Aventuras pela Europa – Capítulo 15 – Edimburgo

Continuando minha saga pela Europa, o post de hoje é sobre Edimburgo. Edimburgo (ou Edinburgh em inglês) é um destino que eu queria visitar a muitos anos. Sempre escutei coisas ótimas sobre a cidade, portanto minha vontade de conhecê-la era enorme! Por outro lado, minha expectativa sobre o destino era tão alta que comecei a ficar com medo de me decepcionar. Ultimamente, tenho me decepcionado bastante com as cidades nas quais tenho grandes expectativas; contudo, posso afirmar que dessa vez fui muito feliz com a minha escolha.

Para aqueles que não sabem, Edimburgo é a capital da Escócia, um dos países que faz parte do Reino Unido. Possui cerca de meio milhão de habitantes e entre outras atividades econômicas, o destino tem no turismo uma das suas principais fontes de receita. Em um primeiro momento, Edimburgo lembra muito as cidades inglesas e irlandesas com suas casas padronizadas construídas em pedras e/ou tijolos, mas como cresceu circundada por diferentes morros, ela tem um certo aspecto de contos de fadas. Difícil para os turistas que precisam subir e descer as ladeiras e escadarias o tempo todo! Além disso, é uma cidade que tem muito verde, o que dá uma imagem mais acolhedora ao local.

Assim como tenho feito nos últimos posts, vou contar minha viagem pelos dias, pois desta forma é mais fácil entender todos os atrativos turísticos que visitei durante o passeio.

 1º DIA

Fui à Edimburgo de avião e cheguei à capital escocesa no início da tarde. Novamente optei pela Germanwings (já tenho até um cartão fidelidade da empresa!) e paguei € 243.99 pelo trecho de ida e volta saindo de Colônia. O aeroporto de Edimburgo é pequeno, meio antiquado e muvucadinho, mas está longe de ser um Terminal Tietê em véspera de feriado. A cidade não oferece metrô, mas há ônibus (Airlink 100) que saem da entrada do Aeroporto e param na Waverley Station, no centro de Edimburgo. Eles são super práticos e custam £ 4 por trecho. Ahh! Assim como na Inglaterra, a moeda da Escócia também é a Libra Esterlina. Se o Real já não vale nada quando transformado em Euro, transformado em Libra então, ele quase desaparece! Eu troquei uma pequena parte do meu dinheiro no próprio Aeroporto para poder chegar ao centro (as cotações no Aeroporto são sempre mais caras) e depois ia trocando o restante do dinheiro na medida em que eu sentia necessidade. Vale ressaltar que as casas de câmbio em Edimburgo não cobram comissão pela troca! Chegando ao centro da cidade fui direto ao meu hotel para fazer o check-in. Quando comecei a planejar minha viagem à Edimburgo, sabia que queria me hospedar no Hotel Missoni, pois é um empreendimento abordado nas minhas aulas de Hotelaria. Quando dei uma olhada nos valores das diárias, quase caí de costas. Mas sem desistir do hotel, fiz várias projeções de possíveis datas de viagem e buscava alternativas em diferentes sites de reservas para verificar se conseguiria uma tarifa mais econômica. Deu um trabalhinho, mas funcionou! Essa é uma boa dica para quem quer pagar mais barato para se hospedar no hotel dos sonhos. O Missoni Hotel fica no centro da cidade antiga de Edimburgo (Old Town), entre a Catedral de St. Giles e o Castelo de Edimburgo. Perfeito! Na verdade, perfeito foi fazer o check-in e ser avisada de que eu teria um upgrade. Eu havia reservado um apartamento standard, o mais básico, e eles me ofereceram a melhor suíte do hotel. Eheheheh! Foi o primeiro upgrade da minha vida! O apartamento era tão grande que eu fiquei meio perdida, sem saber o que fazer! Além da linda e luxuosa suíte, toda decorada com mobiliário e enxoval Missoni, o hotel é bem legal e o atendimento é impecável! Ahhh! Até os mensageiros usam um kilt com o tradicional ziguezague da Missoni. Mais do que recomendado! Deem uma olhada nas fotos da fachada do hotel e da minha suíte bacanérrima.

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Após colocar minhas coisas na suíte, fui aproveitar o lindo dia de sol para conhecer a cidade. Comecei meu passeio andando pela Royal Mile, a principal rua (na verdade é um conjunto de várias ruas) da Cidade Antiga (Old Town). Na Royal Mile é possível encontrar vários museus, lojas de souvenirs, estabelecimentos gastronômicos e escoceses vestindo kilt e tocando a tradicional gaita de fole, não nessa mesma ordem!  Minha primeira parada foi na Catedral de St. Giles, uma igreja medieval em estilo gótico. Ao contrário da maioria das igrejas góticas, esta catedral é bem iluminada e alegre, vale a visita! Continuando a caminhada pela Royal Mile cheguei ao Parlamento Escocês e ao Palácio de Holyroodhouse, este último é a casa oficial da Rainha da Grã-Bretanha na Escócia. O Palácio é bem bacana e é uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história do Reino Unido. Vale muito a pena! A visita custa £ 11,30. Segue abaixo uma foto da fachada do Palácio.

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De lá, fui à Cidade Nova (já explico essa diferença entre Cidade Antiga e Cidade Nova), pois queria aproveitar o dia para fazer umas comprinhas. As principais ruas comerciais da cidade são a Princes Street e a George Street. Na verdade, Edimburgo não é conhecida como uma das capitais do consumo. Ela não oferece todas as opções encontradas em Londres, Paris ou Berlim. Além disso, por conta da alta cotação da Libra, não tem preços muito competitivos, mas é sempre bom dar uma olhadinha! Ahhh! É importante salientar que o comércio na capital escocesa fica aberto até aos Domingos (Adoro quando as lojas ficam abertas aos Domigos!). Andando pela Princes Street visitei o Scott Monument, um monumento em estilo neo-gótico dedicado ao escritor Walter Scott. Ahh! É possível subir na torre para observar a cidade, mas eu não me interessei. Segue foto abaixo.

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E terminei meu passeio no Princes Street Gardens, o mais charmoso parque da cidade. O parque era um alagado que se transformou em um dos principais atrativos de Edimburgo. Ele está situado entre a Cidade Nova e a Cidade Velha! Lendo outros blogs de viagem, vi que muitas pessoas comentavam a beleza deste parque. Entretanto, devo admitir que ele superou todas as minhas expectativas. Ele não é só lindo, ele é magnífico! Além de ser extremamente bem cuidado, acho que nunca vi tantas espécies diferentes de flores juntas. Ademais, o dia bonito e ensolarado trouxe ao parque famílias inteiras fazendo piquenique, “tomando um bronze” ou só deixando o tempo passar. Fiquei apaixonada pelo lugar! Deem uma olhada nas duas fotos abaixo para vocês sentirem a beleza do local. Ahh! Ao lado do parque, há a igreja de St. Cuthbert, uma das paróquias mais antigas de Edimburgo. Ela é circundada por um cemitério meio macabro, mas legal. À noite, apenas  aproveitei meu hotel.

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2º DIA

Como o dia não amanheceu muito bonito, optei por atividades indoor. No período da manhã, fui conhecer o Castelo de Edimburgo. Instalado onde já foi um vulcão, esta antiga fortaleza iniciou sua edificação ainda na Idade Média e hoje oferece um complexo de instalações de vários períodos históricos que mostram um pouco das guerras e da monarquia escocesa. Pense em um lugar bacana… Há vários pequenos museus e outras atividades temáticas dentro do Castelo. Além disso, a cada 30 minutos há pequenas visitas com guias locais que contam um pouco da história do lugar. Adorei! Imperdível! Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foi ver o cuidado que os escoceses tinham em manter suas raízes vivas, mesmo durante as guerras. O tradicional kilt foi incorporado ao uniforme militar e a gaita de fole era levada aos campos de batalha para serem tocadas nos momentos de descanso. O ingresso custa £ 16. Segue abaixo uma foto minha em frente à Fortaleza.

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Saindo do Castelo fui novamente à Cidade Nova (New Town), pois queria almoçar em um lugar especial. Edimburgo é uma cidade que oferece várias opções gastronômicas. É possível encontrar restaurantes, pubs, brasseries, casas de chá, padarias, instaladas tanto em lindos edifícios históricos como em modernas e descoladas edificações. É possível encontrar boas opções por toda a cidade, mas a Rose Street e a George Street são duas ruas especiais. Almocei no The Dome, um antigo banco transformado em Restaurante localizado logo no início da George Street. O lugar é maravilhoso! Mesmo oferecendo um ambiente extremamente requintado, o restaurante é bem turístico, sem muitas frescuras. O cardápio é descomplicado, com opções que prezam mais ao sabor que a alta gastronomia e os preços são justos. Pedi um escalope de porco ao molho de cogumelos e batata sauté. Estava divino! E olha que nem sou muito fã de carne de porco! Adorei a experiência e recomendo! Deem uma olhada nas fotos do Restaurante. Também fiquei com vontade de conhecer o The Witchery By The Castle, um outro lindo restaurante histórico  localizado próximo ao Castelo de Edimburgo. Quem sabe em uma próxima visita?

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Minha próxima parada foi no Georgian House, uma antiga casa em estilo georgiano que congrega um museu no qual é possível ver como as famílias aristocráticas viviam na Edimburgo do século XVIII. O museu custou £ 6.50 e fiquei bastante impressionada com o entusiasmo e orgulho dos monitores em contar a história do local. O Museu fala sobre o desenvolvimento de Edimburgo. Durante séculos, a cidade se desenvolveu apenas na região próxima ao Castelo, conhecida hoje como Cidade Antiga (Old Town). Entretanto, no século XVIII surgiu a necessidade de criar uma nova área para Edimburgo. Uma região planejada, requintada e que mostrasse a prosperidade econômica do país. E é a partir desta ideia que surge a parte mais nova da cidade, conhecida como New Town. Vale ressaltar que foi necessário 50 anos e vários arquitetos para essa nova área da cidade realmente progredisse.

Após a visita ao Georgian House, dei uma passadinha no Scottish National Gallery. Este museu tem entrada gratuita (ADORO!) e é possível ver quadros e esculturas de grandes mestres das artes. O museu é dividido em três andares. O térreo é dedicado a arte clássica. É possível ver obras de El Greco, Vélazquez, Ticiano, Bernini, Rubens, Van Dyck, Rembrandt, entre outros. No primeiro andar é possível encontrar obras dos artistas do século XIX como Rodin, Cézane, Degas, Renoir, Monet e Van Gogh. Já o subsolo é dedicado aos artistas escoceses. Eu não sou uma fanática amante das artes, mas fiquei muito impressionada com o lindo acervo do museu. Uma ótima opção para quem gosta de pinturas! Ainda tinha interesse em conhecer o Museu de Edimburgo, mas ele estava fechado. Caso vocês tenham vontade em conhecê-lo, lembrem-se que ele não fica aberto aos Domingos.

Neste passeio não visitei vários outros atrativos tradicionais da cidade. Alguns deles por pura falta de interesse, outros por conta do tempo carregado do Domingo. De qualquer forma, acho que Edimburgo é um tipo de destino que pode ser visitado em um final de semana.

Assim terminou meu passeio. Adorei ter conhecido o destino! Fiquei particularmente impressionada com a simpatia dos escoceses. Na verdade, vários blogs já haviam alertado sobre essa característica local, mas é contagiante ver como eles se sentem à vontade para conversar e rir de si mesmos. Todos são assim… Os mensageiros e as recepcionistas dos hotéis, os guias e monitores dos atrativos turísticos, os atendentes dos restaurantes, os motoristas de ônibus, até mesmo desconhecidos no meio do parque. Fiquei também entusiasmada com o orgulho dos escoceses por suas raízes e seus símbolos. Era possível ver vários homens usando kilt no centro da cidade, provavelmente indo para algum  evento especial. Outros, mais tímidos, simplesmente optavam por uma calça xadrez, nada mais tradicional. Este orgulho também é passado aos produtos locais. As lojas anunciavam: “- Echarpes escocesas, uísque escocês, sorvete escocês!” Quer dizer, produto escocês é sinônimo de qualidade. É claro que não podia ter ido embora sem comprar alguns produtos tipicamente locais.

É por essas e outras muitas razões que fiquei encantada por Edimburgo. Espero que também tenham se encantado por esse novo destino e quem sabe o incluam em seus próximos roteiros de viagem.

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 Até mais!

Aventuras pela Europa – Capítulo 14 – Holanda (Amsterdã, Zaanse Schans, Volendam, Marken)

Minha última parada foi em Amsterdã. Essa era uma das cidades que já estavam no meu planejamento original de viagens aqui na Europa. Na verdade, pelos meus planos, Amsterdã seria um dos primeiros destinos que eu iria visitar, mas em razão de outros passeios, visitei-a apenas agora. Amsterdã é a maior e mais importante cidade da Holanda. Possui cerca de 800 mil habitantes e é um destino extremamente liberal e globalizado. Já vou começar o post avisando que ao contrário de todos os comentários positivos que eu ouvi sobre Amsterdã, fiquei decepcionada com o destino. Achei a cidade extremamente suja (devia estar ocorrendo uma greve de lixeiros ou coisa assim, pois estava muito, mas muito suja), trânsito muito confuso (atropelamentos devem comuns por lá, pois você tem que tomar cuidado com os carros, com os ônibus, com os bondes, com as bicicletas, com as vespas e com as pessoas, todas querendo passar ao mesmo tempo), e abarrotada de gente, de uma maneira quase que claustrofóbica. Ahhh! E nunca vi tantos brasileiros em um destino europeu. Vi mais brasileiros em Amsterdã que em Paris, incrível! Logo abaixo vou contar minha passagem pela cidade de acordo com os dias que estive por lá. Também aproveitei minha estada para conhecer o interior da Holanda. Em minha humilde opinião, o interior é muito mais charmoso que a própria Amsterdã.

 1º Dia

Cheguei à Amsterdã de trem e levei quase 4 horas de viagem saindo de Bad Honnef (paguei € 68 no trecho de ida e volta, mas comprei com bastante antecedência, tô ficando mais esperta!). Cheguei à Amsterdam Centraal (principal estação de trens) logo após o almoço. A Estação já é um atrativo a parte. Ela tem uma das fachadas mais bonitas de toda Amsterdã, parece um palácio. Uma pena que o interior seja tão caidinho!  Deem uma olhada…

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De lá, tomei um táxi ao meu hotel. Dessa vez escolhi um hotel longe da estação de trens e do centro da cidade, mas tinha um motivo especial. Quis ficar hospedada no Hotel gerenciado pela Escola de Hotelaria de Haia (Hotelschool The Hague), o melhor curso de hotelaria da Holanda. Chamado Skotel Amsterdam, este empreendimento hoteleiro está localizado a uns 20 minutos de bonde do centro da cidade. Ele oferece apenas 15 apartamentos e o mais interessante é que cada quarto foi decorado por uma cadeia hoteleira específica. Eu fiquei na UH da Center Parks, uma rede do Reino Unido e adorei meu quarto; super espaçoso, confortável, cama gostosa e chuveiro maravilhoso! Não acho que este hotel seja formalmente classificado, mas é um empreendimento de categoria superior, tipo quatro estrelas. Todos os funcionários do hotel são alunos da própria escola, inclusive as camareiras. Eles trabalham no estabelecimento como parte das atividades práticas do curso. O valor da diária é muito bom (€ 72 em um apartamento single com café da manhã), principalmente por se tratar de Amsterdã, uma capital com uma hotelaria cara. E a falta de experiência dos alunos é compensada pela infraestrutura de primeira e pela grande atenção dada aos hóspedes. Adorei e recomendo muito! Deem uma olhada nas fotos do hotel. 

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Após meu check-in no Skotel Amsterdam, ainda fiz um pequeno tour guiado pela escola para conhecer toda a estrutura local. Fiquei completamente boquiaberta com tudo que eles oferecem aos alunos, desde as aulas 100% em inglês aos laboratórios. Depois da visita, peguei um bonde e fui ao centro da cidade onde parei na Dam, principal praça localizada no centro histórico de Amsterdã. É lá que está o Palácio Real e outros edifícios históricos. Na Dam, ainda é possível encontrar muitas lojas de souvenirs. 

Visitei ainda a região da cidade conhecida como Red Light District, a região do “entretenimento adulto”. Ela fica entre a Dam e a Amsterdam Centraal. Como eu havia comentado no começo do post, Amsterdã é uma cidade muito liberal. A prostituição é legalizada e as prostitutas têm assistência médica, direitos trabalhistas e é feita uma fiscalização frequente para garantir boas condições de trabalho. Eu achei super estranho! Você está andando na rua linda e formosa e de repente pá, dá de cara com uma mulher seminua. E outra mulher seminua, e outra, e outra… As primeiras mulheres eram bem ajeitadas, mas conforme eu fui andando pela rua, a beleza das moçoilas ia se esvaindo… No final do caminho, o negócio estava feio! Rsrsrs… Naquela região também é possível encontrar vários Coffee Shops, locais onde o consumo de maconha é legalizado. Em alguns lugares, o cheiro de maconha era muito forte. Andei por toda essa área, passando por várias ruelas e diferentes canais. Deem uma olhada nos canais. A  terceira foto é de um lindíssimo shopping atrás do Palácio Real, na Dam.

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Já vou adiantar que essa parte da cidade não é muito bonita! Mesmo que seja repleta de edifícios tipicamente holandeses e de grande valor histórico, ela é cinzenta. Andei ainda pela zona comercial da cidade e seguindo a recomendação do recepcionista do hotel, terminei meu dia na Leidseplein, uma praça meio afastada do centrão que oferece vários restaurantes e teatros. É uma região bacana, perto dos museus e é possível ver que a cidade por lá é mais charmosa. 

2º Dia

Acordei cedo, tomei o café da manhã no hotel e fui explorar mais um pouquinho de Amsterdã. Minha intenção era visitar o Museu da Anne Frank neste período, mas quando vi o tamanho da fila na porta do museu, desisti. Peguei um bonde e fui novamente a Leidseplein, pois queria visitar o Hard Rock Café. Também dei uma voltinha no Vondelpark, um parque criado no séc. XIX muito charmoso e bem cuidado. No período da tarde, fui ao interior da Holanda para conhecer a arquitetura e as paisagens típicas holandesas. Para esse passeio, adquiri um tour de uma agência de viagens local. As agências estão espalhadas por toda a cidade e oferecem várias opções, inclusive Bruxelas e Bruges, na Bélgica. Paguei € 40 pela minha visita. Durante o passeio, tive a oportunidade de conhecer mais sobre o país. Descobri que grande parte do território holandês está localizada abaixo do nível do mar e por essa razão, o país é cheio de diques e canais (só a cidade de Amsterdã possui 88 canais) que ajudam a manter as terras secas. Em um território com 500 habitantes por metro quadrado (a maior concentração da Europa e uma das maiores do mundo), a terra é algo precioso e é usada de maneira ordenada e inteligente. Como a Holanda é um país plano e há muitos ventos, exploram-se os moinhos como uma ferramenta produtiva. Há 100 anos, a Holanda possuía 3 mil moinhos de vento e eles se transformaram em um dos símbolos do país. Hoje, muitos deles já foram destruídos, mas ainda é possível ver 700 moinhos ativos por todo o território holandês. Os moinhos podem ser explorados para três propósitos: industriais, bombear água e produzir energia.  E com a intenção de conhecer os moinhos holandeses, nossa primeira parada foi em Zaanse Schans, uma cidade de 2 mil habitantes próxima de Amsterdã. Ela é conhecida por ser extremamente típica e por ainda ter vários moinhos em funcionamento. As casas da região têm cerca de 300 anos e os moinhos, 400. Tive a oportunidade de visitar o interior do De Kat, um moinho de tinta de 1782. A cidade é bem fofa, vale a pena a visita! O único problema é que estava chovendo muito, aquela chuva com vento que te molha de todos os lados, então não aproveitei o local como eu gostaria. Deem uma olhada na foto.

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Ainda visitando o interior da Holanda, chegamos a Volendam, uma cidade com 20 mil habitantes que mantém os antigos costumes holandeses. A cidade também é bem fofinha, cheia de casinhas coloridas e bem cuidadas. Os moradores têm o costume de decorar suas janelas de um jeito original, como se estivessem competindo com os vizinhos. Deem uma olhada nas fotos abaixo. Uma pena que as fotos ficaram cinzentas por conta do dia chuvoso.

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Na cidade, visitei a Cheese Factory Volendam, uma fábrica de queijos local. A visita foi meio “pega turista”. Explicaram como era produzido o queijo holandês, mas a explicação foi superficial e deixou bem claro que a intenção era vender o queijo produzido na empresa. Ainda sobre os queijos, fiquei impressionada ao saber que a Holanda possui 4 milhões de vacas, quer dizer, 1 vaca para cada 4 habitantes. Os holandeses são mestres na fabricação de queijos e exportam ¾ de sua produção. Mesmo assim, os holandeses comem muito queijo; são 21 quilos por habitante/ano (muito, não?!). Saindo da fábrica de queijos fomos ao Porto para comer um peixinho frito, prato típico local, e esperar nosso barco para visitar a Ilha de Marken. Marken, hoje uma península, é outro vilarejo fofinho ao norte da Holanda. É uma colônia de pescadores que ainda mantém os antigos costumes holandeses. As casas são todas pintadas em preto e verde, mas isso não se deve à uma estratégia de design e sim por razões econômicas; como a região era muito pobre, as tintas eram feitas a partir de matérias-prima naturais como ervas e alcatrão.  Deem uma olhada.

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Na cidade tivemos a oportunidade de conhecer uma fábrica de sapatos de madeira, ou tamancos. Hoje os sapatos são feitos em máquinas industriais e levam cerca de 5 minutos para ficarem prontos, trabalho que manualmente levaria 3 horas. Nosso guia na fábrica nos contou que esses sapatos ainda são usados na Holanda, principalmente na agricultura. Como parte dos terrenos holandeses são alagados, esse tipo de sapato mantém o pé seco e aquecido. Ainda sobre os símbolos da Holanda, também aprendi um pouco mais sobre a tulipa. A flor, internacionalmente relacionada ao País, não é uma espécie de origem holandesa. Como os holandeses eram grandes navegadores, eles a trouxeram do Oriente Médio há mais de 400 anos. No começo da noite, já cansados e encharcados, a excursão voltou à Amsterdã. Foi um passeio bem bacana e recomendo muito, uma pena que o tempo chuvoso não ajudou.

3º Dia

Hoje foi um dia dedicado a cultura. Pela manhã, fui ao Van Gogh Museum, um museu voltado às obras deste gênio da pintura. A visita custa € 15 e é bem bacana, mas a fila é de matar (1 hora e 10 minutos de pé e enfrentando chuvas esporádicas). Caso vocês tenham interesse em entrar o museu, minha dica é comprar o ingresso antecipado nas agências de turismo. O valor cobrado nas agências é o mesmo e as filas para os visitantes que têm ingresso antecipado não passam de 20 minutos. Não é possível tirar fotos das obras, mas eles exibem as principais pinturas de Van Gogh em paredes para que os turistas possam fotografar. Deem uma olhada.

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A região da cidade onde está localizado o Van Gogh Museum também tem outros museus super interessantes. É um lugar bonito, bem planejado, em minha opinião, a área mais charmosa da cidade. Então caso estejam visitando Amsterdã, não deixem de dar uma passadinha por lá. No período da tarde, fui ao Anne Frank Museum Amsterdam, museu localizado na antiga casa de Anne Frank, uma das inúmeras vítimas das crueldades da 2ª Guerra Mundial. O museu custou € 9 e também é muito legal! É aquele tipo de lugar que precisa ser visitado. As filas na entrada também são coisa de louco! No final da tarde, enfrentei uma fila relativamente pequena (se comparada à fila da manhã) e ainda assim aguardei 45 minutos. Ahhh! O legal é que o atrativo oferece conexão de internet wifi na própria fila. É possível se distrair enquanto espera sua entrada no local. Para aquelas pessoas que tenham interesse em visitar o museu, minha dica é comprar os ingressos online, mas eles precisam ser comprados com muita antecedência, tipo 1 mês antes da visita. Ou façam a visita no final da tarde, quando a fila está menor. O museu fecha às 21h. Nos meses de julho e agosto, fecha apenas às 22h.

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E assim terminou minha viagem à Amsterdã. Fiquei muito feliz de ter visitado a cidade, pois era um destino que eu queria conhecer há muito tempo, mas como comentei no começo do post, eu esperava muito mais. Achei que ela fosse mais charmosa, mais encantada, mais florida, mas o que eu vi foi uma cidade estrangulada com um número de pessoas que ela não consegue mais comportar. Se a cidade em si não me encantou, fiquei impressionada com a beleza dos holandeses. Como eles são bonitos!!!! Do tipo de tirar o fôlego em cada esquina. Além disso, todos falam inglês fluente, o que sempre ajuda. Sobre a gastronomia local, não tenho muitas dicas para dar, pois comi muita porcaria na rua, mas se puder destacar um local legal é a praça de alimentação da Bijenkorf, a principal loja de departamentos da Holanda. A loja é chiquetérrima e no último andar há uma praça de alimentação super charmosa e que oferece vários tipos de buffet com preço bem justos. Adorei!

Próxima parada, Edimburgo!

Aventuras pela Europa – Capítulo 13 – Maastricht

Maastricht é um destino com pouco mais de 120 mil habitantes localizado no sudeste da Holanda. Cortada pelo Rio Mosa (Maas em holandês), Maastricht é uma das cidades mais antigas do país. Por estar localizada muito próxima às fronteiras da Bélgica e da Alemanha, a cidade possui traços muito incomuns quando comparada a outras localidades holandesas, mas, ao mesmo tempo, apresenta características multiculturais. A questão multicultural também está ligada à sua história. De origem romana, a cidade já pertenceu a Espanha e a França; foi o berço da Revolução Industrial holandesa, destacando-se mundialmente pela fabricação de vários produtos, entre eles, a porcelana. Hoje, destaca-se pelo aspecto cultural e por sediar uma das principais universidades do país, a Maastricht University.

Maastricht era uma cidade que não estava nos meus planos originais de viagem. Para ser sincera, até a poucos meses atrás eu nunca tinha ouvido falar sobre ela. Entretanto, durante minha estadia na Alemanha, muitas pessoas comentaram que a cidade era extremamente agradável, com ótimas opções de hospedagem e compras e que oferecia atributos histórico-culturais muito relevantes. Por essa razão, achei que seria ótimo visitá-la.

Fui à Maastricht de trem. De Bad Honnef até meu destino final, levei cerca de três horas e meia de viagem e paguei € 85 por todo o trajeto. As surpresas começaram logo na chegada do destino. No Sábado, dia 30 de abril, a cidade estava celebrando o King´s Day ou Queen´s Day, uma festa que comemora o nascimento da rainha Juliana, uma antiga monarca da Holanda. As pessoas estavam todas vestidas de laranja (cor símbolo do país), com pinturas da bandeira nacional no rosto, cantando e celebrando. Maastricht estava lotada de pessoas e sediou concertos e festas em seus principais espaços públicos. Por um lado, foi bem bacana ver toda essa comemoração; mas por outro, foi um saco, pois não consegui fotografar vários atrativos locais. A estação ferroviária de Maastricht foi minha primeira parada turística. Construída no século XIX, esta edificação feita em tijolos é bem escura e possui vários vitrais coloridos. Ela se assemelha a uma igreja, suuupper esquisito! A Estação fica próxima ao centro comercial da cidade e está localizada em uma região muito charmosa, cheia de estabelecimentos gastronômicos descolados e meios de hospedagem.

Maastricht oferece vários estabelecimentos hoteleiros interessantes. Como queria um lugar especial, fiz questão de ficar hospedada no Kruisherenhotel Maastricht, um antigo convento do séc. XV transformado em hotel. Adorei a maneira como eles adaptaram a edificação para o hotel. Adorei também o restaurante super descolado e o atendimento impecável, mas acho que a tarifa cobrada é muito cara para o que eles oferecem. Os apartamentos, principalmente os banheiros são muito apertados e precisam de uma manutenção urgente (meu chuveiro estava oxidado e uma das paredes apresentava leves manchas de mofo). Além disso, eles não possuem internet nos apartamentos! Sério?! Um hotel de categoria luxo no século XXI que não oferece internet nos apartamentos?! Mas enfim… Segue abaixo as fotos do empreendimento para que vocês possam conhecê-lo.

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O centro histórico da cidade é pequeno e propício para boas caminhadas. Contudo, sugiro que levem um sapato muito confortável, pois como as ruas são todas de paralelepípedo, tornam-se um martírio para as mulheres de salto alto. É claro que como sempre eu me ferrei! Queria dar uma de mulher chique, mas depois de horas andando com minha botinha de salto, não aguentava de dor no pé, além de ter estragado o meu sapato, claro! Durante meu final de semana, conheci os principais atrativos de Maastricht. Comecei o passeio na Grote Markt, a principal praça da cidade. Nela está localizada a Prefeitura de Maastricht (Stadhuis), uma imponente edificação do século XVII. Passei ainda na Vrijthof, outra importante praça da cidade onde é possível ver o fundo da Basílica de St. Servatius (vou contar sobre ela mais tarde) e da Sint Janskerk. Essas duas praças são o coração de Maastricht e oferecem vários restaurantes e cafés charmosos. As pessoas adoram sentar nas mesas localizadas na calçada, bater um bom papo e deixar o dia passar! Ainda na Vrijthof, visitei o Museum Aan Het Vrijthof, um local que conta a história da cidade. Achei-o muito interessante, pois a explicação dos objetos é ativada por um crachá utilizado pelo visitante, inclusive as portas das salas eram automaticamente abertas pelo crachá. O museu oferece algumas salas interativas e mostra a evolução econômica e expansão territorial de Maastricht. Fiquei muito contente ao saber que a preocupação com o patrimônio histórico local já era vigente no séc. XIX, com o crescimento industrial da cidade e é por essa razão que grande parte das edificações históricas continuam em pé. A visita custou € 8. Achei bem caro, pois mesmo sendo interessante, o local apresenta um acervo muito pequeno. Ahhh! O Café do Museu é super glamouroso, uma boa opção para quem quer sentar e relaxar. Deem uma olhada no interior do local.

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 Andei ainda pelas ruas comerciais da cidade: Grote Straat, Kleine Straat, Wolfstraat, Kersenmarkt, Havenstraat, entre outras. A cidade oferece um comércio agradável, charmoso e bem diversificado. Além disso, grande parte das lojas está aberta aos Domingos (ADORO loja aberta no Domingo!). Minha próxima visita foi a Onze Lieve Vrouwebasiliek (Basília de Nossa Senhora). A Basílica é diferente de tudo que eu já vi. Ele é muito, mas muito escura, parece uma danceteria (péssima comparação, mas foi a sensação que eu tive ao entrar em um lugar muvucado e escuro!). As luzes são todas direcionadas para o altar central, ornamentado com mosaicos dourados e azul turquesa e para o órgão na outra ponta do edifício. Logo na entrada também há um lindo altar em ouro dedicado a Nossa Senhora. Deem uma olhada na fachada da igreja.

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Passei ainda na Helpoort, antigo portão de entrada da cidade do século XIII. Por séculos Maastrich foi cercada por muralhas, mas elas foram quase que totalmente destruídas no séc. XIX. Além deste portão, ainda é possível ver um tímido paredão medieval próximo ao Rio. Vejam a foto do Helpoort logo abaixo.

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Ao lado do Helpoort fica o Stadspark, o parque da cidade. O lugar é super romântico e charmoso e está circundado por lindíssimas casas em tijolos escuros. O parque estava recebendo um show de rock, por conta da King´s Fest, mas também estava cheio de pessoas vendendo coisas velhas, como se fosse um gigantesco mercado de pulgas. Tinha de tudo por lá: livros, discos, roupas, calçados, brinquedos, louças, etc. Ainda visitei a Basílica de St. Servatius, uma igreja muito clara e colorida (completamente diferente da Basílica de Nossa Senhora) e a Boekhandel Dominicanen, uma antiga igreja do séc. XIII transformada em uma moderna e completa livraria. Caso queiram conhece-la, ela está localizada entre a Grote Markt e a Vrijthof. Vale a pena dar uma passadinha! Abaixo seguem as fotos da lateral da Basílica de St. Servatius e do interior da Boekhandel Dominicanen.

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Sobre a gastronomia da cidade, devo admitir que eu fiquei completamente extasiada com as opções de Maastricht. Além de oferecer alternativas para todos os gostos e bolsos, o atendimento é sempre impecável e comi muito bem em todos os lugares! Até o Waffel é mais gosto em Maasticht que na própria Bélgica, terra natal desta iguaria. Sério mesmo! No Sábado jantei no meu hotel. O local é super charmoso, o atendimento e a comida foram impecáveis! Acho que é uma boa opção para um jantar romântico. No Domingo, almocei no Nxt Door, um restaurante que mistura modernidade e charme em uma rua muito próxima a Onze Lieve Vrouwebasiliek (Basílica de Nossa Senhora). Amei e recomendo muito! Ainda próximo a Basílica, adorei o Bonboniere, um café histórico super tradicional. Opção perfeita para um café no meio da tarde! Segue abaixo fotos do Nxt Door. Eu pedi um dourado com risoto de tomate e como sobremesa uma panacota com chocolate e sorvete de baunilha. A melhor panacota que eu já comi na vida, juro!

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E assim terminou mais uma viagem. Maastricht foi uma grata surpresa! A cidade é tudo que você espera da Holanda… Um local agradável, charmoso, extremamente limpo e organizado, animado, cheio de ciclistas, bicicletas estacionadas por todos os cantos e repleto de gente bonita. Foi a primeira vez desde que cheguei a Europa que não vi nenhum indigente ou pedinte pelas ruas, fiquei positivamente impressionada com isso! Adorei a visita e consegui me ver facilmente morando lá (eu e meus sonhos bestas!). Mas a verdade é que fiquei muito feliz com o passeio e interessada em conhecer outros destinos holandeses. Portanto, próxima parada, a sonhada Amsterdã!!!!

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Aventuras pela Europa – Capítulo 12 – Salzburgo

Grüß Gott! O post de hoje é sobre Salzburgo (ou Salzburg em alemão), um dos destinos mais populares da Áustria. Conhecido como a terra do músico Wolfgang Amadeus Mozart e cenário do filme “A Noviça Rebelde” (um dos meus filmes favoritos de todos os tempos!), este destino austríaco possui aproximadamente 150 mil habitantes e é a quarta maior cidade do país. Fica a duas horas de trem de Munique e oferece como atrativos seu ambiente charmoso e bucólico e o centro histórico em estilo barroco (tombado como Patrimônio Mundial da UNESCO). Salzburgo é cortada pelo rio Salzach. Ele divide o que os moradores chamam de cidade velha e cidade nova (achei estranho esse nome “cidade nova”, pois as edificações desta parte da cidade são em sua maioria do século XIX, portanto, não são tão novas assim, mas enfim…). Dessa vez fui a Salzburgo de avião pela Germanwings, pois o trajeto de trem levaria MUITO tempo. Mesmo que eu tenha pagado caro pela passagem (€ 243,99 no trecho de ida e volta – quem manda comprar em cima da hora?!), não me arrependi. Chegando de avião à Salzburgo é possível ver a linda paisagem austríaca com os campos verdinhos, cercados pelas montanhas nevadas e as casinhas coloridas no melhor estilo tirolês. Lindo, lindo, lindo! O pior é que vendo aquela paisagem comecei a cantarolar inconscientemente a música “Sound of Music”. Quando eu me toquei, comecei rir sozinha! O aeroporto de Salzburgo é pequeno, meio antiquado, mas prático.

Nesta viagem não quis arriscar com o hotel, pois ando meio decepcionada com os últimos empreendimentos que eu escolhi. Salzburgo possui várias opções hoteleiras, inclusive há diversos hotéis luxuosos, mas estudando o destino achei os empreendimentos muito antiquados, portanto resolvi ficar em uma rede já conhecida. Minha escolha desta vez foi o Motel One Salzburg Mirabell. A Motel One é uma rede hoteleira alemã que também possui unidades na Áustria, Suíça, Reino Unido e Holanda. Ela investi no design e na qualidade das instalações, mas oferece ao mesmo tempo, um empreendimento prático, sem muitos serviços, e extremamente eficiente. Além disso, possui tarifas BEM atrativas. É um ótimo BBB (bom, bonito e barato), e por essa razão, recomendo muito. Deem uma olhada abaixo na estrutura do empreendimento. O hotel ficava a apenas 15 minutos a pé do centro histórico e a menos de 10 minutos da Hauptbahnhof (Estação Central de Trens), portanto eu estava super bem localizada.

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Dessa vez vou voltar ao formato antigo e contar minha viagem pelos dias, pois acho vai ficar mais prático. Entretanto, já adianto que fiz várias coisas em um único final de semana, portanto vou escrever MUITO, mas também adicionei várias fotos para deixar minhas impressões mais divertidas. Cheguei à Salzburgo na sexta-feira no final da tarde, mas no meu primeiro dia não tive tempo de conhecer os atrativos; fiz apenas um breve reconhecimento da área.

 

Sábado

Hoje acordei bem cedo, pois sabia que meu dia seria muito puxado. Minha primeira parada foi no Palácio Mirabell, o único atrativo turístico da “cidade nova”. O Palácio foi construído pelo Arcebispo Wolf Dietrich von Raitenau no século XVII para sua amante. Infelizmente não é possível conhecer o interior do edifício, mas seus jardins são realmente lindos. São muito bem cuidados, coloridíssimos e com espécies de flores que eu nunca tinha visto antes! Os jardins foram um dos cenários do filme “A Noviça Rebelde”. Deem uma olhada no local…

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De lá fui até o Café Sacher para experimentar a original Sachertorte, uma torta de chocolate super tradicional na cidade de Salzburgo. A receita original da torta, usada até hoje, foi criada há mais de 120 anos. O café é bem tradicional, oferece um ambiente requintado e possui um atendimento acolhedor. Eu achei a torta bem comum, mas valeu a experiência. Ahh! O Café fica ao lado do Hotel Sacher, o empreendimento hoteleiro mais exclusivo da cidade. Deem uma olhada no Café e na torta. Já adianto que a foto do Café ficou meio embaçada porque ela foi tirada meio escondida do garçom.

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Já bem alimentada, atravessei o rio Salzach em direção à “cidade antiga”. A cidade antiga é onde congrega o centro histórico de Salzburgo. Essa região é repleta de ruas estreias, passagens históricas (não deixem de andar por essas passagens, pois elas podem te levar a lugares imprevisíveis!) e igrejas, muitas igrejas! Durante séculos Salzburgo foi administrada por arcebispos, e por essa razão é possível ver igrejas por todos os cantos. Elas são muito diferentes das igrejas católicas germânicas. Na verdade, esteticamente elas são mais similares às igrejas italianas, mas possuem estilos completamente diferentes entre si. Caso vocês sejam fãs de arquitetura ou de igrejas católicas, é uma boa opção de passeio. Como eu gosto de igreja (não faço o tipo carola, mas me interessa muito o apelo artístico desses lugares), visitei várias: a Catedral de Salzburgo, a Abadia de St. Peter (sem dúvida a mais linda de todas! Ela possui todo um complexo que conta também com um cemitério inusitado e a padaria mais antiga de Salzburgo), Kollegienkirche, Franziskanerkirche, Michaelskirche (quase fiquei trancada dentro desta igreja, que susto!). Já no lado da cidade nova, visitei a Dreifaltigkeitskirche, a St. Sebastianskirche e seu cemitério. Ufa! Deem uma olhada nas fotos da fachada da Catedral de Salzburgo e da fachada e interior da Abadia de St. Peter.

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Após minha missão religiosa (rsrsrs!), fui às compras. O centro histórico é repleto de lojas de souvenirs, lojas de doces com muitas opções de mozartkugeln (conto mais tarde o que é), lojas de roupas ao estilo tirolês e comércio em geral. A principal rua comercial da cidade é a Getreidegasse, mas é possível encontrar lojas por toda a região histórica. Esta rua é bem fofinha, pois os letreiros dos estabelecimentos são diferenciados. Eu li que eles eram feitos desta forma, pois na Idade Média grande parte da população era iletrada, portanto essas placas de ferro ajudavam as pessoas a identificar qual tipo de comércio era oferecido em determinado local. Deem uma olhada…

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Olhem também o letreiro do Mc Donald´s, que fofo! Falando em Mc Donald´s, fiquei muito empolgada com essa unidade. O mais limpo, organizado e estiloso de toda a Europa. Só não era perfeito, pois havia lírios por toda a parte. Eu adoro lírios, mas eles têm um cheiro muito forte, portanto não são recomendados para estabelecimentos gastronômicos.

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Eu fiquei particularmente espantada com o número de produtos de luxo ofertados na cidade, e lojas exclusivas como Hermès, Louis Vuitton, Moncler, entre outras. Para uma cidade do tamanho de Salzburgo? Ou os moradores locais são loucos por marcas ou o turista que frequenta o destino é muito abastado. Ahhh! Uma dica para quem gosta de preciosidades… Na Alter Markt, uma das principais praças do setor histórico, há uma farmácia que funciona desde 1591. O lugar é lindo, com mobiliário todo em rococó. Ela se chama Alte F.E. Hof Apotheke. Os funcionários não permitem que tirem fotos do local, mas caso vocês gostem de um pouco de história, acho que vale a pena dar uma passadinha por lá!

Durante o almoço quis conhecer um lugar especial. Optei pelo Esszimmer. Localizado longe do circuito turístico de Salzburgo, este restaurante possui uma estrela Michelin e oferece um cardápio internacional com forte influência austríaca. Ele é bem escondidinho e possui um ambiente mais casual, mas seus pratos são uma explosão de sabores. O atendimento é preciso e acolhedor! É bem caro, mas é uma ótima opção para os amantes da alta gastronomia. Deem uma olhada no meu prato principal, peixe com feijão branco e vegetais. Tá, admito que a cara não está muito boa, mas era delicioso!

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Após o almoço, voltei ao centro histórico para conhecer a casa onde Mozart nasceu (Mozarts Geburtshaus). O museu está localizado na Getreidegasse (principal rua comercial) e é uma boa opção para conhecer um pouco história deste músico genial. Eu gostei de saber que Mozart veio de uma família de classe média feliz e amorosa e que seu pai, mesmo muito controlador, era o maior incentivador do filho. Fiquei espantada ao saber que Mozart tinha o costume de se banhar todos os dias, mesmo sendo uma situação rara na Europa do século XVIII (Limpinho, não?!). Além disso, ele também teve um casamento muito feliz, apesar dos problemas financeiros que enfrentou no final da carreira. O museu custa € 10. Deem uma olhada na fachada da casa…

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Ainda visitei o Salzburg Museum (Neue Residenz). Ele é o museu sobre a cidade de Salzburgo e está localizado onde foi a nova residência dos arcebispos da cidade. Mesmo que ele tenha ganhado o prêmio de Melhor Museu Europeu de 2009, não sei se recomendo a visita. Achei-o muito confuso! Gostei de ver que ele discute o desenvolvimento do turismo na cidade e a conservação do patrimônio histórico. É o primeiro museu que visito que trata sobre esses assuntos. Mas tirando esses dois temas, o museu é meio esquisito. O turismo em Salzburgo vem sendo explorado desde a segunda metade do século XIX (para dar um banho no Brasil!). A princípio, o destino explorava o turismo de veraneio enfatizando os Resorts. Hoje, a maioria dos turistas visita a cidade no período do inverno. Ahh! A entrada custou € 7,50.

Para fechar meu dia em Salzburgo, fui experimentar uma sobremesa típica da cidade, o Salzburger Nockerl. É um suflê de ovos com calda de cranberries (mirtilo) embaixo. Achei o sabor normal, nem bom, nem ruim,  mas a cara da sobremesa é horrorosa! Dê uma olhada na foto abaixo. Ahhh! Ela serve duas ou mais pessoas. Eu não consegui nem comer metade do prato.

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Outro doce típico da cidade é o Mozartkugeln, um bombom composto por chocolate, pistache e creme de avelã. Há pelo menos nove marcas que comercializam este doce, cada uma com uma receita diferente, mas o criador do bombom original foi Paul Fürst em 1890. A Confeitaria Fürst ainda existe e revende a receita original do doce em quatro diferentes pontos de venda em Salzburgo. O bombom é gostoso!

Domingo

Acordei cedo e voltei à cidade velha para conhecer a Hohensalzburg, uma das fortalezas medievais mais bem conservadas da Europa. Ela fica no alto de uma montanha, logo ao lado do centro histórico e congrega mais de 50 edifícios construídos a partir do século XI. Para se chegar à fortaleza o turista tem duas opções: subir a montanha a pé ou pegar o funicular. Eu não estava muito animada para subir a ladeira a pé, mesmo porque estava de salto, então optei pela segunda alternativa. A entrada na Hohensalzburg com o funicular incluído custa € 11,30. Ahhh! Se você comprar o ingresso, tem direito a  um desconto nos outros museus da cidade. Se eu soubesse disso, teria colocado a fortaleza como minha primeira visita. O lugar é bem bonito, vale a pena! Entretanto, o que eu mais gostei foi a vista. Eu não sou o tipo de turista que gosta de ficar admirando vista de lugar nenhum, acho um programa meio besta, mas ela é realmente de tirar o fôlego! Deem uma olhada nas fotos. A primeira é do castelo e a segunda de uma das vistas da cidade. 

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Voltando ao centro, almocei no St. Peter Stiftskeller – Das Restaurant, o restaurante mais antigo da Europa. Localizado ao lado da Abadia de St. Peter, este restaurante aberto desde o ano de 803 é especializado em cozinha austríaca. O local não é muito chique, faz mais o estilo aconchegante com toques bem austríacos. Eu pedi um Wiener Schitzel, o prato mais tradicional da Áustria. Estava bom, mas as batatas tinham um gosto esquisito. Deem uma olhada no prato. Ahhh! Essa trouxinha amarela é limão. Ele é embrulhado desta forma para não lambuzar a mão do comensal. Adorei! O potinho ao lado do prato é geleia de cranberry (mirtilo). Acho que ela é uma sensação culinária na cidade.

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Para fechar minha jornada por Salzburgo, saí do centro da cidade e fui visitar o Schloss Hellbrunn. Localizada a 25 minutos de ônibus da Hauptbahnhof, este palácio de veraneio em estilo italiano do séc. XVII também pertenceu a um dos arcebispos da cidade, Markus Sittikus. O que mais chama a atenção são as fontes de água localizadas nos jardins do Palácio. Elas são ardilosas e é impressionante a engenharia utilizada para construí-las, pois no séc. XVII ainda não existia energia elétrica. Adorei a visita, vale muito a pena! Super recomendado! A entrada custa € 10,50, mas paguei € 8,50 em razão do desconto que ganhei com a visita à Fortaleza. Para chegar ao Palácio, o turista pode pegar o ônibus 25 que saí da Hauptbahnhof. Ele também passa pela Prefeitura da cidade, no centro histórico. O trajeto até o local é lindo, vale muito a pena. Deem uma olhada na entrada do Palácio e em uma das fontes…

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Salzburgo é sem dúvida um destino fascinante! Ela é tudo o que você espera: natureza inebriante, patrimônio histórico fascinante, extremamente limpa e organizada e atendimento caloroso. Mesmo que ela tenha passado uma imagem de cidade muito próspera, como tenho visto em outros destinos europeus, havia um grande número de pessoas pedindo dinheiro na rua, em sua maioria, ciganos. Percebi nesta minha jornada pela Europa que isto virou a epidemia do novo século. Mas isso não tirou o meu fascínio pelo destino. Além disso, fiquei extremamente tentada a conhecer outras cidades do país. Vamos ver…

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Auf Wiedersehen!

Paris je t´aime

Paris é outro destino que está no meu coração. De origem romana, a cidade seguiu imponente e na vanguarda durante vários períodos históricos. Com isso, toda sua riqueza histórica e cultural a transformaram na cidade turística mais visitada do mundo. É um destino atemporal; o tipo de lugar que nunca sai de moda!

A primeira vez que estive em Paris foi em 1999 quando fiz um intercâmbio de estudos na Espanha. Visitar a capital francesa era um dos meus maiores sonhos, e foi uma emoção sem tamanho ficar de frente à Torre Eiffel pela primeira vez e perceber que finalmente eu havia conseguido realizar esse desejo. Entretanto, tenho que admitir que meu amor por Paris não foi à primeira vista. Talvez minhas expectativas com relação à cidade eram tão grandes (Essas expectativas acabam comigo!), que quando cheguei ao destino, pensei: – É isso?! Mas com o passar dos dias, descobri que o melhor de Paris está nos detalhes intangíveis; está na aura de romance presente em todos os cantos e a sensação de que você está definitivamente no centro do universo. Já estive em Paris várias vezes e nas viagens anteriores visitei os atrativos mais populares da capital francesa: Torre Eiffel, Hôtel des Invalides (Museu Militar), Arco do Triunfo, Champs Elysees, Museu do Louvre, Museu D´Orsay, Igreja de Notre Dame, Igreja de Sacre Coeur, Ópera Garnier, Palácio de Versailles (que não fica bem em Paris, mas nas proximidades), Disney Paris (também localizado na região metropolitana), entre outros. Em minha opinião, todos esses atrativos são super recomendados! Mas nessa minha nova estada na cidade, quis me dedicar aos locais que eu ainda não conhecia, e são esses lugares que eu vou contar aqui no post.

Fui a Paris de trem (estou ficando cliente cativa dos trens europeus), pois achei que fosse a maneira mais prática de chegar ao destino. Peguei o Thalys (trem de alta velocidade – TGV) em Colônia. Após 3 horas e meia de viagem eu já estava na Gare du Nord (Paris). O trem é bem bacana, super estiloso, mas para ser sincera, fiquei um pouco decepcionada com a velocidade. Este TGV não chega nem perto dos 300 quilômetros por hora propagandeados pela empresa. Ahh! Paguei € 210 pela viagem de ida e volta (caro, mas quem manda comprar as passagens em cima da hora?!). Dessa vez, eu não vou falar sobre o hotel que eu escolhi, pois foi uma decepção. A cidade de Paris concentra o maior número de hotéis do mundo. O problema é que as tarifas destes empreendimentos são exorbitantes. Para os turistas com orçamento mais apertado (o meu caso!), a solução é ser esperta. Procurem hotéis de grandes grupos hoteleiros que oferecem bandeiras mais econômicas como a Accor (Ibis, Ibis Styles, Ibis Budget) ou a Choice (Comfort Inn), pois eles apresentam padrões de higiene acima de média, a manutenção e atualização dos equipamentos é maior, e geralmente estão bem localizados. Como queria ficar próxima à Gare du Nord, procurei vários empreendimentos na região. Fiquei empolgada com um hotel pequeno e familiar muito bem avaliado pelos clientes, mas não valeu a pena. Da próxima vez, volto para o bom e velho Ibis.

Durante meus três dias em Paris visitei os seguintes atrativos:

– Le Train Bleu: Este magnífico restaurante inaugurado no início do século XX está localizado na Gare du Lyon. Oferece pratos tipicamente franceses e já foi frequentado por pessoas ilustres como Coco Chanel, Salvador Dalí e Brigitte Bardot. Esse era um restaurante que eu já queria ter visitado há muito tempo. O lugar é absurdamente lindo!!!! Além dos vários detalhes que remontam a Belle Époque, as pinturas espalhadas pelo salão também são deslumbrantes. Lendo as avaliações de outros turistas no TripAdvisor, fiquei com um pé atrás com o local. Havia muitos comentários negativos a respeito do empreendimento. Muitos turistas diziam que a comida e o atendimento eram péssimos, e os preços, exorbitantes. Minha experiência no Le Train Bleu foi ótima! Escolhi um filé de peixe com purê de batata com açafrão que estava divinooo! Também fui muito bem atendida. Entretanto, o preço é realmente elevado. Paguei € 7,50 em uma garrafa de Pepsi Cola (se fosse uma Coca Cola talvez não ficaria tão ultrajada!).  É um lugar para os turistas mais desprendidos de dinheiro e que tenham interesse em tesouros históricos. Mas durante o período do almoço, vi muitos parisienses comendo por lá no que me parecia um encontro de negócios, portanto ainda é um restaurante para todos os tipos de público. Deem uma olhada nas fotos do lindo restaurante. A primeira é da entrada do local com um luminoso de gosto duvidoso. A segunda é do salão principal.

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– Château de Fontainableau – Construído a partir de um castelo do século XII, este palácio foi residência dos soberanos franceses por 8 séculos.  Ele está localizado na pequena e charmosa cidade de Fontainableau, há 40 minutos de trem de Paris. O lugar é absurdamente lindo, bem ao estilo dos mais luxuosos palácios franceses. Não tem como fazer a visita sem ficar boquiaberto com todos os detalhes e suntuosidade das salas. Amei e recomendo muito a visita, principalmente para os amantes de palácios como eu. Ahhh! Não deixem de visitar os românticos jardins do Château e a charmosa cidade de Fotainableau! Para chegar ao atrativo, os turistas têm duas opções: comprar um passeio por alguma empresa turística ou visitar por conta própria. Os passeios turísticos duram em torno de 5 horas e custam de € 60 a € 80, dependendo da época do ano e da empresa escolhida. O passeio inclui transporte até o local (ônibus) e visita guiada ao Palácio. Como eu ando na minha fase pão-dura, achei que seria mais econômico visitar o château por conta própria. Para ser sincera, foi a melhor opção! Fui até a Gare du Lyon onde peguei um trem para Montargis Sens. Parei na estação Fontainableau-Avon (40 minutos de viagem). De lá, peguei o ônibus circular Linha 1 com sentido a Les Lilas e parei no ponto Château (10 minutos de trajeto). Na volta, fiz o mesmo percurso, mas o ônibus é o Linha 1, sentido Gare. Parece complicadinho, mas é tranquilo! Além disso, tem vários turistas fazendo o mesmo percurso, então dá para ir seguindo a multidão. Com o trem, o ônibus circular e a entrada no museu, eu paguei € 31,10, uma boa economia. Ademais, fiz toda a visita no meu tempo, sem me preocupar com horários. Ahhh! Os trens que servem essa linha são super antigos, com carinha da década de 1970, mas são extremamente velozes, do tipo que faz inveja à qualquer trem alemão. Para sentirem a beleza do Château, segue abaixo imagens do jardim, da entrada do Palácio e de algumas das salas.

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– Angelina Paris: Inaugurado também no início do século XX pelo austríaco Antoine Rumpelmayer, essa casa de chá francesa mantém o glamour típico da Belle Époque. Está localizada na Rue de Rivolli, próxima ao Museu do Louvre. É um lugar super turístico e há sempre muita fila na entrada para conseguir uma mesa. O carro chefe da casa é o chocolate quente (realmente muito bom), mas eles oferecem também várias opções de pães e doces. Minha dica para evitar filas é: troque o café da tarde no Angelina, programa mais procurado pelos turistas, pelo café da manhã. No período da manhã, o local é bem tranquilo e o cardápio é o mesmo. Os preços são meio salgados (paguei € 20 pelo café da manhã), mas a experiência vale a pena!

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– Le Bon Marché Rive Gauche: A cidade de Paris é um convite para as compras. Galleries Lafayette e Printemps são sempre as lojas de departamento mais populares entre os brasileiros, mas fui visitar uma outra opção parisiense. Inaugurada em 1852, a Le Bon Marché foi pioneira ao oferecer serviços como entrega em domicílio, troca de produtos, pedidos pelo correio e períodos promocionais de vendas, práticas comerciais muito comuns nos dias de hoje. Adorei o lugar, gostei ainda mais que a Printemps. É uma loja mais classudo, até um pouco intimidadora, mas é um bom lugar para sonhar (e começar a apostar na Megasena!). Adorei ver que eles vendem três marcas brasileiras: Granado (Phebo e companhia), Melissa e Adriana Degreas.

Além dos novos programas, não podia deixar de passar por alguns lugares já cativos no meu coração como a Notre Dame e a Torre Eiffel. Há muitos anos eu não entrava na Notre Dame e foi ótimo poder voltar à Catedral. A maturidade (e a experiência) me fez ver a igreja com um outro olhar! Também não era possível passar por Paris sem dar um oi para a Champs Elysees e a Torre Eiffel (sempre lotadas de turistas), além de caminhar ao lado do romântico Rio Sena e pelo agradável Boulevard Haussmann.

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E assim terminou mais uma viagem. Paris é sempre uma ótima opção de passeio! É uma cidade contagiante e que oferece opções para todos os tipos de turista. Adorei todos os passeios que fiz nesta oportunidade e o clima também ajudou e ofereceu o final de semana mais quente da minha temporada europeia. Infelizmente não há só aspectos positivos a destacar. Assim como tenho visto em outras cidades pela Europa, também acho que Paris empobreceu nestes últimos anos. Vi um número grande de andarilhos nas ruas, também vi muitas pessoas pedindo dinheiro ou algum outro tipo de ajuda, em grande parte, estrangeiros. Perto da Gare du Nord e Gare de L´Est, fiquei espantada com a quantidade de lixo nas calçadas. Todas essas situações me deixaram um pouco triste, mas não tiraram o brilho de uma das cidades mais vibrantes e bonitas da Europa.

C´est la vie! Au revoir mon ami!

Aventuras pela Europa – Capítulo 11 – Bruges

Bruges (ou Brugge em holandês) é uma cidade localizada ao noroeste da Bélgica, na região conhecida como Flandres. Ela é denominada a Veneza do Norte, pois possui vários canais como a Veneza original, e é um dos destinos turísticos mais populares do país. A primeira vez que ouvi falar sobre Bruges foi quando a minha querida amiga Keila voltou de uma viagem a Europa e me contou como esta pequena cidade belga a encantou. Desde então, Bruges ficou na minha cabeça. Anos depois, achei que estava na hora de conhecê-la, e devo admitir que eu retornei a Alemanha completamente APAIXONADA por este destino! Bruges foi um grande centro comercial no final da Idade Média, mas acabou perdendo sua importância para a Antuérpia, cidade mais ao norte do país. Séculos depois, passou a explorar o turismo como sua principal atividade econômica, e hoje, suas lindas edificações do séc. XVII e XVIII tipicamente flamencas e seu charme bucólico a transformaram em um dos Patrimônios Mundiais da UNESCO.

Fui a Bruges de trem, como sempre. A viagem durou cerca de 4 horas e meia (saindo de Bad Honnef) e paguei € 88.  Minha paixão por Bruges começou logo na saída da Estação de Trens, pois na entrada da cidade já era possível ver os canais e suas charmosas paisagens. Como passei apenas o final de semana, fiz questão de ficar em um meio de hospedagem especial. Depois de pesquisar as várias opções existentes (e Bruges tem muitas opções!), escolhi o Duke´s Palace, um hotel histórico localizado próximo às ruas comerciais e à Grote Markt, principal praça da cidade. Instalado em um lindo palácio do século XV que serviu como residência dos duques de Borgonha, este hotel possui uma estrutura e áreas sociais impactantes, mas fiquei bastante decepcionada com os apartamentos. Além de achar tudo muito comum, e até um pouco datado, o chuveiro do banheiro não tinha água quente direito (imaginem tomar banho frio pela manhã no inverno europeu!).  Mesmo que eu tenha ficado empolgada com a variedade dos ammenities (uma coleção completa da L´Occitane até com bucha, lip balm e demaquilante), achei que faltou alguma coisa! Não sei se recomendo para outros turistas, mas na dúvida, segue abaixo algumas fotos para que vocês o conheçam.

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Durante meu final de semana na cidade visitei os seguintes atrativos:

– Grote Markt – Praça Principal. Nela é possível ver o Campanário, uma edificação do século XVIII no qual o turista pode subir e ter uma visão completa de Bruges. Também é onde fica o Tribunal Provincial, um lindo edifício do séc. XIX em estilo neogótico; além de outras construções em estilo medieval (dizem que elas não são autênticas e há muitas críticas por conta disso). A praça é o principal atrativo turístico de Bruges e por essa razão, concentra vários restaurantes, cafés, casas de chá, chocolateiras, etc. Também é de lá que saem as românticas charretes que fazem city tours pelos principais atrativos do destino. Por mais que as charretes sejam de fato super românticas, tenho que admitir que por conta dos cavalos, essa parte da cidade fede um pouco! Ahhh! Nesta região é onde se concentra o maior número de lojas de souvenirs. É possível encontrar coisas muito típicas belgas como os bordados (minha mãe ia infartar várias vezes por lá!), as cervejas e os chocolates, e outras coisas de origem duvidosa como tamancos holandeses e os bonecos quebra-nozes de Rotemburgo, Alemanha. De qualquer forma, deem uma olhada em duas imagens da Praça.

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– Burg – Outra praça importante da cidade localizada ao lado da Grote Markt. Nela estão situadas o Palácio Bispal, a Prefeitura e a Basílica do Sangue Sagrado. A Basílica do Sangue Sagrado (Basiliek van het Heilig Bloed) foi construída ainda no séc. XII. É uma igreja pequena, meio escondida no canto direito da Prefeitura, mas a capela é linda demais! Fiquei até emocionada de estar lá, sério mesmo! Ela possui ainda um museu com diferentes relíquias. Mesmo custando apenas €2, não recomendo a visita no museu. É apenas uma salinha com um acervo bastante enxuto. São peças lindas, tenho que admitir, mas muito poucas! Deem uma olhada nas fotos abaixo. A primeira é a do edifício da prefeitura e a segunda, do interior da Basílica.

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– Igreja de Nossa Senhora (Onze-Lieve-Vrouwekerk) – Essa linda igreja medieval possui uma escultura de mármore da Madonna de Michelangelo. Dizem que essa peça estava originalmente destinada à Catedral de Siena, mas foi adquirida por dois comerciantes de Bruges e doada a esta igreja. Eu estava curiosa para ver a escultura, pois segundo o filme “Caçadores de Obras-Primas” (Monuments Men – vejam o filme!), ela tem uma história emocionante.  Ahhh! Para ver a obra é necessário pagar € 2, mas eu posso mostrar para vocês de graça, deem uma olhada na foto abaixo. Ela é a figura central deste altar.

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– Begijnhof – É uma pequena área da cidade fundada ainda no séc. XIII, onde estava estabelecida uma irmandade de beguines, mulheres dedicadas à vida religiosa. Durante uma pesquisa na internet, vi que muitos turistas descreviam que o local transmitia paz. Não sei se paz é a melhor palavra para descrevê-lo, mesmo porque tinha um grupo de italianos buzinando no meu ouvido a visita inteira. Mas é um lugar lindo, muito especial e senti uma felicidade interior muito grande! Vale a visita!

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Bruges ainda oferece vários museus, mas dessa vez, fiz questão de não visitar nenhum deles. Queria dedicar meu tempo à própria cidade, que é na verdade o principal atrativo.  O melhor programa a se fazer é caminhar pelas bucólicas e sinuosas ruas e descobrir o que o local te proporciona. Também recomendo fazer uma caminhada beirando os canais, pois eles propiciam charmosas e inesquecíveis paisagens. Deem uma olhada!

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Sobre a gastronomia de Bruges, ela não foge a regra belga. É possível encontrar uma infinidade de opções de cervejas, waffels, pommes (batata-frita), chocolates e mussels (mexilhões). Como eu não bebo cerveja, me dediquei às outras especialidades locais. No Domingo, almocei no Breydel de Coninc, um restaurante despretensioso localizado entre a Grote Markt e o Burg. Mesmo que o garçom tenha me avisado que este período do ano não seja época de mexilhões (quer dizer, eles estavam muito pequenos), eu tive que experimentá-los. Eu pedi mexilhões ao molho de vinho branco e gostei muito, principalmente se você acompanhá-los com um molhinho de mostarda. É uma ótima opção para quem gosta de frutos do mar! Ahh! E achei que eles estavam enormes! Deem uma olhada no meu prato… Ele era gigante!

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Com relação aos chocolates… Ahhh os chocolates… No meu post sobre a Antuérpia eu havia comentado sobre a Chocolate in Line, uma marca de chocolates gourmet na qual eu tinha me apaixonado. Imaginem a minha felicidade quando descobri que eles tinham uma loja em Bruges. Comprei não uma, mas duas caixas de bombons. Dominique Persoone, o chocolatier responsável pela criação dos bombons é um gênio! Super, mega recomendado! Não deixem de provar! Também experimentei os chocolates da Mary, uma chocolateria de 1919 fundada pela primeira mulher chocolatier da Bélgica. A loja oferece bombons mais tradicionais, mas também são muito saborosos!

Duas atividades super tradicionais que eu não fiz em Bruges foram; passeio de barco pelos canais da cidade e a subida ao topo do Campanário. Eu achei os dois programas meio bestas, e por essa razão, acabei não fazendo! Sem arrependimentos!

E assim terminou mais uma viagem. Eu devo admitir que até este último final de semana, a Bélgica não tinha me trazido muitas emoções! Bruxelas estava muito aquém ao que eu esperava, e a Antuérpia também não me conquistou de fato. Entretanto, descobri nesta última viagem que a verdadeira joia belga está em Bruges. Li alguns blogs de viagem dizendo que Bruges era meio “fake”. Eu particularmente não tive essa impressão! É verdade que a cidade vive exclusivamente do turismo e por essa razão, o centro histórico é dedicado basicamente ao turista. É possível ver uma profusão de lojas de souvenirs e estabelecimentos gastronômicos. Mas ao mesmo tempo, achei tudo extremamente despretensioso e verídico, sem forçação de barra ou coisa do gênero. Li em outros blogs que os restaurantes do centro histórico eram “pega turista”. Também não concordo com isso! É claro que é possível encontrar todos os tipos de estabelecimentos, inclusive aqueles meio trabajaras, mas vi restaurantes de chefes renomados, alguns deles até com estrelas no Guia Michelin. Existe também muitos estabelecimentos ligados a escola de hotelaria e culinária, portanto, vejo que a gastronomia é coisa séria por lá.

Para fechar o post, gostaria de dar três dicas para aqueles turistas que se animaram em visitar Bruges. 1) Leve um tênis bem confortável, pois a melhor forma de conhecer os atrativos é caminhando e o calçamento da cidade é todo em paralelipípedos pequenos, portanto qualquer outro calçado vai acabar com seu pé (Experiência própria! No meu segundo dia inventei de colocar uma bota de salto fino. No meio da tarde já não estava mais aguentando de dor. Além de ter estragado o salto da minha bota);  2) faça um regiminho antes da viagem, ou mesmo já comece a planejar um detox para quando voltar do passeio, pois é difícil resistir a tantas tentações. Eu que sou super comedida acabei pisando um pouquinho na jaca; 3) caso queira comprar algum produto tipicamente belga, encontrei uma loja entre a Grote Markt  e o Dijver chamada 2Be. Ela é muito bacana e vende todas as marcas belgas de chocolate, cerveja, molhos, etc. Gostei bastante e recomendo!

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Até a próxima!

Karneval in Deutschland (Carnaval na Alemanha)

Hoje conto uma das experiências mais diferentes, e um tanto quanto bizarra, que tive a oportunidade de vivenciar, o carnaval na Alemanha (Karneval). Acho engraçado, pois nós brasileiros temos a falsa impressão de que Carnaval é bom e animado apenas no Brasil, e tenho amigos que achavam que só nós celebrávamos a data; entretanto, como um feriado cristão, vários outros lugares do mundo têm o carnaval como uma festividade importante, inclusive a Alemanha. Além disso, estou para dizer que os alemães são tão empolgados ou até mais que os próprios brasileiros com o carnaval.

A preparação para o Carnaval por aqui começa logo depois do Natal (Sério! Já começa depois do Natal), quando grande parte das lojas é enfeitada com palhacinhos (Não sei muito bem qual a relação do palhaço com o Carnaval, talvez a questão da alegria, mas no começo achei estranho!).  Seguem abaixo duas vitrines enfeitadas para a comemoração. As fotos não ficaram muito boas por causa do reflexo do vidro, mas é possível ver os palhaços.

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A partir do mês de janeiro já é possível ver a proliferação de Festas a Fantasia. Algumas são celebradas na casa de amigos e outras em bares e hotéis. O alemão é doido por uma festa a fantasia! Todos têm alguma fantasia guardada em casa, e conheci pessoas que tinham um guarda roupa repleto de opções para todas as ocasiões. Era a coisa mais esquisita do mundo ver um número enorme de pessoas nos trens vestidas de palhaço (a fantasia mais popular!) policial, gatinho, girafa, urso panda, teletubbies, entre outras. Algumas fantasias eram realmente lindas, muito elaboradas, outras… nem tanto. Eles ficam no trem como se fosse a coisa mais normal do mundo, talvez até seja, e o problema seja eu. O Carnaval de fato por aqui começa logo na quinta-feira (Sério! Já na quinta!), quando o comércio fecha ao meio dia e as pessoas com suas fantasias vão para os bares beber e celebrar. Como eu não sabia disso, na quinta à tarde tentei comprar meu jantar no centro de Bad Honnef e não tinha uma padaria aberta. Me ferrei bonito! Tive que improvisar em casa mesmo. Na sexta, o comércio funciona normalmente (algumas repartições públicas ficam fechadas neste período), mas é possível ver pessoas fantasiadas no mercado, na farmácia, e andando na rua. São pessoas de todas as idades (de bebês a idosos). À noite eles voltam para os bares para beber e celebrar. Entretanto, as melhores festas acontecem mesmo no final de semana. Grande parte dos bares oferece festas de Carnaval e tem alguns estabelecimentos com filas gigantescas na entrada. Além disso, há shows com músicas típicas em várias cidades. No Sábado fui assistir a um desses shows na Neumarkt, em Colônia. O show estava lotado, com gente de todas as idades, todos os espectadores fantasiados e cantando enlouquecidamente músicas que eu nunca tinha ouvido na minha vida. Deem uma olhada na foto que tirei no show.

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Algumas das canções tinham jeitinho de música tradicional, como essas que escutamos na Oktoberfest, outras já pareciam mais atuais, tipo pop/rock. Depois de alguns dias ouvindo essas músicas, já tinha me acostumado e estava quase cantando junto. Na verdade, algumas delas estão na minha cabeça até agora! No Domingo fiquei em Bad Honnef, pois teria a parada de Carnaval no centro da cidade. A parada de Carnaval é como se fosse um desfile de escola de samba, na verdade está mais para um desfile de 7 de setembro. Não há competição, mesmo porque só há apenas uma escola, mas é formada por vários grupos que fantasiados tentam animar os espectadores. Vale lembrar que os espectadores também se fantasiam para assistir o desfile! Na parada também é possível ver algumas bandas, dessas com cara de banda escolar, mas o som delas não chega a ser marcante. O desfile corre por todo o centro da cidade, e há um ou mais locutores que ficam parados em diferentes cantos animando as pessoas. O Carnaval em Bad Honnef é bem tranquilo, muito família e é possível ficar bem próximo de todos. Durante a passagem dos grupos, seus componentes presenteiam os espectadores com alguns mimos; grande parte deles é doce (balas, chocolates e pirulitos), mas também há presentes como rosas para as damas, e outros meio bizarros como bolinha de plástico e lenços de papel (???).  A distribuição é tão grande que os espectadores levam sacos plásticos (como esses de mercado!) para guardar tudo que receberam. O desfile durou 1 hora e meia e depois da parada todos foram à Marktplatz para dançar, beber e comer. O sonho (sabe o tradicional sonho que comemos aí no Brasil?!), conhecido aqui na Alemanha como Berliner, é o doce mais popular no Carnaval em Bad Honnef. As pessoas compravam de dúzias e comiam com os familiares. Deem uma olhada no desfile de Bad Honnef.

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Na segunda-feira fui para Colônia participar da Rosenmontag, a parada de Carnaval de Colônia. Muitas pessoas haviam me alertado o Carnaval em Colônia era o melhor da Alemanha e por essa razão, estava muito empolgada por este dia. Disseram-me que a parada começaria às 10h30 e por isso, acordei cedo e às 10h30 já estava lá para reservar meu lugar. A cidade estava completamente abarrotada de gente, era uma confusão danada para sair da estação de trens e andar pelo calçadão comercial. Todas as pessoas estavam fantasiadas e prontas para a folia. Deem uma olhada em algumas fantasias. Eu particularmente amo estas duas primeiras fotos. Eu gosto de ver as crianças empolgadas com suas roupas, acho meigo!

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Fiquei das 10h30 às 12h50 parada em pé no frio de 4°C graus (o vento estava horrível e a sensação térmica devia estar perto de 0°C) e nada de desfile. Deu tempo até de levar uma boa cantada nessa espera. Fazia um tempo que ninguém me cantava aqui na Alemanha, estava até sentindo falta. Fiquei tão de mau humor com a espera que desisti e fui no Mc Donald´s mais próximo almoçar. Voltei às 13h30 e a parada já estava começando. A confusão era enorme! Muita gente se espremendo para ver o desfile, um empurra empurra danado, espectadores espertalhões tentando entrar nos camarotes, o fim! Andei por vários quarteirões até conseguir um lugar mais ou menos para ver o desfile. O esquema é muito parecido com o de Bad Honnef. A parada de Colônia também é formada por grupos, mas neste desfile as confrarias são centenárias. Também há carros alegóricos grandes, de bom gosto e cheios de bonecos. Deem uma olhada em alguns carros. 

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Dentro desses carros há pessoas acenando e jogando presentes para os espectadores; os doces reinam absoluto entre os mimos e haviam alguns foliões jogando caixas inteiras de bombons; outros davam rosas para as mulheres e eram recompensados com um beijo na bochecha. Meigo! O desfile durou 2 horas e depois da parada todos se encaminharam ao calcadão comercial para beber e comemorar. Ao lado da Catedral tinha uma bateria de escola de samba. Eles eram muito bons e os alemães ficavam enlouquecidos com o ritmo dos tambores. A banda se chamava “Quem é?”. Mesmo com um ritmo super brasileiro, me pareceu uma bateria bem alemã, sem mulatas sambando e coisa assim. Deem uma olhada.

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Após a parada começou a pior parte do Carnaval. Eu imaginava que na Alemanha as coisas seriam mais organizadas, mas o que eu vi foi o pior do Carnaval brasileiro. Muito empurra empurra, muita gritaria, muita gente bêbada por todos os cantos; mesmo com banheiros químicos gratuitos espalhados por todo o centro, os homens faziam xixi na rua. Haviam algumas paredes no centro que tinham filas de homens urinando. Um nojo! O chão estava completamente sujo, cheio de papéis, embalagem de doces, e muitos, mas muitos cacos de vidro. Esses cacos eram das garrafas de cerveja ou das berentzen schnaps, um licor vendido em embalagens pequenininhas que era a sensação do Carnaval. As pessoas andavam com cintos repletos desta bebidinha e bebiam 3 ou 4 de uma só vez! A estação de trens estava um CAOS! Imaginem a rodoviária de Curitiba em véspera de feriado. Muita gente bêbada, gente gritando por todos os lados. A confusão estava tão grande que uma das lojas que eu costumo comprar, a Rewe to Go, teve que fechar as portas e controlar a entrada de clientes, pois não estavam dando conta da multidão. Os trens estavam todos atrasados (alguns com atraso de 50 minutos) e saiam abarrotados de gente. Vi um dos trens para Münster saindo com as portas abertas e pessoas agarradas na porta, um horror!

Cheguei em casa à noite, ainda um pouco assustada com tudo. No final das contas acho que valeu a experiência. Na terça-feira ainda era possível ver algumas pessoas fantasiadas pelas ruas, mas na quarta parecia que tudo não tinha passado de um sonho e que o Carnaval tinha sido uma realidade muito distante.

Fiquei impressionada com a empolgação e energia dos alemães para a festa. Também fiquei impressionada como eles gostam de se fantasiar (uma pessoa me disse: “- Somos tão sérios o ano inteiro, é bom se divertir de vez em quando!”), mas para ser sincera, não tenho vontade de repetir a experiência. A não ser que da próxima vez eu seja convidada para ficar em algum camarote ou  para assistir os desfiles das sacadas de uma das muitas festas particulares. Sonho meu!

Espero que tenham entendido e gostado do meu ponto de vista sobre o carnaval alemão.

Auf Wiedersehen!

Willkommen in Berlin

Quem me conhece sabe que Berlim é uma das cidades que eu mais gosto no mundo. Adoro as avenidas largas e longas, os edifícios monumentais e a movimentação louca dos turistas que se mistura com o ritmo dos berlinenses. Enfim, adoro e pronto! Berlim era uma das cidades que já estava na minha agenda antes mesmo de chegar à Bad Honnef, mas que por conta das outras viagens e por medo do frio (que este ano felizmente chegou com pouquíssima intensidade), acabei adiando este passeio. 

Há alguns anos atrás, quando fiz um circuito pela Alemanha, já havia aproveitado alguns dias em Berlim. Nesta oportunidade, visitei os principais atrativos da cidade: Alexanderplatz, Unter den Linden, Ilha dos Museus, Berliner Dom, Friedrichstraße, Gendarmenmarkt, Checkpoint Charlie, Brandenburger Tor, Reichstag, Tiergarten e Colina da Vitória, Schloss Bellevue, Potsdamerplatz, remanescentes do Muro de Berlim, Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche e Kudamm. Recomendo muito a visita em todos esses lugares (a não ser o Checkpoint Charlie que eu achei super sem graça, mesmo tendo um grande significado histórico).  Mas havia dois atrativos que eu não tive tempo de visitar na primeira passagem por Berlim e que, desde então, ficaram na minha mente; o Schloss Charlottenburg e a cidade de Potsdam. Por essa razão, sempre tinha a sensação de que eu deveria voltar à capital alemã para terminar minha jornada. Neste post vou contar um pouco do meu retorno à Berlim, mas se preparem, pois fiquei tão empolgada com a viagem que escrevi muita coisa!

Para este passeio, reservei quatro dias. Na primeira noite optei por ficar em um hotel, mas não qualquer empreendimento; fiquei no “Senhor” hotel. E as demais noites me hospedei na casa de um antigo amigo, o Chris. A hotelaria de Berlim é digna de uma grande capital europeia. A cidade oferece as mais variadas opções e todos os tipos de tarifa. Outra coisa que eu gosto muito em Berlim é que há uma profusão de hotéis design, então é um prato cheio para quem, como eu, é louco por hotéis diferenciados. Nesta viagem optei pelo “Das Stue Hotel”, um dos melhores e mais exclusivos empreendimentos da capital alemã. O Das Stue faz parte da Design Hotels, uma associação com abrangência mundial que congrega diferentes hotéis design pelo globo. Como eu conhecia o Gerente de Marketing da Associação, tive a oportunidade de ficar no hotel com um desconto bastante considerável. Localizado entre o Tiergarten e o Zoológico de Berlim, este empreendimento luxuoso está instalado em um lindíssimo edifício da década de 1930 que já serviu como Embaixada da Dinamarca na Alemanha. O design do edifício e a decoração moderna e sóbria dos diferentes cômodos são impressionantes. Outra coisa que eu gostei bastante foi a tecnologia do apartamento. É possível controlar todas as luzes do quarto da sua própria cabeceira; a mesa de trabalho possui um teclado e um mouse da Apple e com eles você pode transformar a TV em um computador com conexão à Internet. A TV também é toda interativa. Ela era tão moderna, mas tão moderna, que eu nem conseguia ligá-la (eu sou um fracasso quando se trata de tecnologia). Se por um lado eu amei a estrutura do lugar, por outro fiquei decepcionada com o atendimento. Não tive a atenção que eu gostaria e não me senti exclusiva. Tirando um dos mensageiros e a atendente do spa, os demais funcionários foram indiferentes, o que não é uma coisa muito boa em um hotel deste nível. O empreendimento ainda oferece um spa (com piscina aquecida e sauna) e dois restaurantes, um deles estrelado no Guia Michelin. Eu almocei no Restaurante Casual. Foi bom (tirando a insossa sobremesa), mas muito caro para o que eles oferecem. No final, recomendo o hotel para aquele turista mais abonado, mas com ressalvas. Vejam as fotos do empreendimento.

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Sobre os dois novos atrativos que eu conheci.

Schloss Charlottenburg – Construído no séc. XVIII em estilo barroco, este local foi o antigo palácio real do Reino da Prússia, país que hoje faz parte da Alemanha. Está localizado no distrito de Charlottenburg, a uns 20 minutos do centro de Berlim de ônibus. O lugar é realmente especial, mas infelizmente ele foi brutalmente bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial e grande parte da edificação foi destruída, principalmente no primeiro piso. Uma pena! O que você vê no Palácio é, em grande parte, uma reprodução do esplendor original. O ingresso custou € 12 e recomendo o passeio, caso vocês sejam, como eu, loucos por palácios.  O local ainda oferece um enorme jardim. Eu o achei meio sem graça, mas havia muitas pessoas aproveitando o dia bonito para praticar corrida ou simplesmente passar o tempo. Segue abaixo uma foto da entrada do Palácio.

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Potsdam – Essa cidade está situada a sudoeste de Berlim, à uma hora de trem da Friedrichstraße, no centro da capital alemã. Ela serviu como residência de verão dos reis da Prússia. O Parque de Sanssouci, um de seus atrativos, congrega o maior conjunto rococó do mundo. Seu patrimônio histórico é tão relevante que a cidade é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Potsdam é toda fofa! É cheia de construções monumentais combinadas com uma atmosfera bucólica e acolhedora. É um lugar extremamente agradável, charmoso e calmo! Já o Parque de Sanssouci é um espaço gigantesco onde é possível encontrar diferentes palácios e demais construções que passeiam pelos séc. XVIII ao XX. Os dois principais palácios: Sanssouci e Neue Palais são absurdamente lindos! Não tenho outras palavras para descrevê-los. O Palácio de Sanssouci é relativamente pequeno, tem apenas 12 aposentos, mas tem tantos detalhes que você não acredita como conseguiram construir tudo aquilo em apenas dois anos.  Minhas dicas em Potsdam são muitas: 1) Caso tenham interesse em visitar a cidade, reservem um dia todo para o passeio, pois vocês irão perder um tempo para chegar ao destino e muito tempo será destinado somente ao Parque; 2) Vão com um sapato confortável, pois a caminhada vai ser boa (só no Parque a caminhada é de  4kms); 3) Levem comida e bebida para o Parque, pois não há estabelecimentos gastronômicos por lá (eu só consegui almoçar às 16h); 4) Caso tenham interesse em conhecer vários castelos, comprem o ticket combinado (Premiumkarten). Ele custa € 19 e te dá direito a entrar em todos os lugares; caso contrário, vocês pagam € 12 em cada visita; 5) De preferência, visitem a cidade no verão, pois no inverno apenas os dois principais palácios estão abertos à visitação e os jardins estão meio pobrinhos; 6) Não deixem de visitar o restante da cidade, pois vale muito a pena. Segue abaixo algumas fotos. A primeira é da fachada do Palácio de Sanssouci. Já a segunda é o do Neue Palais.

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Além desses dois atrativos, também passei por outros lugares interessantes. Conheci a KaDeWe, a maior e melhor loja de departamento de Berlim. Ela é bem legal! Não tem tantas opções como as lojas estadunidenses, mas tem aquele ambiente formal e sem vendedores atrás de você como eu tanto gosto! Se derem uma passadinha por lá, não deixem de conferir os dois últimos andares destinados à restauração. Eles oferecem um pouco de tudo: doces, vinhos, queijos, carnes, tem até um restaurante mais formal. Vale a pena! Aproveitando que eu estava na KaDeWe, também andei pela Kudamm, uma das ruas mais charmosas e exclusivas de Berlim. Ela é cheia de hotéis boutique, cafés, restaurantes e lojas de marca. A rua é linda, tem aquele ar romântico, até meio parisiense. Não deixem de dar uma olhada nas outlets de luxo que tem por lá! São várias e elas oferecem coisas muitos boas, por um preço interessante. Deem uma olhada na charmosa Kudamm.

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Também dei uma passadinha na minha praça favorita, a Gendarmenmarkt e almocei em um restaurante especial, o Borchardt. Aberto no final do séc. XIX este restaurante tem um ambiente histórico, mas extremamente agradável. O cardápio é mudado diariamente e oferece desde pratos clássicos da cozinha alemã à fusion cuisine. Eu já havia lido sobre ele em um livro de Gastronomia que eu estou ajudando a editar e me interessei muito pelo apelo histórico e tradicional do lugar. O atendimento é mais ou menos, mas a comida é excelente e o ambiente é muito acolhedor. Recomendo! Deem uma olhada na linda Gendarmenmarkt.

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Na primeira vez que estive em Berlim, depois de andar à pé o dia todo,  quis pegar um metrô para voltar ao meu hotel. Peguei a linha errada (a primeira e única vez que eu me perdi no metrô na vida) e parei sem querer na Postdamerplatz. Fiquei um pouco assustada por estar à noite sozinha e cansada em um lugar que eu não sabia bem onde era, mas ao mesmo tempo,  impressionada com o jogo de luzes do Sony Center. Naquele momento, jurei que voltaria para jantar por lá um dia. Desta vez, além de jantar na frente da Praça, no italiano “Essenza” (recomendado!), também fui assistir um filme no IMAX (Monuments Men), localizado dentro do Sony Center. O cinema é fora de série! Além de ser gigantesco (ele está dividido em vários andares e as salas parecem auditórios de teatro de tão grandes), ele é moderno e chique, vendem até prosseco. Ahhh! E oferecem todos os filmes em inglês, e sem legenda! Adorei as duas experiências!  

Também fui conhecer uma parte menos turística da cidade e mais descolada (dizem!), o Kreuzberg. Na verdade, fiquei um pouco assustada com o lugar. Ele é sujo, completamente pichado, cheio de empreendimentos abandonados, um bairro extremamente multicultural e alternativo. Ele parece um Queens piorado, e bota piorado nisso! Tinha tanto restaurante oferecendo kebab que era possível ver uma névoa formada pela carne assada nas ruas com direito a cheirinho de churrasco (Não estou contando isso em um bom sentido). Dizem que é uma área que está se valorizando muito em Berlim. Ela é cheia de boutiques descoladas, clubes noturnos, e muitos chefes renomados têm montado seus restaurantes por lá. Eu simplesmente não gostei, então não acho que valha a pena visitar, minha opinião!

E assim terminou mais uma viagem. Berlim é aquele tipo de metrópole que não tem como não ficar impressionado. Seja pela organização do destino, pela preocupação com o bem estar de seus habitantes, pela quantidade e tamanho de seus monumentos históricos, pelas inúmeras opções culturais e de entretenimento, ou até mesmo pelo amor que os próprios berlinenses têm pela sua cidade. Além disso, você vê coisas curiosíssimas por todos os cantos; seja um grupo de amigos idosos se reunindo para fazer um tour por conta própria ou até mesmo uma rave em um dos vagões do metrô em um Sábado à noite. Queria fechar esse post com uma foto marcante. Uma noite (na verdade eram umas 19h) estava andando pela Unter den Linden e vi o Brandenburger Tor iluminado. Fiquei fascinada!  A cidade brilha até à noite, então vou me despedir com esta imagem!

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Tschüss!

Aventuras pela Europa – Capítulo 10 – Antuérpia

Hoje começo a escrever sobre uma viagem que estou planejando há muitos anos. Conhecida como a capital dos diamantes (já que é responsável pela negociação de 80% dos diamantes brutos e 50% dos diamantes lapidados em circulação), por seu importante porto e por seus pintores barrocos (Rubens e Van Dyck), Antuérpia é uma das cidades mais charmosas de toda a Europa. Com pouco mais de 500 mil habitantes, a cidade é a segunda maior metrópole da Bélgica (metrópole é só maneira de dizer, já que as cidades belgas não são assim tão grandes) e fica a apenas 40 minutos de trem de Bruxelas, capital do país. O idioma predominante desta região é o holandês, mas TODOS os moradores falam fluentemente francês e inglês, o que facilita muito a comunicação. Antes mesmo de morar na Alemanha, eu já tinha planos de visitar a Antuérpia. Entretanto, desde que cheguei à Europa, outras viagens, sejam a negócios ou lazer, e o próprio inverno, acabaram atrasando este passeio. Fiquei apenas três dias na cidade e vou destacar logo abaixo todos os atrativos que tive a oportunidade de conhecer. Já adianto que como Bruxelas, acho que a Antuérpia é um destino que pode ser visitado em poucos dias, como em um final de semana, pois grande parte dos atrativos está localizada no centro histórico ou próximo dele.

Fui a Antuérpia de trem. São quase 4 horas de viagem de Bad Honnef e acho que é a melhor forma de chegar à cidade. Caso vocês também viajem a Antuérpia de trem, o primeiro atrativo do destino é a própria estação de trens. Construída no final do séc. XIX a Antwerpen-Centraal é por si só um atrativo turístico. É uma das estações de trens mais bonitas do mundo, com muitos detalhes em ouro e muito mármore. Além disso, ela é extremamente moderna; são três andares e 24 portões de embarque. Fiquei impressionada! Deem uma olhada nas fotos. A primeira mostra a fachada da Estação e a segunda destaca seu interior.

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 A Estação está localizada no distrito dos diamantes. Realmente esta região é repleta de lojas de joias, mas sinceramente achei tudo de muito mau gosto, muito datado, não me interessei por nada (como se eu pudesse comprar muita coisa com a minha bolsa de estudante da CAPES).

Com relação à hospedagem, não tive muita sorte com o hotel desta vez. Fiquei hospedada em frente à Estação, no Radisson Blu Astrid Hotel. Não sei nem como descrever o hotel. A localização era excelente e o 1º andar era todo dedicado ao bem estar do hóspede, oferecendo sauna seca, sauna úmida, piscina indoor, jacuzzi, academia completa e spa. É muito legal! Já o quarto era mais ou menos. A cama era de péssima qualidade, o chuveiro quente tinha pouca água. Além disso, esperei horas para fazer meu check-in, achei o mensageiro pouco amigável e meio “tabajara” (se vocês me entendem!).  Enfim, não sei se recomendo… Mas acho que se hospedar próximo à Estação de Trens é sempre importante.

 Vamos aos atrativos…

Meir – Esta é a principal rua comercial de Antuérpia. É um calçadão agradável, cheio de lindos edifícios neoclássicos e onde se concentram as marcas mais populares como Zara, H&M, Benetton, entre outras. Mesmo quem não gosta de umas comprinhas, acho que vale a pena passear por lá. Está localizada entre a Estação Central de Trens e o centro histórico. Na Meir, eu destacaria dois lugares especiais; o primeiro é o Stadsfeestzaal Shopping, um antigo espaço de eventos do séc. XIX – parece muito um antigo teatro – transformado em shopping. Eles se auto intitulam “o shopping mais bonito do mundo”. Não tenho essa certeza, mas o lugar é realmente de perder o fôlego. O outro é o Paleis op de Meir, um antigo palácio real do século XVIII que já serviu como residência de Napoleão Bonaparte e que hoje, além do museu, também possui uma charmosa brasserie (Café Impérial) e uma chocolaterie (The Chocolate Line). A visita ao museu custa € 6 e está disponível apenas aos Domingos. É pequeno, mas bonitinho, principalmente a sala dos espelhos. O restaurante é legal, a comida não é assim fantástica, mas vale a pena pelo ambiente monárquico e nostálgico. Já os chocolates… Ahhh, os chocolates… São divinos! Eu comprei uma caixinha com oito diferentes bombons artesanais e nem sei dizer qual era melhor. Recomendadíssimo! Deem uma olhada nas fotos. A primeira é o início da Meir. Já a segunda é o Palácio.

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Rubenshuis – Esta linda casa na Wapper, calçadão muito próximo ao Paleis op de Meir, foi adquirida pelo famoso pintor flamenco Peter Paul Rubens no início do século XVII e foi onde o artista morou e manteve seu estúdio para quase 30 anos. A casa é linda, principalmente as paredes com um papel dramático feito em couro, as fantásticas lareiras e as magníficas pinturas de artistas flamencos. O estúdio com as obras do pintor também é divino. É um passeio imperdível! Ahhh! O ingresso custa € 8, mas se você apresentar seu bilhete de trem, você ganha um desconto e paga apenas € 6. Também é possível fazer um combinado com o museu Mayer van den Bergh, pagando apenas € 10 pelos dois passeios. Como não tinha certeza se iria visitar o segundo museu, acabei ganhando só o desconto do trem. A primeira foto é a entrada do museu. Já a segunda foto é do pátio da casa. 

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Catedral de Nossa Senhora (Onze-Lieve-Vrouwekathedraal) – Localizada no centro histórico de Antuérpia, essa catedral de arquitetura eclética foi construída no séc. XVI. Vocês sabem que eu sou contra pagar ingresso para visitar igreja ( € 6), mas essa em especial é um museu de pinturas sacras flamencas. Além disso, possui quatro obras magníficas de Rubens. Seu interior não é assim impressionante, mas fiquei particularmente entusiasmada com os trabalhos em madeira escura. 

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Grote Markt – Localizada no coração do centro histórico da Antuérpia, essa praça preserva a linda prefeitura do séc. XVI e os edifícios muito típicos do renascimento flamenco (séc. XV). É um lugar agradável, cheio de restaurantes, cafés, bistrôs e brasseries e é o principal ponto turístico da cidade. Não há uma profusão de casas de waffle como em Bruxelas e o comércio de chocolate também é mais escasso. Em minha opinião, isso é ótimo, pois dá à praça uma imagem mais autêntica, menos “pega turista”. Essa região é o melhor lugar para se perder e descobrir vielas medievais e um comércio inusitado. Super recomendo!

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Steen – O castelo de Steen é a construção mais antiga da Antuérpia. Está localizado às margens do Rio Escalda (Steldt) e teve sua construção iniciada ainda no século IX. Já foi prisão, residência e museu naval. Hoje é apenas mais um marco da história desta cidade.

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The Vleeshuis – A “Casa do Açougueiro” é uma construção do séc. XVI, fica muito próximo ao Steen e congrega o museu histórico da música, som e dança da Antuérpia. É pequeno, mas têm peças interessantes, principalmente os lindos pianos do séc. XVII.  Achei dispensável a não ser que você seja uma fã de instrumentos musicais antigos. O ingresso custou € 5.

Museum Mayer van den Bergh – Esse museu foi feito a partir da coleção particular de Fritz Mayer van den Bergh, um grande admirador das artes. O acervo está exposto em uma linda casa em estilo neogótico. Eu gostei muito das pinturas barrocas no andar térreo e da biblioteca de tirar o fôlego no piso superior, mas acho que também é um museu dispensável a não ser que você seja fascinado por arte. O ingresso custou € 8.

Maagdenhuismuseum – Esse é um antigo orfanato para meninas, muito próximo ao Museu Mayer van den Bergh que também foi transformado em museu. É um lugar pequeno, mas que possui lindas obras de Rubens, Van Dyck e Jordaens, grandes pintores flamencos. Mesmo assim, também achei um museu dispensável. O ingresso custou € 7.

Cogels Osylei – É a região mais charmosa da cidade. Localizada ao sul da Estação Central de Trens, essa rua pertence ao distrito de Zurenborg. Eu não sei nem como descrever o lugar.  É uma região pequena composta por lindas mansões. Mas não são quaisquer mansões… A impressão que eu tive é que os donos faziam uma competição para ver quem construía a casa mais diferente do bairro. São mansões do começo do século XX e é possível encontrar edificações em estilo neoclássico, neogótico, art noveau, bizantino, a la tudor, ou até mesmo todos os estilos em uma mesma construção. Tudo com muitas torres, pontas e regadas com muitos mosaicos dourados. O lugar é lindo, muito calmo, parece um conto de fadas… Para quem gosta de arquitetura, é o tipo de lugar que precisa ser visitado. Mas minha dica é: Não vá a pé até lá, pois é meio longinho do centro;  pegue um trem até a estação de Antwerpen –Berchem, muito próxima da região. Segue abaixo algumas fotos do lugar.

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Outra dica legal… Se vocês estiverem na Antuérpia e quiserem almoçar em um lugar bem agradável, vão até a região do Museu Real de Belas Artes da Antuérpia. Localizado a uns 15 minutos a pé ao sul da Nationalestraat, essa região é cheia de restaurantes, cafés e brasseries. É extremamente calma e charmosa. O museu está fechado para restauração até 2017, mas mesmo assim, o passeio vale muito a pena! Almocei no Ferrier 30, um restaurante italiano contemporâneo. Minha escolha não podia ter sido melhor. Pedi um ravióli de lagostins com molho de crustáceo que estava divino! Além disso, de entrada eles servem um prosciutto maravilhoso (e não cobram por isso!). O ambiente é super agradável e o atendimento muito personalizado. Fica a dica! Outro lugar que eu também achei legal é o Brasserie den Artist, logo em frente ao museu. É um café histórico em art decó muito charmoso e lotado de gente, portanto imagino que seja bom.

Ahh! Não podia deixar de destacar que durante minha passagem pela Antuérpia também fui ao cinema (tinha que me atualizar) e comi alguns waffles com chocolate e creme (nada mais turístico). Essas pequenas indulgências fazem um bem danado para a alma!

 E assim terminou mais uma das minhas viagens. Antuérpia é um destino que me fez ver como a história pode estar viva. Foi uma viagem na qual tive sentimentos conflitantes. Não me apaixonei pela cidade como achei que me apaixonaria, mas gostei muito mais que Bruxelas. Eu vejo cada dia mais que a expectativa é o nosso maior inimigo. A cidade é mais cinzenta do que eu esperava. Em muitos momentos ela me pareceu decadente com construções que carecem urgente de uma limpeza ou uma demão de tinta. As ruas nem sempre estão limpas, principalmente ao sul do centro histórico e próximo à Estação Central de Trens. Não vi mendigos pedindo dinheiro, mas também não me senti segura andando à noite pela rua. Ao mesmo tempo, se alguns pontos da cidade me incomodaram, outros me fascinaram completamente. É uma cidade extremamente autêntica! Você não se sente perdido (sem saber se está na França, na Alemanha ou mesmo no Canadá). Os museus deixam clara a importância que a região teve e ainda tem na arte mundial, e os muitos edifícios históricos mostram o quanto essa cidade é singular. Fiquei surpresa em ver como a Antuérpia é cheia de boutiques descoladas (principalmente localizadas no quadrilátero da moda que compreende entre a Wapper e a Nationalestraat), de lojas de móveis e decoração com um bom gosto absurdo ou mesmo de alguns negócios inusitados como uma croissanterie. Também fiquei surpresa com o número de judeus ortodoxos (na verdade não devia me surpreender tanto, já que a cidade se dedica em grande parte ao comércio de joias) e com a pequena quantidade de turistas. Por essa razão, espero que tenham gostado do meu relato e se estiverem pensando em visitar o país, não deixem de reservar alguns dias para conhecer essa “joia” belga.

Tot de volgende keer!

Aventuras pela Europa – Capítulo 9 – Luxemburgo

A cidade de Luxemburgo não é um destino tradicional para o turista brasileiro padrão, mas não sei bem o porquê; estrategicamente localizada entre França, Alemanha e Bélgica, esta cidade é a capital do país de mesmo nome e figura um dos destinos mais ricos da Europa. Com pouco mais de 100 mil habitantes, em que mais da metade são estrangeiros, a cidade de Luxemburgo é conhecida por ser a sede de várias instituições da União Europeia, na qual é um dos membros fundadores. Eu escolhi visitar Luxemburgo por uma questão logística, pois a cidade está localizada a menos de 4 horas de trem de Bad Honnef, mas devo admitir que voltei para casa fascinada pelo destino. Fiquei tão apaixonada que quero voltar o quanto antes e vou lançar a campanha “Quero morar em Luxemburgo!”. A cidade tem uma origem muito antiga, que remota ao ano de 963 d.C., quando o Conde de Siegfried adquiriu o Castelo de Luxemburgo. Entretanto, tem uma história fascinante já que devido sua localização estratégica foi dominada por espanhóis, franceses e até pelos nazistas. Para se proteger dessas diversas invasões, a cidade foi ampliando sua fortaleza e criando o que hoje faz parte da paisagem habitual do lugar. Hoje suas grandes parceiras são a Holanda e Bélgica, pois juntas formam um bloco conhecido como Benelux. A Holanda tem um papel tão importante no país que o Duque de Luxemburgo (a nação é uma democracia parlamentar que possui um grão-duque como monarca constitucional), é descendente da Família Nassau, a mesma linhagem da família real holandesa. O país possui três idiomas oficias: o francês, o alemão e o luxemburguês. Para mim foi sem dúvida a parte mais confusa de toda a visita. Nas lojas, os atendentes falam com você em francês, mas há um grande número de lugares em que as coisas estão escritas em alemão. Além disso, o país possui um grande número de imigrantes portugueses (são mais de 100 mil portugueses em todo território luxemburguês, infelizmente nem sempre bem vistos pelo restante da população), portanto o idioma mais escutado pelas ruas é a língua da terrinha!). Mas para mim o mais importante é que TODOS, sem exceção, falavam inglês, o que mostra que Luxemburgo é realmente uma cidade global. O centro antigo foi construído ao longo do rio Alzette, e pode ser visitado andando pelo charmoso bairro de Grund, mas conforme a cidade foi crescendo, ela foi tomando conta de três principais morros (plateaux): Gare, Centre e Kirchberg. Isso parece confuso no começo, mas logo o visitante se acostuma. O problema é que há muito sobe e desce para o pobre turista, portanto é necessário fôlego e força nas perninhas. Ahhh! A cidade tem várias ciclovias, mas achava estranho não haver bicicletas pelas ruas. Depois desse sobe e desce percebi que por lá o carro é sempre a melhor opção. É importante mencionar que o centro histórico e as fortificações de Luxemburgo são tombadas como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. Tenho andado por muitos lugares chiques ultimamente, não acham?! Cheguei ao destino pela Estação Central de Trens (Gare Centrale) e de lá fui a pé ao meu hotel. Mesmo sendo a capital de um país, Luxemburgo não é uma cidade com grandes opções hoteleiras. Todas as grandes redes estão bem representadas: Accor (Sofitel, Novotel, Ibis Budget), Best Western, Meliá, Rezidor, entre outras, mas é só isso. Entretanto, as tarifas são bem competitivas se comparadas com outras capitais europeias (é possível achar um bom hotel 4 estrelas por € 80). Por essa razão, fiz uma extravagância e fiquei hospedada no Sofitel Le Grand Ducal. O hotel é fenomenal! Além da estrutura de primeira linha, está localizado a 10 minutos da Estação de Trens e a 10 minutos do centro da cidade. Recomendadíssimo! Deem uma olhada nas fotos abaixo. A primeira é da recepção do hotel. Não entendi bem o porque desses cachorros, talvez para mostrar que o empreendimento é dog friendly? A segunda é a do meu quarto.

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A minha primeira dica da cidade: quando reservar um hotel em Luxemburgo, procure um empreendimento perto da Gare Centrale, pois é onde se concentra grande parte das opções hoteleiras e é uma região próxima aos principais atrativos turísticos do destino. Além disso é o ponto central de várias linhas de ônibus circular. Durante meus dias na cidade visitei os principais atrativos: casemate de Bock (túneis de acesso à antiga fortificação da cidade); casemate e jardim de Pétrusse; Catedral de Notre-Dame (uma igreja gótica construída no século XVII); Bibliothèque Nacional de Luxemburg (ao lado da Catedral); Place Guillaume II (onde está localizada a prefeitura da cidade); Place d´Armes; Palais grand-ducal (residência do grão-duque) e Grund (o bairro medieval). Vale ressaltar que todos esses atrativos ficam bem próximos. Abaixo é possível ver o Palácio (na primeira foto) e uma visão da cidade tirada a partir de Grund.

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Para aqueles que gostam de um agito (não é mais o meu caso), minha segunda dica da cidade é: vá passear à noite pelo Le rives de clausen. Localizado no Grund, essa área foi uma antiga fábrica revitalizada e transformada em um centrinho cheio de cafés, restaurantes e cervejarias. Super charmoso e descolado! Visitei também o Museu Histórico da Cidade de Luxemburgo. Gostei da visita, pois conheci um pouco da história da cidade, mas achei um museu dispensável (€ 5). No centro de Luxemburgo, passei pela Grand-Rue, o principal calçadão comercial e na Rue Philippe II, rua na qual se concentra as lojas mais exclusivas como Chanel, Gucci, Louis Vuitton, entre outras. Na Philippe II encontrei ainda a Ladurée. Claro que não resisti e tive que comprar alguns macarons. Também visitei o Plateau de Kirchberg, a parte mais moderna da cidade onde se concentram o parlamento europeu e outros escritórios da União Europeia, a Filarmônica de Luxemburgo e o Forte Thüngen (foto abaixo).

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Eu tive a ideia de jerico de ir a pé até essa parte da cidade, mas só eu para ter uma ideia idiota como essa! Terceira dica: Sejam mais espertos que eu e peguem um ônibus circular para chegar até lá. Os ônibus em Luxemburgo custam apenas € 2, são confortáveis, muito limpos, práticos e eficientes. Em Kirchberg também fui ao cinema, adorei! Os filmes são sempre exibidos em versão original, mas possuem legendas em dois idiomas (francês-alemão ou francês-holandês). Cool!

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Dicas gastronômicas: Quem me conhece sabe que eu sou uma típica garota de classe média que fica toda faceira só com um menu do Mc Donald´s, mas cada vez mais tenho provado coisas diferentes, aumentando minhas experiências gastronômicas. Queria dar algumas dicas de Luxemburgo. A cidade não é uma metrópole gastronômica como Bruxelas, Paris ou Londres, e não faz o tipo de cidade com grandes restaurantes de luxo. Entretanto, é possível encontrar charmosas brasseries dedicadas em sua maioria à cozinha francesa. Durante minha estadia em Luxemburgo tive a oportunidade de conhecer dois lugares especiais. O primeiro é o Café de Paris. Localizado na Place d´Armes esse pequeno café possui um cardápio enxuto, descomplicado, mas delicioso. Recomendo o arroz de coco com camarão e molho indonésio. Dá água na boca só de lembrar! Veja as fotos do café abaixo.

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O segundo é a Plëss. Também localizada na Place D´Armes, essa brasserie possui um ambiente agradável, descolado e atendimento caloroso. Eu pedi um dourado (peixe) com risoto de limão que estava maravilhoso! Também recomendo o risoto de trufas com camarões. Ahhh! Não deixe de experimentar as sobremesas da casa. Feitas pelo pâtissier do próprio restaurante, são todas ótimas!!! Deem uma olhada no empreendimento…

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Na verdade, o que mais me impressionou em Luxemburgo foram às sobremesas. Sempre lindíssimas e saborosíssimas. Há anos eu não comia tantas sobremesas boas em uma mesma cidade. Para os amantes de doces como eu, recomendo o Oberweiss, uma pâtisserie super famosa que tem pontos de vendas espalhados pelas várias regiões de Luxemburgo e a Kaempff-Kohler, que além dos lindos e deliciosos doces, também comercializa diversos tipos de queijo. Esta última está localizada em frente à Prefeitura. Porém tomem cuidado com o preço dessas gostosuras… Se os hotéis de Luxemburgo são mais econômicos que a maioria das grandes capitais europeias, a comida é meio carinha. Até o Mc Donald´s é o mais caro que eu já comi na vida (€ 7,15).

E assim terminou mais uma viagem. Luxemburgo me surpreendeu logo de cara. Limpa, charmosa e organizada, o centro antigo lembra em muitos momentos um conto de fadas. Sua população é uma mescla de um pouco de tudo; alemães, franceses, portugueses, formando uma singular nação. A única decepção que tive na cidade foi ver que às 18h o comércio fecha e Luxemburgo morre. Queria ter visto a cidade pulsante à noite como vejo na maioria das grandes capitais europeias, mas também, não dá para ser perfeita em tudo. De qualquer forma, adorei a experiência e já estou contando os dias para voltar.

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 Au revoir!