Um novo olhar sobre Londres

Hoje conto sobre minha última viagem à Londres. Essa é a minha quarta visita à cidade, portanto se ficaram interessados em outras histórias sobre a terra da rainha, deem uma olhada neste post aquiesse e mais este aqui. Dessa vez fui à Londres para participar do Boutique + Lifestyle Hotel Summit, um evento que trata sobre o mercado hoteleiro europeu, organizado pela International Hospitality Media. No entanto, como não sou de ferro, aproveitei minha estada em Londres para conhecer lugares diferentes e atrativos menos conhecidos e vou contar um pouquinho sobre essas novas descobertas.

Como passei parte da viagem envolvida nas atividades do evento, não vou contar o passeio de acordo com os dias, descreverei apenas os atrativos que visitei durante o meu período na cidade e que acho que vale a pena compartilhar.

Mas antes de contar mais sobre aos atrativos, queria dar uma dica de hotel bacana. Toda a vez que vou à Londres faço questão de ficar em um empreendimento diferente. Dessa vez, hospedei-me no Citizen M Tower of London. O Citizen M é uma rede de hotéis que eu gosto muito, pois oferece empreendimentos modernos, estilosos e, ao mesmo tempo, descontraídos. Adorei o Hotel e o recomendo! O quarto é pequeno, mas extremamente confortável, silencioso e moderno (a iluminação, a cortina e a temperatura do quarto são controladas por um Ipad). O serviço é bem prático, mas os atendentes são gentis e animados. Admito que a localização não é a melhor de Londres, pois fica fora do burburinho turístico, mas está localizado em cima de uma estação de metrô, então é super prático. Ahh! E o bar do Hotel é um point de turistas à noite. Deem uma olhada nas fotos do empreendimento… As duas primeiras fotos são dos espaços sociais; a terceira foto é a do meu quarto e a última é do Ipad disponível em todos os apartamentos.

E vamos aos atrativos:

Museum of London – Eu sou “a louca do museu”, mas fico com vergonha de dizer que até essa viagem nunca tinha ouvido falar desta atração. Ele é espaço gratuito (adoro museus gratuitos!) que trata sobre a história de Londres, dos primórdios com as primeiras civilizações, à formação da população inglesa (pelos alemães saxões e os vikings), destacando também o período de conquista romana, a contrarreforma, o desenvolvimento industrial da cidade na segunda metade do século XIX, a era Beatles e as Olimpíadas de 2012. O museu tem um quê de interativo e é muito legal, recomendo! É um bom lugar para quem gosta de história e quer conhecer mais a  fundo o desenvolvimento de Londres. Ele está localizado a duas quadras da Catedral St. Paul.

Ahh! Dica bacana sobre a Catedral de St. Paul. É uma das igreja mais importantes de Londres e é esta a igreja que sediou o casamento da Princesa Daiana com o Príncipe Charles. Eu já tinha visitado à Catedral em minha primeira passagem por Londres, mas não tive coragem de entrar, pois cobravam £ 17 pela visita (hoje custa £ 18).  Caso queiram visitá-la gratuitamente, sugiro que deem uma passadinha durante os horários das missas, pois nestes períodos ela está aberta aos fieis. No Domingo ao meio dia tem uma missa. Coincidentemente estava começando uma celebração quando eu saía do Museum of London. Lucky me!

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Tate Modern – É o mais importante museu de arte moderna de Londres. Está localizado do outro lado do Rio Tâmisa e foi instalado na antiga central elétrica de Bankside. Eu não sou muito fã de arte moderna, mas pela importância do museu, achei que valia a pena a visita. No espaço há exposições permanentes com o trabalho de grandes artistas como Picasso, Matisse e até o mais contemporâneo Warhol. É outro museu gratuito e o recomendo para os fãs de arte moderna. Segue abaixo uma foto da fachada do Museu e de algumas das obras expostas no local.

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The Wallace Collection – É um museu de arte com peças da coleção particular de Sir Richard Wallace, um aristocrata inglês no século XIX. O local tem uma coleção de armaduras (não fazem bem meu estilo), de porcelanas, mobiliário francês do séc. XVIII, mas o que mais me chamou a atenção foram as pinturas, com obras dos sécs. XVII, XVIII e XIX de artistas flamencos, espanhóis, holandeses e franceses como Rembrandt, Vélazquez, Van Dyck e Rubens (meu pintor favorito).  Mostra um pouco da vida aristocrática da Inglaterra dos séculos XVIII e XIX. É outro museu gratuito, mas só o recomendo para quem realmente gosta de espaços históricos e arte decorativa.

Dicas gastronômicas

Acho muito engraçada dar dicas gastronômicas, pois estou longe de ser uma expert no assunto e adoro um bom e velho lanche do Mc Donald´s, mas visitei alguns lugares diferentes que gostaria de compartilhar.

Chá da Tarde no The Ritz London – Um dos programas mais tradicionais em Londres é tomar o chá da tarde em algum dos vários hotéis e cafés da cidade. É quase como uma instituição. Um dos meus sonhos era ter a oportunidade de tomar o chá da tarde no The Ritz London, um dos hotéis mais tradicionais e exclusivos no mundo, mas nunca foi uma tarefa fácil. Primeiro porque o chá da tarde é caro para caramba e é tão disputado que as reservas devem ser realizadas com meses de antecedência. Depois de algumas tentativas frustradas, finalmente consegui! O chá é oferecido no lindíssimo salão Palm Court com música ao vivo (piano, violinos e uma cantora bem ao estilo vintage). O cardápio oferece 18 diferentes tipos de chá, 8 tipos de sanduíches e 6 opções de doces. Também pode ser acrescido champanhe e bolo. Nem preciso dizer que quase saí rolando do Hotel. Foi uma das experiências mais legais da minha vida e recomendo para todos que tenham interesse (e uma graninha sobrando…). Deem uma olhada no luxo do salão Palm Court, nas opções servidas durante o chá e no detalhe dos bules do The Ritz London.

Aubaine Restaurant – É um restaurante francês com filiais em diferentes pontos de Londres. Eu almocei no restaurante localizado dentro da loja de departamento Selfridges. Oferece um cardápio enxuto, carinho, mas gostoso. O que mais me chamou a atenção foi a decoração repleta de flores. Vale a pena para quem procura um lugar especial para uma refeição prática.

Borough Market – É um dos mais antigos mercados em Londres (de 1756). Ele também está do outro lado do Rio Tâmisa, entre o Tate Modern e a London Bridge. Ao contrário do que eu imaginava é um mercado bem turístico e é relativamente pequeno, mas tem banquinhas muito interessantes. Grande parte dos produtos é preparado ou cultivado por empreendedores locais e muitos deles são típicos da região. Adorei a visita e recomendo o passeio. Acho que é uma ótima pedida para um Sábado no horário do almoço. Segue abaixo uma foto de uma das fachadas do Mercado, do escritório do atrativo e dos produtos oferecidos em uma das barraquinhas.

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Super dica – Eu não sou uma entusiasta de Londres, mas devo admitir que essa viagem foi especial. Primeiramente porque Londres me presenteou com uma semana de clima agradável e muito sol, mas também porque fiz questão de conhecer outros bairros da cidade pouco explorados pelos turistas e descobri que essas regiões mostram uma das facetas mais charmosas da cidade. Então minha dica é: Quando visitarem Londres, se tiverem um tempinho sobrando ou quiserem fugir das zonas mais turísticas, andem por Marylebone (a Marylebone High Street é uma rua comercial super charmosa cheia de cafés e restaurantes) e pela região da King´s Road (as ruas que cortam a King´s Road tem as casas mais fofas da cidade). Garanto que valem a pena o passeio! E termino o post com três fotos de tirar o fôlego. As duas primeiras são das vitrines da Rag & Bone na Sloane Square e da Kiehl´s, respectivamente. Durante a semana que eu estava em Londres, as vitrines das lojas da região de Chelsea & Kensington estavam todas floridas, uma forma de celebrar a primavera e chamar a atenção dos turistas. A terceira foto é de um café charmoso em Belgravia, e fecho o post com as casas fofas próximas à King´s Road.

 

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See ya….

Consultoria de Viagem – Tudo sobre Meios de Hospedagem

O post de hoje é bem diferente, pois não é um relato de viagem e sim um vídeo sobre meios de hospedagem. Sou uma pessoa muito tímida, por isso não fico à vontade em me ver no vídeo… Muito menos me ouvir. No entanto, fui convidada por um aluno para falar sobre como escolher um meio de hospedagem em seu canal no YouTube e gostei do resultado, por essa razão estou compartilhando o vídeo com vocês. Tô me achando uma Youtuber! Coitada… Enfim, espero que gostem…

Visitando o Equador (Guayaquil, Cuenca e Quito)

Ainda com o objetivo de explorar a América, neste verão visitei o Equador. O Equador é um país que eu queria conhecer a muitos anos, mas como é um destino caro (dá para visitar a Europa com o mesmo valor!), acabei adiando um pouquinho esse desejo. 

Para quem não sabe, o Equador fica na América do Sul entre a Colômbia e o Peru. Foi o primeiro país da América Latina a entrar nos movimentos de independência contra a monarquia espanhola, portanto é conhecido como “Luz da América” e, depois de passar por um período de ditadura, vive hoje como uma república presidencial no qual seus governantes são muito bem vistos pela população local (situação difícil na atual conjuntura política mundial!). A principal língua do Equador é o espanhol, mas por haver uma grande comunidade indígena, outros idiomas como o quíchua também são falados pelas diferentes regiões do país.

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O país é famoso pela qualidade do seu chocolate, já que é um dos maiores e melhores produtores de cacau do mundo; pela exportação de rosas e pelo petróleo. A economia é dolarizada, portanto o dólar é a moeda oficial. No entanto, os trocados distribuídos nas lojas são dólares cunhados no próprio Equador, então minha primeira dica de viagem é: quando estiverem no Equador e ganharem moedas de dólar equatoriano, gaste-as enquanto estiver por lá, caso contrário, vocês perderão dinheiro, pois elas não são aceitas em outro lugar.

Dessa vez, voei de Latam saindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos com escalas. Não há voos diretos do Brasil para o Equador, então a melhor saída é comprar voos com o menor número de escalas possível para não passar dias entre as salas de embarque dos aeroportos. Afff! E tenho que destacar que os aeroportos do Equador são mara; modernos, bonitos, limpíssimos, práticos; estou para dizer que são os melhores da América Latina.

Para este post vou contar minha viagem pelas cidades que visitei. Vou fazer um panorama geral da cidade e depois tentarei me concentrar nos atrativos turísticos em si. Entre as explicações disponibilizei algumas fotos e especifiquei o preço de algumas atrações.

Guayaquil

Mesmo não sendo a capital do país, Guayaquil é a maior cidade do Equador com pouco mais de três milhões de habitantes. Fundada em 1538, sua economia é baseada na importação e exportação de produtos, pois possui o maior porto do país. Eu devo dizer que essa foi a surpresa da viagem. Fui para Guayaquil achando que a cidade seria um mico, pois possui poucos atrativos turísticos, mas me surpreendi. É uma cidade com avenidas largas, extremamente limpa, segura, super arborizada e muito organizada. Foi nossa primeira cidade no Equador e a primeira impressão do país foi a melhor possível. Deem uma olhada em alguns edifícios do centro.

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Durante nosso período na cidade, visitamos o Malecón 2000, um calçadão beira-rio muito agradável que percorre pouco mais de dois quilômetros e oferece estabelecimentos gastronômicos, atividades de lazer para toda a família e uma roda gigante bacana nos moldes da London Eye. Também visitamos o bairro de Las Peñas, uma região histórica de Guayaquil cuidadosamente restaurada. A região possui hotéis boutique, galerias de arte e restaurantes. Esse atrativo foi uma agradável surpresa, pois ele é muito mais charmoso que o exibido nas fotos dos blogs de viagem. Recomendo a visita tanto no período do dia como da noite. Deem uma olhada!

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Fechamos nossos passeios na cidade com uma visita ao Parque Histórico de Guayaquil, um parque público e gratuito que mostra três facetas do destino. A primeira destaca a fauna e flora local, com animais de diferentes espécies dispostos em parte da floresta tropical; a segunda mostra edificações antigas de Guayaquil que foram retiradas do centro da cidade e transladadas para o Parque, todas muito bem conservadas e a terceira mostra sobre a vida na Costa Equatoriana, exibindo a questão do cacau e o cotidiano da região. O Parque é muito agradável, extremamente bem cuidado e agora oferece até um hotel super luxo por lá (Hotel del Parque). Gostei e o recomendo, deem uma olhada!

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Em Guayaquil fiquei hospedada no Windham Hotel, um dos melhores hotéis da cidade. Ele é realmente muito bom; moderno, cheiroso, ótima estrutura e bem localizado, ao lado de Las Peñas. Recomendo!

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Cuenca

Se Guayaquil foi a surpresa da viagem, Cuenca foi a decepção! Fundada em 1557, Cuenca é a terceira maior cidade do Equador com poucos mais de 700 mil habitantes. É declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO e pelo que havia lido sobre o destino, seu centro histórico é considerado por muitos como o mais bonito das Américas. No entanto, as poucas coisas que me chamaram a atenção na cidade foram: (I) a praça central onde é possível ver a enorme Catedral de la Inmaculada Concepción (foto abaixo) e a antiga catedral barroca localizada do outro lado da praça.

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(II) A fábrica de chapéus Homero Ortega, uma das muitas marcas que produz o famoso chapéu Panamá.

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(III) E a típica roupa das mulheres de Azuay (província na qual Cuenca é capital). As mulheres andinas são extremamente vaidosas com suas trancinhas características; sempre muito bem produzidas com meia calça, saia de veludo (falda de terciopelo), muitas dessas saias eram bordadas à mão. Queria ter tirado foto delas, mas fiquei com vergonha. Então, vai ficar para a imaginação. Desculpem-me!

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Quito

Fundada em 1534, Quito é a capital do Equador, mas é somente a segunda cidade mais populosa do país com pouco mais de dois milhões de habitantes. Por sua riqueza natural, geográfica, arquitetônica, cultural e estética foi reconhecida pela UNESCO como o primeiro Patrimônio Cultural da Humanidade em 1978. Vale ressaltar que este título, se deve em parte ao Centro Histórico da cidade que possui o maior conjunto arquitetônico do século XVII da América Latina.

A cidade está localizada em um vale cercado por cadeias de montanhas e vulcões, e por conta de sua altitude (2.850 metros acima do nível do mar), o clima é fresco (para não dizer frio) e constante. Quito está situada aproximadamente a 35 km a sul da linha do Equador. Um monumento marca o local, conhecido como La Mitad del Mundo, mas já conto mais sobre ele. Diferente de Guayaquil, Quito tem ruas mais estreitas e é mais caótica, mesmo assim, não menos segura. Como o principal atrativo da cidade é o centro histórico, tiramos alguns dias para explorá-lo. Para ser sincera, além da Plaza de la Independencia, também conhecida como Plaza Grande, espaço no qual está a Catedral Metropolitana de Quito e o Palácio Presidencial, e a região de La Ronda, não achei o centro histórico tão bonito como o de outras cidades latino-americanas como Bogotá, Cartagena de Índias e Ciudad de Panamá. Mas, em compensação, acho que Quito deveria ganhar o título de cidade com as igrejas mais bonitas do mundo. Sou uma aficionada por igrejas, pois aprecio demais arte e arquitetura, mas na minha vida toda nunca encontrei uma cidade com TANTAS igrejas de tirar do fôlego.  A cidade tem tantas igrejas em um mesmo espaço que ela é conhecida como o “Claustro da América”.

Vamos falar um pouquinho sobre elas:

Igreja da Companhia de Jesus – É a igreja mais bonita que já vi na vida e olha que eu já visitei MUITAS igrejas nesta minha vida. Em estilo barroco, a igreja levou “apenas” 160 anos para ser concluída.  Ela é toda coberta em ouro em um trabalho chamado pan de oro (talhada em madeira e coberta com ouro). A visita custa US$ 5.

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Convento de São Francisco – Em minha opinião é a segunda igreja mais bonita de Quito. Considerada a igreja mais antiga da cidade Quito (1535), o interior barroco apresenta trabalhos em pan de oro que também tiram o fôlego de qualquer um que aprecie arte. Caso tenham interesse, a visita à Igreja é gratuita, mas o espaço do antigo Convento também está aberto à visitação e custa US$ 2.  

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Catedral Metropolitana de Quito – É a principal igreja da cidade. Foi construída entre 1535 e 1567 e mistura diferentes estilos arquitetônicos. A visita custa US$ 2. 

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Sobre os demais atrativos:

Museu Ciudad – Durante meus dias em Quito visitei outras igrejas e museus que nem vou explicar, pois não acho que valem tanto a pena, mas esse museu vale muito. Localizado em uma construção colonial que serviu como hospital, o Museu de la Ciudad (US$ 2) mostra a história de Quito e do Equador. Ele é interativo, com vários objetos. O mais legal foi ver que além do espanhol, todas as explicações também estavam em Inglês e Quíchua (super inclusivo). Recomendo!

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Palácio Presidencial – O Palácio tem visita de hora em hora e entrada gratuita. Só é necessário apresentar documento de identificação com foto e reservar a visita com antecedência na cabine ao lado da entrada central. É um palácio bonito e fiquei empolgada, pois durante a visita pude ver o presidente. Não é uma visita fenomenal, mas é legalzinho.

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Ciudad Mitad del Mundo – É um parque localizado na cidade de San Antonio, a 26 quilômetros ao norte de Quito. No local tem o “Museo Etnográfico Mitad del Mundo”, um Planetário e uma ala que explica a missão francesa que no século XVIII realizou experimentos nos pólos. No entanto, o mais importante de Parque é o monumento de 30 metros de altura que marca o ponto onde se acreditava que a linha do equador atravessava o país (US$ 3,50). É legal, mas o que mais me impressionou foi a estrutura do Parque em si. Muito bem bolado, organizado e impecavelmente limpo.

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Na foto acima meu pé direito está no hemisfério sul e meu pé esquerdo está no hemisfério norte. Achei super bacana!

Ao lado do Parque fomos no Museu Intiñan In Situ, um local que mostra sobre a cultura dos indígenas pré e pós-incas e faz alguns experimentos físicos que mostram as reações nos diferentes hemisférios e em latitude zero. Eu tive que equilibrar um ovo em um prego no ponto zero do mundo e consegui a façanha com facilidade. Ganhei até um certificado por isso. Rsrsrsrs…. O museu é interessante e custa US$ 4.

Em Quito fiquei hospedada no Hilton Quito. O Hotel está localizado em frente ao Parque El Ejido. Apesar da boa localização, do serviço prestativo, da cama maravilhosa e da reconhecida bandeira, eu achei que o hotel precisa de uma atualização. De qualquer forma, segue abaixo uma foto do quarto para vocês darem uma olhada.

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Impressões Gerais

E assim terminou mais uma viagem. Eu adoro viajar para a América do Sul, pois às vezes nós brasileiros sentimos uma soberba com relação aos nossos vizinhos latino-americanos, mas quando estamos em alguns desses países, acabamos com o nosso nariz empinado, pois percebemos que a América Latina é tão alegre, fascinante, rica e diversa como o nosso país. Sobre a minha estada pelo Equador, eu gostaria de destacar quatro pontos:

a) Comida: Eu achei a comida equatoriana maravilhosa; muito farta, colorida e parecida com a nossa. Eles têm uma quantidade absurda de frutas e todas extremamente doces. Experimentem! Os pães e laticínios são deliciosos! Os chocolates são de altíssima qualidade; em grande parte, orgânicos e com prêmios internacionais de qualidade (comprei muitos, olhem abaixo o meu estoque!).

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No entanto, o meu destaque é para o básico arroz com feijão. O arroz com menestra (feijão com molho típico equatoriano) acompanhado de uma carne (a carne deles, seja ela de boi ou de frango, também é ótima) é o mais básico que vai encontrar por lá. Nem preciso contar que voltei com uns dois quilos a mais na balança. Ahhh! Se eu puder destacar alguma coisa esquisita tipicamente equatoriana é o costume de comer uma comida muito reforçada no café da manhã. Logo de manhã eles já estão com um pratão de arroz, feijão, salada e frango. Achei estranho no começo, mas logo me acostumei. Falando de bebida, não deixem de experimentar o Canelazo, um tipo de aguardente que pode ser feita de frutas, canela, entre outros condimentos. Geralmente é servido como um drink de boas vindas no comércio, mas você também pode achar em barraquinhas de comida. Muito bom!

b) Povo: Os equatorianos estão longe de serem as pessoas mais bonitas do mundo, mas sem dúvida estão entre os mais queridos. Os taxistas estavam sempre dando boas vindas; as pessoas na praça puxavam papo com os turistas, inclusive falando em Inglês. Todos sempre muito gentis e prestativos. Recebi até um abraço e presentinhos da moça que vendeu parte dos meus chocolates. Me senti super acolhida! 

c) Cheiros: Uma das coisas que mais me chamou a atenção é como os equatorianos são ligados aos cheiros. As lojas, os shoppings e os hotéis estão sempre com cheiros muito marcantes. Até as barraquinhas de comida e artesanato tinham um incenso sempre acesso (incenso perto da comida era meio estranho, vamos combinar?!). Baunilha, cheiro de lírio, laranja, canela eram apenas alguns dos muitos cheiros que encontrávamos por todos os cantos. Adorei!

d) Preços: Mesmo que os preços sejam expressos em dólar, quando transformados em real , os valores dos produtos e serviços são muito parecidos com os do Brasil. No entanto, devo destacar que os ônibus e táxis são muito baratos (os taxistas não usam taxímetro, as tarifas são estipuladas pelo trecho percorrido), mas os produtos importados são muito caros.

Espero que tenham curtido ler minha experiência no Equador e quem sabe não os incentivo a planejar uma viagem por lá.

¡Hasta luego!

Viajando sozinha

Este post não foi uma ideia original; ele foi inspirado em um post publicado pelo blog de viagens curitibano Finestrino. A partir daquele texto e baseado na minha experiência pessoal, resolvi escrever minha versão sobre esse assunto.

Eu em Luxemburgo.
Eu em Luxemburgo

Eu sou uma pessoa que viaja sozinha sozinha; sozinha, mas em excursão; com meus amigos; com meus alunos; com meus namorados (um de cada vez, claro!); com minha família; enfim, de todas as formas. Por mais que companhia sempre torne a viagem mais agradável, devo admitir que gosto muito de viajar sozinha.

Eu sou uma viajante com muitas manias (um dia vou até escrever um post sobre isso, pois tenho umas manias bizarras) e nem sempre as companhias de viagem topam meus programas, aguentam meu ritmo ou entendem minhas esquisitices, então quando estou com outras pessoas, muitas vezes tenho que fazer concessões e deixo de realizar programas ou visitar locais que eu gostaria.

Tenho muitos conhecidos que dizem que gostariam de viajar, mas que estão sem companhia. E eu sempre respondo: – Por que não vão sozinhos (as)? Eles sempre me olham com uma cara como se eu estivesse falando algo de outro mundo. Mas, sinceramente, viajar sozinho tem muitas vantagens; é uma viagem na qual vocês têm a oportunidade de conhecer os atrativos que realmente querem conhecer, na hora que quiserem, do jeito que quiserem e o melhor, vocês ficam mais abertos para conhecer outras pessoas. Devo admitir que sempre aproveito muito mais a viagem quando estou sozinha e conheço muita gente legal durante minhas andanças, inclusive pessoas que estão na minha vida até hoje.

É claro que viajar sozinho também tem desvantagens; a primeira delas é elementar, você está sozinho o tempo todo. Além disso, não tem com quem compartilhar as experiências maravilhosas ou rir dos perrengues; não tem quem tire as fotos do look do dia; ou vocês podem, durante o percurso, sentir solidão. Mas para tudo isso tem uma solução. Para quem foge da solidão nas viagens, é possível ficar hospedado em um hostel, pois este tipo de empreendimento é propício para fazer novas amizades e encontrar possíveis parceiros (as) de aventuras que tenham os mesmos interesses. Se o objetivo é conhecer pessoas locais, já há vários aplicativos que auxiliam os forasteiros a encontrar anfitriões nas cidades que irão visitar como o Couchsurfing e o BeWelcome. Nos aplicativos MealSharing, EatWihaLocal e Cookening é possível agendar uma refeição com um anfitrião local. E há até um aplicativo para festas, o Party with a Local.

Ou podem ainda comprar uma excursão com um grupo de pessoas onde terão interatividade com outros viajantes durante grande parte da viagem (Tem até agências de viagens especializadas em pacotes para pessoas sozinhas como o Single Trips e o KeepCompany).  

Enfim, eu realmente acho que se quiserem viajar, o medo de ir sozinho não deve impedi-los (as).  

Antes de tudo, é importante saber que para viajar sozinho é preciso gostar da sua própria companhia. É preciso saber o que gosta, entender suas expectativas, respeitar suas limitações e, às vezes, saber rir de si mesmo.

Uma das minhas dicas é procurar esse momento sozinho para se conhecer melhor. Durante minhas viagens sozinha percebi que sou mais corajosa do que imaginava; aprendi a ser mais cara de pau ao pedir para desconhecidos tirarem uma foto; percebi que sou muito grata pela minha saúde e por tudo de bom que acontece na minha vida; e valorizo ainda mais as pessoas que estão ao meu lado. Outra dica é aproveitar esse momento sozinho para conhecer outras pessoas. Quando estamos com um grupo de amigos ou com o namorado (a), ficamos tão fechados entre nós que não nos abrimos para o outro. Eu sou o tipo de pessoa que quando estou sozinha converso com o taxista, com o garçom, com o cliente do Mc Donald´s e, sinceramente, sempre conheço muita gente legal.

Eu em Paris
Eu em Paris

Enfim, minha visão e experiência sobre viajar sozinha é a melhor possível. Espero que meu post tenha encorajado vocês a pensarem no assunto. E se ainda assim não tiverem coragem de encarar uma viagem solo, procurem viajar com pessoas que gostem das mesmas coisas que vocês, que tenham o mesmo pique e que realmente estejam abertos a curtir a viagem.

Até a próxima!

Um passeio pela linda Budapeste

Szia! O post de hoje é sobre uma cidade que eu planejava conhecer a muito tempo, Budapeste. Na verdade, minha intenção era conhecer Budapeste na minha lua de mel, mas quando vi a oportunidade de de conhecê-la neste momento, percebi que não poderia perder essa chance. Fui ao destino participar de mais uma edição da EuroCHRIE, uma das mais importantes conferência da minha área profissional. Durante o evento, também apresentei um artigo científico sobre o perfil dos spas de destino no sul do Brasil, nada mais apropriado, pois Budapeste é reconhecida, entre outros segmentos, como um destino de bem-estar e turismo médico. No entanto, aproveitei minha estadia na cidade para conhecer os atrativos locais e conto aqui mais sobre esta aventura. Vou especificar alguns dos atrativos que visitei e outros programas que realizei durante meu período por lá.

Para aqueles que não sabem, Budapeste é a capital da Hungria. A metrópole tem pouco mais de 3 milhões de habitantes e foi formada pela junção de três cidades: Buda, Peste e Ôbuda. O país tem uma história interessantíssima na qual sofreu dominação romana, otomana, austríaca (fez parte do império Austro-húngaro), nazista, soviética, mas desde a década de 1990 tenta resgatar suas origens e criar sua própria história. Ahhh! Devo alertá-los que a Hungria faz parte da Comunidade Europeia, mas não adota o euro como moeda nacional. A moeda do país é o Florint e a cotação (outubro de 2016) é de  ‎€ 1 ≅ 290 HUF (cada casa de câmbio cobra uma cotação e comissão diferenciada pela troca, pesquisar qual o melhor valor).

Para esta viagem escolhi um hotel que fosse descolado, mas, ao mesmo tempo, que tivesse uma boa tarifa. O Rum Budapeste é um hotel boutique localizado em um edifício histórico, mas com um aspecto vintage/moderno a poucas quadras da Váci Utca (uma das principais ruas comerciais da cidade) e próximo de vários restaurantes estilosos. O hotel é um charme; meu quarto parecia um loft nova-iorquino e tinha até espelho no teto (por favor, sem segundas intenções). Adorei demais o empreendimento e o recomendo muito. Meu apego pelo hotel foi tanto que nos últimos dias já estava tristinha de saber que teria que deixá-lo. Abaixo, deem uma olhada na fachada do empreendimento, no corredor de entrada super glamouroso e no meu apartamento.

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De qualquer forma, devo alertá-los que Budapeste tem ótimas opções de hospedagem e se pesquisarem com tempo é possível encontrar diárias bem atrativas.

Diferente da maioria dos posts que eu escrevo, eu não vou contar minha jornada pelos dias, pois passei muito tempo nas atividades técnicas e sociais relacionadas ao evento, mas pelos atrativos que eu visitei. Então vamos lá….

Free Walking Tour – Sou fã dos free walking tours, pois é uma maneira interessante de conhecer a cidade. O conceito é muito simples; o guia oferece o melhor tour que ele pode e vocês decidem quanto vale o passeio. Durante o tour, geralmente guiado por pessoas da própria cidade, eles contam as histórias e curiosidades do destino, fazendo com que o turista entenda um pouco da realidade local. Mesmo não havendo a necessidade de reserva prévia, a empresa e o passeio em si me pareceram bem organizados. Nossa guia, Catalina, foi muito boa ao explicar, mesmo que brevemente, a história da Hungria e nos dar dicas sobre o dificílimo idioma húngaro, a culinária e os atrativos locais. Durante o passeio visitamos os seguintes atrativos: passamos por parte do Rio Danúbio (a cidade é cortada pelo Rio), a Brasília de St. Stephen (ou Szent István-bazilika em húngaro), bairro judeu, a Ponte das Correntes (Széchenyi Lánchíd), a região do Castelo de Buda, Mathias Church (Mátyás-templom) e terminamos no Fisherman Bastion. Adorei o passeio e recomendo. Só não o recomendo para pessoas que não estão acostumadas a andar ou que estejam com crianças muito pequenas, pois a caminhada é puxadinha, principalmente quando temos que subir o íngreme morro do Castelo de Buda. Deem uma olhada em algumas fotos do tour, logo abaixo. A primeira foi tirada em uma das margens do Rio Danúbio; a próxima é da imponente Basílica de St. Stephen. Também anexei uma foto da Ponte das Correntes, um dos cartões postais de Budapeste, da linda vista de Peste tirada do Castelo de Buda e de uma das charmosas ruas históricas de Buda.

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No final do passeio conheci o interior da Mathias Church (1500 HUF) e ainda visitei o Museu de História de Budapeste (2000 HUF), localizado no interior do Castelo de Buda. Esse último eu não recomendo. Era para ser um espaço que contaria a história do Castelo, mas virou um museu cheio de coleções desconexas e pouco representativas. A foto abaixo mostra o interior da Mathias Church.

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Museu Nacional Húngaro (Magyar Nemzeti Muzeum) – Esse sim é um museu bacana para quem gosta de história. Ele conta toda a trajetória da Hungria desde os povos primitivos ao final do período soviético. Super recomendado! Caso tenham interesse, o ingresso custa 1600 HUF.

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Parlamento (Orszaghaz) – É sem dúvida o principal atrativo de Budapeste. Construído entre o final do século XIX e começo do século XX em estilo neogótico e decoração eclética, o Parlamento é um dos edifícios mais bonitos da Europa. Ele é tão luxuoso que o valor empregado na edificação poderia ter construído uma cidade para 40 mil habitantes. Hoje, dedicado em grande parte ao turismo, é tão concorrido que fui obrigada a comprar o ingresso da visita pela Internet com dois dias de antecedência. Mesmo com o esforço, valeu muito a pena, pois o lugar é lindo e é uma oportunidade de aprender um pouco mais sobre a realidade e os valores do país. A visita para não europeus (que pena que não levei meus documentos portugueses nesta viagem!) custa 5.200 HUF. Deem uma olhada na magnífica fachada do Parlamento e em algumas das salas do Edifício.

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Ópera de Budapeste (Magyar Állami Operaház) – Foi construída no final do século XIX no estilo neorenascentista. É uma ópera relativamente pequena se comparada à outras casas europeias, mas é maravilhosa. Para ser sincera, o mais legal de toda a visita foi o mini concerto que os integrantes de companhia ofereceram aos turistas. Lindo demais, fiquei até emocionada! Recomendo a visita para quem gosta desse tipo de lugar. As visitas acontecem todos os dias às 15h e 16h em seis diferentes idiomas e custa 2990 HUF.

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Gellért Spa Bath – Budapeste é conhecida por suas águas termais. Os spas mais hypados da cidade são o Gellért Spa Bath e o Széchenyi Thermal Bath. O Gellért Spa Bath é um espaço construído no começo do século XX em frente ao Rio Danúbio que oferece piscinas termais com diferentes temperaturas, saunas e um rol de tratamentos. O lugar é lindo e as piscinas são mara. Eu estava lá aproveitando a tarde e só pensando porque nunca vou para nenhum Spa termal (tirando o fato de que custam dinheiro!). Acho que devo incluir mais spas como esse nas minhas andanças. Comprei um pacote com direito ao uso de todas as piscinas por um dia e uma massagem (9500 HUF). Muito bom e em minha opinião, visita obrigatória para quem estiver em Budapeste.

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Palácio Real de Gödöllő – Localizado na cidade de Gödöllő, a 30 quilômetros de Budapeste, este palácio barroco foi uma das muitas residências da família real austríaca nos séculos XVIII e XIX. Era a residência de verão da imperatriz Sissi, e de acordo com alguns relatos, era seu palácio favorito. Para essa viagem eu comprei um tour de meio período e paguei 10.500 HUF. Várias empresas de receptivo de Budapeste oferecem esse tour, mas também é possível fazer a visita por conta própria. É um lugar pequeno, mas muito bem cuidado. É um atrativo interessante, mas não é fenomenal. Segue abaixo fotos da fachada do Palácio.

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Gastronomia – A cidade oferece tantos empreendimentos históricos e super tradicionais como estabelecimentos pequenos e descolados, portanto é muito difícil recomendar um único lugar. Se puder sugerir alguma coisa, seria: – Experimentem os sabores locais! Sopa Goulash e Frango com páprica são os pratos mais típicos do país e é possível encontrá-los em qualquer restaurante húngaro. Depois da culinária húngara, que na minha opinião é muito boa, os restaurantes italianos são os mais populares na cidade e é possível achar boas opções por todas as regiões de Budapeste. Para quem é fã de doces, há vários cafés com sobremesas de deixar as “lombrigas ouriçadas”. No entanto, quem estiver procurando uma sobremesa bem típica, eu recomendo comprar um Kürtős Kalács, uma massinha cozida na brasa que pode ser envolta com canela, caramelo, chocolate, etc. Delícia! Deem uma olhada!

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Agora para quem está procurando lugares de babar com uma pegada histórica, eu recomendo uma visita ao New York Café e ao Book Café. O primeiro está localizado no Hotel Boscolo, um dos mais exclusivos da cidade, e é considerado “O Café Mais Bonito Do Mundo”. O lugar é realmente um espetáculo, mas bem carinho. Preparem o coração… E o bolso! Deem uma olhada no interior do Café.

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O segundo está localizado no interior da Livraria Alexandra (Alexandra Könyváruház), na exclusivíssima Andrássy Út. O charmoso ambiente lembra muito o restaurante Le Train Bleu em Paris. Deem uma olhada na lindeza.

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E assim terminou mais uma viagem maravilhosa.

Minhas expectativas sobre Budapeste eram tão altas que muitas vezes durante o planejamento da viagem fiquei com medo de me decepcionar. No entanto, a cidade é realmente uma pérola. Voltei completamente apaixonada! Ela parece uma mescla entre Viena (sua arquitetura é predominantemente do período em que o território fez parte do império austro-húngaro), Zurique (neste caso, ela é cortada pelo Rio Danúbio e não pelo Rio Limmat) e tem um quê decadente que lembra Zagreb, capital da Croácia. Talvez decadente não seja a melhor palavra para descrevê-la, pois ela é viva e pulsante. Vintage e nostálgica seriam os termos mais apropriados para o destino.

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É uma cidade para se apaixonar, então a recomendo para uma viagem romântica. Além do ar encantado, imponente e romântico, o que eu mais gostei em Budapeste é a sensação de segurança. É possível andar a qualquer hora do dia por suas ruas sem se sentir ameaçado.  Por isso e por tantos outros motivos, digo que: – Budapeste, te vejo em breve!

Passeios diferentes para fazer em Nova York… E Boston

Se alguém me perguntar qual a minha cidade preferida em todo o mundo, a resposta é fácil… Sem pensar duas vezes vou dizer que é Nova York. Sou apaixonada por muitos lugares, mas minha empolgação e felicidade quando estou em Nova York são indescritíveis. Além disso, posso voltar mil vezes para a cidade que não me canso.

Na minha última passagem por Nova York fiz questão de visitar locais que ainda não conhecia e estarei contando esses atrativos para vocês. Quem sabe não os incetivo a sair um pouco do lugar comum.

Antes de descrever os atrativos em si, gostaria de contar sobre o hotel que eu escolhi para esta estada. Cada vez que eu vou a Nova York fico em um local diferente. Acho que a cidade oferece tantas opções que é um pecado não conhecê-las (coisa de professora de hotelaria). Para esta viagem, procurei escolher um empreendimento bem BBB (bom, bonito e barato – lembrando que a hotelaria de Nova York é bem carinha!) e que estivesse localizado próximo da Times Square e das estações do metrô. Fiquei hospedada no Best Western Premier Herald Square. Eu não sou uma fã da rede Best Western, pois eles têm empreendimentos fantásticos e sofríveis em seu portfólio, mas devo admitir que este entra na categoria “vale a pena”. Localizado na  Rua 36, a 5 minutos da loja de departamento Macy’s e apenas meia quadra da 5a. Avenida, o hotel foi uma boa surpresa. A decoração é moderna e alegre. O quarto é pequeno, mas possui uma cama confortável e bom chuveiro. O café da manhã está incluído na diária (coisa rara em Nova York), mas é bem básico. O hotel oferece ainda uma academia moderna e computador com impressora para emergências. O atendimento é aceitável, alguns dos funcionários são excelentes, outros, normais. Mas o melhor de tudo é o preço camarada. Super recomendo! Deem uma olhada no meu apartamento.

Best Western Premier Herald Square

E vamos aos atrativos:

Morris-Jumel Manson – Localizada no Harlem, esta casa foi construída em 1765 e é a residência mais antiga de Nova York. George Washington já a utilizou como escritório e o mobiliário usado por ele está em exposição na Mansão. A edificação é linda e localiza-se em um lugar muito calmo, mas é um espaço com um acervo reduzido. Além disso, o jardim precisa de uma manutenção básica. Atrativo interessante, mas não fenomenal. Deem uma olhada na fachada da mansão.

Morris-Jumel Manson New York

Caso tenham interesse, a entrada no museu custa US$ 10. Para chegar ao atrativo, peguem a linha C do metrô em direção ao Harlem e parem na 163 st Harlem Avenue.

The Met Cloisters – Localizado ao norte da Ilha de Manhattan, este museu faz parte do complexo do Metropolitan Museum. É um espaço dedicado à arte sacra medieval. É um museu relativamente pequeno, mas lindo e possui um acervo muito significativo. Fiquei encantada! Recomendo para quem gosta de arte sacra, arte medieval ou arte em geral. O valor do ingresso sugerido pelo museu é de US$ 25, mas como eu escrevi, é um preço sugerido. Eu paguei US$ 10 e foi um valor bem pago. Ahhh! O ingresso comprado no Cloisters também dá direito a visitar o Metropolitan Museum, mas é válido apenas para um dia.

Para chegar ao Museu é fácil. Tomem a linha A do metrô e parem na 190th. Logo ao sair da estação, terão que andar um pouco pela Margaret Corbin Drive, uma ruazinha que corta um agradável parque.

Deem uma olhada na estrutura e em parte do acervo do Museu.

The Cloisters New York

The Cloisters New York

Brooklyn – Tá, eu sei! É uma vergonha ter ido tantas vezes à Nova York e nunca ter visitado o Brooklyn, mas sempre é tempo.

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Durante minha visita ao bairro, dei uma volta pela região do Brooklyn Heights, local onde tem as vistas mais sensacionais de Manhattan. Essa parte da cidade é linda! Fiquei encantada com as casas, com a tranquilidade e cuidado das ruas e os charmosos restaurantes e cafés. Já estava pensando em me mudar para lá. Deem uma olhada na linda vista de Manhattan e da icônica Ponte do Brooklyn.

Ponte do Brooklyn (Brooklyn Bridget) - Brooklyn - New York

Brooklyn - New York

Ainda no Brooklyn, passei pelo bairro de Williamsburg onde andei ao redor da Bedford Avenue, uma área mais alternativa, mas cheia de lojas e estabelecimentos bacanas. Devo admitir que esta região não é tão charmosa como Brooklyn Heights, mas é legal. Vale a pena dar uma sapeada! Deem uma olhada.

Brooklyn - Bedford Avenue - New York

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Além desses novos atrativos, voltei aos atrativos que tanto amo como a Times Square, o Rockfeller Center, a Igreja de Saint Patrick (lindamente e completamente restaurada), o Central Park, entre outros. Ressalto que todos esses atrativos são meio clichês, mas são ótimos e os recomendo para os turistas que estão visitando Nova York pela primeira vez.

Boston – Há muitos anos tinha interesse em visitar Boston, pois além de sua importância histórica, a cidade é considerada uma das mais bonitas dos Estados Unidos. Devo admitir que eu voltei completamente encantada por lá. Ela tem o charme que vemos nos filmes e uma tranquilidade que destoa do tamanho e importância da metrópole. Durante o tour passamos pela Copley Square onde estão as lindas Trinity Church e a Biblioteca Pública. Andamos por Back Bay, bairro que possui charmosas casas em estilo vitoriano, o distrito de Cambridge, onde passamos pela MIT (Massachusetts Institute of Technology); andamos pelo campus da Harvard University, Beacon Hill, Quincy Market e terminamos nosso passeio fazendo uma caminhada pelo charmosíssimo centro da cidade.

Passei apenas um dia por lá, mas queria ter ficado um pouco mais; quem sabem em outra oportunidade.

De qualquer forma, é um passeio super recomendado! Segue abaixo fotos da Trinity Church, de uma das ruas do Back Bay, do campus da Universidade de Harvard e uma das ruas do centro da cidade.

Copley Square - Boston

Back Bay - Boston

Harvard University - Universidade Harvard - Boston

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Boston

Gastronomia – É muito difícil recomendar estabelecimentos gastronômicos, pois Nova York tem ótimas opções para todos os gostos e bolsos, mas nesta viagem visitei um lugar que queria muito conhecer e fiquei encantada, por isso não posso deixar de destacar, o Eataly. Esse espaço genuinamente italiano idealizado pelo renomado chef Mario Batali mescla um conjunto de restaurantes, empório, cafeteria e sorveteria em um mesmo espaço. Não é baratíssimo, devo admitir, mas é muito bacana e super recomendado! Vale a pena comer no Mc Donald´s por alguns dias para economizar e fechar a viagem em grande estilo.

Eataly New York

E assim terminou mais uma viagem.

Voltei para casa com dorzinha no coração. Sei que Nova York não é perfeita; há sujeiras pelas ruas, o metrô, mesmo que eficientíssimo, continua sujo e com vagões muito antigos, há mendigos e sem teto por todas as regiões (na verdade, nunca vi tantas pessoas pedindo ajuda em Nova York); mesmo assim, para mim Nova York é sempre linda. Sou fascinada pela arquitetura imponente, pelo movimento e agitação da cidade, pela vibe cosmopolita, pela variedade de espaços de compras, de entretenimento e gastronômicos, e, acima de tudo, pela sensação de estar em casa. Adoro o estilo americano apressado, sempre com um café a mão; adoro ver pessoas de todos os tipos e estilos andando pelas ruas, mesmo que as vezes este estilo esteja longe da minha visão de bom gosto (o que é essa mania dos americanos de usar chinelo o tempo todo e com qualquer figurino?! Ou das asiáticas com saias longas rodadas super femininas, mas  calçadas com um tênis sem estilo nenhum?!) Enfim, essa é Nova York!

Ao contrário do que muitos imaginam, os americanos são pessoas extremamente gentis (várias vezes quando estava perdida, e nessa viagem me perdi bastante, vi uma alma amiga oferecendo ajuda). E, no meio do caos, tudo funciona.

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Ahhh! Para ter terminar esta viagem em grande estilo, só poderia ir ao aeroporto de limousine. Na verdade, eu havia reservado um táxi comum para meu traslado ao Aeroporto, mas descobri que uma limousine faria esse serviço. Em um primeiro momento achei que fosse brincadeira e fiquei desesperada ao pensar que pagaria uma fortuna por esta extravagância. Também fiquei um pouco intimidada pelo tamanho do carro, mas no final das contas dei muita risada e aproveitei o passeio. 

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See you later!

Croácia – Zagreb, Split, Trogir e Dubrovnik

Bok! O post de hoje é sobre uma região ainda pouco conhecida pelos brasileiros, a Croácia. O país, localizado próximo à Itália, Hungria e Sérvia, fez parte da antiga Iugoslávia, mas hoje, independente, tem no turismo sua principal atividade econômica. Possui 4,5 milhões de habitantes; destes, quase 1 milhão vivem na região metropolitana de Zagreb, capital do país. Mesmo fazendo parte da União Europeia, a Croácia não adota o Euro como moeda oficial. A moeda nacional é a Kuna. É possível encontrar casas de câmbio facilmente pelas cidades croatas e os estabelecimentos não cobram comissões pelo câmbio, portanto, é possível trocar seu dinheiro aos pouquinhos. A cotação da Kuna é de Kn 1  ≅ € 7,4 ou Kn 1 ≅ R$ 2 (valores de de agosto de 2016).

Para este passeio comprei uma excursão da operadora New Age (a mesma empresa pela qual fiz meu circuito pelo Canadá) pois tinha interesse em conhecer diferentes cidades do país. O trajeto pelas diversas regiões da Croácia me deu uma boa dimensão e entendimento sobre o destino.

Como eu gosto de fazer, este post foi contado pelos dias do roteiro. Portanto, vamos começar a aventura e sejam bem vindos à linda Croácia.

1º dia – Zagreb

Chegamos a Zagreb no dia anterior, depois de uma longa e cansativa viagem com conexões em São Paulo e Frankfurt. No primeiro dia fizemos um walking city tour pelo centro histórico com um guia super gato que nos mostrou os principais atrativos da cidade. Passamos pela Catedral, Mercado Dolac, Tkalčićeva Ulica (rua histórica super charmosa que oferece dois quilômetros de empreendimentos gastronômicos), a fofa igreja de São Marcos e terminamos nosso passeio na Ban Jelačić, a praça central da capital croata.

Segue abaixo as fotos da Catedral, da Tkalčićeva Ulica, da igreja de São Marcos, da Praça Ban Jelačić e euzinha pelas ruas de Zagreb.

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Ahhh! Não visitei nenhum museu, mas o guia nos contou que a cidade tem uma forte pegada cultural. Há cerca 60 museus em Zagreb que abordam todo tipo de tema, inclusive aqueles mais diferentões como o Museu da Tortura e o Museu dos Relacionamentos Quebrados. Planejando a viagem, eu li em um blog de turismo que Zagreb era o patinho feio da Croácia, mas devo discordar. A cidade, apesar de não ter cara de uma capital europeia, é fofa e acolhedora, gostei muito. 

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À noite voltamos ao centro da cidade e demos uma passadinha no Park Josipa Jurja Strossmayera, um parque charmoso e, acima de tudo, que fica lotado de gente e cheio de vida durante à noite. 

2º dia – Plitvice

Saímos do hotel de ônibus pela manhã em direção à Split. Durante o percurso, paramos no Parque Nacional Plitvice, um atrativo que se destaca pelas águas cristalinas e de um tom azulado especial, efeito do calcário encontrado nas pedras da região. O parque é um dos principais atrativos turísticos do país. Oferece bosque, cascatas e lagos. O lugar é realmente lindo; a cor da água é uma loucura! Foi uma pena que estava um dia chuvoso, chatinho, o dia mais feio do tour. O trajeto pelo parque dura em média de 2 a 3 horas, mas vale super a pena. Deem uma olhada.

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No final da tarde chegamos a Split e jantamos pelas redondezas do hotel.

3º dia – Split

Pela manhã fizemos um walking city tour pela parte histórica de Split. Split é a segunda maior cidade da Croácia e principal destino da região da Dalmácia. Ela se destaca pelos cursos universitários, os bons serviços médicos e a fabricação de navios. Durante o tour visitamos o interior do Palácio Diocleciano, construído no século IV pelo imperador romano Diocleciano. Foi super interessante verificar como a cidade medieval e a cidade atual se desenvolveram dentro do próprio castelo.

Durante meus dias na Croácia o guia comentou várias vezes que Split era a cidade mais bonita do país. Eu realmente achei lindo o mar de um azul infinito de Split, a vibe de litoral francês e do charmoso boulevard beira-mar, mas devo admitir que a cidade, como um todo, é só legal, sou mais Zagreb.

Deem uma olhada no calçadão à Beira Mar e nas edificações no interior das muralhas do Palácio.

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No período da tarde conhecemos Trogir, outra cidade pitoresca próxima à Split conhecida como a pequena Veneza. A cidade também é só legalzinha, devo admitir que eu esperava mais. O mais interessante na visita foi provar o Rafiole, um doce típico da região (um ravióli cozido com recheio de amêndoas – bom, mas meio seco!) e o melhor sorvete de toda a Croácia na Sorveteria Dovani, super recomendada! Segue abaixo fotos de uma das ruazinhas da cidade de Trogir e do Rafiole.

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Passamos à noite no calçadão a beira mar curtindo música e dança típica da região da Dalmácia, vendo o movimento das pessoas e sendo atacada pelos pernilongos locais.  

4º dia – Split

A programação de hoje foi direcionado às compras. Pela manhã passamos no Mall of Split, um shopping super moderno afastado do centro da cidade que oferece várias opções de compras. Pela tarde, retornamos ao centro histórico para explorar a cidade e comprar souvenirs e produtos típicos locais como bolo de figo, óleo de oliva, mel, vinho, geleias, pastas de azeitona, cosméticos à base de lavanda e óleo de oliva e sachês de lavanda. À noite, atacamos uma pizza, um dos pratos mais populares do país.

5º dia – Dubrovnik

Saímos do hotel de ônibus pela manhã em direção à Dubrovnik. No meio do caminho, paramos em Neum, cidade que pertence a Bósnia e Herzegovina. Nunca imaginei que visitaria a Bósnia e que a costa do país pudesse ser tão encantadora. Na verdade, o caminho inteiro foi lindo! O tom azulado do Mar Adriático é coisa de outro mundo.

À tarde fizemos um tour pela parte histórica de Dubrovnik. Para quem não sabe, Dubrovnik é uma cidade costeira da Croácia localizada no extremo sul da região da Dalmácia. Com pouco mais de 40 mil habitantes, é um dos destinos turísticos mais concorridos do Mar Adriático. É tombada como Patrimônio Histórico pela UNESCO desde 1979. Os brasileiros tem reconhecido a cidade, pois ela é um dos cenários da série Game of Thrones; inclusive há um tour que mostra as locações utilizadas na série. Para ser sincera, a série foi um dos motivos pelo qual me interessei em visitar o destino. No período da tarde fizemos um roteiro pela parte histórica da cidade passando pelo Mosteiro Dominicano que congrega a farmácia mais antiga do mundo, de 1317. Passamos ainda pelo Porto, a Catedral, Igreja de São Brás e o Rector´s Place (o museu da cidade). A cidade é realmente uma fofura, fiquei completamente encantada. Deem uma olhada no centro histórico de Dubrovnik.

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 À noite permanecemos no hotel e jantamos pelas redondezas do empreendimento. 

6º dia – Dubrovnik

Acordamos pela manhã, pegamos um shuttle e voltamos ao centro histórico de Dubrovnik. Andamos novamente pelo centro histórico e inventei de caminhar pelas muralhas da cidade. Gente, caminhar pela muralha é ótimo… Um passeio lindo, que dura, em média, 1 hora. As muralhas têm visão privilegiada da cidade e o lindo mar azul por todos os ângulos, mas é SUPER PERIGOSO. Eu fui de chinelinho e levei um tombaço no final do roteiro, me machuquei bastante e fui parar nos primeiros socorros! TOMEM CUIDADO! Para os aventureiros, a caminhada custa Kn 120.

Almoçamos no Gradska Kavana Arsenal, um restaurante com varanda de frente o porto. Restaurante lindo, comida ótima e localização fenomenal. Recomendado!

Abaixo eu anexei algumas fotos do dia. Na verdade, enchi de fotos, pois não resisti. 

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Olhem a minha foto de cartão postal. Juro que foi eu que tirei e está sem filtro.

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No meio da tarde, toda machucada com a minha queda na muralha, voltei para o hotel a fim de aproveitar a estrutura do empreendimento. 

7º dia – Dubrovnik

Esse foi o dia de fazer as compras de última hora, arrumar as malas e à tarde voltamos para o Brasil.

As minhas impressões sobre o país foram as melhores possíveis. O clima do verão croata é excepcional; dias de muito sol, calor e céu azul. Fiquei tão empolgada que já estava pensando em mudar pela lá… Até ser atacada pelos pernilongos croatas. Rsrsrs… As mulheres são lindas, os homens, nem tanto. E por mais que a língua croata pareça incompreensível, aprendi várias palavrinhas durante minha estada e acho que a língua é mais fácil do que imaginamos. Milho verde assado, sorvete e pizza são os pratos mais populares do país e é fácil encontrar esses quitutes por todos os cantos. A Croácia é um país relativamente barato, se comparado a outros países europeus e tem preços muito semelhantes aos de grandes metrópoles brasileiras. Fiquei particularmente fascinada com a história da Croácia, principalmente pelo período no qual o país fez parte da Iugoslávia e as tensões, mesmo que veladas, entre sérvios e croatas. Também fiquei impressionada com o número de turistas espanhóis e argentinos por toda a Croácia, foi uma invasão castelhana.

De qualquer forma, fui para a Croácia sem muitas expectativas e fui surpreendida com a beleza e rica história do país. E pretendo voltar em breve… E vocês? Já compraram a passagem aérea para lá? 

Para fechar esse post, abaixo postei um vídeo com os cantores da Dalmacia, olhem que bacana.


Bok!

Volviendo a España – Barcelona y Valência

Neste mês fui à Espanha, pois apresentaria um trabalho científico na 7th International Conference on Sustainable Tourism em Valência. Mesmo com a correria do evento, tive tempo de conhecer Valência e dar uma passadinha em Barcelona e vou contar aqui minha programação turística por lá, porque ninguém é de ferro.

Gostaria de começar meu post dizendo o quanto amo a Espanha. Já escrevi várias vezes como sou apaixonada pelo país e cada vez que volto, tenho mais certeza deste amor. Nesta viagem em especial, voltei a Barcelona, cidade que já havia conhecido anteriormente, mas que não visitava há mais uma década, e, pela primeira vez, estive em Valência.

Fui a Barcelona com a Luftansa saindo de São Paulo. Eu sei que não é a escolha mais acertada, já que as conexões na Alemanha são meio fora de mão para quem vai à Espanha (na dúvida, deem uma olhada no Mapa Mundi), mas o que a gente não faz por uma tarifa camarada, não é?! No entanto, dessa vez fiquei positivamente surpresa com a companhia aérea. Já havia viajado com a Lufthansa pela Europa e não tinha me empolgado muito, mas nessa viagem eles conseguiram me surpreender. A aeronave que fazia o trecho Guarulhos – Frankfurt era novíssima, modernérrima, comidinha de primeira, serviço de entretenimento muito diversificado e atendimento preciso.

O aeroporto de Barcelona (El Prat) é extremamente moderno, amplo e oferece várias opções de compras e alimentos & bebidas. Fiquei empolgadíssima! Para chegar ao centro da cidade é possível escolher entre o trem e o ônibus, mas de acordo com o serviço de informações do próprio Aeroporto, a melhor maneira é tomar o ônibus (Aerobus). Ele sai a cada 5 minutos dos terminais do El Prat e chega na Plaza Cataluña em 35 minutos (€5,90). Gostei muito da praticidade, mas também adorei o trajeto passando por vários pontos da cidade.

Diferente do que costumo fazer, não vou contar minha jornada pelos dias, mas pelas cidades que eu passei. Então vamos lá….

Barcelona

Toda vez que volto a um destino que eu já conheço, faço questão de escolher passeios que eu não havia feito, portanto, vou contar apenas os atrativos diferentes, mas que acho que valem a pena serem conhecidos.

Uma das principais ruas turísticas de Barcelona é a Passeig de Gràcia (parada obrigatória de qualquer turista), um lindo boulevard bem estilo europeu no qual você encontra as lojas mais luxuosas e exclusivas de Barcelona e alguns dos edifícios mais icônicos da cidade. Como não havia conhecido os edifícios a fundo, desta vez resolvi visitar alguns deles.

Casa Milà – Também conhecido como La Pedrera, é um dos muitos edifícios desenhados pelo arquiteto mais conhecido da Catalunha, Antoni Gaudí. Construído no início do século XX como residência da família Milà, esta casa mostra toda a genialidade (ou loucura) de Gaudí. Durante a visita é possível conhecer o terraço com suas diferentes chaminés e um dos apartamentos. A visita custa €20.50 (caro!), mas só a recomendo para quem tem interesse em arquitetura, arte ou pretende conhecer mais sobre a Barcelona do início do século XX. Ahhh! Também é possível conhecer o terraço à noite e vê-lo iluminado. Deem uma olhada na fachada do edifício e no terraço.

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Casa Bartlló – Outro edifício construído por Gaudí para o industrial Josep Bartlló no início do século XX. A casa foi construída toda inspirada no mundo marinho e a visita é feita de forma interativa na qual o turista pode ver por meio de um palmtop como a casa era quando foi concebida. O edifício já é muito “fora da casinha” para os padrões de hoje, então fiquei pensando como ela foi recebida pelas pessoas no começo do século XX. A visita custa €22.50 (também é carinho!), mas acho que vale a pena conhecê-la se vocês tem interesse em arquitetura e arte. Ahhh! As filas são sempre gigantes, então recomendo comprar o ingresso online para não perder muito tempo. Deem uma olhada na fachada do Edifício.

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Também visitei os seguintes atrativos:

Palau de la Música Catalana– É um auditório de música privado de propriedade do Orfeu Catalão. Foi projetado por Lluís Domènech i Montaner, outro grande arquiteto barcelonês, no início do século XX e mostra a riqueza e criatividade do modernismo catalão. O lugar é de tirar o fôlego! As visitas guiadas (€ 18) ocorrem a cada 30 minutos em Inglês e Espanhol e super recomendo. Tentei tirar umas fotos bacanas, mas posso garantir a vocês que as imagens abaixo não fazem jus por completo à beleza do lugar.

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Hospital de la Santa Creu i Sant Pau – Localizado próximo à igreja Sagrada Família, este antigo hospital mostra mais um pouco da genialidade de Lluís Domènech i Montaner. O conjunto de edifícios modernistas é lindo, uma pena que pouquíssimos deles estejam abertos ao público. Para os curiosos, o passeio custa € 10. Na segunda foto estou eu, gatíssima, para mostrar que realmente estive por lá.

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Museu d’Història de Catalunya – Localizado entre o Port Vell e a Barceloneta, este museu apresenta a história da Catalunha (comunidade autônoma espanhola na qual Barcelona faz parte e é a capital), mostrando as particularidades da região desde a dominação romana aos episódios mais recentes, sem esquecer do movimento modernista do início do século XX, dos eventos mundiais e o franquismo. O museu conta com vários objetos, recria cômodos e possui um quê de interativo. Achei super bacana, mas só o recomendo para as pessoas realmente interessadas em história e cultura e querem se aprofundar na história catalã. O ingresso custa apenas € 4.

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Além de todos esses atrativos, não podia deixar de passar por alguns locais super populares com a linda Plaza Cataluña, a sempre agitada La Rambla, o bairro Gótico e a Catedral, a igreja Sagrada Família (€ 18 – não esqueçam que o ingresso precisa ser comprado com antecedência), a charmosa Barceloneta, o Arco do Triunfo (toda vez que eu me perdia por Barcelona, sempre acabava chegando no Arco do Triunfo), as lindas Plaza España e Plaza de la Reina e o diferentão Parque Güell (que agora cobra € 8 para a visita em seus principais pontos e o ingresso também precisa ser comprado com antecedência). Segue abaixo as imagens da Plaza Cataluña, Sagrada Família, Parque Güell e Plaza España.

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Sobre o empreendimento que me hospedei em Barcelona, quis escolher um meio de hospedagem que fosse próximo aos atrativos turísticos, a alguma estação de metrô e que tivesse uma boa estrutura (minhas hospedagens anteriores na cidade pecaram muito no quesito localização, estrutura e segurança). Na hora de escolher o empreendimento, devo admitir que fiquei um pouco assustada com os altos valores das diárias, mas achei um hotel que cumpria todos os requisitos da melhor forma possível. Fiquei hospedada no Room Mate Emma, um empreendimento próximo de restaurantes, estação de metrô e a duas quadras de La Pedreira. Gostei do hotel; novinho, limpinho, cama e chuveiro bom, quarto silencioso e precinho mais camarada. Recomendado! Deem uma olhada na fachada do empreendimento e no meu apartamento com um quê de futurista.

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Se eu puder recomendar algum programa pouco turístico para as pessoas mais aventureiras, recomendo que visitem o bairro de Gràcia, região localizada acima do Passeig de Gràcia. Além de extremamente charmoso, o local possui um comércio inusitado e diversificado.

Valência

Se Barcelona tem essa cara de cidade cosmopolita, tipicamente europeia, que às vezes faz vocês se perguntarem se estão em Lisboa ou Paris, Valência é 100% espanhola. Em todos os cantos vocês sentem que realmente estão na Espanha.

Minha paixão pela cidade já começou logo na chegada. A Estação de Trens Nord foi construída na década de 1920 e é um colírio para os apaixonados por arte e arquitetura. Deem uma olhada na fachada e no interior do atrativo.

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E vamos aos passeios…

Free Tour Valência – Ando super adepta aos free walking tours, pois é uma maneira descontraída e às vezes mais autêntica de conhecer a cidade. O conceito é muito simples; o guia oferece o melhor tour que ele pode e vocês decidem quanto vale o passeio. Durante o passeio, geralmente guiado por pessoas da própria cidade, eles contam as histórias e curiosidades do destino, fazendo com que o turista entenda um pouco da realidade local. Achei a empresa bacana, é preciso fazer reserva com antecedência na Internet, e mesmo que nosso guia não tenha sido tão extrovertido e brincalhão, mostrou ter muito conhecimento dos atrativos turísticos. Durante o tour, passamos pela Plaza de la Virgen, ponto que se iniciou a antiga cidade de Valentia (romana), conhecemos o interior da linda Basílica de la Virgen de los Desamparados, aprendemos sobre o Tribunal de las Águas (declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO), passamos pela Calle Caballeros, Lonja de la Seda (€ 2 – edifício em estilo gótico construído na Idade Média onde eram negociados produtos finos como a seda), Mercat Central (o maior mercado de produtos frescos da Europa), Plaça Redona, Catedral e terminamos nosso tour na L´Almoina (centro arqueológico que mostra parte das ruínas romanas da cidade). Também aprendemos sobre a Água de Valência (um drink), a Paella (que tem esse nome, pois a panela onde é cozinhado o arroz, a “paellera”, é chamada de “paella” em Valência) e experimentamos a Orxata (bebida feita de Chufa, um tipo de uma fruta seca trazida pelos árabes – bom, parece um pouco com leite de amêndoas). Segue abaixo fotos da Lonja de la Seda, do Mercat Central e da Catedral de Valência.

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Cidade das Artes e das Ciências – Situado no canto do Jardín del Turia (um antigo rio que cruzava a cidade, mas que foi desviado devido à uma enchente na década de 1950 e transformado em um lindíssimo espaço de lazer de 9 quilômetros de extensão), é um complexo arquitetônico construído no final da década de 1990 que congrega diversos espaços; um Planetário, o Museu de Ciências, L’Oceanogràfic (o maior aquário oceanográfico da Europa) e uma casa de ópera. Para ser bem sincera, não entrei em nenhuma de suas atrações, pois não me interessaram, mas como é um dos cartões postais de Valência, acho que é aquele tipo de local que deve ser visitado. Deem uma olhada na estrutura central do atrativo.

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Museu Nacional de Cerâmica y Artes Suntuarias “González Martí” – Este museu foi a sugestão de uma colega, a Poliana. Localizado em um palácio do século XVIII, o espaço congrega uma coleção de cerâmica que atravessa os séculos. Para ser sincera, achei a coleção meio fraquinha, mas a visita foi válida, pois dá a oportunidade de conhecer um lindo palácio. O ingresso custa apenas € 3. Deem uma olhada na fachada espetacular do atrativo.

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Segue outras fotos da linda Valência…

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Sobre o empreendimento que me hospedei em Valência, fiz questão de escolher um hotel que ficasse próximo ao evento, portanto escolhi o Barceló Valência, que, mesmo localizado longe do centro da cidade, estava ao lado da Cidade das Arte e das Ciências. Por mais que eu tenha gostado de o empreendimento ser moderno, novinho em folha e oferecer uma boa tarifa, no geral, não fiquei muito satisfeita com minha escolha; o hotel tinha um clima impessoal, os colaboradores eram meio apáticos, o chuveiro não esquentava direito (tenho pavor de chuveiro que não esquenta) e as janelas não tinham cortina blackout, portanto era impossível dormir depois que o dia amanhecesse. Não sei se o recomendo! De qualquer forma, deem uma olhada na fachada do edifício e no meu apartamento.

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Sobre as opções gastronômicas, eu não vou recomendar nenhum restaurante específico, pois percebi que nas duas cidades é possível encontrar empreendimentos descolados e que exploram os pratos regionais, mas sempre acho que quando estamos em um lugar precisamos experimentar os sabores locais. Portanto, recomendo que provem as famosas tapas e bocadillos, os pratos a base dos diversos tipos de arroz e, quando estiverem em Valência, experimentem a Paella (prato mais famoso da cozinha espanhola e que foi criado em Valência), o suco de laranja fresco (que vocês encontram em qualquer lugar), a Orchata e a Água de Valência.

Vou fechar o post com uma imagem bem típica da gastronomia de Valência, um almoço com paella e água de Valência. Para ser sincera, não sei ao certo porque coloquei essa imagem, pois essa Paella me fez um mal danado depois, mas tá valendo.

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¡Hasta luego!

Ahora en Ciudad de Panamá

Ainda com a missão de explorar a América, dessa vez minha parada foi na Cidade do Panamá (Ciudad de Panamá). Só para dar uma situada, o Panamá é um país de quase quatro milhões de habitantes localizado na América Central. Já fez parte do território espanhol durante o período colonial, mas também já foi colombiano. No entanto, auxiliado pelos Estados Unidos (que tinham interesse em aproveitar economicamente o istmo que une os Oceanos Atlântico e Pacífico, construindo e explorando uma eclusa que até hoje é a principal fonte de renda do país, o Canal do Panamá) conseguiu sua independência no início do século XX. A influência americana no país, sobretudo sobre o Canal do Panamá, foi tão grande que o Canal só passou inteiramente às mãos panamenhas em 1999. Nesta brincadeira, os Estados Unidos lucraram durante seu período de exploração 40 vezes o valor investido na obra.

Assim como o Brasil, o Panamá também já enfrentou uma dura ditadura militar, mas hoje é uma república próspera que só no ano de 2015 experimentou um crescimento de mais de 6% do Produto Interno Bruto.

A moeda local é a Balboa, mas como os panamenhos dizem, é como uma moeda figurativa, pois o Dólar Americano circula livremente pela cidade e a cotação é de B/. 1 = US$ 1. A capital, Cidade do Panamá, é a maior e mais populosa do país com quase 1,5 milhão de habitantes em sua região metropolitana. É uma cidade cosmopolita  que possui uma miscelânea cultural, formada por imigrantes europeus, chineses, hebreus, africanos, além de diferentes grupos indígenas que ainda habitam a região. No entanto, nos últimos anos tem presenciado a chegada de imigrantes proveniente, sobretudo, dos Estados Unidos, Canadá, Colômbia e Venezuela, que procuram o que o país tem de melhor; segurança, bom clima e oportunidades de trabalho. Por sua rica história, parte de seus atrativos é tombado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. E esse foi um dos vários motivos que me motivou a conhecer o destino. Na verdade, a cidade também é conhecida pelas suas opções de compras e pelos cassinos. Infelizmente com o Dólar a R$ 4,10, não pude aproveitar ao máximo estas últimas opções.

Dessa vez, voei de Copa Airlines, saindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos direto para a Cidade do Panamá. Já havia viajado com a Copa em minha passagem por Cuba. Eu achei a companhia ok. As aeronaves são novas, o atendimento e a alimentação são normais, mas o entretenimento a bordo é fraco.

A hotelaria da Cidade do Panamá é ótima. Ela oferece estabelecimentos para todos os gostos e bolsos e é possível encontrar muitas das grandes redes hoteleiras mundiais. A oferta foi tão irresistível que decidi ficar em dois empreendimentos distintos. O primeiro foi o Hyatt Place Panamá City Downtown Hotel, localizado entre as Calle 50 e Avenida España, no coração financeiro da cidade. Localização prática, ótimo tamanho dos apartamentos, atendimento ok e preço justo. Só achei o café da manhã muito fraco. É aquele pão com geleia, ovos mexidos (huevos revueltos) e bacon bem básico americano. Neste quesito, eu devo admitir que esperava mais, mas super recomendo o hotel! Deem uma olhada na recepção e no meu confortável apartamento. 

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Já minha segunda opção foi o descoladíssimo Hard Rock Hotel Panama Megapolis. Na verdade, essa era minha primeira opção, mas o dólar alto não me deixou ficar por lá todos os dias. Esse era um empreendimento que eu estava louca para conhecer, mas fiquei um pouco decepcionada. O hotel é gigantesco! São mais de 1400 quartos e suítes espalhados por um edifício de 66 andares. O estabelecimento ainda oferece quatro restaurantes, boates, bares, spa, loja… Enfim, o que parecia ser um sonho, me sufocou um pouco. É um hotel de gente super jovem e animada e me senti meio velha. Também fiquei um pouco decepcionada com o apartamento, talvez porque estivesse esperando demais! De qualquer forma, gostei da experiência e o recomendo para os turistas que estão procurando um hotel de festa. No entanto, para quem quer descansar, não creio que seja a melhor opção. Ahhh! Devo admitir que os serviços eram ótimos e o café da manhã, super vasto. Deem uma olhada no interior do empreendimento e do meu apartamento.

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Ao contrário das outras viagens longas que contei meu tour pelos dias, vou citar apenas os atrativos que visitei, pois fiz um roteiro confuso com idas e vindas e acho que desta forma ficará mais fácil entender tudo o que eu vivenciei por lá. Ahhh! Eu coloquei muitas fotos, pois em alguns atrativos, simplesmente não resisti.

City tour Existem várias empresas e taxistas que oferecem city tour completo pela cidade, mas optei por fazer um passeio com aqueles tradicionais ônibus turísticos de dois andares. O ônibus sai todos os dias a partir das 09 horas do Shopping Multicentro e passa pelos principais atrativos da cidade: Albrook Mall (dizem ser o maior shopping da América Latina), Miraflores (centro de visitantes do Canal do Panamá), Biomuseo, Isla Flamenco e termina no Casco Antiguo. Os ônibus são bem simples e fazem poucas paradas, mas é uma boa forma de ter uma dimensão da cidade e de onde estão localizados seus atrativos. O ticket individual custa US$29 e pode ser adquirido no próprio transporte. Recomendo! 

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Canal do Panamá – É um canal artificial de 77 quilômetros de extensão que liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico. O canal atravessa um istmo (uma estreita facha que liga duas áreas de terra) onde foram construídos bloqueios e eclusas para efetivar a travessia. O Canal começou a ser construído pela França em 1881, mas que abortou a obra devido a problemas de engenharia e sanitários. Os Estados Unidos assumiram a construção no início do século XX e o inauguraram em 1914. Hoje o atrativo é considerado pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis como uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno. O Canal oferece um centro de visitantes chamado Miraflores onde é possível ver um vídeo 3D que explica sobre a obra, um museu, um simulador que mostra como os navios passam pelas eclusas (bacana!), mas também é possível ver duas eclusas em pleno funcionamento. Recomendado! A visita à Miraflores custa US$ 15. Deem uma olhada em parte do Canal.

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Panamá Viejo – São os restos da antiga Cidade do Panamá. Fundada em 1519, foi a primeira cidade estabelecida pelos europeus às margens do Oceano Pacífico e a mais antiga de todas as capitais em terra firme no continente americano. Por sua posição geográfica estratégica, era ponto de parada dos navios espanhóis que levavam os bens extraídos das colônias espanholas para a Europa. Por essa razão, era alvo de piratas e corsários. Em 1671, a cidade foi saqueada e incendiada pelo pirata Henry Morgan e seus habitantes foram obrigados a deixá-la e se instalaram em um outro ponto mais seguro, hoje conhecida como Casco Antiguo ou Casco Histórico. As ruínas do Panamá Viejo são tombadas como Patrimônio Mundial da UNESCO; ainda restam as estruturas de algumas edificações da época como o Monastério, a Igreja e seu campanário. O atrativo oferece também um pequeno museu que conta um pouco da história dos habitantes locais, da estrutura da cidade e sobre sua destruição. A visita ao museu é opcional, mas não o recomendo. De qualquer forma, gostei de conhecer as ruínas, mas só indico a visita para as pessoas que tenham grande interesse em história. Para os curiosos de plantão, a visita custa US$ 12 (com museu incluído). Segue algumas fotos do local.  Ahhh! A terceira foto é da antiga igreja com seu campanário. Eu inventei de subir até o topo da torre: – Para quê, meu Deus? Para quê? A subida é sofrida! Fiquei com dores nas pernas por dois dias. 

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– Casco Antiguo – É o distrito histórico da Cidade do Panamá. Ele foi estabelecido em 1673, após a destruição quase total da cidade original. Sua história e suas edificações de diferentes estilos arquitetônicos foram decisivos no seu tombamento como Patrimônio Mundial da UNESCO. Esta parte da cidade é charmosérrima e encantadora! Diferente do que eu imaginava, as edificações não são no estilo colonial espanhol tradicional, assemelha-se mais ao estilo de Nova Orleans nos Estados Unidos (como seu conhecesse Nova Orleans), mas adorei! Desculpem, fiquei tão empolgada que tirei muitas fotos. A primeira foto é da Catedral Metropolitana do Panamá, localizada na linda Plaza Mayor ou Plaza de la Independencia (segunda foto).

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Centro novo – Essa é a parte mais moderna e um dos cartões postais da cidade. Possui um conjunto de edifício super modernos e chiquetérrimos, transformando o skyline em um dos principais atrativos locais. Olhem que lindo! A terceira foto é do edifício do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, um dos edifícios mais lindos que eu já tive oportunidade de conhecer.

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Cinta Oceânica – É um lindo calçadão situado no centro novo da cidade às margens do Oceano Pacífico. É possível fazer caminhadas, andar de bicicletas e praticar esportes. O lugar é lindo, mas infelizmente o cheiro de esgoto estraga muito o passeio. Deem uma olhada.

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Compras – A Cidade do Panamá é conhecida como um destino de compras. Ela oferece vários shoppings e lojas com diferentes tipos de produtos. As peças de decoração, por exemplo, são de um bom gosto absurdo.

Entre os shoppings, o maior e mais popular é o Albrook Mall. Eu achei esse shopping o ó, parece um paraguaizão, mas devo admitir que encontra-se boas barganhas por lá. Ele está localizado longe do centro da cidade, mas é possível chegar ao atrativo de metrô. Também visitei o Multicentro, outro shopping decepcionante, e pior, não oferece boas opções. Na minha opinião, os melhores shoppings são: o Multiplaza Pacific e o Soho Mall. O Multiplaza é grande, amplo, iluminado, e possui tanto lojas mais exclusivas como Hermés, Dolce Gabbana, Cartier, Prada, etc., como marcas mais populares. Recomendo ir atrás das “rebajas”. Achei boas promoções por lá, uma pena que a exorbitante cotação do dólar não ajudou. Já o Soho Mall é o shopping mais luxuoso da cidade. Localizado no centro financeiro, é daquele tipo de shopping só para ver e passear, mas é lindo. Além disso, tem restaurantes super agradáveis e um mercado mega estiloso. Segue abaixo fotos do interior do Albrook Mall, do Multiplaza e do Soho Mall. Ahhh! Perto do Aeroporto localiza-se outro shopping, o Metromall, uma boa opção para quem está na Cidade do Panamá para uma curta conexão, mas infelizmente não o visitei.

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Alimentação – Devido à miscelânea cultural, a gastronomia da Cidade do Panamá é rica e é possível encontrar um pouco de tudo. A gastronomia panamenha é, basicamente, constituída por pratos a base de frutos do mar e pescados, principalmente a corvina. Mas a opção mais popular na cidade é a raspadinha, que eles chamam de “raspado”. Vocês encontram carrinhos de raspadinha em cada esquina e estas iguarias são super elaboradas com leite condensado, caramelo, açúcar, etc. Eu não as experimentei, mas devem ser muito boas pela popularidade dos carrinhos. Deem uma olhada na carinha deste “raspado”…

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Se eu puder recomendar alguns lugares, gostaria de indicar o Athanasiou, um café charmoso bem ao estilo americano, localizado ao lado do Hard Rock Hotel Panama Megapolis. Eles oferecem um pouco de tudo; sanduíches, sopas, tortas, bebidas quentes, etc. Deem uma olhada…

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Minha segunda indicação é o Veggie Moon, um restaurante especializado em frutos do mar localizado no Casco Antiguo. O lugar é inusitado, charmoso, delicioso e que dá atenção especial aos detalhes. Ele é um um pouco mais caros que os demais estabelecimentos da região, mas vale a pena. Além disso, o chef de cozinha do restaurante é brasileiro.  Deem uma olhada no salão do empreendimento.

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O último é o Brazzeiro, uma churrascaria brasileira com os sistema de rodízio localizada no Soho Mall. Eu sei que recomendar uma churrascaria fora do Brasil é meio piegas e devo admitir que a carne está longe de ser a melhor que eu já provei (muitos dos cortes precisavam de mais tempero e eram provenientes de boi confinado – quem vê pensa que eu sou “a” entendida em carne!), mas o buffet oferecido vale toda a pena. Comi a melhor lagosta da vida! Segue abaixo uma foto do interior do restaurante.

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Transporte – A cidade depende quase que exclusivamente da malha rodoviária, mas oferece vários tipos de transporte. Para o turista, o mais popular é o táxi. Há os táxis brancos, conhecidos como táxis turísticos, mais caros. Também é possível encontrar táxis amarelos, que atendem tanto turistas quanto a população local. Eles são loucos, mas são baratos (sempre negocie a tarifa antes de entrar nestes táxis e pechinche. Eu que nem sei pechinchar até peguei a manha do negócio!). Os motoristas são quase sempre muito simpáticos e os carros, mesmo velhos, estão geralmente limpos, cheirosos e possuem ar condicionado. Ar condicionado no Caribe é vida! Ahhh! E já vou avisando… Não esperem taxímetros nestes veículos. Os preços são determinados pelas zonas que vocês irão visitar, pela cara do cliente, ou simplesmente pelo desespero do taxista em conseguir uma corrida.

A cidade também oferece ônibus coletivos. São eles: Os Diablos rojos, um tipo de ônibus antigo, super colorido, louco e sem ar condicionado; o Metrobus, frota levemente mais nova e mais cara; e o Busito, vans que atendem exclusivamente os moradores. Há também o metrô; as estações parecem novas, mas atendem uma pequena área da cidade.

Infelizmente andar a pé não é a melhor ideia. As vias não são regulares e as calçadas são péssimas; fazem as calçadas de Curitiba parecerem um sonho! O trânsito é caótico, os motoristas são loucos e parecem esquecer regras básicas de trânsito. É uma buzinação sem fim (os táxis ficam “pitando” no meio da rua para chamar os pedestres, neste caso, possíveis clientes) e faixa de pedestre é um sonho longínquo. Mas no final das contas, dá tudo certo.

Minhas impressões – Por mais que eu tenha gostado de conhecer o destino e saber que o Panamá é um país seguro, rico e que tem crescido em todos os âmbitos, devo admitir que a cidade também tem um lado pobre que me deixou um pouco triste. Além disso, durante os passeios senti muito cheiros, nem sempre agradáveis. Cheiro de lixo, de esgoto, de mangue são constantes. De qualquer forma, adorei a simpatia dos taxistas, adorei admirar o skyline da cidade a qualquer hora do dia e de ver que o Brasil está mais próximo do Panamá do que imaginamos. A cidade oferece várias lojas brasileiras como Melissa, Puket, Via Uno, Dudalina, Carmen Steffens e DellAno. Além disso, a novela Os Dez Mandamentos e os comerciais da Xuxa para Cicatricure são super populares.

E assim terminou mais uma aventura. Espero que tenham gostado e que venham as próximas…

Hasta luego!