Perdida por Côte d´Azur

Essa é a última e mais aguardada viagem desta temporada europeia. Na verdade, eu havia planejado visitar a Côte d´Azur no ano passado, antes mesmo de morar na Europa. No entanto, pensando melhor, percebi que seria mais prudente (e econômico) visitar a região quando já estivesse vivendo na Alemanha.

Para aqueles que não sabem, a Côte d´Azur está localizada no litoral sul da França. Conhecida ainda como Riviera Francesa, esta região é considerada um dos destinos mais bonitos e luxuosos do mundo. A principal cidade desta Riviera é Nice. Com quase 350 mil habitantes, Nice chega a abrigar 2 milhões de pessoas durante o verão. Além disso, possui o segundo aeroporto mais movimentado do país, depois do Aeroporto Internacional Charles de Gaulle em Paris.

Para esta viagem fiquei hospedada em Nice e durante o dia explorava as diferentes cidades da região. Acho que foi a melhor decisão que eu podia ter tomado. Fiquei hospedada no Ibis Nice Centre Notre Dame. Escolhi o hotel pela localização (no meio da área comercial da cidade e a poucas quadras da estação ferroviária) e fui muito feliz com a minha escolha. O hotel é simples, pequeninho, mas super limpo. Também adorei as novas camas da Accor, super confortáveis! O empreendimento é um pouco mais caro do que estou acostumada a pagar por um hotel da mesma bandeira, mas percebi que Nice na temporada de verão é complicada! Mesmo que a cidade ofereça muitos empreendimentos, as tarifas são sempre um pouquinho salgadas. Deem uma olhada no meu hotel.

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Vou contar minha viagem por cidades, pois acho que dessa forma será mais fácil entender todos os passeios que fiz durante minha estada:

Nice Gostaria de começar contando que Nice mexeu comigo. Não sei como dizer isso, mas mexeu. O mar é de um azul tão incrível (parecia o Caribe) e a Promenade des Anglais é tão charmosa, não tenho palavras! Sintam a beleza do mar…

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Durante minha estadia em Nice andei pelo centro histórico da cidade (Vieux-Nice). Nesta região, passei pela Prefeitura (Hôtel de Ville), Ópera (lindo edifício), Cours de Saleya (um mercado de flores bem mequetrefe, onde é possível encontrar restaurantes e cafés), Catedral Sainte-Marie et Sainte-Réparate (uma linda igreja barroca que destoa das tradicionais igrejas góticas francesas) e o Palais Lascaris (um palácio barroco construído no século XVII que expõe uma coleção de instrumentos musicais antigos. O acervo é bem fraquinho, mas o edifício é bacana. Entrada gratuita! ). Segue abaixo uma foto do interior do Palácio.

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Para ser sincera, a Vieux-Nice não me impressionou muito. Essa região se assemelha a Itália, mas é uma parte feia da Itália, cheia de prédios mal cuidados, mofados e roupas expostas na janela. Parecia um cortiço! Na verdade, toda essa região tem uma forte influência da Itália, pois já fez parte do território italiano no passado. Ahhh! Vocês sabiam que Giuseppe Garibaldi, um dos idealizadores da Revolução Farroupilha no sul do Brasil nasceu em Nice?!  Voltando ao passeio, logo acima do centro histórico passei pelo Chateau de Nice, um local onde havia um antigo forte e que hoje oferece as melhores vistas panorâmicas da cidade (a subida é meio pesada, mas as vistas são lindas!). Saindo do centro histórico, ainda andei pela Promenade des Anglais, a Avenida Beira Mar. É um lindo boulevard no qual é possível ver a praia com o mar azul e onde estão localizados os principais hotéis da cidade.  Devo alertá-los que as praias na França são um pouco diferentes das praias brasileiras. Em grande parte delas, não há areia e sim pedras. Além disso, as pessoas em geral não levam seu próprio guarda-sol e cadeira. Elas alugam todos os apetrechos dos clubes. Esses clubes estão localizados dentro da praia, próximos ao mar, e além de alugar todos os equipamentos necessários, ainda oferecem banheiros e estabelecimentos gastronômicos.

Na Promenades des Anglais é possível encontrar o icônico Hôtel Le Negresco (vou falar mais sobre ele abaixo) e o Musée Masséna (um lindo casarão do final do século XIX que mostra um pouco da história da cidade de Nice. O palácio é lindo e o andar térreo mostra os riquíssimos detalhes da decoração daquele período. O segundo e terceiro andar são mais ou menos, mas é outro museu gratuito). Abaixo é possível ver os edifícios do Hôtel Le Negresco e do Musée Masséna.

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Por fim, passei pela área comercial da cidade. O comércio de Nice é bem variado e algumas ruas são extremamente charmosas. Destaco a Avenue Jean Médicin,  onde está localizada as principais lojas da cidade, e as Rue Paradis e Avenue de Verdun, que são as vias com o comércio mais exclusivo. Também recomendo dar uma passadinha na charmosa Place Masséna, que liga a região comercial ao centro histórico. Logo abaixo segue uma foto da Praça e  da Fontaine du Soleil.

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Cannes, Antibes e Saint Paul-de-Vence Esse foi um passeio que eu comprei de uma operadora turística. Nem vou recomendá-la, pois achei o serviço meio fraco, mas vale a pena conhecer essas três cidades. Cannes é um dos destinos mais sofisticados da França. Entre outros eventos, é famosa pelo seu Festival de Cinema,  que ocorre todos os anos no mês de maio. Durante nossa visita passamos pelo Palácio dos Festivais e pelo Boulevard de la Croisette (a avenida beira mar de Cannes). Esta última é cheia de lojas grifadas e de hotéis de luxo. Achei a praia esquisita, pois ela fica escondida por entre os clubes, mas a avenida em si é super luxuosa. Segue abaixo uma foto minha nas escadarias do Palácio dos Festivais, da Croissette e do Hotel Carlton, um dos hotéis mais famosos da Riviera Francesa.

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De lá fomos a Antibes, o principal porto da Côte d´Azur. A cidade, com clima bem bucólico e construída dentro de muralhas medievais, é onde estão aportados vários dos iates de luxo dos turistas da região. É bonitinha, mas não chega a ser um espetáculo. Passamos pelo Mercado (adorei ver os produtos locais), a Catedral (bem singela) e o Museu de Picasso. Segue abaixo fotos do edifício do Mercado, da vista do mar e de uma das praias.

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Para fechar nosso passeio visitamos Saint-Paul-de-Vence. Essa charmosíssima vila de muralhas medievais, ruas estreitas e sinuosas e casinhas construídas em pedra é mais que encantadora! Foi a surpresa do passeio. Fiquei fascinada pelo lugar, sério mesmo! Ela possui várias lojas de produtos da Provence e galerias de arte, um traço interessante, já que grandes artistas como  Chagal, Matisse, Monet, Renoir foram inspirados por ela. Visita imperdível!

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Saint Tropez– Chegar a St. Tropez é um parto. Há duas formas para visitar o destino a partir de Nice. A primeira é tomar um barco no Porto de Nice. São duas horas e meia de trajeto, mas é oferecido apenas um horário no dia e é caro (€ 63). A segunda é tomar um trem até Saint Raphaël e de lá, pegar um ônibus a Saint Tropez. Há vários horários e é mais barato (€ 32), mas o trânsito naquela região é tão ruim que o turista pode levar até mais de 4 horas para fazer este trecho. Eu escolhi o mais barato e tive que exercitar minha paciência! Saint Tropez era uma antiga e singela vila de pescadores que por conta de Brigitte Bardot virou um dos destinos mais desejados e exclusivos do mundo. Eu devo admitir que fiquei um pouco decepcionada com a península. Não que ela não seja bonitinha, porque é, mas esperava mais. O principal atrativo do local é o porto. Lá é onde se concentra a maior parte dos iates de luxo atracados no local. Também é onde estão grande parte dos restaurantes de luxo, e, consequentemente, dos turistas. Logo ao lado do Porto fica o Musée de L´Annonciade, uma antiga capela do século XVI transformada em museu. Mesmo que o local ofereça algumas obras de Delacroix, Matisse e Kandinski, o atrativo é muito pequeno e singelo, não vale a visita (€ 6). Também visitei a Vieux Ville (a parte mais antiga da cidade), e a Citadelle, um antigo forte do século XV que serviu para proteger o porto e a cidade de St. Tropez. O Forte oferece o Museu da História Marítima, um atrativo arrumadinho, mas longe de impressionar. Na verdade, o que mais impressiona são as vistas da cidade que você pode ter a partir do local. Por essa razão, recomendo muito (€ 3). Ahhh! Durante meu passeio em St. Tropez fiquei espantada com o número de lojas de luxo espalhadas pela cidade, pois mesmo sendo um destino super badalado, continua sendo uma pequena península. Para ver um pouquinho mais sobre St. Tropez, segue abaixo uma foto do Porto, do centro histórico e de duas vistas da Citadelle (a primeira é de uma das praias e outra é dos edifícios do centro histórico).

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Mônaco – Se chegar a St. Tropez foi complicado, não há nada mais fácil que chegar ao Principado de Mônaco. Há um ônibus circular que saí da Promenade des Arts a cada quinze minutos (Ônibus 100) e que pára em frente ao Cassino de Monte Carlo. O trajeto dura em torno de 50 minutos e custa míseros €1,50. O melhor do trajeto são as vistas, portanto, tentem sentar do lado direito do ônibus. Mônaco era um lugar que eu tinha certeza que eu ia gostar, mas não tinha ideia o quanto. Localizada entre os alpes e o Mar Mediterrâneo é um dos menores países em extensão territorial e possui apenas 36.000 habitantes. Durante meu dia em Mônaco conheci o Palais de Mônaco (fiz uma visita guiada ao Palácio – € 8 e assisti à troca da guarda). Deem uma olhada no Palácio…

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Visitei ainda a Vieux Monaco (uma charmosa vila em estilo italiano que congrega o comércio turístico e vários estabelecimentos gastronômicos), a Catedral (onde aconteceu o casamento de Grace Kelly como o Príncipe Rainier II e hoje ambos estão enterrados na igreja) e o Palácio da Justiça. Também passeio pelo Porto e por Monte Carlo. Em Monte Carlo, visitei o Cassino (um extraordinário edifício do século XIX. A visita à sala de jogos custa € 10 e é fabulosa!), o Jardim Japonês (dispensável!) e a Boulevard des Moulins, uma das principais ruas comerciais monegascas.  Achei tudo tão limpo, tão organizado, tão perfeito! Fiquei sem palavras! O único problema são as muitas rampas e escadarias para conhecer os lugares. Sorte a minha estar com as pernas em dia depois de um ano em Bad Honnef. Segue abaixo fotos da região do Porto, do Cassino de Monte Carlo e do Boulevard des Moulins.

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Paris – Como vocês devem imaginar, Paris não fica na Côte d´Azur, mas não podia deixar de passar pela cidade antes de voltar à Alemanha. Fui à Paris de TGV, mas não sei se recomendo esse trajeto… Além de ser super caro (€ 129,00), a viagem leva muito tempo (quase 6 horas). Caso tenham interesse em fazer Nice-Paris, deem uma olhada na tarifa das passagens aéreas, pois acho que valem mais a pena! Em Paris fiz aqueles passeios de turista que sempre faço, mas também procurei visitar lugares que eu ainda não conhecia. Visitei o Petit Palais (lindo edifício construído no começo do séc. XX que abriga um museu eclético. Entrada Gratuita!), o Palais Galliera (Este é o museu da Moda de Paris. Fui ver a exposição do vestuário dos anos de 1950. Amei! O ingresso custa € 8 e recomendo para os amantes de moda.). Segue abaixo uma foto da fachada do Petit Palais e uma outra do Palais Galliera. Lindos!

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Ainda no quesito moda, visitei a La Valée Village, uma outlet de luxo a 35 minutos de Paris. No ano passado, eu conheci a Bicester Village em Londres e fiquei um pouco decepcionada. A La Valée Village segue o mesmo padrão; é um lugar muito bonito e onde é possível encontrar todas as lojas de luxo. Não há muita muvuca! Entretanto, mesmo que eu tenha gostado do lugar, ainda acho que as outlets estadunidenses não tem comparação. Fui ao local com o ônibus disponibilizado pelo próprio empreendimento (custa € 22 o trajeto de ida e volta). Para fechar minha passagem por Paris, fiz uma visita técnica ao Le Meurice, um dos hotéis mais tradicionais e luxuosos do mundo. Reconhecido como um hotel Palácio, o Le Meurice é fora de série, uma pena que eu ainda não ganhei na Mega Sena para poder ficar hospedada lá!

Em contradição com o impactante Le Meurice, nesta viagem quis escolher um hotel super BBB. Hospedei-me no Ibis Styles Alesia Montparnasse. Localizado no 14º arrondissement, escolhi o hotel por ser um empreendimento barato. O bairro fica um pouco longe do centro (20/30 minutos), mas é um local tranquilo, limpo e onde é possível se sentir seguro. O hotel é pequenininho, mas ajeitado e oferece o café da manhã incluído na diária. O quarto era extremamente limpo, mas incrivelmente pequeno. Meu apartamento tinha o menor banheiro do mundo, não recomendo para as pessoas muito altas ou mais cheinhas. 

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Gastronomia – Durante meus dias na França eu comi em lugares bem bacanas (e outros não tão bacanas) que eu gostaria de compartilhar com vocês. Em Nice, eu tinha me comprometido em almoçar em um dos clubes de praia para poder comer de frente para o mar.  Portanto, logo no primeiro dia almocei no Plage Beau Rivage, na Promenade des Anglais, próximo a Esplanade Georges Pompidou. O cardápio é bem variado, mas achei tudo meio caro. O sabor da comida era bem mais ou menos e o atendimento foi péssimo, então não sei se recomendo. Ahhh! Se quiserem uma mesa de frente para o mar é necessário reservar com antecedência. Como eu já havia comentado anteriormente, o Hôtel Le Negresco é um dos hotéis mais icônicos da Riviera Francesa. Como infelizmente ainda não tenho cacife para ficar hospedada no hotel (que sabe na próxima vez), optei por tomar meu café da manhã por lá. O espaço onde é servido o café é temático, baseado nos parques de diversão,  e super bacana. Entretanto, a refeição em si deixou um pouco a desejar. De qualquer forma, adorei a experiência e recomendo muito. Ahhh! É possível tomar o café no terraço e ter o prazer de ver o lindo mar azul de Nice. Deem uma olhada no salão onde é servido o café da manhã.

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Em Paris, em um dos meus dias na cidade almocei no Mini Palais. Localizado dentro do Grand Palais, este charmosíssimo restaurante possui uma varanda simpática com vista para o Petit Palais. Não é um restaurante muito turístico e acho que isso é uma das vantagens do local. Eu pedi um filé mignon com purê de batata que estava muito bom. Os preços não são dos mais simpáticos, devo admitir, mas acho que é um lugar que vale muito a pena ir, principalmente em um dia de sol.

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Já comentei neste blog que Paris tem vários dos melhores hotéis do mundo, mas que as tarifas são extremamente caras. Infelizmente ainda  não posso me hospedar nestes empreendimentos, mas fiquei tão empolgada com meu café da manhã no Hôtel Le Negresco em Nice que decidi repetir a dose em Paris. Uma das manhãs tomei meu café no Hôtel Plaza Athénée. O hotel, recentemente reaberto após uma cuidadosa restauração, está localizado na Avenue Montagne, uma das ruas mais luxuosas da capital francesa. O espaço do café é coisa de outro mundo (um dos restaurantes mais bonitos que eu já vi na minha vida, sério mesmo!), o atendimento é impecável e os pães do café da manhã são todos produzidos pelo próprio empreendimento. Amei demais a experiência, mas já aviso que é super caro!!! Não é o tipo de coisa que dá para fazer todos os dias. Enfim, deem uma olhada no lugar…

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E assim terminou mais uma aventura pela Europa, a última desta temporada. Adorei ter conhecido esta região da França, pois mesmo não sendo fã de praia, me diverti horrores! A verdade é que me sinto uma pessoa privilegiada por ter conhecido tantos destinos turísticos. Foram 12 países e muitas, mas muitas cidades. Cada viagem me trouxe novos conhecimentos, novas experiências e uma consciência ainda maior de quem eu sou e onde quero chegar. Agradeço a todos que me acompanharam nesta jornada e espero que tenham gostado dos posts.

E já estou cheia de planos para o futuro… Próximo destino, Dubai.

À bientôt!

Londres… Again…

Eu sei que vocês devem estar pensando: – Essa Vanessa é engraçada! Fala tão mal de Londres, mas está sempre voltando para lá. Realmente Londres está longe de ser uma das minhas cidades favoritas. Tenho pavor do clima londrino (chuva, céu nublado e vento constante não fazem a minha cabeça), acho a cidade meio mofada, nada amistosa e muito muvucada. Desculpe os apaixonados por Londres!  Entretanto, tenho que admitir que como uma metrópole cosmopolita, este destino oferece ótimas opções de compras e entretenimento, coisas que eu aprecio muito. Além disso, para comemorar meu aniversário, eu queria visitar um lugar onde eu pudesse conhecer atrativos diferentes e viver um pouco da vida na cidade grande. Diante disso, Londres foi minha melhor opção!

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Nesta viagem quis me hospedar em um hotel da Travelogde, uma rede hoteleira super econômica muito popular em todo o Reino Unido. Meios de hospedagem são sempre complicados em Londres! A cidade oferece o que há de melhor na hotelaria mundial, mesclando a tradição inglesa com as facilidades contemporâneas, mas os preços são de arrepiar os cabelos! A Travelogde é daquelas redes que oferecem quartos limpos e serviço prático com um preço bom (dentro do parâmetro Londres), portanto foi a melhor escolha. Fiquei hospedada no Travelodge Covent Garden. Adorei a localização; perto de teatros, restaurantes e a apenas duas quadras do metrô. Além disso, também era próximo de vários atrativos da cidade. Devo admitir que o hotel é super simples, zero serviços, sem internet gratuita, mas é limpo, barato e prático. Portanto, o recomendo para as pessoas que estão com o orçamento de viagem restrito, mas que não querem ficar em uma espelunca. Deem uma olhada nas fotos do empreendimento.

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Não vou contar todos os atrativos que visitei durante minha visita, pois voltei a muitos locais que já havia visitado em outras ocasiões. Mas nesta viagem fiz muitas coisas diferentes que eu gostaria de compartilhar com vocês. São elas:

 

Buckingham Palace – Este palácio é a residência oficial da rainha da Inglaterra. A primeira vez que estive em Londres visitei a fachada do Palácio para ver a troca da guarda. Achei o programa chatíssimo, diga-se de passagem! Dessa vez, fiz uma visita ao interior do edifício. Essa era uma visita muito importante para mim, pois a residência só está aberta a visitação entre o final de julho ao final de setembro, quando a Rainha está de férias. Infelizmente eu não tenho disponibilidade de viajar a Europa neste período do ano por conta do trabalho, portanto não podia perder essa chance. A visita custou £ 19,75 e vale muito a pena, principalmente para conhecer um pouco mais sobre a monarquia britânica. 

Kensington Palace – Este palácio é uma das residências da monarquia britânica desde o século XVII. Já foi habitado pela Princesa Diana e hoje é a residência de William e Kate. O palácio é pouco conhecido entre os brasileiros, mas também é muito legal, vale a pena a visita! Eu paguei £ 15 (sem contribuição voluntária). Se estiverem por lá, não deixem de passar pela linda Kensington Palace Gardens, uma rua onde estão localizadas várias embaixadas internacionais em Londres. Deem uma olhada na foto da fachada do Palácio.

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Windsor Castle – Localizado na charmosíssima cidade de Windsor, sudoeste de Londres, este atrativo é o maior e mais antigo castelo ocupado do mundo. Também é a residência favorita da Rainha Elizabeth II. É muito grande e composto por vários edifícios; parece mais uma cidade fortificada. Os pontos altos da visita são a St. George´s Chapel (lindíssima) e os apartamentos do estado (De babar!). Muito, mas muito legal, vale a pena a visita! A entrada no Castelo custa £ 18,50 (comprem os ingressos antecipadamente, pois as filas na bilheteria são enormes). Eu fui a Windsor de trem por conta própria. Há trens a cada meia hora saindo da Estação London Paddington, super prático! A viagem dura em torno de 40 minutos. Se estiverem em Windsor não deixem de visitar a cidade, pois é charmosíssima. Também deem uma passadinha em Eton, do outro lado do Rio Tâmisa (não é longe, são apenas 5 minutos de caminhada do centro de Windsor). A cidade é muito fofa e é famosa por abrigar a escola privada na qual William e Harry estudaram. Segue abaixo duas fotos do Castelo.

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Oxford e Cambridge – Um dos meus grandes sonhos era conhecer essas duas cidades universitárias. Elas abrigam as mais prestigiadas universidades do Reino Unido e estão entre as mais importantes instituições de ensino do mundo. Cambridge é uma cidade pequenininha, mas muito charmosa! Possui 31 faculdades espalhadas por todo o centro histórico. Visitei a Trinity College (onde estudou o Príncipe Charles), Corpus Christ College e King´s College (com sua linda igreja medieval). Fiquei encantada! Deem uma olhada!

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Já Oxford é uma cidade maior… Oferece um bom comércio, teatros, museus e possui edifícios mais suntuosos. Visitei a Christ Church College (o Christ Church Hall foi utilizado como uma das locações dos filmes do Harry Potter), Balliol College, Radcliffe Camera, entre outros atrativos. A cidade também é bem bonita e em alguns pontos, são tantos edifícios históricos em um mesmo local que você se sente como se estivesse na Itália (é claro que com suas devidas distinções). Deem uma olhada!

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Para essa viagem, optei por comprar o passeio com uma operadora turística. Escolhi a Evan Evans Tours e fiquei muito satisfeita com a organização da viagem e com a qualidade dos profissionais. Foi muito bom ter uma guia explicando as particularidades dessas duas cidades e das universidades britânicas. Para quem estiver interessado, paguei £ 84. Entre as duas cidades, eu devo admitir que Cambridge me conquistou mais, mas Oxford também é legal. 

Tate Britain – Essa é a galeria nacional de artes do Reino Unido. Há peças de 1500 até a atualidade, elaboradas quase que exclusivamente por artistas ingleses. Eu não sou fã de arte moderna e contemporânea, portanto não me entusiasmei com as peças mais atuais, mas as pinturas da retrospectiva histórica são lindíssimas. O museu está localizado próximo ao Parlamento e a entrada é gratuita.

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Notting Hill – Esse passeio foi em homenagem ao meu pai que é super fã do filme e que sempre me perguntava se eu já havia visitado essa região da cidade. Não há nada de muito turístico por lá, a não ser o cinema Coronet, que foi utilizado como uma das locações para o filme, e a Portobello Market, um mercado de rua localizado na Portobello Road. A Portobello Road é uma rua cheia de brechós, antiquários, estabelecimentos gastronômicos charmosos, e outros não tão charmosos, e lojas alternativas. É uma boa oportunidade de conhecer um outro lado de Londres.

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Abadia de Westminster – É a principal e mais conhecida igreja de Londres. Lá foram coroados vários reis e foi onde ocorreu o casamento do William e da Kate. Eu visitei a Abadia de Westminster na minha primeira viagem a Londres, mas não tive coragem de pagar £17 euros para conhecer seu interior (vocês sabem que eu tenho um problema em pagar para visitar igrejas!). Durante minha visita a Oxford e Cambridge, minha guia deu a dica de que durante os dias da semana a Abadia fica aberta às 17h para a apresentação gratuita de um coral que eles chamam de Oração Vespertina Cantada. Essa foi minha oportunidade de conhecer o atrativo sem pagar um tostão. O local é realmente lindo, principalmente o altar central em ouro. Vale a pena a visita! Aos Domingos às 17h45 há uma apresentação gratuita do órgão da igreja. Fica a dica!

Victoria & Albert Museum – Esse é o meu museu favorito em Londres. Visitei-o na minha última viagem a capital britânica. Dessa vez, fui ao museu para ver uma exibição especial, a Wedding Dresses 1775-2014. Nesta exposição, foram expostos vestidos de diferentes períodos históricos, mostrando a evolução do vestido de noiva durante os séculos. Foi engraçado ver que 99% dos visitantes eram do sexo feminino… Para ser sincera, esperava mais! Mesmo que estivesse em exposição os vestidos de grandes celebridades como Kate Moss e Gwen Stefani, eu achei que havia poucos modelos históricos e esperava ter visto peças da família real. Paguei £ 12 pela entrada (sem contribuição voluntária).

Dicas gastronômicas – Londres é uma capital com ótimas opções gastronômicas, portanto comer bem não é nenhum sacrifício. Na última estada na cidade reparei que o destino estava cheia de franquia de restaurantes. Essa certeza veio a se confirmar nesta minha última viagem. Essas franquias, das mais diferentes culinárias, trazem ao grande público um ambiente descolado, com um cardápio cheio de boas opções gastronômicas e preços mais competitivos.

Durante minha última viagem conheci três diferentes lugares. O primeiro foi o Jamie´s Italian. Idealizado pelo Jamie Oliver, este restaurante tenta mostrar a autenticidade da cozinha italiana por meio de práticos rústicos, utilizando os melhores e mais frescos ingredientes. Eu fiquei muito decepcionada com o Jamie Oliver por ele ter “desdenhado” o brigadeiro e o quindim em uma viagem recente ao Brasil. Achei o comentário dele de uma deselegância e rudeza completa. Mas eu quis ir ao restaurante dele para ver se sua comida era tão boa assim! Visitei a filial em Covent Garden. O ambiente é bem bacana; oferece essa combinação do rústico com a autenticidade italiana. Estava lotado (fiquei na fila de espera por 30 minutos)! Eu pedi um fettutine com camarões ao molho de tomate cereja e vinho branco. Mesmo que a pasta tenha sido preparada no mesmo dia e que o molho seja caseiro, achei o sabor bem normal. Esperava muito mais! Na sobremesa, pedi uma pavlova (um suspirão) com creme e calda de framboesa. Não sei se é melhor que um bom brigadeiro! Enfim, segue abaixo uma foto da fachada do restaurante e de seu interior.

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O segundo foi o Zizzi Ristoranti. Esse restaurante foi recomendado por um conhecido e oferece um cardápio cheio de opções tipicamente italianas preparadas na hora e com ingredientes frescos. Almocei na filial de Notting Hill. Eu pedi um risoto com frutos do mar. Achei bem normal, também esperava muito mais! De qualquer forma, este é um bom restaurante para uma refeição em um ambiente descolado e sem surpresas.

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A terceira e melhor descoberta foi o Wagamama, um restaurante especializado em cozinha oriental. O ambiente é bem clean, com móveis modernos e linhas retas. O que mais me chamou a atenção foram as mesas longas no melhor estilo bandejão; o cliente acaba comendo junto com desconhecidos. O atendimento é informal, mas cordial. Eu almocei na filial de Windsor e pedi um camarão ao curry, leite de coco e vegetais com arroz branco. Maravilhoso! Super apimentado, mas bom demais. Recomendadíssimo! Deem uma olhada no meu prato.

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Dicas de câmbio – O Reino Unido faz parte da União Europeia, mas adota a libra esterlina como moeda oficial. Portanto, ao chegar a Londres, fui obrigada a trocar meus euros. Se é uma coisa que eu odeio é fazer câmbio. Eu sempre tenho a sensação de que saio perdendo dinheiro nesta brincadeira. Nesta viagem, eu fiquei tão revoltada com as taxas de câmbio (eles me cobraram tanto uma taxa fixa de troca quanto uma comissão pelo valor cambiado) que eu troquei o mínimo de dinheiro possível e o usei apenas para os gastos pequenos (metrô, café, etc.). Todo o restante das compras eu fiz com meu cartão de viagem. Desta forma, economizei € 0,20 por libra gasta. Acreditam?! Minha dica é… Se vocês têm a oportunidade de usar um cartão de viagem, usem-o, pois é a melhor opção. Quase todos os estabelecimentos aceitam cartões de crédito e débito (exceto comércio de rua), portanto é fácil, prático e muito mais econômico.

E assim terminou mais uma viagem… Aproveitei todos os passeios que fiz nesta visita e devo admitir que fiquei ainda mais impressionada com a riqueza histórica e cultural do Reino Unido. Teria ficado ainda mais feliz se tivesse chovido menos (foi um sacrifício conseguir essas fotos boas) e se tivesse ventado menos. De qualquer forma, espero que tenham viajado comigo e que pelo meu relato também tenham conseguido ver um pouco de toda essa riqueza…

E contagem regressiva para a última e mais esperada viagem desta temporada europeia… Rumo ao sul da França. Uhhulll!

Bye, bye!

Aventuras pela Europa – Capítulo 20 – Viena

Viena sempre foi um dos meus sonhos de viagem, mas tinha pensado em visita-la durante uma ocasião mais especial, portanto estava fora dos meus planos neste momento. No entanto, por muita insistência da minha mãe, acabei viajando ao destino nesta temporada europeia. Conhecida como a capital da música clássica, Viena (ou Wien em alemão) é a capital e maior cidade da Áustria, com 1,7 milhão de habitantes (já fazia um tempinho que eu não visitava uma cidade tão grande!). Localizada no noroeste do país e cortada pelo Rio Danúbio, esta cidade foi a capital dos antigos Sacro Império Romano-Germânico, império Austríaco e Austro-Húngaro. Cosmopolita e rica em atrativos histórico-culturais, muitos dos pontos turísticos de Viena são considerados atualmente pela UNESCO como Patrimônios Mundiais da Humanidade.

Acho que antes de começar a escrever mais sobre meu passeio, devo avisá-los que fiquei apaixonada pelo destino. Ao contrário do que eu imaginava, Viena é ampla, extremamente organizada, muito barroca e faz você perceber que realmente está em uma cidade imperial. Fiquei tão empolgada com a viagem que escrevi demais! Escrever demais já é comum no meu repertório, mas acho que exagerei um pouquinho dessa vez. Contudo, também coloquei várias fotos para  que o post não ficasse tão tedioso.

Fui à Viena de avião. Novamente optei pela Germanwings e paguei € 184,98 pelo trecho de ida e volta saindo de Colônia. O aeroporto de Viena é gigantesco, extremamente moderno e estiloso. Fiquei empolgadíssima! Para chegar ao centro da cidade, o Aeroporto oferece dois diferentes trens.  Um deles é o CAT; um trem moderno, rápido e mais caro (custa € 11 por trecho). O outro é o S7; um comboio velho, meio confuso, mais demorado, mas prático (custa apenas € 4,40 por trecho). É claro que optei pela segunda alternativa, pois sou muito mão de vaca para essas coisas!

1º Dia

Cheguei a Viena no meio da tarde e depois de passar um mini-perrengue para me localizar e encontrar o hotel (às vezes minha ansiedade me atrapalha), eu aproveitei o restante do dia para me situar e conhecer o centro comercial da cidade. Comecei minha peregrinação pela Kohlmarkt, rua onde se concentram várias das marcas mais exclusivas como Dior, Chanel, Giorgio Armani, entre outras. Passei ainda pela Graben, lindíssimo calçadão cheio de construções históricas onde é possível ver um comércio diversificado, mas mais popular (vejam foto abaixo).

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Andando pela Graben vi uma igreja escondidinha próxima ao calçadão. Fui dar uma espiada para ver se a igreja era bonita. Eis que vejo a beleza do lugar… Essa igreja é a Peterskirche, um lindíssimo templo barroco construído no século XVIII. Imperdível! Deem uma olhada em seu  interior .

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No final da Graben, do lado esquerdo, vi a Catedral de Viena, a Stephansdom. Construída em estilo romanesco-gótico ainda na Idade Média, o exterior desta igreja é imponente e cheio de detalhes. Outra característica interessante é o telhado colorido (vejam na foto abaixo). O interior é gigantesco e lindo! Outro atrativo imperdível! Durante meus dias em Viena percebi que a cidade tem muitas, mas muitas igrejas católicas. Do tipo que vocês ficam até um pouco incomodados! Os Habsburg, linhagem real que governou a região por séculos, eram muito religiosos e essa é uma das razões para tantos edifícios com esse fim.

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Voltando ao tour… Caminhei ainda pela Kärtner Strasse, um outro calçadão onde é possível achar um comércio mais popular, lojas de departamento e  muitas lojas de souvenirs. De lá passei pela Ringstraße, uma lindíssima rua em formato circular que rodeia todo o centro histórico da cidade. Ela concentra alguns dos mais reconhecidos edifícios de Viena como a Staatsoper (principal casa de Ópera), o Hotel Imperial e o Hotel Bristol.

No final da tarde fui jantar no Café Central. Localizado há poucas quadras do Hofburg, este café, aberto em 1876, já foi frequentado por grandes artistas, políticos e outras personalidades importantes. Um dos meus grandes sonhos era poder conhecer esse local! O Café é lindo! As sobremesas são deliciosas e adorei sentar em uma das mesas e aproveitar o ambiente ao som de um piano clássico. Amei a experiência e recomendo muito! É uma ótima opção para um chá da tarde ou para experimentar os pratos típicos austríacos. Abaixo anexei uma foto da fachada do café e outra do balcão de doces, não deixem de experimentá-los!

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2º Dia

Hoje foi um dia intenso de atividades! Acordei super cedo e fui ao Schloß Schönbrunn. Construído no século XVII e reconstruído em estilo barroco no século XVIII pela Imperatriz Maria Teresa, este palácio foi a residência de verão da antiga família imperial austríaca. O lugar é FORA DO COMUM… Seu interior é lindíssimo, riquíssimo e seus jardins são enormes e muito bem cuidados. É o tipo de local que deve ser visitado! Para conhecer o Palácio, o turista precisa escolher entre diferentes tipos de ingresso. Eu comprei o Sissi Tour, pois ele dava direito a conhecer todas as salas de Schönbrunn e o Hofburg. Paguei € 25,50. Ahh! O turista precisa enfrentar uma filinha básica para comprar o ingresso, mas ela é bem rápida. O Palácio está localizado na periferia de Viena, mas há uma linha de metrô que pára próximo ao atrativo, muito prático. Deem uma olhada na imponente fachada do local.

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Voltando ao centro da cidade fui almoçar no Fabio´s, um restaurante italiano localizado na área comercial de Viena. O lugar é moderno, super descolado e a comida é DIVINA! Pedi um risoto ao molho de limão com lagostins grelhados que era de outro mundo. Só de lembrar me dá água na boca e muita saudade! Os preços são mais caros que os demais restaurantes na mesma região, mas não chegam a ser um absurdo. O atendimento é mais ou menos, mas o ambiente e a comida valem MUITÍSSIMO A PENA! Segue abaixo a foto do deck do restaurante, onde é possível ver o movimento da rua.

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Esse era o meu prato. Ele está com uma cara esquisita, mas posso garantir que era muito bom!

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Após meu almoço fui ao Hofburg, a residência oficial da antiga família real austríaca. Eles transformaram o palácio em um museu e é possível conhecer os aposentos ocupados pelo Imperador Franz Joseph e sua esposa Elisabeth, mais conhecida como Sissi. Sissi foi e ainda é uma das personalidades mais importantes de Viena; há pinturas e fotos da Imperatriz por todos os cantos. Mesmo depois de mais de século de sua morte, ela ainda causa fascínio e comoção às pessoas. O museu traz muitas informações sobre sua história. É possível ver peças de seu guarda roupa (e se assustar com a finura de sua cintura) e visitar seus aposentos privativos (quarto, banheiro e escritório – com seus aparelhos de ginástica). O museu também é muito, muito legal! Recomendadíssimo!

Próxima parada foi o Kunsthistorisches Museum. Ele está localizado atrás do Hofburg, na Museumsquartier. Inaugurado no final do século XIX, é um dos primeiros museus de belas artes e artes decorativas do mundo. O edifício do museu é ESPETACULAR, daquele tipo de lugar que você só quer sentar e ficar admirando cada detalhe da obra. O acervo também é muito bom e possui um pouco de tudo… Arte do Antigo Egito, Grega, Romana, uma Pinacoteca com obra de grandes mestres como Velázquez, Caravaggio, Ticiano, Vermeer, Rembrandt, Rubens, Van Dyck, Jordaens, entre outros.

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Na verdade, o museu é dividido em dois edifícios. O primeiro (foto acima) é onde se concentra a maior parte do acervo. Já o Neue Burg, edifício abaixo, reúne as coleções de armaduras, de instrumentos musicais antigos (tinha até um piano do século XVI. Eu nem imaginava que já existiam pianos naquela época!) e outras coleções variadas. O ingresso custa € 14, mas só recomendo a visita para os amantes das artes.

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Logo atrás do Neue Burg, na Josefsplatz fica a Biblioteca Nacional da Áustria (Österreichische Nationalbibliothek Prunksaal). A biblioteca é uma estonteante sala em estilo barroco construída no século XVIII. Ela oferece títulos diversos e possui alguns livros até do século XVI. É sem sombra de dúvidas a biblioteca mais bonita que eu já vi na minha vida!!! Fiquei até meio sem graça com tanta beleza. Entretanto, fiquei um pouco revoltada por pagar € 7 para ver apenas uma sala, esperava mais. Deem uma olhada na foto abaixo e vejam a riqueza do lugar.

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Fechei meu dia no Café Sacher. O Café Sacher é um dos símbolos da Viena imperial. Inaugurado ainda no século XIX, o local oferece a original Sacher-Torte, uma torta de chocolate meio seca e bem comum que é a sensação em toda a Áustria. Eu já havia visitado o Café Sacher em Salzburg, mas foi bom conhecer a filial de Viena. O lugar é extremamente requintado e muito requisitado (enfrentei uma filinha básica para conseguir uma mesa), mas vale a pena! Eles também oferecem um cardápio com pratos salgados e diferentes tipos de bebidas. Deem uma olhada na carinha da minha torta.

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3º Dia

Ainda muito cansada com a correria do dia anterior, resolvi sair do hotel apenas perto do horário do almoço. Dei uma passada no gigantesco edifício do Parlamento e na linda Prefeitura. Almocei em outro lugar especial, o Medusa Restaurant & Club, um estabelecimento localizado ao lado da Igreja dos Capuchinhos (onde estão enterrados os membros da família imperial austríaca). O local é extremamente agradável, o cardápio é enxuto, mas cheio de boas opções e o preço é justo. Ahhh! O restaurante já foi frequentado até pelo Bill Clinton. Eu pedi um fettuccine negro com camarões e mexilhões ao molho de manteiga. Estava muito bom e com um sabor inusitado. Super recomendo o lugar e o meu prato! Deem uma olhada no ambiente do restaurante e no meu prato. Vocês vão ver que  minha massa não tem uma cara muito bonita, mas estava delicioso.

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Minha próxima parada foi o Schloß Belvedere. Esse é um palácio barroco construído no século XVIII pelo príncipe Eugene de Savoy. Hoje o Palácio foi convertido em um museu. Na verdade, dois museus (distribuídos em duas diferentes edificações). No edifício central (Oberes Belvedere), estão expostas obras de grandes mestres como Monet, Manet, Renoir, Van Gogh, Delacroix, mas o destaque fica para as pinturas de Gustav Klimt. Já o Unteres Belvedere exibe o melhor da decoração barroca. Como no Schloß Schönbrunn, para conhecer o Schloß Belvedere o turista precisa escolher entre diferentes tipos de ingresso. Eu comprei o ticket que dava direito a conhecer o Oberes Belvedere (edifício principal) e o Winterpalais (palácio de inverno do príncipe localizado no centro da cidade). Paguei € 17. Para chegar ao Palácio é fácil; é só pegar o bonde elétrico D na Ringstraße – sentido Quartier Belvedere. Deem uma olhada na fachada do edifício principal.

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Voltei ao centro da cidade para conhecer o Winterpalais. Ele está localizado entre a Staatsoper e a Stephansdom. O lugar é lindo e mostra a melhor parte da arquitetura barroca, mas fiquei um pouco decepcionada, pois não havia nenhum mobiliário exposto no local. Eles colocaram em exposição algumas obras contemporâneas, mas achei que elas destoaram do espaço. Enfim, não sei se recomendo. Deem uma olhada na fachada do edifício.

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Com um pique que só eu tenho, ainda fiz uma visita guiada ao Staatsoper, a principal casa de óperas de Viena. Construída no século XIX em estilo eclético, esse local já recebeu grandes espetáculos e é reconhecida como um das principais óperas do mundo. A parte central do edifício foi destruída por uma bomba durante a Segunda Guerra Mundial. Eles fizeram uma reforma que deixou o auditório mais moderno (não sei se gostei disso, acho que preferia que eles mantivessem as características originais), portanto apenas o foyer central e a fachada, que não foram destruídos durante o bombardeio, conservaram a arquitetura original do edifício. Também visitei as coxias e outros espaços sociais do local. A visita foi bem legal e custou € 6,50. Elas acontecem de hora em hora e são oferecidas em 5 diferentes  idiomas. Adorei isso!

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Fechei meu dia comendo uma Sacher-Torte na Demel, outro café histórico localizado na Kohlmarkt, muito próximo ao Hofburg. O local é lindo, principalmente a loja com os produtos da marca. Entretanto, achei os doces meio feinhos, todos com cara de velhos. A Sacher-Torte oferecida no café não é a original, mas o gosto é o mesmo. E jantei uma Original Currywurst no Festival de Cinema de Viena. O Festival acontece durante os meses de verão em frente à Prefeitura da Cidade. O evento é bem bacana e muito organizado. Sua Praça de Alimentação é fora de série, extremamente organizada e diversificada, oferecem até culinária persa (???).

Falei tanto sobre os atrativos de Viena, mas não comentei sobre meu hotel. Viena, como uma capital imperial, possui várias e boas opções de hospedagem. É possível ficar hospedado tanto em lindos Palácios barrocos como em ultramodernos hotéis boutique. Os preços não chegam a assustar como em Londres ou Paris, mas são mais caros que os praticados na maioria das capitais europeias. Optei novamente pela 25hours Hotel. Eu já havia comentado sobre essa rede no meu post de Zurique e também já me hospedei no hotel da rede em Frankfurt (25hours Hotel Frankfurt by Levi’s). O 25hours Hotel beim Museumsquartier está localizado na região dos museus, próximo ao centro histórico. O hotel é novinho, moderno, descolado, temático (o tema é o Circo) e super informal. Gostei muito! O café da manhã também é mara! Recomendo para todos que queiram um lugar legal, mas com preços mais acessíveis. Ahhh! Como em Zurique, eles oferecem aluguel gratuito de bicicleta e de carros da Mini. Deem uma olhada na foto do meu apartamento e do lobby da recepção.

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Durante minha estada conheci ainda outros atrativos que valem a pena dar uma olhada. São eles: Stadtpark, parque municipal que possui a famosa estátua de Johann Strauß; a lindíssima igreja Karlskirche, localizada na Karlsplatz; e a Mariahilfer Straße, outra área comercial muito boa perto do Museumsquartier.

E assim foi minha passagem por Viena. Adorei ter conhecido o destino e tenho vontade voltar outras coisas, mesmo porque há alguns locais que não tive tempo suficiente de conhecer dessa vez. Fiquei impressionada com o número de teatros, museus e outros atrativos culturais. Durante o verão também é possível encontrar diversas programações especiais. Isso deixa a cidade ainda mais viva, mas fiquei feliz ao ver que mesmo sendo um destino turístico tão popular, está longe de ser um local claustrofóbico como Amsterdã e Paris.

Duas pequenas coisas que me incomodaram… A primeira foi a falta de sinalização turística (olha a turismóloga falando!). Diversas vezes fiquei meio perdida (super normal), sem saber onde ir. Essas placas ou mapas espalhados pelo centro histórico são importantes para os visitantes. Fica a dica Sr. Secretário de Turismo! Outra coisa que me desagradou foi o cheiro forte de urina de cavalo em vários pontos de Viena. Eu acho charmosíssimo os passeios de charrete pelo centro histórico, mas infelizmente a urina e as fezes dos animais deixam um cheiro ruim pela cidade. Isso porque eu nem estou mencionando sobre o pobre cavalo que precisa trabalhar todos os dias sem direito a folga, férias e décimo terceiro. Enfim, eu acho que as cidades turísticas deveriam repensar a liberação destas charretes!

Ahhh! Uma das curiosidades que eu vi na cidade são as balanças. É possível encontrar balanças por todo o centro, geralmente nos pontos de bonde ou ônibus. Não sei se os austríacos são neuróticos com seu peso, se elas servem para pesar malas ou se foram instaladas por lá, pois não são facilmente encontradas em outros lugares. O fato é que achei curioso! Para usa-las, é necessário pagar € 0,20. Eu tentei me pesar em uma dessas balanças, mas ela não funcionou; mesmo depois que eu coloquei o dinheiro. Droga, perdi vinte centavinhos!  E é com uma das balanças de Viena que eu termino o post.

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Auf Wiedershen!

Aventuras pela Europa – Capítulo 19 – Estrasburgo

Hoje vou contar sobre uma viagem inusitada que fiz neste último final de semana ao norte da França, em Estrasburgo.

Estrasburgo era outra cidade que não estava nos meus planos originais de viagem, mas um dos meus supervisores aqui na Alemanha mora neste adorável destino francês e me convidou para passar um final de semana com ele e sua esposa. E eu, como uma pessoa louca por viagens, não podia dizer não… Estrasburgo (ou Strasbourg em Francês) é um destino situado ao nordeste da França. É a capital e maior cidade da Alsace, região com forte influência alemã, reconhecida pela sua cultura singular e por seus vinhos de qualidade. Com quase 300 mil habitantes, este local tem uma história fascinante… De origem romana, Estrasburgo foi durante séculos uma cidade independente e possuía língua e moeda própria. Foi anexada à França no século XVII e em dois diferentes períodos históricos fez parte da Alemanha (durante as duas grandes guerras). Voltou a ser território francês após 1945 e hoje tem explorado essa influência germânica como atrativo turístico. Outra característica interessante da cidade são seus canais. Ela tem vários canais, afluentes do Rio Reno (Le Rhin), que cortam parte do centro da cidade. Eles dão uma imagem ainda mais charmosa ao local.

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Bienvenue!

Fui à Estrasburgo de trem. De Bad Honnef até meu destino final, levei cerca de quatro horas e meia de viagem e paguei € 118 por todo o trajeto. Dessa vez, não fiquei hospedada em nenhum empreendimento hoteleiro, portanto não tenho muito que comentar sobre a hotelaria local.

A estação ferroviária de Estrasburgo foi minha primeira parada turística. Construída no final século XIX, esta edificação possui um estilo único, com vários vitrais coloridos. Ela é linda e muito bem conservada! O problema é que precisaram aumentar a estação para receber mais trens, então colocaram uma moderna redoma de vidro que cobre todo o edifício histórico. Eu adoro construções envidraçadas, mas não sei se gostei do que fizeram na Gare Centrale. Fiquei um pouco triste de saber que os vidros escondem uma fachada tão bonita.

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Para chegar ao centro da cidade, basta seguir reto a rua em frente à Estação. O ponto quente de Estrasburgo é a Catedral. Construída ainda na Idade Média, esta igreja de tom avermelhado e estilo gótico foi o edifício mais alto do mundo até o século XIX. Ela realmente impressiona! O interior da igreja também é lindo. O órgão, disposto em uma das paredes laterais do edifício, é de pirar e o relógio astronômico é bem interessante. Vale a pena a visita! Deem uma olhada na frente da igreja…

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 Ao lado da Catedral fica o Palais des Rohan, um lindo palácio em estilo barroco construído no século XVIII pelo Cardeal Armand-Gaston de Rohan-Soubise. O palácio já recebeu parte da nobreza francesa como o Rei Luís XV, a Rainha Maria Antonieta, o Rei Carlos X e Napoleão Bonaparte. Hoje, o local congrega três diferentes museus: o Museu Arqueológico (Musée Archéologique), o Museu de Artes Decorativas (Musée des Arts Décoratifs) e o Museu de Belas Artes (Musée des Beaux-Arts). Não visitei nenhum desses museus, mas imagino que sejam interessantes. Deem uma olhada na fachada do Edifício!

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Ao lado da Catedral fica a parte mais antiga da cidade. É possível encontrar várias casas em enxaimel, muitas delas construídas ainda na Idade Média. Isso dá a essa região um charme especial. Nestas casas, encontram-se restaurantes típicos e lojas de souvenirs. Essa região me lembrou um pouco Blumenau, nas suas devidas proporções, é claro!

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Vale a pena dar uma caminhada por toda essa área. Na verdade, se vocês quiserem uma caminhada charmosa, percorram a pé o canal ao lado da Catedral (duas quadras da Catedral, para ser mais exata). Ele é super romântico, pois é cortado por pontes charmosas e floridas e os levará para a parte mais bonita da cidade, La Petite France. Esta região já foi uma zona de prostituição no passado, mas hoje é onde se concentra o maior número de casas em enxaimel de Estrasburgo. O lugar é lindo, meio encantado! Imperdível! Nesta área da cidade também há diversos restaurantes turísticos e lojas de souvenir. Deem uma olhada!

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Caso vocês não queiram caminhar, é possível pegar um bateau (barco) no próprio canal e percorrer toda a região. 

Ainda próxima à Catedral, em frente à Antiga Aduana fica o Musée Historique. Este é um atrativo que conta toda a história da cidade de Estrasburgo. Eu o achei bastante interessante… É uma ótima opção para quem quer conhecer mais sobre o local. Durante a visita, fiquei tão entusiasmada com as armaduras medievais que quis experimentar uma…

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Crianças, não façam isso em casa! Além do capacete não ser confortável (não conseguia enxergar nada!), fiquei fedendo a ferro o dia inteiro. Para as pessoas interessadas, o ticket custa € 6,50.

Caminhando pelo lado esquerdo da Catedral é possível chegar a Place de la Rébublique. Criada no final do século XIX, quando Estrasburgo estava sob o domínio alemão, esta lindíssima praça congrega o Teatro Nacional, a Biblioteca da Universidade e outros edifícios públicos. Esta região também é linda, vale a pena dar uma passadinha!

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Ainda fiz um passeio inusitado neste final de semana. Meu orientador, um ciclista inveterado, me convidou para acompanha-lo, em uma bicicleta dupla, a um passeio até Holtheim, uma pequena cidade próxima a Estrasburgo. Eu sou uma pessoa ótima para longas caminhadas, mas ciclismo esta definitivamente fora da minha alçada. Fiquei apreensiva, mas aceitei o desafio! O passeio durou cerca de duas horas e foi divertidíssimo! Não me cansei nada e andamos 30 quilômetros, acreditam?! O único problema é que tomei outra tostada, a segunda dessa temporada europeia. Segue abaixo a foto de  nós dois na bicicleta e da charmosa Holtheim.

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Dicas gastronômicas… A França é um país de gastronomia riquíssima, portanto comer bem não é uma tarefa difícil. No centro da cidade é possível encontrar lindas pâtisseries (minhas lombrigas quase tiveram um infarto!), boulangeries artesanais e outras guloseimas tipicamente francesas como crêpe e gaufre (waffle). Também é possível encontrar muitos cafés e sorveterias. Durante meu passeio, tentei experimentar alguns dos sabores locais. Fui até o L’Ancienne Douane, uma brasserie localizada no histórico edifício da Aduana para experimentar a Tarte Flambée, um prato bem típico da região do norte da França. Parece uma pizza bem fininha… Gostosa e barata! Recomendado! Lá também experimentei o vinho local, menos seco e mais frutado. O restaurante é bem turístico, perfeito para grandes grupos. Mas é possível reservar uma mesa na varanda do estabelecimento com vista para um dos canais. Gostei bastante! Deem uma olhada na fachada do edifício!

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Também experimentei um sorvete da Amorino. Eu sei que a Amorino não é francesa, é italiana, mas já tinha ouvido falar tanto sobre a marca, que resolvi experimentar. Pedi um sorvete de maracujá com tiramisù (nada a ver essa combinação!). Para ser sincera, achei super caro (€ 3,60 0 petit) e o sabor é bem comum, já comi sorvetes muito melhores. Deem uma olhada na lindeza do sorvete!

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E assim terminou mais uma viagem… Foi muito bom ter conhecido Estrasburgo. Já havia conhecido outras cidades do norte da França, portanto não tive grandes surpresas. Mesmo assim, Estrasburgo é uma cidade extremamente agradável e diferente das outras regiões do país. Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foi a quantidade de flores espalhadas por todos os lados. Elas deixaram o destino mais alegre e acolhedor. Também gostei de ver que muitos moradores têm tentado manter as tradições alsacianas. No Domingo, tive o prazer de ver uma apresentação de música e dança típica local… E é com a imagem dos bailarinos de Alsace que eu encerro meu relato de hoje.

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 Au Revoir!

Aventuras pela Europa – Capítulo 18 – Zurique

Grüezi! O post de hoje é sobre mais uma das agradáveis surpresas da minha temporada europeia, Zurique. A primeira vez que estive na Suíça foi em outubro do ano passado, quando visitei Basiléia (ou Basel em alemão) em um tour pela tríplice fronteira – Alemanha, Suíça e França. Fiquei encantada com a cidade, mas para ser sincera, não me atiçou o interesse em conhecer outros destinos suíços. Por essa razão, Zurique nunca esteve nos meus planos de viagem! Sempre tive as melhores impressões da Suíça. No meu imaginário, o país era extremamente limpo, organizado, com altíssima qualidade de vida, austero, mas extremamente eficiente. Conversando com vários colegas, muitos me diziam que Zurique era assim, mas que estava longe de ser uma das cidades mais charmosas do país.

Estava planejando um novo passeio à Berlim, mas fuçando na internet, encontrei uma promoção aérea para Zurique por € 66 (ida e volta) e não resisti! Então, meio sem querer, esta cidade suíça virou meu novo destino de viagem!

Zurique (ou Zürich em alemão) é a maior cidade da Suíça. Esta localizada no noroeste do país (região de língua alemã) e possui cerca de 400 mil habitantes. Não é a capital da nação, mas é o centro financeiro suíço. É considerada uma das cidades mais globalizadas do mundo na qual quase 32% da população é formada por estrangeiros. Destes, 25% são alemães. A cidade é também reconhecida como um dos destinos mais caros do planeta, mas vou comentar sobre isso mais tarde. Vale ressaltar que a Suíça não faz parte da Comunidade Europeia, portanto a moeda local não é o Euro, e sim o Franco Suíço (CHF). A cotação é de 1 EUR = 1,16 CHF (julho de 2014).

Como fiz no último post, não vou especificar os dias de viagem. Vou contar os atrativos no geral. Acho que desta forma ficará mais fácil entender tudo que eu visitei durante o passeio.

Fui à Zurique de avião. Novamente optei pela Germanwings (meu cartão fidelidade agradece!) saindo de Colônia. Saí às 07h20 da manhã. Por que meu Deus? Por quê? Nunca mais faço isso! Tive que acordar às 04h25 da madrugada e sair correndo para a estação de trem. Só vale a pena fazer esse tipo de loucura se vocês têm um carro à disposição ou se moram do lado do Aeroporto, mas aprendi a lição! Nunca mais!!! O aeroporto de Zurique é grande, mas meio confuso. Ele é conectado às diferentes regiões da cidade por trens que partem a todo o momento. São super rápidos e custam CHF 6,60 por trecho. Primeira dica de viagem: Se vocês precisarem comprar francos suíços, troquem todo o seu dinheiro de uma vez só. As casas de câmbio cobram comissões fixas pela troca. E a cotação do câmbio é quase a mesma em qualquer empreendimento.

A hotelaria suíça é reconhecida por sua excelência. Não é a toa que eles têm as melhores e mais tradicionais escolas de hotelaria do mundo. Zurique não foge essa regra! Entretanto, as tarifas dos meios de hospedagem são de arrepiar os cabelos. Para conseguir um hotel com preços mais interessantes, optei por me hospedar na zona oeste da cidade. Esta é uma região industrial que congrega vários escritórios de empresas ligadas à tecnologia. É uma área nova, cheia de edifícios modernos e muitas construções em andamento. Optei por uma das redes hoteleiras que eu mais gosto, a 25hours Hotel. O 25hours Hotel Zurich West é um empreendimento super estiloso decorado pelo designer zuriquenho Alfredo Häberli. Adorei tudo! O quarto é super confortável, as áreas sociais são bem informais, mas super descoladas. O hotel ainda oferece ao hóspede aluguel gratuito de bicicletas e de dois automóveis da marca Mini. Isso mesmo, aluguel gratuito de automóvel! Se isso tudo já não fosse o suficiente, a tarifa é muito boa. O hotel está localizado a 10 minutos de bonde do centro da cidade. Super recomendado!!! Deem uma olhada nas fotos do empreendimento. A primeira é de uma das áreas sociais e a segunda é a do meu apartamento.

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Sobre os atrativos da Zurique… Os principais atrativos estão localizados no centro da cidade. Comecei meu passeio na Hauptbahnhof, a estação central de trens. A fachada da estação é linda e no hall central eles criaram um espaço bem bacana com arquibancada e praia artificial para assistir os jogos finais da Copa do Mundo. Super simpático!

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Atrás da Hauptbahnhof fica o Museu Nacional da Suíça (Schweizerisches Nationalmuseum). Este museu, localizado em um edifício que se assemelha a um castelo, conta a história do país, destacando desde o homem pré-histórico, à época na qual a Suíça era território romano, mostrando ainda as muitas guerras, as reformas religiosas e os acontecimentos mais atuais. É bem interessante! Gostei de saber que mesmo sendo um país pequeno, a riqueza da Suíça está em grande parte ligada a atividade industrial. A indústria têxtil, a fabricação de relógios, os produtos alimentícios, especialmente o leite em pó e o chocolate, a indústria química, em especial a farmacêutica e a fabricação de maquinário fazem parte do sucesso econômico suíço. Com relação aos serviços, o setor financeiro e o turismo também são importantes atividades econômicas para o país. Eu enlouqueci na área do museu na qual eles apresentam ambientes de residências suíças históricas. Eles trouxeram ambientes inteiros para o museu. É magnífico! O ingresso custa CHF 10,00. Segue abaixo uma foto do atrativo.

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Em frente à Hauptbahnhof fica a Bahnhofstrasse, a principal rua comercial da cidade. Próxima a estação de trem estão as lojas mais populares como a H&M, Zara, Manor etc.. Contudo, conforme vocês vão caminhando pela rua é possível encontrar as marcas mais exclusivas como a Prada, Louis Vuitton, Chanel, entre outras. A Suíça é famosa pelos seus relógios, portanto, na  Bahnhofstrasse também é possível encontrar várias relojoarias e lojas de joias. O local é extremamente agradável, vale a pena uma caminhada! Deem uma olhada.

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Mas as mais lindas paisagens de Zurique não ficam na Bahnhofstrasse e sim às margens do Rio Limmat. É tudo tão charmoso, tão romântico… Fiquei pensando… Se Zurique não é uma das cidades mais charmosas da Suíça, como deve ser o restante do país????? Fiquei completamente encantada! Comecei a tirar foto como uma louca! Se preparem…

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É também nas duas margens do Rio Limmat que está localizado o centro histórico de Zurique. Essa região é cheia de ruas estreitas, construções antigas e um aspecto de conto de fadas. Caso tenham tempo, se percam por essa região. Vale a pena!

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Outra coisa que me chamou muito a atenção foram as fontes. A cidade oferece 1.200 fontes de todos os tamanhos, épocas e estilos. A água é potável, portanto os turistas podem bebe-la. Vi algumas pessoas tomando água dessas fontes, mas não tive coragem de experimentar. Deem uma olhada em duas delas!

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No centro histórico da cidade, duas igrejas têm destaque. A primeira é a Catedral da Nossa Senhora (Fraumünster), uma igreja originalmente construída no século IX em estilo romanesco. Ela já foi católica, mas hoje é protestante. A igreja é meio esquisita, pois não tem um altar central, não sei se gostei! Dizem que os claustros são muito bonitos, mas infelizmente não tive a oportunidade de visitá-los. Segue uma foto abaixo.

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A segunda é a Grossmünster. Ela esta localizada quase em frente à Fraumünster, mas do outro lado do Rio. É outra igreja protestante, mas que teve em sua história um período católico. O interior também é muito singelo!

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No final do Rio Limmat está o lago de Zurique (Zürisee). Ele é cercado por um pequeno boulevard onde as pessoas fazem caminhada ou só ficam sentadas jogando conversa fora. Também há várias lindas construções nesta região como a Operhaus Zürich, um edifício neoclássico do final do século XIX. Eu quis fazer uma visita ao interior do espaço, mas o rapaz da bilheteria me disse que as visitas são todas em alemão (ainda estou traumatizada com minha visita a Semperoper em Dresden) e eles estavam lotados até o mês de setembro. Uma pena! Deem uma olhada na fachada da Ópera.

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Sobre alimentação… Aqui começa minhas lamentações… Todos sempre me alertaram que a Suíça era um país muito caro, mas só percebi como era caro quando estava nos estabelecimentos gastronômicos. Comi o Mc Donald´s mais caro da minha vida (CHF 11,55)! Coca-Cola a CHF 5,40, sério?! Não dá para ser feliz desse jeito!

Eu quero dar pequenas dicas a partir da minha experiência. A primeira é a Zeughauskeller. Localizada na Bahnhoffstrasse, este restaurante está instalado em um antigo armazém de armas do século XV. Desde a década de 1920 ele foi convertido em restaurante. O local é bem turístico, vive lotado e é especializada em cozinha suíça. Na verdade, a cozinha suíça se assemelha muito à cozinha alemã e austríaca. Há muita carne de porco, muitas salsichas, schnitzel e diferentes pratos com batata. Eu pedi uma salsicha de páprica com Tagliatelle. Deem uma olhada!

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E o meu prato…

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Tá, eu sei que pasta não é um prato suíço, mas a salsicha era originalmente servida com salada de batata. Salsinha com maionese não rola! Muitos dos produtos oferecidos neste restaurante são regionais e por essa razão, o recomendo para as pessoas que querem conhecer um pouco da culinária local.

Ainda no quesito salsichas, outro lugar que eu gostei bastante é o Sternen Grill. Ele está localizado em frente à Estação Bellevue, muito próximo da Operhaus Zürich. É um local ajeitadinho, mas sem frescura e sempre lotado! Tem até fila…. Eles são especializados em salsichas. É um bom lugar para um lanchinho rápido. A tradicional Bratwurst com pão custa CHF 7,50. Minha amada currywurst com pão custa CHF 8,50. Caro, mas tudo é caro nesta terra!

Já no quesito doces… Não é segredo para ninguém que a Suíça tem um dos melhores chocolates do mundo. Zurique oferece várias opções. Acho que a mais conhecida é a Sprüngli. Ela é uma confeitaria centenária com vários pontos de venda na cidade, inclusive no Aeroporto. Além dos doces, eles também oferecem pratos salgados, café da manhã completo e outras opções mais robustas. Eu experimentei algumas pâtisseries e fiquei apaixonada. Muito, muito bom! CARO (em torno de CHF 7,00 a unidade), mas valeu a pena! Também recomendo experimentarem a Luxemburgerli, um mini macaron super fresco e delicioso. E ele custa só CHF 1,00 a unidade. Deem uma olhada em uma das lojas da Sprüngli e babem na vitrine dos doces.

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Durante meus dias em Zurique também fui ao cinema assistir Grace Kelly. A cidade oferece vários cinemas, mas são incrivelmente caros! Paguei CHF 18 por uma sessão comum (estava longe de ser um 3D). Acho que foi o cinema mais caro da minha vida! Que dor no coração!

E assim terminou a minha visita. Como eu comentei no começo deste post, Zurique foi uma grata surpresa. Fiquei entusiasmada com o charme da cidade e com seu aspecto global. Vi espanhóis, alemães, franceses, italianos, indianos, americanos e muitos brasileiros, tanto turistando como vivendo por lá. A cidade não tem muitos atrativos turísticos, portanto acho que para os mais apressadinhos, um dia é o bastante para conhecer o principal. Já para aqueles que querem aproveitar um pouco mais o destino, dois ou três dias são suficientes. Todavia, Zurique deve ser sim um destino para ser colocado em seus roteiros de viagens, pois ela é sem sombra de dúvida um lugar que vale a pena ser conhecido.

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Uf Wiederseh!

Aventuras pela Europa – Capítulo 17 – Dresden

Dresden nunca foi uma cidade desconhecida para mim, mas comecei a me interessar turisticamente pelo destino a partir do ano passado, quando meus pais a visitaram durante um circuito pelo leste europeu. Apaixonei-me pela cidade logo nas minhas primeiras pesquisas sobre os atrativos locais, portanto, desde que cheguei à Europa, sabia que Dresden seria um dos lugares que eu deveria conhecer. Localizada no centro leste da Alemanha, próxima da fronteira com a República Tcheca, Dresden é a capital e maior cidade (tem pouco mais de meio milhão de habitantes) da região da Saxônia. Por ter sido a residência dos Reis da Saxônia, o destino possui a riqueza arquitetônica e cultural de uma cidade imperial. Mas outros acontecimentos históricos também moldaram a paisagem e a cultura local. Dresden foi duramente bombardeada durante a 2ª Guerra Mundial; além disso, a cidade fez parte da Alemanha Oriental até a unificação do país no início da década de 1990. Mesmo assim, esta cidade, conhecida pelos seus moradores como a Florença do Elba, conseguiu se reerguer e se transformou em uma das principais capitais culturais da Europa.

Diferente dos últimos posts, dessa vez eu não vou especificar os dias de viagem, vou contar os atrativos no geral. Acho que desta forma ficará mais fácil entender tudo que eu fiz durante o passeio.

Fui à Dresden de avião. Novamente optei pela Germanwings e paguei € 174.99 pelo trecho de ida e volta saindo de Colônia. O aeroporto de Dresden é moderno, bem dimensionado, nos moldes de outros aeroportos alemães como o de Munique e de Colônia. Ele é conectado ao centro da cidade por trens que partem a cada 30 minutos. São super práticos e custam apenas € 2,20 por trecho (ADOREI!).

A hotelaria de Dresden é ótima. Ela oferece estabelecimentos para todos os gostos e bolsos. Muitos dos empreendimentos estão localizados em lindos castelos barrocos e neoclássicos, mas também é possível encontrar hotéis modernos e práticos. Além disso, as tarifas são bastante competitivas se comparadas a outros destinos turísticos alemães.

Quando planejei minha viagem para Dresden, vi tantas boas opções de hotéis que fiquei na dúvida. No final das contas, não escolhi apenas um empreendimento, reservei logo dois. Passei cada noite em um local distinto. Não recomendo fazer isso, pois não é muito cômodo, mas é uma boa maneira de ter experiências diferentes. O primeiro empreendimento escolhido foi o Swissôtel Dresden am Schloss, um hotel localizado em um edifício histórico atrás do Dresdner Schloss, um dos principais atrativos locais. Mesmo estando localizado em um edifício histórico, esse estabelecimento é extremamente contemporâneo. Adorei tudo: localização, atendimento, comodidade, preço… Mais que recomendado! Deem uma olhada no meu apartamento.

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O segundo foi o Grand Hotel Taschenbergpalais Kempinski, um dos mais importantes empreendimentos da cidade. Ele foi construído ainda no século XVIII por Augusto II, o Forte, como uma prova de amor à sua amante. O Palácio foi brutalmente atingido durante a 2ª Guerra Mundial, mas restaurado e reaberto como hotel em 1995. A localização não poderia ser melhor, ao lado da Theaterplatz, onde estão alguns dos principais atrativos da cidade. Entretanto, mesmo com a localização poderosa e toda sua história, fiquei meio decepcionada com o empreendimento. A fachada do hotel impressiona, mas o interior parou no tempo. Senti-me em um filme da década de 1990. O atendimento foi aquém ao esperado e me perguntei se eu estava realmente em um estabelecimento hoteleiro cinco estrelas. Segue abaixo algumas fotos do local. 

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Vamos voltar ao que interessa, aos atrativos… A maioria dos atrativos turísticos de Dresden está localizado na margem direita do Rio Elba. Comecei meu passeio turístico pela Theaterplatz. Nesta praça estão as seguintes atrações: Zwinger, Dresdner Schloss, Semperoper e a Hofkirche. O Zwinger é um palácio em estilo rococó construído no século XVII. O lugar é fabuloso! Hoje ele congrega a Pinacoteca dos Mestres Antigos, um museu com lindas obras de Rafael, Rubens, Rembrandt, Veermer,Van Dyck, Ticiano, entre outros; o Museu da Porcelana; e o Museu da Matemática. O ingresso custa € 10 e dá direito a conhecer os três museus. Gostei muito da Pinacoteca dos Mestres Antigos, as pinturas são lindíssimas, mas achei o Museu da Porcelana meio cafoninha. Caso museus não seja a praia de vocês e ainda assim queiram conhecer o Palácio, é possível visitar o pátio central sem pagar nada. Vejam as lindas fotos do local.

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A Semperoper é a principal casa de concertos da Alemanha, e uma das mais importantes da Europa. Construída no século XVIII em estilo barroco, a Ópera foi destruída durante a 2ª Guerra Mundial. Reconstruída na década de 1980 de acordo com seus projetos originais, este espaço foi novamente danificado durante uma enchente no início do século XXI. Entretanto, após uma nova intervenção, ela exibe mais uma vez sua antiga glória. É possível fazer uma visita guiada pelo interior do edifício. Custa € 10 e está disponível a cada 30 minutos. Mas fiquem espertos com o idioma! Há apenas um grupo diário em inglês, sempre em horários alternados. Eu fiz minha visita em alemão e entendi só 20% do que minha guia explicou. Perdi todas as piadinhas (e olha que ela contou várias!). De qualquer forma, acho que é uma visita que vale a pena ser feita. Deem uma olhada na fachada da Ópera.

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A Hofkirche é a catedral de Dresden e a maior igreja católica da Saxônia, uma região de maioria protestante. Foi construída em estilo barroco no século XVIII.  Ela é bem diferente das demais igrejas católicas, pois seu interior é todo branquinho! Deem uma olhada na fachada do local.

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 O último atrativo da praça é o Dresdner Schloss, a casa dos antigos reis da Saxônia. Hoje o palácio é um museu que mostra os tesouros da cidade. O ponto alto do local é o Grünes Gewölbe, uma área onde está exposta a maior coleção de joias da Europa. O lugar é absurdamente lindo! Do tipo imperdível! A visita à sala custa € 12, mas tomem cuidado ao comprar o ingresso. Vocês precisam deixar MUITO claro que querem visitar o HISTORICHES Grünes Gewölbe. Caso contrário, a atendente vai vender um ingresso que lhes dá direito a conhecer todas as alas do museu, menos essa. Eu fui obrigada a pagar o ingresso duas vezes, pois mesmo explicando que a atendente havia me vendido o ingresso errado, eles não me deram moral. Que dor no bolso! Segue abaixo uma foto da fachada do Palácio.

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 Logo atrás do Dresdner Schloss está Augustusstraße, uma rua que liga a Theaterplatz a Neumarkt. Ela possui um lindíssimo painel em porcelana pintado no século XIX conhecido como Fürstenzug. A porcelana veio de Meißen, uma cidade próxima a Dresden. O mural é realmente lindo. Deem uma olhada! 

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Seguindo a rua é possível chegar à Frauenkirche. Esta igreja luterana, originalmente construída no século XVIII em estilo barroco foi destruída durante a 2ª Guerra Mundial. Sobrou apenas parte do altar central e o arco da porta. Ela foi reconstruída de acordo com os projetos originais e reaberta ao público no início do século XXI. Ela é linda demais! Imperdível! Também é possível subir até a torre da igreja. O ingresso custa € 8 e de lá o turista tem uma visão panorâmica da cidade. Essa área, conhecida como Neumarkt, é extremamente agradável e é onde se concentra grande parte dos restaurantes turísticos de Dresden. De lá, também saem as charmosas charretes que fazem os passeios turísticos locais. Segue abaixo uma foto da igreja.

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Andando no sentido contrário ao Rio Elba é possível visitar à Altmarkt. Essa praça, que de velha não tem nada, é onde está localizado o Altmarkt-Galerie, o maior shopping da cidade. O shopping é grande e bem ao estilo dos shoppings brasileiros. Ele oferece várias marcas bacanas e opções gastronômicas. É o melhor shopping que eu já vi na Alemanha. Não que precise ser grande coisa para ser considerado o melhor shopping da Alemanha. Ao lado da Altmark fica a Kreuzkirche, uma igreja protestante construída no século XVI que foi destruída 5 vezes. ISSO MESMO, CINCO VEZES! Deem uma olhada na fachada da igreja.

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Nesta região ainda fica a Prager Straße, a principal rua comercial de Dresden. Ela é extremamente moderna e agradável. O comércio local é diversificado e cheio de lojas tradicionais alemãs. A rua termina na  Hauptbahnhof, a estação central de trens.

Tirei uma manhã para passear pela Neustadt, a parte teoricamente mais moderna da cidade. Ela está localizada na margem esquerda do Rio Elba e possui charmosos edifícios do final do século XIX e início do século XX. Fui a Neustadt porque queria visitar um local especial, o Pfunds Molkerei, uma loja especializada em laticínios em funcionamento desde o século XIX que apresenta uma decoração única. Toda a loja é coberta por azulejos temáticos. Este atípico armazém vende vários produtos à base de leite: queijos, sabonetes, chocolates, etc. Também é possível tomar um copo de leite fresco com suco de manga ou de banana (???). Eles ainda fabricam diferentes geleias caseiras. Infelizmente eu não pude tirar nenhuma foto do interior do estabelecimento. De qualquer forma, segue abaixo a fachada da loja.

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Saindo um pouco da cidade, fui conhecer o Schloss Pillnitz. Localizado a uns 15 quilômetros do centro histórico de Dresden, nas margens do Rio Elba, este palácio em estilo oriental foi originalmente construído no século XVIII como residência de verão dos reis da Saxônia. O atrativo oferece além do edifício central, todo um complexo com diferentes construções e jardins. Chegar ao Palácio não é uma tarefa muito fácil. O recepcionista do meu hotel havia me dado todas as coordenadas, mas sempre acontece alguma zica nos meus passeios. Toda a região próxima ao atrativo estava fechada por conta de um festival e não era possível chegar ao local de ônibus. Tive que tomar um táxi e um barco, além de ter sido obrigada a adquirir um ingresso para o festival. Que dor no bolso! O interior do palácio não é assim tão estonteante, mas como eu adoro esse tipo de lugar, sempre acho que vale a pena a visita. Segue abaixo algumas fotos. Devo avisar que elas não ficaram muito boas, pois o tempo estava instável.

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Para aqueles turistas interessados em conhecer Pillnitz, a forma mais prática de chegar ao local é tomar um bonde elétrico na Altmarkt. Peguem a linha 2, sentido Kleinzschachwitz. Vocês terão que ir até o ponto final. Andem uns cinco minutos até chegar à Estação de barcos e peguem uma balsa. Elas param no jardim do Palácio. Têm balsas disponíveis a cada cinco minutos e não é necessário comprar um ticket específico para utilizá-la, só mostrem seu ticket do bonde. Para voltar, é necessário comprar uma passagem da balsa, mas ela custa apenas € 1,20. Aí é só fazer o caminho contrário, tomando a linha 2, mas dessa vez sentido Gorbitz. O museu do Palácio custa € 8, mas por conta do festival, paguei apenas € 4.

Além do Palácio, recomendo muito um passeio por essa região do Rio Elba, pois ela é charmosíssima!

Outro passeio que eu acho que vale a pena é andar à noite pela cidade para ver os edifícios barrocos iluminados. Você realmente percebe que está em um lugar especial!

E assim terminou o post de hoje. Sempre é um prazer viajar e conhecer lugares novos. Dresden não foge essa regra. Foi a primeira vez que estive nesta parte da Alemanha e me perguntei algumas vezes se estava no país certo. Às vezes ela me parecia muito diferente de tudo que eu já tinha conhecido no território alemão e acho que é isso que a torna tão singular. Visivelmente há um número menor de imigrantes na cidade, mas também os moradores locais são mais fechados que os demais alemães. Outras coisas me surpreenderam… Vi um grande número de turistas brasileiros, muito mais do que esperava encontrar. Fiquei admirada ainda com a enorme quantidade de Palácios da cidade, muitos convertidos em museus. Essa última é uma das razões que a fazem ser conhecida como a Florença do Rio Elba.

É isso… Espero que tenham viajado com o meu relato e vejo vocês no próximo destino!

 

Um super e completo post sobre Bonn!

Bonn foi a primeira cidade que visitei nesta temporada europeia. Entretanto, optei por conhecer bem o destino antes de escrever sobre ele. Hoje finalmente publico minhas várias experiências em Bonn vivenciadas no decorrer dos meses por aqui. Já vou avisando que escrevi MUITA COISA, mas também disponibilizei várias fotos para que o post não ficasse tão cansativo.

Conhecida como a terra de Ludwig van Beethoven, Bonn é uma cidade alemã com quase 350 mil habitantes situada no noroeste da Alemanha, às margens do Rio Reno (Rhein) e a 30 quilômetros de Colônia (Köln). Poucos brasileiros sabem essa informação, mas a cidade tem uma importância histórica e política para a nação alemã, pois foi durante 50 anos a capital da Alemanha Ocidental, até a unificação do país no início da década de 1990. Na transferência para a nova capital Berlim, Bonn perdeu suas embaixadas, mas permaneceu como a sede de grandes instituições alemãs como a Deutsche Welle, a Deutsche Telekom e o Deutsche Post. Também é a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) no País. Turisticamente, a cidade é reconhecida como uma das capitais alemãs da arte e da cultural e oferece um grande número de eventos culturais e museus. Sobre os museus, eles são tão importantes que há até uma área da cidade dedicada especialmente à eles, conhecida como Museumsmeile.

Sejam bem vindos!

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O coração de Bonn está no centro histórico da cidade. Extremamente bem conversado, ele mostra um dos aspectos mais charmosos da arquitetura alemã com edifícios do final do século XIX e início do século XX. Uma das construções mais importantes do centro é a Universidade de Bonn (Universität Bonn). Criada em 1818 pelo rei prussiano Frederico Guilherme III, essa é uma das maiores e mais conceituadas universidades alemãs. Em frente ao lindo edifício em tom amarelo, é possível ver um gramado onde nos finais de semana as pessoas fazem piquenique, “tomam um bronze”, jogam futebol ou apenas deixam a vida passar. Ao lado do edifício central da Universidade, encontra-se o Ägyptiches Museum Bonn, um museu egípcio que faz parte desta mesma instituição de ensino. A visita custa apenas € 2,50, mas mesmo sendo barato, não vale a pena. Ele é muito fraquinho! Deem uma olhada abaixo na foto da fachada da Universidade.

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Muito próximo a Universidade, na Markt, é possível encontrar a Altes Rathaus, um lindo edifício em estilo rococó do século XVIII. Além de ter servido como prefeitura da cidade, também foi palco de discursos históricos e visitas de Estado durante o período em que Bonn foi a capital do país. A Markt também é um atrativo a parte, pois durante os dias da semana sedia uma animada e colorida feira com produtores locais. Vejam abaixo uma foto da linda Altes Rathaus.

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Atrás da Altes Rathaus está localizado o StadtMuseum Bonn, o museu da cidade. A fachada do local assusta um pouco, pois é um prédio comum, desses bem quadradões, no meio de uma rua comum e com pouca sinalização. É possível o turista passar por lá sem notar que é um museu. O acervo é pequeno e está concentrado em dois andares. Na minha opinião, a parte mais interessante do atrativo está concentrada no segundo andar onde eles recriam ambientes do final do século XIX e XX. Há um salão de cabeleireiro do início do século XX, uma mercearia do final de século XIX, adorei! A entrada é gratuita, mas não sei é uma situação corriqueira ou se ocorreu por visita-lo no primeiro Domingo do mês. Eu gostei e é uma boa oportunidade para quem se interessa por história e quer conhecer um pouco mais sobre Bonn.

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Ainda próximo à Altes Rathaus, a poucas quadras da Markt, é possível visitar a Beethoven-Haus Bonn Museum, um atrativo turístico dedicado à este gênio da música. Beethoven nasceu em uma das casas que faz parte do museu. Durante a visita, o turista tem acesso a vários documentos relacionados ao músico. O museu é interessante, mas não é o máximo! Custa  € 8. Segue abaixo uma foto da fachada do local.

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Outro ponto interessante do centro da cidade é a Münsterplatz. Nela, é possível ver a Catedral de Bonn (Bonner Münster), uma igreja medieval com um altar confeccionado em lindos mosaicos dourados. Ainda na praça é possível ver uma estátua de bronze de Beethoven e o histórico edifício do Deutsche Post, um dos cartões postais da cidade. Vejam as fotos da Catedral e da estátua logo abaixo.

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Espero que ainda estejam animados, pois o passeio só está começando. Ainda no centro histórico, quase ao lado da Münsterplatz é possível encontrar o Sterntor, uma das torres que circundavam a cidade na Idade Média. Essa torre é super antiga, construída ainda no século XIII. Hoje ela está meio perdida e isolada no meio do centro histórico, mas a acho charmosa do mesmo jeito.

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Caminhando em direção sul, é possível ver a histórica Estação de Trens de Bonn (Hauptbahnhof). O edifício possui uma linda fachada neoclássica construída no final do século XIX. Uma pena que o interior não seja assim tão charmoso!

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Próxima à Estação… Na verdade, duas quadras atrás da Estação, encontra-se o Landes Museum – LVR. É um outro museu da cidade. Achei o acervo mais ou menos, mas ele oferece várias exposições itinerantes. Para quem tiver interesse, o ingresso custa € 8. Logo abaixo anexei uma foto do museu. Eu tirei essa foto no inverno, portanto vocês vão perceber que a iluminação e a paisagem não estão das mais alegres.

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Caminhando em direção ao sul da cidade, é possível conhecer o lado mais charmoso de Bonn. O atrativo mais importante desta área é o Schloß Poppelsdorfer, um lindo palácio barroco do século XVIII localizado a 10 minutos de caminhada do centro histórico. O local é charmosíssimo, cercado por lindas casas do final do século XIX e XX. Para ser sincera, é um dos bairros mais bonitos que já tive oportunidade de conhecer. Talvez ainda mais bonito que Kensington e Chelsea em Londres e o Upper West Side em Nova York. Vale a pena tirar um tempinho para dar uma caminhada por esta região! Voltando ao Palácio, o edifício congrega hoje o Mineralogisches Museum, um pequeno museu (são apenas três salas) também financiado pela Universidade de Bonn, que apresenta diferentes minérios encontrados nas mais variadas partes do mundo. Gostei de ver que as vitrines de exposição eram divididas pelos elementos químicos que compõem as pedras. Também gostei de encontrar muitas gemas brasileiras, especialmente ametistas, águas marinas e turmalinas. Entretanto, para dizer a verdade, o museu é bem fraquinho, não vale a visita! A entrada custa € 2,50. Segue abaixo uma foto do Palácio. Devo dar os créditos desta foto ao meu pai…

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Atrás do Palácio há o Jardim Botânico de Bonn (Botanischen Garten). O local é muito bem cuidado, bonito e cheio de diferentes espécies de plantas. Contudo, como não sou muito fã deste tipo de lugar, não me animei muito com o atrativo. Ele também é mantido pela Universidade de Bonn e a visita custa € 6. Só recomendo para os turistas que são realmente apaixonados por botânica!

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A região de Gronau, também ao sul da cidade, é onde congrega a Museumsmeile, a área onde estão concentrados os mais importantes museus de Bonn. Lá é possível ver os seguintes locais:

Haus der Geschichte der Bundesrepublik Deutschland (Museu Histórico da República Federal da Alemanha). Esse museu conta a história alemã após a 2ª Guerra Mundial. Eu adorei o local, primeiro porque é gratuito (adoro museus gratuitos), mas principalmente porque  ele apresenta um estilo estadunidense de museu, com muitos objetos e vídeos que mostram a história da república alemã. Ele trouxeram jipes militares, tanques de guerra para destacar o período do pós guerra. Há até parte do antigo parlamento alemão, com as cadeiras e a mesa central. Trouxeram também um cinema da década de 1950 e um bar bem estilo americano. O museu mostra a retomada da economia alemã a partir da década de 1950 por meio da exportação de produtos, explica também a importância do esporte na história do país. Mostra a questão aeroespacial, a paixão pelo automobilismo e a influência da música e da televisão na cultura local. Na década de 1970, mostra as ameaças terroristas e na década de 1980 dá ênfase à queda do muro de Berlim.  Dá para ver que eu fiquei empolgada com o lugar, não?! Atrativo imperdível!

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 – Bundeskunsthalle.  O museu oferece várias exposições itinerantes simultaneamente. Fui visitar a exposição temporária sobre Florença. A mostra trazia a evolução da cidade perante os séculos, desde o poder da família Médici como mecenas das artes, à Florença, destino do turismo cultural. Paguei € 11. O museu conta ainda com um restaurante bem simpático chamado Speisesaal. Este estabelecimento é uma boa pedida para uma refeição rápida ou um delicioso café da manhã (€ 10, 90) no final de semana.

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– Kunstmuseum Bonn. O Museu de Artes de Bonn oferece tanto exposições permanentes quanto temporárias. Fui visitar a coleção de August Macke, um pintor expressionista que viveu em Bonn (mostra permanente), mas também dei uma olhada na Dark Light, uma exposição temporária super sombria do pintor espanhol Juan Uslé. O museu está localizado em um edifício super moderno e é destinado aos amantes da pintura. Caso não seja a praia de vocês, não sei se vale a pena! Paguei € 7 pela visita.

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– Koenig Museum.  É o maior museu de história natural da Alemanha. Ele tem 100 anos de idade (nem sempre dedicados apenas ao museu) e mostra diferentes ecossistemas (cerrado, árido, polar, etc) e seus animais particulares. Há uma boa coleção de aves e mamíferos. Possui um viveiro com cobras, lagartos, etc. Não é um museu enorme, mas é a melhor atração cultural para visitar se vocês têm filhos pequenos. As crianças ficam completamente encantadas com tantos animais. O edifício é incrível! Se vocês estiverem interessados, a admissão custa € 5 (bilhete normal).

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A cidade de Bonn não vive só de museus. Ela oferece ainda um lindo parque às margens do Rio Reno (Rhein) chamado Rheinaue. O parque é GIGANTE, extremamente bem cuidado e oferece um charmoso lago, distintos jardins, além de outros espaços de lazer. O atrativo fica lotado nos dias de sol. Uma boa opção para as pessoas que querem curtir o tempo livre!

Sobre alimentação, quero dar duas dicas preciosas de Bonn. A primeira é a First Flush. Essa casa de chás está localizada na Markt, quase ao lado da Altes Rathaus. É um lugar super, hiper charmoso, onde é possível saborear um completo café da manhã, um diferente chá da tarde ou pratos mais elaborados e consistentes. Para mim, foi amor a primeira vista! Além de adorar a decoração, também sou apaixonada pelo aroma dos chás fundidos com os lírios espalhados por todos os cantos. Minha melhor sugestão é uma pasta fresca com salmão e camarões ao molho curry. Divino! Deem uma olhada no ambiente do First Flush.

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Outro local que está no meu coração é o Schlosscafé Poppelsdorf, uma confeitaria localizada a uma quadra atrás do Schloß Poppelsdorfer. O local é simples, mas acolhedor. Além disso, oferece as tortas e pâtisseries mais bonitas e saborosas da cidade.

E assim terminou meu post. Ufaa! Bonn é aquele tipo de local para aproveitar a vida. Eu tenho a sensação que esse destino anda em um ritmo distinto, como se estivéssemos em uma cidade interiorana. Eu devo admitir que às vezes isso me incomoda um pouco e começo a sentir saudade da loucura de Colônia ou de Frankfurt. Por outro lado, nenhuma dessas duas cidades oferece o charme da antiga capital. Por essa razão, recomendo muito este destino, principalmente para os turistas que estão planejando dar uma passadinha pelo Rio Reno.

Auf Wiedersehen!

Aventuras pela Europa – Capítulo 16 – Palma de Maiorca

Hoje escrevo sobre uma das viagens mais agradáveis que tive nesta temporada europeia. Passei o último final de semana em Palma de Maiorca, Espanha (ou Palma de Mallorca em espanhol). Não que as viagens que eu tenha feito nos últimos meses não tenham sido agradáveis, pois todas foram ótimas, mas Palma teve um gostinho especial. Fiquei tão empolgada com o destino que me descontrolei na quantidade de fotos (e olha que eu nunca faço isso!). Ahhh! E levei a primeira tostada desta temporada! Estou vermelha até agora.

Pouco conhecida pelos brasileiros, Palma de Maiorca é a capital das Ilhas Baleares, uma comunidade autônoma localizada no Mar Mediterrâneo entre a Espanha e a Itália. Possui pouco mais de 400 mil habitantes e tem o turismo como sua principal atividade econômica. De origem romana, Palma presenciou durante os séculos diversas transformações, sejam por meio da invasão árabe durante o início da Idade Média, pela conquista e anexação do território ao Reino de Aragón (hoje Espanha) séculos mais tarde, ou pela explosão demográfica nas décadas de 1950 e 1960 por conta do sucesso ao explorar o turismo de massa. A verdade é que toda essa miscelânea cultural, unida ao clima tipicamente mediterrâneo e as praias com águas azuis fizeram com que Palma se transformasse em um dos destinos mais populares do país.

 1º Dia

Fui à Palma de Mallorca de avião e cheguei à ilha espanhola no horário do almoço. Dessa vez, voei de Ryanair direto de Colônia. Não sou muito fã da Ryanair, pois o atendimento é péssimo, os voos estão sempre atrasados e as aeronaves são super desconfortáveis. Porém é uma das companhias mais baratas da Europa e oferece voos diretos de Colônia, então eu não tinha muito o que reclamar. O trajeto até Palma foi, no mínimo, peculiar! O voo estava lotado de homens (pelo menos 80% dos passageiros) e eles estavam super animados; falando alto, brincando, me senti como se estivesse num bar em pleno ar. O aeroporto de Palma é gigante, moderno e muito bem sinalizado (as placas estão disponibilizadas em quatro idiomas, para dar um tapa com luvas de pelica no amadorismo brasileiro). A cidade não oferece metrô, mas há ônibus (Airport Express) que saem da entrada do Aeroporto e param no centro histórico. Eles são super práticos e custam apenas € 3 por trecho. Dessa vez, não vou comentar sobre o meu hotel, pois não fiquei muito satisfeita com minha escolha. Entretanto, posso dizer que fiquei hospedada ao lado da Plaça d´Espanya, uma praça localizada em frente ao Terminal Intermodal (antiga Estação de Trens) e onde era possível pegar ônibus para todos os cantos da cidade. Palma oferece uma hotelaria bastante diversificada e com preços atraentes, quando comparados a outros destinos europeus, portanto não acho que seja difícil achar uma boa opção neste destino. Minha dica sobre os meios de hospedagem… Antes de reservar um hotel, pensem qual o seu maior interesse na cidade, sejam as praias ou o centro histórico, e procurem as opções hoteleiras próximas desses atrativos. Palma é uma cidade muito espalhada, então é importante se hospedar em um local próximo dos seus maiores interesses.

Bem vindos a Palma!

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Comecei meu passeio explorando a região próxima ao meu hotel. Andei pela Avenida de Alexandre Rosselló, uma via perimetral onde é possível encontrar várias lojas como Zara, Massimo Dutti e El Corte Inglés. Após meu tour de compras, visitei o centro histórico. Passei pela La Rambla (nos mesmos moldes do calçadão de Barcelona, mas sem o mesmo glamour) e cheguei a Plaça Major (também nos moldes das Plazas Mayores da maioria das cidades espanholas). Acho que vocês devem ter reparado que a escrita dos atrativos está meio estranha. O Catalão é um dos idiomas oficiais desta região e por esta razão, todos os atrativos estão escritos nesta língua. Engraçado é ver os programas de televisão em Catalão. Tem-se a sensação de que estamos escutando um português  conversando, mas não conseguimos entender ao certo o que ele está tentando falar. Voltando às minhas andanças, passei pela Plaça de Cort, onde esta localizada o lindo edifício da Prefeitura (Ayuntament). Andando mais um pouquinho passei pelo Parlamento das Ilhas Baleares (Parlament de les Illes Balears) e cheguei ao Palau de Almudaiana. Segue abaixo o edifício da Prefeitura.

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 O Palau de Almudaina ou Palácio Real de la Almudaina é uma fortaleza construída durante o período de dominação árabe na cidade e reconstruído por Jaime II séculos depois, durante o Reinado de Aragón. É uma das residências da Família Real Espanhola e conta um pouco da história desta rica cidade. O lugar é bacana, muito bem conservado, vale a visita! Ahhh! O bilhete custa € 7. Segue abaixo duas fotos do Palácio. A primeira é a da fachada do atrativo e a segunda mostra parte de seu pátio central.

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Logo em frente ao Palácio está a Catedral de Palma, o mais imponente atrativo da cidade. Popularmente conhecida como La Seu, a Catedral teve sua construção iniciada ainda na Idade Média, mas até o século XX contou com reformas, adições e incursões de artistas espanhóis. A arquitetura do edifício é gótica, mas dentro da Catedral é possível ver uma mistura de estilos. Para ter uma ideia de como esta igreja é eclética, o altar central foi concebido por Antoni Gaudí, o famoso arquiteto catalão responsável pela Igreja da Sagrada Família em Barcelona. Para conhecer o interior da Catedral é necessário pagar € 6. Eu odeio pagar para visitar igrejas, mas de carinha feia comprei uma entrada, pois sabia que esse era um dos mais importantes atrativos da cidade. A entrada também dá direito a visitar os claustros da Catedral. Lindos! Segue abaixo duas fotos do atrativo. Ahhh! Ela é tão imponente que pode ser vista de qualquer ponto da cidade.

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Após minha visita à Catedral, passei ainda no Museu de Mallorca, um museu gratuito que conta a história da cidade por meio de objetos como vasos e joias. Ele é muito pequeno,  não  acho que valha a pena conhece-lo. Também visitei os Baños Árabes, uma construção do século X que serviu como um banho de caráter privado durante a ocupação árabe da cidade. O local também é pequeno, nada muito representativo, mas custa apenas € 2,50 . Segue abaixo uma das salas dos banhos.

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Falando um pouquinho mais sobre o centro histórico da cidade é importante ressaltar como esta região é linda. Ela é em parte cercada por muralhas (a outra parte das muralhas foi destruída a partir do crescimento de Palma) e é composta, em grande parte, por um casario em estilo colonial espanhol. É charmosa, está super bem conservada e me lembra Cartagena de Indias na Colômbia. Também estou impressionada com o paisagismo da cidade. O centro histórico é muito verde. Esta repleto de palmeiras, flores de diferentes tonalidades e fontes. Deem uma olhada.

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Também gostei bastante de ver moinhos históricos por toda a costa. Um charme!

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2º Dia

Acordei cedo, pois queria visitar a parte mais oeste da cidade. Primeiramente fui conhecer duas praias de Palma; a Caló des Macs e a Cala Major. A tonalidade da água realmente impressiona, mas a faixa de areia é muito pequena, a areia é muito grossa e a praia tem muitas pedras. Neste quesito, nossas praias brasileiras ganham de lavada. Deem uma olhada! A primeira foto é da Caló des Macs e a segunda é da Cala Major.

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Uma curiosidade… Na Cala Major fica o Palácio Marivent, a residência de verão dos Reis da Espanha. Essa região praiana faz parte da área mais nova da cidade. É possível ver edifícios mais modernos, mais altos e com um comércio bem típico de litoral. Não é charmoso como o centro histórico, mas é bem organizado e impecavelmente limpo. 

Pela manhã ainda visitei o Castell de Bellver, um castelo em estilo gótico erguido no século XIV. É o único castelo construído em forma circular na Espanha. A visita é gratuita e no interior do atrativo há um museu que conta sobre o planejamento urbanístico da cidade. Além disso, o Castelo propicia lindas vistas de Palma. Gostei muito! 

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Após à visita ao Castelo fui ao Porto Pi, o maior centro comercial de Palma. O local é simples para os padrões brasileiros, mas tem várias opções de loja.

No horário do almoço voltei ao centro histórico, pois queria almoçar no Japonice, um restaurante dedicado à cozinha oriental localizado entre a Plaça del Mercat e o Passeig del Born. Eles servem o melhor sushi da cidade. Não sou muito fã de comida japonesa, portanto optei por noodles com molho thai e lagostins. Delicioso e preço bom!  Restaurante super recomendado! Deem uma olhada no prato.

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Ainda andei pelo centro histórico passando pelo Passeig del Born, um lindo calçadão onde se concentram vários restaurantes, cafés e as lojas mais exclusivas de Palma como a Louis Vuitton, Escada e a multimarcas Corner. O local me lembra um pouco o Paseo del Prado em La Havana, Cuba (claro que com suas devidas proporções!). Ao lado da Passeig del Born fica a Avenida Jaime III, outra rua comercial super charmosa. Lá é possível encontrar uma loja da Havaianas. Senti-me em casa! Em Palma de Maiorca é possível até encontrar Havaianas falsificadas nas lojas mais simples. Achei um sarro! Ahhh! O comércio de Palma é bem diversificado. Além disso, fica aberto aos Domingos e de segunda a sexta-feira fecha as portas apenas às 21h. Ótimo!

No final da tarde estava voltando ao meu hotel e encontrei uma filial do restaurante Mas Q Menos. Eu já havia comentado sobre este restaurante no meu post da Espanha. O sanduíche de jamón ibérico com queijo brie deles é coisa de outro mundo. É claro que eu não resisti e tive que repetir a dose.

Uma dica gastronômica. Ainda falando de comida, um dos meus assuntos preferidos, não deixem de provar as ensaimadas, um doce típico local. Eu não sei nem descrever o que elas são. Parecem um schneke, mas a massa se assemelha mais com uma massa folhada. Super gordo, mas saboroso. É possível encontrar as ensaimadas em várias pastelarias, mas a Forn del Sto. Cristo é uma das mais tradicionais da cidade. Eles têm três pontos de venda em Palma de Maiorca e além das ensaimadas, também vendem outros petiscos espanhóis super tradicionais.

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3º Dia

Hoje não acordei muito cedo, pois queria descansar um pouco mais (Esses jogos da Copa do Mundo à meia noite estão me matando!). Ainda no período da manhã, fui conhecer ao Poble Espanyol. Este atrativo temático congrega em um mesmo espaço várias edificações importantes da Espanha. São réplicas de atrativos famosos como a La Alhambra de Granada ou a Torre de Oro de Sevilha. É uma maneira interessante de conhecer a riqueza arquitetônica da Espanha. O local não é autêntico, parece mais uma Disneylândia, mas eu gostei! A entrada  custa € 6.

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No horário do almoço voltei ao centro histórico, pois queria almoçar no Cappuccino Grand Café. O Cappuccino é uma rede de estabelecimentos gastronômicos com filiais em várias cidades espanholas e em países do mundo árabe. Eles são especializados em cocktails, mas é possível encontrar um cardápio eclético que oferece pratos da cozinha japonesa, árabe e indiana. Em Palma de Maiorca há cafés espalhados por toda a cidade, mas eu almocei na filial em frente ao Passeig del Born. O lugar não é muito barato, devo admitir, mas o ambiente é ótimo.

No período da tarde, como o tempo não estava muito bonito fui ao cinema do Porto Pi para assistir o filme “No Limite do Amanhã”. E no final da tarde, terminei meu dia andando pela Passeig Maritim, a avenida beira mar de Palma. Na verdade, esta avenida dá de frente para o porto, mas é possível encontrar por lá os edifícios tipicamente praianos, vários meios de hospedagem, restaurantes, bares e as casas noturnas mais descoladas de Palma como a Pacha. Ahhh! Até encontrei um bar e uma churrascaria brasileira. Além disso, é possível ter uma vista linda do centro histórico. Adorei!

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Assim terminou minha viagem a Palma de Maiorca. Adorei o destino! Tirando o calor escaldante (eu parecia uma senhora na menopausa), acho que Palma é um destino para qualquer tipo de turista. Além das praias, é um cidade repleta de cultura e história, boa comida, preços módicos e gente simpática. Palma só reforçou o amor que eu sinto pela Espanha e esse é sem dúvida um destino que não vou me esquecer.

Hasta luego!

Aventuras pela Europa – Capítulo 15 – Edimburgo

Continuando minha saga pela Europa, o post de hoje é sobre Edimburgo. Edimburgo (ou Edinburgh em inglês) é um destino que eu queria visitar a muitos anos. Sempre escutei coisas ótimas sobre a cidade, portanto minha vontade de conhecê-la era enorme! Por outro lado, minha expectativa sobre o destino era tão alta que comecei a ficar com medo de me decepcionar. Ultimamente, tenho me decepcionado bastante com as cidades nas quais tenho grandes expectativas; contudo, posso afirmar que dessa vez fui muito feliz com a minha escolha.

Para aqueles que não sabem, Edimburgo é a capital da Escócia, um dos países que faz parte do Reino Unido. Possui cerca de meio milhão de habitantes e entre outras atividades econômicas, o destino tem no turismo uma das suas principais fontes de receita. Em um primeiro momento, Edimburgo lembra muito as cidades inglesas e irlandesas com suas casas padronizadas construídas em pedras e/ou tijolos, mas como cresceu circundada por diferentes morros, ela tem um certo aspecto de contos de fadas. Difícil para os turistas que precisam subir e descer as ladeiras e escadarias o tempo todo! Além disso, é uma cidade que tem muito verde, o que dá uma imagem mais acolhedora ao local.

Assim como tenho feito nos últimos posts, vou contar minha viagem pelos dias, pois desta forma é mais fácil entender todos os atrativos turísticos que visitei durante o passeio.

 1º DIA

Fui à Edimburgo de avião e cheguei à capital escocesa no início da tarde. Novamente optei pela Germanwings (já tenho até um cartão fidelidade da empresa!) e paguei € 243.99 pelo trecho de ida e volta saindo de Colônia. O aeroporto de Edimburgo é pequeno, meio antiquado e muvucadinho, mas está longe de ser um Terminal Tietê em véspera de feriado. A cidade não oferece metrô, mas há ônibus (Airlink 100) que saem da entrada do Aeroporto e param na Waverley Station, no centro de Edimburgo. Eles são super práticos e custam £ 4 por trecho. Ahh! Assim como na Inglaterra, a moeda da Escócia também é a Libra Esterlina. Se o Real já não vale nada quando transformado em Euro, transformado em Libra então, ele quase desaparece! Eu troquei uma pequena parte do meu dinheiro no próprio Aeroporto para poder chegar ao centro (as cotações no Aeroporto são sempre mais caras) e depois ia trocando o restante do dinheiro na medida em que eu sentia necessidade. Vale ressaltar que as casas de câmbio em Edimburgo não cobram comissão pela troca! Chegando ao centro da cidade fui direto ao meu hotel para fazer o check-in. Quando comecei a planejar minha viagem à Edimburgo, sabia que queria me hospedar no Hotel Missoni, pois é um empreendimento abordado nas minhas aulas de Hotelaria. Quando dei uma olhada nos valores das diárias, quase caí de costas. Mas sem desistir do hotel, fiz várias projeções de possíveis datas de viagem e buscava alternativas em diferentes sites de reservas para verificar se conseguiria uma tarifa mais econômica. Deu um trabalhinho, mas funcionou! Essa é uma boa dica para quem quer pagar mais barato para se hospedar no hotel dos sonhos. O Missoni Hotel fica no centro da cidade antiga de Edimburgo (Old Town), entre a Catedral de St. Giles e o Castelo de Edimburgo. Perfeito! Na verdade, perfeito foi fazer o check-in e ser avisada de que eu teria um upgrade. Eu havia reservado um apartamento standard, o mais básico, e eles me ofereceram a melhor suíte do hotel. Eheheheh! Foi o primeiro upgrade da minha vida! O apartamento era tão grande que eu fiquei meio perdida, sem saber o que fazer! Além da linda e luxuosa suíte, toda decorada com mobiliário e enxoval Missoni, o hotel é bem legal e o atendimento é impecável! Ahhh! Até os mensageiros usam um kilt com o tradicional ziguezague da Missoni. Mais do que recomendado! Deem uma olhada nas fotos da fachada do hotel e da minha suíte bacanérrima.

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Após colocar minhas coisas na suíte, fui aproveitar o lindo dia de sol para conhecer a cidade. Comecei meu passeio andando pela Royal Mile, a principal rua (na verdade é um conjunto de várias ruas) da Cidade Antiga (Old Town). Na Royal Mile é possível encontrar vários museus, lojas de souvenirs, estabelecimentos gastronômicos e escoceses vestindo kilt e tocando a tradicional gaita de fole, não nessa mesma ordem!  Minha primeira parada foi na Catedral de St. Giles, uma igreja medieval em estilo gótico. Ao contrário da maioria das igrejas góticas, esta catedral é bem iluminada e alegre, vale a visita! Continuando a caminhada pela Royal Mile cheguei ao Parlamento Escocês e ao Palácio de Holyroodhouse, este último é a casa oficial da Rainha da Grã-Bretanha na Escócia. O Palácio é bem bacana e é uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história do Reino Unido. Vale muito a pena! A visita custa £ 11,30. Segue abaixo uma foto da fachada do Palácio.

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De lá, fui à Cidade Nova (já explico essa diferença entre Cidade Antiga e Cidade Nova), pois queria aproveitar o dia para fazer umas comprinhas. As principais ruas comerciais da cidade são a Princes Street e a George Street. Na verdade, Edimburgo não é conhecida como uma das capitais do consumo. Ela não oferece todas as opções encontradas em Londres, Paris ou Berlim. Além disso, por conta da alta cotação da Libra, não tem preços muito competitivos, mas é sempre bom dar uma olhadinha! Ahhh! É importante salientar que o comércio na capital escocesa fica aberto até aos Domingos (Adoro quando as lojas ficam abertas aos Domigos!). Andando pela Princes Street visitei o Scott Monument, um monumento em estilo neo-gótico dedicado ao escritor Walter Scott. Ahh! É possível subir na torre para observar a cidade, mas eu não me interessei. Segue foto abaixo.

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E terminei meu passeio no Princes Street Gardens, o mais charmoso parque da cidade. O parque era um alagado que se transformou em um dos principais atrativos de Edimburgo. Ele está situado entre a Cidade Nova e a Cidade Velha! Lendo outros blogs de viagem, vi que muitas pessoas comentavam a beleza deste parque. Entretanto, devo admitir que ele superou todas as minhas expectativas. Ele não é só lindo, ele é magnífico! Além de ser extremamente bem cuidado, acho que nunca vi tantas espécies diferentes de flores juntas. Ademais, o dia bonito e ensolarado trouxe ao parque famílias inteiras fazendo piquenique, “tomando um bronze” ou só deixando o tempo passar. Fiquei apaixonada pelo lugar! Deem uma olhada nas duas fotos abaixo para vocês sentirem a beleza do local. Ahh! Ao lado do parque, há a igreja de St. Cuthbert, uma das paróquias mais antigas de Edimburgo. Ela é circundada por um cemitério meio macabro, mas legal. À noite, apenas  aproveitei meu hotel.

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2º DIA

Como o dia não amanheceu muito bonito, optei por atividades indoor. No período da manhã, fui conhecer o Castelo de Edimburgo. Instalado onde já foi um vulcão, esta antiga fortaleza iniciou sua edificação ainda na Idade Média e hoje oferece um complexo de instalações de vários períodos históricos que mostram um pouco das guerras e da monarquia escocesa. Pense em um lugar bacana… Há vários pequenos museus e outras atividades temáticas dentro do Castelo. Além disso, a cada 30 minutos há pequenas visitas com guias locais que contam um pouco da história do lugar. Adorei! Imperdível! Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foi ver o cuidado que os escoceses tinham em manter suas raízes vivas, mesmo durante as guerras. O tradicional kilt foi incorporado ao uniforme militar e a gaita de fole era levada aos campos de batalha para serem tocadas nos momentos de descanso. O ingresso custa £ 16. Segue abaixo uma foto minha em frente à Fortaleza.

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Saindo do Castelo fui novamente à Cidade Nova (New Town), pois queria almoçar em um lugar especial. Edimburgo é uma cidade que oferece várias opções gastronômicas. É possível encontrar restaurantes, pubs, brasseries, casas de chá, padarias, instaladas tanto em lindos edifícios históricos como em modernas e descoladas edificações. É possível encontrar boas opções por toda a cidade, mas a Rose Street e a George Street são duas ruas especiais. Almocei no The Dome, um antigo banco transformado em Restaurante localizado logo no início da George Street. O lugar é maravilhoso! Mesmo oferecendo um ambiente extremamente requintado, o restaurante é bem turístico, sem muitas frescuras. O cardápio é descomplicado, com opções que prezam mais ao sabor que a alta gastronomia e os preços são justos. Pedi um escalope de porco ao molho de cogumelos e batata sauté. Estava divino! E olha que nem sou muito fã de carne de porco! Adorei a experiência e recomendo! Deem uma olhada nas fotos do Restaurante. Também fiquei com vontade de conhecer o The Witchery By The Castle, um outro lindo restaurante histórico  localizado próximo ao Castelo de Edimburgo. Quem sabe em uma próxima visita?

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Minha próxima parada foi no Georgian House, uma antiga casa em estilo georgiano que congrega um museu no qual é possível ver como as famílias aristocráticas viviam na Edimburgo do século XVIII. O museu custou £ 6.50 e fiquei bastante impressionada com o entusiasmo e orgulho dos monitores em contar a história do local. O Museu fala sobre o desenvolvimento de Edimburgo. Durante séculos, a cidade se desenvolveu apenas na região próxima ao Castelo, conhecida hoje como Cidade Antiga (Old Town). Entretanto, no século XVIII surgiu a necessidade de criar uma nova área para Edimburgo. Uma região planejada, requintada e que mostrasse a prosperidade econômica do país. E é a partir desta ideia que surge a parte mais nova da cidade, conhecida como New Town. Vale ressaltar que foi necessário 50 anos e vários arquitetos para essa nova área da cidade realmente progredisse.

Após a visita ao Georgian House, dei uma passadinha no Scottish National Gallery. Este museu tem entrada gratuita (ADORO!) e é possível ver quadros e esculturas de grandes mestres das artes. O museu é dividido em três andares. O térreo é dedicado a arte clássica. É possível ver obras de El Greco, Vélazquez, Ticiano, Bernini, Rubens, Van Dyck, Rembrandt, entre outros. No primeiro andar é possível encontrar obras dos artistas do século XIX como Rodin, Cézane, Degas, Renoir, Monet e Van Gogh. Já o subsolo é dedicado aos artistas escoceses. Eu não sou uma fanática amante das artes, mas fiquei muito impressionada com o lindo acervo do museu. Uma ótima opção para quem gosta de pinturas! Ainda tinha interesse em conhecer o Museu de Edimburgo, mas ele estava fechado. Caso vocês tenham vontade em conhecê-lo, lembrem-se que ele não fica aberto aos Domingos.

Neste passeio não visitei vários outros atrativos tradicionais da cidade. Alguns deles por pura falta de interesse, outros por conta do tempo carregado do Domingo. De qualquer forma, acho que Edimburgo é um tipo de destino que pode ser visitado em um final de semana.

Assim terminou meu passeio. Adorei ter conhecido o destino! Fiquei particularmente impressionada com a simpatia dos escoceses. Na verdade, vários blogs já haviam alertado sobre essa característica local, mas é contagiante ver como eles se sentem à vontade para conversar e rir de si mesmos. Todos são assim… Os mensageiros e as recepcionistas dos hotéis, os guias e monitores dos atrativos turísticos, os atendentes dos restaurantes, os motoristas de ônibus, até mesmo desconhecidos no meio do parque. Fiquei também entusiasmada com o orgulho dos escoceses por suas raízes e seus símbolos. Era possível ver vários homens usando kilt no centro da cidade, provavelmente indo para algum  evento especial. Outros, mais tímidos, simplesmente optavam por uma calça xadrez, nada mais tradicional. Este orgulho também é passado aos produtos locais. As lojas anunciavam: “- Echarpes escocesas, uísque escocês, sorvete escocês!” Quer dizer, produto escocês é sinônimo de qualidade. É claro que não podia ter ido embora sem comprar alguns produtos tipicamente locais.

É por essas e outras muitas razões que fiquei encantada por Edimburgo. Espero que também tenham se encantado por esse novo destino e quem sabe o incluam em seus próximos roteiros de viagem.

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 Até mais!

Aventuras pela Europa – Capítulo 14 – Holanda (Amsterdã, Zaanse Schans, Volendam, Marken)

Minha última parada foi em Amsterdã. Essa era uma das cidades que já estavam no meu planejamento original de viagens aqui na Europa. Na verdade, pelos meus planos, Amsterdã seria um dos primeiros destinos que eu iria visitar, mas em razão de outros passeios, visitei-a apenas agora. Amsterdã é a maior e mais importante cidade da Holanda. Possui cerca de 800 mil habitantes e é um destino extremamente liberal e globalizado. Já vou começar o post avisando que ao contrário de todos os comentários positivos que eu ouvi sobre Amsterdã, fiquei decepcionada com o destino. Achei a cidade extremamente suja (devia estar ocorrendo uma greve de lixeiros ou coisa assim, pois estava muito, mas muito suja), trânsito muito confuso (atropelamentos devem comuns por lá, pois você tem que tomar cuidado com os carros, com os ônibus, com os bondes, com as bicicletas, com as vespas e com as pessoas, todas querendo passar ao mesmo tempo), e abarrotada de gente, de uma maneira quase que claustrofóbica. Ahhh! E nunca vi tantos brasileiros em um destino europeu. Vi mais brasileiros em Amsterdã que em Paris, incrível! Logo abaixo vou contar minha passagem pela cidade de acordo com os dias que estive por lá. Também aproveitei minha estada para conhecer o interior da Holanda. Em minha humilde opinião, o interior é muito mais charmoso que a própria Amsterdã.

 1º Dia

Cheguei à Amsterdã de trem e levei quase 4 horas de viagem saindo de Bad Honnef (paguei € 68 no trecho de ida e volta, mas comprei com bastante antecedência, tô ficando mais esperta!). Cheguei à Amsterdam Centraal (principal estação de trens) logo após o almoço. A Estação já é um atrativo a parte. Ela tem uma das fachadas mais bonitas de toda Amsterdã, parece um palácio. Uma pena que o interior seja tão caidinho!  Deem uma olhada…

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De lá, tomei um táxi ao meu hotel. Dessa vez escolhi um hotel longe da estação de trens e do centro da cidade, mas tinha um motivo especial. Quis ficar hospedada no Hotel gerenciado pela Escola de Hotelaria de Haia (Hotelschool The Hague), o melhor curso de hotelaria da Holanda. Chamado Skotel Amsterdam, este empreendimento hoteleiro está localizado a uns 20 minutos de bonde do centro da cidade. Ele oferece apenas 15 apartamentos e o mais interessante é que cada quarto foi decorado por uma cadeia hoteleira específica. Eu fiquei na UH da Center Parks, uma rede do Reino Unido e adorei meu quarto; super espaçoso, confortável, cama gostosa e chuveiro maravilhoso! Não acho que este hotel seja formalmente classificado, mas é um empreendimento de categoria superior, tipo quatro estrelas. Todos os funcionários do hotel são alunos da própria escola, inclusive as camareiras. Eles trabalham no estabelecimento como parte das atividades práticas do curso. O valor da diária é muito bom (€ 72 em um apartamento single com café da manhã), principalmente por se tratar de Amsterdã, uma capital com uma hotelaria cara. E a falta de experiência dos alunos é compensada pela infraestrutura de primeira e pela grande atenção dada aos hóspedes. Adorei e recomendo muito! Deem uma olhada nas fotos do hotel. 

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Após meu check-in no Skotel Amsterdam, ainda fiz um pequeno tour guiado pela escola para conhecer toda a estrutura local. Fiquei completamente boquiaberta com tudo que eles oferecem aos alunos, desde as aulas 100% em inglês aos laboratórios. Depois da visita, peguei um bonde e fui ao centro da cidade onde parei na Dam, principal praça localizada no centro histórico de Amsterdã. É lá que está o Palácio Real e outros edifícios históricos. Na Dam, ainda é possível encontrar muitas lojas de souvenirs. 

Visitei ainda a região da cidade conhecida como Red Light District, a região do “entretenimento adulto”. Ela fica entre a Dam e a Amsterdam Centraal. Como eu havia comentado no começo do post, Amsterdã é uma cidade muito liberal. A prostituição é legalizada e as prostitutas têm assistência médica, direitos trabalhistas e é feita uma fiscalização frequente para garantir boas condições de trabalho. Eu achei super estranho! Você está andando na rua linda e formosa e de repente pá, dá de cara com uma mulher seminua. E outra mulher seminua, e outra, e outra… As primeiras mulheres eram bem ajeitadas, mas conforme eu fui andando pela rua, a beleza das moçoilas ia se esvaindo… No final do caminho, o negócio estava feio! Rsrsrs… Naquela região também é possível encontrar vários Coffee Shops, locais onde o consumo de maconha é legalizado. Em alguns lugares, o cheiro de maconha era muito forte. Andei por toda essa área, passando por várias ruelas e diferentes canais. Deem uma olhada nos canais. A  terceira foto é de um lindíssimo shopping atrás do Palácio Real, na Dam.

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Já vou adiantar que essa parte da cidade não é muito bonita! Mesmo que seja repleta de edifícios tipicamente holandeses e de grande valor histórico, ela é cinzenta. Andei ainda pela zona comercial da cidade e seguindo a recomendação do recepcionista do hotel, terminei meu dia na Leidseplein, uma praça meio afastada do centrão que oferece vários restaurantes e teatros. É uma região bacana, perto dos museus e é possível ver que a cidade por lá é mais charmosa. 

2º Dia

Acordei cedo, tomei o café da manhã no hotel e fui explorar mais um pouquinho de Amsterdã. Minha intenção era visitar o Museu da Anne Frank neste período, mas quando vi o tamanho da fila na porta do museu, desisti. Peguei um bonde e fui novamente a Leidseplein, pois queria visitar o Hard Rock Café. Também dei uma voltinha no Vondelpark, um parque criado no séc. XIX muito charmoso e bem cuidado. No período da tarde, fui ao interior da Holanda para conhecer a arquitetura e as paisagens típicas holandesas. Para esse passeio, adquiri um tour de uma agência de viagens local. As agências estão espalhadas por toda a cidade e oferecem várias opções, inclusive Bruxelas e Bruges, na Bélgica. Paguei € 40 pela minha visita. Durante o passeio, tive a oportunidade de conhecer mais sobre o país. Descobri que grande parte do território holandês está localizada abaixo do nível do mar e por essa razão, o país é cheio de diques e canais (só a cidade de Amsterdã possui 88 canais) que ajudam a manter as terras secas. Em um território com 500 habitantes por metro quadrado (a maior concentração da Europa e uma das maiores do mundo), a terra é algo precioso e é usada de maneira ordenada e inteligente. Como a Holanda é um país plano e há muitos ventos, exploram-se os moinhos como uma ferramenta produtiva. Há 100 anos, a Holanda possuía 3 mil moinhos de vento e eles se transformaram em um dos símbolos do país. Hoje, muitos deles já foram destruídos, mas ainda é possível ver 700 moinhos ativos por todo o território holandês. Os moinhos podem ser explorados para três propósitos: industriais, bombear água e produzir energia.  E com a intenção de conhecer os moinhos holandeses, nossa primeira parada foi em Zaanse Schans, uma cidade de 2 mil habitantes próxima de Amsterdã. Ela é conhecida por ser extremamente típica e por ainda ter vários moinhos em funcionamento. As casas da região têm cerca de 300 anos e os moinhos, 400. Tive a oportunidade de visitar o interior do De Kat, um moinho de tinta de 1782. A cidade é bem fofa, vale a pena a visita! O único problema é que estava chovendo muito, aquela chuva com vento que te molha de todos os lados, então não aproveitei o local como eu gostaria. Deem uma olhada na foto.

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Ainda visitando o interior da Holanda, chegamos a Volendam, uma cidade com 20 mil habitantes que mantém os antigos costumes holandeses. A cidade também é bem fofinha, cheia de casinhas coloridas e bem cuidadas. Os moradores têm o costume de decorar suas janelas de um jeito original, como se estivessem competindo com os vizinhos. Deem uma olhada nas fotos abaixo. Uma pena que as fotos ficaram cinzentas por conta do dia chuvoso.

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Na cidade, visitei a Cheese Factory Volendam, uma fábrica de queijos local. A visita foi meio “pega turista”. Explicaram como era produzido o queijo holandês, mas a explicação foi superficial e deixou bem claro que a intenção era vender o queijo produzido na empresa. Ainda sobre os queijos, fiquei impressionada ao saber que a Holanda possui 4 milhões de vacas, quer dizer, 1 vaca para cada 4 habitantes. Os holandeses são mestres na fabricação de queijos e exportam ¾ de sua produção. Mesmo assim, os holandeses comem muito queijo; são 21 quilos por habitante/ano (muito, não?!). Saindo da fábrica de queijos fomos ao Porto para comer um peixinho frito, prato típico local, e esperar nosso barco para visitar a Ilha de Marken. Marken, hoje uma península, é outro vilarejo fofinho ao norte da Holanda. É uma colônia de pescadores que ainda mantém os antigos costumes holandeses. As casas são todas pintadas em preto e verde, mas isso não se deve à uma estratégia de design e sim por razões econômicas; como a região era muito pobre, as tintas eram feitas a partir de matérias-prima naturais como ervas e alcatrão.  Deem uma olhada.

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Na cidade tivemos a oportunidade de conhecer uma fábrica de sapatos de madeira, ou tamancos. Hoje os sapatos são feitos em máquinas industriais e levam cerca de 5 minutos para ficarem prontos, trabalho que manualmente levaria 3 horas. Nosso guia na fábrica nos contou que esses sapatos ainda são usados na Holanda, principalmente na agricultura. Como parte dos terrenos holandeses são alagados, esse tipo de sapato mantém o pé seco e aquecido. Ainda sobre os símbolos da Holanda, também aprendi um pouco mais sobre a tulipa. A flor, internacionalmente relacionada ao País, não é uma espécie de origem holandesa. Como os holandeses eram grandes navegadores, eles a trouxeram do Oriente Médio há mais de 400 anos. No começo da noite, já cansados e encharcados, a excursão voltou à Amsterdã. Foi um passeio bem bacana e recomendo muito, uma pena que o tempo chuvoso não ajudou.

3º Dia

Hoje foi um dia dedicado a cultura. Pela manhã, fui ao Van Gogh Museum, um museu voltado às obras deste gênio da pintura. A visita custa € 15 e é bem bacana, mas a fila é de matar (1 hora e 10 minutos de pé e enfrentando chuvas esporádicas). Caso vocês tenham interesse em entrar o museu, minha dica é comprar o ingresso antecipado nas agências de turismo. O valor cobrado nas agências é o mesmo e as filas para os visitantes que têm ingresso antecipado não passam de 20 minutos. Não é possível tirar fotos das obras, mas eles exibem as principais pinturas de Van Gogh em paredes para que os turistas possam fotografar. Deem uma olhada.

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A região da cidade onde está localizado o Van Gogh Museum também tem outros museus super interessantes. É um lugar bonito, bem planejado, em minha opinião, a área mais charmosa da cidade. Então caso estejam visitando Amsterdã, não deixem de dar uma passadinha por lá. No período da tarde, fui ao Anne Frank Museum Amsterdam, museu localizado na antiga casa de Anne Frank, uma das inúmeras vítimas das crueldades da 2ª Guerra Mundial. O museu custou € 9 e também é muito legal! É aquele tipo de lugar que precisa ser visitado. As filas na entrada também são coisa de louco! No final da tarde, enfrentei uma fila relativamente pequena (se comparada à fila da manhã) e ainda assim aguardei 45 minutos. Ahhh! O legal é que o atrativo oferece conexão de internet wifi na própria fila. É possível se distrair enquanto espera sua entrada no local. Para aquelas pessoas que tenham interesse em visitar o museu, minha dica é comprar os ingressos online, mas eles precisam ser comprados com muita antecedência, tipo 1 mês antes da visita. Ou façam a visita no final da tarde, quando a fila está menor. O museu fecha às 21h. Nos meses de julho e agosto, fecha apenas às 22h.

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E assim terminou minha viagem à Amsterdã. Fiquei muito feliz de ter visitado a cidade, pois era um destino que eu queria conhecer há muito tempo, mas como comentei no começo do post, eu esperava muito mais. Achei que ela fosse mais charmosa, mais encantada, mais florida, mas o que eu vi foi uma cidade estrangulada com um número de pessoas que ela não consegue mais comportar. Se a cidade em si não me encantou, fiquei impressionada com a beleza dos holandeses. Como eles são bonitos!!!! Do tipo de tirar o fôlego em cada esquina. Além disso, todos falam inglês fluente, o que sempre ajuda. Sobre a gastronomia local, não tenho muitas dicas para dar, pois comi muita porcaria na rua, mas se puder destacar um local legal é a praça de alimentação da Bijenkorf, a principal loja de departamentos da Holanda. A loja é chiquetérrima e no último andar há uma praça de alimentação super charmosa e que oferece vários tipos de buffet com preço bem justos. Adorei!

Próxima parada, Edimburgo!