encontrado nas pedras da região. O parque é um dos principais atrativos turísticos do país. Oferece bosque, cascatas e lagos. O lugar é realmente lindo; a cor da água é uma loucura! Foi uma pena que estava um dia chuvoso, chatinho, o dia mais feio do tour. O trajeto pelo parque dura em média de 2 a 3 horas, mas vale super a pena. Deem uma olhada.

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No final da tarde chegamos a Split e jantamos pelas redondezas do hotel.

3º dia – Split

Pela manhã fizemos um walking city tour pela parte histórica de Split. Split é a segunda maior cidade da Croácia e principal destino da região da Dalmácia. Ela se destaca pelos cursos universitários, os bons serviços médicos e a fabricação de navios. Durante o tour visitamos o interior do Palácio Diocleciano, construído no século IV pelo imperador romano Diocleciano. Foi super interessante verificar como a cidade medieval e a cidade atual se desenvolveram dentro do próprio castelo.

Durante meus dias na Croácia o guia comentou várias vezes que Split era a cidade mais bonita do país. Eu realmente achei lindo o mar de um azul infinito de Split, a vibe de litoral francês e do charmoso boulevard beira-mar, mas devo admitir que a cidade, como um todo, é só legal, sou mais Zagreb.

Deem uma olhada no calçadão à Beira Mar e nas edificações no interior das muralhas do Palácio.

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No período da tarde conhecemos Trogir, outra cidade pitoresca próxima à Split conhecida como a pequena Veneza. A cidade também é só legalzinha, devo admitir que eu esperava mais. O mais interessante na visita foi provar o Rafiole, um doce típico da região (um ravióli cozido com recheio de amêndoas – bom, mas meio seco!) e o melhor sorvete de toda a Croácia na Sorveteria Dovani, super recomendada! Segue abaixo fotos de uma das ruazinhas da cidade de Trogir e do Rafiole.

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Passamos à noite no calçadão a beira mar curtindo música e dança típica da região da Dalmácia, vendo o movimento das pessoas e sendo atacada pelos pernilongos locais.  

4º dia – Split

A programação de hoje foi direcionado às compras. Pela manhã passamos no Mall of Split, um shopping super moderno afastado do centro da cidade que oferece várias opções de compras. Pela tarde, retornamos ao centro histórico para explorar a cidade e comprar souvenirs e produtos típicos locais como bolo de figo, óleo de oliva, mel, vinho, geleias, pastas de azeitona, cosméticos à base de lavanda e óleo de oliva e sachês de lavanda. À noite, atacamos uma pizza, um dos pratos mais populares do país.

5º dia – Dubrovnik

Saímos do hotel de ônibus pela manhã em direção à Dubrovnik. No meio do caminho, paramos em Neum, cidade que pertence a Bósnia e Herzegovina. Nunca imaginei que visitaria a Bósnia e que a costa do país pudesse ser tão encantadora. Na verdade, o caminho inteiro foi lindo! O tom azulado do Mar Adriático é coisa de outro mundo.

À tarde fizemos um tour pela parte histórica de Dubrovnik. Para quem não sabe, Dubrovnik é uma cidade costeira da Croácia localizada no extremo sul da região da Dalmácia. Com pouco mais de 40 mil habitantes, é um dos destinos turísticos mais concorridos do Mar Adriático. É tombada como Patrimônio Histórico pela UNESCO desde 1979. Os brasileiros tem reconhecido a cidade, pois ela é um dos cenários da série Game of Thrones; inclusive há um tour que mostra as locações utilizadas na série. Para ser sincera, a série foi um dos motivos pelo qual me interessei em visitar o destino. No período da tarde fizemos um roteiro pela parte histórica da cidade passando pelo Mosteiro Dominicano que congrega a farmácia mais antiga do mundo, de 1317. Passamos ainda pelo Porto, a Catedral, Igreja de São Brás e o Rector´s Place (o museu da cidade). A cidade é realmente uma fofura, fiquei completamente encantada. Deem uma olhada no centro histórico de Dubrovnik.

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 À noite permanecemos no hotel e jantamos pelas redondezas do empreendimento. 

6º dia – Dubrovnik

Acordamos pela manhã, pegamos um shuttle e voltamos ao centro histórico de Dubrovnik. Andamos novamente pelo centro histórico e inventei de caminhar pelas muralhas da cidade. Gente, caminhar pela muralha é ótimo… Um passeio lindo, que dura, em média, 1 hora. As muralhas têm visão privilegiada da cidade e o lindo mar azul por todos os ângulos, mas é SUPER PERIGOSO. Eu fui de chinelinho e levei um tombaço no final do roteiro, me machuquei bastante e fui parar nos primeiros socorros! TOMEM CUIDADO! Para os aventureiros, a caminhada custa Kn 120.

Almoçamos no Gradska Kavana Arsenal, um restaurante com varanda de frente o porto. Restaurante lindo, comida ótima e localização fenomenal. Recomendado!

Abaixo eu anexei algumas fotos do dia. Na verdade, enchi de fotos, pois não resisti. 

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Olhem a minha foto de cartão postal. Juro que foi eu que tirei e está sem filtro.

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No meio da tarde, toda machucada com a minha queda na muralha, voltei para o hotel a fim de aproveitar a estrutura do empreendimento. 

7º dia – Dubrovnik

Esse foi o dia de fazer as compras de última hora, arrumar as malas e à tarde voltamos para o Brasil.

As minhas impressões sobre o país foram as melhores possíveis. O clima do verão croata é excepcional; dias de muito sol, calor e céu azul. Fiquei tão empolgada que já estava pensando em mudar pela lá… Até ser atacada pelos pernilongos croatas. Rsrsrs… As mulheres são lindas, os homens, nem tanto. E por mais que a língua croata pareça incompreensível, aprendi várias palavrinhas durante minha estada e acho que a língua é mais fácil do que imaginamos. Milho verde assado, sorvete e pizza são os pratos mais populares do país e é fácil encontrar esses quitutes por todos os cantos. A Croácia é um país relativamente barato, se comparado a outros países europeus e tem preços muito semelhantes aos de grandes metrópoles brasileiras. Fiquei particularmente fascinada com a história da Croácia, principalmente pelo período no qual o país fez parte da Iugoslávia e as tensões, mesmo que veladas, entre sérvios e croatas. Também fiquei impressionada com o número de turistas espanhóis e argentinos por toda a Croácia, foi uma invasão castelhana.

De qualquer forma, fui para a Croácia sem muitas expectativas e fui surpreendida com a beleza e rica história do país. E pretendo voltar em breve… E vocês? Já compraram a passagem aérea para lá? 

Para fechar esse post, abaixo postei um vídeo com os cantores da Dalmacia, olhem que bacana.


Bok!

Volviendo a España – Barcelona y Valência

Neste mês fui à Espanha, pois apresentaria um trabalho científico na 7th International Conference on Sustainable Tourism em Valência. Mesmo com a correria do evento, tive tempo de conhecer Valência e dar uma passadinha em Barcelona e vou contar aqui minha programação turística por lá, porque ninguém é de ferro.

Gostaria de começar meu post dizendo o quanto amo a Espanha. Já escrevi várias vezes como sou apaixonada pelo país e cada vez que volto, tenho mais certeza deste amor. Nesta viagem em especial, voltei a Barcelona, cidade que já havia conhecido anteriormente, mas que não visitava há mais uma década, e, pela primeira vez, estive em Valência.

Fui a Barcelona com a Luftansa saindo de São Paulo. Eu sei que não é a escolha mais acertada, já que as conexões na Alemanha são meio fora de mão para quem vai à Espanha (na dúvida, deem uma olhada no Mapa Mundi), mas o que a gente não faz por uma tarifa camarada, não é?! No entanto, dessa vez fiquei positivamente surpresa com a companhia aérea. Já havia viajado com a Lufthansa pela Europa e não tinha me empolgado muito, mas nessa viagem eles conseguiram me surpreender. A aeronave que fazia o trecho Guarulhos – Frankfurt era novíssima, modernérrima, comidinha de primeira, serviço de entretenimento muito diversificado e atendimento preciso.

O aeroporto de Barcelona (El Prat) é extremamente moderno, amplo e oferece várias opções de compras e alimentos & bebidas. Fiquei empolgadíssima! Para chegar ao centro da cidade é possível escolher entre o trem e o ônibus, mas de acordo com o serviço de informações do próprio Aeroporto, a melhor maneira é tomar o ônibus (Aerobus). Ele sai a cada 5 minutos dos terminais do El Prat e chega na Plaza Cataluña em 35 minutos (€5,90). Gostei muito da praticidade, mas também adorei o trajeto passando por vários pontos da cidade.

Diferente do que costumo fazer, não vou contar minha jornada pelos dias, mas pelas cidades que eu passei. Então vamos lá….

Barcelona

Toda vez que volto a um destino que eu já conheço, faço questão de escolher passeios que eu não havia feito, portanto, vou contar apenas os atrativos diferentes, mas que acho que valem a pena serem conhecidos.

Uma das principais ruas turísticas de Barcelona é a Passeig de Gràcia (parada obrigatória de qualquer turista), um lindo boulevard bem estilo europeu no qual você encontra as lojas mais luxuosas e exclusivas de Barcelona e alguns dos edifícios mais icônicos da cidade. Como não havia conhecido os edifícios a fundo, desta vez resolvi visitar alguns deles.

Casa Milà – Também conhecido como La Pedrera, é um dos muitos edifícios desenhados pelo arquiteto mais conhecido da Catalunha, Antoni Gaudí. Construído no início do século XX como residência da família Milà, esta casa mostra toda a genialidade (ou loucura) de Gaudí. Durante a visita é possível conhecer o terraço com suas diferentes chaminés e um dos apartamentos. A visita custa €20.50 (caro!), mas só a recomendo para quem tem interesse em arquitetura, arte ou pretende conhecer mais sobre a Barcelona do início do século XX. Ahhh! Também é possível conhecer o terraço à noite e vê-lo iluminado. Deem uma olhada na fachada do edifício e no terraço.

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Casa Bartlló – Outro edifício construído por Gaudí para o industrial Josep Bartlló no início do século XX. A casa foi construída toda inspirada no mundo marinho e a visita é feita de forma interativa na qual o turista pode ver por meio de um palmtop como a casa era quando foi concebida. O edifício já é muito “fora da casinha” para os padrões de hoje, então fiquei pensando como ela foi recebida pelas pessoas no começo do século XX. A visita custa €22.50 (também é carinho!), mas acho que vale a pena conhecê-la se vocês tem interesse em arquitetura e arte. Ahhh! As filas são sempre gigantes, então recomendo comprar o ingresso online para não perder muito tempo. Deem uma olhada na fachada do Edifício.

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Também visitei os seguintes atrativos:

Palau de la Música Catalana– É um auditório de música privado de propriedade do Orfeu Catalão. Foi projetado por Lluís Domènech i Montaner, outro grande arquiteto barcelonês, no início do século XX e mostra a riqueza e criatividade do modernismo catalão. O lugar é de tirar o fôlego! As visitas guiadas (€ 18) ocorrem a cada 30 minutos em Inglês e Espanhol e super recomendo. Tentei tirar umas fotos bacanas, mas posso garantir a vocês que as imagens abaixo não fazem jus por completo à beleza do lugar.

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Hospital de la Santa Creu i Sant Pau – Localizado próximo à igreja Sagrada Família, este antigo hospital mostra mais um pouco da genialidade de Lluís Domènech i Montaner. O conjunto de edifícios modernistas é lindo, uma pena que pouquíssimos deles estejam abertos ao público. Para os curiosos, o passeio custa € 10. Na segunda foto estou eu, gatíssima, para mostrar que realmente estive por lá.

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Museu d’Història de Catalunya – Localizado entre o Port Vell e a Barceloneta, este museu apresenta a história da Catalunha (comunidade autônoma espanhola na qual Barcelona faz parte e é a capital), mostrando as particularidades da região desde a dominação romana aos episódios mais recentes, sem esquecer do movimento modernista do início do século XX, dos eventos mundiais e o franquismo. O museu conta com vários objetos, recria cômodos e possui um quê de interativo. Achei super bacana, mas só o recomendo para as pessoas realmente interessadas em história e cultura e querem se aprofundar na história catalã. O ingresso custa apenas € 4.

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Além de todos esses atrativos, não podia deixar de passar por alguns locais super populares com a linda Plaza Cataluña, a sempre agitada La Rambla, o bairro Gótico e a Catedral, a igreja Sagrada Família (€ 18 – não esqueçam que o ingresso precisa ser comprado com antecedência), a charmosa Barceloneta, o Arco do Triunfo (toda vez que eu me perdia por Barcelona, sempre acabava chegando no Arco do Triunfo), as lindas Plaza España e Plaza de la Reina e o diferentão Parque Güell (que agora cobra € 8 para a visita em seus principais pontos e o ingresso também precisa ser comprado com antecedência). Segue abaixo as imagens da Plaza Cataluña, Sagrada Família, Parque Güell e Plaza España.

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Sobre o empreendimento que me hospedei em Barcelona, quis escolher um meio de hospedagem que fosse próximo aos atrativos turísticos, a alguma estação de metrô e que tivesse uma boa estrutura (minhas hospedagens anteriores na cidade pecaram muito no quesito localização, estrutura e segurança). Na hora de escolher o empreendimento, devo admitir que fiquei um pouco assustada com os altos valores das diárias, mas achei um hotel que cumpria todos os requisitos da melhor forma possível. Fiquei hospedada no Room Mate Emma, um empreendimento próximo de restaurantes, estação de metrô e a duas quadras de La Pedreira. Gostei do hotel; novinho, limpinho, cama e chuveiro bom, quarto silencioso e precinho mais camarada. Recomendado! Deem uma olhada na fachada do empreendimento e no meu apartamento com um quê de futurista.

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Se eu puder recomendar algum programa pouco turístico para as pessoas mais aventureiras, recomendo que visitem o bairro de Gràcia, região localizada acima do Passeig de Gràcia. Além de extremamente charmoso, o local possui um comércio inusitado e diversificado.

Valência

Se Barcelona tem essa cara de cidade cosmopolita, tipicamente europeia, que às vezes faz vocês se perguntarem se estão em Lisboa ou Paris, Valência é 100% espanhola. Em todos os cantos vocês sentem que realmente estão na Espanha.

Minha paixão pela cidade já começou logo na chegada. A Estação de Trens Nord foi construída na década de 1920 e é um colírio para os apaixonados por arte e arquitetura. Deem uma olhada na fachada e no interior do atrativo.

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E vamos aos passeios…

Free Tour Valência – Ando super adepta aos free walking tours, pois é uma maneira descontraída e às vezes mais autêntica de conhecer a cidade. O conceito é muito simples; o guia oferece o melhor tour que ele pode e vocês decidem quanto vale o passeio. Durante o passeio, geralmente guiado por pessoas da própria cidade, eles contam as histórias e curiosidades do destino, fazendo com que o turista entenda um pouco da realidade local. Achei a empresa bacana, é preciso fazer reserva com antecedência na Internet, e mesmo que nosso guia não tenha sido tão extrovertido e brincalhão, mostrou ter muito conhecimento dos atrativos turísticos. Durante o tour, passamos pela Plaza de la Virgen, ponto que se iniciou a antiga cidade de Valentia (romana), conhecemos o interior da linda Basílica de la Virgen de los Desamparados, aprendemos sobre o Tribunal de las Águas (declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO), passamos pela Calle Caballeros, Lonja de la Seda (€ 2 – edifício em estilo gótico construído na Idade Média onde eram negociados produtos finos como a seda), Mercat Central (o maior mercado de produtos frescos da Europa), Plaça Redona, Catedral e terminamos nosso tour na L´Almoina (centro arqueológico que mostra parte das ruínas romanas da cidade). Também aprendemos sobre a Água de Valência (um drink), a Paella (que tem esse nome, pois a panela onde é cozinhado o arroz, a “paellera”, é chamada de “paella” em Valência) e experimentamos a Orxata (bebida feita de Chufa, um tipo de uma fruta seca trazida pelos árabes – bom, parece um pouco com leite de amêndoas). Segue abaixo fotos da Lonja de la Seda, do Mercat Central e da Catedral de Valência.

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Cidade das Artes e das Ciências – Situado no canto do Jardín del Turia (um antigo rio que cruzava a cidade, mas que foi desviado devido à uma enchente na década de 1950 e transformado em um lindíssimo espaço de lazer de 9 quilômetros de extensão), é um complexo arquitetônico construído no final da década de 1990 que congrega diversos espaços; um Planetário, o Museu de Ciências, L’Oceanogràfic (o maior aquário oceanográfico da Europa) e uma casa de ópera. Para ser bem sincera, não entrei em nenhuma de suas atrações, pois não me interessaram, mas como é um dos cartões postais de Valência, acho que é aquele tipo de local que deve ser visitado. Deem uma olhada na estrutura central do atrativo.

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Museu Nacional de Cerâmica y Artes Suntuarias “González Martí” – Este museu foi a sugestão de uma colega, a Poliana. Localizado em um palácio do século XVIII, o espaço congrega uma coleção de cerâmica que atravessa os séculos. Para ser sincera, achei a coleção meio fraquinha, mas a visita foi válida, pois dá a oportunidade de conhecer um lindo palácio. O ingresso custa apenas € 3. Deem uma olhada na fachada espetacular do atrativo.

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Segue outras fotos da linda Valência…

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Sobre o empreendimento que me hospedei em Valência, fiz questão de escolher um hotel que ficasse próximo ao evento, portanto escolhi o Barceló Valência, que, mesmo localizado longe do centro da cidade, estava ao lado da Cidade das Arte e das Ciências. Por mais que eu tenha gostado de o empreendimento ser moderno, novinho em folha e oferecer uma boa tarifa, no geral, não fiquei muito satisfeita com minha escolha; o hotel tinha um clima impessoal, os colaboradores eram meio apáticos, o chuveiro não esquentava direito (tenho pavor de chuveiro que não esquenta) e as janelas não tinham cortina blackout, portanto era impossível dormir depois que o dia amanhecesse. Não sei se o recomendo! De qualquer forma, deem uma olhada na fachada do edifício e no meu apartamento.

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Sobre as opções gastronômicas, eu não vou recomendar nenhum restaurante específico, pois percebi que nas duas cidades é possível encontrar empreendimentos descolados e que exploram os pratos regionais, mas sempre acho que quando estamos em um lugar precisamos experimentar os sabores locais. Portanto, recomendo que provem as famosas tapas e bocadillos, os pratos a base dos diversos tipos de arroz e, quando estiverem em Valência, experimentem a Paella (prato mais famoso da cozinha espanhola e que foi criado em Valência), o suco de laranja fresco (que vocês encontram em qualquer lugar), a Orchata e a Água de Valência.

Vou fechar o post com uma imagem bem típica da gastronomia de Valência, um almoço com paella e água de Valência. Para ser sincera, não sei ao certo porque coloquei essa imagem, pois essa Paella me fez um mal danado depois, mas tá valendo.

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¡Hasta luego!

Turistando pela Escandinávia: Copenhague e Estocolmo

Hej, hej… Hoje conto sobre uma região pouco conhecida pelos brasileiros, a Escandinávia. Na verdade, vou escrever especificamente sobre duas capitais; Copenhague e Estocolmo.

Devo admitir que esta região nunca esteve no meu TOP 10 de destinos que eu gostaria de conhecer, mas voltei apaixonada por este pedacinho do planeta e espero que vocês consigam entender o porquê.

Viajar para a Escandinávia não é tão simples; além de ser caro (preparem o bolso!), não há voos diretos saindo do Brasil. Para chegar ao destino é necessário fazer conexão em algum lugar dos Estados Unidos, Europa ou do Oriente Médio (??). No meu caso, a conexão foi realizada no Aeroporto Heathrow em Londres. Viajei para Copenhague com a British Airways saindo de São Paulo. Não fiquei tão entusiasmada com a empresa, achei-a normal. No voo de longa distância, mesmo que parte da tripulação fosse brasileira, achei-os meio ríspidos com os passageiros, comparando-os com os comissários ingleses. As poltronas eram desconfortáveis e o centro de entretenimento tinha um volume muito baixo, o que dificultava escutar os filmes, músicas e séries. Já o voo de curta distância (Londres/Copenhague) foi muito bom; aeronaves novas, assentos mais espaçosos, atendimento na medida e comidinha de primeira. Já fui muitas vezes a Londres, mas foi minha primeira vez em Heathrow. O Aeroporto é gigante e possui um caos organizado. Muita gente e muita fila de espera! Contudo, é um lugar bem estruturado e tem um Duty Free mara! Já entre Copenhague e Estocolmo viajei pela Norwegian e gostei muito da companhia. É uma empresa dessas baratinhas (low cost), mas com check-in prático, aeronaves novas, assentos mais espaçosos e atendimento eficiente. Recomendadíssima!

Ao contrário das outras viagens longas que contei meu tour pelos dias, vou contar esta viagem pelas cidades, pois fiz um roteiro confuso com idas e vindas e acho que desta forma ficará mais fácil entender tudo o que eu visitei por lá.  Também contei um pouquinho sobre cada um dos destinos para vocês entenderem suas características e minhas impressões. Já vou adiantando que esse post ficou GIGANTE, pois me empolgo demais quando estou contando minhas peripécias. No entanto, coloquei várias fotos para ilustrar os lugares, já que dessa forma o relato fica mais interessante e menos cansativo.

Copenhague

É a maior cidade da Dinamarca com pouco mais de 1 milhão de habitantes. Capital do país desde o século XV, ela já foi o centro de um império no qual também fazia parte a Noruega, a Suécia, a Islândia, parte das Ilhas Virgens e o norte da Alemanha. Hoje a cidade se destaca pela atividade industrial e pelo seu porto de cargas. Minha impressão de Copenhague foi a melhor possível. Mesmo sendo uma cidade grande, ela tem carinha de cidade pequena, bem acolhedora. Os dinamarqueses são, em geral, muito gentis e TODOS falam bem a língua inglesa. A cidade é dominada pelas bicicletas e há estacionamentos específicos para esse tipo de transporte em qualquer lugar. É possível visitar grande parte dos atrativos a pé e embora não seja uma cidade perfeitinha, é um destino que funciona muito bem. 

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Ahhh! Devo ressaltar que o país faz parte do mercado comum europeu, mas não adota o euro como moeda nacional. A moeda do país é a Coroa Dinamarquesa (DKK 1≅ EUR 7) e aí vai a primeira dica de viagem: Se forem trocar seus euros ou dólares por Coroas Dinamarquesas, troquem todo o montante de uma só vez, pois as cotações entre as casas de câmbio são quase as mesmas e elas cobram uma taxa fixa por cada troca, independente do valor.

Cheguei a Copenhague no final da tarde e fui direto para o meu hotel. O aeroporto é meio confuso e um pouco assustador no começo, principalmente na entrega das bagagens, mas logo o turista se acostuma. Para chegar ao centro da cidade é possível optar pelo ônibus, trem ou metrô. Peguei um metrô (DKK 36) e em menos de 15 minutos estava no coração da capital dinamarquesa. Em Copenhague queria ficar em um hotel específico próximo à Estação Central de Trens, mas como não havia disponibilidade no empreendimento para todos os dias, acabei optando por dois meios de hospedagem distintos. O primeiro foi o Wakeup Copenhagen Borgergade. O Wakeup é um desses estabelecimentos moderninhos, bem práticos, que oferecem poucos serviços e um preço legal. Está localizado no coração da cidade, muito próximo aos principais atrativos locais. O café da manhã geralmente não está incluído na diária, mas vale muito a pena, pois é bem variado e oferece os melhores pães do mundo, além de vários produtos orgânicos. Deem uma olhada no empreendimento.

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Já o segundo meio de hospedagem foi o Absalon Hotel, em funcionamento desde a década de 1930. De origem familiar, o estabelecimento passou por uma grande reforma recentemente e está novinho em folha. O lugar é lindo, colorido, descolado e está localizado atrás da Estação Central de Trens, onde se concentra grande parte dos meios de hospedagem da cidade. Mesmo apaixonada pelo hotel, devo admitir que não gostei muito da vizinhança. Esta região, além de ter um aspecto mais mal cuidado (comparando aos outros bairros da cidade), tem umas pessoas um tanto esquisitas por lá. No final de semana é muito barulhento e para piorar, achei que fiquei meio longe das regiões mais legais de Copenhague; mesmo assim, segue as fotos do lindo hotel para que vocês o conheçam.

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Mas finalmente vamos ao que interessa, os atrativos da cidade. Antes de visitar qualquer atrativo específico, quis fazer um passeio com uma pessoa que conhecesse Copenhague a fundo. Por essa razão, reservei um city tour com a Copenhagen Free Walking Tour.

  • Copenhagen Free Walking Tour – Seguindo uma tendência que está se espalhando por vários destinos turísticos mundiais, a Copenhagen Free Walking Tour é formada por um grupo de pessoas que moram e são apaixonados por Copenhague e que mostram os principais atrativos da cidade. Eles contam as histórias e curiosidades do destino e de seus ilustres moradores, fazendo com que o turista entenda um pouco da realidade local. Isso tudo de maneira divertida e descontraída! O conceito do tour é o seguinte; eles oferecem o melhor tour que eles podem e vocês decidem quanto vale o passeio. Achei a ideia fantástica e a empresa é super organizada! Luís, nosso guia, era demais! O tour dura em média 3 horas e sai todos os dias às 11h da Prefeitura da cidade. A Prefeitura já é um atrativo a parte, pois além de ser um edifício com alto valor histórico, tem uma trajetória fascinante. Para ter uma ideia, todos os tijolos da fachada foram trazidos da Itália. Chique, não?! O tour passa pela Strøget (a principal rua comercial da cidade), a Magstræde  (rua mais antiga de Copenhague), Corte de Justiça, Igreja da Nossa Senhora (a catedral de Copenhague. Já funcionou simultaneamente como uma igreja católica e luterana), Universidade de Copenhague, Palácio Christiansborg, Kongens Nytorv, Nyhavn, Palácio Amalienborg e termina na Opera House. Adorei o passeio e recomendo demais a empresa! Só não recomendo o tour para pessoas que não estão acostumadas a andar ou que estejam com crianças muito pequenas, pois por mais que a caminhada seja branda e divertida, requer certa energia. Deem uma olhada no nosso grupo animadíssimo no final do passeio!

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  •  Palácio de Amalienborg – É a residência oficial da família real dinamarquesa. É um complexo formado por quatro edifícios idênticos construídos no século XIX e dispostos de forma que criam uma praça. Parte de um dos palácios está aberto ao público; a visita custa DKK 90. Achei interessante, mas é um palácio mais simples, pois é mais moderno e sóbrio (quando comparado aos palácios franceses e ingleses) e algumas salas são meio entulhadas. De qualquer forma, é uma boa pedida para quem gosta de palácios, tipo eu!

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  • Igreja de Mármore – Localizada atrás do Palácio de Amalienborg, a Igreja de Mármore ou Marmorkirken (em dinamarquês) é uma linda construção do século XIX inspirada nas basílicas italianas. Deem uma olhada na fachada da Igreja.

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  • A Pequena Sereia – Personagem da estória mais popular de Hans Christian Andersen, o famoso escritor dinamarquês, é uma estátua em homenagem ao autor localizada em Kastellet, uma cidadela a uns 15 minutos de caminhada de Amalienborg. Den lille havfrue (seu nome em dinamarquês) não é tão pequena como muitos turistas comentavam e fica bem próxima dos visitantes, é possível até tocá-la. Outro ponto imperdível da cidade, mesmo que não seja uma estátua assim tão impressionante!

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  • Palácio de Christiansborg – Construído primeiramente por ordem do Bispo Absalão ainda no século XII, o edifício já foi palácio real, mas enfrentou vários incêndios e bombardeios durante os séculos (a cidade inteira enfrentou incêndios e bombardeios em sua longa história). O edifício atual é a sede do parlamento dinamarquês, da suprema corte e do primeiro ministro. Eles também oferecem algumas salas históricas abertas aos turistas. São poucas salas, mas lindas! Caso tenham interesse, a visita custa DKK 80. Deem uma olhada na linda fachada do Palácio e em um dos enormes salões abertos à visitação.

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  • National Museum – Localizado em frente ao Palácio de Christiansborg, esse museu não estava na minha lista original de lugares para conhecer em Copenhague. O atrativo foi uma recomendação do guia da Copenhagen Free Walking Tour e devo ressaltar que adorei o lugar! É o principal museu de história cultural da Dinamarca e dedica grande parte de suas salas à história dinamarquesa; contudo, também dá destaque à arte e a cultura de outros continentes. Apresenta ainda uma ala com peças da Roma, Grécia e Egito Antigo. O lugar parece pequeno, mas é gigante e tem muita coisa para ver! Tire pelo menos umas duas horas para visitar todo o museu com calma. O que mais me chamou a atenção foi a exposição “Ônibus Branco” que mostra a importância da Cruz Vermelha no resgate dos prisioneiros dinamarqueses durante a 2ª Guerra Mundial (eu nem tinha ideia que a Dinamarca também teve prisioneiros nos campos de concentração alemães). Também adorei ver alguns dos cômodos históricos de casas dinamarqueses e salas barrocas que já fizeram parte do Palácio do Príncipe (onde atualmente está o museu). No entanto, o que mais gostei é que o museu é GRATUITO. Adoro museus gratuitos! Para quem gosta de museus, é uma ótima oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história local e ver a riqueza cultural do país.

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  • Nyhavn – Cartão postal da cidade. Nyhavn (porto novo em português) é uma área criada ainda no século XVII que congrega hoje vários restaurantes turísticos. É também de onde saem os passeios de barco pela região. O lugar vive lotado (como vocês podem ver na foto) e suas casinhas coloridas dão um charme especial ao atrativo. Imperdível!

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  • Castelo de Rosenborg – Construído no século XVI , o castelo em estilo renascentista é pequeno, mas já foi a casa da família real dinamarquesa. Atualmente está aberto a visitação e é onde se encontra em exibição as joias da coroa. O Castelo conta ainda com um parque público; um lugar charmoso para um piquenique, esportes ao ar livre ou simplesmente tomar um bronze nos escassos dias de sol da Dinamarca. Dica bacana: Se você compra um ingresso combinado com o Palácio de Amalienborg, a entrada no Castelo custa apenas DKK 40. Fica a dica! Segue abaixo uma foto da fachada do Castelo e de uma de suas salas.

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  •  Ny Carlsberg Glyptotek – Fundado pela família Jacobsen, donos da famosa cervejaria Carlsberg, o museu foi inaugurado no final do século XIX. Primeiramente dedicado às pinturas e esculturas francesas e dinamarquesas, atualmente o acervo do espaço é variadíssimo e conta com peças da Roma, Grécia e Egito Antigo, além de arte etrusca e de outros povos mediterrâneos. O edifício é um espetáculo e conta com um acervo estrelado com obras de Rodin, Monet, Degas, Van Gogh, Cézanne, Picasso, Delacroix, Manet e Renoir. Contudo, só o recomendo para os amantes das artes. Outra dica bacana: Nas terças-feiras o museu tem entrada gratuita. Segue abaixo algumas fotos do lindíssimo edifício.

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  •  Parque Tivoli – Localizado ao lado da Estação Central de Trens, o Parque é considerado o segundo mais antigo do mundo. Ele é um parque de diversão charmosíssimo com carinha de parque das antigas. Dizem que a Disneylândia foi inspirada no Tivoli e devo admitir que há muitas semelhanças. É possível conhecer somente o parque (DKK 99) e aproveitar a rica oferta gastronômica local, ou comprar um passaporte e aproveitar todas as atrações (DKK 209). Os dinamarqueses são tão fãs do lugar que muitos deles compram passaportes anuais! Devo admitir que eles oferecem poucas atrações radicais, mas é um bom espaço para aproveitar o dia, principalmente se você tem crianças. Eu entrei apenas para conhecer o parque, mas não resisti e andei na montanha russa centenária (The Roller-Coaster). É uma das poucas do mundo que ainda possuem um condutor para cada carrinho. Paguei DKK 50 para andar só nesse brinquedo e adorei!!! Dizem que o parque é lindo e muito romântico à noite, pois fica todo iluminado, mas não tive a oportunidade de visita-lo. Fica a dica! Ahhh! Deem uma olhada nas fotos do parque. Desculpe, fiquei tão empolgada com o encanto do lugar que exagerei um pouco nas fotos….

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 Estocolmo

É a capital e maior cidade da Suécia com pouco mais de 1 milhão de habitantes. É formada por 14 ilhas ao longo do lago Mälaren e por essa razão é conhecida como a “Veneza do Norte”. Economicamente a cidade se destaca pelo setor de serviços e bancário. Se Copenhague me encantou pelo charme, Estocolmo me embasbacou de vez. A cidade é uma das mais lindas que eu já vi na minha vida! Ao contrário da capital dinamarquesa, ela tem cara de cidade grande, cara de uma capital imperial. E as ilhas, mesmo parecendo um fator limitador, não são, pois estão muito próximas e sempre interligadas por pontes, então você sente que está no continente o tempo todo. O inglês dos suecos não é tão bom quanto dos dinamarqueses, mas ainda é de fácil compreensão e invejável quando comparado à outros países europeus. 

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Assim como a Dinamarca, o país também faz parte do mercado comum europeu, mas não adota o euro como moeda nacional. A moeda do país é a Coroa Sueca (SEK 1≅ EUR 9) e também recomendo que o câmbio seja feito todo de uma vez, pois as cotações entre as casas de câmbio são quase as mesmas e elas cobram taxas fixas para cada troca, independente do valor.

Cheguei a Estocolmo no começo da noite e fui direto para o meu hotel. O aeroporto é grande e bem estruturado, mas fica longe do centro da cidade. Para chegar ao centro é necessário pegar um trem comum, o shuttle (ônibus) ou o Arlanda Express (trem de alta velocidade). Eu optei pelo Arlanda Express. Ele custa super caro (SEK 560 – ida e volta), mas o trem é novo, moderníssimo e chega a mais de 200 km/hora. Em exatos 20 minutos eu já estava na Estação Central de Trens da cidade.

Fiquei hospedada no Scandic Grand Central. A Scandic é uma rede nórdica bastante popular por suas iniciativas de sustentabilidade ambiental e social e que possui meios de hospedagem na Noruega, Suécia, Dinamarca, Polônia, Bélgica, Finlândia e Alemanha. Esse hotel em particular fica do lado da Estação Central de Trens, muito próximo do centro comercial da cidade. É um estabelecimento descolado, vibrante, limpíssimo e um dos melhores cafés da manhã que já comi na vida (incluído na diária). Recomendadíssimo! Segue abaixo uma foto da fachada e da recepção do empreendimento.

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O que eu conheci durante minha passagem pela linda Estocolmo? Já vou avisando que não visitei o Museu do ABBA. Por mais que eu tenha uma queda pela banda (guilty pleasure), achei que seria muita apelação visitar o museu.

  • Skansen – Esse não foi o primeiro atrativo que visitei em Estocolmo, mas coloquei em primeiro lugar aqui na minha lista, pois foi a principal razão de visitar a cidade. Fundado em 1891 por Artur Hazelius, este parque é um museu ao ar livre que mostra mais de 150 construções históricas suecas espalhadas por uma área de 300.000 m2. Essas construções que vão do século XVII ao início do século XX tem como objetivo exemplificar a história, a cultura e as transformações da Suécia no decorrer do tempo. É quase como um parque temático com igrejas do século XVII, uma vila comercial com construções do século XVIII e XIX, casas de fazenda do século XVII, etc. O melhor de tudo é que há pessoas nestas construções interpretando papéis; fazendo as atividades diárias de um morador local e contando ao turista como tudo era feito naquele período. Fiquei completamente apaixonada, eu parecia uma criança na Disney! Comi um doce em uma padaria típica do século XIX. O melhor… O doce foi feito a partir de uma receita centenária. Se tudo isso já não fosse legal o bastante, eles ainda têm um zoológico com espécies encontradas no país. AMEI o atrativo e recomendo para todos os visitantes! Além de ser encantador, é uma aula sobre a Suécia. Imperdível! Para quem tiver interesse, o museu custa SEK 170.  Deem uma olhada no lugar… Por favor, não reparem, pois me empolguei nas fotos.

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  • Museu Vasa – É o museu mais visitado da Suécia. O Vasa foi um navio sueco do século XVII que afundou logo que saiu do porto. Ele foi o mais ambicioso e pomposo navio do país, mas afundou por problemas estruturais. Foi encontrado e resgatado do mar na segunda metade do século XX e montado peça por peça. Hoje o museu o expõe completinho; 98% das peças que você vê no navio são originais. O museu também tenta contar a história das pessoas que morreram no naufrágio, os objetos encontrados durante o resgate e os cômodos localizados no interior da embarcação. Bem interessante! Ahhh! O museu tem filas enormes, mas não fiquem preocupados, pois elas são rápidas. Para quem tiver interesse, a visita ao museu custa SEK 130. Deem uma olhada no navio.

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  • Nordiska Museet – Esse é outro atrativo que não estava nos meus planos, mas quando vi esse edifício lindo, não resisti. Localizado em frente ao Museu Vasa, o museu é naquele estilo tudo junto e misturado. Ele oferece mais de 1,5 milhão de itens que vão de móveis, objetos de decoração, roupas, joias, etc. que contam a história da Escandinávia. Mas também são apresentados objetos ligados à cultura, costumes e folclore nórdico. Ainda há uma ala destinada aos povos indígenas da região (Sámi). Eu fiquei particularmente encantada com as joias e os cômodos históricos. É um museu interessante e custa SEK 100.

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  • Free tour Stockholm – No mesmo estilo do Copenhagen Free Walking Tour, esse passeio é conduzido um grupo de pessoas que moram em Estocolmo e mostram os principais atrativos da cidade. Eles contam as histórias e curiosidades do destino, fazendo com que o turista entenda um pouco da realidade local. A partir do que foi apresentado, vocês decidem quanto vale o passeio. Achei a empresa um pouco menos organizada que a Copenhagen Free Walking Tour, mas também gostei muito do tour. Na verdade, fiz dois passeios; o primeiro deles passava pelo centro comercial de Estocolmo e mostrava curiosidades como o local do assassinado de Olof Palme, o ex 1º Ministro da Suécia morto em 1986 e que até hoje não achou-se um culpado, a academia onde a Princesa Vitória, herdeira do trono sueco, conheceu seu marido, a quantidade de lojas H&M (cadeia de varejo especializada em fast fashion) na capital (em um raio de 50 metros há 7 lojas da marca), sobre o assalto ao banco que gerou o que chamamos de Síndrome de Estocolmo e finalizamos assistindo a troca de guarda no Kungsträdgården. O segundo tour foi pelo setor histórico da cidade passando pela Ópera Real, o Parlamento Sueco e o Palácio Real (De Kungliga Slotten). Este último passeio se concentrou basicamente em Gamla Stan, a parte mais antiga da cidade e foi discutido sobre o regime governamental e a história da capital. Também gostei muito! Mesmo que vocês não tenham interesse em fazer esse tour histórico, recomendo muito um passeio por Gamla Stan, pois é charmosíssima! Além disso, essa região é cheia de lojas de souvenirs, de produtos artesanais e restaurantes turísticos. Tem até um restaurante viking (muito bacana!). Deem uma olhada na nossa turma no final do tour pelo centro da cidade. Ahhh! Ele foi conduzido pela guia Ellen, muito boa!

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  •  Kungliga Slottet – Localizado em Gamla Stan, este é o Palácio Real e a residência oficial da monarquia sueca. O palácio é uma construção do séc. XVII em estilo barroco que substituiu o lindo Castelo das Três Coroas que foi quase que completamente incendiado neste mesmo período. É possível conhecer parte de suas salas, a igreja e as joias da coroa. Caso tenham interesse, a visita custa SEK 150.

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  • Palácio de Drottningholm – Drottningholm (ilha da rainha em português) está localizado na ilha de Lovön, não muito distante de Estocolmo. Este palácio do século XVI é uma das residências da família real sueca e é tombado como um Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1991. O Palácio é lindíssimo e a localização é encantadora. Além do Palácio, o espaço ainda conta com um Teatro, um jardim barroco inspirado nos jardins de Versailles e o Pavilhão Chinês, não deixem de conhecê-los. O ingresso custa SEK 120. Para chegar ao Palácio não é muito difícil. Vocês podem ir de barco, saindo de Stadshusbron. O barco atraca na porta do atrativo (SEK 200); ou podem usar o transporte público. Caso optem pela segunda opção, peguem o metrô (T-bana) na Estação Central (T-Centralen), linha T17 ou T18 (linha verde) até a estação Brommaplan. Depois pegue o ônibus 176 ou 177 até o ponto Drottningholm. O ticket combinado (metrô + ônibus) com ida e volta custa SEK 104 e leva em torno de 40 minutos. A pior parte é achar o carro certo, pois a estação T-Centralen é a mais confusa que eu já vi na vida. Fez o metrô de Berlim parecer mamão com açúcar. Deem uma olhada no lindo Palácio.

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  • Hallwylska Museet – Construída no final do século XIX, a casa pertenceu ao conde Hallwyl e hoje é um museu que mostra como a aristocracia sueca vivia no final do século XIX e início no século XX. Além de linda, é uma casa super moderna com água encanada na cozinha (inclusive água quente), chuveiro, etc. A visita pode ser feita de duas maneiras; vocês podem visita-la como um visitante individual, mas só poderão ver as salas principais, ou podem visita-la com as visitas guiadas. Há visitas de hora em hora, mas apenas uma visita diária em Inglês (12h30), as demais são em sueco. Eu fiz a visita guiada em sueco e como se não bastasse o trauma que eu sofri ao fazer uma visita em alemão na Semperoper em Dresden, essa visita em sueco foi ainda pior. Durante uma hora, entendi apenas as palavras “tecnologia, telefone e banho”. De qualquer forma, a casa é linda e vale muito a pena para quem gosta deste tipo de lugar. Ahhh! O ingresso para as visitas guiadas é de SEK 120. Segue abaixo uma foto da fachada do museu e da chiquérrima sala principal.

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Compras: A Escandinávia não é uma região conhecida pelo turismo de compras. Primeiro porque não tem a gama de opção de outros países europeus e norte-americanos, mas, sobretudo porque os produtos ofertados são muito caros, inclusive alguns deles são mais caros que no Brasil. Então, o shopaholic brasileiro não ficará tão empolgado com a oferta existente. No entanto, os países nórdicos são mundialmente reconhecidos por seu design limpo, de linhas retas, sóbrio, de bom gosto e de alta qualidade. Por essa razão, acho que vale muito a pena comprar produtos pontuais que destaquem este estilo. Na Dinamarca, eu destacaria a porcelana (Royal Copenhagen – marca que produz uma das melhores porcelanas do mundo desde o século XVIII), os objetos decoração (Ilums Bolighus- não tem como sair dessa loja sem se apaixonar pelo seu bom gosto), os equipamentos eletrônicos (Bang & Olufsen- super futurista) e a moda (Day Birger et Mikkelsen – de um bom gosto absurdo). Já na Suécia, é possível encontrar todas as marcas que eu destaquei acima, mas também apontaria outras marcas de moda como a descolada & Other Stories, a Filippa K, e a sóbria e um pouco sombria Tiger of Sweden. Eu também gostaria de destacar a Marimekko. Mesmo que ela seja Finlandesa, é uma marca que tem lojas tanto em Copenhague e Estocolmo e tem os tecidos mais lindos e criativos que vocês podem imaginar. Segue abaixo uma foto da Royal Copenhagen na Strøget em Copenhague.

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Gastronomia: Dessa vez não vou recomendar nenhum restaurante especial, mas devo alertá-los que Copenhague é reconhecida como uma cidade gastronômica. Além de ter o melhor restaurante do mundo, o Nomma, possui vários outros estabelecimentos estrelados pelo Guia Michelin. Entretanto, estes restaurantes além de serem muito caros e de terem filas de espera de meses, não fazem muito meu gênero gastronômico, pois privilegiam os ingredientes locais e inusitados. Mesmo não tendo conhecido nenhum restaurante de destaque, tentei experimentar os sabores locais. Em Copenhague, experimentei o cachorro quente que é o lanche mais popular da cidade. Você o encontra em qualquer carrinho de rua. É super baratinho e a única diferença do nosso cachorro quente é que você pode escolher se prefere a salsicha cozinha ou grelhada. Além disso, eles acrescentam cebola caramelizada e cebola em natura. O bafo fica péssimo, mas é uma delícia! Também experimentei o Wienerbrød, um tipo de um schnecke recheado que virou símbolo da doceria dinamarquesa. Já na Suécia, experimentei a caçarola de salmão e frutos do mar, mas não me fez muito bem. Sem comentários adicionais! Também experimentei o Kanelbulle, que parece um schnecke com canela e o chokladboll, um brigadeiro à moda sueca (o nosso é muito melhor!). Estes dois doces experimentei na Brod&Salt, uma descolada e deliciosa padaria localizada em Gamla Stan. Lugar super recomendado!

Ufa! E assim terminou mais um post. Espero que tenham conhecido um pouco mais sobre a Escandinávia e viajado comigo por este lugar tão especial. Peço desculpas novamente pelo relato gigante, mas não podia deixar de destacar tantas coisas bacanas. Fiquei particularmente feliz com a simpatia dos escandinavos, em especial dos dinamarqueses. Fiquei empolgada com o número de turistas brasileiros pelas duas cidades, pois não é um destino tradicional no país, mas fiquei ainda mais impressionada com o número de turistas americanos, vi uma invasão americana nos dois destinos. Na verdade, o mais impressionante foi perceber como os escandinavos gostam de aproveitar a vida e privilegiam a qualidade de vida. Hábitos como andar de bicicleta, fomentar iniciativas ambientais, privilegiar alimentos orgânicos, viajar pelo mundo e aproveitar ao máximo os lindos dias de sol são apenas algumas das demonstração deste posicionamento.

Até a próxima… Hej då!

Redescobrindo Portugal (Lisboa, Sintra e Aveiro)

O post de hoje é sobre Portugal. Como muitos de vocês já sabem, Portugal não é meu destino favorito de viagem. Mesmo tendo uma forte ligação com o país (sou descendente e tenho dupla cidadania portuguesa), não consigo me empolgar com o destino como me entusiamo com outros locais. Mas dessa vez fui a Portugal por uma causa nobre, pois participaria em Aveiro de um evento no qual concorreria a uma premiação científica. Mesmo assim, comecei minha jornada em Lisboa. Fui à Lisboa de avião saindo do Aeroporto de Guarulhos em São Paulo. Dessa vez optei pela TAP, mas não achei a companhia tão boa como muita gente comenta. As refeições oferecidas foram mais ou menos e as aeronaves eram meio antigas. Além disso, passei um mini-perregue com a greve dos pilotos da empresa que começou no dia 1º de Maio. Achei que não fosse voltar para casa tão cedo. O aeroporto de Lisboa (Portela) é razoável e aos poucos tem sido modernizado, mas eu fiquei particularmente empolgada ao ver que ele é interligado ao centro da cidade por uma linha de metrô super prática e muito barata (€ 1,40 para quem já tem o cartão de transporte). Fica a dica!

Desta vez não vou contar minha jornada pelos dias, como costumo fazer nos passeios mais longos. Vou conta-la pelas cidades que eu passei. Ahhh! E se preparem, pois para variar escrevi demais! Mas também coloquei muitas fotos para deixar o post mais leve e interessante.

LISBOA – Já estive muitas vezes em Lisboa. Na verdade, não consigo nem contar quantas vezes visitei a cidade, mas toda vez que volto a um destino, tento conhecer lugares que ainda não havia visitado. Mas antes de falar dos atrativos em si, gostaria de comentar sobre os meios de hospedagem que eu escolhi para essa viagem. Em Lisboa, não me hospedei apenas em um lugar, mas em dois. O primeiro foi à realização de um sonho; fiquei hospedada no Pestana Palace Hotel. Instalado no lindíssimo Palácio Valle Flor, na região de Alto de Santo Amaro, este palacete com fortes influências francesas construído no início do século XX pelo marquês de Valle Flor é realmente maravilhoso. Além da linda estrutura e das várias opções de lazer (piscina outdoor, piscina indoor aquecida, jacuzzi, sauna seca e úmida, academia, spa), o que mais me chamou a atenção foi a amabilidade e prestatividade dos colaboradores. Pestana me impressionando sempre! 😉 Minha única crítica é que o hotel está meio fora do circuito turístico de Lisboa, então o hóspede fica na dependência de táxis e bondes. É uma boa opção para aquelas pessoas que estão procurando tranquilidade. Deem uma olhada em algumas fotos do empreendimento.

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Já o segundo hotel escolhido foi o H10 Duque de Loulé. Pertencente à rede hoteleira espanhola H10, este hotel recém-inaugurado está situado no coração de Lisboa, a uma quadra da Praça Marquês de Pombal. É um hotel instalado em um casarão do século XVIII que une o tradicional estilo português com seus azulejos policromáticos às facilidades modernas e funcionais. O hotel é lindíssimo e charmosíssimos. Fiquei completamente apaixonada! Seguem algumas fotos para que vocês o conheçam.

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Mas vamos ao que interessa… O primeiro atrativo que visitei foi o Castelo de São Jorge. Na verdade, já havia tentado conhecer o Castelo algumas vezes, mas por razões diversas, ainda não tinha conseguido essa façanha. É um atrativo que pode ser visto de qualquer ponto da cidade. A fortificação, construída durante o domínio mouro em meados do século XI, tem uma trajetória rica e papel significativo na história portuguesa. Serviu como paço real pelos reis de Portugal no século XIII, local de aclamação dos reis ao longo dos séculos XIV, XV e XVI, e adquiriu propósitos militares no século XIX. Mesmo que o atrativo tenha um grande apelo histórico e ofereça as mais lindas vistas panorâmicas de Lisboa, não tem muito que fazer por lá. Para os interessados, o ingresso custa € 8,50. Deem uma olhada na charmosa vista de Lisboa e de uma das edificações do Castelo.

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O próximo atrativo é um daqueles locais que você descobre por acaso. Eu estava andando pela parte alta da cidade e vi um grupo de turistas estrangeiros entrando em uma igreja. Como sou louca por uma igreja, juntei-me ao grupo e eis que conheço a Igreja de São Roque. Esta igreja do século XVI possui lindíssimos altares laterais em estilo barroco e maneirista. Não sei nem como explicar a beleza do lugar, fiquei sem palavras. É sem dúvida uma das igrejas mais bonitas que eu já vi na minha vida, e olha que eu já visitei muitas igrejas nesta minha vida! O local conta ainda com um museu, mas não o visitei. Segue abaixo uma foto da nave central do atrativo.

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Minha próxima parada foi no Palácio Nacional de Queluz.  Localizado na cidade de Queluz, a 18 minutos de trem do centro de Lisboa, este palácio foi construído no século XVIII, inicialmente planejado para ser a residência de verão da família real portuguesa. É conhecido como a “Versalles portuguesa” (com suas devidas proporções, claro!). É um lindo palácio que mistura diferentes estilos como o rebuscado rococó, o barroco e o neoclássico; entretanto, para mim, o cômodo mais enigmático do atrativo é o quarto Dom Quixote, pois é onde D. Pedro I do Brasil nasceu e veio a falecer (ando numa fase meio aficionada pela família real brasileira). O lugar é lindo, inclusive os jardins, que são de inspiração claramente francesa, e mostra toda a exuberância de um paço imperial. Adorei a visita! O ingresso custa € 10 e para chegar ao Palácio foi muito fácil. Peguei o comboio (trem) na Estação do Rossio em direção à Sintra. Parei no ponto Queluz-Belas e andei uns 15/20 minutos passando pelo centro da cidade. Há várias placas de indicação. Ahhh! O valor do trajeto de trem custa apenas € 3,10 (ida e volta). Recomendadíssimo! Deem uma olhada no local; a terceira foto é do quarto Dom Quixote.

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Portugal é conhecida por seus doces e como fã das iguarias portuguesas, não poderia deixar de falar delas. Meu doce português favorito é sem sombra de dúvidas o Pastel de Nata, mas nunca tinha ido a Pastéis de Belém, uma “fábrica de pastéis” portuguesa localizada ao lado do Mosteiro dos Jerônimos. Esta confeitaria é especial, pois foi inaugurada em 1837 e é a única a oferecer o verdadeiro Pastel de Belém, receita centenária obtida diretamente dos monges do mosteiro. O local é simples, mas bem tradicional. Vive lotado (eu o visitei no horário do jantar e estava bem mais calmo), é meio confuso, atendimento impessoal, mas é aquele tipo de atrativo que deve ser visitado. Devo admitir que eu já comi pastéis de nata mais saborosos, mas gostei de ter experimentado o original. Atenção! Se estiverem com muita fome, não olhem as fotos a seguir.

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Outro lugar super tradicional que eu visitei nesta viagem foi a Confeitaria Nacional. Inaugurada em 1829 e localizada próxima ao Teatro Nacional, ela também oferece os tradicionais doces portugueses. Fiquei feliz de estar em um local histórico, mas não gostei de nenhum dos doces que eu provei. O Pastel de Nata e o Doce de Ovo com cereja tinham gosto de velho. Fiquei decepcionada!

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Mesmo visitando lugares novos, não poderia deixar de passar pelos pontos mais tradicionais da cidade como a Praça do Comércio, o Elevador Santa Justa, a Praça do Rossio, a Praça Restauradores, a charmosa Avenida da Liberdade, a Praça Marquês de Pombal e o Bairro Alto. Segue abaixo algumas fotos da linda Praça do Comércio, do Teatro Nacional e da Praça Marquês de Pombal.

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Sintra – É uma vila portuguesa a 27 quilômetros de Lisboa. Conhecida por ter sido o refúgio da nobreza e da aristocracia europeia nos séculos XVIII, XIX e começo do XX, o destino possui um grande número de castelos e palacetes que o torna singular. Além disso, sua paisagem cultural é tombada como Patrimônio Mundial da UNESCO. A vila é realmente graciosa; em alguns momentos, passa a sensação de estarmos em um vilarejo francês, já em outros, na região do Rio Reno na Alemanha, mas a verdade é que estamos em território português. Há várias empresas turísticas que oferecem passeios à Sintra, muitos deles passando ainda por Estoril e Cascais, mas quis fazer este passeio por conta própria e explorar a cidade à minha maneira.

Chegar a Sintra é muito fácil. Os comboios (trens) saem da Estação do Rossio a cada 20 minutos. O trajeto dura em torno de 40 minutos e custa apenas € 4,80 (ida e volta). Cheguei à cidade no meio da manhã, com um tempo feio e frio e fui direto ao Palácio Nacional de Sintra, o mais antigo palácio de Portugal. As primeiras estruturas do local datam do período de ocupação moura na região, mas o Palácio só toma a forma como vemos hoje a partir do século XV. É um palácio medieval, com muitos azulejos de inspiração moura e mobiliário peculiar. Interessante! O espaço que mais me chamou a atenção foi a Sala dos Brasões, decorada com uma linda cúpula dourada e por azulejos típicos portugueses. O único ponto que me incomodou é que eu achei o palácio muito úmido e frio. Nada bom para os monarcas que precisavam enfrentar o severo inverno europeu na Idade Média. Mesmo assim, acho que é uma visita obrigatória! Para os curiosos, a entrada custa € 10. Deem uma olhada na fachada e no interior do atrativo.

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De lá fui à Quinta da Regaleira, um palácio em estilo neomanuelino usado como residência de verão da Baronesa da Regaleira. O palácio é realmente estonteante e as salas são de um luxo sem tamanho. Mesmo que o andar térreo conserve parte da arquitetura e decoração original, é uma pena não haver mais nenhum mobiliário no local e os demais andares estarem completamente descaracterizados. A Quinta conta ainda com capela, bosque e cavalaria. O ingresso custa € 6,00.

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Também passei pelo Palácio Seteais, que hoje é um hotel da rede portuguesa Tivoli.

Voltando ao centro da cidade, comi uns “pastéis de bacalhau” (são os nossos tradicionais bolinhos) e peguei o ônibus turístico 434 em direção ao Castelo dos Mouros. O Castelo é uma fortificação do século X construído durante a ocupação moura na Península Ibérica, mas que sofreu várias intervenções com o passar dos séculos. Fica no pé da Serra de Sintra e por essa razão tem uma vista privilegiada de toda a região, até mesmo do Castelo Nacional da Pena. Para ser sincera, é aquele atrativo que não tem muito que fazer. Você anda pelas muralhas (um sobe e sobe de degraus sem fim. Atividade para poucos, nem meu treinamento funcional me preparou para essa jornada). E tive um azar danado, pois no meio da minha caminhada começou a chover e eu estava sem guarda-chuva e linda com meu blazer de veludo caramelo. Enfim… Não sei se recomendo o atrativo, acho que é uma visita dispensável, mas para aqueles interessados, a entrada custa € 8. Segue abaixo uma foto de parte das muralhas.

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Peguei novamente o ônibus 434 em direção ao Palácio Nacional da Pena, uma edificação do século XIX idealizado pelo Rei D. Fernando II, marido da Rainha Maria II (filha mais velha de D. Pedro I do Brasil). O castelo em estilo romântico foi construído sob o antigo mosteiro dos Jerônimos de Nossa Senhora da Pena e tinha como objetivo servir como residência de verão dos monarcas portugueses. O palácio é inusitado, mas lindo, e, principalmente, diferente de tudo que eu já visitei. Como é um palácio mais contemporâneo, é possível ver algumas modernidades como “quarto de banho” privativo nos quartos, chuveiro e até mesmo telefone. Adorei a visita e recomendo muito! Devo admitir que o ingresso é meio caro. Custou € 14, mas também há um transporte que leva da entrada do atrativo ao castelo propriamente dito ao custo de € 3. No final, desembolsei € 17 pela visita! (Que dor no bolso!) Deem uma olhada na entrada do Palácio e na panorâmica que mostra a dimensão e complexidade de sua estrutura.

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Voltando ao centro da cidade tomei o ônibus turístico 435 em direção do Palácio de Monserrate. Esse é outro palácio inusitado em estilo oriental (com forte influência indiana) construído no século XIX pelo Sir Francis Cook, Visconde de Monserrate. Idealizado para ser sua residência de veraneio, é outro palácio realmente estonteante, mas é uma pena não haver mais nenhum mobiliário no local e o secundo andar estar em processo de restauração. A propriedade ainda possui um charmoso jardim. O ingresso custa € 8,00.

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Para fechar meu dia em Sintra fui ao café A Piriquita, um dos estabelecimentos mais turísticos e tradicionais da vila. Experimentei o Travesseiro de Sintra, um doce típico da região. É gostosinho! Também experimentei uma queijadinha (me desculpem, mas depois que comi as queijadinhas de São Cristóvão em Sergipe, nenhuma outra queijadinha tem comparação) e um croquete de coco (eca!). Para fechar minha bomba calórica, experimentei a Ginja, um licor de cereja típico da região central de Portugal, tomado em um copinho de chocolate (muito bom!). Segue abaixo uma foto do Travesseiro de Sintra e da Ginja. 

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Aveiro – Situada na região central de Portugal, entre as cidades de Coimbra e Porto, Aveiro é conhecida como a “Veneza portuguesa” (com suas devidas proporções, claro!) por possuir diversos canais formados a partir do Oceano Atlântico. Para chegar a Aveiro tomei o Alfa Pendular (trem de alta velocidade português) em direção a Braga. A viagem durou exatamente 2 horas e paguei € 52, 60 pelo trajeto de ida e volta. Não tive muita sorte em Aveiro, pois peguei muita chuva durante minha estadia no local; por essa razão, não pude aproveitar a cidade como gostaria, mas também não posso reclamar, pois estava envolvida em um evento e não tive muito tempo livre. Fui à Aveiro a fim de participar do ICIEMC 2015 – International Conference on Innovation and Entrepreneurship in Marketing and Consumer Behaviour, um evento organizado pela IPAM – The Marketing School. Durante o evento, felizmente fui agraciada com o prêmio de melhor tese em inovação. Fiquei muito feliz e orgulhosa pelo reconhecimento ao meu trabalho!

Mas vamos voltar ao que interessa… Comentar  sobre os atrativos que visitei na cidade. Comecei meu city tour pela Catedral de Aveiro. A Igreja fez parte do antigo convento dominicano fundado no século XV. Hoje é uma igreja restaurada, ligeiramente moderna, mas seus altares laterais e a peça central do altar mor são históricas, representando vários estilos como o Maneirismo, o Barroco e o Modernismo. Segue abaixo uma foto da Catedral.

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Minha próxima parada foi no Museu de Aveiro. Localizado ao lado da Catedral, em uma edificação onde estava instalado o antigo Convento de Jesus, o espaço é dividido em dois percursos. O percurso monumental mostra os cômodos do antigo convento que se mantiveram intactos, com destaque à estonteante Igreja de Jesus; já na exposição permanente, o destaque está para a exibição de arte sacra com peças de diversos períodos históricos e a espetacular Sala de Lavor, espaço ricamente decorada em homenagem a Santa Joana, Princesa de Portugal, que está sepultada no local. Eu gostei muito do museu, mas só o recomendo se vocês têm interesse em arte sacra. O ingresso custa apenas € 4,00. Deem uma olhada na fachada do local e na lindíssima Igreja de Jesus.

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Passei ainda pelo centro da cidade onde é possível ver edifícios dos diferentes períodos históricos construídos ao lado do canal central e onde sai os passeios de barco. Se em Veneza esses barcos são chamados de gôndolas, em Aveiro eles são conhecidos como Moliceiros, sempre coloridos e muito ligeiros. Deem uma olhadinha…

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Outro atrativo da cidade são as praias. Aveiro possui duas praias principais: Praia Brava, mais moderna e estruturada; e Costa Nova, famosa por suas casinhas coloridas. As casinhas pertenciam aos pescadores da região e eram construídas em madeira, mas hoje são usadas como empreendimentos gastronômicos e para o aluguel de temporada. Elas são super charmosas, deem uma olhada!

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Na verdade, as praias não ficam em Aveiro e sim em um município vizinho, mas pela proximidade com o centro de Aveiro, acabam sendo ligadas à cidade. Ahhh! Também experimentei o doce típico da região, Ovos Moles. Não é ruim, mas é tão doce que me deixou enjoada o dia todo. De qualquer forma, o recomendo para as formiguinhas de plantão.

Aveiro é uma cidade charmosinha, mas não acho que mereça uma viagem especial ou uma estadia de muitos dias. Acredito que seja um bom destino para os turistas de passagem que estão fazendo um circuito por Portugal.

Para fechar meu post gostaria de falar um pouco sobre o hotel que eu me hospedei em Aveiro. A cidade oferece vários meios de hospedagem e muitos deles estão localizados no centro da cidade. Para esta viagem eu escolhi o Meliá Ria Aveiro & Spa, um empreendimento mais moderno fora do circuito turístico, mas próximo dos atrativos locais. Mesmo que o empreendimento seja novo, achei as áreas sociais meio impessoais, frias, e os quartos precisam de uma manutençãozinha básica. Deem uma olhada na fachada do empreendimento e no meu apartamento

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E assim terminou minha jornada por Portugal. Viajar é sempre bom, faz a gente colocar algumas coisas em perspectiva, traz novos conhecimentos, amizades e nos faz valorizar a vida. Gostei muito de ter conhecido o interior de Portugal e de ter visitado novos atrativos em Lisboa. Fiquei muito feliz de saborear novamente os doces locais e ver que aos poucos os portugueses têm ficado mais receptivos aos turistas brasileiros. Se eu puder dar alguma dica específica sobre essa viagem, é: use sempre um sapato confortável, de preferência um tênis com amortecedor. As calçadas portuguesas são sempre um desafio para os saltos e as ladeiras, um exercício e tanto para as perninhas. Mesmo as sapatilhas, calçado tão confortável no dia a dia, não foram boas o suficiente para aguentar o tranco. Pensem nisso!

Espero que tenham viajado comigo neste post e fiquem ligados que há outras surpresas por vir.

Até breve!

Perdida por Côte d´Azur

Essa é a última e mais aguardada viagem desta temporada europeia. Na verdade, eu havia planejado visitar a Côte d´Azur no ano passado, antes mesmo de morar na Europa. No entanto, pensando melhor, percebi que seria mais prudente (e econômico) visitar a região quando já estivesse vivendo na Alemanha.

Para aqueles que não sabem, a Côte d´Azur está localizada no litoral sul da França. Conhecida ainda como Riviera Francesa, esta região é considerada um dos destinos mais bonitos e luxuosos do mundo. A principal cidade desta Riviera é Nice. Com quase 350 mil habitantes, Nice chega a abrigar 2 milhões de pessoas durante o verão. Além disso, possui o segundo aeroporto mais movimentado do país, depois do Aeroporto Internacional Charles de Gaulle em Paris.

Para esta viagem fiquei hospedada em Nice e durante o dia explorava as diferentes cidades da região. Acho que foi a melhor decisão que eu podia ter tomado. Fiquei hospedada no Ibis Nice Centre Notre Dame. Escolhi o hotel pela localização (no meio da área comercial da cidade e a poucas quadras da estação ferroviária) e fui muito feliz com a minha escolha. O hotel é simples, pequeninho, mas super limpo. Também adorei as novas camas da Accor, super confortáveis! O empreendimento é um pouco mais caro do que estou acostumada a pagar por um hotel da mesma bandeira, mas percebi que Nice na temporada de verão é complicada! Mesmo que a cidade ofereça muitos empreendimentos, as tarifas são sempre um pouquinho salgadas. Deem uma olhada no meu hotel.

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Vou contar minha viagem por cidades, pois acho que dessa forma será mais fácil entender todos os passeios que fiz durante minha estada:

Nice Gostaria de começar contando que Nice mexeu comigo. Não sei como dizer isso, mas mexeu. O mar é de um azul tão incrível (parecia o Caribe) e a Promenade des Anglais é tão charmosa, não tenho palavras! Sintam a beleza do mar…

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Durante minha estadia em Nice andei pelo centro histórico da cidade (Vieux-Nice). Nesta região, passei pela Prefeitura (Hôtel de Ville), Ópera (lindo edifício), Cours de Saleya (um mercado de flores bem mequetrefe, onde é possível encontrar restaurantes e cafés), Catedral Sainte-Marie et Sainte-Réparate (uma linda igreja barroca que destoa das tradicionais igrejas góticas francesas) e o Palais Lascaris (um palácio barroco construído no século XVII que expõe uma coleção de instrumentos musicais antigos. O acervo é bem fraquinho, mas o edifício é bacana. Entrada gratuita! ). Segue abaixo uma foto do interior do Palácio.

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Para ser sincera, a Vieux-Nice não me impressionou muito. Essa região se assemelha a Itália, mas é uma parte feia da Itália, cheia de prédios mal cuidados, mofados e roupas expostas na janela. Parecia um cortiço! Na verdade, toda essa região tem uma forte influência da Itália, pois já fez parte do território italiano no passado. Ahhh! Vocês sabiam que Giuseppe Garibaldi, um dos idealizadores da Revolução Farroupilha no sul do Brasil nasceu em Nice?!  Voltando ao passeio, logo acima do centro histórico passei pelo Chateau de Nice, um local onde havia um antigo forte e que hoje oferece as melhores vistas panorâmicas da cidade (a subida é meio pesada, mas as vistas são lindas!). Saindo do centro histórico, ainda andei pela Promenade des Anglais, a Avenida Beira Mar. É um lindo boulevard no qual é possível ver a praia com o mar azul e onde estão localizados os principais hotéis da cidade.  Devo alertá-los que as praias na França são um pouco diferentes das praias brasileiras. Em grande parte delas, não há areia e sim pedras. Além disso, as pessoas em geral não levam seu próprio guarda-sol e cadeira. Elas alugam todos os apetrechos dos clubes. Esses clubes estão localizados dentro da praia, próximos ao mar, e além de alugar todos os equipamentos necessários, ainda oferecem banheiros e estabelecimentos gastronômicos.

Na Promenades des Anglais é possível encontrar o icônico Hôtel Le Negresco (vou falar mais sobre ele abaixo) e o Musée Masséna (um lindo casarão do final do século XIX que mostra um pouco da história da cidade de Nice. O palácio é lindo e o andar térreo mostra os riquíssimos detalhes da decoração daquele período. O segundo e terceiro andar são mais ou menos, mas é outro museu gratuito). Abaixo é possível ver os edifícios do Hôtel Le Negresco e do Musée Masséna.

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Por fim, passei pela área comercial da cidade. O comércio de Nice é bem variado e algumas ruas são extremamente charmosas. Destaco a Avenue Jean Médicin,  onde está localizada as principais lojas da cidade, e as Rue Paradis e Avenue de Verdun, que são as vias com o comércio mais exclusivo. Também recomendo dar uma passadinha na charmosa Place Masséna, que liga a região comercial ao centro histórico. Logo abaixo segue uma foto da Praça e  da Fontaine du Soleil.

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Cannes, Antibes e Saint Paul-de-Vence Esse foi um passeio que eu comprei de uma operadora turística. Nem vou recomendá-la, pois achei o serviço meio fraco, mas vale a pena conhecer essas três cidades. Cannes é um dos destinos mais sofisticados da França. Entre outros eventos, é famosa pelo seu Festival de Cinema,  que ocorre todos os anos no mês de maio. Durante nossa visita passamos pelo Palácio dos Festivais e pelo Boulevard de la Croisette (a avenida beira mar de Cannes). Esta última é cheia de lojas grifadas e de hotéis de luxo. Achei a praia esquisita, pois ela fica escondida por entre os clubes, mas a avenida em si é super luxuosa. Segue abaixo uma foto minha nas escadarias do Palácio dos Festivais, da Croissette e do Hotel Carlton, um dos hotéis mais famosos da Riviera Francesa.

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De lá fomos a Antibes, o principal porto da Côte d´Azur. A cidade, com clima bem bucólico e construída dentro de muralhas medievais, é onde estão aportados vários dos iates de luxo dos turistas da região. É bonitinha, mas não chega a ser um espetáculo. Passamos pelo Mercado (adorei ver os produtos locais), a Catedral (bem singela) e o Museu de Picasso. Segue abaixo fotos do edifício do Mercado, da vista do mar e de uma das praias.

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Para fechar nosso passeio visitamos Saint-Paul-de-Vence. Essa charmosíssima vila de muralhas medievais, ruas estreitas e sinuosas e casinhas construídas em pedra é mais que encantadora! Foi a surpresa do passeio. Fiquei fascinada pelo lugar, sério mesmo! Ela possui várias lojas de produtos da Provence e galerias de arte, um traço interessante, já que grandes artistas como  Chagal, Matisse, Monet, Renoir foram inspirados por ela. Visita imperdível!

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Saint Tropez– Chegar a St. Tropez é um parto. Há duas formas para visitar o destino a partir de Nice. A primeira é tomar um barco no Porto de Nice. São duas horas e meia de trajeto, mas é oferecido apenas um horário no dia e é caro (€ 63). A segunda é tomar um trem até Saint Raphaël e de lá, pegar um ônibus a Saint Tropez. Há vários horários e é mais barato (€ 32), mas o trânsito naquela região é tão ruim que o turista pode levar até mais de 4 horas para fazer este trecho. Eu escolhi o mais barato e tive que exercitar minha paciência! Saint Tropez era uma antiga e singela vila de pescadores que por conta de Brigitte Bardot virou um dos destinos mais desejados e exclusivos do mundo. Eu devo admitir que fiquei um pouco decepcionada com a península. Não que ela não seja bonitinha, porque é, mas esperava mais. O principal atrativo do local é o porto. Lá é onde se concentra a maior parte dos iates de luxo atracados no local. Também é onde estão grande parte dos restaurantes de luxo, e, consequentemente, dos turistas. Logo ao lado do Porto fica o Musée de L´Annonciade, uma antiga capela do século XVI transformada em museu. Mesmo que o local ofereça algumas obras de Delacroix, Matisse e Kandinski, o atrativo é muito pequeno e singelo, não vale a visita (€ 6). Também visitei a Vieux Ville (a parte mais antiga da cidade), e a Citadelle, um antigo forte do século XV que serviu para proteger o porto e a cidade de St. Tropez. O Forte oferece o Museu da História Marítima, um atrativo arrumadinho, mas longe de impressionar. Na verdade, o que mais impressiona são as vistas da cidade que você pode ter a partir do local. Por essa razão, recomendo muito (€ 3). Ahhh! Durante meu passeio em St. Tropez fiquei espantada com o número de lojas de luxo espalhadas pela cidade, pois mesmo sendo um destino super badalado, continua sendo uma pequena península. Para ver um pouquinho mais sobre St. Tropez, segue abaixo uma foto do Porto, do centro histórico e de duas vistas da Citadelle (a primeira é de uma das praias e outra é dos edifícios do centro histórico).

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Mônaco – Se chegar a St. Tropez foi complicado, não há nada mais fácil que chegar ao Principado de Mônaco. Há um ônibus circular que saí da Promenade des Arts a cada quinze minutos (Ônibus 100) e que pára em frente ao Cassino de Monte Carlo. O trajeto dura em torno de 50 minutos e custa míseros €1,50. O melhor do trajeto são as vistas, portanto, tentem sentar do lado direito do ônibus. Mônaco era um lugar que eu tinha certeza que eu ia gostar, mas não tinha ideia o quanto. Localizada entre os alpes e o Mar Mediterrâneo é um dos menores países em extensão territorial e possui apenas 36.000 habitantes. Durante meu dia em Mônaco conheci o Palais de Mônaco (fiz uma visita guiada ao Palácio – € 8 e assisti à troca da guarda). Deem uma olhada no Palácio…

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Visitei ainda a Vieux Monaco (uma charmosa vila em estilo italiano que congrega o comércio turístico e vários estabelecimentos gastronômicos), a Catedral (onde aconteceu o casamento de Grace Kelly como o Príncipe Rainier II e hoje ambos estão enterrados na igreja) e o Palácio da Justiça. Também passeio pelo Porto e por Monte Carlo. Em Monte Carlo, visitei o Cassino (um extraordinário edifício do século XIX. A visita à sala de jogos custa € 10 e é fabulosa!), o Jardim Japonês (dispensável!) e a Boulevard des Moulins, uma das principais ruas comerciais monegascas.  Achei tudo tão limpo, tão organizado, tão perfeito! Fiquei sem palavras! O único problema são as muitas rampas e escadarias para conhecer os lugares. Sorte a minha estar com as pernas em dia depois de um ano em Bad Honnef. Segue abaixo fotos da região do Porto, do Cassino de Monte Carlo e do Boulevard des Moulins.

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Paris – Como vocês devem imaginar, Paris não fica na Côte d´Azur, mas não podia deixar de passar pela cidade antes de voltar à Alemanha. Fui à Paris de TGV, mas não sei se recomendo esse trajeto… Além de ser super caro (€ 129,00), a viagem leva muito tempo (quase 6 horas). Caso tenham interesse em fazer Nice-Paris, deem uma olhada na tarifa das passagens aéreas, pois acho que valem mais a pena! Em Paris fiz aqueles passeios de turista que sempre faço, mas também procurei visitar lugares que eu ainda não conhecia. Visitei o Petit Palais (lindo edifício construído no começo do séc. XX que abriga um museu eclético. Entrada Gratuita!), o Palais Galliera (Este é o museu da Moda de Paris. Fui ver a exposição do vestuário dos anos de 1950. Amei! O ingresso custa € 8 e recomendo para os amantes de moda.). Segue abaixo uma foto da fachada do Petit Palais e uma outra do Palais Galliera. Lindos!

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Ainda no quesito moda, visitei a La Valée Village, uma outlet de luxo a 35 minutos de Paris. No ano passado, eu conheci a Bicester Village em Londres e fiquei um pouco decepcionada. A La Valée Village segue o mesmo padrão; é um lugar muito bonito e onde é possível encontrar todas as lojas de luxo. Não há muita muvuca! Entretanto, mesmo que eu tenha gostado do lugar, ainda acho que as outlets estadunidenses não tem comparação. Fui ao local com o ônibus disponibilizado pelo próprio empreendimento (custa € 22 o trajeto de ida e volta). Para fechar minha passagem por Paris, fiz uma visita técnica ao Le Meurice, um dos hotéis mais tradicionais e luxuosos do mundo. Reconhecido como um hotel Palácio, o Le Meurice é fora de série, uma pena que eu ainda não ganhei na Mega Sena para poder ficar hospedada lá!

Em contradição com o impactante Le Meurice, nesta viagem quis escolher um hotel super BBB. Hospedei-me no Ibis Styles Alesia Montparnasse. Localizado no 14º arrondissement, escolhi o hotel por ser um empreendimento barato. O bairro fica um pouco longe do centro (20/30 minutos), mas é um local tranquilo, limpo e onde é possível se sentir seguro. O hotel é pequenininho, mas ajeitado e oferece o café da manhã incluído na diária. O quarto era extremamente limpo, mas incrivelmente pequeno. Meu apartamento tinha o menor banheiro do mundo, não recomendo para as pessoas muito altas ou mais cheinhas. 

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Gastronomia – Durante meus dias na França eu comi em lugares bem bacanas (e outros não tão bacanas) que eu gostaria de compartilhar com vocês. Em Nice, eu tinha me comprometido em almoçar em um dos clubes de praia para poder comer de frente para o mar.  Portanto, logo no primeiro dia almocei no Plage Beau Rivage, na Promenade des Anglais, próximo a Esplanade Georges Pompidou. O cardápio é bem variado, mas achei tudo meio caro. O sabor da comida era bem mais ou menos e o atendimento foi péssimo, então não sei se recomendo. Ahhh! Se quiserem uma mesa de frente para o mar é necessário reservar com antecedência. Como eu já havia comentado anteriormente, o Hôtel Le Negresco é um dos hotéis mais icônicos da Riviera Francesa. Como infelizmente ainda não tenho cacife para ficar hospedada no hotel (que sabe na próxima vez), optei por tomar meu café da manhã por lá. O espaço onde é servido o café é temático, baseado nos parques de diversão,  e super bacana. Entretanto, a refeição em si deixou um pouco a desejar. De qualquer forma, adorei a experiência e recomendo muito. Ahhh! É possível tomar o café no terraço e ter o prazer de ver o lindo mar azul de Nice. Deem uma olhada no salão onde é servido o café da manhã.

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Em Paris, em um dos meus dias na cidade almocei no Mini Palais. Localizado dentro do Grand Palais, este charmosíssimo restaurante possui uma varanda simpática com vista para o Petit Palais. Não é um restaurante muito turístico e acho que isso é uma das vantagens do local. Eu pedi um filé mignon com purê de batata que estava muito bom. Os preços não são dos mais simpáticos, devo admitir, mas acho que é um lugar que vale muito a pena ir, principalmente em um dia de sol.

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Já comentei neste blog que Paris tem vários dos melhores hotéis do mundo, mas que as tarifas são extremamente caras. Infelizmente ainda  não posso me hospedar nestes empreendimentos, mas fiquei tão empolgada com meu café da manhã no Hôtel Le Negresco em Nice que decidi repetir a dose em Paris. Uma das manhãs tomei meu café no Hôtel Plaza Athénée. O hotel, recentemente reaberto após uma cuidadosa restauração, está localizado na Avenue Montagne, uma das ruas mais luxuosas da capital francesa. O espaço do café é coisa de outro mundo (um dos restaurantes mais bonitos que eu já vi na minha vida, sério mesmo!), o atendimento é impecável e os pães do café da manhã são todos produzidos pelo próprio empreendimento. Amei demais a experiência, mas já aviso que é super caro!!! Não é o tipo de coisa que dá para fazer todos os dias. Enfim, deem uma olhada no lugar…

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E assim terminou mais uma aventura pela Europa, a última desta temporada. Adorei ter conhecido esta região da França, pois mesmo não sendo fã de praia, me diverti horrores! A verdade é que me sinto uma pessoa privilegiada por ter conhecido tantos destinos turísticos. Foram 12 países e muitas, mas muitas cidades. Cada viagem me trouxe novos conhecimentos, novas experiências e uma consciência ainda maior de quem eu sou e onde quero chegar. Agradeço a todos que me acompanharam nesta jornada e espero que tenham gostado dos posts.

E já estou cheia de planos para o futuro… Próximo destino, Dubai.

À bientôt!