Bonjour Lyon

Uma das melhores coisas desta minha estadia na Alemanha é ter a oportunidade de conhecer lugares que a princípio eu não tinha em mente. Neste post vou contar sobre minha viagem a Lyon, destino situado no centro-leste da França. Com uma população de mais de 2 milhões de habitantes (considerando, é claro, toda a região metropolitana), Lyon é uma das maiores e mais importantes cidades do país. De origem romana, a cidade é conhecida pela boa mesa, pelos famosos marionetes, por ser o segundo maior centro universitário da França com 120.000 estudantes, e por possuir um centro histórico (Viex Lyon) tombado como patrimônio histórico pela UNESCO. Minha viagem a Lyon também foi especial, pois fui como assistente de um dos meus supervisores aqui da Alemanha em seu curso sobre Introdução à Sustentabilidade na Hotelaria no Institut Paul Bocuse (IPB). Para quem não sabe (eu pelo menos não sabia), Paul Bocuse é o maior chefe de cozinha francês na atualidade. Há 23 anos, juntamente com Gérard Pélisson, um dos fundadores do grupo Accor, Paul Bocuse abriu uma escola voltada à culinária e a hotelaria, unindo a expertise dos dois empreendedores. Esta escola é uma fundação, quer dizer, todo o lucro obtido é reinvestido no próprio empreendimento. Hoje, a escola é referência no mundo todo; possui 450 alunos de 40 diferentes nacionalidades, estudando em cursos de curta duração, bacharelado, mestrado e até doutorado. A Escola também possui uma taxa de empregabilidade invejável de 100%, quer dizer, TODOS os alunos que terminam seu curso saem empregados, sem exceção. Além da escola, o Institut Paul Bocuse também administra o Hotel Le Royal, um hotel escola 5 estrelas localizado na Place Bellecour, e os próprios restaurantes Paul Bocuse (sua sede em Ecully tem uma lista de espera de 3 meses). Sentiram o meu nível? Segue abaixo duas fotos da sede da IPB em Ecully.

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A escola é absolutamente fantástica. Tem a formalidade de uma escola de hospitalidade (os alunos estão sempre uniformizados e possuem aulas inclusive aos Domingos), mas a informalidade de estar em um ambiente jovem e divertido (tem até uma mesa de sinuca logo na entrada do edifício). O almoço de todos os alunos é servido na própria sede. Ele está incluído nos valores do curso (para ter uma ideia, o Curso de Bacharelado em Culinária custa €10,000 anuais. Que dor no coração!) e é preparado pelos estudantes do 1º e 2º do Curso de Culinária. É uma refeição completa com entrada, prato principal e sobremesa. É ótima! As cozinhas são de outro mundo e os cursos estão voltados para a prática do setor. Os professores vêm de todos os continentes e são os mais qualificados dentro de suas áreas de atuação. Vou parar de falar da escola e contar um pouco mais da viagem. Passei quatro dias em Lyon, mas como estive envolvida no curso, não dediquei tanto tempo visitando os atrativos turísticos. Mas aí vai a primeira dica… Para conhecer Lyon, não é necessário muitos dias. Então se está pensando em dar uma passadinha em Lyon, mas a agenda está apertada, dois dias são suficientes para conhecer o principal, pois grande parte dos atrativos turísticos está localizada mais ou menos na mesma região, o que facilita bastante a visita. Como tenho feito nos últimos posts, também vou contar a viagem no geral. Vou começar falando do Aéroport St. Exupéry. Ele está afastado do centro da cidade, mas é  moderno, prático e no tamanho ideal para a demanda vigente. Neste passeio fiquei hospedada no Résidence Le Clipper, residência dos alunos do Instituto. O edifício fica há poucos metros da IPB, mas está bem afastado do centro de Lyon. Para ir ao centro é necessário pegar um ônibus e o metrô, mas o transporte público funciona relativamente bem e não é caro. Minha visita turística começou na Place Bellecour, a principal praça da cidade. Ela é uma área aberta, circundada por edifícios neoclássicos, mas para descontrair, possui uma enorme roda gigante no centro do espaço. Minha paixão pela cidade começou logo aqui! Estava um dia muito gelado, mas um sol gostoso, romântico, bem a cara da França.

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A princípio eu havia planejado pegar um desses ônibus turísticos na própria Praça para conhecer o maior número de atrativos na menor quantidade de tempo, mas os achei tão desorganizados que acabei desistindo deste passeio. Caso tenham interesse em saber, o ônibus custa € 18. Como eu tinha o mapa da cidade e um plano do metrô (cortesia dos meus anfitriões do Le Clipper), resolvi economizar esse dinheiro e conhecer o destino por conta própria. Minha primeira parada foi em Viex Lyon (a parte mais antiga da cidade). Para chegar até lá é fácil, é só atravessar a Ponte do Rio Saône. Como era um Domingo de manhã, ao lado do Rio tinha uma feirinha bem típica francesa, cheia de bancas com queijos locais, muitos pães, até livros antigos. É tudo que você espera de uma tradicional feira de Domingo na Europa. Viex Lyon ou Velha Lyon é o maior bairro renascentista fora da Itália e é uma região que ainda conserva muitas construções medievais. O lugar é uma fofura, mas muito turístico. É cheio de lojas de artesanato, de chocolaterias gourmet, de produtos locais, de crepes (Aí meu Deus! Esses crépes estão acabando com minha silhueta) e de turistas. Andando pelas ruas estreitas da Viex Lyon, visitei a Cathédrale Saint-Jean-Baptiste (nos moldes da maioria das igrejas góticas francesas) e alguns prédios históricos. Deem uma olhada abaixo em uma das vielas da Viex Lyon.

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Mas o melhor do bairro são as passagens secretas. Para se chegar de um lugar a outro, os moradores na Idade Média usavam corredores estreitos que se transformaram ao longo dos séculos em passagens secretas. Minha segunda dica da viagem: A melhor forma de saber onde estão estas passagens secretas é seguindo um grupo de turistas. Os guias sempre mostram as mais bonitas e interessantes. Eu vi algumas passagens que davam em lindas varandas renascentistas, lindo! Da Viex Lyon fui conhecer Le Basilique Notre Dame de Fourvière. Construída no século XIX, a basílica está situada nos pés de um morro, local que também é ocupado pelo antigo fórum romano de Trajano. Para chegar até lá o turista tem três opções: pegar o funicular (um tipo de bonde elétrico), ir com um carro ou ônibus particular ou chegar a pé. É claro que eu optei por ir a pé, mas além de optar pela alternativa mais difícil, eu ainda inventei de chegar até lá pela Place Saint Paul (Gente! Não façam isso, vão se arrepender). Tive que subir 771 degraus. Sério! FORAM 771 DEGAUS! Se eu não estivesse com as minhas pernas em forma pelas escadas que tenho que enfrentar na IUBH todos os dias, eu não ia aguentar. Ia chegar em frangalhos, descabelada e botando os bofes para fora. Mas como estou me tornando uma atleta, cheguei linda e formosa, só com um pouco de calor, mesmo numa temperatura congelante. A melhor opção é pegar as escadarias localizadas ao lado da Place de la Basoche,  muito próxima à Catedral. São apenas 260 degraus e duas rampas. Voltando à Notre Dame, a Igreja é magnífica (coloquei uma foto do interior da Igreja, mas infelizmente ela não consegue mostrar a real beleza do lugar).

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Ela é toda ornamentada em mosaicos, muitos deles feitos com pequenos azulejos de ouro. É o tipo de lugar que tem que conhecer! Aproveitando que eu estava lá também visitei o Fórum Romano que é usado ainda hoje como um espaço para shows.

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Voltando ao centro da cidade, peguei a Rue de la Republique (principal rua comercial) e fui a Printemps (uma das maiores lojas de departamento da França). A filial de Lyon não tem tanta opção como em Paris, mas aproveitei para almoçar no Pignol, uma famosa confeitaria da cidade que tem um filial no último andar da loja.  Continuei andando pela Rue de Republique até chegar a Opéra (um lindo edifício neoclássico do século XIX que eles modernizaram colocando uma cúpula de vidro e metal no teto, ficou super esquisito!) virando a esquerda andei mais uma quadra e cheguei a Place de Terreaux onde está localizada o Hôtel de Ville (Prefeitura) e o Museu de Belas Artes. Com a minha mania de andar demais, resolvi andar pela orla do Rio Saône até chegar novamente a Place Bellecour, praça onde iniciei meu passeio turístico. O visual é lindo, deem uma olhada! 

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Também andei pela Rue Victor Hugo, um calçadão do comércio mais popular até a Gare de Perrache e voltei ao Museu de Belas Artes andando pelas margens do Rio Rhône. Quando estava andando  ao lado do Rio Rhône, tive aquela sensação gostosa de estar em Paris. Na verdade, em muitos momentos Lyon me lembrava Paris. Linda!

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Já no final da tarde dei uma passadinha no Musée des Beaux Arts (Museu de Belas Artes). Esse museu é daqueles atrativos que não dá para perder. O lugar é incrível! Tem itens que mostram toda a evolução das artes, mas também tem obras de artistas super renomados como Monet, Manet, Renoir, Degas, Rodin e Picasso. O museu não é muito grande e paguei € 7 pela visita, um preço justo. Saindo de lá ainda fui para o outro lado do Rio Rhône onde passei pelo Shopping do Part Dieu (muito nos moldes dos shoppings brasileiros) e voltei à Place Bellecour para assistir os fogos da Fête Lummiéres, um festival de luzes que acontece uma vez ao ano e que atrai 4 milhões de pessoas. Do tempo que passei em Lyon, também jantei uma noite no Restaurante Le Mercière, localizado na Rue Mercière. O restaurante é  um “authentique bouchon lyonnais” (restaurante tradicional lionês especializado em miúdos de carnes) do século XIX. Como não sou fã dessas coisas, pedi uma macarrãozinho com trufas bem básico. Mas essa rua é bacanérrima! Ela tem todo o tipo de restaurante e eles estão localizados um ao lado do outro. É outro programa que não pode deixar de fazer. Mais uma dica para quem estiver procurando um lugar interessante em Lyon.

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E assim terminou mais uma viagem. Lyon é daquelas cidades que te pegam de surpresa. É o tipo de lugar que te faz lembrar que realmente está na França. Adorei a simplicidade e a simpatia dos feirantes no Rio Saône. Adorei ver as tradicionais boulangeries e as pâtisseries espalhadas por todos os lugares. Isso mostra que mesmo sendo uma cidade aberta ao mundo, Lyon não perdeu seu espírito tipicamente francês. Em minha modesta opinião, as mulheres francesas estão longe de serem as mais bonitas ou as mais estilosas do mundo, mas adorei vê-las usando seus casados de pele na rua como se estivessem desfilando em uma passarela (eu sei que não é politicamente correto apoiar o casaco de pele, mas acho lindo e acabou!). Adorei ver os homens franceses super estilosos com seus ternos justos e casacos bem cortados. Eles têm alguma coisa no olhar, que não tem muito que explicar. E mesmo tendo enfrentado o maior frio até o momento na Europa (-3º C às 09h da manhã), adorei ter andado e explorado cada cantinho desta cidade. Também espero que tenham viajado comigo a partir deste meu relato…

C´est la vie mon ami!

Aventuras pela Europa – Capítulo 7 – Bruxelas

Depois de tantas conferências, congressos e feiras, acho que chegou a hora de voltar a viajar a lazer, sem compromisso com apresentações, palestras, ou qualquer outra atividade profissional. Minha última viagem foi a Bruxelas. Para quem não sabe, Bruxelas é a capital da Bélgica e possui pouco mais de 1 milhão de habitantes. É uma metrópole cosmopolita, com uma mistura de diferentes nações e culturas e que tem uma posição política importante no cenário mundial, pois é uma das cidades sede da União Europeia, além de também sediar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Quando cheguei à Alemanha, tinha uma lista de destinos que eu gostaria conhecer durante meu doutorado sanduíche, mas Bruxelas definitivamente não estava nos primeiros lugares. Não que eu imaginasse a Bélgica como um lugar desinteressante; pelo contrário, quando eu pensava em Bélgica,  passava pela minha cabeça um destino charmoso e ótimo para se apaixonar. Mas em um primeiro momento Bruxelas simplesmente não estava nos meus planos. Entretanto, aproveitando uma oportunidade que surgiu do nada, achei que eu deveria visitar o destino. Como passei apenas um final de semana por lá, vou contar a viagem no geral, sem detalhar os dias, pois assim o post fica mais dinâmico.

Viajei à Bruxelas de trem. Tomei um trem comum de Bad Honnef à Colônia (Köln), e em Köln peguei um ICE (trem de maior velocidade) direto para Bruxelas. Paguei € 93 pelo trajeto de ida e volta. Após três horas de viagem já estava na capital belga. A cidade é relativamente grande, mas o centro é pequeno, portanto é um lugar fácil de conhecer. O primeiro atrativo que visitei foi a Catedral de Saint-Michel et Gudule, uma igreja gótica construída ainda no século XIII sobre as fundações de uma antiga igreja romana.  Ela situa-se em uma praça moderna, muito próxima à principal área turística da cidade. É uma igreja bonita, com um púlpito muito diferente esculpido em madeira escura. Vale a visita! Logo abaixo eu disponibilizei duas fotos do local; a primeira mostra apenas a fachada da Igreja, já na segunda é possível ver seu interior.

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Acho que deve ser ressaltado aqui que a Bélgica é um país predominantemente católico, portanto é possível encontrar igrejas católicas em todos os cantos. Saindo da lá, andei um pouco pelas ruas do comércio da cidade e cheguei ao principal atrativo de Bruxelas, a Grand-Place. É a praça onde se concentram construções importantes como a Prefeitura e a  antiga Casa do Rei (hoje transformada em Museu). Com edificações que vão do século XIV ao século XVII, a praça é sem dúvida um espetáculo. Eu fiquei fascinada com os entalhes em ouro das construções, com os muitos detalhes dos prédios e como eles foram dispostos de forma tão harmônica. Deem uma olhada…

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É uma praça bem turística, na qual é possível encontrar lojas de souvenirs, cafés, mas também há um comércio muito voltado ao principal produto turístico da Bélgica, o chocolate. Peguei a Rue de l´Etuve e depois de andar por umas três quadras cheguei na figura mais peculiar de Bruxelas, o Manneken Pis. É uma estátua em bronze do século XVII que chama a atenção pela sua ousadia (o menininho está fazendo xixi em uma fonte). O que mais me impressionou na estátua é que ela é realmente pequena, quase imperceptível se não fosse pelo número de turistas à sua volta. De vez em quando, a estátua é fantasiada para celebrar alguma festividade ou datas importantes da Bélgica. Eu vi uma foto do menininho vestido de Elvis e não aguentei, caí na gargalhada! Deem uma olhada nele!

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Ainda me perdi por muitas ruas de Bruxelas, pois sempre acho que é a melhor forma de conhecer a cidade. Às vezes Bruxelas me lembrava Paris, com suas construções neoclássicas e cafés em art decó, mas é visivelmente uma cidade com muitas influências arquitetônicas. Em algumas áreas da cidade, senti-me nos Estados Unidos. Já os parques me lembravam o Canadá, mas em outros momentos, parecia algo diferente de tudo que eu já tinha visto. É possível também ver pela cidade alguns murais interessantes pintados em prédios antigos e estátuas dispostas em locais inusitados. É sem dúvida uma cidade artística! Uma das coisas que eu mais gostei foi ver que Bruxelas oferece um grande número de cafés históricos. No primeiro dia, fui tomar um chocolate quente em um lugar chamado Le Falstaff, um café histórico quase em frente ao antigo prédio da Bolsa de Valores. O atendimento não era lá aquelas coisas, meu chocolate quente chegou à mesa meio frio, mas o lugar é fantástico. Deem uma olhada na foto.

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 Já no último dia comi do waffel (um doce muito, mas muito típico por aqui) em um outro lugar chamado Tavernie Greenwich, perto da Ste-Catherine Place. É um café da década de 1930. Estava bem gostoso! A cidade é cheia de cafés e restaurantes, todos super estilosos.  Acho que é uma das melhores características de Bruxelas. Ainda falando em comida, uma das noites eu jantei no Belga Queen, um restaurante super, mega chique e descolado especializado em frutos do mar. Está situado em um prédio histórico próximo à Rue Neuve (calçadão comercial). Para quebrar o aspecto austero do edifício antigo, foram colocadas algumas esculturas e mobiliário moderno no interior do salão. A combinação não poderia ter ficado melhor! É um lugar caro, não tenho nem coragem de dizer o valor da refeição, mas para quem está procurando um empreendimento fabuloso para um jantar especial e tem o desprendimento de pagar um pouco mais por isso, ele está recomendadíssimo! Logo abaixo eu postei uma foto do interior do restaurante, mas infelizmente a imagem não conseguiu capturar a beleza do lugar.

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Já meio afastado do centro histórico, visitei a Basilique Nationale du Sacré-Coeur. É uma igreja moderna, localizada em uma área mais a oeste da cidade. É imponente e pode ser vista de diferentes bairros de Bruxelas, mas eu particularmente não gostei. Achei-a sem alma, esquisita. Segue abaixo a foto da Basílica.

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Também mais afastado da cidade fui visitar o Atomium. Construído em 1958 para a Expo 58, é uma escultura que representa um cristal elementar do ferro. De longe achei bonitinho, mas não me empolguei muito. Contudo, ao chegar mais próximo e ver como a estrutura é gigantesca, você fica meio impressionado.  Deem uma olhada na foto abaixo.

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Para chegar ao Atomium é necessário pegar o metrô. O metrô em Bruxelas é meio esquisito, como carros muito antigos, estações com um toque artístico e com escritas em holandês, mas é eficiente e cobra um preço justo pela viagem.

E assim terminou mais um passeio. Na verdade, meu passeio terminou dando uma última suspirada na Grand-Place à noite. Ver os prédios históricos iluminados é indescritível! Ahhh! Acho importante mencionar que fiz questão de experimentar o chocolate Godiva, mas a pobretona aqui achou ele mais ou menos, não achei tão incrível como todo mundo diz ser.

Bruxelas é muito diferente do que eu havia imaginado. Ela tem uma forte inspiração francesa, mas também é muito dona de si. É uma cidade com um grande número de estrangeiros (vi muitos muçulmanos e negros pelas ruas), mas é um local que convive muito bem com as diferenças. O país possui três idiomas oficiais (francês, holandês e o alemão) e não sei como, mas eles conseguem se entender bem. Eu fui achando que ia entender tudo como o meu francês de fundo de quintal, mas me perdi demais com o holandês presente por todos os cantos. Infelizmente não me apaixonei pela cidade. Mesmo que eu tenha adorado alguns lugares específicos, no geral, eu achei que Bruxelas não é aquele destino que tira o fôlego dos viajantes, pelo menos não dos viajantes mais experientes. Recomendo a visita, pois acho que é sempre bom conhecer lugares novos, mas acredito que Bruxelas deve ser vista como o destino complementar, não como a motivação principal de uma viagem, pois ela por si só, na minha opinião, não vale a pena.

Até a próxima! 

Aventuras pela Europa – Capítulo 6 – Algarve

Muitos de vocês já devem estar falando: – Meu Deus, essa mulher só viaja! Que vida boa! Na verdade já estou um pouco cansada com a maratona das últimas viagens. Não é fácil fazer mala toda a semana, ir até a estação de trem à pé no frio e na chuva (na ida a Londres, quebrei meu guarda chuva no meio do caminho e cheguei ao Aeroporto de Köln/Bonn como um pinto molhado) e perder muitas e muitas horas entre conexões e viagens. Além disso, a conta bancária anda tão triste! Entretanto, vou contar minha última viagem que era sem dúvida uma das mais esperadas deste ano, pois iria reencontrar minhas amigas da Unicentro. Semana passada estive em Algarve para participar do Tourism & Management Studies International Conference (TMS), encontro organizado pela Escola de Gestão, Hospitalidade e Turismo da Universidade do Algarve, Portugal. Apresentei um artigo científico sobre Turismo Rural em Faxinais. Eu não estudo Turismo Rural, quem me conhece sabe que é um tipo de atividade que não combina nada comigo, mas achei que os europeus se interessariam pelo tema. Para quem não sabe, Algarve é uma região ao sul de Portugal reconhecida como um dos maiores destinos turísticos do País. É famosa internacionalmente pelo clima quente, tipicamente mediterrâneo, pelas praias e pelos ótimos campos de golf. Meu evento foi sediado no Hotel Real Marina & Spa em Olhão,  cidade ao lado de Faro com aproximadamente 15 mil habitantes. O hotel é muito bom! É despretensioso como deve ser um hotel de praia, mas ao mesmo tempo, oferece todos os serviços necessários à um hotel 5 estrelas como espaço para eventos,  piscinas e spa. Deem uma olhada nas fotos abaixo. 
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 Adorei ter ficado hospedada no mesmo hotel em que estava acontecendo o evento. É tão prático só pegar um elevador para chegar às salas de apresentação! Vou tentar fazer isso nos próximos encontros. Não vou contar a viagem por dias como fiz nos posts anteriores, pois como também estava envolvida com as atividades do evento, acho se eu fizesse dessa forma, deixaria o blog meio maçante. Portanto, vou contar no geral sobre o passeio. 
A conferência foi ótima! Foi um dos eventos mais bem organizados que eu participei este ano, se não foi o mais organizado. Havia participantes de 17 países e artigos nas mais diferentes áreas. A minha apresentação foi boa! Dividi meu tempo de apresentação com a Elieti e fiquei feliz em ver que algumas pessoas se interessaram muito pelos faxinais. O mais legal foi saber que nosso artigo foi escolhido para fazer parte de um livro sobre Economia, Ambiente e Sustentabilidade no Turismo. Estou me achando! Já sobre a cidade… Eu tenho um pé atrás com Portugal, como eu já comentei com vocês, mas mesmo tentando mostrar uma visão mais imparcial sobre o local, devo admitir que fiquei extremamente decepcionada com Olhão. A cidade não é um destino turístico, e sim uma colônia de pescadores, mas era enorme a quantidade de casas abandonadas (eram muitas mesmo!), algumas delas com placas de vende-se. Dava a sensação de que a crise econômica europeia tinha atingido todos os habitantes (o que não deveria ser verdade, já que meu taxista comentou que a temporada do último verão foi a melhor dos últimos 10 anos). Segue abaixo duas fotos de Olhão. A primeira é de um dos bancos da praça em frente a Ria Formosa e a segunda foto é da Igreja Matriz de Olhão,  uma edificação do século XVII.
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 VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100Também tive a oportunidade de visitar Faro. Com cerca de 44.000 habitantes, Faro é a principal cidade do Algarve. O centro da cidade é bastante comum, mas perto da Marina há a antiga Faro, uma cidade construída dentro das muralhas que mostra as diferentes colonizações da região. A cidade já foi Romana, Bizantina, Moura e a partir da Idade Média se tornou portuguesa. Todas estas influências podem ser vistas dentro da muralha. Essa parte da cidade é charmosa, principalmente à noite com a iluminação dos edifício, mas é muito parecida com as cidades históricas brasileiras, portanto, não chega a ser algo inédito. Entretanto, para quem estiver aproveitando a região, recomendo a visita! Deem uma olhada nas fotos. A primeira foto é uma das entradas da cidade antiga. Era onde as pessoas chegavam de barco. Já a segunda mostra a entrada alternativa, usada pelos pedestres. VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100
 
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 Além da cidade antiga, duas igrejas chamaram minha atenção. A primeira delas é a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco. Localizada no Largo de São Francisco, ao lado das muralhas, essa edificação do século XVII parece ser uma igreja singela, mas por dentro é um espetáculo. Os altares em ouro se misturam com os azulejos portugueses formando uma combinação única. Está na lista das igrejas mais bonitas que eu já vi! Infelizmente não pude tirar fotos do seu interior, então vou ficar devendo. A outra igreja é a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, mais ao centro da cidade. O interior em ouro também é belíssimo, mas ela já é um pouco mais recente, com uma construção que seguiu entre os séculos XVIII e XIX. Segue abaixo as fotos desta última. 
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 Para fechar minha viagem, também tive a oportunidade de conhecer a Escola de Hotelaria e Turismo de Faro. Administrada  pelo governo português, ela faz parte de um conjunto de 16 escolas espalhadas pelo país destinadas a ensinar diferentes cursos relacionados à atividade turística. A escola possui uma dinâmica muito diferente dos Cursos de Turismo no Brasil. Desde a questão do uniforme (os alunos têm três tipos de uniforme que devem ser usados diariamente), até a própria formação, muito voltada à prática da atividade. Ahh! Eles também têm uma parceria com a Ecole Hôtelière de Lausanne, a melhor escola de hotelaria do mundo. Periodicamente o pessoal da escola suíça vai ao Algarve para treinar e avaliar o ensino da parceira portuguesa. Gostei muito da visita!
 Ao final de tudo isso, posso dizer que adorei a viagem. É sempre bom rever os amigos e participar de um evento bem organizado. O Algarve não é tão bonito como imaginei (infelizmente tenho que admitir isso!). Mesmo em Faro, a sensação de abandono é muito grande. A grande maioria dos edifícios está mal conservado. Além disso, as pichações também chegaram por aqui! Entretanto, desde a minha viagem ao Porto entendi um pouco do fascínio que Portugal causa nas pessoas. Ele não está necessariamente na beleza dos edifícios ou na organização da cidade, mas nos dias ensolarados e quentes, impossíveis de encontrar em qualquer outro lugar da Europa nesta época do ano. Está também na boa mesa (Meu Deus! Comi tanto nesta viagem que vou ficar com peso na consciência por pelo menos uma semana. Os doces portugueses são demais! Também comi uma Cataplana de Mariscos – Frutos do Mar – no Restaurante Cidade Velha, dentro das Muralhas, que estava muito bom) e tudo isso a preços bastante competitivos. Não sei se recomendo esta viagem à outros turistas. Ainda acho o Nordeste ou mesmo o sul da Espanha mais interessantes, mas posso dizer que aproveitei muito.
Até a próxima!

Next Stop – London

Dessa vez minha parada foi em Londres. Para quem me conhece sabe que contrariando a grande maioria dos viajantes, Londres não chama muito a minha atenção. Mesmo antes de conhecê-la, nunca foi uma cidade que figurou a minha lista de destinos que eu deveria visitar. Minha primeira viagem à Londres foi em 2009 e por algum motivo a cidade não me entusiasmou. Desta vez, fui à capital inglesa também por motivos profissionais. Eu iria participar da World Travel Market, uma das maiores feiras de turismo do mundo. Estava entusiasmada com a viagem, pois pretendia fazer contatos para a minha tese. Acho que todos já sabem disso, mas não custa relembrar, Londres é a capital do Reino Unido (território formado por Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), possui quase 8 milhões de habitantes é uma das capitais culturais e financeiras do mundo. Voltando ao evento, a World Travel Market aconteceu no ExCel London, um espaço de eventos muito bem estruturado no lado oeste da cidade. Saí do Aeroporto de Köln/Bonn às 20h50 pela Easyjet e depois de uma hora de voo já estava na capital inglesa. Cheguei pelo Aeroporto Gatwick e tomei um trem expresso para o centro da cidade. Em 35 minutos já estava na Victoria Station. Não vou explicar minha viagem por dias como fiz nos posts anteriores, pois muito do meu tempo na capital inglesa estava relacionado ao evento, portanto vou só enumerar as atividades que eu fiz, acho que assim fica mais dinâmico.

 – World Travel Market – Como eu havia comentado anteriormente, essa é uma das maiores feiras de turismo do mundo. Eu estou acostumada a participar de feiras de turismo no Brasil, mas nunca na minha vida vi uma feira tão grande. Ela é gigantesca! A feira foi dividida em continentes e tinha tantos destinos que alguns dos lugares expostos eu nunca nem tinha ouvido falar.  Os contatos que eu fiz durante o evento não foram assim tão bons, mas assisti palestras muito interessantes sobre vendas, sustentabilidade e feedback na hotelaria. Dê uma olhada nas fotos da feira.

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Logo abaixo está o stand do Brasil. Muito bonito, de bom gosto, mas achei que faltava algo que chamasse a atenção. Os outros destinos latino-americanos tinham stands mais interessantes. Entretanto, fiquei feliz em saber que Foz do Iguaçu estava lá representada. Além disso, é reconfortante ver a marca Brasil (aquela logo abstrata e colorida que você vê em cada foto).

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– Victoria & Albert Museum – Fundado em 1852, é o maior museu de arte decorativa e design do mundo. Ele possui 4,5 milhões de objetos em exposição permanente, além das diferentes exposições temporárias. O museu é ótimo! Eu nem sei explicar qual é a melhor parte, porque tinha muita coisa legal. A exposição de joias é imperdível (pelo menos para as mulheres), a de moda é muito bacana também, mas a exposição de arte decorativa da Inglaterra é o que mais me impressionou. Dividida em Idade Média e Idade Moderna, ela apresenta cômodos inteiros de residências inglesas. Maravilhoso! Até o café do museu em estilo bizantino é imperdível. O melhor de tudo é que o museu é gratuito.  Esse é um lugar que DEVE ser visitado.

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– Hampton Court – Situado a 35 minutos de trem da Estação de Waterloo,  esse foi o lar de muitos monarcas ingleses como Henry XVIII, Mary II & Wilhelm III e George II. O castelo foi originalmente construído no século XVI, mas teve várias reformas e adições durante os séculos.  Ele é um castelo eclético. Era um destino que eu queria conhecer há anos, mas fiquei um pouco decepcionada com a visita. Não que ele não seja legal, porque é, mas não é uma Versailles. Ahh! Vale ressaltar que eu paguei £ 17.60 pela visita.

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– Passeio pela área comercial de Londres – Como uma boa brasileira, não podia deixar de passar em algumas lojinhas. Andei pela Regent Street, uma linda rua que concentra as marcas mais comuns como Zara, H&M, Tommy Hilfiger, etc. Também andei pelas Old Bond Street e New Bond Street, na qual concentram as lojas mais exclusivas da capital inglesa. Passei pela Oxford Street onde está parte das lojas de departamento inglesa. Já em Knightsbridge, outra área da cidade, também andei pela Sloan Street, área privilegiada com muitas lojas exclusivas. Depois de toda essa andança, eu recomendo a Liberty of London, uma lindíssima e famosa loja de departamento inglesa que está próxima à Oxford Street. O prédio é fenomenal, vale a visita! Ahh! Não deixem de olhar o setor de papelaria. Saí de lá apaixonada pelos papéis de presente e pelos delicados modelos de papel de carta. Selfridges, na Oxford Street, também é uma parada obrigatória. É uma loja de departamento no estilo das lojas norte-americanas. Ela é tão legal que tem até corners para as diferentes grifes de calçado. Harrods é outra parada obrigatória. Parece um pouco a Disney. Ela é toda temática (até um pouco forçado), um lugar bem turístico, mas não tem como não ficar entusiasmado com tanta opção (a não ser que você seja uma pessoa completamente avessa ao Turismo de Compras). Logo abaixo tem uma foto minha em frente à Harrods no período da noite. As lojas de departamentos já estão preparadas para o Natal. Adorei! Me senti em NYC. Fiquei super entusiasmada com as vitrines temáticas das lojas.

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Minha última dica é um lugar que eu já tinha ouvido falar, mas não visitei na minha primeira viagem à Londres. É a Fortnum & Mason. Foi criada em 1707 e é a loja que fornece os chás da Rainha da Inglaterra. Sua loja na Piccadilly Street é linda, histórica e cheia de coisas que fazem os olhos da gente brilhar. O salão de chá no penúltimo andar é “phino”.  É outro lugar que vale muito a pena conhecer! Coloquei até uma foto da loja para vocês terem uma breve ideia como o lugar é lindo.

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– Bicester Village – Essa é uma outlet de luxo há uma hora de Londres. Fui para lá com o ônibus do próprio lugar e paguei  £ 25 pela viagem de ida e volta. O local concentra várias marcas de luxo como Valentino, Gucci, Dolce Gabbana, mas quando comparado à Woodbury Common Premium em NYC, achei meio sem graça e com poucas opções de produtos. De qualquer forma, encontrei boas ofertas por lá.

– Criterion – Aberto em 1874, esse restaurante está localizado na Picadilly Circus e  foi eleito por muitos anos o melhor restaurante de Londres. O interior é belíssimo. Os mosaicos no teto em estilo bizantino são de tirar o fôlego (dê uma olhada na foto abaixo). Se quiserem comer em um lugar especial, acho que é uma boa escolha! Ahhh! Não é um absurdo de caro. Paguei  £ 30,65  com tudo incluído (couvert, prato principal, sobremesa, bebidas e gorjeta.)

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– West End – Essa área é como se fosse a Broadway londrina. É o local que concentra grande parte dos teatros, cinemas e restaurantes da cidade. Também é onde está localizado a China Town. Eu não tinha planejado ir a nenhum espetáculo nesta viagem, mas quando vi que Wicked estava em cartaz, não resisti. Assisti o espetáculo no Sábado à noite. Foi legal, mas não foi espetacular. Jersey Boys é melhor! Mas é muito bem produzido; cheio de efeitos especiais e as atrizes principais são sensacionais. Para quem gosta de musicais, o West End oferece diversas produções e é outro lugar que vale a pena visitar. Se comprarem os ingressos com antecedência, vocês conseguem tickets a partir de  £ 18,50.

Ufa… Acabou. Das atividades que eu havia planejado na cidade, a única que não tive tempo ($$) de fazer foi tomar um tradicional café da tarde no Ritz Hotel. De qualquer forma, passei para conhecer o Ritz e comprei um ursinho de pelúcia do hotel para incluir na minha coleção (Dê uma olhada na fofurinha logo abaixo). Quem sabe não tomo o chá na próxima viagem.

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See you later alligator!

Aventuras pela Europa – Capítulo 5 – Frankfurt e Porto

Quem me conhece sabe que Portugal não é o meu destino favorito de viagem. A primeira vez que estive no país foi em 1999 quando estava fazendo um intercâmbio na Espanha. Eu e minha querida amiga Juliana aproveitamos alguns dias para passear por terras lusitanas. Nesta primeira visita, eu fiquei um pouco assustada com o Porto. Achei a cidade feia, com edifícios mal cuidados e as pessoas tinham o péssimo costume de deixar suas roupas secando nas sacadas dos prédios, passando uma sensação de que estávamos em um cortiço. Enfim… Dessa vez, voltei ao Porto por motivos de estudo. Eu iria apresentar dois artigos científicos na ALTEC – Congresso Latino Iberoamericano de Gestão de Tecnologia. É um dos eventos mais importantes do mundo na área de tecnologia e por essa razão, seria uma honra para mim estar presente no evento. A viagem ao Porto começou em Frankfurt. A maioria das pessoas que eu conheço que já visitaram Frankfurt nunca me falaram maravilhas de lá. Por essa razão, não tinha grandes expectativas sobre a cidade. Mas amei, amei, amei!!! Cheguei à Haupbahnhof (Estação Central de Trens) quase 11 horas da manhã e fui direto para o hotel. O hotel é um capítulo a parte. Escolher um meio de hospedagem em Frankfurt não é tarefa fácil. A cidade oferece todas as opções imagináveis e para todos os tipos de bolso. Eu pretendia ficar perto da Hauptbahnhof, pois era mais prático por conta da viagem a Portugal e queria que fosse um hotel não muito caro, mas ao mesmo tempo, que fosse bom. Encontrei um empreendimento chamado Roomers que pelas fotos parecia ser ótimo (mas tomem cuidado, só olhar as fotos pode ser uma furada! Quase nunca revelam a qualidade real do lugar), mas as recomendações dos clientes também eram muito boas. O Roomers é um hotel boutique há duas quadras da Hauptbahnhof. Fiquei surpresa com tudo, desde a decoração sóbria, mas muito chique,  o atencioso atendimento, a qualidade do quarto e até com os ammenites (Era L´occitane bem! Tinha até roupão e chinelinho. Adoro!). Eles são atenciosos até ao oferecer no quarto revistas renomadas. Tinha de Vogue a Playboy (para todos os tipos de clientes!). O melhor de tudo é que no final de semana eles têm um café da manhã estendido que funciona até às 13hs. Está mais para um almoço! Tudo isso eu paguei € 135. Tá, eu sei que não é super barato, mas tá longe das tarifas dos hotéis renomados. Estou tão feliz com minha escolha que super, mega recomendo! Depois de fazer um early check-in (ainda me deixaram fazer um check-in mais cedo), saí do meu hotel e fui andando em direção ao centro histórico pela Untermainkai, a via que passa ao lado do Rio Main. Pensa em um lugar lindo, charmoso e romântico! Ainda mais com as folhas amarelas e vermelhas do outono europeu por todo lado. Eu que não sou chegada nessas coisas, tive que parar, sentar e aproveitar um pouco a vista. Nesta hora eu já estava vendida pela cidade!  Dê uma olhada na foto abaixo.

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Andei por uns 15 minutos e cheguei ao centro histórico onde fica a Catedral de São Bartholomeu (DOM) e o Römer, uma região onde eles recriaram como eram as casas na localidade antes da 2ª Guerra Mundial. Vale ressaltar que Frankfurt foi brutalmente bombardeada durante a 2ª Grande Guerra. O lugar é um charme! No local ainda fica a antiga Rathaus e a Alte Nicolaikirche (igreja luterana).

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Andei em direção norte e parei na Paulkirche (outra antiga igreja luterana que se transformou em um símbolo da democracia alemã), continuei minha caminhada até chegar a Zeil, uma das principais ruas do comércio local. Já vou adiantando que não é uma rua comum; ela é ampla, com vários restaurantes no centro e possui tudo que você pode imaginar em termos de compras.  Lembra-me um pouco Hamburg. Mesmo quem não gosta de compras, acho que vale a pena dar uma passadinha por lá. Peguei essa mesma rua, mas no sentido contrário e parei na linda Alte Opera. Inaugurada em 1880, a Antiga Opera de Frankfurt foi completamente destruída pelas bombas durante à 2ª Guerra Mundial. Foi reconstruída e reaberta na década de 1980, mas hoje a cidade possui uma nova casa de Ópera mais moderna, próxima às margens do Rio Main. Perto dali também dei uma sapeada na Goethestrasse, a rua das lojas mais exclusivas da cidade como Chanel, Prada, Gucci e companhia. Ainda tive tempo de passar no Museu do Goethe, uma casa do século XVIII completamente intacta onde nasceu e cresceu Goethe. O museu custa € 7 e vale a pena para ver com viveu esse importante escritor alemão. É impressionante ver uma casa tão antiga e tão bem conservada! Ainda andei pela Gallusanlage, onde concentra grande parte dos arranha céus de Frankfurt (Frankfurt é chamada de Mainhattan como uma jogada com o nome de Manhattan, NYC por conta do número de arranha-céus, mas fala sério, não tem comparação!), no centro da via tem um parque bem charmoso. Um bom lugar para passar o tempo! Voltei ao centro do comércio já no começo da noite e fiquei espantada com o número de pessoas andando pela rua. As vias iluminadas e lotadas de pessoas me fizeram lembrar sim NYC. Lindo! Já noite voltei ao hotel para tentar descansar.

2º Dia

Acordei o mais tarde possível, pois queria aproveitar o meu hotel. Tomei um café perto do horário do almoço como um brunch, pois como eu havia comentado, nos finais de semana eles servem café até às 13hs. O café no hotel é maravilhoso, muitos tipos de pães, muitos e muitos tipos de queijo. Fiz meu check-out e voltei ao centro de Frankfurt, pois queria conhecer o Historiches Museum. Paguei € 6 pela visita, mas não recomendo. O acervo é muito pequeno. É um museu confuso, sei lá, não gostei!  Ainda andei pelo centro e vi uma escola de samba brasileira animando uma corrida de rua. As mulatas estavam devidamente vestidas e o som do samba era tão contagiante, que até os atletas estavam aplaudindo. À tarde fui ao Aeroporto de Frankfurt (gigantesco!) e à noite peguei o voo ao Porto.

 

3º Dia

Para quem não sabe, Porto é uma cidade situada ao noroeste de Portugal às margens do Rio Douro e que possui aproximadamente 240 mil habitantes. É internacionalmente conhecida por seus vinhos, entre eles o famoso vinho do Porto, um vinho licoroso apreciado no mundo inteiro, e pelo seu patrimônio arquitetônico, o que a transforma em uma das cidades turísticas mais importantes do país.

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Neste dia, não acordei muito cedo, mas ainda pela manhã fui ao Hotel Vila Galé, pois precisava pegar o pôster de um dos meus trabalhos que estava com uma das professoras da Universidade Positivo. De lá, fomos de táxi até o prédio da Alfândega onde estava acontecendo o evento. Passei a manhã toda no evento, mesmo porque eu tinha que ficar à disposição dos participantes para tirar as dúvidas com relação ao meu trabalho. Almoçamos no prédio da Alfândega mesmo e no intervalo do almoço, aproveitei um pouquinho para conhecer a Livraria Lello. A Livraria Lello existe desde o século XIX, mas o edifício que visitamos é de 1906. Pensa em um lugar lindo! É fora do comum!! Dê uma olhada na foto abaixo. Uma das minhas colegas me disse que a Livraria serviu como locação para os filmes do Harry Potter.

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O mais interessante é que além de livros você também pode comprar sabonetes (?) e vinho do Porto (?). Muito eclético, não?! É um lugar maravilhoso, vale a visita. Ainda passamos pela Universidade do Porto, Igreja e Torre dos Clérigos e Igreja do Carmo (fica tudo na mesma praça). Fiquei parte da tarde no evento. No final da tarde, fui caminhando ao meu hotel e passei por outros pontos turísticos importantes: Igreja de São Francisco (vou falar mais tarde sobre ela), Palácio da Bolsa (também falo mais sobre ele no dia 4), Igreja St. Nicolai (o interior é lindo) e o Mercado Ferreira Borges. Fica tudo na mesma área. Nesta área também tem algumas lojas descoladas de artesanato que valem a pena ser visitadas. Já mais ao centro, ainda andei pela Rua de Santa Catarina, uma das principais ruas do comércio do Porto. Na Rua Santa Catarina conheci um lugar chamado Nata. Um barzinho despretensioso, mas super charmoso especializado em Pastel de Nata (mais conhecido pelos brasileiros como Pastel de Belém). Adorei o lugar e recomendo. Eles também servem refrescos, mas o melhor de tudo é que o pastel de nata custa apenas € 1. Passei o restante da noite no meu hotel e depois quero escrever mais sobre ele.

4º Dia

Quando planejei minha viagem a Portugal, a única coisa que eu tinha certeza é que queria ficar hospedada no Intercontinental Palácio das Cardosas. Localizado na Avenida dos Aliados, no coração do Porto, em uma mansão restaurada do século XVIII, o hotel é o melhor da cidade. Aproveitei que o evento ofereceria uma tarifa especial e o reservei na hora. O lugar é espetacular! Há alguns anos atrás, quando fui para Cancun e fiquei hospedada no Fiesta Americana Grand Coral, comentei no blog que era o melhor hotel que eu já tinha me hospedado. Perdoe-me o Fiesta Americana, mas o Intercontinental é imbatível! Além de o edifício ser lindo por si só, as acomodações são ótimas e o atendimento é fora de série. Me senti uma rainha! Caso vocês estejam planejando uma viagem ao Porto e tenham uma graninha sobrando, acho que vale muito a pena investir um pouco mais e ficar no hotel. Sério mesmo! Dê uma olhada nas fotos do lugar.

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Hoje fiquei até mais tarde no quarto (a minha cama era boa demais!!!) e no final da manhã fui dar uma volta pela cidade, pois queria aproveitar meu dia livre para conhecer alguns atrativos do Porto. Tomei meu café da manhã no Magestic Café. Inaugurado em 1921, o Magestic é considerado um dos cafés mais bonitos do mundo. O meu café custou € 20, mas era super completo. Quando eu já estava cheia, ainda me ofereceram iogurte com calda de frutas silvestres (um dos melhores que eu já comi na minha vida!) e uma tacinha de espumante. Saí de lá rolando! Comi tanto que nem quis almoçar. Mas acho que além da comida, vale a pena pela experiência, pois o lugar é lindo. Aprovadíssimo! Dê uma olhada na foto abaixo.

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Passei ainda no Mercado do Bolhão (um horror, não vale a visita!) e de lá tomei um metrô para o Shopping Dolce Vita. O metrô do Porto é ótimo! Novo, organizado e as linhas cruzam toda a cidade, inclusive chegam ao Aeroporto. O Dolce Vita é um shopping que fica em uma parte mais moderna da cidade. Está localizado ao lado do Estádio do Dragão. É um centro comercial moderno e nos moldes dos shoppings brasileiros. Aproveitei minha visita para ir ao cinema, pois fazia quase um mês que não assistia filme algum. Paguei € 5,30 pela sessão (achei um preço bom!). Voltando ao centro, fui ao Palácio da Bolsa para uma visita guiada. Localizado em um edifício do século XIX, construído em cima das ruínas do Convento da Igreja de São Francisco, serviu como Associação Comercial e Bolsa de Valores até a década de 1990. Hoje, além das visitas turísticas, também sedia diferentes tipos de eventos. O lugar é espetacular!!! Tem tantos detalhes que demorou 108 anos para ficar pronto. É daqueles lugares que tem que conhecer. Eles não permitem tirar fotos, por isso não tenho nada para mostrar além da fachada, mas estou falando sério, chegou a sair algumas lágrimas do meu olhinho de tão lindo! Ahhh! Paguei € 7 pela visita.

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Ainda inspirada com o passeio ao Palácio da Bolsa, fui conhecer a Igreja de São Francisco que fica logo ao lado. Construída a partir do século XIV é daquelas igrejas que tiram o fôlego pelos lindos altares em madeira folhados a ouro. É uma igreja originalmente gótica, mas seu altar tem um estilo barroco muito familiar aos brasileiros. É outro lugar lindo e que vale a pena ser visitado. Paguei € 3,50. Depois de tanta informação, voltei ao meu hotel, pois precisava trabalhar. Tinha TCC´s para corrigir, apresentação do meu artigo para preparar e assim acabou mais um dia.

5º Dia

Hoje acordei o mais tarde possível (não muito tarde, pois tinha apresentação logo pela manhã). Passei a manhã toda no evento. Apresentei meu trabalho e no começo da tarde finalmente já estava livre.  Ufa! Resolvemos almoçar em um lugar especial. Nossa escolha foi o Restaurante Commercial. Fundado em 1833 pelo Mestre de cozinha espanhol Manoel de Recarey Antelo, o restaurante foi declarado pela UNESCO como patrimônio mundial da humanidade. Está localizado ao lado do Palácio da Bolsa. Além do lugar ser extremamente charmoso (olhe a foto abaixo), a comida é fantástica. É um pouco (bem pouco) mais caro que os outros restaurantes do mesmo padrão, mas a comida é muito boa. Outro lugar recomendado!

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Depois do almoço aproveitei para andar pela região da Ribeira. Fui no Museu do Infante (localizado na Antiga Casa da Moeda), dei uma passada na Igreja da Sé, uma linda igreja medieval que fez parte da primeira ocupação do Porto e terminei meu passeio na Estação de São Bento. Em uma edificação do século XIX, este prédio impressiona pelos lindos azulejos portugueses que rodeiam todo o hall central do prédio. É parada obrigatório para qualquer turista.

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Quando eu estava saindo da Estação de São Bento vi um senhorzinho bem velhinho, devia ter uns 80 anos. Ele olhou para mim e sorriu. Eu achei tão fofo que sorri para ele, aí ele se empolgou e disse: – É uma rica boneca! Fiquei tão sem graça… Dei um sorriso e saí de perto dele. Viu?! Estou fazendo sucesso até com os homens mais experientes. 🙂 À noite fui no Jantar de Gala do evento. Ele foi realizado no Mosteiro São Bento da Vitória. Pense em um lugar lindo! Um antigo mosteiro completamente adaptado para receber eventos sociais. Estava ótimo! Comida boa, companhia boa… Olhe a foto abaixo. Ela foi tirada do meu celular! Estou me sentindo a super esperta postando fotos do celular no blog.

Jantar Altec

Para mim, só faltou um show de fado para fechar a noite, mas tudo bem. Quem sabe na próxima! No outro dia de madrugada peguei o voo de volta à Frankfurt e no começo da tarde já estava na minha Bad Honnef.

Essa minha viagem ao Porto foi uma grata surpresa. Ainda não me apaixonei pela cidade… Continuo com vontade de pegar um escovão e um detergente e meter bronca naqueles edifícios cinzentos e mal cuidados. Ainda me incomoda ver as roupas penduradas nas sacadas dos apartamentos, mas tenho que admitir que a cidade se modernizou. Foi bom ter visto que o metrô (ou métro como os portugueses dizem) é tão prático e moderno. Foi bom conhecer as áreas mais modernas da cidade. Foi bom ver que Portugal é uma ótima opção para turismo de compra (você consegue ver uma diferença marcante nos preços dos produtos quando comparados à outros países europeus como a Alemanha). Mas o melhor de tudo foi descobrir que a beleza do Porto está nos detalhes… Sejam nas fachadas em art decó  e art noveau das lojas no centro da cidade, sejam nos antigos casarões de pedras transformados em requintados restaurantes típicos ou até mesmo nas lojinhas de artesanato super estilosas… Então agora é partir para a próxima… Londres que me aguarde! 

Aventuras pela Europa – Capítulo 4 – Freiburg im Breisgau, Basel, Eguisheim e Colmar

Hoje começo a descrever mais uma das minhas viagens, mas como dessa vez passei mais tempo no destino, vou explicar meu itinerário por dias, pois desta forma acredito que fica mais fácil de entender tudo o que aconteceu. Fui à Freiburg para participar da conferência anual do Eurochrie, Conselho Europeu de Educadores de Cursos de Hotelaria e Restauração. Quando vim à Alemanha, não havia planejado participar deste evento; na verdade, eu nem conhecia a Associação, mas por um empurrãozinho dos meus orientadores da IUBH, aceitei o convite para fazer parte do encontro. A palavra convite é só maneira de dizer, pois tive que pagar tudo: inscrição, hotel e viagem de trem. Mas vamos falar um pouco da cidade sede. Freiburgo im Breisgau é um dos destinos mais tradicionais da Alemanha. Situado no estado de Baden-Württemberg, sul do país, faz parte da região da Floresta Negra (Schwarzwald). Possui 200 mil habitantes (mas passa a sensação de ter muito menos) e de acordo com o Secretário de Turismo municipal, Freiburg é a cidade mais ensolarada e mais verde da Alemanha. Ainda segundo ele, o município possui a menor densidade de automóveis e a maior densidade de bicicletas do país.

1º Dia

Fui a Freiburg de trem. Na ida peguei o trem em Siegburg, uma cidade ao lado de Bonn, e depois de pouco mais de três horas e uma troca rápida de trem em Manheim eu já estava no destino final. Nosso hotel localizava-se há apenas uma quadra da Hauptbahnhof (Estação Central de Trens), portanto fomos a pé até lá. Fiquei hospedada no Park Hotel Post, um estabelecimento classificado como 4 estrelas, mas na verdade é só um charmoso 3 estrelas. Recomendo! Após o check-in, caminhamos até a Angell Akademie, faculdade que estava sediando o evento. Fizemos nosso registro enquanto participantes e fomos ao último andar do edifício para um cocktail de boas vindas. Como chegamos muito tarde ao evento, acabamos não aproveitando nada, mas fiquei feliz de ver que muitas pessoas vieram conversar comigo para saber quem eu era. Quando eu comentava que era do Brasil, todos abriam um grande sorriso. As pessoas são muito receptivas por aqui, foi uma boa oportunidade para fazer network. Após o cocktail, estávamos morrendo de fome e decidimos comer em um restaurante italiano próximo ao centro histórico. Após o jantar voltamos ao hotel, pois nossa quinta-feira seria muito puxada.

 

2º Dia

Acordei cedo, pois às 09h teria palestra de abertura na Historisches Kaufhaus. Localizada na Münsterplatz (praça da Catedral), o edifício foi finalizado em 1532 e serviu como um local para a venda de mercadorias e desembaraço aduaneiro. O prédio é lindo e sem dúvida vale a pena visitar. No período da manhã tivemos duas palestras e um almoço em estilo cocktail. Terminando as atividades, quis aproveitar as minhas poucas horas livres para conhecer a cidade. Freiburg é um charme! É tudo aquilo que você imagina de uma cidade no interior da Alemanha. A melhor maneira de conhecê-la é se perdendo pelas ruas. Neste passeio, conheci a Catedral de Freiburg, um lindo edifício localizado no centro da Münsterplatz, a Rathauplatz (veja foi abaixo), praça onde fica a antiga prefeitura e o centro de informações turísticas, a Kaiser-Joseph-Strasse, rua onde concentra grande parte do comércio da cidade, e Martinstor (a segunda foto)um portal com um relógio bem característico desta região da Alemanha.

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Eu estava andando na rua feliz e contente e um moço veio falar comigo com uma conversa de que eu era linda e queria me conhecer. É a segunda vez que acontece isso desde que eu cheguei à Alemanha. Tô me achando! À tarde voltei a Angell Akademie, pois tive uma tarde inteira de apresentação de trabalhos científicos. O molde das apresentações na Europa é muito parecido com o do Brasil, mas fiquei impressionada pelo número de participantes (todas as salas estavam lotadas), e pelo número de perguntas. Todos perguntavam alguma coisa e a discussão era sempre muito produtiva. No final da tarde o evento nos ofereceu uma mini Oktoberfest, regada a muito vinho alemão, cerveja e comida típica do sul da Alemanha. Eu não sou muito fã deste tipo de comida, mas aproveitei para experimentar um pouco de tudo. Na volta ainda passamos no Bar Hemingway, localizado no Hotel Victoria para botar a fofoca do evento em dia. Fui dormir de madrugada.

3º Dia

Hoje foi mais um dia de apresentações. Fiquei no evento a manhã toda e almoçamos no próprio Angell Akademie. À tarde, fiquei para os primeiros trabalhos, mas voltei ao hotel no meio do dia, pois à noite teríamos o Jantar de Gala do evento e queria ter tempo de me arrumar. O jantar aconteceu no Hotel Colombi, o melhor empreendimento hoteleiro da cidade. Localizado muito próximo ao centro histórico, tem tudo que você imagina em um hotel 5 estrelas, inclusive a cozinha deles tem uma estrela no Guia Michellin (É a primeira vez na minha vida que como em um restaurante estrelado pelo Michelin. Fiquei até meio comovida!) e o chefe de cozinha da casa é considerado um dos melhores da Alemanha. Estava tudo perfeito… Gente animada, comida fantástica, muito vinho… Depois do jantar, todos os participantes ainda tiveram fôlego para ir ao Bar Hemingway no Hotel Victoria para um happy hour. E assim foi até a madrugada…

 

4º Dia

Acho que bebi vinho demais na noite passada, pois passei mal a manhã toda. Depois de uma péssima experiência no Ano Novo, tinha jurado para mim mesma que não ia mais beber. Só eu para fazer isso… Independente da minha homérica ressaca, esse foi o dia mais bonito que tive na Alemanha desde que cheguei. À tarde fez 22º e o sol estava lindo. Quando finalmente melhorei, foi passear pela cidade. Era um lindo Sábado e por isso, as pessoas estavam todas na rua, muitas sentadas nos cafés e só deixando a vida passar. 

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Volto a falar que o charme e a tranquilidade de Freiburg também contagiam. No final da tarde voltei ao Hotel Colombi, pois encontraria o pessoal do evento para jantar. Jantei em outro restaurante italiano (bem barato por sinal!) e pela primeira vez desde que cheguei na cidade, fui dormir cedo.

5º Dia

Hoje foi meu último dia na cidade e um dos mais esperados, pois comprei um tour pela fronteira dos três países (Alemanha, Suíça e França). Paguei € 59 pelo passeio. Acordei muito cedo, pois nosso passeio começaria às 08h e fiquei muito triste por ver que estava um dia cinzento com cara de chuva. Viajamos por quase uma hora e chegamos a Basel (Basileia). Conhecida como a capital cultural da Suíça (a guia nos contou que há 40 museus e 40 galerias a uma distância de poucas quadras), é a terceira maior cidade da Suíça com pouco mais de 170 mil habitantes. Foi território alemão até o séc. XVII e muito conhecida pelas suas ideias liberais. No século XVI, já possuía 17 diferentes impressos que rodavam o mundo todo. É o que você imagina da Suiça; bonita, organizada, impecavelmente arrumada, mas austera. Você não vê os rococós e outros excessos encontrados no restante da Europa. Andamos por todo o centro histórico da cidade, passando pela Catedral de Basel (uma linda igreja medieval construída em estilo românico e gótico. Originalmente tinha 5 torres, mas depois de um terremoto, ficou com apenas 2) e pela primeira universidade da Suiça. Nesse momento estava chovendo muito e infelizmente a chuva atrapalhou um pouco o andamento do passeio.

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Chegamos a Marktplatz, onde está localizada a prefeitura da cidade. A Prefeitura é um lindo edifício do século XVI com pinturas fascinantes. Um dos edifícios mais bonitos que eu já vi na minha vida (dê uma olhada na foto abaixo).

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Passamos ainda no Historiches Museum, um museu que conta a história da cidade e que foi criado há mais de 200 anos.  Finalizando a visita, fomos em direção à França. Nossa primeira parada foi em Eguisheim. Localizada na região de Alsace, a vila é muito conhecida por suas vinícolas e por manter suas características medievais. Uma das pessoas da minha excursão comentou: – Isso parece um conto de fadas! E era realmente o que todos nós tínhamos na nossa cabeça. Muito fofa e pitoresca! Se for fazer a rotas dos vinhos na França, é um lugar que vale a pena conhecer. Almoçamos por lá!

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No meio da tarde fomos à Colmar,  uma cidade também na região de Alsace com 70 mil habitantes que ainda mantém no centro da cidade uma vila medieval. É estranho, pois você tem a sensação que está no cenário de um filme, mas é linda. O mais impressionante foi ver a conservação de casas muito, mas muito antigas. Muitas das casas no centro são do séc. XIV, quer dizer, o Brasil nem tinha sido descoberto. É outro bom lugar para se perder.

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No final da tarde voltamos à Alemanha e à noite retornei de trem à Bad Honnef. Cheguei em casa de madrugada, mas o mais engraçado é que pela primeira vez desde que cheguei à Alemanha me senti realmente em casa. Espero que isso seja um bom sinal!

No final das contas só posso fazer um retrospecto positivo da viagem. Se pensar no lado profissional, conheci gente do mundo inteiro (tenho 25 cartões de Universidades da Ásia, América do Norte, África e Europa) e tive a oportunidade de fazer bons contatos. Pelo lado pessoal, conheci uma região fascinante e voltei encantada com esta oportunidade. Uff… Agora é recuperar as noites mal dormidas e partir para a próxima! Auf Wiedersehen!

Aventuras pela Europa – Capítulo 3 – Colônia (Köln)

Hoje fui passear em Colônia (Köln). Não é a primeira vez que visito a cidade; há alguns anos atrás, quando fiz um circuito turístico pela Alemanha, passei um dia em Colônia, mas naquela viagem eu havia visitado basicamente a Catedral (Dom), principal atrativo do destino. Desta vez, explorei um pouquinho mais o local. Para quem não sabe, Colônia é a quarta maior cidade da Alemanha, com pouco mais de 1 milhão de habitantes. Fica na região noroeste do país, no estado na Renânia do Norte-Vestefália (Nordrhein-Westfalen). Fundada pelos romanos, foi uma importante cidade durante a Idade Média. Já no século XX, foi brutalmente destruída na Segunda Guerra Mundial. Seu principal atrativo é a Catedral, uma igreja em estilo gótico com torres de 157 metros de altura que levou quase 600 anos para ser finalizada. Mas Colônia também é conhecida como a cidade da fragrância, pois é onde foi inventada por Johann Maria Farina, no séc. XVIII, a Água de Colônia, um perfume que ainda hoje é amplamente comercializado em todo o mundo. Fui para Colônia de trem, em um trajeto de quase uma hora. Minha parada foi na Hauptbahnhof (Estação Central de Trens). O lugar é gigante e bem estruturado, parece até um aeroporto. Saindo de lá, dei de cara com a Catedral. Linda como sempre! Cheguei perto do meio dia de um Sábado, então a cidade estava abarrotada de turistas, em grande parte, grupos americanos. Tentei entrar na igreja, mas o fluxo de pessoas na entrada era tão grande que preferi voltar em outro momento. Logo abaixo coloquei uma foto da Catedral, mas como minha máquina fotográfica não é das melhores, só conseguiu focalizar parte do edifício. Mesmo assim é possível ver os detalhes da construção.

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Andei pela Hohestraße, um calçadão comercial de bastante movimento até a parte mais antiga da cidade onde se localiza a Prefeitura (Historisches Rathaus), construção que pode ser vista na próxima foto e o antigo mercado (Alter Markt).

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A região do antigo mercado é um local que vale a pena ser visitado, pois ainda pode ser vista algumas vielas medievais, charmosas casas coloridas e a linda torre da Igreja de St. Martin. Essa igreja foi construída em 1150 como uma abadia beneditina, mas foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. O altar principal possuía lindas pinturas medievais, mas hoje só sobraram os registros fotográficos desses painéis. Na Butter Marktplatz, praça às margens do Rio Reno (foto abaixo), há várias opções de restaurantes e bares e é um bom lugar para aproveitar o dia, principalmente se estiver um tempo agradável.

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Acho que é importante falar que na região da Prefeitura estão ocorrendo escavações arqueológicas, pois encontraram antigas construções do século XII em um nível abaixo da terra. De acordo com as informações dispostas no local, junto à essas construções também foram encontrados materiais que remontam ao período romano da cidade.

 Voltando ao comércio de Colônia, andei pela Schildergasse, calçadão que concentra grande parte do varejo da cidade. Lá é possível encontrar lojas como Zara, H&M, Tommy Hilfiger, entre outras, e as grandes lojas de departamento como a Galeria Kaufhof (a seção de cosméticos é mara!) e a Peek & Cloppenburg (instalada em um prédio super moderno, é uma lugar de muito bom gosto!). Cheguei ao Neumarkt e continuei andando por toda a Mittelstraße. Voltei ao centro da cidade pela Ehrenstraße, uma rua super charmosa e cheia de lojas descoladas que me lembravam Londres (veja a foto abaixo).  É claro que depois de um tour de compras como esse, não aguentei, tive que exercitar meu cartão de crédito, coitado!

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Ainda visitei o Wallraf-Richartz-Museum, um museu especializado em pinturas que vão da Idade Média ao séc. XIX, um prato cheio para quem gosta de arte. Localizado ao lado da Prefeitura, o local tem um acervo fantástico composto por peças de artistas renomados como Van Gogh, Cézanne, Monet, Renoir e Degas. Mas Köln possui ainda outros museus interessantes como o Museu Ludwig, atrás da Catedral, que possui um acervo de arte moderna e contemporânea; o Römisch-Germanisches Museum, museu que traz peças da ocupação romana em Colônia, localizado ao lado da Dom; o Museu do Perfume, quase em frente ao Wallraf-Richartz-Museum; e o Museu da Cidade. Não tive a oportunidade de ir a todos esses museus, mas conto mais sobre eles nas próximas visitas à Köln.

Atualizando o post, vou contar sobre o Kölnisches Stadtmuseum (Museu da Cidade), o Römisch-Germanisches Museum, o Museum Ludwig, Duftmuseum im Farina-Haus (Museu da Fragrância) e o Schokoladenmuseum Köln. O primeiro está localizado na Zeughausstraße, fora do circuito turístico da cidade, mas próximo da Catedral. Eu o achei meio fraquinho, mas ele está localizado em um lindo edifício do século XVII. Segue abaixo uma foto do prédio. Só para constar, paguei € 3 pela entrada como estudante.

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Römisch-Germanisches Museum é um museu que mostra um pouco da história e da influência romana na região de Colônia. O acervo não é assim tão expressivo, mas o que mais me chamou a atenção foram os mosaicos (há alguns exemplares impressionantes) e as joias, muitas delas trazidas do Oriente Médio. O maior monumento do museu é a lápide de Lucius, um antigo soldado romano que depois de mais de duas décadas a serviço do exército, recebeu uma gratificação suficiente para que ele pudesse comprar uma fazenda e construir esse “singelo” monumento funerário. Deem uma olhada. Ahhh, vale ressaltar que paguei € 8 pela entrada normal, sem desconto.

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Já o Museum Ludwig foi criada na década de 1970 e é dedicado à arte moderna e contemporânea. Está localizado ao lado do Römisch-Germanisches Museum, muito próximo a Dom. Quem me conhece sabe que arte moderna e contemporânea não chama muito a minha atenção, mas achei que seria interessante conhecer o local, já que a maioria dos guias de viagem o recomendam. Paguei € 11 pela entrada normal, sem desconto, mas achei o museu mais ou menos. Tirando algumas salas dedicadas às obras de Picasso, e algumas poucas obras dos gênios da pop art Andy Warhol e Roy Lichtenstein, não há mais nada que chame muito a atenção, pelo menos não na minha opinião. Fica a dica! Segue abaixo a foto de uma escultura na frente do museu.

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O Museu da Fragrância (Duftmuseum im Farina-Haus)  está localizado em frente ao Museu Wallraf-Richartz e a poucas quadras da Catedral (DOM). Eles oferecem uma visita guiada (€ 5) ao local onde esteve instalada a fábrica de perfume de Johann Maria Farina, o criador da Água de Colônia, em 1709.  Ao contrário do que eu imaginava, a famosa Água de Colônia 4711 tão conhecida e comercializada não é a original; ela foi criada um século depois do perfume de Farina e mesmo que ela tenha tentado imitar a precursora da fragrância, elas são muito diferentes. A Água de Colônia era tão exclusiva que um vidro do perfume custava no séc. XVIII o equivalente a € 2000 de hoje. Dizem que  Napoleão Bonaparte era tão fã da fragrância que gastava um vidro de perfume por dia. Essas histórias e muitas outras são contadas no museu. O local é bem interessante, recomendo a visita, mas tomem cuidado! Não há tours em português e as visitas em inglês acontecem apenas uma vez ao dia, em horários alternados. Caso tenham interesse em conhecer o local, vejam na internet a agenda de visitas.

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O último e mais gostoso museu é o Museu do Chocolate (Schocoladenmuseum). Ele está localizado mais ao sul da cidade, a uns 15/20 minutos a pé da Dom, às margens do Rio Reno e próximo à área do antigo Porto (Kölnhafen). O museu foi criado pela Lindt, tradicional marca de chocolate suíça que hoje é administrada por um grupo alemão. É organizado e mostra desde a história do chocolate na América à sua popularização na Europa. Ainda trata sobre o cacau, a fruta que dá origem ao chocolate, o mercado de cacau em todo o mundo e exibe o processo industrial do chocolate. Para mim o mais interessante da visita foi ver uma antiga drogaria transformada em vitrine das diversas embalagens de chocolates de várias décadas, dê uma olhada na foto abaixo que fofura! Também gostei de ver as máquinas históricas que vendiam chocolate no começo do século XX, um charme! O final da visita é em uma loja de chocolates, óbvio! Para os interessados, paguei € 9 pelo ingresso normal, sem desconto.

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No final do passeio ainda voltei à Catedral, pois precisava entrar e agradecer pelo dia. Acho que vocês perceberam que a Catedral tem uma tonalidade escura, como se fosse preta. Na verdade, ela foi orginalmente construída como um mármore claro, mas com a poluição dos séculos o mármore escureceu. Muitos moradores têm interesse em limpá-la a laser, mas a estrutura é muito grande, então acaba sendo um projeto financeiramente inviável. Eu particularmente a acho linda assim, escura mesmo. No seu interior, você pode ver a grandiosidade da construção. É meio escura, com certo ar sombrio muito particular das igrejas góticas, mas os vitrais coloridos são espetaculares, valem a visita. Minhas impressões da cidade não poderiam ser melhores. Tirando o dia frio e meio cinzento, Colônia se mostrou uma cidade vibrante e acolhedora. Fiquei admirada com o grande número de igrejas católicas pela cidade, com o número de salões de cabelereiro (mas isso eu estou admirada desde que eu cheguei à Alemanha!) e com o número de turista americanos por todos os cantos…Mas isso só mostra o quanto essa cidade é particular. E assim terminei meu tour e voltei para a minha Bad Honnef.

Ahhh! Em outra visita à cidade, fui explorar a região mais ao sul, onde fica o antigo porto da cidade (Kölnhafen).  Fica cerca de 20/25 minutos a pé da Dom. Essa região da cidade é a mais moderna e no meu ponto de vista, uma das mais bonitas. Os antigos galpões do Porto foram restaurados e se transformaram em descoladas lojas de móveis, decoração e show rooms. Mas o mais legal desta área são os edifícios mega, ultra modernos que de um jeito nada convencional, mas brilhante, unem-se às construções antigas. São em sua maioria prédios comerciais de grandes companhias como Microsoft e A&E, mas também é possível encontrar escritórios de arquitetura e lofts (esses são muito caros, todos na base de € 1 milhão, que dor no coração!). Esta área ainda conta com vários restaurantes e alguns hotéis conhecidos como NH e Novotel. Se você tiver mais tempo para conhecer Köln, vale a pena dar uma passadinha por lá!

Recomendo também dar uma passadinha na Neustadt-Nord para conhecer o Mediapark. Fica em torno de 10/15 minutos a pé da DOM, direção norte. Também é uma área super moderna, mas ao mesmo tempo é bem tranquila e acolhedora; um ótimo lugar para passar o dia! Na praça é possível encontrar um moderno cinema, meios de hospedagem e estabelecimentos gastronômicos (inclusive uma churrascaria brasileira). Recomendo dar uma passadinha no Osman 30, um restaurante localizado em um dos edifícios mais altos de Colônia. Eles possuem a melhor e mais encantadora vista da cidad, vale a pena! Mas reserve lugar para visitar o restaurante, pois eles estão sempre lotados.

Tschüss!

 

Aventuras pela Europa – Capítulo 2 – Königswinter

Final de semana por aqui! Ontem fui a Bonn. Peguei um U Bahn (metrô interurbano) sozinha (tô ficando super esperta!), mas não vou escrever sobre a cidade neste post, pois quero ter mais material para contar por aqui. Hoje vou escrever sobre Königswinter, uma cidade turística às margens do Rio Reno e ao lado de Bad Honnef que tive a oportunidade de conhecer neste Domingo. A cidade é conhecida pelo Castelo de Drachenburg (Schloss Drachenburg), considerado um dos castelos mais bonitos da Alemanha (achei um exagero esse título, mas tudo bem!). A cidade é uma fofura! Além das lindas mansões às margens do Rio Reno, também possui construções pitorescas nas ruas paralelas à Hauptstraße (dê uma olhada nas fotos abaixo).

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Eu cheguei em algum dia especial. Não me perguntem bem o por que, mas havia um desfile na Hauptstraße muito similar aos nossos desfiles cívicos, se não fosse pela distribuição gratuita de vinhos, maçãs, uvas, pães e haribos (por que ninguém vive sem haribo!). Eu estava doidinha para ganhar um copinho de vinho, mas só me deram pães e uvas (acho que deve ter sido alguma indireta dizendo que eu preciso engordar!). Deem uma olhada…

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Depois do desfile, fui conhecer o Castelo de Drachenburg. O atrativo é um palácio privado idealizado pelo Barão Stephan von Sarter, um banqueiro e especulador da bolsa do século XIX. Foi construído em apenas dois anos, mas o Barão nunca chegou a morar no local. De lá para cá, o castelo passou por muitos donos e serviu para diferentes fins, chegando a ser uma escola do regime nazista, mas hoje é controlado por uma fundação. Além de Drachenburg, outro atrativo da cidade são as ruínas de um castelo construído na Idade Média pelo Arcebispo de Colônia chamado Drachenfels (na verdade acho que Drachenfels é o nome do morro onde ele está localizado). Para chegar aos dois atrativos o turista tem duas opções. A primeira é a pé, percorrendo um trilha íngreme (e bota íngreme nisso!) de 45 minutos até o Castelo. Eu cheguei a dar uma olhada no começo da trilha, mas fala sério, desisti na mesma hora. O duro foi ver que havia muitas pessoas fazendo o caminho, inclusive crianças pequenas. A segunda opção é tomar um bonde elétrico. Custa 10 euros o trajeto de ida e volta e dá direito a duas paradas, uma no próprio castelo e outra nas ruínas.

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Voltando ao centro da cidade, havia na Rathausplatz (a praça em frente à Prefeitura) uma orquestra super bacana. O lugar estava lotado! Tinha até umas senhoras mais saidinhas dentro da fonte da praça. Fiquei lá por um tempo curtindo a música antes de pegar o trem de volta à Bad Honnef. Foi um ótimo passeio! Recomendadíssimo! Caso vocês tenham interesse em conhecer Königswinter, é fácil! Em Bonn pegue o U Bahn , linha 66, na Hauptbahnhof (Estação Central de Trens) em direção à Bad Honnef e parem na estação Königwinter fäher. O trajeto dura no máximo 25 minutos. Caso estejam em Bad Honnef, é só fazer o contrário.  Tschüss!

Aventuras pela Europa – Capítulo 1 – Bad Honnef

Hoje começo a postar um jornal sobre as viagens que farei no período de um ano. Se preparem, pois vou escrever muita coisa neste tempo! Para aqueles que ainda não sabem, sou estudante do 3o. ano de um Doutorado em Administração em Curitiba, Paraná, e esse ano fui agraciada pela CAPES, coordenação ligada ao Ministério da Educação que gere a pós-graduação no Brasil, com uma bolsa de estudos de 1 ano na International University of Applied Sciences Bad Honnef-Bonn (IUBH), uma instituição privada alemã de abrangência internacional destinada à cursos voltados ao setor  turístico como gestão de turismo, eventos, hotelaria, gastronomia e aviação. Neste período, pretendo me dedicar à minha tese de Doutorado e a outros projetos voltados à minha área de estudo. Já nos finais de semana, como ninguém é de ferro, minha dedicação será às viagens pela Europa.  Minha jornada europeia se iniciou em Bad Honnef, pequena cidade às margens do Rio Reno (Rein) na qual irei permanecer durante este período.  O trajeto até lá começou em Curitiba onde peguei um avião a São Paulo. Após uma espera de quase 7 horas, tomei outro voo para a Europa pela KLM. Chegando à Amsterdã, enfrentei mais uma coneccão longa de 5 horas até Colônia (Köln/Bonn Airport). Ainda não tive a oportunidade de conhecer Amsterdã, possivelmente será um dos meus primeiros destinos desta viagem, mas o que eu fiquei mais impressionada nesta conecção específica foi que andando pelo aeroporto, a primeira música que eu escuto em toda a viagem foi “Gustavo Lima e você, tchê, tchererê, tchê, tchê…”. Não estava preparada psicologicamente para isso, então, sem querer, cai na gargalhada no meio do Free Shop. Depois de 25 horas de viagem, finalmente cheguei ao Aeroporto de Colônia. Lá, os professores Philip Sloan e William Legrand, meus anfitriões na Universidade, já estavam me aguardando. Jantei com os professores em Bonn, cidade próxima à Bad Honnef que comentarei em breve, e passei a noite arrumando meu novo quarto nos apartamentos da IUBH.  Eu optei pelo aluguel de um apartamento dentro da própria Universidade, pois achei que simplificaria minha vida por estar próximo de tudo. É um apartamento simples, com dois quartos que divido com uma simpática estudante da Ucrânia. O meu edifício situa-se ao lado da Biblioteca, mas minha sacada (É… Eu tenho uma sacada!) está de frente a uma das cafeterias da Universidade. Deem uma olhada no meu edifício na foto abaixo. Eu moro no segundo andar. Meu quarto é o da última sacada.

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O único problema é que minha cortina (cortesia da IUBH) é muito fina e a janela é gigantesca. Estou me sentindo meio que em um Big Brother e não tenho dúvidas que, qualquer dia, por algum descuido, vou oferecer sem querer um show de striptease para os pobres estudantes.

 

Meu segundo dia em Bad Honnef foi tranquilo. Hoje é 03 de outubro, Dia da Unificação da Alemanha, quer dizer, feriado nacional. Acordei no meio da manhã, me arrumei e fui explorar a cidade. Andei por todo o centro (que não é tão grande assim), pela Estação Ferroviária (Um Horror! Fiquei bem assustada com o lugar!) e até pelo Rio Reno, o principal atrativo da região.  A cidade estava cheia de turistas. Alguns deles eram peregrinos, deviam estar explorando as localidades no entorno do Rio, outros estavam andando pelas ruas com seus carros conversíveis (em um frio desgraçado) como se estivessem na Riviera Francesa em pleno verão europeu. Bad Honnef tem apenas 25 mil habitantes e é conhecida por suas águas minerais. Tem carinha de cidade do interior! É extremamente bem cuidada e charmosa, ainda mais agora com as folhas caídas no chão, paisagem típica do outono no hemisfério norte. É cheia de casas em enxaimel, construídas ainda nos séculos XVI e XVII e incrivelmente conservadas. Deem uma olhada na foto abaixo tirada do centro da cidade.

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Também possui lindos casarões das décadas de 20 e 30 do século passado (foto abaixo), localizadas em sua maioria próximas à Hauptstraße.

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Tem poucos atrativos turísticos, mas é calma, relaxante e possui uma grande diversidade de cafés, sorveterias, casas de presentes e lojas de antiguidade. É diferente do que eu esperava, mas um destino que vale a pena conhecer, principalmente para alguém que procura um lugar bucólico para relaxar! Ahhh! Já levei  uma cantada de um alemão no meio da rua. Ele me deu até os contatos dele. Sou rápida, não?! Quem me dera! Por enquanto, o  único aspecto negativo da cidade foi verificar que, mesmo possuindo uma universidade internacional e sendo um destino turístico, poucas pessoas no comércio falam inglês. Além disso, os moradores locais têm receio de falar contigo em outra língua. Estou vendo que a bonitona aqui terá que prender Deutsch rapidinho.

Prossima Fermata, Italia

Ciao! Hoje começo a escrever mais um capítulo das minhas viagens e para mudar os ares, resolvi fazer um circuito passando pelas principais cidades turísticas  da Itália. Na verdade, até há poucos anos atrás não tinha muito interesse em conhecer o país; não que eu achasse que não seria um destino interessante, mas acreditava que existiam outros lugares que tinham  mais a ver comigo. De qualquer forma, acho que fui na hora certa, mais madura e mais tranquila para o turbilhão que eu ia vivenciar.

Para aqueles que não sabem, o país está situado na Europa Meridional, é em parte banhado pelo Mar Mediterrâneo, tem pouco mais de 60 milhões de habitantes e seu território tem coincidentemente a forma de uma bota. Uma das curiosidades que eu aprendi durante a viagem foi de que ao contrário do que muitos imaginam, a Itália é um dos países mais novos da Europa; sua unificação só ocorreu em 1861 (antes o país era dividido em territórios independentes). Além disso, o idioma italiano, tão conhecido e admirado, é na verdade o idioma toscano, pois quando precisaram definir qual seria a língua oficial do país, optaram pelo idioma usado em Florença, já que o livro de maior repercussão na época era a “Divina Comédia” do fiorentino Dante Alighieri. Seu primeiro rei foi Vittorio Emanuele II e como um personagem importante na história italiana, seu nome está presente em ruas, avenidas, centros comerciais, etc. Mesmo que pequeno, é um país cheio de contrastes, mais marcadamente entre o norte (industrial, mais rico e mais cosmopolita) e sul (agrícola, mais pobre e pitoresco).

Minha viagem começou com os perrengues de sempre. Se não os tivesse, não seria minha. Mas dessa vez não esqueci de renovar o passaporte ou de levar a máquina fotográfica, tive problemas com a operadora turística na qual adquiri o pacote, mas não quero entrar nesse mérito aqui no blog.

Comecei minha viagem no meio da tarde no Aeroporto Afonso Pena e à noite peguei o avião da TAM  em Guarulhos com direção à Milão.

1º Dia

Cheguei a Milão às 15h30 (vale lembrar que há uma diferença de fuso horário de 5 horas a mais que o Brasil), tentei fazer todos os procedimentos (sair da aeronave, imigração e pegar as malas) o mais rápido possível para aproveitar o máximo da cidade, mas não deu muito certo. Quando cheguei no saguão do Aeroporto, não tinha ninguém me esperando (não seria a primeira vez, já que me esqueceram em Munique há alguns anos atrás). Após um desespero momentâneo, encontrei outros brasileiros na mesma situação e depois de muito procurar, achamos nosso motorista (que por acaso estava com a plaquinha do receptivo debaixo do braço e fofocando com o colega – vivemos situações como essa várias vezes durante toda a viagem).  

Milão ou Milano (em italiano) está situada ao norte do país e é a capital da região de Lombardia. A cidade tem mais ou menos 1 milhão e meio de habitantes e é conhecida como capital da moda e do design. Cheguei ao meu hotel que estava ao lado da Stazione Centrale – Estação Central de Trens e Ônibus, tomei um banho rápido e peguei o metrô para Piazza Duomo. A Duomo di Milano ou Catedral de Milão (foto abaixo) é o ponto central da cidade. É uma construção de 1386, mas que só foi concluída apenas no século XIX. Em estilo gótico, neogótico e neobarroco, é a terceira maior igreja do mundo (perdendo apenas para a Basílica de São Pedro no Vaticano e a Sagrada Família em Barcelona) e é de babar! Não consegui entrar, pois já estava fechada, mas aproveitei meu passeio para conhecer os arredores. Fiz umas comprinhas nada básicas na Galleria Vittorio Emanuele II (falei que esse cara tá em todas!), um centro comercial lindíssimo construído na segunda metade do séc. XIX onde se encontram algumas marcas de luxo como Louis Vuitton e Prada e restaurantes turísticos. Eu imaginei que ela fosse muito maior; na verdade ela é um centrinho pequeno, mas não deixa de ser magnífica. Passei também por antigos palácios convertidos em prédios públicos e terminei meu dia no Mc Donald´s (super italiano, sqn) onde conheci dois alemães – Florian e Christopher, que foram meus companheiros de viagem nos dois primeiros dias.

Duomo di Milano

2º Dia

Essa noite não dormi nada. Em parte pela emoção de estar em Milão, mas também sofrendo com o fuso horário. Vi um pouco de TV, fui para a Internet e quando finalmente amanheceu, tomei café e  fui ao Castelo Sforzesco. Construído a partir do séc. XV, o castelo serviu como fortaleza da cidade e pertenceu a família Sforza. Sofreu nos últimos 5 séculos várias intervenções e hoje congrega diversos museus como aqueles dedicados à arte decorativa e peças antigas, bibliotecas, entre outros espaços culturais. Além disso, possui ao fundo um lindo jardim, chamado Parco Sempione, muito parecido com os parques parisienses. Cheguei empolgadíssima ao castelo e quando fui comprar o tkt de entrada, vi que tinha esquecido todo o meu dinheiro no hotel! PM!!! Tive que voltar ao hotel a pé, pois não tinha dinheiro nem para comprar o tkt de volta do metrô; levei cerca de três horas. Só não foi pior, pois aproveitei a caminhada para conhecer a cidade. Tentei entrar na Duomo novamente, mas o segurança me barrou, pois estava com os ombros à mostra. Lá vai a primeira dica da Itália, se você tem interesse em conhecer qualquer igreja italiana, e elas realmente valem a pena serem visitadas, vá com roupas apropriadas – blusas com mangas, saias e shorts na altura dos joelhos. Eles são muito rígidos com a questão das vestimentas. À tarde, fui com os meninos no San Siro, estádio dos principais times de Milão; Internazionale e Milan. Fizemos uma visita pelo Estádio que dentro nem parece tão majestoso e fomos conhecer as concentrações dos dois times. Terminamos a visita no museu do local, onde pudemos ver muitas raridades como a camisa do Pelé quando ainda jogava pelo Santos e fotos dos principais jogadores de ambos os clubes, inclusive muitos deles eram brasileiros. Passamos o restante da tarde passeando pela cidade e à noite fomos em um lugar que só Deus sabe onde, um riozinho meio longe do centro onde estão concentrados vários barzinhos (depois descobri que o lugar se chama Navigli). O lugar em si era legal, cheio de gente, mas 12h30/01h00 da manhã as pessoas começaram a ir embora por algum motivo e ficamos lá meio sem saber o que fazer. Além disso, fui atacada pelos pernilongos italianos (chique, não?!). Enfim, sem metrô para voltar para o hotel, andamos por horas até chegar ao meio de hospedagem dos meninos e finalmente peguei um táxi para o meu hotel.

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3º Dia

Hoje começa a minha excursão pelas principais cidades turísticas da Itália.  Saímos do hotel às 07h30 da manhã em direção ao Lago de Garda, o maior lago do país. Chegamos a Desenzano di Garda, uma cidadezinha super pequena e bem pitoresca onde tomamos um barco a Sirmione. Essa sim foi uma das maiores surpresas da viagem! Sirmione é uma península hiper charmosa utilizada como destino de veraneio por turistas de todo o mundo. Ficamos poucas horas no local, mas minha vontade era de passar dias. É cheia de restaurantes gourmet, sorveterias estilosas e muitas lojas com produtos típicos italianos como  aquelas  especializadas em papéis artesanais. De encher os olhos! 

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Além da praia de pedras, os maiores atrativos são; o Rocca Scaligera, um castelo medieval construído pela família Scaligeri de Verona e a própria área comercial da cidade com traços medievais.

De lá viajamos para Verona, a cidade onde ocorreu o romance mais famoso do mundo, Romeu e Julieta. Verona é uma cidade de médio porte, com mais de 200 mil habitantes; seu centro histórico está cercado por muralhas e é considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO. A cidade é famosa pela história de amor escrita por William Shakespeare. Durante nosso passeio, conhecemos: o Anfiteatro Romano; a Praça Erbe, onde se concentra o comércio turístico e a feira do município (foto abaixo); e o Balcão de Julieta. Após a visita, partimos em direção à Veneza. Chegamos à cidade no final da tarde e aproveitei o tempo livre para jantar e descansar.

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4º Dia

Acordamos cedo e fomos ao centro turístico de Veneza. Veneza ou Venezia (em italiano) é uma cidade situada na região do Vêneto, no nordeste da Itália. É formada por 118 ilhas, muitas delas ligadas por pontes, 177 canais e tem cerca de 271 mil habitantes. Por sua localização estratégica, foi um porto importante que ligava o Oriente ao Ocidente. E por manter um laço estreito com a antiga Constantinopla (hoje Istambul), a arquitetura da cidade teve uma forte influência bizantina. E aqui começa as minhas reclamações, e olha que elas não são poucas. Ficamos hospedados no continente, em uma região chamada Mestre. Para chegar as ilhas tínhamos que tomar um ônibus e seguir por 30 minutos de rodovia, depois pegar um vaporetto – um barco que funciona como transporte público, por mais 30 minutos até chegar ao centro. Um saco! Segunda dica da Itália, quando visitar Veneza, procure um hotel nas ilhas. Eles são mais caros, mas vale muito mais a pena! Começamos nosso passeio na Ilha de Murano, famosa por seus vidros artesanais onde fomos a uma empresa que ainda fabrica esses tipos de peça. Durante o passeio os proprietários nos mostraram de que forma trabalham o vidro (nada de excepcional para mim, já que tinha visitado várias fábricas como essa no Brasil, como em Poços de Caldas, MG), e no final nos levaram a uma lojinha para que comprássemos alguma lembrancinha. Devo admitir que haviam muitas coisas bonitas à venda, mas os preços não eram convidativos. Acabei comprando um medalhão na lojinha do lado da fábrica por 40% do preço. De lá fomos ao centro onde passamos pelos principais atrativos da cidade como a Piazza San Marco (foto abaixo). 

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Andei por grande parte da região, passando pelas principais ruas do comércio. O lugar é realmente mágico! Só não estava mais perfeito por conta do calor que era insuportável. Comprei uma pashimina falsificada em uma das lojinhas por apenas € 5.00 (o melhor negócio que fiz na Itália! Ela foi minha companheira em toda a viagem, pois se transformava em xale e saia para que eu pudesse entrar livremente nas rigorosas igrejas italianas). Também visitei o Teatro La Fenice, um teatro no qual sua construção iniciou no final do século XVIII, mas houve tantos incidentes e reconstruições que foi chamado de La Fenice – A Fênix, pois literalmente renasceu das cinzas. Ele é um teatro pequeno, mas magnífico! Depois do almoço, fomos conhecer o Palácio dos Doges (foto abaixo) ou Palazzo Ducale (em italiano).

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Construído a partir do séc. XIV, foi a casa e local de trabalho dos antigos doges, governantes de Veneza. O lugar é fabuloso, com certeza vale a visita. Também conhecemos a “Basilica di San Marco”, uma igreja única com fortes influências bizantinas e que iniciou sua construção no séc. XI. O interior da igreja é muito escuro (está precisando de uma restauração meio urgente), mas não deixa de ser linda. Passei pelo Café Florian, um dos estabelecimentos mais tradicionais da cidade. Além da decoração única, o café oferece mesas nas calçadas da Piazza di San Marco e música jazz ao vivo. Antes de voltar ao continente, ainda dei uma passada para conhecer o Hotel Danieli. Composto por três palácios dos sécs. XIV, XIX e XX, o hotel é um dos mais famosos e exclusivos da cidade, além de ter sido cenário para o filme “O Turista” com Johnny Depp e Angelina Jolie. Fiquei apenas nas áreas sociais do hotel, mas mesmo assim, estava babando pela decoração composta de lustres de cristais de Murano, rica tapeçaria e colunas de mármores
trabalhadas a mão.

5º Dia

Hoje nosso passeio começou muito cedo, pois visitaríamos 4 cidades em um mesmo dia. Saímos de Veneza em direção à Pádua ou Padova (em italiano). Pádua é conhecida como a cidade onde Santo Antônio passou grande parte de sua vida. Possui pouco mais de 200 mil habitantes e está na região do Vêneto, como Veneza. A cidade também é famosa por possuir uma das mais antigas e prestigiadas universidades europeias. Fomos conhecer a Basílica de Santo Antônio (foto), uma igreja construída a partir do séc. XIII, logo após a morte do santo.

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Por fora, a igreja parece ser muito simples, mas seu interior é realmente bonito e vale a pena a visita. Disseram que eu deveria experimentar uma especialidade típica da cidade chamada “dolce del santo”. Uiii! Que troço ruim! Um pão doce, duro e esfarelento. Para ser sincera, até o momento a Itália me decepcionou profundamente no quesito alimentação. Ainda não comi nada que eu pudesse dizer: – Meu Deus, isso é tudo de bom! Tenho sempre a impressão que falta gosto na comida. Mas tirando minha decepção gastronômica, a cidade é muito agradável e tranquila. De lá, entramos na região da Toscana em direção a Pisa. Pisa é uma cidade pequena, com quase 90 mil habitantes e tem como seu maior atrativo a Torre de Pisa (deem uma olhada na Torre logo abaixo).

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A torre é na verdade o campanário da Duomo di Pisa e seria apenas mais uma construção medieval se não tivesse uma grande inclinação que faz dela um dos atrativos mais visitados do país e Patrimônio Mundial da UNESCO. Nosso guia nos disse que devido a inclinação cada dia maior, no início da década de 1990 a torre foi fechada para visitação e implantado um grande projeto a fim de trazer maior estabilidade à construção. A torre perdeu 40 cm de sua inclinação original, mas vendo ela super torta hoje, você fica imaginando o estado que não estava antes da intervenção. O lugar é realmente lindo, não só a torre como também a Duomo e o Batistério, mas esse foi o dia mais quente de toda a nossa excursão. Fazia 40ºC dentro do nosso ônibus e o calor não nos dava ânimo de explorar a cidade.

Nossa próxima parada foi Lucca. A cidade também tem origem medieval e o centro histórico está localizado dentro de uma muralha. Durante a dominação napoleônica na Europa, Napoleão deu a cidade de presente para sua irmã Elisa. Durante o passeio pela cidade, passamos pela Igreja de S. Michele, o palácio onde morou Elisa e a Cattedrale San Martino. A cidade é realmente muito agradável, mas o que me chamou mais atenção foi o cheiro de doce por todo o lugar. O destino é uma tentação para aqueles que estão de regime. Seguindo a dica do meu guia, fui comprar um doce na Patisserie Pinelli, uma das mais tradicionais. Comprei vários Mignolinis, uma espécie de Carolina. DELICIOSOS! Finalizamos nosso tour do dia em Florença. Chegamos pelo lado sul da cidade onde há vários vales repletos de jardins e palácios centenários. Esses palácios hoje estão convertidos em espaços como restaurantes e hotéis luxuosos. O lugar era uma inspiração! Para terminar  o  dia, nosso motorista parou na Piazzela Michelangelo, um observatório no qual é possível ter uma visão de toda a cidade. LINDO! LINDO! LINDO! Já estávamos mortos com o dia puxado, mas aquela vista deu uma revigorada em todos. Parece que naquele dia as coisas iam melhorar. Fiquei  hospedada em um hotel chamado Metrópole, finalmente um hotel 4 estrelas com jeito de 4 estrelas; jantei em um restaurante ao lado da Ponte Vecchio, a melhor comida até o momento. Fui dormir acabada, mas ansiosa para o próximo dia.

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6ºDia

Hoje começamos o dia fazendo um city tour pela cidade. Florença ou Firenze (em italiano) é capital da Toscana e possui quase 400 mil habitantes. Foi uma cidade bastante rica e influente no final da Idade Média e começo do Renascimento e é considerada um dos destinos mais bonitos do mundo. Começamos o passeio na Basilica de Santa Croce, construção do séc. XIII que abriga os restos de Michelangelo, Galileo Galilei, Maquiavel e Rossini. De lá fomos até a Piazza della Signoria, uma das praças mais importantes da cidade que congrega o Palazzo Vecchio, palácio dos antigos doges e atual sede da prefeitura municipal; Galleria degli Uffizi, um dos museus mais importantes do mundo, com obras de Michelangelo, entre outros; diversos prédios comerciais, além de obras de arte, como Neptuno e Davi de Michelangelo. De lá fomos a Ponte Vecchio (foto abaixo), uma ponte construída no séc. XIV sob o Rio Arno que a princípio servia como um ponto para venda de carne, mas pelo mau cheiro foi transformada em um local para o comércio de joias, algo que ainda existe. A ponte é muito diferente do que eu esperava. Ela tem lojas de verdade em seu interior e é muito interessante. É possível ver que alguns desses estabelecimentos são centenários e vendem produtos a um preço bem competitivo (lembrando que são joias).

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Próxima parada foi a Praça do Comércio, depois a Piazza della Repubblica e caminhamos um pouco mais até chegar até a Cattedrale di Santa Maria Del Fiori, a Duomo di Firenze (segue foto da Catedral logo abaixo). É uma igreja do séc. XIII, mas que só foi concluída no séc. XIX. Sua fachada é composta por mármores verdes e rosas e é de babar! Seu batistério também é lindo, principalmente pela porta em ouro (claro que a original não está mais lá!).

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Depois da Catedral, dei um pulo na Basílica de San Lorenzo, igreja construída pelos Medici (a família mais influente da cidade por mais de 3 séculos) no séc. XV. Pela riqueza da família, eu imaginava que a igreja seria mais imponente, mas ela é bem simples. Eu tava tão cansada nessa hora que acabei tirando um cochilo no banco da igreja, que vergonha! Aproveitando a visita, também passei pela Biblioteca da família Medici, projetada por Michelangelo – Biblioteca Medicea Laurenziana. Interessante, mas não fabulosa! Andei pela cidade e passei por vários palácios que foram convertidos em estabelecimentos comerciais e estava maravilhada pela beleza do lugar. Almocei em um restaurante chamado Obika, uma franquia de estabelecimentos especializados em muçarela de búfala. O ambiente é moderno e arejado e a comida é fantástica. Foi minha maior descoberta gastronômica na Itália. Essa é minha dica! Eles têm restaurantes nas principais cidades italianas, além de ter filiais em Nova York, Los Angeles, Londres, Istambul, Toronto e Tóquio. À tarde fomos à Galleria dell’Accademia, um museu da academia de Belas Artes de Florença que possui em em acervo obras de vários mestres, inclusive de Michelangelo. Essa foi uma das maiores decepções da viagem, pois paguei super caro para entrar no museu e o acervo é bem fraquinho. Fraquinho no sentido de que as maiores obras da cidade estão na Galleria degli Uffizi, portanto, a única obra realmente significativa do lugar para leigos como eu é o Davi de Michelangelo. Terminando o passeio, ainda entrei no Palazzo Vecchio, onde parte do edifício está aberto a visitação. É UM ESPETÁCULO!!! Quase sem forças ainda fui ao Palazzo Pitti, castelo construído pela família Pitti, mas adquirido pelos Medici. Cheguei meio tarde e o lugar já estava chegado para visitação. Terminei o dia comendo um waffle com Nutella (eles tem adoração por Nutella!) e me arrastando até o hotel.

7º Dia

Madrugamos de novo, pois tínhamos mais um dia cheio de cidades para conhecer. Nossa primeira parada foi em Siena, uma pequena cidade ainda na região da Toscana. O lugar também conserva parte de suas muralhas medievais. Visitamos a Igreja de San Domenico, a Piazza del Campo, praça em forma de leque onde ocorre a festa mais famosa da cidade, a corrida do Palio – uma corrida de cavalos no qual os moradores da cidade competem por seu bairro (e onde comi o melhor “Gelato di Tiramisú” de toda a minha vida). A festa ocorre entre os meses de julho e agosto.

Além disso, fomos até a magnífica Cattedrale Santa Maria Assunta (foto), a Duomo di Siena, uma igreja com início de construção no século XIII e que enche os olhos de qualquer visitante.

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Passamos também por seu batistério que é fabuloso. A cidade é muito agradável; mesmo fora de suas muralhas é calma e muito florida! De lá fomos a Assis ou Asisi (italiano). Está localizada na região da Umbria e é conhecida por ter sido o local de nascimento de São Francisco. O lugar é uma vila medieval, toda edificada em pedras e seu maior atrativo é a Basilica de São Francisco de Assis, construída após sua canonização no séc. XIII. A igreja é enorme, com diferentes andares e possui lindas pinturas. Na cidade, você tem a sensação de que o tempo parou. Ela é muito silenciosa e transmite algo muito bom. Almoçamos por lá e seguimos nosso caminho até Roma. Capital da Itália, a cidade está localizada na região de Lácio e possui mais de 2 milhões de habitantes, a mais populosa de todo o país. É cortada pelo rio Tigre e fez parte de grandes períodos históricos. Dizem que Roma foi fundada em 753 a. C. pelos irmãos Rômulo e Remo. Estes irmãos foram criados por uma loba (o símbolo da cidade é uma loba amamentando dois bebês), mas descobri que Loba – Lupa era o apelido para as “mulheres responsáveis pelo entretenimento adulto”, se é que vocês me entendem, portanto, na verdade eles eram filhos de uma prostituta. Além da cidade, Roma também congrega o Vaticano, um país independente onde mora o Papa e está a Basílica de São Pedro. Ficamos hospedados na periferia da cidade (imagine a minha felicidade!) e parte do meu grupo foi fazer um passeio opcional pelo centro à noite. Eu resolvi fazer meu próprio passeio e não me arrependi. Peguei o metrô até a Piazza di Spagna e passei pelos principais pontos da cidade a pé como Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II, uma lindíssima construção do começo do século XX e Fontana di Trevi. Na verdade, minha primeira impressão de Roma não foi das melhores. À noite, a cidade tem um ar de  lugar apertado, sujo. Só fui me apaixonar completamente pelo destino no último dia. Quando voltei para o hotel, me ferrei bonito! As linhas de metrô de Roma estavam em manutenção, portanto elas encerraram suas atividades às 21h. Fui obrigada a pegar um ônibus (meio perdida, pois não tinham muitas placas explicativas e não falo italiano), parei na estação errada, tive que tomar um táxi e ainda levei uma bronca do taxista, pois não tinha o cartão com o endereço do hotel. Só a topeira aqui é capaz de sair do hotel sem um mapa da cidade e o cartão do estabelecimento. NÃO FAÇAM ISSO! Cheguei sã, salva, mas um pouco assustada ao meu quarto.

8º Dia

Hoje acordamos cedo, pois às 07h30 sairíamos em direção ao Museu do Vaticano. Na verdade, não é apenas um museu; são vários museus situados em um mesmo lugar. A coleção começou a ser organizada a partir de 1771 pelo Papa Clemente XIV e é considerado um dos museus mais importantes do mundo, contando com obras etruscas, gregas, romanas, egípcias, medievais, renascentistas, etc. Durante a ocupação de Napoleão na Itália, grande parte do acervo foi saqueado e enviado à França (muitas peças hoje estão em exposição no Louvre), mas isso não desanimou nenhum membro do clero; só fez com que a igreja adquirisse ainda mais peças para repor as antigas e com que investisse ainda mais em arte.

VLUU L100, M100 / Samsung L100, M100Detalhe – olha eu na foto com minha echarpe de Veneza que transformei em uma saia descolada. O lugar é um show! Tem tudo que você pode imaginar, mas me incomodou um pouco as peças de diferentes períodos da história estarem expostas juntas, isso confundia a cabeçinha desta amadora fanática por arte. O museu é gigantesco, se quiser conhecê-lo a fundo, terá que reservar alguns dias. Mas tome cuidado; as filas para entrar no local são quilométricas, então a melhor opção (Outra dica!) para não perder tempo é comprar o ingresso pela Internet ou adquirir o passeio completo com uma operadora. Um dos momentos mais especiais de todo o museu é a visita a Capela Sistina. Foi pintada por Michelangelo que era um escultor e não pintor (desta forma você fica impressionada com o talento do cara) e tem esse nome, pois foi construída em homenagem ao Papa Sisto IV. Este espaço é usado até hoje (principalmente para escolher o novo Papa) e é realmente lindo! De novo eu estava tão cansada que na Capela tirei um cochilinho, o segundo dentro de igrejas italianas. Que vergonha! Depois fomos a Basílica de São Pedro ou Basilica di San Pietro (em italiano), uma igreja do séc. XVI e um dos maiores símbolos do Vaticano. A igreja é enorme e magnífica (não tem outra palavra para descrever o lugar), me perdi do meu grupo várias vezes. Lá é possível ver a Pietà de Michelangelo (existem 4 Pietàs esculpidas por Michelangelo. A primeira e única a ser oficialmente assinada pelo artista é a de San Pietro, mas é possível ver outras estátuas em Milão e Florença) e diferentes obras de artistas como Bernini e Rafael. Terminando o tour pelo Vaticano, fizemos uma panorâmica por Roma e só a partir daí comecei a me apaixonar pela cidade. Nossa primeira parada foi em Trastevere, um dos bairros mais característicos e boêmios da capital italiana. Passamos ainda pela Roma Monumental, onde ficam os antigos Fóruns romanos, arcos e templos do mesmo período e o Coliseo. Toda essa parte da cidade é linda! As ruínas misturadas aos verdes jardins passam uma sensação tão boa! Almoçamos naquela mesma região conhecida como bairro judeu e onde há uma grande quantidade de restaurantes especializados em comida kosher e típica romana. À tarde fomos ao Coliseo (foto). Construído entre 70 e 90 d.C., o espaço é um dos símbolos da Roma antiga e considerado uma das 7 maravilhas do Mundo Moderno.

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É incrível quando você tenta imaginar como deveria ser aquela construção há milhares de anos. O prédio era todo coberto de mármore branco (ainda existem uma ou duas pedras para contar história) e é uma construção gigantesca. Soube pela nossa guia que a princípio havia guerras navais dentro do espaço (fiquei imaginando eles encherem de água aquele lugar e fazer guerrilhas lá dentro), mas posteriormente eles construíram ao fundo do Coliseu um espaço que parecia uma coxia, com salas e túneis. E só a partir dessa fase, os animais selvagens (que ficavam escondidos por lá) começaram a fazer parte dos espetáculos. Finalizamos nosso tour andando pelos antigos fóruns romanos e voltamos ao hotel para descansar e se preparar para a maratona do próximo dia.

9º Dia

Hoje foi sem dúvida o dia mais puxado de toda a nossa excursão. Mas não estou reclamando porque foi MUITO bom! Saímos de Roma às 05h da manhã (quer dizer, acordei às 4h) em direção ao sul do país, especificamente para Pompéia ou Pompei (italiano).

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A cidade (na foto acima) está na região da Campania, muito perto de Nápoles, e seu principal atrativo são as ruínas da antiga cidade romana, destruída pelo vulcão Vesúvio em 79 d.C. O lugar é impressionante! Não são apenas ruínas de alguns monumentos, mas sim de uma cidade completa. Ruas cheias de casa e praças inteiras. É fascinante ver os mosaicos no chão de algumas casas ou os trabalhos em mármore de alguns santuários. Fomos à região da “luz vermelha” e foi legal saber que como grande parte das meretrizes era estrangeira, elas não entendiam direito o latim. Portanto, para elas entenderem direitinho o que os clientes queriam, tinham um cardápio de posições sexuais, como um Kama Sutra, mas ele estava estampado nas paredes dos bordéis. Foi possível ver alguns corpos carbonizados (tinha até um cachorrinho que morreu se contorcendo, uma dó!) e uma pequena parte dos objetos que foram encontrados na cidade. Só fiquei triste, pois o grosso da coleção encontrada no parque arqueológico está em um museu em Nápoles e não teríamos tempo de visitá-lo. De lá fomos à Nápoles ou Napoli (em italiano). A cidade também está na região da Campania, como  Pompéia, e é a terceira maior da Itália com pouco mais de 1 milhão de habitantes. É famosa por sua cozinha, principalmente pela invenção da pizza, o prato mais popular de todo o mundo. Aqui começamos a perceber que estamos em uma outra Itália. De repente, comecei a ver vários guetos, ou sendo politicamente correta, bairros menos privilegiados;  as pessoas são mais morenas, tipo marrom bombom e os homens mais corpulentos, para não dizer gostosões. Mas o centro da cidade é bem interessante. Passamos em nossa panorâmica pelos seus principais atrativos como o Castel Nuovo, Galleria Humberto I (nos moldes da Vittorio Emanuelle II em Milão), Piazza Plebisito, Teatro di San Carlo e Castel Dell´Ovo. Chegamos ao Terminal Turístico da cidade onde pegaríamos um barco até Capri. O passeio dura uns 50 minutos e é bem confortável. Chegamos ao Porto de Capri e a princípio não me impressionei com o lugar. O porto é simples, apertado, uma confusão de gente e um calor desgraçado. Mas a hora que pegamos uma embarcação menor e fomos fazer um cruzeiro pela ilha, aí sim descobri como o destino é magnífico! O mar de Capri é de um azul escuro que eu nunca tinha visto antes. Se só a cor da água já não fosse um chamativo, o contraste deste mar com as rochas em tons de cinza claro, dão uma pitada especial (dê uma olhada na foto).

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As rochas brotam das águas e a ilha é cheia de buracos repletos de corais. LINDO! LINDO! LINDO! Terminando nosso passeio, pegamos o Funicular até o ponto mais alto da cidade onde fica o centrinho da ilha. Quando fui passear por essa parte do lugar, tive certeza que estava no paraíso! As lojas de luxo, os hotéis boutique, as pâtisseries de primeira estão dispostas de um jeito tão despretensioso, mas, ao mesmo tempo, charmoso! Não tem o que dizer. Minha vontade era de ter passado as férias inteiras lá e não só um dia. Tomei um suco de Laranja em uma barraquinha local (€ 3), um dos melhores da minha vida. Vale a pena ressaltar que esta região da Itália é conhecida por suas frutas cítricas. Além disso, eles têm uma bebida típica chamada Limoncielo (gostosinho!). Almoçamos em um restaurante típico (+ ou -) e passamos a tarde aproveitando a cidade. Voltamos para Roma no final do dia. Eu estava acabada, mas a vista do caminho entre Nápoles e Roma é tão linda (cercada de montanhas) que fiz um esforço sobre-humano para não dormir e aproveitar a paisagem. Ainda tomei um banho rápido e fui com o pessoal da excursão para Trastevere comer uma comida tipicamente romana e aproveitar nossa última noite juntos.

10º Dia

Hoje fiz meu tour sozinha por Roma, pois ainda havia alguns pontos que gostaria de conhecer. Acordei um pouco mais tarde e peguei o metrô até a Piazza di Spagna. Subi até a Villa Borguese, um lindo e enorme parque urbano que abriga diversos atrativos, inclusive um museu de arte, e andei por toda aquela região mais ao norte do centro (linda! Cheia de palacetes onde ainda há moradores); dei uma passadinha na La Rinascente da Piazza Fiume (uma loja de departamento tradicional da Itália, mas o espaço não é tão bom como em Milão), dei uma passadinha também na Via Veneto, uma das mais charmosas ruas de Roma onde parei na Hard Rock Café (para não perder o costume) e voltei ao reduto dos turistas. Entrei a direita na Via Del Corso (onde se encontram as lojas com preçinhos mais camaradas como Zara, H&M, etc.) até a Piazza del Popolo, uma das praças mais tradicionais da cidade. Voltei pelo mesmo caminho e seguindo as plaquinhas de sinalização turística cheguei ao Parthenon, a construção antiga mais bem preservada de Roma. É usado como templo desde 27 d.C. e hoje funciona como uma igreja católica. O prédio é fantástico e é difícil imaginar como os antigos romanos construíram tal monumento com a tecnologia existente naquela época. De lá fui até a Piazza Navona, uma praça do final do séc. XV onde há muitos artistas e um lindo palácio que serve como Embaixada do Brasil. Nesta hora, a bateria de minha máquina fotográfica não queria mais pegar e fiquei um pouco triste por não ter conseguido tirar nenhuma foto do lugar. Caminhei um pouco mais até chegar ao Castel Sant´Angelo. Também conhecido como Mausoléu de Adriano, sua construção foi iniciada em 139 d.C., mas se transformou em uma fortaleza a partir da Idade Média. O lugar hoje abriga um museu, mas depois de ter visto tantos museus espetaculares por toda a Itália, o Castelo tem um acervo bem fraquinho (tirando duas salas mais elaboradas); mas o melhor do lugar é sem dúvida a vista de toda Roma, inclusive do Vaticano. MAGNÍFICA! Como consegui tirar uma foto do castelo, usando a técnica do “liga a máquina, bate a chapa e fecha rapidinho”, ainda voltei a Piazza Navona (me arrastando de tão cansada) para ver se conseguia tirar uma foto. Ehhh, consegui! Deem uma olhada!

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Terminei meu tour na Fontana de Trevi. Depois de um dia de muita caminhada, voltei ao hotel no início da noite (se bem que ainda estava claro!) e passei o restante do dia descansando e assistindo British Law & Order em italiano (para acabar!)

11º Dia

Hoje o receptivo passou no hotel às 09h da manhã para me levar ao Aeroporto Fiumicino, pois voltaria a Milão. Cheguei ao Aeroporto Malpensa no início da tarde e peguei um Shuttle (ônibus que liga o Aeroporto ao centro da cidade e que custa € 7.50) e fui me hospedar no Hotel Idea Centrale, situado quase em frente à Stazione Centrale. Esse hotel eu reservei pela Internet (depois de uma pesquisa profunda sobre a hotelaria italiana) e mesmo sendo um hotel econômico (categoria três estrelas), foi o melhor estabelecimento hoteleiro de toda a minha viagem. Valeu a pena e fica a dica! Da Stazione Centrale, caminhei até a Piazza della Repubblica, pois queria conhecer o hotel mais tradicional de Milão, o Principe di Savoia. Construído em 1927, o hotel é imponente e seu interior se assemelha de alguma forma ao The Plaza em Nova York, se bem que o abuso no uso de mármores  de todas as cores, inclusive nas paredes é MUITO MAIS evidente na versão italiana. Tinha interesse em comprar alguma lembrança do hotel para mostrar aos meus alunos, mas eles não tinham muitas opções de souvenirs com a logo do empreendimento; de qualquer forma, foi ótimo poder conhecer o hotel e ver um pouco do funcionamento do estabelecimento. Ainda caminhando fui até a parte do comércio mais nobre da cidade, andei pela Via Della Spiga (linda, chique e tudo de bom! Dá de 10 a 0 nas ruas mais chiques de Roma), Via Manzoni e Via Montenapoleone. Desci mais um pouco até o Teatro alla Scalla e terminei minha caminhada na Piazza di Duomo. Jantei no Obika (o mesmo restaurante de Florença), situado no último andar da La Rinascente. O lugar tem uma sacada cheia de mesas com vista para a Duomo, bem legal! Ainda passei pelo comércio local e voltei à noite para o hotel.

12º Dia – Está terminando, juro por Deus!

Hoje dei uma enrolada na cama, mas levantei a tempo de tomar o café da manhã do hotel e devo admitir que foi um dos melhores que de toda a minha viagem (se não for o melhor). De lá peguei o metrô e fui novamente ao Castelo Sforzesco, pois no meu segundo dia em Milão eu havia tentado entrar, mas tinha esquecido o dinheiro no hotel. Os museus do castelo estão longe de ser fabulosos, mas por € 3,00 eu não tinha nem como reclamar. De lá voltei novamente para o comércio mais chique da cidade, pois queria almoçar no Café Armani. O lugar é muito legal, a comida é descomplicada e saborosa (se bem que não recomendo a panacota, muito sem graça!) e o banheiro é show, vc se sente meio que em um filme. Paguei € 35.00 (não é barato, mas é pagável!). Terminando o almoço fui a Duomo onde finalmente consegui entrar; o interior da igreja é bonito, mas o que impressiona de fato é seu tamanho. Nessa hora estava chovendo muito (a primeira chuva de toda a viagem), então não tive muita pressa de sair. Deu até para dar uma dormidinha por lá para não perder o costume. Ainda dei uma volta nos arredores para me despedir da cidade, voltei ao hotel para pegar minhas malas e ir direto ao Aeroporto.

E depois de muitas horas dentro de aviões, finalmente cheguei ao Brasil.

As minhas impressões da viagem foram as mais diversas possíveis. A Itália tem um patrimônio imensurável, talvez o país historicamente mais rico que eu já conheci, só estando lá para ver e sentir; mas sob um olhar mais crítico, o país sofre com uma grande falta de infraestrutura. Uma pena! Além disso, o italiano entrou no meu ranking de um dos povos mais grosseiros do mundo. Pelo amor de Deus, ôhhh povinho sem empatia, sem jogo de cintura e sem a mínima vontade de ser agradável. Claro que conheci italianos simpáticos, mas eles eram tão raros que na balança final não faziam muita diferença. A culinária italiana também deixou a desejar. Só comi bem quando tive coragem ou necessidade de abrir a carteira. Os italianos não são tão bonitos como em nosso imaginário; as mulheres são em geral muito magras, mas o que mais me incomodava nelas era a falta de cuidado com os cabelos (sempre sujos, mal tratados e nunca penteados) e os bronzeados falsos (muitas vezes em tom de laranja e o pior, às vezes só na pernas). O mais engraçado é que elas estavam sempre desengonçadas, mas com uma bolsa de marca no braço (Gucci, Prada ou Louis Vuitton). Os homens então, nem se fala. Em Milão, onde imaginei que ia encontrar os homens mais bonitos de todo país, é onde achei os piores. Eles são em geral muito magros e muito metrossexuais. No sul da Itália é possível encontrar homens mais corpulentos e queimados de sol, mas não vi nenhum que me impressionasse. Enfim, acho que independente de tudo, foi uma ótima viagem. Conheci pessoas encantadoras, aprendi muito sobre a história ocidental e passei a valorizar ainda mais o destino. É um país que recomendo para qualquer um e voltaria muitas e muitas vezes.

Hasta pronto!