Documentos e vistos de viagem

O tema deste post surgiu a partir das minhas aulas de Agência de Viagens e Transportes e percebo que é uma das dúvidas mais frequentes entre os turistas, principalmente aqueles que estão viajando pela primeira vez ou que ainda tem pouca experiência de viagem. Quais documentos eu devo levar em uma viagem? É necessário de visto para viajar para um país estrangeiro? É necessária alguma vacina específica? Pensando nestas dúvidas, escrevi um post didático sobre o assunto. Já começo explicando que o texto foi baseado na minha experiência e vivência sobre o tema.

Caso vocês tenham interesse em dicas práticas a respeito de viagens, eu tenho outro post sobre como arrumar uma mala e se preparar para uma viagem, é só clicar no link aqui.

Então, vamos por partes… Se vocês estão se preparando para viajar por alguma região do Brasil, lembrem que, independentemente do meio de transporte escolhido (carro, ônibus ou avião), é necessário estar com um documento de identificação com foto em mãos, seja ele: Carteira de Identidade, Carteira de Motorista, Passaporte, etc. Crianças e adolescentes precisam se adequar a uma legislação ainda mais rígida; caso tenham interesse em se aprofundar sobre o tema, deem uma olhada no texto escrito por Camila Sayuri no IG São Paulo (http://turismo.ig.com.br/manual-do-viajante/dicas/confira-os-documentos-necessarios-para-viajar-com-criancas/n1597235788638.html).

E para viagens internacionais, quais são os documentos necessários?

Caso a viagem seja para o Mercosul, bloco econômico formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, é necessário apenas um documento de identificação atual com foto. Eu estou deixando bem claro a palavra “atual”, pois viajar com identidade antiga, na qual o viajante ainda está com carinha de criança e completamente irreconhecível não é aceito em alguns países como a Argentina. Outros países da América do Sul como a Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela também aceitam a carteira de identidade como documento de identificação do viajante. No entanto, eu sempre, em qualquer ocasião, viajo com o passaporte, pois se o rapaz da imigração implicar com o meu documento de identidade, é capaz de ser mandada de volta ao Brasil antes mesmo de sair do aeroporto. Sim, eu sou toda encanada com imigração! Além disso, não tem nada mais chique que um passaporte cheio de carimbos de viagem. #ostentacaodoviajante


Como e onde eu solicito meu passaporte?

No Brasil, os passaportes são emitidos pela Polícia Federal (http://www.pf.gov.br/servicos-pf/passaporte/requerer-passaporte/requerer-passaporte). Vocês entram na home page da Polícia Federal, preenchem todos os dados exigidos e em seguida, é emitido um boleto de pagamento (GRU). Após o pagamento e compensação do boleto, vocês agendam pela própria Internet o local, a data e horário mais conveniente para a entrega dos documentos requisitados e entrevista (dentro da disponibilidade da Polícia Federal). Por favor, cheguem à entrevista com, pelo menos, 15 minutos de antecedência. A Polícia Federal tem uma pontualidade britânica (tentando fazer um trocadilho!) e se houver atraso, tchau passaporte. Nesta entrevista, vocês irão apresentar os documentos solicitados pela Polícia (a lista de documentos se encontra no próprio site da Instituição – é bem grande e a falta de um dos documentos inviabiliza todo o processo), tirarão uma foto e serão solicitadas suas impressões digitais. Após a entrevista, a atendente informará a data provável da entrega do passaporte. Geralmente a entrega é em 6 dias úteis (pode ser mais rápido ou pode levar mais tempo, então não deixem para a última hora!). A entrega do passaporte é feita na mesma unidade onde vocês fizeram a entrevista e é pessoal e intransferível, quer dizer, não dá para pedir para o colega buscar o documento. O custo do passaporte (seja o primeiro ou apenas uma renovação) é de R$ 257,25 (salgado!) e tem validade de 10 anos. Atenção! Para crianças e adolescentes de até 18 anos, a validade do passaporte é menor. Se for o caso de vocês, informem-se. Todo o processo é burocrático, mas funciona direitinho, não se preocupem!


Já tenho um passaporte, posso viajar para qualquer lugar?

O brasileiro com um passaporte válido pode viajar por 100 destinos diferentes em todo o mundo, mas há vários países que ainda exigem um documento (visto) de entrada, seja com o propósito de turismo, de estudo, de permanência, entre outros. Cada visto terá uma exigência específica e um período de validade distinto.

Quais são os países que exigem visto?

Na dúvida, eu sempre pesquiso este tipo de informação no site dos despachantes, empresas relacionadas ao setor turístico que auxiliam nos trâmites para a solicitação de visto. Um dos despachantes disponíveis no mercado, a Bernardini (http://www.bernardini.com.br/noticias/templates/template2.asp?articleid=2&zoneid=20) tem em sua home page  um link chamado “Busca Rápida de Vistos por País” (está no canto direito da página). Neste link, é só selecionar o país que vocês têm interesse e eles mostram se o destino exige visto e todos os vistos disponíveis para aquela localidade. Há alguns países que exigem apenas o visto eletrônico. É um documento emitido eletronicamente no qual permite a estada do visitante no país por determinado período. Ele também é solicitado pela Internet e o pagamento das taxas é efetivado real time pelo cartão de crédito. O México é um dos países que oferece esta opção e é muito prático e rápido.

Informações importantes!

Para requerer qualquer visto, é necessário que o passaporte tenha, no mínimo, 6 meses de validade. Portanto, se vocês estão com o passaporte vencendo, peçam uma renovação e só com o novo passaporte em mãos, solicitem o visto.

Não solicitem vistos em cima da hora. De acordo com o período do ano ou por questões econômicas e políticas, o visto pode levar mais de 3 meses (leia-se Estados Unidos) para ser emitido e sem visto, tchau viagem! 

Para tirar o visto de algum país estrangeiro eu preciso procurar um despachante?

Não necessariamente. O visto pode ser solicitado diretamente no consulado ou embaixada do país que vocês têm interesse em visitar. Alguns deles irão requerer apenas a apresentação de documentos e o pagamento de uma taxa específica; outros exigirão uma entrevista pessoal com o solicitante. Neste caso, o despachante auxilia em todo o trâmite, é muito mais prático e rápido, mas ele também cobra uma comissão por esse serviço, portanto, vejam o que vale mais pena para vocês: comodidade ou preço.

Já solicitei o visto, paguei todas as taxas e entreguei toda a documentação exigida pelo consulado. Mesmo assim, é possível que meu visto seja negado?

Sim. Os consulados possuem um perfil de pessoas que eles consideram “suspeitas”. Pessoas que podem entrar no país como turista, mas que tem a intenção de ficar ilegalmente no local. Portanto, se vocês são jovens, sem vínculo empregatício no Brasil, sem bens, sem investimentos financeiros no país, entre outros fatores, poderão ter seus vistos negados. Não estou dizendo que isso irá acontecer, mas a chance é maior. Países como os Estados Unidos, por exemplo, tem aumentado a taxa de recusa de visto para brasileiros. Outros fatores como pessoas com pendências e procuradas pela Justiça, Interpol (Polícia Criminal Internacional) e CIA (Serviço de Inteligência Americana) também terão seus vistos negados. Durante o período de avaliação, os órgãos consulares analisam, cruzam dados e verificam todas as possibilidades. Mas, como mencionei, vão com fé e se tiverem o visto negado, tudo bem, tentem outras vezes.

Já tenho o visto. Ainda há chance de não conseguir entrar no país desejado?

Sim. O visto é apenas a primeira etapa para a entrada no destino. Assim que se chega no país estrangeiro, todos os turistas passam por guichês de imigração no qual será questionado sobre o destino final, propósito da viagem, aonde irão se hospedar, se possuem bilhete de retorno comprado, se possuem dinheiro em espécie para se manter ou cartões de crédito internacionais, entre outras perguntas. Assim como nos consulados, os oficiais de imigração também têm um perfil de pessoas “suspeitas”. Portanto, minha dica é… Quando chegarem ao guichê da imigração, mantenham a calma, tentem responder todas as perguntas da maneira mais segura e tranquila possível e apresentem todos os vouchers que vocês tiverem a mão (comprovante da reserva do hotel, comprovante da passagem aérea do retorno, voucher da excursão ou do pacote turístico, etc.).

Além do visto, há alguma outra exigência que eu deva saber?

Além do visto, alguns países também exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).  Regiões de floresta e regiões endêmicas exigem vacinas específicas como a da febre amarela e da malária. Para saber qual vacina é exigida em determinado país, deem uma olhada na home page da Egali, empresa especializada em intercâmbio (http://egali.com.br/2015/egali/pt/blog/slot-responde-quais-vacinas-preciso-tomar-antes-de-viajar-para-o-exterior/). Eles apresentam uma lista completa que pode ajuda-los. Ahhh! A vacina da febre amarela também é indicada caso vocês tenham interesse em viajar para a região norte do Brasil.

Onde tomar a vacina?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) possui em sua home page (http://www.anvisa.gov.br/hotsite/viajante/centros.pdf) uma listagem dos postos de saúde e as vacinas disponíveis, mas os principais aeroportos brasileiros também tem um centro de vacinação à disposição dos viajantes. No entanto, é necessário que a vacina seja tomada com pelo menos 8 dias de antecedência à viagem, pois ela pode provocar pequenas alergias e/ou desconfortos e não tem nada pior que viajar passando mal.


É obrigatória a compra de seguro viagem?

Grande parte dos países que integram a Comunidade Europeia (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Suécia) além da Islândia, Noruega e Suíça fazem parte do que eles chamam de “Tratado de Schengen”. Estes países exigem que o turista tenha um seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros. Além deles, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Turquia também exigem o seguro. O seguro poderá ser exigido na entrevista no guichê da imigração ou durante algum incidente. Então, comprem! Eu sei que brasileiro é metido a valentão e sempre acha que nada vai acontecer a ele, mas a verdade é que eventualidades podem ocorrer (quebrar um dente comendo amendoim, quebrar uma perna esquiando, torcer o pé em uma rua histórica de paralelepípedos, sofrer com algum tipo de alergia, ter a bagagem extraviada ou roubada, etc.) e o seguro salva a vida nestas horas. Além disso, no montante de gasto total da viagem, o seguro tem um valor pequeno, então não deixem de adquiri-lo para tentar economizar, pois o barato pode custar caro a beça.

Qual a melhor empresa para comprar o seguro viagem?

É uma pergunta muito difícil de responder. Procure a empresa que tenha o melhor custo/benefício. Pergunte qual a recomendação do seu agente de viagem ou procure informação com outros turistas. Há diversas empresas no mercado, inclusive as instituições financeiras (bancos) oferecem seguros. O importante é que vocês adquiram esse serviço.

Caso tenham comprado um pacote turístico de uma operadora específica, o pacote já contempla o seguro viagem, então fiquem tranquilos!

Acho que é isso. Espero que eu tenha esclarecido algumas dúvidas e que essas dicas ajudem vocês nas suas próximas viagens. Até a próxima!

Descobrindo a Polônia (Varsóvia, Breslávia e Cracóvia)

Há alguns meses comecei a planejar minha próxima viagem. Pensei em visitar tantos lugares diferentes, mas por uma questão de oportunidade e custo, decidi conhecer a Polônia. Após a compra da viagem, era muito engraçado… Quando eu comentava com meus amigos que eu visitaria a Polônia, as pessoas me perguntavam: – Sério?! O que você vai fazer por lá? E eu respondia: – Não sei, mas irei descobrir! E esse foi o melhor posicionamento que eu poderia ter tomado, pois fui sem expectativa nenhuma e voltei completamente encantada pelo destino. Com certeza foi o melhor lugar que eu poderia ter escolhido neste momento.

Para aqueles que não têm ideia nenhuma sobre a Polônia, o país é uma república democrática parlamentar localizada na Europa Central ao lado da Alemanha e da República Checa. Possui pouco mais de 38 milhões de habitantes e mesmo não usando o Euro como moeda oficial, faz parte da União Europeia. A moeda oficial é o złoty (EUR 1≅ PLN 4,2) e, ao contrário dos demais países europeus, é um país relativamente barato (os preços dos produtos e serviços são semelhantes aos valores praticados no Brasil; arrisco a dizer até que são um pouco mais baratos), o que chama a atenção de muitos viajantes, principalmente dos europeus.

Mesmo que a Polônia aceite bem as diversas crenças, o país é predominantemente católico. De acordo com um dos meus guias, 94% da população se declara católica e 50% deles vão a missa pelo menos uma vez ao mês. Isso explica o grande número de igrejas em todas as cidades.

Não há voos diretos saindo do Brasil para a Polônia. Para chegar ao país é necessário fazer conexão em algum outro destino, mas há várias empresas que oferecem o trecho até Varsóvia, então é bem tranquilo. No meu caso, eu voei com a Alitalia (Devo admitir que a empresa já foi melhor!), com conexão em Roma. Os aeroportos da Polônia (já vou adiantando que conheci três deles) são muito bons; modernos e práticos.

Ao contrário das outras viagens longas que contei meu tour pelos dias, vou contar esta viagem pelas cidades, pois fiz um roteiro confuso com idas e vindas e acho que desta forma ficará mais fácil entender tudo o que eu visitei por lá. Também contarei um pouquinho sobre cada um dos destinos. Já vou adiantando que esse post ficou GIGANTE, pois me empolguei demais. No entanto, coloquei várias fotos para ilustrar os lugares, já que dessa forma o relato fica mais interessante e menos cansativo.

Varsóvia

Ou Warszawa (em polonês) foi minha primeira parada na Polônia. É a capital e maior cidade do país. Cortada pelo Rio Vístula (o maior rio polonês), a cidade possui quase dois milhões de habitantes e sua economia é baseada na indústria de diferentes bens e empresas com foco em tecnologia, no setor financeiro e em serviços. Fui a Varsóvia sem expectativa nenhuma, mas me surpreendi com a cidade. Ela é charmosa ao seu próprio jeito; florida, limpíssima e mistura diferentes estilos arquitetônicos, do medieval ao vanguardista. É lá que foi criada a segunda mais antiga constituição do mundo; é a terra do músico Chopin (na verdade, ele nasceu em um vilarejo próximo à Varsóvia, mas se criou na cidade) e também foi o lar de Marie Skłodowska-Curie. Não a conhecia, mas descobri que ela foi a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel e a primeira pessoa e única mulher a ganhar duas vezes este mesmo prêmio. Ela criou a Teoria da Radioatividade e descobriu dois elementos químicos (aqueles que aprendemos na Tabela Periódica das temidas aulas de Química), o Rádio e o Polônio. #girlpower

Cheguei a Varsóvia e fui direto para o meu hotel. Para chegar ao centro da cidade é possível optar pelo ônibus ou pelo táxi. Como os táxis são relativamente baratos e o aeroporto é próximo ao centro, fui de táxi (sem brincadeirinha com a música da Angélica, viu?!). Em Varsóvia fiquei hospedada no H15 Boutique Hotel, um dos mais estilosos hotéis da cidade. É um empreendimento com 46 apartamentos modernos, mas instalados em uma edificação clássica do século XIX. Ele está localizado no centro novo da cidade, próximo à Estação Central e do Palácio da Cultura e Ciência. O serviço é atencioso e o melhor de tudo, ganhei um upgrade de categoria e fui acomodada em uma suíte. O apartamento era tão grande que eu não sabia onde eu ficava. Em minha opinião, o único ponto negativo é; mesmo que ele esteja em uma área cheia de restaurantes bacanas, próximo do metrô e de centros comerciais, o hotel está longe do centro histórico da cidade, então me senti meio isolada do burburinho turístico. Segue algumas fotos da fachada do empreendimento e da minha suíte.

Aos atrativos da cidade…

Free Walking Tour – É sempre o primeiro passeio que eu faço quando chego a um destino, pois gosto muito do conceito deste tipo de tour e da qualidade dos guias. A Free Walking Tour é formada por um grupo de pessoas que mostram os principais atrativos. Eles contam as histórias e curiosidades do destino e de seus ilustres moradores, fazendo com que o turista entenda um pouco da realidade local. Já cansei de falar deles para vocês aqui no blog e o conceito é sempre o mesmo, eles oferecem o melhor tour que eles podem e vocês decidem quanto vale o passeio. A empresa Freewalkingtour.com (escolhi esta empresa em todas as cidades que visitei na viagem) foi criada em 2007 e está presente em várias cidades polonesas: Cracóvia, Varsóvia, Breslávia, Gdańsk, Posnânia, Zakopane, além de Lemberga, na Ucrânia. É uma empresa bem organizada, que oferece diferentes tours, conduzidos em vários idiomas (vocês distinguem os guias pelos guarda-chuvas amarelos), mas mesmo que os guias sejam muito bons, eles são mais sérios, não são tão engraçadinhos como em outros lugares do mundo (talvez seja uma característica polaca). O tour do Centro Histórico dura em média 2 horas e sai todos os dias às 10h30 da Sigismund’s Column, em frente ao Castelo Real. Durante o tour passamos pelo Castelo Real, a Praça do Mercado, o Barbacan e as muralhas da cidade medieval, o monumento da Revolta de Varsóvia (localizado ao lado da Suprema Corte – relembra a resistência dos poloneses durante a Segunda Guerra Mundial), a Krakowskie Przedmieście Street, o Palácio Presidencial e a Universidade de Varsóvia. Segue abaixo fotos do Castelo Real, da Praça do Mercado, do Barbacan e do Palácio Presidencial.

À tarde também fiz o tour da Free Walking Tour pela Varsóvia Judaica. É um passeio que trata sobre os judeus na Polônia (para ter uma ideia, em 1939, 35% de todos os habitantes de Varsóvia eram judeus) e todos os desafios que eles enfrentaram em sua história, principalmente durante a Segunda Guerra Mundial. Infelizmente o bairro judeu e o gueto já não existem mais, mas o Museu da História dos Judeus Poloneses, inaugurado em 2014, conta sobre a cultura judaica polonesa e dedica duas alas à Segunda Guerra Mundial e a resistência do povo judeu. O tour dura em torno de 2 horas e meia e o recomendo apenas para quem tem interesse na Segunda Guerra Mundial, em história de uma forma geral ou na cultura judaica polonesa.

Palácio Wilanów – É um palácio barroco construído para o Rei João III Sobieski no século XVII.  Passou por vários donos até se transformar em um museu em 1805. Ele está localizado nos arredores de Varsóvia, mas é muito fácil chegar até lá. E só tomar os ônibus das linhas 116, 180 ou 519 que passam por vários pontos do centro da cidade. O ticket custa apenas PLN 4,4 (o trecho) e pode ser comprado nas máquinas disponíveis nos próprios pontos de ônibus ou nos quiosques de rua (eles cobram um pouco mais caro, paguei PLN 13,2 o trecho de ida e volta) e a parada final é em frente ao Palácio, não tem erro. O atrativo oferece vários tipos de tickets. Eu comprei um ingresso que dava acesso às salas do Palácio (PLN 20) e aos apartamentos privados (PLN 7) e acho que os dois valem muito a pena. O lugar é lindo demais! Não tem como não ficar meio bobo. Eu fiquei impressionada com o luxo e padronagem dos tecidos usado nas paredes, os detalhes dos tetos, dos espelhos e como toda essa opulência conseguiu transmitir uma sensação de aconchego. Segue algumas fotos do local para vocês terem ideia do que eu estou falando.

Castelo Real de Varsóvia – É um antigo palácio que serviu como residência oficial dos Reis da Polônia e como centro administrativo pelo Czar no século XIX. Infelizmente foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial (como grande parte dos edifícios públicos poloneses) e reconstruído na década de 1980 da maneira mais fidedigna possível. Muitas das obras de arte expostas no museu são autênticas, pois foram escondidas durante a Guerra. Destaco as obras de Canaletto, um pintor italiano que trabalhou como retratista do rei Stanislav II da Polônia no século XVIII. Para quem tem interesse, o museu custa PLN 30.

Museu Nacional de Varsóvia – Foi originalmente fundado em 1862 e é um dos museus mais antigos do país. Está localizado em um edifício modernista construído entre os anos de 1920/1930 e é dedicado, quase que exclusivamente às obras de artistas poloneses. Existe uma área voltada aos grandes mestres e outra com artefatos encontrados no continente africano por arqueólogos poloneses, mas as demais salas dão destaque à arte polaca no decorrer dos séculos. Vi lindas obras como July-August da Zofia Stryjeńska (foto abaixo) e conheci outros artistas maravilhosos como Henryka Beyer e Jan Matejko. É um museu interessante, mas só o recomendo para quem REALMENTE aprecie arte. Caso tenham interesse, o ingresso custa PLN 15.

Palácio da Cultura e Ciência – Localizado no centro mais moderno da cidade, este edifício construído na década de 1950 pelos soviéticos é o mais alto de Varsóvia. Não é uma construção muito bem vista pelos poloneses porque representa a repressão comunista enfrentada pelo país durante décadas, mas o edifício em si é lindo e toda a quadra oferece vários espaços interessantes: centro de exibições, escritórios, sala de conferências, cinemas, teatros, museus, livrarias, etc. Também dizem que o Palácio oferece um observatório onde é possível ter a melhor vista da cidade. Não conheci o observatório, mas fica a dica.

Breslávia

Ou Wrocław (em polonês) é uma cidade a oeste da Polônia com 640.000 habitantes. É conhecida como a Veneza do norte, pois é formada por 9 ilhas e 125 pontes. Devido à sua localização, já fez parte da Polônia, da Boêmia, da Prússia e da Alemanha. Foi definitivamente anexada à Polônia depois da Segunda Guerra Mundial e todas estas mudanças trouxeram à cidade uma arquitetura única. É uma cidade universitária com mais de 130.000 estudantes e muitas pessoas laureadas com o prêmio Nobel já estudaram por lá. A cidade é toda fofa! O centro é super charmoso, cheio de casas coloridas de diferentes estilos. Como o centro é pequeno e os atrativos turísticos estão relativamente próximos, é um lugar que vocês podem conhecer em apenas um dia.

Para essa viagem fiquei hospedada no PURO Hotel Wrocław Stare Miasto. A PURO Hotels é uma rede de hotéis polonesa que oferece empreendimentos modernos, práticos e super estilosos localizados em várias cidades do país: Cracóvia, Breslávia, Gdańsk e Posnâne. Em Breslávia, o hotel está localizado a 5 minutos da Praça do Mercado, próximo dos principais shoppings e atrativos. Recomendo!

Free Walking Tour – Também fiz um tour pelo centro histórico da cidade. Ele acontece todos os dias às 10h em Inglês, Polonês e Alemão com saídas na Praça do Mercado. Visitamos a antiga Prefeitura, a Igreja de St. Elizabeth, Ossolineum (uma linda biblioteca pública barroca), a Universidade de Breslávia (considerada uma das mais bonitas do mundo. A Aula Leopoldina, uma das salas da Universidade, é um espetáculo aberto à visitação), a Hala Targowaa (O Mercado Municipal), e terminamos em uma das ilhas onde em um micro espaço se concentra cinco igrejas, entre elas a Catedral. Ahh! Para quem gosta de igrejas e arquitetura barroca, em minha opinião, o espaço mais bonito da cidade é a Jesuit Church of the Most Holy Name of Jesus, do lado da Universidade. É uma joia! Segue abaixo duas fotos de diferentes ângulos da Praça do Mercado, da antiga prefeitura, da Ossolineum, da fachada da Universidade e da Catedral.

Breslávia é conhecida por seus duendes. São mais de 500 espalhados por toda a cidade. O primeiro duende surgiu em 2001 como uma homenagem à resistência comunista, mas se multiplicaram e se transformaram em uma jogada de marketing que deu certo. Hoje há um roteiro específico para conhecer os duendes, caça de duendes com mapas que mostram onde eles estão localizados, bem ao estilo Pokémon GO. Deem uma olhada em alguns dos duendes que eu encontrei pelo caminho.

 

 

 

 

 

 

No período da tarde, também fiz o tour da Segunda Guerra Mundial e Breslávia Judaica. Assim como em Varsóvia, quase não há resquícios dos judeus na cidade, até porque a esta comunidade era menos expressiva que em outras cidades polonesas, mas adorei saber mais sobre a Segunda Guerra Mundial, pois durante este período, Breslávia era território alemão. Portanto, ela foi devastada não pelos alemães, mas pelos soviéticos. O segundo tour é interessante, mas só o recomendo para os amantes de história.

Museu da Cidade de Breslávia (The Royal Palace – History Museum) – É um museu que conta toda a história da cidade. Está localizado no palácio real em estilo barroco comprado por Frederico o Grande da Prússia em 1750. Foi parcialmente danificado durante a Segunda Guerra Mundial, mas meticulosamente recriado. É um museu interessante para conhecer a complexa história da cidade e o melhor, é gratuito.

Se eu puder dar uma dica gastronômica em Breslávia, experimentem os doces da confeitaria Stara Pączkarnia. É um espaço bem simples no centro da cidade sempre com filas enormes. Eles vendem Pączek (o típico sonho brasileiro) com diferentes recheios e donuts. Como vendem MUITO, os doces são produzidos constantemente e vendidos fresquinhos. São baratos e bons! Eu nem gosto de Donuts, mas tive que levar um. Admito que foi o melhor donut que eu já comi! Portanto, fica a dica!

Cracóvia

Ou Kraków (em polonês) está localizada ao sul do país e foi a capital da Polônia até o século XVI. Têm pouco mais de 850 mil habitantes e também é cortada pelo Rio Vístula. Cracóvia foi uma das pouquíssimas cidades polonesas a se manterem intactas depois da Segunda Guerra Mundial e a riqueza do seu centro histórico fez com que ela fosse tombada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1978. É conhecida como um dos destinos mais bonitos da Europa e é sem dúvida a cidade mais turística do país. O centro histórico é uma preciosidade, não tem como não ficar encantado e os bosques que circundam o centro também são de um cuidado extremo e um convite para o descanso.

A personalidade mais famosa de Cracóvia é Karol Józef Wojtyła, também conhecido como Papa João Paulo II. Ele nasceu no interior da Polônia, mas estudou em Cracóvia e foi o bispo da cidade por 20 anos até ser aclamado como o Papa da Igreja Católica.

Em Cracóvia fiquei hospedada no PURO Kraków Stare Miasto, outro hotel da rede PURO. Ele está localizado em frente à estação de trens, a 5 minutos de caminhada do Barbacan. O empreendimento segue a mesma linha do estabelecimento de Breslávia; moderno, prático e o melhor, oferece uma máquina de café na recepção à disposição do hóspede sem custo adicional. Deem uma olhada na fachada moderna do edifício e na estrutura do hotel.

Free Walking Tour – Também fiz um tour pelo centro histórico da cidade. Ele acontece todos os dias às 10h, às 14h e às 16h em Inglês, Espanhol, Italiano, Polonês e Alemão a partir do Portão do St. Florian, em frente ao Barbacan. Durante o passeio, que leva 2 horas e meia, visitamos a Praça do Mercado, a igreja de St. Mary (a igreja mais bonita da Croácia, em minha opinião), a torre da antiga Prefeitura, a igreja de St. Francis, a Universidade Jaguelônica, o Palácio do Bispo, a Colina de Wawel e finalizamos o passeio na Catedral de Wawel. Adorei o passeio e o recomendo! Abaixo anexei fotos do Barbacan, da Praça do Mercado, da fachada da igreja de St. Mary, da colina de Wawel e da estrutura interior do Castelo de Wawel.

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Também fiz o roteiro Cracóvia judaica e acho que, de todas as cidades que eu visitei, esse é o roteiro sobre a cultura dos judeus poloneses mais interessante, pois como não houve a destruição do patrimônio existente durante a Segunda Guerra Mundial, as sinagogas e o gueto judeu ainda estão intactos. A comunidade judaica de Cracóvia também era significativa; no final da década de 1930, 25% da população era judia. Os tours são oferecidos todos os dias às 10h, às 13h30 e às 17h e o ponto de encontro é em frente à Sinagoga antiga na Szeroka Street, na região de Kazimierz. Durante o passeio visitamos ruas importantes, sinagogas, o gueto e finalizamos o tour em frente à fábrica de Schindler (o empresário checo que salvou vários judeus durante a guerra e sua história inspirou o filme “A Lista de Schindler”, dirigido por Steven Spielberg e vencedor do Oscar). O passeio dura 2 horas e meia e preparem as perninhas porque ele é bem cansativo. Mesmo que o tour tenha sido sobre a cultura judaica, um dos espaços que mais me chamou a atenção foi a Bazylika Bożego Ciała, uma igreja católica barroca divina localizada no bairro de Kazimierz.

Castelo Real de Wawel – Foi residência oficial dos reis polacos até ao séc XVII. Durante a ocupação nazista o espaço serviu como quartel geral alemão. O Castelo oferece diferentes tipos de tours, mas eles disponibilizam um número delimitado de tickets por dia. Eu queria muito visitar os aposentos reais, mas os ingressos para este passeio já estavam esgotados. Então comprei apenas o ticket para conhecer os Salões do Estado (PLN 18). E não me arrependi…. Pensa em um cenário de um filme medieval?! A tapeçaria, os tetos, os pisos, os quadros de grandes artistas italianos, tudo de cair o queixo. Amei a visita e recomendo muito! Minha única dica é: se preparem para encarar filas enormes na compra dos ingressos e se quiserem visitar os aposentos reais, comprem o ticket com muita antecedência.

Museu Nacional da Cracóvia – Localizado em uma área mais afastada do centro histórico, o museu fica em um edifício de linhas retas construído da década de 1930. Foi primeiramente estabelecido em 1879 e traz objetos de arte, dando especial atenção à arte polonesa. Trata sobre a língua, a moda, a cultura e o mobiliário polonês. Mas, na verdade, a peça mais famosa do museu é mais italiana impossível, o quadro “Lady with an Ermine” de Leonardo Da Vinci. A Pintura se perdeu na Itália no século XVII, mas foi adquirida pelo príncipe Adam Jerzy Czartoryski e incorporada à coleção da família Czartoryskis em 1800. Toda a história desta obra é fantástica, não deixem de se informar sobre ela. O Museu custa PLN 20, mas aos Domingos a entrada é gratuita. Abaixo está uma foto da fachada do espaço e da réplica do quadro do Leonardo Da Vinci.

E assim terminou mais uma viagem. Eu sei que esse post está entre os mais longos do blog, mas precisava compartilhar tudo isso com vocês.

Essa viagem foi muito especial para mim. Vocês devem estar pensando: – Ahhh! Mas você escreve isso em todas as viagens que relata aqui no blog! Mas a verdade é que por mais que eu viaje muito e ache que cada passeio vale a pena, poucas vezes um país tocou meu coração de uma maneira tão intensa e verdadeira. Admito que os poloneses estão longe de serem as pessoas mais atenciosas e hospitaleiras que já conheci, mas durante meu curto período de tempo no destino, fiquei tocada (essa é a palavra certa, tocada!) com o orgulho e apego à cultura local. Estou descrevendo um povo que durante toda a sua história esteve sob o domínio dos mongóis, da Prússia (antiga Alemanha), da Áustria, da Alemanha nazista e da União Soviética. Um povo que foi devastado por guerras, sacrificado pelo comunismo, mas que, mesmo com todas as adversidades, conseguiu manter sua língua, seus costumes, sua culinária e o orgulho de ser polonês. Um povo persistente, batalhador, educado (o país tem o segundo maior percentual de graduados em cursos superiores da Europa e seis poloneses já ganharam o Prêmio Nobel em diferentes categorias). Vi durante meus dias um país desenvolvido, seguro, moderno, antenado, impecavelmente limpo, bem conservado, organizado, que valoriza sua herança e seu patrimônio histórico e que luta por um futuro ainda mais próspero e justo.

E aqui vão minhas dicas finais:

Compras – A Polônia não é um lugar para os amantes de compras, portanto os brasileiros mais ávidos por uma lojinha ficarão decepcionados. No entanto, a Polônia é conhecida por suas porcelanas com detalhes típicos (caríssimas, mas feitas manualmente), as joias e objetos confeccionados em âmbar e os souvenires com estampas alegres e coloridas. Portanto, caso queiram investir em algum produto, invistam nestes itens.

Comida – A comida típica polonesa não é tão colorida e vasta como a brasileira e a mediterrânea, mas é diferente, portanto acho que merece atenção. O Pierogi é o prato mais popular do país; pode ser encontrado em diversas versões (cozido, assado e frito), com diversos recheios (carne, batata, cogumelos, lentilha, queijo, espinafre, etc.) e com vários molhos (de nata, de cebola, de tomate, de cogumelos, de manteiga, etc.). Se possível, experimentem todas as versões! Eu que sou fã da iguaria, me esbaldei. Mas nem só de pierogi vive a culinária polonesa; o Borscht (caldo de beterraba branca ou vermelha), o Gołąbki (o famoso charuto), a Żurek (caldo feito à base de levedura de centeio servido com linguiça [kiełbasa] – não gostei), Placki Ziemniaczane (panqueca de batata – não fui com a cara dela de imediato, mas é ótima, melhor que batata frita!), Golonka (o famoso joelho de porco na versão polonesa), são alguns outros exemplos de pratos que vocês encontram pelos vários restaurantes típicos locais. Os poloneses também são loucos por uma limonada. Eu não gostei muito, mas fica a dica! Segue abaixo uma foto dos pierogis assados de um restaurante bacana na Breslávia (Pierogarnia Stary Młyn) e das limonadas típicas da Galícia.

A Polônia tem um tipo de restaurante muito típico chamado Milk Bar (bar mleczny em polonês). É um restaurante bem simples, que oferece opções locais com preços módicos. É um resquício do período comunista do país. Se vocês quiserem uma experiência realmente polonesa, comam em um destes estabelecimentos. O único problema é que os cardápios são em polonês e os atendentes só falam a língua local (o que não chega a ser uma surpresa, pois nas cidades que eu estive, dificilmente você encontra pessoas que falem inglês).  Mas, na verdade, o que mais me chamou a atenção na culinária polonesa foram os doces. A beleza, a variedade e a qualidade são de ficar com o queixo caído e as lombrigas atiçadas. Os sorvetes, o Pączek (nosso famoso sonho), os pães recheados, as tortas, os bombons, as pâtisseries, os chocolates, enfim, viajar para a Polônia é deixar de lado o regime e se jogar no que o país oferece de melhor!

Transporte – O país oferece uma rede de transporte barata e eficaz. É possível se locomover dentro das cidades de ônibus, bonde, metrô e entre as cidades de trem e avião. Eu havia planejado fazer o trecho entre as cidades de trem, mas como não consegui comprar os tickets com antecedência, no desespero acabei optando pelo avião. Todos os trechos eu fiz com a LOT Polish Airlines, uma empresa local. A companhia trabalha com aviões pequenos, mas é super prática, profissional e oferece tarifas bem atrativas. Recomendo!

Ufa! É isso. Espero que tenham gostado de todas as informações e que tenham viajado comigo. Até a próxima!

Cześć!

Um novo olhar sobre Londres

Hoje conto sobre minha última viagem à Londres. Essa é a minha quarta visita à cidade, portanto se ficaram interessados em outras histórias sobre a terra da rainha, deem uma olhada neste post aquiesse e mais este aqui. Dessa vez fui à Londres para participar do Boutique + Lifestyle Hotel Summit, um evento que trata sobre o mercado hoteleiro europeu, organizado pela International Hospitality Media. No entanto, como não sou de ferro, aproveitei minha estada em Londres para conhecer lugares diferentes e atrativos menos conhecidos e vou contar um pouquinho sobre essas novas descobertas.

Como passei parte da viagem envolvida nas atividades do evento, não vou contar o passeio de acordo com os dias, descreverei apenas os atrativos que visitei durante o meu período na cidade e que acho que vale a pena compartilhar.

Mas antes de contar mais sobre aos atrativos, queria dar uma dica de hotel bacana. Toda a vez que vou à Londres faço questão de ficar em um empreendimento diferente. Dessa vez, hospedei-me no Citizen M Tower of London. O Citizen M é uma rede de hotéis que eu gosto muito, pois oferece empreendimentos modernos, estilosos e, ao mesmo tempo, descontraídos. Adorei o Hotel e o recomendo! O quarto é pequeno, mas extremamente confortável, silencioso e moderno (a iluminação, a cortina e a temperatura do quarto são controladas por um Ipad). O serviço é bem prático, mas os atendentes são gentis e animados. Admito que a localização não é a melhor de Londres, pois fica fora do burburinho turístico, mas está localizado em cima de uma estação de metrô, então é super prático. Ahh! E o bar do Hotel é um point de turistas à noite. Deem uma olhada nas fotos do empreendimento… As duas primeiras fotos são dos espaços sociais; a terceira foto é a do meu quarto e a última é do Ipad disponível em todos os apartamentos.

E vamos aos atrativos:

Museum of London – Eu sou “a louca do museu”, mas fico com vergonha de dizer que até essa viagem nunca tinha ouvido falar desta atração. Ele é espaço gratuito (adoro museus gratuitos!) que trata sobre a história de Londres, dos primórdios com as primeiras civilizações, à formação da população inglesa (pelos alemães saxões e os vikings), destacando também o período de conquista romana, a contrarreforma, o desenvolvimento industrial da cidade na segunda metade do século XIX, a era Beatles e as Olimpíadas de 2012. O museu tem um quê de interativo e é muito legal, recomendo! É um bom lugar para quem gosta de história e quer conhecer mais a  fundo o desenvolvimento de Londres. Ele está localizado a duas quadras da Catedral St. Paul.

Ahh! Dica bacana sobre a Catedral de St. Paul. É uma das igreja mais importantes de Londres e é esta a igreja que sediou o casamento da Princesa Daiana com o Príncipe Charles. Eu já tinha visitado à Catedral em minha primeira passagem por Londres, mas não tive coragem de entrar, pois cobravam £ 17 pela visita (hoje custa £ 18).  Caso queiram visitá-la gratuitamente, sugiro que deem uma passadinha durante os horários das missas, pois nestes períodos ela está aberta aos fieis. No Domingo ao meio dia tem uma missa. Coincidentemente estava começando uma celebração quando eu saía do Museum of London. Lucky me!

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Tate Modern – É o mais importante museu de arte moderna de Londres. Está localizado do outro lado do Rio Tâmisa e foi instalado na antiga central elétrica de Bankside. Eu não sou muito fã de arte moderna, mas pela importância do museu, achei que valia a pena a visita. No espaço há exposições permanentes com o trabalho de grandes artistas como Picasso, Matisse e até o mais contemporâneo Warhol. É outro museu gratuito e o recomendo para os fãs de arte moderna. Segue abaixo uma foto da fachada do Museu e de algumas das obras expostas no local.

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The Wallace Collection – É um museu de arte com peças da coleção particular de Sir Richard Wallace, um aristocrata inglês no século XIX. O local tem uma coleção de armaduras (não fazem bem meu estilo), de porcelanas, mobiliário francês do séc. XVIII, mas o que mais me chamou a atenção foram as pinturas, com obras dos sécs. XVII, XVIII e XIX de artistas flamencos, espanhóis, holandeses e franceses como Rembrandt, Vélazquez, Van Dyck e Rubens (meu pintor favorito).  Mostra um pouco da vida aristocrática da Inglaterra dos séculos XVIII e XIX. É outro museu gratuito, mas só o recomendo para quem realmente gosta de espaços históricos e arte decorativa.

Dicas gastronômicas

Acho muito engraçada dar dicas gastronômicas, pois estou longe de ser uma expert no assunto e adoro um bom e velho lanche do Mc Donald´s, mas visitei alguns lugares diferentes que gostaria de compartilhar.

Chá da Tarde no The Ritz London – Um dos programas mais tradicionais em Londres é tomar o chá da tarde em algum dos vários hotéis e cafés da cidade. É quase como uma instituição. Um dos meus sonhos era ter a oportunidade de tomar o chá da tarde no The Ritz London, um dos hotéis mais tradicionais e exclusivos no mundo, mas nunca foi uma tarefa fácil. Primeiro porque o chá da tarde é caro para caramba e é tão disputado que as reservas devem ser realizadas com meses de antecedência. Depois de algumas tentativas frustradas, finalmente consegui! O chá é oferecido no lindíssimo salão Palm Court com música ao vivo (piano, violinos e uma cantora bem ao estilo vintage). O cardápio oferece 18 diferentes tipos de chá, 8 tipos de sanduíches e 6 opções de doces. Também pode ser acrescido champanhe e bolo. Nem preciso dizer que quase saí rolando do Hotel. Foi uma das experiências mais legais da minha vida e recomendo para todos que tenham interesse (e uma graninha sobrando…). Deem uma olhada no luxo do salão Palm Court, nas opções servidas durante o chá e no detalhe dos bules do The Ritz London.

Aubaine Restaurant – É um restaurante francês com filiais em diferentes pontos de Londres. Eu almocei no restaurante localizado dentro da loja de departamento Selfridges. Oferece um cardápio enxuto, carinho, mas gostoso. O que mais me chamou a atenção foi a decoração repleta de flores. Vale a pena para quem procura um lugar especial para uma refeição prática.

Borough Market – É um dos mais antigos mercados em Londres (de 1756). Ele também está do outro lado do Rio Tâmisa, entre o Tate Modern e a London Bridge. Ao contrário do que eu imaginava é um mercado bem turístico e é relativamente pequeno, mas tem banquinhas muito interessantes. Grande parte dos produtos é preparado ou cultivado por empreendedores locais e muitos deles são típicos da região. Adorei a visita e recomendo o passeio. Acho que é uma ótima pedida para um Sábado no horário do almoço. Segue abaixo uma foto de uma das fachadas do Mercado, do escritório do atrativo e dos produtos oferecidos em uma das barraquinhas.

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Super dica – Eu não sou uma entusiasta de Londres, mas devo admitir que essa viagem foi especial. Primeiramente porque Londres me presenteou com uma semana de clima agradável e muito sol, mas também porque fiz questão de conhecer outros bairros da cidade pouco explorados pelos turistas e descobri que essas regiões mostram uma das facetas mais charmosas da cidade. Então minha dica é: Quando visitarem Londres, se tiverem um tempinho sobrando ou quiserem fugir das zonas mais turísticas, andem por Marylebone (a Marylebone High Street é uma rua comercial super charmosa cheia de cafés e restaurantes) e pela região da King´s Road (as ruas que cortam a King´s Road tem as casas mais fofas da cidade). Garanto que valem a pena o passeio! E termino o post com três fotos de tirar o fôlego. As duas primeiras são das vitrines da Rag & Bone na Sloane Square e da Kiehl´s, respectivamente. Durante a semana que eu estava em Londres, as vitrines das lojas da região de Chelsea & Kensington estavam todas floridas, uma forma de celebrar a primavera e chamar a atenção dos turistas. A terceira foto é de um café charmoso em Belgravia, e fecho o post com as casas fofas próximas à King´s Road.

 

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See ya….

Consultoria de Viagem – Tudo sobre Meios de Hospedagem

O post de hoje é bem diferente, pois não é um relato de viagem e sim um vídeo sobre meios de hospedagem. Sou uma pessoa muito tímida, por isso não fico à vontade em me ver no vídeo… Muito menos me ouvir. No entanto, fui convidada por um aluno para falar sobre como escolher um meio de hospedagem em seu canal no YouTube e gostei do resultado, por essa razão estou compartilhando o vídeo com vocês. Tô me achando uma Youtuber! Coitada… Enfim, espero que gostem…

Visitando o Equador (Guayaquil, Cuenca e Quito)

Ainda com o objetivo de explorar a América, neste verão visitei o Equador. O Equador é um país que eu queria conhecer a muitos anos, mas como é um destino caro (dá para visitar a Europa com o mesmo valor!), acabei adiando um pouquinho esse desejo. 

Para quem não sabe, o Equador fica na América do Sul entre a Colômbia e o Peru. Foi o primeiro país da América Latina a entrar nos movimentos de independência contra a monarquia espanhola, portanto é conhecido como “Luz da América” e, depois de passar por um período de ditadura, vive hoje como uma república presidencial no qual seus governantes são muito bem vistos pela população local (situação difícil na atual conjuntura política mundial!). A principal língua do Equador é o espanhol, mas por haver uma grande comunidade indígena, outros idiomas como o quíchua também são falados pelas diferentes regiões do país.

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O país é famoso pela qualidade do seu chocolate, já que é um dos maiores e melhores produtores de cacau do mundo; pela exportação de rosas e pelo petróleo. A economia é dolarizada, portanto o dólar é a moeda oficial. No entanto, os trocados distribuídos nas lojas são dólares cunhados no próprio Equador, então minha primeira dica de viagem é: quando estiverem no Equador e ganharem moedas de dólar equatoriano, gaste-as enquanto estiver por lá, caso contrário, vocês perderão dinheiro, pois elas não são aceitas em outro lugar.

Dessa vez, voei de Latam saindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos com escalas. Não há voos diretos do Brasil para o Equador, então a melhor saída é comprar voos com o menor número de escalas possível para não passar dias entre as salas de embarque dos aeroportos. Afff! E tenho que destacar que os aeroportos do Equador são mara; modernos, bonitos, limpíssimos, práticos; estou para dizer que são os melhores da América Latina.

Para este post vou contar minha viagem pelas cidades que visitei. Vou fazer um panorama geral da cidade e depois tentarei me concentrar nos atrativos turísticos em si. Entre as explicações disponibilizei algumas fotos e especifiquei o preço de algumas atrações.

Guayaquil

Mesmo não sendo a capital do país, Guayaquil é a maior cidade do Equador com pouco mais de três milhões de habitantes. Fundada em 1538, sua economia é baseada na importação e exportação de produtos, pois possui o maior porto do país. Eu devo dizer que essa foi a surpresa da viagem. Fui para Guayaquil achando que a cidade seria um mico, pois possui poucos atrativos turísticos, mas me surpreendi. É uma cidade com avenidas largas, extremamente limpa, segura, super arborizada e muito organizada. Foi nossa primeira cidade no Equador e a primeira impressão do país foi a melhor possível. Deem uma olhada em alguns edifícios do centro.

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Durante nosso período na cidade, visitamos o Malecón 2000, um calçadão beira-rio muito agradável que percorre pouco mais de dois quilômetros e oferece estabelecimentos gastronômicos, atividades de lazer para toda a família e uma roda gigante bacana nos moldes da London Eye. Também visitamos o bairro de Las Peñas, uma região histórica de Guayaquil cuidadosamente restaurada. A região possui hotéis boutique, galerias de arte e restaurantes. Esse atrativo foi uma agradável surpresa, pois ele é muito mais charmoso que o exibido nas fotos dos blogs de viagem. Recomendo a visita tanto no período do dia como da noite. Deem uma olhada!

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Fechamos nossos passeios na cidade com uma visita ao Parque Histórico de Guayaquil, um parque público e gratuito que mostra três facetas do destino. A primeira destaca a fauna e flora local, com animais de diferentes espécies dispostos em parte da floresta tropical; a segunda mostra edificações antigas de Guayaquil que foram retiradas do centro da cidade e transladadas para o Parque, todas muito bem conservadas e a terceira mostra sobre a vida na Costa Equatoriana, exibindo a questão do cacau e o cotidiano da região. O Parque é muito agradável, extremamente bem cuidado e agora oferece até um hotel super luxo por lá (Hotel del Parque). Gostei e o recomendo, deem uma olhada!

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Em Guayaquil fiquei hospedada no Windham Hotel, um dos melhores hotéis da cidade. Ele é realmente muito bom; moderno, cheiroso, ótima estrutura e bem localizado, ao lado de Las Peñas. Recomendo!

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Cuenca

Se Guayaquil foi a surpresa da viagem, Cuenca foi a decepção! Fundada em 1557, Cuenca é a terceira maior cidade do Equador com poucos mais de 700 mil habitantes. É declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO e pelo que havia lido sobre o destino, seu centro histórico é considerado por muitos como o mais bonito das Américas. No entanto, as poucas coisas que me chamaram a atenção na cidade foram: (I) a praça central onde é possível ver a enorme Catedral de la Inmaculada Concepción (foto abaixo) e a antiga catedral barroca localizada do outro lado da praça.

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(II) A fábrica de chapéus Homero Ortega, uma das muitas marcas que produz o famoso chapéu Panamá.

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(III) E a típica roupa das mulheres de Azuay (província na qual Cuenca é capital). As mulheres andinas são extremamente vaidosas com suas trancinhas características; sempre muito bem produzidas com meia calça, saia de veludo (falda de terciopelo), muitas dessas saias eram bordadas à mão. Queria ter tirado foto delas, mas fiquei com vergonha. Então, vai ficar para a imaginação. Desculpem-me!

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Quito

Fundada em 1534, Quito é a capital do Equador, mas é somente a segunda cidade mais populosa do país com pouco mais de dois milhões de habitantes. Por sua riqueza natural, geográfica, arquitetônica, cultural e estética foi reconhecida pela UNESCO como o primeiro Patrimônio Cultural da Humanidade em 1978. Vale ressaltar que este título, se deve em parte ao Centro Histórico da cidade que possui o maior conjunto arquitetônico do século XVII da América Latina.

A cidade está localizada em um vale cercado por cadeias de montanhas e vulcões, e por conta de sua altitude (2.850 metros acima do nível do mar), o clima é fresco (para não dizer frio) e constante. Quito está situada aproximadamente a 35 km a sul da linha do Equador. Um monumento marca o local, conhecido como La Mitad del Mundo, mas já conto mais sobre ele. Diferente de Guayaquil, Quito tem ruas mais estreitas e é mais caótica, mesmo assim, não menos segura. Como o principal atrativo da cidade é o centro histórico, tiramos alguns dias para explorá-lo. Para ser sincera, além da Plaza de la Independencia, também conhecida como Plaza Grande, espaço no qual está a Catedral Metropolitana de Quito e o Palácio Presidencial, e a região de La Ronda, não achei o centro histórico tão bonito como o de outras cidades latino-americanas como Bogotá, Cartagena de Índias e Ciudad de Panamá. Mas, em compensação, acho que Quito deveria ganhar o título de cidade com as igrejas mais bonitas do mundo. Sou uma aficionada por igrejas, pois aprecio demais arte e arquitetura, mas na minha vida toda nunca encontrei uma cidade com TANTAS igrejas de tirar do fôlego.  A cidade tem tantas igrejas em um mesmo espaço que ela é conhecida como o “Claustro da América”.

Vamos falar um pouquinho sobre elas:

Igreja da Companhia de Jesus – É a igreja mais bonita que já vi na vida e olha que eu já visitei MUITAS igrejas nesta minha vida. Em estilo barroco, a igreja levou “apenas” 160 anos para ser concluída.  Ela é toda coberta em ouro em um trabalho chamado pan de oro (talhada em madeira e coberta com ouro). A visita custa US$ 5.

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Convento de São Francisco – Em minha opinião é a segunda igreja mais bonita de Quito. Considerada a igreja mais antiga da cidade Quito (1535), o interior barroco apresenta trabalhos em pan de oro que também tiram o fôlego de qualquer um que aprecie arte. Caso tenham interesse, a visita à Igreja é gratuita, mas o espaço do antigo Convento também está aberto à visitação e custa US$ 2.  

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Catedral Metropolitana de Quito – É a principal igreja da cidade. Foi construída entre 1535 e 1567 e mistura diferentes estilos arquitetônicos. A visita custa US$ 2. 

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Sobre os demais atrativos:

Museu Ciudad – Durante meus dias em Quito visitei outras igrejas e museus que nem vou explicar, pois não acho que valem tanto a pena, mas esse museu vale muito. Localizado em uma construção colonial que serviu como hospital, o Museu de la Ciudad (US$ 2) mostra a história de Quito e do Equador. Ele é interativo, com vários objetos. O mais legal foi ver que além do espanhol, todas as explicações também estavam em Inglês e Quíchua (super inclusivo). Recomendo!

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Palácio Presidencial – O Palácio tem visita de hora em hora e entrada gratuita. Só é necessário apresentar documento de identificação com foto e reservar a visita com antecedência na cabine ao lado da entrada central. É um palácio bonito e fiquei empolgada, pois durante a visita pude ver o presidente. Não é uma visita fenomenal, mas é legalzinho.

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Ciudad Mitad del Mundo – É um parque localizado na cidade de San Antonio, a 26 quilômetros ao norte de Quito. No local tem o “Museo Etnográfico Mitad del Mundo”, um Planetário e uma ala que explica a missão francesa que no século XVIII realizou experimentos nos pólos. No entanto, o mais importante de Parque é o monumento de 30 metros de altura que marca o ponto onde se acreditava que a linha do equador atravessava o país (US$ 3,50). É legal, mas o que mais me impressionou foi a estrutura do Parque em si. Muito bem bolado, organizado e impecavelmente limpo.

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Na foto acima meu pé direito está no hemisfério sul e meu pé esquerdo está no hemisfério norte. Achei super bacana!

Ao lado do Parque fomos no Museu Intiñan In Situ, um local que mostra sobre a cultura dos indígenas pré e pós-incas e faz alguns experimentos físicos que mostram as reações nos diferentes hemisférios e em latitude zero. Eu tive que equilibrar um ovo em um prego no ponto zero do mundo e consegui a façanha com facilidade. Ganhei até um certificado por isso. Rsrsrsrs…. O museu é interessante e custa US$ 4.

Em Quito fiquei hospedada no Hilton Quito. O Hotel está localizado em frente ao Parque El Ejido. Apesar da boa localização, do serviço prestativo, da cama maravilhosa e da reconhecida bandeira, eu achei que o hotel precisa de uma atualização. De qualquer forma, segue abaixo uma foto do quarto para vocês darem uma olhada.

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Impressões Gerais

E assim terminou mais uma viagem. Eu adoro viajar para a América do Sul, pois às vezes nós brasileiros sentimos uma soberba com relação aos nossos vizinhos latino-americanos, mas quando estamos em alguns desses países, acabamos com o nosso nariz empinado, pois percebemos que a América Latina é tão alegre, fascinante, rica e diversa como o nosso país. Sobre a minha estada pelo Equador, eu gostaria de destacar quatro pontos:

a) Comida: Eu achei a comida equatoriana maravilhosa; muito farta, colorida e parecida com a nossa. Eles têm uma quantidade absurda de frutas e todas extremamente doces. Experimentem! Os pães e laticínios são deliciosos! Os chocolates são de altíssima qualidade; em grande parte, orgânicos e com prêmios internacionais de qualidade (comprei muitos, olhem abaixo o meu estoque!).

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No entanto, o meu destaque é para o básico arroz com feijão. O arroz com menestra (feijão com molho típico equatoriano) acompanhado de uma carne (a carne deles, seja ela de boi ou de frango, também é ótima) é o mais básico que vai encontrar por lá. Nem preciso contar que voltei com uns dois quilos a mais na balança. Ahhh! Se eu puder destacar alguma coisa esquisita tipicamente equatoriana é o costume de comer uma comida muito reforçada no café da manhã. Logo de manhã eles já estão com um pratão de arroz, feijão, salada e frango. Achei estranho no começo, mas logo me acostumei. Falando de bebida, não deixem de experimentar o Canelazo, um tipo de aguardente que pode ser feita de frutas, canela, entre outros condimentos. Geralmente é servido como um drink de boas vindas no comércio, mas você também pode achar em barraquinhas de comida. Muito bom!

b) Povo: Os equatorianos estão longe de serem as pessoas mais bonitas do mundo, mas sem dúvida estão entre os mais queridos. Os taxistas estavam sempre dando boas vindas; as pessoas na praça puxavam papo com os turistas, inclusive falando em Inglês. Todos sempre muito gentis e prestativos. Recebi até um abraço e presentinhos da moça que vendeu parte dos meus chocolates. Me senti super acolhida! 

c) Cheiros: Uma das coisas que mais me chamou a atenção é como os equatorianos são ligados aos cheiros. As lojas, os shoppings e os hotéis estão sempre com cheiros muito marcantes. Até as barraquinhas de comida e artesanato tinham um incenso sempre acesso (incenso perto da comida era meio estranho, vamos combinar?!). Baunilha, cheiro de lírio, laranja, canela eram apenas alguns dos muitos cheiros que encontrávamos por todos os cantos. Adorei!

d) Preços: Mesmo que os preços sejam expressos em dólar, quando transformados em real , os valores dos produtos e serviços são muito parecidos com os do Brasil. No entanto, devo destacar que os ônibus e táxis são muito baratos (os taxistas não usam taxímetro, as tarifas são estipuladas pelo trecho percorrido), mas os produtos importados são muito caros.

Espero que tenham curtido ler minha experiência no Equador e quem sabe não os incentivo a planejar uma viagem por lá.

¡Hasta luego!

Viajando sozinha

Este post não foi uma ideia original; ele foi inspirado em um post publicado pelo blog de viagens curitibano Finestrino. A partir daquele texto e baseado na minha experiência pessoal, resolvi escrever minha versão sobre esse assunto.

Eu em Luxemburgo.
Eu em Luxemburgo

Eu sou uma pessoa que viaja sozinha sozinha; sozinha, mas em excursão; com meus amigos; com meus alunos; com meus namorados (um de cada vez, claro!); com minha família; enfim, de todas as formas. Por mais que companhia sempre torne a viagem mais agradável, devo admitir que gosto muito de viajar sozinha.

Eu sou uma viajante com muitas manias (um dia vou até escrever um post sobre isso, pois tenho umas manias bizarras) e nem sempre as companhias de viagem topam meus programas, aguentam meu ritmo ou entendem minhas esquisitices, então quando estou com outras pessoas, muitas vezes tenho que fazer concessões e deixo de realizar programas ou visitar locais que eu gostaria.

Tenho muitos conhecidos que dizem que gostariam de viajar, mas que estão sem companhia. E eu sempre respondo: – Por que não vão sozinhos (as)? Eles sempre me olham com uma cara como se eu estivesse falando algo de outro mundo. Mas, sinceramente, viajar sozinho tem muitas vantagens; é uma viagem na qual vocês têm a oportunidade de conhecer os atrativos que realmente querem conhecer, na hora que quiserem, do jeito que quiserem e o melhor, vocês ficam mais abertos para conhecer outras pessoas. Devo admitir que sempre aproveito muito mais a viagem quando estou sozinha e conheço muita gente legal durante minhas andanças, inclusive pessoas que estão na minha vida até hoje.

É claro que viajar sozinho também tem desvantagens; a primeira delas é elementar, você está sozinho o tempo todo. Além disso, não tem com quem compartilhar as experiências maravilhosas ou rir dos perrengues; não tem quem tire as fotos do look do dia; ou vocês podem, durante o percurso, sentir solidão. Mas para tudo isso tem uma solução. Para quem foge da solidão nas viagens, é possível ficar hospedado em um hostel, pois este tipo de empreendimento é propício para fazer novas amizades e encontrar possíveis parceiros (as) de aventuras que tenham os mesmos interesses. Se o objetivo é conhecer pessoas locais, já há vários aplicativos que auxiliam os forasteiros a encontrar anfitriões nas cidades que irão visitar como o Couchsurfing e o BeWelcome. Nos aplicativos MealSharing, EatWihaLocal e Cookening é possível agendar uma refeição com um anfitrião local. E há até um aplicativo para festas, o Party with a Local.

Ou podem ainda comprar uma excursão com um grupo de pessoas onde terão interatividade com outros viajantes durante grande parte da viagem (Tem até agências de viagens especializadas em pacotes para pessoas sozinhas como o Single Trips e o KeepCompany).  

Enfim, eu realmente acho que se quiserem viajar, o medo de ir sozinho não deve impedi-los (as).  

Antes de tudo, é importante saber que para viajar sozinho é preciso gostar da sua própria companhia. É preciso saber o que gosta, entender suas expectativas, respeitar suas limitações e, às vezes, saber rir de si mesmo.

Uma das minhas dicas é procurar esse momento sozinho para se conhecer melhor. Durante minhas viagens sozinha percebi que sou mais corajosa do que imaginava; aprendi a ser mais cara de pau ao pedir para desconhecidos tirarem uma foto; percebi que sou muito grata pela minha saúde e por tudo de bom que acontece na minha vida; e valorizo ainda mais as pessoas que estão ao meu lado. Outra dica é aproveitar esse momento sozinho para conhecer outras pessoas. Quando estamos com um grupo de amigos ou com o namorado (a), ficamos tão fechados entre nós que não nos abrimos para o outro. Eu sou o tipo de pessoa que quando estou sozinha converso com o taxista, com o garçom, com o cliente do Mc Donald´s e, sinceramente, sempre conheço muita gente legal.

Eu em Paris
Eu em Paris

Enfim, minha visão e experiência sobre viajar sozinha é a melhor possível. Espero que meu post tenha encorajado vocês a pensarem no assunto. E se ainda assim não tiverem coragem de encarar uma viagem solo, procurem viajar com pessoas que gostem das mesmas coisas que vocês, que tenham o mesmo pique e que realmente estejam abertos a curtir a viagem.

Até a próxima!

Um passeio pela linda Budapeste

Szia! O post de hoje é sobre uma cidade que eu planejava conhecer a muito tempo, Budapeste. Na verdade, minha intenção era conhecer Budapeste na minha lua de mel, mas quando vi a oportunidade de de conhecê-la neste momento, percebi que não poderia perder essa chance. Fui ao destino participar de mais uma edição da EuroCHRIE, uma das mais importantes conferência da minha área profissional. Durante o evento, também apresentei um artigo científico sobre o perfil dos spas de destino no sul do Brasil, nada mais apropriado, pois Budapeste é reconhecida, entre outros segmentos, como um destino de bem-estar e turismo médico. No entanto, aproveitei minha estadia na cidade para conhecer os atrativos locais e conto aqui mais sobre esta aventura. Vou especificar alguns dos atrativos que visitei e outros programas que realizei durante meu período por lá.

Para aqueles que não sabem, Budapeste é a capital da Hungria. A metrópole tem pouco mais de 3 milhões de habitantes e foi formada pela junção de três cidades: Buda, Peste e Ôbuda. O país tem uma história interessantíssima na qual sofreu dominação romana, otomana, austríaca (fez parte do império Austro-húngaro), nazista, soviética, mas desde a década de 1990 tenta resgatar suas origens e criar sua própria história. Ahhh! Devo alertá-los que a Hungria faz parte da Comunidade Europeia, mas não adota o euro como moeda nacional. A moeda do país é o Florint e a cotação (outubro de 2016) é de  ‎€ 1 ≅ 290 HUF (cada casa de câmbio cobra uma cotação e comissão diferenciada pela troca, pesquisar qual o melhor valor).

Para esta viagem escolhi um hotel que fosse descolado, mas, ao mesmo tempo, que tivesse uma boa tarifa. O Rum Budapeste é um hotel boutique localizado em um edifício histórico, mas com um aspecto vintage/moderno a poucas quadras da Váci Utca (uma das principais ruas comerciais da cidade) e próximo de vários restaurantes estilosos. O hotel é um charme; meu quarto parecia um loft nova-iorquino e tinha até espelho no teto (por favor, sem segundas intenções). Adorei demais o empreendimento e o recomendo muito. Meu apego pelo hotel foi tanto que nos últimos dias já estava tristinha de saber que teria que deixá-lo. Abaixo, deem uma olhada na fachada do empreendimento, no corredor de entrada super glamouroso e no meu apartamento.

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De qualquer forma, devo alertá-los que Budapeste tem ótimas opções de hospedagem e se pesquisarem com tempo é possível encontrar diárias bem atrativas.

Diferente da maioria dos posts que eu escrevo, eu não vou contar minha jornada pelos dias, pois passei muito tempo nas atividades técnicas e sociais relacionadas ao evento, mas pelos atrativos que eu visitei. Então vamos lá….

Free Walking Tour – Sou fã dos free walking tours, pois é uma maneira interessante de conhecer a cidade. O conceito é muito simples; o guia oferece o melhor tour que ele pode e vocês decidem quanto vale o passeio. Durante o tour, geralmente guiado por pessoas da própria cidade, eles contam as histórias e curiosidades do destino, fazendo com que o turista entenda um pouco da realidade local. Mesmo não havendo a necessidade de reserva prévia, a empresa e o passeio em si me pareceram bem organizados. Nossa guia, Catalina, foi muito boa ao explicar, mesmo que brevemente, a história da Hungria e nos dar dicas sobre o dificílimo idioma húngaro, a culinária e os atrativos locais. Durante o passeio visitamos os seguintes atrativos: passamos por parte do Rio Danúbio (a cidade é cortada pelo Rio), a Brasília de St. Stephen (ou Szent István-bazilika em húngaro), bairro judeu, a Ponte das Correntes (Széchenyi Lánchíd), a região do Castelo de Buda, Mathias Church (Mátyás-templom) e terminamos no Fisherman Bastion. Adorei o passeio e recomendo. Só não o recomendo para pessoas que não estão acostumadas a andar ou que estejam com crianças muito pequenas, pois a caminhada é puxadinha, principalmente quando temos que subir o íngreme morro do Castelo de Buda. Deem uma olhada em algumas fotos do tour, logo abaixo. A primeira foi tirada em uma das margens do Rio Danúbio; a próxima é da imponente Basílica de St. Stephen. Também anexei uma foto da Ponte das Correntes, um dos cartões postais de Budapeste, da linda vista de Peste tirada do Castelo de Buda e de uma das charmosas ruas históricas de Buda.

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No final do passeio conheci o interior da Mathias Church (1500 HUF) e ainda visitei o Museu de História de Budapeste (2000 HUF), localizado no interior do Castelo de Buda. Esse último eu não recomendo. Era para ser um espaço que contaria a história do Castelo, mas virou um museu cheio de coleções desconexas e pouco representativas. A foto abaixo mostra o interior da Mathias Church.

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Museu Nacional Húngaro (Magyar Nemzeti Muzeum) – Esse sim é um museu bacana para quem gosta de história. Ele conta toda a trajetória da Hungria desde os povos primitivos ao final do período soviético. Super recomendado! Caso tenham interesse, o ingresso custa 1600 HUF.

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Parlamento (Orszaghaz) – É sem dúvida o principal atrativo de Budapeste. Construído entre o final do século XIX e começo do século XX em estilo neogótico e decoração eclética, o Parlamento é um dos edifícios mais bonitos da Europa. Ele é tão luxuoso que o valor empregado na edificação poderia ter construído uma cidade para 40 mil habitantes. Hoje, dedicado em grande parte ao turismo, é tão concorrido que fui obrigada a comprar o ingresso da visita pela Internet com dois dias de antecedência. Mesmo com o esforço, valeu muito a pena, pois o lugar é lindo e é uma oportunidade de aprender um pouco mais sobre a realidade e os valores do país. A visita para não europeus (que pena que não levei meus documentos portugueses nesta viagem!) custa 5.200 HUF. Deem uma olhada na magnífica fachada do Parlamento e em algumas das salas do Edifício.

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Ópera de Budapeste (Magyar Állami Operaház) – Foi construída no final do século XIX no estilo neorenascentista. É uma ópera relativamente pequena se comparada à outras casas europeias, mas é maravilhosa. Para ser sincera, o mais legal de toda a visita foi o mini concerto que os integrantes de companhia ofereceram aos turistas. Lindo demais, fiquei até emocionada! Recomendo a visita para quem gosta desse tipo de lugar. As visitas acontecem todos os dias às 15h e 16h em seis diferentes idiomas e custa 2990 HUF.

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Gellért Spa Bath – Budapeste é conhecida por suas águas termais. Os spas mais hypados da cidade são o Gellért Spa Bath e o Széchenyi Thermal Bath. O Gellért Spa Bath é um espaço construído no começo do século XX em frente ao Rio Danúbio que oferece piscinas termais com diferentes temperaturas, saunas e um rol de tratamentos. O lugar é lindo e as piscinas são mara. Eu estava lá aproveitando a tarde e só pensando porque nunca vou para nenhum Spa termal (tirando o fato de que custam dinheiro!). Acho que devo incluir mais spas como esse nas minhas andanças. Comprei um pacote com direito ao uso de todas as piscinas por um dia e uma massagem (9500 HUF). Muito bom e em minha opinião, visita obrigatória para quem estiver em Budapeste.

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Palácio Real de Gödöllő – Localizado na cidade de Gödöllő, a 30 quilômetros de Budapeste, este palácio barroco foi uma das muitas residências da família real austríaca nos séculos XVIII e XIX. Era a residência de verão da imperatriz Sissi, e de acordo com alguns relatos, era seu palácio favorito. Para essa viagem eu comprei um tour de meio período e paguei 10.500 HUF. Várias empresas de receptivo de Budapeste oferecem esse tour, mas também é possível fazer a visita por conta própria. É um lugar pequeno, mas muito bem cuidado. É um atrativo interessante, mas não é fenomenal. Segue abaixo fotos da fachada do Palácio.

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Gastronomia – A cidade oferece tantos empreendimentos históricos e super tradicionais como estabelecimentos pequenos e descolados, portanto é muito difícil recomendar um único lugar. Se puder sugerir alguma coisa, seria: – Experimentem os sabores locais! Sopa Goulash e Frango com páprica são os pratos mais típicos do país e é possível encontrá-los em qualquer restaurante húngaro. Depois da culinária húngara, que na minha opinião é muito boa, os restaurantes italianos são os mais populares na cidade e é possível achar boas opções por todas as regiões de Budapeste. Para quem é fã de doces, há vários cafés com sobremesas de deixar as “lombrigas ouriçadas”. No entanto, quem estiver procurando uma sobremesa bem típica, eu recomendo comprar um Kürtős Kalács, uma massinha cozida na brasa que pode ser envolta com canela, caramelo, chocolate, etc. Delícia! Deem uma olhada!

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Agora para quem está procurando lugares de babar com uma pegada histórica, eu recomendo uma visita ao New York Café e ao Book Café. O primeiro está localizado no Hotel Boscolo, um dos mais exclusivos da cidade, e é considerado “O Café Mais Bonito Do Mundo”. O lugar é realmente um espetáculo, mas bem carinho. Preparem o coração… E o bolso! Deem uma olhada no interior do Café.

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O segundo está localizado no interior da Livraria Alexandra (Alexandra Könyváruház), na exclusivíssima Andrássy Út. O charmoso ambiente lembra muito o restaurante Le Train Bleu em Paris. Deem uma olhada na lindeza.

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E assim terminou mais uma viagem maravilhosa.

Minhas expectativas sobre Budapeste eram tão altas que muitas vezes durante o planejamento da viagem fiquei com medo de me decepcionar. No entanto, a cidade é realmente uma pérola. Voltei completamente apaixonada! Ela parece uma mescla entre Viena (sua arquitetura é predominantemente do período em que o território fez parte do império austro-húngaro), Zurique (neste caso, ela é cortada pelo Rio Danúbio e não pelo Rio Limmat) e tem um quê decadente que lembra Zagreb, capital da Croácia. Talvez decadente não seja a melhor palavra para descrevê-la, pois ela é viva e pulsante. Vintage e nostálgica seriam os termos mais apropriados para o destino.

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É uma cidade para se apaixonar, então a recomendo para uma viagem romântica. Além do ar encantado, imponente e romântico, o que eu mais gostei em Budapeste é a sensação de segurança. É possível andar a qualquer hora do dia por suas ruas sem se sentir ameaçado.  Por isso e por tantos outros motivos, digo que: – Budapeste, te vejo em breve!

Passeios diferentes para fazer em Nova York… E Boston

Se alguém me perguntar qual a minha cidade preferida em todo o mundo, a resposta é fácil… Sem pensar duas vezes vou dizer que é Nova York. Sou apaixonada por muitos lugares, mas minha empolgação e felicidade quando estou em Nova York são indescritíveis. Além disso, posso voltar mil vezes para a cidade que não me canso.

Na minha última passagem por Nova York fiz questão de visitar locais que ainda não conhecia e estarei contando esses atrativos para vocês. Quem sabe não os incetivo a sair um pouco do lugar comum.

Antes de descrever os atrativos em si, gostaria de contar sobre o hotel que eu escolhi para esta estada. Cada vez que eu vou a Nova York fico em um local diferente. Acho que a cidade oferece tantas opções que é um pecado não conhecê-las (coisa de professora de hotelaria). Para esta viagem, procurei escolher um empreendimento bem BBB (bom, bonito e barato – lembrando que a hotelaria de Nova York é bem carinha!) e que estivesse localizado próximo da Times Square e das estações do metrô. Fiquei hospedada no Best Western Premier Herald Square. Eu não sou uma fã da rede Best Western, pois eles têm empreendimentos fantásticos e sofríveis em seu portfólio, mas devo admitir que este entra na categoria “vale a pena”. Localizado na  Rua 36, a 5 minutos da loja de departamento Macy’s e apenas meia quadra da 5a. Avenida, o hotel foi uma boa surpresa. A decoração é moderna e alegre. O quarto é pequeno, mas possui uma cama confortável e bom chuveiro. O café da manhã está incluído na diária (coisa rara em Nova York), mas é bem básico. O hotel oferece ainda uma academia moderna e computador com impressora para emergências. O atendimento é aceitável, alguns dos funcionários são excelentes, outros, normais. Mas o melhor de tudo é o preço camarada. Super recomendo! Deem uma olhada no meu apartamento.

Best Western Premier Herald Square

E vamos aos atrativos:

Morris-Jumel Manson – Localizada no Harlem, esta casa foi construída em 1765 e é a residência mais antiga de Nova York. George Washington já a utilizou como escritório e o mobiliário usado por ele está em exposição na Mansão. A edificação é linda e localiza-se em um lugar muito calmo, mas é um espaço com um acervo reduzido. Além disso, o jardim precisa de uma manutenção básica. Atrativo interessante, mas não fenomenal. Deem uma olhada na fachada da mansão.

Morris-Jumel Manson New York

Caso tenham interesse, a entrada no museu custa US$ 10. Para chegar ao atrativo, peguem a linha C do metrô em direção ao Harlem e parem na 163 st Harlem Avenue.

The Met Cloisters – Localizado ao norte da Ilha de Manhattan, este museu faz parte do complexo do Metropolitan Museum. É um espaço dedicado à arte sacra medieval. É um museu relativamente pequeno, mas lindo e possui um acervo muito significativo. Fiquei encantada! Recomendo para quem gosta de arte sacra, arte medieval ou arte em geral. O valor do ingresso sugerido pelo museu é de US$ 25, mas como eu escrevi, é um preço sugerido. Eu paguei US$ 10 e foi um valor bem pago. Ahhh! O ingresso comprado no Cloisters também dá direito a visitar o Metropolitan Museum, mas é válido apenas para um dia.

Para chegar ao Museu é fácil. Tomem a linha A do metrô e parem na 190th. Logo ao sair da estação, terão que andar um pouco pela Margaret Corbin Drive, uma ruazinha que corta um agradável parque.

Deem uma olhada na estrutura e em parte do acervo do Museu.

The Cloisters New York

The Cloisters New York

Brooklyn – Tá, eu sei! É uma vergonha ter ido tantas vezes à Nova York e nunca ter visitado o Brooklyn, mas sempre é tempo.

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Durante minha visita ao bairro, dei uma volta pela região do Brooklyn Heights, local onde tem as vistas mais sensacionais de Manhattan. Essa parte da cidade é linda! Fiquei encantada com as casas, com a tranquilidade e cuidado das ruas e os charmosos restaurantes e cafés. Já estava pensando em me mudar para lá. Deem uma olhada na linda vista de Manhattan e da icônica Ponte do Brooklyn.

Ponte do Brooklyn (Brooklyn Bridget) - Brooklyn - New York

Brooklyn - New York

Ainda no Brooklyn, passei pelo bairro de Williamsburg onde andei ao redor da Bedford Avenue, uma área mais alternativa, mas cheia de lojas e estabelecimentos bacanas. Devo admitir que esta região não é tão charmosa como Brooklyn Heights, mas é legal. Vale a pena dar uma sapeada! Deem uma olhada.

Brooklyn - Bedford Avenue - New York

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Além desses novos atrativos, voltei aos atrativos que tanto amo como a Times Square, o Rockfeller Center, a Igreja de Saint Patrick (lindamente e completamente restaurada), o Central Park, entre outros. Ressalto que todos esses atrativos são meio clichês, mas são ótimos e os recomendo para os turistas que estão visitando Nova York pela primeira vez.

Boston – Há muitos anos tinha interesse em visitar Boston, pois além de sua importância histórica, a cidade é considerada uma das mais bonitas dos Estados Unidos. Devo admitir que eu voltei completamente encantada por lá. Ela tem o charme que vemos nos filmes e uma tranquilidade que destoa do tamanho e importância da metrópole. Durante o tour passamos pela Copley Square onde estão as lindas Trinity Church e a Biblioteca Pública. Andamos por Back Bay, bairro que possui charmosas casas em estilo vitoriano, o distrito de Cambridge, onde passamos pela MIT (Massachusetts Institute of Technology); andamos pelo campus da Harvard University, Beacon Hill, Quincy Market e terminamos nosso passeio fazendo uma caminhada pelo charmosíssimo centro da cidade.

Passei apenas um dia por lá, mas queria ter ficado um pouco mais; quem sabem em outra oportunidade.

De qualquer forma, é um passeio super recomendado! Segue abaixo fotos da Trinity Church, de uma das ruas do Back Bay, do campus da Universidade de Harvard e uma das ruas do centro da cidade.

Copley Square - Boston

Back Bay - Boston

Harvard University - Universidade Harvard - Boston

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Boston

Gastronomia – É muito difícil recomendar estabelecimentos gastronômicos, pois Nova York tem ótimas opções para todos os gostos e bolsos, mas nesta viagem visitei um lugar que queria muito conhecer e fiquei encantada, por isso não posso deixar de destacar, o Eataly. Esse espaço genuinamente italiano idealizado pelo renomado chef Mario Batali mescla um conjunto de restaurantes, empório, cafeteria e sorveteria em um mesmo espaço. Não é baratíssimo, devo admitir, mas é muito bacana e super recomendado! Vale a pena comer no Mc Donald´s por alguns dias para economizar e fechar a viagem em grande estilo.

Eataly New York

E assim terminou mais uma viagem.

Voltei para casa com dorzinha no coração. Sei que Nova York não é perfeita; há sujeiras pelas ruas, o metrô, mesmo que eficientíssimo, continua sujo e com vagões muito antigos, há mendigos e sem teto por todas as regiões (na verdade, nunca vi tantas pessoas pedindo ajuda em Nova York); mesmo assim, para mim Nova York é sempre linda. Sou fascinada pela arquitetura imponente, pelo movimento e agitação da cidade, pela vibe cosmopolita, pela variedade de espaços de compras, de entretenimento e gastronômicos, e, acima de tudo, pela sensação de estar em casa. Adoro o estilo americano apressado, sempre com um café a mão; adoro ver pessoas de todos os tipos e estilos andando pelas ruas, mesmo que as vezes este estilo esteja longe da minha visão de bom gosto (o que é essa mania dos americanos de usar chinelo o tempo todo e com qualquer figurino?! Ou das asiáticas com saias longas rodadas super femininas, mas  calçadas com um tênis sem estilo nenhum?!) Enfim, essa é Nova York!

Ao contrário do que muitos imaginam, os americanos são pessoas extremamente gentis (várias vezes quando estava perdida, e nessa viagem me perdi bastante, vi uma alma amiga oferecendo ajuda). E, no meio do caos, tudo funciona.

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Ahhh! Para ter terminar esta viagem em grande estilo, só poderia ir ao aeroporto de limousine. Na verdade, eu havia reservado um táxi comum para meu traslado ao Aeroporto, mas descobri que uma limousine faria esse serviço. Em um primeiro momento achei que fosse brincadeira e fiquei desesperada ao pensar que pagaria uma fortuna por esta extravagância. Também fiquei um pouco intimidada pelo tamanho do carro, mas no final das contas dei muita risada e aproveitei o passeio. 

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See you later!

Croácia – Zagreb, Split, Trogir e Dubrovnik

Bok! O post de hoje é sobre uma região ainda pouco conhecida pelos brasileiros, a Croácia. O país, localizado próximo à Itália, Hungria e Sérvia, fez parte da antiga Iugoslávia, mas hoje, independente, tem no turismo sua principal atividade econômica. Possui 4,5 milhões de habitantes; destes, quase 1 milhão vivem na região metropolitana de Zagreb, capital do país. Mesmo fazendo parte da União Europeia, a Croácia não adota o Euro como moeda oficial. A moeda nacional é a Kuna. É possível encontrar casas de câmbio facilmente pelas cidades croatas e os estabelecimentos não cobram comissões pelo câmbio, portanto, é possível trocar seu dinheiro aos pouquinhos. A cotação da Kuna é de Kn 1  ≅ € 7,4 ou Kn 1 ≅ R$ 2 (valores de de agosto de 2016).

Para este passeio comprei uma excursão da operadora New Age (a mesma empresa pela qual fiz meu circuito pelo Canadá) pois tinha interesse em conhecer diferentes cidades do país. O trajeto pelas diversas regiões da Croácia me deu uma boa dimensão e entendimento sobre o destino.

Como eu gosto de fazer, este post foi contado pelos dias do roteiro. Portanto, vamos começar a aventura e sejam bem vindos à linda Croácia.

1º dia – Zagreb

Chegamos a Zagreb no dia anterior, depois de uma longa e cansativa viagem com conexões em São Paulo e Frankfurt. No primeiro dia fizemos um walking city tour pelo centro histórico com um guia super gato que nos mostrou os principais atrativos da cidade. Passamos pela Catedral, Mercado Dolac, Tkalčićeva Ulica (rua histórica super charmosa que oferece dois quilômetros de empreendimentos gastronômicos), a fofa igreja de São Marcos e terminamos nosso passeio na Ban Jelačić, a praça central da capital croata.

Segue abaixo as fotos da Catedral, da Tkalčićeva Ulica, da igreja de São Marcos, da Praça Ban Jelačić e euzinha pelas ruas de Zagreb.

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Ahhh! Não visitei nenhum museu, mas o guia nos contou que a cidade tem uma forte pegada cultural. Há cerca 60 museus em Zagreb que abordam todo tipo de tema, inclusive aqueles mais diferentões como o Museu da Tortura e o Museu dos Relacionamentos Quebrados. Planejando a viagem, eu li em um blog de turismo que Zagreb era o patinho feio da Croácia, mas devo discordar. A cidade, apesar de não ter cara de uma capital europeia, é fofa e acolhedora, gostei muito. 

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À noite voltamos ao centro da cidade e demos uma passadinha no Park Josipa Jurja Strossmayera, um parque charmoso e, acima de tudo, que fica lotado de gente e cheio de vida durante à noite. 

2º dia – Plitvice

Saímos do hotel de ônibus pela manhã em direção à Split. Durante o percurso, paramos no Parque Nacional Plitvice, um atrativo que se destaca pelas águas cristalinas e de um tom azulado especial, efeito do calcário encontrado nas pedras da região. O parque é um dos principais atrativos turísticos do país. Oferece bosque, cascatas e lagos. O lugar é realmente lindo; a cor da água é uma loucura! Foi uma pena que estava um dia chuvoso, chatinho, o dia mais feio do tour. O trajeto pelo parque dura em média de 2 a 3 horas, mas vale super a pena. Deem uma olhada.

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No final da tarde chegamos a Split e jantamos pelas redondezas do hotel.

3º dia – Split

Pela manhã fizemos um walking city tour pela parte histórica de Split. Split é a segunda maior cidade da Croácia e principal destino da região da Dalmácia. Ela se destaca pelos cursos universitários, os bons serviços médicos e a fabricação de navios. Durante o tour visitamos o interior do Palácio Diocleciano, construído no século IV pelo imperador romano Diocleciano. Foi super interessante verificar como a cidade medieval e a cidade atual se desenvolveram dentro do próprio castelo.

Durante meus dias na Croácia o guia comentou várias vezes que Split era a cidade mais bonita do país. Eu realmente achei lindo o mar de um azul infinito de Split, a vibe de litoral francês e do charmoso boulevard beira-mar, mas devo admitir que a cidade, como um todo, é só legal, sou mais Zagreb.

Deem uma olhada no calçadão à Beira Mar e nas edificações no interior das muralhas do Palácio.

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No período da tarde conhecemos Trogir, outra cidade pitoresca próxima à Split conhecida como a pequena Veneza. A cidade também é só legalzinha, devo admitir que eu esperava mais. O mais interessante na visita foi provar o Rafiole, um doce típico da região (um ravióli cozido com recheio de amêndoas – bom, mas meio seco!) e o melhor sorvete de toda a Croácia na Sorveteria Dovani, super recomendada! Segue abaixo fotos de uma das ruazinhas da cidade de Trogir e do Rafiole.

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Passamos à noite no calçadão a beira mar curtindo música e dança típica da região da Dalmácia, vendo o movimento das pessoas e sendo atacada pelos pernilongos locais.  

4º dia – Split

A programação de hoje foi direcionado às compras. Pela manhã passamos no Mall of Split, um shopping super moderno afastado do centro da cidade que oferece várias opções de compras. Pela tarde, retornamos ao centro histórico para explorar a cidade e comprar souvenirs e produtos típicos locais como bolo de figo, óleo de oliva, mel, vinho, geleias, pastas de azeitona, cosméticos à base de lavanda e óleo de oliva e sachês de lavanda. À noite, atacamos uma pizza, um dos pratos mais populares do país.

5º dia – Dubrovnik

Saímos do hotel de ônibus pela manhã em direção à Dubrovnik. No meio do caminho, paramos em Neum, cidade que pertence a Bósnia e Herzegovina. Nunca imaginei que visitaria a Bósnia e que a costa do país pudesse ser tão encantadora. Na verdade, o caminho inteiro foi lindo! O tom azulado do Mar Adriático é coisa de outro mundo.

À tarde fizemos um tour pela parte histórica de Dubrovnik. Para quem não sabe, Dubrovnik é uma cidade costeira da Croácia localizada no extremo sul da região da Dalmácia. Com pouco mais de 40 mil habitantes, é um dos destinos turísticos mais concorridos do Mar Adriático. É tombada como Patrimônio Histórico pela UNESCO desde 1979. Os brasileiros tem reconhecido a cidade, pois ela é um dos cenários da série Game of Thrones; inclusive há um tour que mostra as locações utilizadas na série. Para ser sincera, a série foi um dos motivos pelo qual me interessei em visitar o destino. No período da tarde fizemos um roteiro pela parte histórica da cidade passando pelo Mosteiro Dominicano que congrega a farmácia mais antiga do mundo, de 1317. Passamos ainda pelo Porto, a Catedral, Igreja de São Brás e o Rector´s Place (o museu da cidade). A cidade é realmente uma fofura, fiquei completamente encantada. Deem uma olhada no centro histórico de Dubrovnik.

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 À noite permanecemos no hotel e jantamos pelas redondezas do empreendimento. 

6º dia – Dubrovnik

Acordamos pela manhã, pegamos um shuttle e voltamos ao centro histórico de Dubrovnik. Andamos novamente pelo centro histórico e inventei de caminhar pelas muralhas da cidade. Gente, caminhar pela muralha é ótimo… Um passeio lindo, que dura, em média, 1 hora. As muralhas têm visão privilegiada da cidade e o lindo mar azul por todos os ângulos, mas é SUPER PERIGOSO. Eu fui de chinelinho e levei um tombaço no final do roteiro, me machuquei bastante e fui parar nos primeiros socorros! TOMEM CUIDADO! Para os aventureiros, a caminhada custa Kn 120.

Almoçamos no Gradska Kavana Arsenal, um restaurante com varanda de frente o porto. Restaurante lindo, comida ótima e localização fenomenal. Recomendado!

Abaixo eu anexei algumas fotos do dia. Na verdade, enchi de fotos, pois não resisti. 

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Olhem a minha foto de cartão postal. Juro que foi eu que tirei e está sem filtro.

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No meio da tarde, toda machucada com a minha queda na muralha, voltei para o hotel a fim de aproveitar a estrutura do empreendimento. 

7º dia – Dubrovnik

Esse foi o dia de fazer as compras de última hora, arrumar as malas e à tarde voltamos para o Brasil.

As minhas impressões sobre o país foram as melhores possíveis. O clima do verão croata é excepcional; dias de muito sol, calor e céu azul. Fiquei tão empolgada que já estava pensando em mudar pela lá… Até ser atacada pelos pernilongos croatas. Rsrsrs… As mulheres são lindas, os homens, nem tanto. E por mais que a língua croata pareça incompreensível, aprendi várias palavrinhas durante minha estada e acho que a língua é mais fácil do que imaginamos. Milho verde assado, sorvete e pizza são os pratos mais populares do país e é fácil encontrar esses quitutes por todos os cantos. A Croácia é um país relativamente barato, se comparado a outros países europeus e tem preços muito semelhantes aos de grandes metrópoles brasileiras. Fiquei particularmente fascinada com a história da Croácia, principalmente pelo período no qual o país fez parte da Iugoslávia e as tensões, mesmo que veladas, entre sérvios e croatas. Também fiquei impressionada com o número de turistas espanhóis e argentinos por toda a Croácia, foi uma invasão castelhana.

De qualquer forma, fui para a Croácia sem muitas expectativas e fui surpreendida com a beleza e rica história do país. E pretendo voltar em breve… E vocês? Já compraram a passagem aérea para lá? 

Para fechar esse post, abaixo postei um vídeo com os cantores da Dalmacia, olhem que bacana.


Bok!