Ciao Italia (Napoli e Capri)

Ciao a tutti! No post de hoje conto sobre minha última viagem ao sul da Itália, especificamente Nápoles e Capri. Já visitei a Itália em 2009 quando fiz um circuito passando por várias cidades italianas, inclusive os dois destinos citados neste relato, mas não tive a oportunidade de conhece-las com tempo, portanto achei que valia a pena voltar para explorá-las com mais carinho. Fui à Nápoles para participar do Environmental Impact 2018 – 4th International Conference on Environmental and Economic Impact on Sustainable Development, evento internacional interdisciplinar que trata sobre impactos ambientais, uma das minhas áreas de estudo. Durante o evento, apresentei um artigo científico sobre eco inovações no Rio Quente Resorts em Caldas Novas, região central do Brasil, um dos resorts mais sustentáveis do país. No entanto, aproveitei minha viagem para visitar os atrativos locais e conto aqui mais sobre esta aventura. Vou especificar alguns dos pontos que conheci e outros programas que realizei durante meu período por lá.

Acho que tenho que começar o post contando que, contrariando a grande maioria dos brasileiros, não sou a maior fã da Itália. Admito que a Itália é um dos destinos histórico-culturais mais incríveis que existe e é o berço da civilização ocidental, além de ser um país de clima quente e ensolarado. No entanto, acho que as massas italianas são sempre mais gostosas no Brasil, e, como profissional de turismo, fico incomodada com a estrutura turística ultrapassada do país, percepções que nesta viagem começaram a se desconstruir.

Não há voos diretos saindo do Brasil para Nápoles. Para chegar ao destino é necessário fazer conexão em Roma ou em algum outro destino europeu. No meu caso, eu voei com a Iberia (que melhorou sua frota de aeronaves e seu centro de entretenimento nos últimos anos) até Roma e peguei um trem à Nápoles.

Do aeroporto Fiumicino (Roma) até o centro é possível utilizar o ônibus ou o trem. O ônibus é, sem dúvida, a forma mais barata de chegar à Estação Termini (principal estação de trens do país), mas analisando os reviews do TripAdvisor, fiquei assustada como eles são mal avaliados. Portanto, optei pelo Leonardo Express, um trem extremamente confortável e sem escalas que faz o trajeto ao centro em 32 minutos. O trecho custou € 14 (uma facada no coração!), mas acho que vale a pena. Na verdade, os trens italianos foram a maior surpresa desta viagem e vou explicar com mais detalhes o porquê. Para viajar de Roma à Nápoles, também optei pelo trem. Comprei os passes na homepage da Trenitalia, a principal companhia pública de transporte ferroviário italiana. Utilizei o Frecciarossa, um dos vários trens de alta velocidade; paguei ‎€ 39.80 no trecho de ida e volta e em uma hora e 10 minutos já estava em Nápoles, portanto foi a forma mais rápida e prática para chegar ao destino.

Não posso fazer um post sem mencionar minhas escolhas hoteleiras, pois afinal sou professora de hotelaria e acho que encontrar um bom meio de hospedagem na Itália é como achar uma agulha em um palheiro. Infelizmente a hotelaria de classificação média italiana é, em grande parte, muito amadora e defasada, mas percebi que eles estão melhorando, e muito. Localização é um fator importante na escolha de um empreendimento hoteleiro para mim, portanto, em Roma fiquei hospedada próximo à Estação Termini, pois lá encontram-se trens, ônibus, metrô, e há até empresas de aluguel de automóvel e scooter. O hotel escolhido foi o Smooth Hotel Rome Reppublica. É novinho, prático, limpinho e o melhor de tudo, tem o café da manhã incluído na diária. O Smooth é uma rede hoteleira com quatro empreendimentos em Roma. Recomendado! Deem uma olhada na fachada do Hotel e no apartamento.

Caso estejam procurando uma área diferente para se hospedar em Roma, recomendo a região da Piazza Spagna, pois é um dos principais atrativos turísticos da cidade e há uma estação de metrô à disposição, o que facilita a locomoção para outros lugares.

Já em Nápoles fui contra minhas próprias convicções, mas por uma boa causa. Fiquei hospedada no Metro 900, um hotel boutique localizado na região de Merguellina. O empreendimento fica afastado do centro, mas estava relativamente próximo do local onde ocorreria o evento e fiquei apaixonada pelo conceito do empreendimento. Além de tudo isso, o Metro 900 possui uma tarifa competitiva pelo serviço oferecido. Ele está anexo à uma estação de trem, portanto é prático, apesar de localizar-se longe do burburinho turístico. Amei o hotel e o recomendo demais! Deem uma olhada na fachada do empreendimento e no meu apartamento.

Nápoles

Fiquei muito entretida com as atividades do evento, mas entre uma folga e outra consegui fazer os seguintes programas:

Free Walking Tour – A empresa oferece três diferentes tours: Neapolis, o mais básico; Partenope e Old Town. Ele é oferecido em Inglês e Espanhol todos os dias às 10h30 e às 17h00 com saída no portão do Castel Nuovo. Por uma questão de tempo eu fiz apenas o tour Neapolis e durante o percurso de pouco mais de duas horas visitamos o Teatro Di San Carlo, Piazza Plebiscito e Palazzo Reale, Via Toledo, Quartiere Spagnoli, Pignasecca Market, Piazza del Gesù e Piazza San Domenico. O passeio foi muito legal, pois o guia conta sobre a rica história da cidade, desde o período grego, romano, espanhol, como território independente, até questões mais recentes como parte da Itália. Ahh! Vocês sabiam a pizza Marguerita foi inventada em Nápoles e a cidade era um dos destinos obrigatórios durante o Grand Tour, viagens organizadas pela aristocracia europeia nos séculos XVII e XVIII (meus alunos de Turismo vão entender bem sobre isso). O tour mostra também os bairros mais tradicionais do destino onde as ruelas estreitas escondem o dia a dia dos napolitanos. O Raffaele, nosso guia, é formalmente registrado como guia turístico e o Free Walking Tour funciona da seguinte forma; ele oferece o melhor tour possível e vocês decidem quanto vale o passeio. Recomendo! Se não puderem fazer com esta empresa, busquem uma outra que ofereça tours com caminhadas pela cidade, pois assim vocês realmente veem as diferentes nuances e contradições do destino. Segue abaixo uma foto da fachada do Castel Nuovo e do Quartiere Spagnoli.

Palazzo Reale – Quem me acompanha já sabe que eu sou “a louca do palácio”. Vejo um palácio e já vou agendando minha visita. Em Nápoles não podia ser diferente. Situado na Piazza del Plebiscito, a maior e mais importante praça de Nápoles, é um edifício construído em 1600 e serviu como residência para o vice-rei espanhol, vice-rei austríaco e quando Nápoles se tornou um território independente, foi o palácio dos reis da Casa de Bourbon. Com a unificação da Itália, em 1861, foi a residência napolitana dos membros da casa de Savoia. Toda a rica história do Palácio pode ser vista por meio de visitas que custam ‎€ 6.00. Lindo, lindo! É relativamente pequeno, mas vale a pena! Deem uma olhada na fachada do Palácio e em duas salas, incluindo a Sala do Trono.

Teatro di San Carlo – Localizado ao lado do Palazzo Reale, é um dos mais famosos e prestigiados teatros do mundo e segundo nossa guia, é o teatro europeu mais antigo ainda em funcionamento. Foi fundado em 1737 e pode acomodar até 1386 espectadores. O Teatro oferece visitas guiadas a cada hora em Italiano e às 11h30 e às 15h30 o tour é oferecido em Inglês. O valor do passeio é de € 8.00. O espaço é  lindo e o recomendo para quem gosta desse tipo de atrativo. Também o recomendo para os amantes de história, arte e arquitetura. Eu fiz o tour em Italiano e foi bem tranquilo entender as informações. Segue abaixo algumas fotos do interior do Teatro.

Capri

Se tem um lugar no qual sou apaixonada é Capri. É uma ilha a 40 minutos de barco de Nápoles e é conhecida como um dos cartões postais do sul da Itália por suas charmosas vias e pelo seu mar em tom de azul turquesa. Eu tenho uma história muito engraçada sobre essa Ilha. Quando estive pela primeira vez na Itália e contei para minha mãe sobre o itinerário que faria no país, ela comentou que eu iria adorar Capri. Achei que ela estava enganada, pois locais longe da civilização não são muito a minha praia. E também não sou a maior fã de passeios marítimos, mas fui cheia de expectativas. Recordo-me que quando cheguei ao porto de Capri, olhei ao redor e pensei: – Sério?! É só isso?! Achei que minha mãe tinha me enganado ou simplesmente nossos gostos não haviam batido…. Enfim… Nosso grupo tomou um barco e fizemos um passeio pelo mar e quando saí do porto, percebi como aquele pedacinho da Itália era especial. Nunca tinha visto um mar de um azul tão profundo e as formações rochosas em tom acinzentado claro que circundam a Ilha são inexplicavelmente lindas. Durante o passeio de barco são feitas visitas em algumas grutas e fiquei o tempo todo meio boba com a beleza cênica do lugar. Este é o testemunho de uma urbanóide que não é ligada ao mar e não é apaixonada por passeios de barco. Mas voltei da atividade em um estado de encanto. Mas encanto de verdade eu senti quando peguei o Funiculare e fui ao ponto mais alto da Ilha. Pronto, estava completamente apaixonada! Capri é linda demais! É pequena, é rústica, mas tão charmosa, tão autêntica… Cheia de lojas de grife e mercado de produtos típicos, tudo com um bom gosto absurdo e muito harmonioso. As vielas são estreitas, mas lindas e cheias de flores. Juro, um dos lugares mais bonitos que eu já visitei na minha vida! Deem uma olhada…

Na minha primeira visita a Capri eu não tive muito tempo para conhecer a cidade, pois meu grupo quis passar o dia na praia, portanto dessa vez fiz questão de aproveitar o tempo todo no centrinho. Andei por todas as ruas, visitei cada cantinho, enfim, vivi a Ilha. Caso tenham interesse em visitar Capri saindo de Nápoles, comprem os bilhetes de ferryboat no porto de passageiros localizado atrás do Castel Nuovo no Mollo Beverello. Há várias empresas que fazem esse trajeto, mas eu optei pela SNAV pelo horário disponível. O ticket de ida e volta custa em torno de € 43.80 (caro, uma dor no coração em época de Euro nas alturas), mas o preço é similar em todas as empresas e vale super a pena!

Se eu puder dar algumas dicas gastronômicas, acho que Capri é um lugar onde vocês podem investir. Os restaurantes mais hypados da Ilha são o Da Paolino, conhecido pelos limoeiros que cobrem todo o teto e o Aurora. O Da Paolino fica onde “judas perdeu as bocas”, no caminho de Marina Grande. Fiz questão de ir ao restaurante, mas descobri que eles só estão abertos no período da noite (fica a dica!). Voltei com o rabinho entre as pernas. Já o Aurora fica bem no centro da cidade e é o preferido de celebridades como Mariah Carrey, Beyoncé e Reese Whiterspoon. O lugar é pequeno, mas muito bonito e está localizado em uma rua super charmosa. Se preparem que é caro! Os pratos custam em torno de € 25 a € 45, mas vale o investimento. Pedi um risoto al limone com camarão e estava pronta para escrever que não tinha gostado tanto do prato, mas não deu, estava maravilhoso…. Naquele nível que você está cheia e continua comendo. Por essa razão, o recomendo. Deem uma olhada no meu prato!

Também não deixem de provar o suco de Limão Siciliano (caro, mas tudo é caro nessa Ilha e é muito bom) e o sorvete da BuonoCore onde a casquinha é feita na hora. O cheiro de casquinha invade todo o centrinho e a sorveteria está sempre com filas; mesmo assim, vale a pena. Devo admitir que a casquinha de waffle do Ben & Jerry´s é mais gostosa, mas a massa com sabor pistache é boa demais.

E assim termina mais uma viagem. Como comentei no começo do post, a Itália não é meu destino favorito na Europa, mas admito que Nápoles tem seu charme. Além de ter uma história rica e fascinante, encontrei os italianos mais simpáticos do país e foi o primeiro lugar do mundo que eu visitei onde os moradores tinham certeza de que eu era uma local. Todos conversavam comigo em italiano (mesmo sendo descendente direta de portugueses) e quando eu comentava que não era italiana, eles achavam que eu era argentina (foi a primeira vez que escutei isso na vida).

E Capri, ahhh Capri… Sempre linda e especial!

Assim como na visita ao Chile, tentei mostrar toda a viagem em um vlog. Ainda estou aprendendo, mas ficou legal e dei muitas dicas. Deem uma olhada e me digam o que acharam.

Espero que continuem me acompanhando e se preparem, pois terão muitos outros posts diferentes nos próximos meses.

Arrivederci!

Voltando ao Chile (Santiago, Viña del Mar, Valparaíso e Valle Nevado)

Era uma vez uma menina simples, persistente, feliz com as escolhas e conquistas que tinha alcançado na vida (mesmo que ainda tivessem sido poucas), que já conhecia grande parte do Brasil, mas com pouquíssima experiência internacional (excluindo algumas incursões em cidades fronteiriças). Era fã de viagens aéreas e aeroportos, tinha poucas expectativas e sonhos para o futuro, mas era curiosa, aficionada por história e cultura e possuía uma vontade enorme de aprender. Em 1998, no feriado da Páscoa, ela decidiu realizar sua segunda viagem internacional; desta vez, visitaria o Chile. No entanto, por mais que tivesse aproveitado o destino e aprendido um pouco mais sobre a cultura latino-americana, ela achava que o país não tinha a conquistado completamente. Vinte anos se passaram e essa menina se tornou uma mulher; muito mais segura, mais decidida, mais corajosa e exigente e com uma grande experiência e bagagem cultural. Neste espaço de tempo, ela teve o privilégio de visitar mais de 30 novos países por diferentes continentes e incontáveis cidades. Mesmo assim, ela decidiu voltar ao Chile para ver o destino sob um novo ponto de vista, ela queria saber se teria as mesmas impressões e sensações que teve na sua primeira visita. Começo esse post dividindo essa história muito pessoal, pois foi esse o motivo que me fez voltar ao Chile neste último feriado. E são essas novas experiências e visão que trago para vocês hoje.

O Chile é uma república localizada na América do Sul, um dos poucos países sul-americanos a não ter fronteira com o Brasil. É um território estreito (tem apenas 175 quilômetros de leste a oeste) e muito comprido. É considerado um país ilhado (nunca tinha visto o Chile por este ângulo), pois tem o Deserto do Atacama ao norte, a cordilheira do Pacífico a oeste, a cordilheira do Andes a leste e as geleiras da Patagônia ao sul. A moeda nacional é o peso chileno (R$ 1,00 175.00 CLP) e sua economia está baseada na exportação de minérios, em grande parte o cobre e o lítio; frutas, vinhos e pescados. Contudo, aos poucos o Turismo tem se inserido como um setor representativo na economia local. É um dos mais estáveis e prósperos países da América do Sul, com alto índice de desenvolvimento humano, qualidade de vida, estabilidade política e liberdade econômica.

Viajei para o Chile com a Gol. Embarquei em São Paulo e cheguei à Santiago em 4 horas (na verdade foram 5 horas e 20 minutos, pois houve um atraso gigantesco durante o percurso). Ainda falando sobre voo, foi a minha primeira viagem internacional com a companhia aérea Gol. Por um lado, fiquei contente ao constatar que as aeronaves utilizadas neste trecho são novas, mas o serviço de bordo precisa ser repensado. Durante o voo de ida, o atendimento foi muito frio e as opções de jantar eram apenas lasanha de berinjela e carne de porco. Sério?! Minha dica é, Gol, por favor, seja mais democrática na oferta gastronômica de seus voos internacionais, mesmo que sejam de curta duração. O Aeroporto de Santiago está defasado, mas estão construindo um novo aeroporto em frente ao antigo terminal, portanto acredito que em pouco tempo a nova estrutura estará preparada para o crescente turismo receptivo do país.

Algumas dicas para viajantes de primeira viagem: Comparado a outros países latino-americanos como o Peru e a Colômbia, o Chile é um país caro. Transporte, passeios, comida, tudo é caro, mais caro que o Brasil. Portanto, não fiquem tão empolgados achando que vão comprar tudo que vem pela frente, pois o rombo no cartão de crédito poderá ser alto. Segunda dica: Caso queiram comprar pesos chilenos, recomendo que viajem com reais e troquem a moeda brasileira nas casas de câmbio do centro de Santiago onde as cotações são mais vantajosas. O comércio em geral não aceita reais ou dólares americanos e, quando aceita, as cotações não são das melhores, então prestem atenção.

Fui à Santiago decidida a me hospedar em um hotel bacana e admito que a cidade oferece boas opções para os viajantes. Pensando na tríade localização/ custo/ benefício, escolhi o Hotel Cumbres Lastarria. O empreendimento é bem moderno, com uma pitada de design, os quartos são confortáveis, espaçosos e a localização é ótima, próximo de restaurantes, dos principais pontos turísticos da cidade e do bairro Bellavista, uma região boêmia de Santiago. O único ponto negativo é a falta de manutenção em alguns quartos. Havia um vazamento no teto da minha ducha (vocês poderão ver com mais detalhes no vídeo que anexei abaixo) e mesmo alertando a recepção sobre o problema, não me colocaram em outro apartamento e nem recebi um pedido de desculpas pelo inconveniente. De qualquer forma, recomendo o empreendimento, pois no geral o hotel é muito bom. 

Mas vamos ao que interessa, à viagem em si.

1º Dia – Santiago do Chile

Fizemos um tour com os tradicionais ônibus turísticos. Eles percorrem os principais pontos de Santiago; são treze paradas e é uma ótima oportunidade para ter um dimensionamento da cidade. O ônibus que tomamos é administrado pela Turistik (acho que é uma das maiores empresas turísticas da cidade) e funciona muito bem. Passamos por vários bairros como Santiago Central, Providencia, Las Condes, Bellavista, entre outros, e pelos principais atrativos como a Plaza de Armas (onde fica a Catedral), a Plaza de la Constitución (ponto que abriga o Palácio de la Moneda), o Cerro de Santa Lucía e o Cerro San Cristóbal. Segue abaixo uma foto da Catedral de Santiago.

Minha paixão por Santiago foi sacramentada neste passeio. Como a cidade é linda! Não me lembrava desse detalhe (que de detalhe não tem nada!). É moderna, mas com pitadas de história, é organizada, aconchegante, oferece uma infraestrutura incrível e tem uma beleza cênica sem igual (está situada entre duas cordilheiras, a cordilheiro do Pacífico e a cordilheira dos Andes, então vocês veem montanhas por todos os lados). Enfim, na minha opinião é a cidade mais bonita da América do Sul. Para quem tem interesse neste ônibus é possível tomá-lo nos principais pontos turísticos ou shoppings da cidade. Há dois tipos de tickets; o mais simples custa 23.000 CLP e dá direito a paradas em todos os pontos do tour. Há também o ticket premium que custa 30.000 CLP; além do trajeto de ônibus, este tipo de bilhete inclui o passeio de funicular no Cerro San Cristóbal e ticket do teleférico. Eu adquiri o tour mais barato e o recomendo, pois mesmo que vocês tenham interesse em andar de teleférico e de funicular, o valor dos dois passeios comprados individualmente fica abaixo dos 7.000 CLP cobrados a mais pelo ticket premium. Passeio bacana e vale super a pena! Segue abaixo algumas fotos da cidade. A terceira foto é uma panorâmica de Santiago a partir do Cerro San Cristóbal. Dá para ver a cordilheira ao fundo.

À noite, jantamos na Calle Constitución em Bellavista, onde há diversos restaurantes turísticos.

2º Dia – Viña de Mar e Valparaíso

Compramos um tour de um dia com a TurisTour (36.000 CLP) para conhecer estes dois destinos. Na minha primeira visita ao Chile, eu fiquei encantada com o cuidado de Viña de Mar e tinha achado Valparaíso bem ok. Queria ver se minha impressão sobre os locais mudaria nesta visita, vinte anos depois.

Para quem não sabe, Viña del Mar está a pouco mais de 100 quilômetros de Santiago e é uma cidade litorânea conhecida por sua praia, pelo festival de música e pelo cassino. Já Valparaíso está localizada ao lado de Viña del Mar e possui o principal porto do país. O Porto tem uma história interessante, pois durante muito tempo foi o mais importante porto do Pacífico, já que todos os navios da costa leste dos Estados Unidos que viajavam para a costa Oeste, precisavam dar a volta pelo sul da América do Sul e o Porto era parada obrigatória neste trajeto. A cidade, que teve uma grande imigração europeia nos séculos XVIII, XIX e começo do século XX, se desenvolveu por conta desta vantagem competitiva geográfica. No entanto, com a abertura do Canal do Panamá, em 1914, Valparaíso perdeu sua posição estratégica o que gerou declínio populacional e recessão econômica, mas a cidade conseguiu se reerguer. Hoje é conhecida como um destino estudantil, devido ao considerável número de universidades, é a sede do poder legislativo do Chile, bem como de outras repartições estatais. Seu setor histórico é tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO desde 2003.

Passamos a manhã em Viña del Mar e devo admitir a cidade não me pareceu tão charmosa como estava em minha memória. Achei-a só ok e o mar estava muito bravo, sinceramente eu não teria coragem de entrar na água. Segue algumas fotos de Viña del Mar. A segunda foto é do Cassino.

No período da tarde fomos à Valparaíso. Visitamos a pé as casas coloridas cobertas de alumínio tombadas como Patrimônio Histórico; andamos por um dos 10 funiculares em funcionamento na cidade e terminamos o tour no Porto. Como da primeira vez, a cidade também não me impressionou. Admito que há alguns edifícios lindos, as antigas casas tombadas hoje se transformaram em um comércio hipster cheio de hotéis boutique, hostels, cafeterias e restaurantes, e os grafites estão colorindo muito pontos da cidade; mesmo assim, Valparaíso continua só ok no meu coração. Segue abaixo algumas fotos das casas históricas e da região do porto.

De qualquer forma, gostei de ter voltado às duas cidades e também recomendo este passeio para quem quer conhecer um pouco mais sobre o país. 

À noite, voltamos à Calle Constitución para jantar em um dos vários restaurantes da região.

3º Dia – Valle Nevado

Esse era, sem dúvida, o tour mais aguardado da viagem, pois seria minha primeira vez em Valle Nevado e achei que eu ia dar uma de Elza do filme Frozen. Estava pronta para escalar a neve e fazer skibunda. Comprei um tour de 5 horas com a Turistik (a mesma empresa que opera o ônibus turístico de Santiago – 32.000 CLP). O tour foi muito legal, pois subimos a Cordilheira dos Andes até chegar à 3.500 metros de altitude. A subida é linda, pois é toda cortada por montanhas (deem uma olhada na foto abaixo), mas é sofrida. Subir a cordilheira tão rápido nos deixa sem ar, dá enjoo, dor de cabeça, uma zonzeira, mas vale a pena. O mais legal do caminho foi ver umas vaquinhas “ninja” que “escalavam” a cordilheira procurando pasto. Como certeza elas estavam achando que eram lhamas ou vicuñas e nem ligavam para os ciclistas corajosos ou para os vários carros no caminho.

A minha tristeza foi que eu estava toda trabalhada no agasalho para “brincar na neve”, mas descobri que a neve só aparece a partir do mês de julho. A Estação de Ski estava aberta para trilhas e tinha até uma competição de bicicletas, mas apenas um restaurante estava em funcionamento e todos os resorts fechados. Tudo bem, Valle Nevado é lindo de qualquer jeito e pude ver, nem que seja de longe a neve no Cerro El Plomo. Segue abaixo uma foto do meu look “Barbie na Neve” com a montanha nevada ao fundo (bem lá no fundo). Também anexei uma foto de parte das cordilheiras onde vimos um show dos condores.

4º Dia – Santiago do Chile

Para fechar minha viagem ao Chile, não poderia deixar de fazer um Free Walking Tour. Na verdade, eu tinha planejado esse passeio no meu primeiro dia em Santiago, mas imprevistos acontecem. De qualquer forma, o tour, mesmo que no último dia, foi maravilhoso para entender um pouco mais da cidade. Optei pela Free Tour Santiago; eles oferecem tours todos os dias em Inglês e Espanhol às 10h e às 15h com saídas em frente à Catedral. É muito fácil identificar os guias, pois eles estão vestidos com uma camiseta vermelha. O conceito é muito simples, eles oferecem o melhor tour que eles podem e vocês decidem quanto vale o passeio. O tour dura 4 horas, mas é tranquilo, vocês podem sentar em alguns pontos e há 30 minutos de descanso durante o percurso. É explicado um pouco de tudo, desde a história colonial do país, muito semelhante à história de outros países latino-americanos, à história contemporânea. Eles comentam, inclusive, pontos polêmicos como a grande quantidade de cachorros de rua em Santiago e a possibilidade da legalização das drogas no país. Muito, mas muito legal, super recomendo! Segue abaixo algumas fotos tiradas durante o passeio. A última foto é do Palácio de la Moneda, o palácio presidencial.

E assim terminou mais uma viagem. Fiquei encantada com o Chile, principalmente com Santiago. É um país com uma infraestrutura impressionante, com pessoas nas ruas a qualquer hora do dia. De povo simpático, comida farta e deliciosa, o Chile me agraciou com um tempo perfeito; céu incrivelmente azul e muito sol. Depois desta experiência, fiquei tentada a voltar a outros lugares que não visito há muito tempo. Quem sabe com essa nova visão não passo a me apaixonar por destinos que em um primeiro momento não me chamaram tanto a atenção. E vocês, se animaram a visitar o Chile? Tenho certeza de que não se arrependerão.

Ahhh! Agora também virei Youtuber. Fiz um vídeo amador sobre esta viagem (meio tabajara). A resolução das imagens não está das melhores, as imagens ficaram tremidas, pois foram feitas pelo meu celular e consegui me filmar no pior ângulo possível, mas relevem, foi a primeira tentativa de um vídeo. Apresento um pouco do voo, toda a estrutura do hotel, inclusive mostro o rombo no teto do chuveiro, filmei também alguns dos passeios. E o melhor de tudo é que este vídeo foi amavelmente editado pelo meu sobrinho de apenas 8 anos. Se assistirem o vídeo, deem um 👍🏻 para me incentivar a fazer outros. Prometo que os próximos sairão mais profissionais.

¡Hasta luego!

Bailando Despacito en Puerto Rico (San Juan, Cataño e Cayo Icacos)

Ainda na saga “Conheça a América”, nestas férias visitei Puerto Rico. Puerto Rico, apesar de estar localizada na América Central, banhada pelo lindo Mar do Caribe, é um território estadunidense. A Ilha tem aproximadamente 4 milhões de habitantes e San Juan, sua capital, conta com metade dessa população. Suas línguas oficiais são o espanhol e o inglês, mas nas ruas só se escuta o espanhol. A moeda oficial é o dólar americano e a rica história local, o clima tropical, as paisagens naturais, a cozinha tradicional e os incentivos fiscais fazem dela um destino turístico.

Desta vez, não irei comentar sobre meu voo, pois tive problemas sérios com as passagens aéreas e com a empresa escolhida e quase desisti da viagem. Mas posso contar que não há voos diretos do Brasil a Puerto Rico, portanto é necessário fazer conexão em algum país da América do Sul, América Central ou América do Norte. O aeroporto de San Juan é pequeno, mas apropriado para a demanda existente e moderno. Fiquei hospedada em San Juan, mas neste post não irei contar sobre o Hotel, pois não o achei especial. No entanto, vale a pena destacar que San Juan é uma cidade muito espalhada, portanto tomem cuidado com o bairro que irão escolher. A melhor opção de hospedagem é ficar em Viejo San Juan, o centro histórico, mas o Condado (o bairro no qual fiquei hospedada) é uma escolha viável, pois é uma região mais próxima ao centro, moderna, cheia de restaurantes, bem ao estilo de South Beach em Miami. Na verdade, minha conclusão foi de que San Juan é uma mistura de Ciudad de Panamá com Miami.

Dedicarei o texto apenas aos principais atrativos, pois assim fica mais fácil entender o que visitamos.

Viejo San Juan (Old San Juan) – O maior atrativo de San Juan é, sem dúvida, a região histórica da cidade. San Juan é a segunda cidade mais antiga das Américas estabelecida pelos europeus e La Fortaleza, residência oficial do governador de Puerto Rico, é a mais antiga edificação oficial contínua das Américas. É uma área pequenininha (dá para conhece-la a pé), mas extremamente bem cuidada e preservada. As coloridas construções em estilo colonial espanhol se misturam com algumas edificações em art decó, que dão um charme a mais para a região. O centro histórico também comporta um porto que recebe transatlânticos gigantescos que lotam diariamente as ruas de turistas, grande parte deles, americanos.

Minha dica é: Coloquem um sapato bem confortável nos pés e explorem rua por rua. Não deixem de visitar a Avenida Juan Ponce de León onde está o Capitólio e outros lindos edifícios porto-riquenhos e o Paseo de la Princesa.

Também não deixem de conhecer o Castillo de San Cristóbal e o Castillo San Felipe del Morro. Cada um está em uma ponta da região histórica e são conectados por uma via chamada Malecón. A visita aos dois fortes custa US$ 7 + impostos. Deem uma olhada na fachada do Castillo de San Cristóbal e na vista parcial da cidade a partir deste Forte.

Se puder dar dicas de alguns espaços gastronômicos em Viejo San Juan, recomendaria: (1) Restaurante Raíces – Super temático, mas especializado em culinária porto-riquenha. Experimentei o Mofongo (um purê de bananas verdes acompanhado de algum tipo de carne) e aprovei! Deem uma olhada no interior do Restaurante e no meu prato, Mofongo con Pollo. A cara do prato é esquisita, mas juro que é bom!

(2) Restaurante Barrachina – Neste local foi criado em 1963, a Piña Colada, um cocktail elaborado a partir de rum, leite de coco e abacaxi (meu drink favorito). O restaurante é muito bom e a Piña Colada é a melhor que já tomei!

Se quiserem um café, recomendo a Casa Cortés Chocobar, um espaço aberto desde 1929 muito agradável que une uma chocolateria de luxo com um café. Acho que o mais importante é que procurem um estabelecimento que ofereça café porto-riquenho, pois mesmo sendo produzido em pequena escala, o café local é considerado de ótima qualidade. No Caldera Café (localizado na Plaza de Armas) o no Café Don Ruiz também é possível encontrá-lo.

Casa Bacardí – Localizado em Cataño, uma cidade próxima de San Juan, a Casa Bacardí é a destilaria da Bacardí, o rum mais premiado do mundo e que administra, ainda, outras 8 marcas de bebidas. A Bacardí foi fundada 1862 por Don Facundo Bacardí Massó, um espanhol que havia emigrado para Santiago de Cuba e que a partir de uma pequena destilaria começou a produção de um rum de altíssima qualidade. Aos poucos a marca foi ganhando reconhecimento e em um processo de expansão comercial, foram instaladas destilarias Bacardí no México e em Puerto Rico. Em 1958, em um período de pré-revolução cubana, a empresa foi transferida permanentemente para Cataño, Puerto Rico, e é hoje a maior destilaria de rum premium do mundo. A Casa oferece três tipos de tours: o Historical Tour (optamos por este tour. Custa US$ 15 + imposto), o Rum Tasting Tour e o Mixology Tour. O tour que escolhemos é simples, mas bem elaborado e é possível ter uma boa ideia de como o rum é produzido. O único problema é que os passeios são oferecidos apenas em Inglês. Caso tenham interesse, há várias empresas de receptivo que oferecem pacotes específicos para a Casa Bacardí, mas achei-os muito caros. Se estiverem com um grupo de pessoas, acho que a melhor opção é negociar com um táxi o trajeto ou ir ao Muelle 2 (porto localizado no centro histórico onde se pega a balsa para Cataño) e ao chegar à cidade tomarem um táxi até a destilaria. O ticket de balsa custa apenas US$ 0,50. Esta última opção toma mais tempo, mas é um pouco mais econômica e andar de balsa é bem agradável, vale a pena.

Cayo Icacos – Fui a Puerto Rico com a intenção de conhecer a Isla Culebra, pois em minhas pesquisas fiquei encantada com as paisagens da Ilha e muito intrigada ao saber que ela foi uma base da marinha americana e um local de prática de artilharia e bombardeio até 1975. No entanto, devido à maré alta não havia barcos para Culebra e o único passeio disponível era para uma outra Ilha chamada Icacos. Compramos um tour com a East Island Excursions (US$ 90 + impostos) no qual nos levariam para Fajardo onde tomaríamos um catamarán (barco) e passaríamos o dia em Icacos. A ilhinha é deserta, sem nenhuma infraestrutura, mas de areia fininha e o mar do caribe é de um azul espetacular. Você fica meio bobo com os vários tons azulados da água. Não resisti! Depois de décadas fugindo da água salgada, tive que entrar, mas estava um gelo! Também pudemos usar o snorkel para ver os peixinhos e durante o passeio visitamos ilhas particulares e Isla Palomino. Gostei do passeio e recomendo! Deem uma olhada nas fotos. Desculpem-me pela quantidade de fotos, mas é que não resisti.

E assim termina mais uma viagem. Fui para Puerto Rico com muita curiosidade e expectativas, mas percebi que não visitei o destino no melhor momento. Na semana que estive lá o tempo estava muito instável e chegou a chover 6 vezes em um mesmo dia. O Furacão Maria, que devastou várias ilhas caribenhas no mês de setembro de 2017, inclusive Puerto Rico, ainda deixa sequelas marcantes como falta de energia elétrica em algumas regiões, lojas, restaurantes e museus fechados. Mesmo assim, gostei de conhecer esse pedacinho do Caribe. Na verdade, senti que estava em um mundo paralelo. Por mais que Puerto Rico seja um território estadunidense, eles têm uma cultura muito particular. Como já mencionei, o espanhol é a língua mais comum na Ilha e o inglês porto-riquenho, apesar de ser gramaticalmente correto é carregado de sotaque latino. Os porto-riquenhos não tem direito a votar para a presidência dos Estados Unidos, mesmo sendo um território norte-americano (estranhíssimo!). Apesar de ser a terra do Reggaeton, a música mais popular em qualquer lugar é a salsa. Luis Fonsi não faz tanto sucesso por lá como imaginei, mas paguei alguns micos dançando Despacito na balsa em Cataño e na loja de departamento Sears (o que a gente não faz pelos sobrinhos?!).

A comida é farta e saborosíssima. Não deixem de provar os frutos do mar! Comi o melhor camarão e a melhor lagosta da minha vida. E o mar do Caribe é lindo de deixar você meio bobo. A cidade é cheia de arte. Há muitas pinturas, grafites e esculturas por todos os cantos.

No entanto, há alguns pontos da Ilha que não me entusiasmaram tanto. San Juan, a capital, é uma cidade muito cara, principalmente transporte e alimentação. Estou para dizer que é tão ou mais cara que Nova York. Tudo é muito longe, os bairros são muito distantes uns dos outros e o transporte público não é assim tão fácil.

Vocês facilmente lembram que estão em um território estadunidense, pois são a todo o tempo bombardeados com letreiros de grandes empresas americanas como CVS, Wallgreens, Burger King, Mc Donald´s, Macy´s, Best Buy, Pizza Hut, K-Mart, Domino´s, etc. Outra característica que faz vocês terem a certeza de que estão no Estados Unidos é que todos os espaços fechados deixam o ar condicionado no máximo (parecia que eu permanecia em uma geladeira em tempo integral), mesmo que a temperatura ambiente não estivesse tão quente; eles põem muito, mas muito gelo nas bebidas e todo o estabelecimento tem pelo menos um televisor ligado, a maioria deles sintonizados em um jogo de basquete da NBA. Os porto-riquenhos não são pessoas tão calorosas como outros latino-americanos. Não são mal-educados, mas não fazem questão de serem simpáticos e acolhedores. No entanto, encontramos alguns locais apaixonados pelo Brasil, o que nos deu uma sensação muito boa. Enfim, foi ótimo conhecer mais esse pedacinho da América e já estou planejando minhas próximas aventuras. 

 ¡Hasta luego!

Salta, Quebrada de las Conchas e Cafayate (Argentina)

Salta era um destino que eu planejava conhecer a alguns anos. Meu interesse pela cidade surgiu a partir dos comentários de alguns amigos sobre seu patrimônio histórico e de uma viagem que fiz a Mendoza. Minha viagem à Mendoza (para quem tem interesse, deem uma olhada clicando na palavra link) tinha uma escala em Salta e fiquei encantada pelas montanhas de cor terracota que rodeavam a cidade, paisagem bem típica de deserto. Mas para quem nunca ouviu falar deste destino, Salta é uma das mais importantes cidades do noroeste da Argentina com quase 600 mil habitantes. A base de sua economia está na agropecuária e na extração de petróleo e gás. No entanto, aos poucos a atividade turística tem crescido e a cidade tem explorado o turismo como uma fonte de renda e desenvolvimento.

Viajei para Salta com a Aerolíneas Argentinas. Embarquei em Puerto Iguazú (Argentina) e, apesar da turbulência, em quase duas horas já estava no destino final. O Aeroporto de Salta é pequeno, antiquado e possui um serviço muito lento. Precisa de uma reforma urgente!

Sobre os meios de hospedagem, Salta possui uma oferta limitada de estabelecimentos, mas se procurarem com atenção, encontrarão boas opções. Fiquei hospedada no Villa Vicuña Hotel Boutique. Para ser bem sincera, tenho um pouco de receio em escolher empreendimentos independentes, mas esse hotel pequeno, charmoso e localizado em um edifício histórico chamou minha atenção. O estabelecimento possui um serviço atencioso, personalizado e o café da manhã, mesmo não tendo uma grande variedade de produtos, oferece opções de ótima qualidade. E o melhor de tudo é a sua localização, há apenas duas quadras da Plaza 9 de Julio, o ponto central da cidade. Aprovado! Deem uma olhada na fachada do edifício e no apartamento.



Para este post, dividirei o texto em três itens. Explicarei cada uma das cidades que visitei e inclui um último item com dicas de viagem. Acredito que dessa forma entenderão melhor os atrativos e características de cada local.

Salta

É uma cidade onde é possível conhecer os principais atrativos a pé, pois eles estão localizados, basicamente, na região central, chamada de casco histórico. Cheguei a Salta com expectativas muito altas e admito que fiquei um pouco decepcionada, pois para quem conhece outras cidades latino-americanas com um pegada histórico-cultural como Bogotá, Cartagena, Lima, Quito e Ciudad de Panamá, o centro histórico de Salta não tem a mesma riqueza. De qualquer forma, comecei a visita na Plaza 9 de Julio, principal ponto da cidade e onde congrega os edifícios mais importantes de Salta como El Cabildo e a Catedral. É uma praça grande, com coreto, chafariz, enfim, tem tudo o que vocês esperam de uma praça clássica.


Na Praça, visitei El Cabildo. Este é o edifício colonial mais antigo da cidade (séc. XVIII). Já foi prefeitura, tribunal, prisão, sede do poder legislativo, e hoje congrega o Museo Histórico del Norte. O Museu traz informações sobre os primeiros habitantes da região, objetos, mobiliário, veículos e fotos que descrevem o período colonial, a guerra da independência e os primórdios da Argentina como uma nação. O museu é só ok; o acervo é pequeno, mas para quem tiver interesse na visita, o ingresso custa $20 (R$ 4,00). Segue fotos da fachada do Museu e de um dos pátios no interior do edifício.



Durante o passeio pelo centro visitei, ainda, o Convento de San Bernardo, um dos edifícios mais antigos da cidade, e as lindas Igresia de San Francisco e Iglesia Nuestra Señora de la Candelaria de la Viña. Abaixo disponibilizei fotos do Convento de San Bernardo e das coloridas Iglesia de San Francisco e da Iglesia La Viña.



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Andei pelos calçadões e me perdi pelas estreitas ruas do centro. Fazendo esse tipo de passeio é possível encontrar muitas lojas oferecendo produtos regionais como vinhos e alfajores e algumas preciosidades coloniais, como os edifícios abaixo.

Finalizei o passeio no Museo Güemes. O museu, localizado em uma casa história onde o General Martín Miguel de Güemes passou sua infância, apresenta de forma didática e inovadora a vida deste herói argentino, uma das pessoas mais importantes na independência do país. O museu é composto por 10 salas que mostram vídeos usando técnicas com efeitos cenográficos, luminosos, programas multimídia e apresentações audiovisuais. É bem diferente! Achei interessante pelo conceito do museu, mas também por mostrar um pouco mais da história do país. O museu custa $ 100 (R$ 20,00), mas só o recomendo para quem gosta de história ou queira se aprofundar no assunto. 



Vale ressaltar que Salta possui vários outros museus interessantes, portanto se tiverem um tempinho extra, não deixem de visita-los.

Quebrada de las Conchas e Cafayate

Este foi um tour de um dia que adquiri na Argentina4you (US$ 54). No entanto, há várias empresas de turismo em Salta que oferecem o mesmo passeio. Saí de manhãzinha em direção à Cafayate pela Ruta 68. Segue uma foto da estrada e da paisagem local.


A distância entre Salta e Cafayate é de 190 quilômetros, mas durante o percurso, o tour passou por um dos lugares mais lindos que eu já tive a oportunidade de conhecer, a Quebrada de las Conchas. A Quebrada é uma reserva natural no qual há formações rochosas de diferentes cores e formatos. A paisagem é de tirar o fôlego e quem está admitindo isso é uma pessoa que não é muito ligada em áreas naturais. Passamos por formações muito diferentes como La Garganta del Diablo, El Anfiteatro, Tres Cruces e la Yesera. Abaixo segue algumas fotos do caminho. Desculpem, dei uma exagerada nas fotos, mas é que não resisti. A primeira delas é da Garganta del Diablo e a segunda é do Anfiteatro.

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Nosso grupo chegou a Cafayate no horário do almoço. A cidade é muito típica, simples e pequena, mas é conhecida como a terra do sol e dos vinhos. Possui excelentes vinhos produzidos em altas altitudes e bodegas centenárias. Após o almoço visitei a Vasija Secreta, uma vinícola em operação há mais de um século que produz 850 mil litros de vinho ao ano. Entre as variedades de uva produzidas na região, chamou minha atenção a Torrontés, uma espécie típica argentina. Deem uma olhada na fachada da Vinícola e nos vinhos produzidos pela marca.



Os vinhos da região são mais frutados, gostei! Após a visita e degustação, o grupo retornou a Salta pela mesma estrada, revendo as lindas formações rochosas da Quebrada. É um passeio muito cansativo, mas vale super a pena.

Dicas de viagem

a) Gastronomia: Salta é conhecida por ter as melhores empanadas da Argentina, portanto, não deixem de prova-las. É possível encontra-las em qualquer restaurante ou boteco de esquina, mas se eu puder recomendar um lugar específico, indicaria o Restaurante Doña Salta (recomendação do recepcionista do hotel). Este restaurante tem uma vibe meio temático, com garçons usando vestimentas gaúchas e é especializado em culinária típica salteña. As empanadas, assadas em forno a lenha, são  pequeninas, mas MARAVILHOSAS!

Se vocês forem ainda mais aventureiros, experimentem outros pratos locais como as humitas (pamonhas salgadas), os tamales (pamonhas recheadas), o locro (um guisado feito com chorizo, milho branco, feijão branco, entre outros condimentos), a parillada (o típico churrasco argentino) e o popular sándwich de miga (sanduíche de presunto e queijo montado sob várias camadas de pão de forma sem casca). Experimentem as delícias salteñas acompanhadas com um bom vinho da região ou com a cerveja Salta, bebida local.

b) Souvenirs: A cidade oferece várias lojas de souvenirs que vendem um pouco de tudo, em grande parte, com referência andina. No entanto, em minha opinião, as lojas mais fofas são a Almandina e a Caschy. Ambas estão localizadas na Calle Caseros. Admito que não são as lojas mais baratas, mas é uma tentação para quem está procurando uma lembrancinha. Ahhh! Se estiverem buscando doces argentinos, recomendo El Gauchito Salteño (também na Calle Caseros), uma loja especializada em produtos locais. É um lugar simples, mas foi onde encontrei os melhores alfajores e conitos de Salta.

E assim terminou mais uma viagem. Viajar é sempre bom. É uma oportunidade de sair da rotina, conhecer novas culturas, novos costumes e valorizar a vida. Como destaquei no começo do texto, esperava um pouco mais de Salta, mas ao mesmo tempo, fiquei entusiasmada com a Quebrada de las Conchas. Também gostei muito da culinária salteña, repleta de massas caseiras, alfajores artesanais e a melhor empanada da vida. Continuo achando que os argentinos tem o pior gosto para sapatos do mundo (não tem jeito, lá eu encontro os calçados mais feios que vocês podem imaginar). E, se, por um lado, as pessoas não são as mais bonitas, acho que são as mais abertas e simpáticas que já conheci na Argentina.

¡Hasta luego!

Documentos e vistos de viagem

O tema deste post surgiu a partir das minhas aulas de Agência de Viagens e Transportes e percebo que é uma das dúvidas mais frequentes entre os turistas, principalmente aqueles que estão viajando pela primeira vez ou que ainda tem pouca experiência de viagem. Quais documentos eu devo levar em uma viagem? É necessário de visto para viajar para um país estrangeiro? É necessária alguma vacina específica? Pensando nestas dúvidas, escrevi um post didático sobre o assunto. Já começo explicando que o texto foi baseado na minha experiência e vivência sobre o tema.

Caso vocês tenham interesse em dicas práticas a respeito de viagens, eu tenho outro post sobre como arrumar uma mala e se preparar para uma viagem, é só clicar no link aqui.

Então, vamos por partes… Se vocês estão se preparando para viajar por alguma região do Brasil, lembrem que, independentemente do meio de transporte escolhido (carro, ônibus ou avião), é necessário estar com um documento de identificação com foto em mãos, seja ele: Carteira de Identidade, Carteira de Motorista, Passaporte, etc. Crianças e adolescentes precisam se adequar a uma legislação ainda mais rígida; caso tenham interesse em se aprofundar sobre o tema, deem uma olhada no texto escrito por Camila Sayuri no IG São Paulo (http://turismo.ig.com.br/manual-do-viajante/dicas/confira-os-documentos-necessarios-para-viajar-com-criancas/n1597235788638.html).

E para viagens internacionais, quais são os documentos necessários?

Caso a viagem seja para o Mercosul, bloco econômico formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, é necessário apenas um documento de identificação atual com foto. Eu estou deixando bem claro a palavra “atual”, pois viajar com identidade antiga, na qual o viajante ainda está com carinha de criança e completamente irreconhecível não é aceito em alguns países como a Argentina. Outros países da América do Sul como a Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela também aceitam a carteira de identidade como documento de identificação do viajante. No entanto, eu sempre, em qualquer ocasião, viajo com o passaporte, pois se o rapaz da imigração implicar com o meu documento de identidade, é capaz de ser mandada de volta ao Brasil antes mesmo de sair do aeroporto. Sim, eu sou toda encanada com imigração! Além disso, não tem nada mais chique que um passaporte cheio de carimbos de viagem. #ostentacaodoviajante


Como e onde eu solicito meu passaporte?

No Brasil, os passaportes são emitidos pela Polícia Federal (http://www.pf.gov.br/servicos-pf/passaporte/requerer-passaporte/requerer-passaporte). Vocês entram na home page da Polícia Federal, preenchem todos os dados exigidos e em seguida, é emitido um boleto de pagamento (GRU). Após o pagamento e compensação do boleto, vocês agendam pela própria Internet o local, a data e horário mais conveniente para a entrega dos documentos requisitados e entrevista (dentro da disponibilidade da Polícia Federal). Por favor, cheguem à entrevista com, pelo menos, 15 minutos de antecedência. A Polícia Federal tem uma pontualidade britânica (tentando fazer um trocadilho!) e se houver atraso, tchau passaporte. Nesta entrevista, vocês irão apresentar os documentos solicitados pela Polícia (a lista de documentos se encontra no próprio site da Instituição – é bem grande e a falta de um dos documentos inviabiliza todo o processo), tirarão uma foto e serão solicitadas suas impressões digitais. Após a entrevista, a atendente informará a data provável da entrega do passaporte. Geralmente a entrega é em 6 dias úteis (pode ser mais rápido ou pode levar mais tempo, então não deixem para a última hora!). A entrega do passaporte é feita na mesma unidade onde vocês fizeram a entrevista e é pessoal e intransferível, quer dizer, não dá para pedir para o colega buscar o documento. O custo do passaporte (seja o primeiro ou apenas uma renovação) é de R$ 257,25 (salgado!) e tem validade de 10 anos. Atenção! Para crianças e adolescentes de até 18 anos, a validade do passaporte é menor. Se for o caso de vocês, informem-se. Todo o processo é burocrático, mas funciona direitinho, não se preocupem!


Já tenho um passaporte, posso viajar para qualquer lugar?

O brasileiro com um passaporte válido pode viajar por 100 destinos diferentes em todo o mundo, mas há vários países que ainda exigem um documento (visto) de entrada, seja com o propósito de turismo, de estudo, de permanência, entre outros. Cada visto terá uma exigência específica e um período de validade distinto.

Quais são os países que exigem visto?

Na dúvida, eu sempre pesquiso este tipo de informação no site dos despachantes, empresas relacionadas ao setor turístico que auxiliam nos trâmites para a solicitação de visto. Um dos despachantes disponíveis no mercado, a Bernardini (http://www.bernardini.com.br/noticias/templates/template2.asp?articleid=2&zoneid=20) tem em sua home page  um link chamado “Busca Rápida de Vistos por País” (está no canto direito da página). Neste link, é só selecionar o país que vocês têm interesse e eles mostram se o destino exige visto e todos os vistos disponíveis para aquela localidade. Há alguns países que exigem apenas o visto eletrônico. É um documento emitido eletronicamente no qual permite a estada do visitante no país por determinado período. Ele também é solicitado pela Internet e o pagamento das taxas é efetivado real time pelo cartão de crédito. O México é um dos países que oferece esta opção e é muito prático e rápido.

Informações importantes!

Para requerer qualquer visto, é necessário que o passaporte tenha, no mínimo, 6 meses de validade. Portanto, se vocês estão com o passaporte vencendo, peçam uma renovação e só com o novo passaporte em mãos, solicitem o visto.

Não solicitem vistos em cima da hora. De acordo com o período do ano ou por questões econômicas e políticas, o visto pode levar mais de 3 meses (leia-se Estados Unidos) para ser emitido e sem visto, tchau viagem! 

Para tirar o visto de algum país estrangeiro eu preciso procurar um despachante?

Não necessariamente. O visto pode ser solicitado diretamente no consulado ou embaixada do país que vocês têm interesse em visitar. Alguns deles irão requerer apenas a apresentação de documentos e o pagamento de uma taxa específica; outros exigirão uma entrevista pessoal com o solicitante. Neste caso, o despachante auxilia em todo o trâmite, é muito mais prático e rápido, mas ele também cobra uma comissão por esse serviço, portanto, vejam o que vale mais pena para vocês: comodidade ou preço.

Já solicitei o visto, paguei todas as taxas e entreguei toda a documentação exigida pelo consulado. Mesmo assim, é possível que meu visto seja negado?

Sim. Os consulados possuem um perfil de pessoas que eles consideram “suspeitas”. Pessoas que podem entrar no país como turista, mas que tem a intenção de ficar ilegalmente no local. Portanto, se vocês são jovens, sem vínculo empregatício no Brasil, sem bens, sem investimentos financeiros no país, entre outros fatores, poderão ter seus vistos negados. Não estou dizendo que isso irá acontecer, mas a chance é maior. Países como os Estados Unidos, por exemplo, tem aumentado a taxa de recusa de visto para brasileiros. Outros fatores como pessoas com pendências e procuradas pela Justiça, Interpol (Polícia Criminal Internacional) e CIA (Serviço de Inteligência Americana) também terão seus vistos negados. Durante o período de avaliação, os órgãos consulares analisam, cruzam dados e verificam todas as possibilidades. Mas, como mencionei, vão com fé e se tiverem o visto negado, tudo bem, tentem outras vezes.

Já tenho o visto. Ainda há chance de não conseguir entrar no país desejado?

Sim. O visto é apenas a primeira etapa para a entrada no destino. Assim que se chega no país estrangeiro, todos os turistas passam por guichês de imigração no qual será questionado sobre o destino final, propósito da viagem, aonde irão se hospedar, se possuem bilhete de retorno comprado, se possuem dinheiro em espécie para se manter ou cartões de crédito internacionais, entre outras perguntas. Assim como nos consulados, os oficiais de imigração também têm um perfil de pessoas “suspeitas”. Portanto, minha dica é… Quando chegarem ao guichê da imigração, mantenham a calma, tentem responder todas as perguntas da maneira mais segura e tranquila possível e apresentem todos os vouchers que vocês tiverem a mão (comprovante da reserva do hotel, comprovante da passagem aérea do retorno, voucher da excursão ou do pacote turístico, etc.).

Além do visto, há alguma outra exigência que eu deva saber?

Além do visto, alguns países também exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).  Regiões de floresta e regiões endêmicas exigem vacinas específicas como a da febre amarela e da malária. Para saber qual vacina é exigida em determinado país, deem uma olhada na home page da Egali, empresa especializada em intercâmbio (http://egali.com.br/2015/egali/pt/blog/slot-responde-quais-vacinas-preciso-tomar-antes-de-viajar-para-o-exterior/). Eles apresentam uma lista completa que pode ajuda-los. Ahhh! A vacina da febre amarela também é indicada caso vocês tenham interesse em viajar para a região norte do Brasil.

Onde tomar a vacina?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) possui em sua home page (http://www.anvisa.gov.br/hotsite/viajante/centros.pdf) uma listagem dos postos de saúde e as vacinas disponíveis, mas os principais aeroportos brasileiros também tem um centro de vacinação à disposição dos viajantes. No entanto, é necessário que a vacina seja tomada com pelo menos 8 dias de antecedência à viagem, pois ela pode provocar pequenas alergias e/ou desconfortos e não tem nada pior que viajar passando mal.


É obrigatória a compra de seguro viagem?

Grande parte dos países que integram a Comunidade Europeia (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Suécia) além da Islândia, Noruega e Suíça fazem parte do que eles chamam de “Tratado de Schengen”. Estes países exigem que o turista tenha um seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros. Além deles, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Turquia também exigem o seguro. O seguro poderá ser exigido na entrevista no guichê da imigração ou durante algum incidente. Então, comprem! Eu sei que brasileiro é metido a valentão e sempre acha que nada vai acontecer a ele, mas a verdade é que eventualidades podem ocorrer (quebrar um dente comendo amendoim, quebrar uma perna esquiando, torcer o pé em uma rua histórica de paralelepípedos, sofrer com algum tipo de alergia, ter a bagagem extraviada ou roubada, etc.) e o seguro salva a vida nestas horas. Além disso, no montante de gasto total da viagem, o seguro tem um valor pequeno, então não deixem de adquiri-lo para tentar economizar, pois o barato pode custar caro a beça.

Qual a melhor empresa para comprar o seguro viagem?

É uma pergunta muito difícil de responder. Procure a empresa que tenha o melhor custo/benefício. Pergunte qual a recomendação do seu agente de viagem ou procure informação com outros turistas. Há diversas empresas no mercado, inclusive as instituições financeiras (bancos) oferecem seguros. O importante é que vocês adquiram esse serviço.

Caso tenham comprado um pacote turístico de uma operadora específica, o pacote já contempla o seguro viagem, então fiquem tranquilos!

Acho que é isso. Espero que eu tenha esclarecido algumas dúvidas e que essas dicas ajudem vocês nas suas próximas viagens. Até a próxima!

Descobrindo a Polônia (Varsóvia, Breslávia e Cracóvia)

Há alguns meses comecei a planejar minha próxima viagem. Pensei em visitar tantos lugares diferentes, mas por uma questão de oportunidade e custo, decidi conhecer a Polônia. Após a compra da viagem, era muito engraçado… Quando eu comentava com meus amigos que eu visitaria a Polônia, as pessoas me perguntavam: – Sério?! O que você vai fazer por lá? E eu respondia: – Não sei, mas irei descobrir! E esse foi o melhor posicionamento que eu poderia ter tomado, pois fui sem expectativa nenhuma e voltei completamente encantada pelo destino. Com certeza foi o melhor lugar que eu poderia ter escolhido neste momento.

Para aqueles que não têm ideia nenhuma sobre a Polônia, o país é uma república democrática parlamentar localizada na Europa Central ao lado da Alemanha e da República Checa. Possui pouco mais de 38 milhões de habitantes e mesmo não usando o Euro como moeda oficial, faz parte da União Europeia. A moeda oficial é o złoty (EUR 1≅ PLN 4,2) e, ao contrário dos demais países europeus, é um país relativamente barato (os preços dos produtos e serviços são semelhantes aos valores praticados no Brasil; arrisco a dizer até que são um pouco mais baratos), o que chama a atenção de muitos viajantes, principalmente dos europeus.

Mesmo que a Polônia aceite bem as diversas crenças, o país é predominantemente católico. De acordo com um dos meus guias, 94% da população se declara católica e 50% deles vão a missa pelo menos uma vez ao mês. Isso explica o grande número de igrejas em todas as cidades.

Não há voos diretos saindo do Brasil para a Polônia. Para chegar ao país é necessário fazer conexão em algum outro destino, mas há várias empresas que oferecem o trecho até Varsóvia, então é bem tranquilo. No meu caso, eu voei com a Alitalia (Devo admitir que a empresa já foi melhor!), com conexão em Roma. Os aeroportos da Polônia (já vou adiantando que conheci três deles) são muito bons; modernos e práticos.

Ao contrário das outras viagens longas que contei meu tour pelos dias, vou contar esta viagem pelas cidades, pois fiz um roteiro confuso com idas e vindas e acho que desta forma ficará mais fácil entender tudo o que eu visitei por lá. Também contarei um pouquinho sobre cada um dos destinos. Já vou adiantando que esse post ficou GIGANTE, pois me empolguei demais. No entanto, coloquei várias fotos para ilustrar os lugares, já que dessa forma o relato fica mais interessante e menos cansativo.

Varsóvia

Ou Warszawa (em polonês) foi minha primeira parada na Polônia. É a capital e maior cidade do país. Cortada pelo Rio Vístula (o maior rio polonês), a cidade possui quase dois milhões de habitantes e sua economia é baseada na indústria de diferentes bens e empresas com foco em tecnologia, no setor financeiro e em serviços. Fui a Varsóvia sem expectativa nenhuma, mas me surpreendi com a cidade. Ela é charmosa ao seu próprio jeito; florida, limpíssima e mistura diferentes estilos arquitetônicos, do medieval ao vanguardista. É lá que foi criada a segunda mais antiga constituição do mundo; é a terra do músico Chopin (na verdade, ele nasceu em um vilarejo próximo à Varsóvia, mas se criou na cidade) e também foi o lar de Marie Skłodowska-Curie. Não a conhecia, mas descobri que ela foi a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel e a primeira pessoa e única mulher a ganhar duas vezes este mesmo prêmio. Ela criou a Teoria da Radioatividade e descobriu dois elementos químicos (aqueles que aprendemos na Tabela Periódica das temidas aulas de Química), o Rádio e o Polônio. #girlpower

Cheguei a Varsóvia e fui direto para o meu hotel. Para chegar ao centro da cidade é possível optar pelo ônibus ou pelo táxi. Como os táxis são relativamente baratos e o aeroporto é próximo ao centro, fui de táxi (sem brincadeirinha com a música da Angélica, viu?!). Em Varsóvia fiquei hospedada no H15 Boutique Hotel, um dos mais estilosos hotéis da cidade. É um empreendimento com 46 apartamentos modernos, mas instalados em uma edificação clássica do século XIX. Ele está localizado no centro novo da cidade, próximo à Estação Central e do Palácio da Cultura e Ciência. O serviço é atencioso e o melhor de tudo, ganhei um upgrade de categoria e fui acomodada em uma suíte. O apartamento era tão grande que eu não sabia onde eu ficava. Em minha opinião, o único ponto negativo é; mesmo que ele esteja em uma área cheia de restaurantes bacanas, próximo do metrô e de centros comerciais, o hotel está longe do centro histórico da cidade, então me senti meio isolada do burburinho turístico. Segue algumas fotos da fachada do empreendimento e da minha suíte.

Aos atrativos da cidade…

Free Walking Tour – É sempre o primeiro passeio que eu faço quando chego a um destino, pois gosto muito do conceito deste tipo de tour e da qualidade dos guias. A Free Walking Tour é formada por um grupo de pessoas que mostram os principais atrativos. Eles contam as histórias e curiosidades do destino e de seus ilustres moradores, fazendo com que o turista entenda um pouco da realidade local. Já cansei de falar deles para vocês aqui no blog e o conceito é sempre o mesmo, eles oferecem o melhor tour que eles podem e vocês decidem quanto vale o passeio. A empresa Freewalkingtour.com (escolhi esta empresa em todas as cidades que visitei na viagem) foi criada em 2007 e está presente em várias cidades polonesas: Cracóvia, Varsóvia, Breslávia, Gdańsk, Posnânia, Zakopane, além de Lemberga, na Ucrânia. É uma empresa bem organizada, que oferece diferentes tours, conduzidos em vários idiomas (vocês distinguem os guias pelos guarda-chuvas amarelos), mas mesmo que os guias sejam muito bons, eles são mais sérios, não são tão engraçadinhos como em outros lugares do mundo (talvez seja uma característica polaca). O tour do Centro Histórico dura em média 2 horas e sai todos os dias às 10h30 da Sigismund’s Column, em frente ao Castelo Real. Durante o tour passamos pelo Castelo Real, a Praça do Mercado, o Barbacan e as muralhas da cidade medieval, o monumento da Revolta de Varsóvia (localizado ao lado da Suprema Corte – relembra a resistência dos poloneses durante a Segunda Guerra Mundial), a Krakowskie Przedmieście Street, o Palácio Presidencial e a Universidade de Varsóvia. Segue abaixo fotos do Castelo Real, da Praça do Mercado, do Barbacan e do Palácio Presidencial.

À tarde também fiz o tour da Free Walking Tour pela Varsóvia Judaica. É um passeio que trata sobre os judeus na Polônia (para ter uma ideia, em 1939, 35% de todos os habitantes de Varsóvia eram judeus) e todos os desafios que eles enfrentaram em sua história, principalmente durante a Segunda Guerra Mundial. Infelizmente o bairro judeu e o gueto já não existem mais, mas o Museu da História dos Judeus Poloneses, inaugurado em 2014, conta sobre a cultura judaica polonesa e dedica duas alas à Segunda Guerra Mundial e a resistência do povo judeu. O tour dura em torno de 2 horas e meia e o recomendo apenas para quem tem interesse na Segunda Guerra Mundial, em história de uma forma geral ou na cultura judaica polonesa.

Palácio Wilanów – É um palácio barroco construído para o Rei João III Sobieski no século XVII.  Passou por vários donos até se transformar em um museu em 1805. Ele está localizado nos arredores de Varsóvia, mas é muito fácil chegar até lá. E só tomar os ônibus das linhas 116, 180 ou 519 que passam por vários pontos do centro da cidade. O ticket custa apenas PLN 4,4 (o trecho) e pode ser comprado nas máquinas disponíveis nos próprios pontos de ônibus ou nos quiosques de rua (eles cobram um pouco mais caro, paguei PLN 13,2 o trecho de ida e volta) e a parada final é em frente ao Palácio, não tem erro. O atrativo oferece vários tipos de tickets. Eu comprei um ingresso que dava acesso às salas do Palácio (PLN 20) e aos apartamentos privados (PLN 7) e acho que os dois valem muito a pena. O lugar é lindo demais! Não tem como não ficar meio bobo. Eu fiquei impressionada com o luxo e padronagem dos tecidos usado nas paredes, os detalhes dos tetos, dos espelhos e como toda essa opulência conseguiu transmitir uma sensação de aconchego. Segue algumas fotos do local para vocês terem ideia do que eu estou falando.

Castelo Real de Varsóvia – É um antigo palácio que serviu como residência oficial dos Reis da Polônia e como centro administrativo pelo Czar no século XIX. Infelizmente foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial (como grande parte dos edifícios públicos poloneses) e reconstruído na década de 1980 da maneira mais fidedigna possível. Muitas das obras de arte expostas no museu são autênticas, pois foram escondidas durante a Guerra. Destaco as obras de Canaletto, um pintor italiano que trabalhou como retratista do rei Stanislav II da Polônia no século XVIII. Para quem tem interesse, o museu custa PLN 30.

Museu Nacional de Varsóvia – Foi originalmente fundado em 1862 e é um dos museus mais antigos do país. Está localizado em um edifício modernista construído entre os anos de 1920/1930 e é dedicado, quase que exclusivamente às obras de artistas poloneses. Existe uma área voltada aos grandes mestres e outra com artefatos encontrados no continente africano por arqueólogos poloneses, mas as demais salas dão destaque à arte polaca no decorrer dos séculos. Vi lindas obras como July-August da Zofia Stryjeńska (foto abaixo) e conheci outros artistas maravilhosos como Henryka Beyer e Jan Matejko. É um museu interessante, mas só o recomendo para quem REALMENTE aprecie arte. Caso tenham interesse, o ingresso custa PLN 15.

Palácio da Cultura e Ciência – Localizado no centro mais moderno da cidade, este edifício construído na década de 1950 pelos soviéticos é o mais alto de Varsóvia. Não é uma construção muito bem vista pelos poloneses porque representa a repressão comunista enfrentada pelo país durante décadas, mas o edifício em si é lindo e toda a quadra oferece vários espaços interessantes: centro de exibições, escritórios, sala de conferências, cinemas, teatros, museus, livrarias, etc. Também dizem que o Palácio oferece um observatório onde é possível ter a melhor vista da cidade. Não conheci o observatório, mas fica a dica.

Breslávia

Ou Wrocław (em polonês) é uma cidade a oeste da Polônia com 640.000 habitantes. É conhecida como a Veneza do norte, pois é formada por 9 ilhas e 125 pontes. Devido à sua localização, já fez parte da Polônia, da Boêmia, da Prússia e da Alemanha. Foi definitivamente anexada à Polônia depois da Segunda Guerra Mundial e todas estas mudanças trouxeram à cidade uma arquitetura única. É uma cidade universitária com mais de 130.000 estudantes e muitas pessoas laureadas com o prêmio Nobel já estudaram por lá. A cidade é toda fofa! O centro é super charmoso, cheio de casas coloridas de diferentes estilos. Como o centro é pequeno e os atrativos turísticos estão relativamente próximos, é um lugar que vocês podem conhecer em apenas um dia.

Para essa viagem fiquei hospedada no PURO Hotel Wrocław Stare Miasto. A PURO Hotels é uma rede de hotéis polonesa que oferece empreendimentos modernos, práticos e super estilosos localizados em várias cidades do país: Cracóvia, Breslávia, Gdańsk e Posnâne. Em Breslávia, o hotel está localizado a 5 minutos da Praça do Mercado, próximo dos principais shoppings e atrativos. Recomendo!

Free Walking Tour – Também fiz um tour pelo centro histórico da cidade. Ele acontece todos os dias às 10h em Inglês, Polonês e Alemão com saídas na Praça do Mercado. Visitamos a antiga Prefeitura, a Igreja de St. Elizabeth, Ossolineum (uma linda biblioteca pública barroca), a Universidade de Breslávia (considerada uma das mais bonitas do mundo. A Aula Leopoldina, uma das salas da Universidade, é um espetáculo aberto à visitação), a Hala Targowaa (O Mercado Municipal), e terminamos em uma das ilhas onde em um micro espaço se concentra cinco igrejas, entre elas a Catedral. Ahh! Para quem gosta de igrejas e arquitetura barroca, em minha opinião, o espaço mais bonito da cidade é a Jesuit Church of the Most Holy Name of Jesus, do lado da Universidade. É uma joia! Segue abaixo duas fotos de diferentes ângulos da Praça do Mercado, da antiga prefeitura, da Ossolineum, da fachada da Universidade e da Catedral.

Breslávia é conhecida por seus duendes. São mais de 500 espalhados por toda a cidade. O primeiro duende surgiu em 2001 como uma homenagem à resistência comunista, mas se multiplicaram e se transformaram em uma jogada de marketing que deu certo. Hoje há um roteiro específico para conhecer os duendes, caça de duendes com mapas que mostram onde eles estão localizados, bem ao estilo Pokémon GO. Deem uma olhada em alguns dos duendes que eu encontrei pelo caminho.

 

 

 

 

 

 

No período da tarde, também fiz o tour da Segunda Guerra Mundial e Breslávia Judaica. Assim como em Varsóvia, quase não há resquícios dos judeus na cidade, até porque a esta comunidade era menos expressiva que em outras cidades polonesas, mas adorei saber mais sobre a Segunda Guerra Mundial, pois durante este período, Breslávia era território alemão. Portanto, ela foi devastada não pelos alemães, mas pelos soviéticos. O segundo tour é interessante, mas só o recomendo para os amantes de história.

Museu da Cidade de Breslávia (The Royal Palace – History Museum) – É um museu que conta toda a história da cidade. Está localizado no palácio real em estilo barroco comprado por Frederico o Grande da Prússia em 1750. Foi parcialmente danificado durante a Segunda Guerra Mundial, mas meticulosamente recriado. É um museu interessante para conhecer a complexa história da cidade e o melhor, é gratuito.

Se eu puder dar uma dica gastronômica em Breslávia, experimentem os doces da confeitaria Stara Pączkarnia. É um espaço bem simples no centro da cidade sempre com filas enormes. Eles vendem Pączek (o típico sonho brasileiro) com diferentes recheios e donuts. Como vendem MUITO, os doces são produzidos constantemente e vendidos fresquinhos. São baratos e bons! Eu nem gosto de Donuts, mas tive que levar um. Admito que foi o melhor donut que eu já comi! Portanto, fica a dica!

Cracóvia

Ou Kraków (em polonês) está localizada ao sul do país e foi a capital da Polônia até o século XVI. Têm pouco mais de 850 mil habitantes e também é cortada pelo Rio Vístula. Cracóvia foi uma das pouquíssimas cidades polonesas a se manterem intactas depois da Segunda Guerra Mundial e a riqueza do seu centro histórico fez com que ela fosse tombada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1978. É conhecida como um dos destinos mais bonitos da Europa e é sem dúvida a cidade mais turística do país. O centro histórico é uma preciosidade, não tem como não ficar encantado e os bosques que circundam o centro também são de um cuidado extremo e um convite para o descanso.

A personalidade mais famosa de Cracóvia é Karol Józef Wojtyła, também conhecido como Papa João Paulo II. Ele nasceu no interior da Polônia, mas estudou em Cracóvia e foi o bispo da cidade por 20 anos até ser aclamado como o Papa da Igreja Católica.

Em Cracóvia fiquei hospedada no PURO Kraków Stare Miasto, outro hotel da rede PURO. Ele está localizado em frente à estação de trens, a 5 minutos de caminhada do Barbacan. O empreendimento segue a mesma linha do estabelecimento de Breslávia; moderno, prático e o melhor, oferece uma máquina de café na recepção à disposição do hóspede sem custo adicional. Deem uma olhada na fachada moderna do edifício e na estrutura do hotel.

Free Walking Tour – Também fiz um tour pelo centro histórico da cidade. Ele acontece todos os dias às 10h, às 14h e às 16h em Inglês, Espanhol, Italiano, Polonês e Alemão a partir do Portão do St. Florian, em frente ao Barbacan. Durante o passeio, que leva 2 horas e meia, visitamos a Praça do Mercado, a igreja de St. Mary (a igreja mais bonita da Croácia, em minha opinião), a torre da antiga Prefeitura, a igreja de St. Francis, a Universidade Jaguelônica, o Palácio do Bispo, a Colina de Wawel e finalizamos o passeio na Catedral de Wawel. Adorei o passeio e o recomendo! Abaixo anexei fotos do Barbacan, da Praça do Mercado, da fachada da igreja de St. Mary, da colina de Wawel e da estrutura interior do Castelo de Wawel.

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Também fiz o roteiro Cracóvia judaica e acho que, de todas as cidades que eu visitei, esse é o roteiro sobre a cultura dos judeus poloneses mais interessante, pois como não houve a destruição do patrimônio existente durante a Segunda Guerra Mundial, as sinagogas e o gueto judeu ainda estão intactos. A comunidade judaica de Cracóvia também era significativa; no final da década de 1930, 25% da população era judia. Os tours são oferecidos todos os dias às 10h, às 13h30 e às 17h e o ponto de encontro é em frente à Sinagoga antiga na Szeroka Street, na região de Kazimierz. Durante o passeio visitamos ruas importantes, sinagogas, o gueto e finalizamos o tour em frente à fábrica de Schindler (o empresário checo que salvou vários judeus durante a guerra e sua história inspirou o filme “A Lista de Schindler”, dirigido por Steven Spielberg e vencedor do Oscar). O passeio dura 2 horas e meia e preparem as perninhas porque ele é bem cansativo. Mesmo que o tour tenha sido sobre a cultura judaica, um dos espaços que mais me chamou a atenção foi a Bazylika Bożego Ciała, uma igreja católica barroca divina localizada no bairro de Kazimierz.

Castelo Real de Wawel – Foi residência oficial dos reis polacos até ao séc XVII. Durante a ocupação nazista o espaço serviu como quartel geral alemão. O Castelo oferece diferentes tipos de tours, mas eles disponibilizam um número delimitado de tickets por dia. Eu queria muito visitar os aposentos reais, mas os ingressos para este passeio já estavam esgotados. Então comprei apenas o ticket para conhecer os Salões do Estado (PLN 18). E não me arrependi…. Pensa em um cenário de um filme medieval?! A tapeçaria, os tetos, os pisos, os quadros de grandes artistas italianos, tudo de cair o queixo. Amei a visita e recomendo muito! Minha única dica é: se preparem para encarar filas enormes na compra dos ingressos e se quiserem visitar os aposentos reais, comprem o ticket com muita antecedência.

Museu Nacional da Cracóvia – Localizado em uma área mais afastada do centro histórico, o museu fica em um edifício de linhas retas construído da década de 1930. Foi primeiramente estabelecido em 1879 e traz objetos de arte, dando especial atenção à arte polonesa. Trata sobre a língua, a moda, a cultura e o mobiliário polonês. Mas, na verdade, a peça mais famosa do museu é mais italiana impossível, o quadro “Lady with an Ermine” de Leonardo Da Vinci. A Pintura se perdeu na Itália no século XVII, mas foi adquirida pelo príncipe Adam Jerzy Czartoryski e incorporada à coleção da família Czartoryskis em 1800. Toda a história desta obra é fantástica, não deixem de se informar sobre ela. O Museu custa PLN 20, mas aos Domingos a entrada é gratuita. Abaixo está uma foto da fachada do espaço e da réplica do quadro do Leonardo Da Vinci.

E assim terminou mais uma viagem. Eu sei que esse post está entre os mais longos do blog, mas precisava compartilhar tudo isso com vocês.

Essa viagem foi muito especial para mim. Vocês devem estar pensando: – Ahhh! Mas você escreve isso em todas as viagens que relata aqui no blog! Mas a verdade é que por mais que eu viaje muito e ache que cada passeio vale a pena, poucas vezes um país tocou meu coração de uma maneira tão intensa e verdadeira. Admito que os poloneses estão longe de serem as pessoas mais atenciosas e hospitaleiras que já conheci, mas durante meu curto período de tempo no destino, fiquei tocada (essa é a palavra certa, tocada!) com o orgulho e apego à cultura local. Estou descrevendo um povo que durante toda a sua história esteve sob o domínio dos mongóis, da Prússia (antiga Alemanha), da Áustria, da Alemanha nazista e da União Soviética. Um povo que foi devastado por guerras, sacrificado pelo comunismo, mas que, mesmo com todas as adversidades, conseguiu manter sua língua, seus costumes, sua culinária e o orgulho de ser polonês. Um povo persistente, batalhador, educado (o país tem o segundo maior percentual de graduados em cursos superiores da Europa e seis poloneses já ganharam o Prêmio Nobel em diferentes categorias). Vi durante meus dias um país desenvolvido, seguro, moderno, antenado, impecavelmente limpo, bem conservado, organizado, que valoriza sua herança e seu patrimônio histórico e que luta por um futuro ainda mais próspero e justo.

E aqui vão minhas dicas finais:

Compras – A Polônia não é um lugar para os amantes de compras, portanto os brasileiros mais ávidos por uma lojinha ficarão decepcionados. No entanto, a Polônia é conhecida por suas porcelanas com detalhes típicos (caríssimas, mas feitas manualmente), as joias e objetos confeccionados em âmbar e os souvenires com estampas alegres e coloridas. Portanto, caso queiram investir em algum produto, invistam nestes itens.

Comida – A comida típica polonesa não é tão colorida e vasta como a brasileira e a mediterrânea, mas é diferente, portanto acho que merece atenção. O Pierogi é o prato mais popular do país; pode ser encontrado em diversas versões (cozido, assado e frito), com diversos recheios (carne, batata, cogumelos, lentilha, queijo, espinafre, etc.) e com vários molhos (de nata, de cebola, de tomate, de cogumelos, de manteiga, etc.). Se possível, experimentem todas as versões! Eu que sou fã da iguaria, me esbaldei. Mas nem só de pierogi vive a culinária polonesa; o Borscht (caldo de beterraba branca ou vermelha), o Gołąbki (o famoso charuto), a Żurek (caldo feito à base de levedura de centeio servido com linguiça [kiełbasa] – não gostei), Placki Ziemniaczane (panqueca de batata – não fui com a cara dela de imediato, mas é ótima, melhor que batata frita!), Golonka (o famoso joelho de porco na versão polonesa), são alguns outros exemplos de pratos que vocês encontram pelos vários restaurantes típicos locais. Os poloneses também são loucos por uma limonada. Eu não gostei muito, mas fica a dica! Segue abaixo uma foto dos pierogis assados de um restaurante bacana na Breslávia (Pierogarnia Stary Młyn) e das limonadas típicas da Galícia.

A Polônia tem um tipo de restaurante muito típico chamado Milk Bar (bar mleczny em polonês). É um restaurante bem simples, que oferece opções locais com preços módicos. É um resquício do período comunista do país. Se vocês quiserem uma experiência realmente polonesa, comam em um destes estabelecimentos. O único problema é que os cardápios são em polonês e os atendentes só falam a língua local (o que não chega a ser uma surpresa, pois nas cidades que eu estive, dificilmente você encontra pessoas que falem inglês).  Mas, na verdade, o que mais me chamou a atenção na culinária polonesa foram os doces. A beleza, a variedade e a qualidade são de ficar com o queixo caído e as lombrigas atiçadas. Os sorvetes, o Pączek (nosso famoso sonho), os pães recheados, as tortas, os bombons, as pâtisseries, os chocolates, enfim, viajar para a Polônia é deixar de lado o regime e se jogar no que o país oferece de melhor!

Transporte – O país oferece uma rede de transporte barata e eficaz. É possível se locomover dentro das cidades de ônibus, bonde, metrô e entre as cidades de trem e avião. Eu havia planejado fazer o trecho entre as cidades de trem, mas como não consegui comprar os tickets com antecedência, no desespero acabei optando pelo avião. Todos os trechos eu fiz com a LOT Polish Airlines, uma empresa local. A companhia trabalha com aviões pequenos, mas é super prática, profissional e oferece tarifas bem atrativas. Recomendo!

Ufa! É isso. Espero que tenham gostado de todas as informações e que tenham viajado comigo. Até a próxima!

Cześć!

Um novo olhar sobre Londres

Hoje conto sobre minha última viagem à Londres. Essa é a minha quarta visita à cidade, portanto se ficaram interessados em outras histórias sobre a terra da rainha, deem uma olhada neste post aquiesse e mais este aqui. Dessa vez fui à Londres para participar do Boutique + Lifestyle Hotel Summit, um evento que trata sobre o mercado hoteleiro europeu, organizado pela International Hospitality Media. No entanto, como não sou de ferro, aproveitei minha estada em Londres para conhecer lugares diferentes e atrativos menos conhecidos e vou contar um pouquinho sobre essas novas descobertas.

Como passei parte da viagem envolvida nas atividades do evento, não vou contar o passeio de acordo com os dias, descreverei apenas os atrativos que visitei durante o meu período na cidade e que acho que vale a pena compartilhar.

Mas antes de contar mais sobre aos atrativos, queria dar uma dica de hotel bacana. Toda a vez que vou à Londres faço questão de ficar em um empreendimento diferente. Dessa vez, hospedei-me no Citizen M Tower of London. O Citizen M é uma rede de hotéis que eu gosto muito, pois oferece empreendimentos modernos, estilosos e, ao mesmo tempo, descontraídos. Adorei o Hotel e o recomendo! O quarto é pequeno, mas extremamente confortável, silencioso e moderno (a iluminação, a cortina e a temperatura do quarto são controladas por um Ipad). O serviço é bem prático, mas os atendentes são gentis e animados. Admito que a localização não é a melhor de Londres, pois fica fora do burburinho turístico, mas está localizado em cima de uma estação de metrô, então é super prático. Ahh! E o bar do Hotel é um point de turistas à noite. Deem uma olhada nas fotos do empreendimento… As duas primeiras fotos são dos espaços sociais; a terceira foto é a do meu quarto e a última é do Ipad disponível em todos os apartamentos.

E vamos aos atrativos:

Museum of London – Eu sou “a louca do museu”, mas fico com vergonha de dizer que até essa viagem nunca tinha ouvido falar desta atração. Ele é espaço gratuito (adoro museus gratuitos!) que trata sobre a história de Londres, dos primórdios com as primeiras civilizações, à formação da população inglesa (pelos alemães saxões e os vikings), destacando também o período de conquista romana, a contrarreforma, o desenvolvimento industrial da cidade na segunda metade do século XIX, a era Beatles e as Olimpíadas de 2012. O museu tem um quê de interativo e é muito legal, recomendo! É um bom lugar para quem gosta de história e quer conhecer mais a  fundo o desenvolvimento de Londres. Ele está localizado a duas quadras da Catedral St. Paul.

Ahh! Dica bacana sobre a Catedral de St. Paul. É uma das igreja mais importantes de Londres e é esta a igreja que sediou o casamento da Princesa Daiana com o Príncipe Charles. Eu já tinha visitado à Catedral em minha primeira passagem por Londres, mas não tive coragem de entrar, pois cobravam £ 17 pela visita (hoje custa £ 18).  Caso queiram visitá-la gratuitamente, sugiro que deem uma passadinha durante os horários das missas, pois nestes períodos ela está aberta aos fieis. No Domingo ao meio dia tem uma missa. Coincidentemente estava começando uma celebração quando eu saía do Museum of London. Lucky me!

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Tate Modern – É o mais importante museu de arte moderna de Londres. Está localizado do outro lado do Rio Tâmisa e foi instalado na antiga central elétrica de Bankside. Eu não sou muito fã de arte moderna, mas pela importância do museu, achei que valia a pena a visita. No espaço há exposições permanentes com o trabalho de grandes artistas como Picasso, Matisse e até o mais contemporâneo Warhol. É outro museu gratuito e o recomendo para os fãs de arte moderna. Segue abaixo uma foto da fachada do Museu e de algumas das obras expostas no local.

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The Wallace Collection – É um museu de arte com peças da coleção particular de Sir Richard Wallace, um aristocrata inglês no século XIX. O local tem uma coleção de armaduras (não fazem bem meu estilo), de porcelanas, mobiliário francês do séc. XVIII, mas o que mais me chamou a atenção foram as pinturas, com obras dos sécs. XVII, XVIII e XIX de artistas flamencos, espanhóis, holandeses e franceses como Rembrandt, Vélazquez, Van Dyck e Rubens (meu pintor favorito).  Mostra um pouco da vida aristocrática da Inglaterra dos séculos XVIII e XIX. É outro museu gratuito, mas só o recomendo para quem realmente gosta de espaços históricos e arte decorativa.

Dicas gastronômicas

Acho muito engraçada dar dicas gastronômicas, pois estou longe de ser uma expert no assunto e adoro um bom e velho lanche do Mc Donald´s, mas visitei alguns lugares diferentes que gostaria de compartilhar.

Chá da Tarde no The Ritz London – Um dos programas mais tradicionais em Londres é tomar o chá da tarde em algum dos vários hotéis e cafés da cidade. É quase como uma instituição. Um dos meus sonhos era ter a oportunidade de tomar o chá da tarde no The Ritz London, um dos hotéis mais tradicionais e exclusivos no mundo, mas nunca foi uma tarefa fácil. Primeiro porque o chá da tarde é caro para caramba e é tão disputado que as reservas devem ser realizadas com meses de antecedência. Depois de algumas tentativas frustradas, finalmente consegui! O chá é oferecido no lindíssimo salão Palm Court com música ao vivo (piano, violinos e uma cantora bem ao estilo vintage). O cardápio oferece 18 diferentes tipos de chá, 8 tipos de sanduíches e 6 opções de doces. Também pode ser acrescido champanhe e bolo. Nem preciso dizer que quase saí rolando do Hotel. Foi uma das experiências mais legais da minha vida e recomendo para todos que tenham interesse (e uma graninha sobrando…). Deem uma olhada no luxo do salão Palm Court, nas opções servidas durante o chá e no detalhe dos bules do The Ritz London.

Aubaine Restaurant – É um restaurante francês com filiais em diferentes pontos de Londres. Eu almocei no restaurante localizado dentro da loja de departamento Selfridges. Oferece um cardápio enxuto, carinho, mas gostoso. O que mais me chamou a atenção foi a decoração repleta de flores. Vale a pena para quem procura um lugar especial para uma refeição prática.

Borough Market – É um dos mais antigos mercados em Londres (de 1756). Ele também está do outro lado do Rio Tâmisa, entre o Tate Modern e a London Bridge. Ao contrário do que eu imaginava é um mercado bem turístico e é relativamente pequeno, mas tem banquinhas muito interessantes. Grande parte dos produtos é preparado ou cultivado por empreendedores locais e muitos deles são típicos da região. Adorei a visita e recomendo o passeio. Acho que é uma ótima pedida para um Sábado no horário do almoço. Segue abaixo uma foto de uma das fachadas do Mercado, do escritório do atrativo e dos produtos oferecidos em uma das barraquinhas.

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Super dica – Eu não sou uma entusiasta de Londres, mas devo admitir que essa viagem foi especial. Primeiramente porque Londres me presenteou com uma semana de clima agradável e muito sol, mas também porque fiz questão de conhecer outros bairros da cidade pouco explorados pelos turistas e descobri que essas regiões mostram uma das facetas mais charmosas da cidade. Então minha dica é: Quando visitarem Londres, se tiverem um tempinho sobrando ou quiserem fugir das zonas mais turísticas, andem por Marylebone (a Marylebone High Street é uma rua comercial super charmosa cheia de cafés e restaurantes) e pela região da King´s Road (as ruas que cortam a King´s Road tem as casas mais fofas da cidade). Garanto que valem a pena o passeio! E termino o post com três fotos de tirar o fôlego. As duas primeiras são das vitrines da Rag & Bone na Sloane Square e da Kiehl´s, respectivamente. Durante a semana que eu estava em Londres, as vitrines das lojas da região de Chelsea & Kensington estavam todas floridas, uma forma de celebrar a primavera e chamar a atenção dos turistas. A terceira foto é de um café charmoso em Belgravia, e fecho o post com as casas fofas próximas à King´s Road.

 

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See ya….

Consultoria de Viagem – Tudo sobre Meios de Hospedagem

O post de hoje é bem diferente, pois não é um relato de viagem e sim um vídeo sobre meios de hospedagem. Sou uma pessoa muito tímida, por isso não fico à vontade em me ver no vídeo… Muito menos me ouvir. No entanto, fui convidada por um aluno para falar sobre como escolher um meio de hospedagem em seu canal no YouTube e gostei do resultado, por essa razão estou compartilhando o vídeo com vocês. Tô me achando uma Youtuber! Coitada… Enfim, espero que gostem…

Visitando o Equador (Guayaquil, Cuenca e Quito)

Ainda com o objetivo de explorar a América, neste verão visitei o Equador. O Equador é um país que eu queria conhecer a muitos anos, mas como é um destino caro (dá para visitar a Europa com o mesmo valor!), acabei adiando um pouquinho esse desejo. 

Para quem não sabe, o Equador fica na América do Sul entre a Colômbia e o Peru. Foi o primeiro país da América Latina a entrar nos movimentos de independência contra a monarquia espanhola, portanto é conhecido como “Luz da América” e, depois de passar por um período de ditadura, vive hoje como uma república presidencial no qual seus governantes são muito bem vistos pela população local (situação difícil na atual conjuntura política mundial!). A principal língua do Equador é o espanhol, mas por haver uma grande comunidade indígena, outros idiomas como o quíchua também são falados pelas diferentes regiões do país.

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O país é famoso pela qualidade do seu chocolate, já que é um dos maiores e melhores produtores de cacau do mundo; pela exportação de rosas e pelo petróleo. A economia é dolarizada, portanto o dólar é a moeda oficial. No entanto, os trocados distribuídos nas lojas são dólares cunhados no próprio Equador, então minha primeira dica de viagem é: quando estiverem no Equador e ganharem moedas de dólar equatoriano, gaste-as enquanto estiver por lá, caso contrário, vocês perderão dinheiro, pois elas não são aceitas em outro lugar.

Dessa vez, voei de Latam saindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos com escalas. Não há voos diretos do Brasil para o Equador, então a melhor saída é comprar voos com o menor número de escalas possível para não passar dias entre as salas de embarque dos aeroportos. Afff! E tenho que destacar que os aeroportos do Equador são mara; modernos, bonitos, limpíssimos, práticos; estou para dizer que são os melhores da América Latina.

Para este post vou contar minha viagem pelas cidades que visitei. Vou fazer um panorama geral da cidade e depois tentarei me concentrar nos atrativos turísticos em si. Entre as explicações disponibilizei algumas fotos e especifiquei o preço de algumas atrações.

Guayaquil

Mesmo não sendo a capital do país, Guayaquil é a maior cidade do Equador com pouco mais de três milhões de habitantes. Fundada em 1538, sua economia é baseada na importação e exportação de produtos, pois possui o maior porto do país. Eu devo dizer que essa foi a surpresa da viagem. Fui para Guayaquil achando que a cidade seria um mico, pois possui poucos atrativos turísticos, mas me surpreendi. É uma cidade com avenidas largas, extremamente limpa, segura, super arborizada e muito organizada. Foi nossa primeira cidade no Equador e a primeira impressão do país foi a melhor possível. Deem uma olhada em alguns edifícios do centro.

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Durante nosso período na cidade, visitamos o Malecón 2000, um calçadão beira-rio muito agradável que percorre pouco mais de dois quilômetros e oferece estabelecimentos gastronômicos, atividades de lazer para toda a família e uma roda gigante bacana nos moldes da London Eye. Também visitamos o bairro de Las Peñas, uma região histórica de Guayaquil cuidadosamente restaurada. A região possui hotéis boutique, galerias de arte e restaurantes. Esse atrativo foi uma agradável surpresa, pois ele é muito mais charmoso que o exibido nas fotos dos blogs de viagem. Recomendo a visita tanto no período do dia como da noite. Deem uma olhada!

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Fechamos nossos passeios na cidade com uma visita ao Parque Histórico de Guayaquil, um parque público e gratuito que mostra três facetas do destino. A primeira destaca a fauna e flora local, com animais de diferentes espécies dispostos em parte da floresta tropical; a segunda mostra edificações antigas de Guayaquil que foram retiradas do centro da cidade e transladadas para o Parque, todas muito bem conservadas e a terceira mostra sobre a vida na Costa Equatoriana, exibindo a questão do cacau e o cotidiano da região. O Parque é muito agradável, extremamente bem cuidado e agora oferece até um hotel super luxo por lá (Hotel del Parque). Gostei e o recomendo, deem uma olhada!

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Em Guayaquil fiquei hospedada no Windham Hotel, um dos melhores hotéis da cidade. Ele é realmente muito bom; moderno, cheiroso, ótima estrutura e bem localizado, ao lado de Las Peñas. Recomendo!

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Cuenca

Se Guayaquil foi a surpresa da viagem, Cuenca foi a decepção! Fundada em 1557, Cuenca é a terceira maior cidade do Equador com poucos mais de 700 mil habitantes. É declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO e pelo que havia lido sobre o destino, seu centro histórico é considerado por muitos como o mais bonito das Américas. No entanto, as poucas coisas que me chamaram a atenção na cidade foram: (I) a praça central onde é possível ver a enorme Catedral de la Inmaculada Concepción (foto abaixo) e a antiga catedral barroca localizada do outro lado da praça.

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(II) A fábrica de chapéus Homero Ortega, uma das muitas marcas que produz o famoso chapéu Panamá.

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(III) E a típica roupa das mulheres de Azuay (província na qual Cuenca é capital). As mulheres andinas são extremamente vaidosas com suas trancinhas características; sempre muito bem produzidas com meia calça, saia de veludo (falda de terciopelo), muitas dessas saias eram bordadas à mão. Queria ter tirado foto delas, mas fiquei com vergonha. Então, vai ficar para a imaginação. Desculpem-me!

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Quito

Fundada em 1534, Quito é a capital do Equador, mas é somente a segunda cidade mais populosa do país com pouco mais de dois milhões de habitantes. Por sua riqueza natural, geográfica, arquitetônica, cultural e estética foi reconhecida pela UNESCO como o primeiro Patrimônio Cultural da Humanidade em 1978. Vale ressaltar que este título, se deve em parte ao Centro Histórico da cidade que possui o maior conjunto arquitetônico do século XVII da América Latina.

A cidade está localizada em um vale cercado por cadeias de montanhas e vulcões, e por conta de sua altitude (2.850 metros acima do nível do mar), o clima é fresco (para não dizer frio) e constante. Quito está situada aproximadamente a 35 km a sul da linha do Equador. Um monumento marca o local, conhecido como La Mitad del Mundo, mas já conto mais sobre ele. Diferente de Guayaquil, Quito tem ruas mais estreitas e é mais caótica, mesmo assim, não menos segura. Como o principal atrativo da cidade é o centro histórico, tiramos alguns dias para explorá-lo. Para ser sincera, além da Plaza de la Independencia, também conhecida como Plaza Grande, espaço no qual está a Catedral Metropolitana de Quito e o Palácio Presidencial, e a região de La Ronda, não achei o centro histórico tão bonito como o de outras cidades latino-americanas como Bogotá, Cartagena de Índias e Ciudad de Panamá. Mas, em compensação, acho que Quito deveria ganhar o título de cidade com as igrejas mais bonitas do mundo. Sou uma aficionada por igrejas, pois aprecio demais arte e arquitetura, mas na minha vida toda nunca encontrei uma cidade com TANTAS igrejas de tirar do fôlego.  A cidade tem tantas igrejas em um mesmo espaço que ela é conhecida como o “Claustro da América”.

Vamos falar um pouquinho sobre elas:

Igreja da Companhia de Jesus – É a igreja mais bonita que já vi na vida e olha que eu já visitei MUITAS igrejas nesta minha vida. Em estilo barroco, a igreja levou “apenas” 160 anos para ser concluída.  Ela é toda coberta em ouro em um trabalho chamado pan de oro (talhada em madeira e coberta com ouro). A visita custa US$ 5.

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Convento de São Francisco – Em minha opinião é a segunda igreja mais bonita de Quito. Considerada a igreja mais antiga da cidade Quito (1535), o interior barroco apresenta trabalhos em pan de oro que também tiram o fôlego de qualquer um que aprecie arte. Caso tenham interesse, a visita à Igreja é gratuita, mas o espaço do antigo Convento também está aberto à visitação e custa US$ 2.  

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Catedral Metropolitana de Quito – É a principal igreja da cidade. Foi construída entre 1535 e 1567 e mistura diferentes estilos arquitetônicos. A visita custa US$ 2. 

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Sobre os demais atrativos:

Museu Ciudad – Durante meus dias em Quito visitei outras igrejas e museus que nem vou explicar, pois não acho que valem tanto a pena, mas esse museu vale muito. Localizado em uma construção colonial que serviu como hospital, o Museu de la Ciudad (US$ 2) mostra a história de Quito e do Equador. Ele é interativo, com vários objetos. O mais legal foi ver que além do espanhol, todas as explicações também estavam em Inglês e Quíchua (super inclusivo). Recomendo!

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Palácio Presidencial – O Palácio tem visita de hora em hora e entrada gratuita. Só é necessário apresentar documento de identificação com foto e reservar a visita com antecedência na cabine ao lado da entrada central. É um palácio bonito e fiquei empolgada, pois durante a visita pude ver o presidente. Não é uma visita fenomenal, mas é legalzinho.

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Ciudad Mitad del Mundo – É um parque localizado na cidade de San Antonio, a 26 quilômetros ao norte de Quito. No local tem o “Museo Etnográfico Mitad del Mundo”, um Planetário e uma ala que explica a missão francesa que no século XVIII realizou experimentos nos pólos. No entanto, o mais importante de Parque é o monumento de 30 metros de altura que marca o ponto onde se acreditava que a linha do equador atravessava o país (US$ 3,50). É legal, mas o que mais me impressionou foi a estrutura do Parque em si. Muito bem bolado, organizado e impecavelmente limpo.

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Na foto acima meu pé direito está no hemisfério sul e meu pé esquerdo está no hemisfério norte. Achei super bacana!

Ao lado do Parque fomos no Museu Intiñan In Situ, um local que mostra sobre a cultura dos indígenas pré e pós-incas e faz alguns experimentos físicos que mostram as reações nos diferentes hemisférios e em latitude zero. Eu tive que equilibrar um ovo em um prego no ponto zero do mundo e consegui a façanha com facilidade. Ganhei até um certificado por isso. Rsrsrsrs…. O museu é interessante e custa US$ 4.

Em Quito fiquei hospedada no Hilton Quito. O Hotel está localizado em frente ao Parque El Ejido. Apesar da boa localização, do serviço prestativo, da cama maravilhosa e da reconhecida bandeira, eu achei que o hotel precisa de uma atualização. De qualquer forma, segue abaixo uma foto do quarto para vocês darem uma olhada.

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Impressões Gerais

E assim terminou mais uma viagem. Eu adoro viajar para a América do Sul, pois às vezes nós brasileiros sentimos uma soberba com relação aos nossos vizinhos latino-americanos, mas quando estamos em alguns desses países, acabamos com o nosso nariz empinado, pois percebemos que a América Latina é tão alegre, fascinante, rica e diversa como o nosso país. Sobre a minha estada pelo Equador, eu gostaria de destacar quatro pontos:

a) Comida: Eu achei a comida equatoriana maravilhosa; muito farta, colorida e parecida com a nossa. Eles têm uma quantidade absurda de frutas e todas extremamente doces. Experimentem! Os pães e laticínios são deliciosos! Os chocolates são de altíssima qualidade; em grande parte, orgânicos e com prêmios internacionais de qualidade (comprei muitos, olhem abaixo o meu estoque!).

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No entanto, o meu destaque é para o básico arroz com feijão. O arroz com menestra (feijão com molho típico equatoriano) acompanhado de uma carne (a carne deles, seja ela de boi ou de frango, também é ótima) é o mais básico que vai encontrar por lá. Nem preciso contar que voltei com uns dois quilos a mais na balança. Ahhh! Se eu puder destacar alguma coisa esquisita tipicamente equatoriana é o costume de comer uma comida muito reforçada no café da manhã. Logo de manhã eles já estão com um pratão de arroz, feijão, salada e frango. Achei estranho no começo, mas logo me acostumei. Falando de bebida, não deixem de experimentar o Canelazo, um tipo de aguardente que pode ser feita de frutas, canela, entre outros condimentos. Geralmente é servido como um drink de boas vindas no comércio, mas você também pode achar em barraquinhas de comida. Muito bom!

b) Povo: Os equatorianos estão longe de serem as pessoas mais bonitas do mundo, mas sem dúvida estão entre os mais queridos. Os taxistas estavam sempre dando boas vindas; as pessoas na praça puxavam papo com os turistas, inclusive falando em Inglês. Todos sempre muito gentis e prestativos. Recebi até um abraço e presentinhos da moça que vendeu parte dos meus chocolates. Me senti super acolhida! 

c) Cheiros: Uma das coisas que mais me chamou a atenção é como os equatorianos são ligados aos cheiros. As lojas, os shoppings e os hotéis estão sempre com cheiros muito marcantes. Até as barraquinhas de comida e artesanato tinham um incenso sempre acesso (incenso perto da comida era meio estranho, vamos combinar?!). Baunilha, cheiro de lírio, laranja, canela eram apenas alguns dos muitos cheiros que encontrávamos por todos os cantos. Adorei!

d) Preços: Mesmo que os preços sejam expressos em dólar, quando transformados em real , os valores dos produtos e serviços são muito parecidos com os do Brasil. No entanto, devo destacar que os ônibus e táxis são muito baratos (os taxistas não usam taxímetro, as tarifas são estipuladas pelo trecho percorrido), mas os produtos importados são muito caros.

Espero que tenham curtido ler minha experiência no Equador e quem sabe não os incentivo a planejar uma viagem por lá.

¡Hasta luego!

Viajando sozinha

Este post não foi uma ideia original; ele foi inspirado em um post publicado pelo blog de viagens curitibano Finestrino. A partir daquele texto e baseado na minha experiência pessoal, resolvi escrever minha versão sobre esse assunto.

Eu em Luxemburgo.
Eu em Luxemburgo

Eu sou uma pessoa que viaja sozinha sozinha; sozinha, mas em excursão; com meus amigos; com meus alunos; com meus namorados (um de cada vez, claro!); com minha família; enfim, de todas as formas. Por mais que companhia sempre torne a viagem mais agradável, devo admitir que gosto muito de viajar sozinha.

Eu sou uma viajante com muitas manias (um dia vou até escrever um post sobre isso, pois tenho umas manias bizarras) e nem sempre as companhias de viagem topam meus programas, aguentam meu ritmo ou entendem minhas esquisitices, então quando estou com outras pessoas, muitas vezes tenho que fazer concessões e deixo de realizar programas ou visitar locais que eu gostaria.

Tenho muitos conhecidos que dizem que gostariam de viajar, mas que estão sem companhia. E eu sempre respondo: – Por que não vão sozinhos (as)? Eles sempre me olham com uma cara como se eu estivesse falando algo de outro mundo. Mas, sinceramente, viajar sozinho tem muitas vantagens; é uma viagem na qual vocês têm a oportunidade de conhecer os atrativos que realmente querem conhecer, na hora que quiserem, do jeito que quiserem e o melhor, vocês ficam mais abertos para conhecer outras pessoas. Devo admitir que sempre aproveito muito mais a viagem quando estou sozinha e conheço muita gente legal durante minhas andanças, inclusive pessoas que estão na minha vida até hoje.

É claro que viajar sozinho também tem desvantagens; a primeira delas é elementar, você está sozinho o tempo todo. Além disso, não tem com quem compartilhar as experiências maravilhosas ou rir dos perrengues; não tem quem tire as fotos do look do dia; ou vocês podem, durante o percurso, sentir solidão. Mas para tudo isso tem uma solução. Para quem foge da solidão nas viagens, é possível ficar hospedado em um hostel, pois este tipo de empreendimento é propício para fazer novas amizades e encontrar possíveis parceiros (as) de aventuras que tenham os mesmos interesses. Se o objetivo é conhecer pessoas locais, já há vários aplicativos que auxiliam os forasteiros a encontrar anfitriões nas cidades que irão visitar como o Couchsurfing e o BeWelcome. Nos aplicativos MealSharing, EatWihaLocal e Cookening é possível agendar uma refeição com um anfitrião local. E há até um aplicativo para festas, o Party with a Local.

Ou podem ainda comprar uma excursão com um grupo de pessoas onde terão interatividade com outros viajantes durante grande parte da viagem (Tem até agências de viagens especializadas em pacotes para pessoas sozinhas como o Single Trips e o KeepCompany).  

Enfim, eu realmente acho que se quiserem viajar, o medo de ir sozinho não deve impedi-los (as).  

Antes de tudo, é importante saber que para viajar sozinho é preciso gostar da sua própria companhia. É preciso saber o que gosta, entender suas expectativas, respeitar suas limitações e, às vezes, saber rir de si mesmo.

Uma das minhas dicas é procurar esse momento sozinho para se conhecer melhor. Durante minhas viagens sozinha percebi que sou mais corajosa do que imaginava; aprendi a ser mais cara de pau ao pedir para desconhecidos tirarem uma foto; percebi que sou muito grata pela minha saúde e por tudo de bom que acontece na minha vida; e valorizo ainda mais as pessoas que estão ao meu lado. Outra dica é aproveitar esse momento sozinho para conhecer outras pessoas. Quando estamos com um grupo de amigos ou com o namorado (a), ficamos tão fechados entre nós que não nos abrimos para o outro. Eu sou o tipo de pessoa que quando estou sozinha converso com o taxista, com o garçom, com o cliente do Mc Donald´s e, sinceramente, sempre conheço muita gente legal.

Eu em Paris
Eu em Paris

Enfim, minha visão e experiência sobre viajar sozinha é a melhor possível. Espero que meu post tenha encorajado vocês a pensarem no assunto. E se ainda assim não tiverem coragem de encarar uma viagem solo, procurem viajar com pessoas que gostem das mesmas coisas que vocês, que tenham o mesmo pique e que realmente estejam abertos a curtir a viagem.

Até a próxima!